Reportagens divulgam como a ciência contribui para a melhoria de vida dos baianos
Com o intuito de aproximar a população dos estudos científicos, a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) estreou, no dia 8 de julho, a série de reportagens Bahia Faz Ciência. Agora, após vinte semanas, a série completa duas dezenas de edições em que busca informar como os pesquisadores e cientistas baianos se destacam quando o assunto é ciência, tecnologia e inovação.
As matérias são divulgadas semanalmente, sempre às segundas-feiras, para a mídia baiana, e está disponível no site e redes sociais da Secretaria. De acordo com a secretária da Secti, Adélia Pinheiro, o cenário atual em que a pesquisa científica se encontra é o momento ideal para mostrar à população o que é produzido no meio acadêmico. “Com os recentes cortes da União, é necessário apresentar para os baianos que a educação é o principal meio para gerar emprego e renda. Além disso, as pesquisas científicas retornam para a sociedade em forma de vacinas, programas sociais ou modelos de gestão”, afirmou.
Um exemplo prático sobre como a produção científica gera benefícios para a população diz respeito aos pesquisadores do Instituto Gonçalo Moniz (Fiocruz Bahia), que, financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesb), foram responsáveis por identificar o vírus zyka, conforme explica o diretor da Fapesb, Márcio Costa. “É importante ressaltar que os estudos realizados em universidades estão mais próximos do nosso dia a dia do que se imagina. Todo o conhecimento investido agrega valor para a população baiana que avança através da ciência, tecnologia e inovação”, destacou.
Em sua estreia, o Bahia Faz Ciência trouxe o estudo de pesquisadores do Instituto Federal Baiano (IFBaiano), em Ilhéus, que descobriram novas maneiras de ajudar quem tem diabetes. A pesquisa investigou a casca da fruta mangostão, a fim de criar uma farinha a ser consumida tanto para prevenir a diabetes, quanto para ajudar a controlar os níveis de açúcar para quem é diabético. Além disso, novos tipos de vacina, agrotóxico natural e trabalhos de inteligência artificial já foram temas neste projeto. Ficou curioso para saber mais sobre essas pesquisas? Então fique ligado na série Bahia Faz Ciência e se você conhece algum projeto científico que poderia virar pauta e gostaria que tivesse mais visibilidade, envie sua sugestão para o e-mail [email protected]. A mensagem deve conter título e resumo do projeto junto ao contato do pesquisador.
A iniciativa faz parte dos esforços da Secti em disseminar o ramo científico e torná-lo mais democrático. “Apesar de um estudo ser produzido por um grupo de pesquisadores, o conhecimento pertence a todos. Por isso, queremos levar a ciência para os quatro cantos da Bahia e fazer o nosso estado avançar, demonstrando que além de todos os encantos, a nossa terra é repleta de sabedoria e criatividade”, finalizou Adélia Pinheiro.