DEUS DO MUNDO SEM DEUS

Manoel Tourinho (*)

Como vamos sair da Pandemia do COVID 19? Várias teses se apresentam: um mundo mais humano e solidário; um mundo mais atento às políticas de bem estar social; um mundo mais previsível para a ocorrência de pandemias, ou, quem sabe, um mundo mais preocupado com as três hipóteses acima, de ocorrências simultâneas e holísticas, porque uma pandemia tem traços de unidade, de totalidade e de fluxo contínuo, já que abranda sua virulência, reduz o número de seus mortos, mas não acaba… seus tratos e curas nunca mais deixam de preocupar a gente, pois vão e voltam…

Esses dias de “recolhimento obsequioso” serviu para a gente arrumar a mente; fazer o debate, ora com a gente mesmo, ora com outras gentes: amigos, colegas e até mesmo os filhos da gente. Foi legal, aliás está sendo legal. Foi bom ter lido a biografia de Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, prisioneiro da ditadura militar de seu país nos anos 60, em que a moda eram os golpes de estado nos países da América do Sul, como o Brasil. Mujica, nas décadas de prisão, diz que aprendeu falar com ele mesmo. Aprendeu a língua da sobrevivência. Para poder falar posteriormente na liberdade, era condição precedente sobreviver ao cárcere. Sobreviveu.

Voltando à remota questão de como vamos sair dessa Pandemia, digo que vou sair convencido de algumas coisas que consegui baixar para os meus arquivos, embora nem sempre o armazenado expresse o exato pensamento das fontes. É como se no ato do “download” eu já fosse alterando as singularidades, pluralizando-as ao meu gosto filosófico e ideológico. Não escondo: é a minha hermenêutica. Muito comum nesse tempo de tanta dor é o apelo-prece ao Senhor Deus para que aplaque e sane o mal: “não permita que doenças cheguem à minha casa”, rezam os crentes… Um querido estudante de teologia, dividindo comigo a sua interpretação sobre as relações entre oração, fé e a crise pandêmica que nos abate, comentava que muitas pessoas acreditam em Deus como criador e soberano. Um Deus que teria então criado a terra e deixado ao homem o cuidado com a terra. O cuidado é nosso. Então somos nós, e não Deus, que temos que resolver nossos problemas. Por outro lado, toda a história da terra foi escrita de acordo com a bondade soberana de Deus, quer entendamos ou não; tudo deve ser feito de acordo com a Seu Amor a todos. Ele nunca subtraiu de uns para entregar a outros. O estudante, a que me refiro, é evangélico pentecostal (não Neo) e vejo o seu discurso coerente com a minha práxis católica da cristologia da libertação e com os ensinamentos da Carta Encíclica Laudato SI’ do Papa Francisco, “sobre o cuidado da casa comum”.

A doença que nos foi trazida pelo COVID 19 revela uma sociedade brasileira cujos líderes nacionais sempre pensaram em si e nunca nos que estavam nas ruas, nas periferias, nos guetos, nas favelas. Fala-se de ‘isolamento social’, habilitando e pagando auxílios

emergenciais com grandes e sofridos “ajuntamentos sociais”. Quanto paradoxo! A crise, que se revela mais social que médico-hospitalar, trouxe a base da pirâmide pobre para cima e levou para baixo o vértice da riqueza; só assim o pobre brasileiro foi visto pregado na cruz; estava escondido, no andar debaixo. Inclusive, os nossos irmãos Espiritas têm recebido mensagens de vários protetores que nos colocam a refletir sobre as patologias de uma sociedade egoísta, que se manifesta na xenofobia, no uso desumano da propriedade privada, nas práticas da “teologia da prosperidade” encouraçada por credos, crentes e Igrejas. E nos convidam a profunda reflexão da nossa participação e presença nessa dor quando se referem a crueldade da pandemia não como castigo, mas um modelo de amparo às chagas do planeta. E quantas dessas chagas se apresentam na nossa terra, na região Amazônica?

Nas palavras daquele estudante, que passou a ser o meu “escavador teológico”, ele conclui, dizendo: “A crença de achar que podemos mudar a natureza humana através da ciência ou política ou à força, chega até ser uma arrogância intelectual. A raça humana existe há pelo menos 6 mil anos! Entretanto, só conhecemos a guerra, o egoísmo, e a destruição. Fundamos uma agência internacional chamada Nações Unidas, achando que poderíamos evitar guerras e conflitos. Desde sua fundação no dia 24 de outubro de 1945, o mundo teve mais de 150 guerras e conflitos, com mais de 100 milhões de mortos. As instituições do Brentonwoods, como o FMI e Banco Mundial, foram criadas (na teoria) para ajudar os países mais pobres e promover o desenvolvimento. Porém, hoje, a pobreza se alastra cada vez mais, deixando desfavorecida a grande maioria da população do mundo”.

