Na noite desta quinta-feira (05), populares encontraram o menino Luan Arthur Ferreira de Jesus, 10 anos, nas proximidades da escola CAIC, no Hernane Sá, zona sul de Ilhéus. O menino estava desaparecido desde o último dia 26 de fevereiro, quando foi levado por um homem identificado como Dida.

Segundo informações do Blog Agravo, um grupamento da Policia Militar encontrou o menino junto ao principal suspeito do sequestro. Francisco José dos Santos, de 25 anos, entrou em confronto com a polícia e foi baleado. O indivíduo ainda foi conduzido para o Hospital Regional Costa do Cacau, mas não sobreviveu. No meio da ação policial o garoto teria fugido em direção ao matagal. 

O menino Luan foi encontrado horas depois com a ajuda de populares do Hernane Sá. O garoto aparentava estar bastante assustado, além de estar sujo e machucado. Luan ainda passará por exames de corpo de delito na 7ª COORPIN para identificar se houve o crime de abuso sexual e retornará para a família.

A polícia trabalha com a suspeita do crime de pedofilia. Francisco já foi preso em 2017, pela prática do mesmo crime, acusado de sequestrar e estuprar um menino de 12 anos de idade. O homem respondia pelo crime em liberdade.

Francisco José dos Santos, o Dida, já foi preso por estupro de vulnerável e respondia ao crime em liberdade.

Como ocorreu o sequestro

Luan Artur Ferreira de Jesus mora com o pai e desapareceu no dia 26 de fevereiro. Ele brincava na rua quando foi abordado pelo suspeito, que o levou até um prédio na mesma região.

Imagens do circuito de segurança da região ajudaram a polícia a identificar o homem com quem Luan Artur entra no prédio. O pai do garoto, Ricardo Severo de Jesus, é ajudante de pedreiro e cria o menino sozinho. Ele conta que a criança tinha o costume de brincar na rua.

“Ele só saia daqui para ir para o Banco Raso [bairro] e do Banco Raso voltava para cá. Ele ia sozinho. Eu confiava, porque ele ia e vinha e nunca teve problema. Minha irmã mora lá. Essa foi a primeira vez [que ele desapareceu]”, disse Ricardo,

Segundo o delegado Luciano Medeiros, que investiga o caso, o suspeito conhecido no prédio.

“As informações que nós obtivemos até o momento, é que ele trabalhava para uma moradora desse condomínio como tratador dos cachorros dela, então ele tinha acesso a esse prédio com facilidade. Tanto que nas imagens é assim que ele aparece, em frente ao porteiro, o porteiro imediatamente abre o portão para ele. Ele não é uma pessoa que aparecia ali esporadicamente”, avaliou o delegado.

Nas imagens das câmeras de segurança, é possível ver o garoto pendurado nas costas do homem. Eles entram no prédio por volta das 21h14.

Depois o homem e a criança voltam a aparecer nas imagens registradas pelo elevador do prédio. Por volta da meia-noite e meia, os dois aparecem pulando de uma sacada em um terreno baldio que fica no canto do prédio.