E para finalizar, terei que confessar que o querido estudante de teologia e dono dessas sábias reflexões é meu filho Tulio. Veterano de guerra no Oriente Médio, serviu como soldado paraquedista da 82nd AirBorne Division (Fort Brag, NC, USA) e foi para o teatro de operações bélicas para defender a democracia (o mote teórico). Graças dou ao Pai poder hoje conversar com ele, mesmo sabendo que a democracia por qual ele lutou, na verdade, acabou por revelar os interesses privados da família Bush com relação ao petróleo e a indústria bélica. Infelizmente, a economia do mercado e do lucro nos fez apóstolos do consumo desenfreado que agride diariamente a natureza e nos faz ver que o mundo do Deus criador é, hoje, o mundo sem Deus. O Corona vírus foi fabricado nos laboratórios da natureza pela desarticulação brutal e gananciosa dos fatores que dão equilíbrio aos sistemas naturais, pois não esqueçamos que “O livro da natureza é UNO e INDIVISIVEL, incluindo, entre outras coisas, o ambiente, a vida, a sexualidade, a família, as relações sociais” (Bento XVI,2007).

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(*) Professor Aposentado (80). Ex-CEPLAC (1964 – 1989) Agradeço a minha filha Mabel, a assistência.

NOVO LIVRO DO MOREAU

EQUILÍBRIO FINANCEIRO PARA QUALIDADE DE VIDA

Altenides Caldeira Moreau

É um livro que trata das finanças pessoais. Propõe ao leitor ajuizar e refletir sobre o lado financeiro que tem de administrar diariamente, e se preparar para tomar decisões mais adequadas a obter resultados favoráveis para melhor uso dos seus recursos financeiros. Indica algumas mudanças de comportamento nos atos financeiros para manter, em média, os gastos abaixo dos rendimentos evitando as dívidas, especialmente as de consumo. Certamente com reflexos positivos para uma melhor qualidade de vida. Muita gente passa a maior parte do seu tempo pensando e falando em dinheiro, gastos, contas a pagar, dívidas, empréstimos, compra e venda e salários. O planejamento e a ação para o equilíbrio financeiro pessoal, e também empresarial, aqui tratados, farão sobrar tempo e dinheiro para as pessoas usufruírem muito mais das coisas boas da vida. (Aquisição com o autor:073.3639-5366)

A FITA MÉTRICA DO AMOR

Matha Medeiros

Como se mede uma pessoa?

Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.

Ela é enorme para você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravada.

É pequena para você quando só pensa em si mesma, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto.

É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma.

Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será que ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições?

Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, e sim de ações e reações, de expectativas e frustrações.

Uma pessoa é única ao estender a mão e, ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

O PENSAMENTO DA SEMANA

Se cuide para continuar um coroa vivo

A POESIA DA SEMANA

CARÊNCIA DE COLO

Jay Wallace Mota

(SP, 10/05/2020)

A PIADA DA SEMANA

PIADA DE INFORMATICA

Se você……. ao final de uma prece diz EMAIL ao invés de amém. …já assinou um cheque e distraidamente usou @. …se sente inferior aos outros por ter um EMAIL ao invés de ter um inteiro. …ao pegar no sono tem dificuldade para se CONECTAR aos sonhos. …usa o PAINTBRUSH para se maquiar. …usa sua caixa de FERRAMENTAS para pintar o RODAPÉ. …naqueles dias usa MODEM ao invés de Sempre Livre. …diz que Nike é a marca do seu BOOT. …tem o costume de DELETAR seus amigos para a polícia. …para pegar um táxi vai ao PONTO COM. BR. …anda com MEMÓRIA de RAM. …vive abrindo suas JANELAS. …já fez um C*URSOR para vestibular. …para chegar em casa está sempre usando um ATALHO. …costuma preferir o MOUSE ao invés de um bom mousse. ….costuma ver SPAMtalho no seu quarto. …só sabe beber água da FONTE. …consegue provocar um curto no seu PAINEL DE CONTROLE. …mantém a sua ÁREA DE TRABALHO sempre limpa. …prefere um Cheese BUG ao invés de um Cheese Burger. Minha amiga!!! Meu amigo!!! Parabéns!!! Você é ser um internauta!!!

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