O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS BRASILEIROS?

Manoel Moacir Costa Macêdo e Manoel Malheiros Tourinho

Acadêmicos e PhD respectivamente pela University of Sussex, Inglaterra e University of Wisconsin, Estados Unidos

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Não é simples entender o comportamento da sociedade brasileira na atual conjuntura social. Desconhecer a sua complexidade levará à simplificação. Não são recentes e nem inéditas as contribuições sobre a sociabilidade brasileira. As ciências sociais debitam às relações humanas fatos decorrentes das transformações sociais. A história registra os fatos sociais, com os vieses de vencidos ou vencedores. Argumentos são amparados nos paradigmas vigentes da comportada “ciência normal”. Outros serão chamados à complexidade, a exemplo do paradigma por vir da pós-materialidade, uma “espiritualidade laica” no dizer do filósofo francês Luc Ferry.

Para o positivismo, as sociedades foram construídas em etapas por disputas e conquistas. Os êxitos eram contabilizados por ampliação de fronteiras, bens, serviços, honrarias, linhagens familiares, predestinações e exploração de semelhantes. A supremacia se valia da acumulação de riqueza e poder. Registros na cultura, na arte, na ciência e no humanismo foram prendas de ímpares civilizações. As eras, épocas e idades são relatos da humanidade em múltiplas dimensões. O Homos sapiens, tradução de “homem sábio”, espécie superior da existência, não evoluiu por consensos e harmonias, mas por genocídios do Homos, a exemplo do Homo ergaster, o “homem trabalhador”. Não evoluímos do pensar, acolher e proteger, mas do guerrear, abater e destruir. Evidências incutidas na atualidade como seres assimétricos e desagregadores.

Adiante, vencida a pré-história, os impérios foram construídos seguindo as predações sucessivas da supremacia do Homo sapiens. O confucionismo oferecia uma teoria moral paternalista para unir povos guiados pela unicidade do Imperador. Guerras sanguinárias e cruéis duelos impuseram a superioridade de impérios na Antiguidade, seguindo as rupturas nos Estados-nações, até à Contemporaneidade. A identidade pátria, agregou as heranças da espécie e agruras imperiais às perturbações atuais. Transferidos o ódio, a desigualdade, a insensatez, o materialismo, o racismo, a intolerância e a indiferença aos “humanos-brasileiros”, nascidos simples e ignorantes, acessíveis a educação e valores civilizatórios, mas negados à maioria, como apartados da humanidade civilizada. Reações tem acontecido, ineficazes em alterar a essência do status quo. Louvores à rebeldia da “Primavera Árabe”, sufocada, aprisionada e silenciada. A inusitada Occupy, ofuscada pelas luzes de Wall street. Os corajosos “Indignados” esquecidos no surrealismo de Gualdi. As manifestações brasileiras, “as

ruas em disputa”, gestadas como armadilhas extemporâneas e determinantes do presente obscurantismo governamental.

Crises econômicas, políticas, sociais, sanitárias e morais. Sobrepostas e incapazes de arrombar os muros humanitários do bem-viver. A religiosidade cristã, tal Cristo no seu tempo, não subverteu a ordem, não freou os arroubos violentos, nem as bênçãos pentecostais. Controles estão postos à submissão hierárquica, obediência e parcimônia. O “jeitinho brasileiro”, corrupção e privilégios consentidos, escamoteia a legalidade e santifica o “dando que se recebe”, que não voltou, pois nunca saiu. Cientistas sociais em “ensaios da identidade social, nacionalidade e cultura”, em “Brasil, Brasileiros. Por que somos assim?”, não contaminaram com força a explosão de uma “primavera tropical”. “A elite do atraso” descreveu a desigualdade e acumulação criminosa. “Os linchamentos” de vulneráveis mostram a face cruel da justiça com as próprias mãos. A “escravidão estrutural”, holocausto da nossa história, mistificada na utópica “democracia racial”. O “Cavaleiro da Esperança” profetizou o sonho revolucionário. Persistem em formas renovadas a desigualdade, a violência e a hipocrisia. O “contrato social” em ruinas.

Ameaças às liberdades civis, apologia ao armamento civil, desprezo à coesão social, nojo a democracia e estímulo ao ódio não são futurologias, estratégias e planejamentos de curto prazo. Como explicar o seu acolhimento por brasileiros, ditos pacíficos, cristãos e tolerantes à diversidade? Não cabe uma resposta conclusiva, para não simplificar o complexo. Uma pista, pode estar na assertiva do cientista social Zander Navarro: “decorrência da nossa histórica complacência ou, de fato, muito mais a covardia de um povo que não sabe rebelar-se”. No sentir do sociólogo José de Souza Martins, “as nossas transformações sociais e políticas não foram o resultado de grandes revoluções, mas de reformas que não comprometeram a tradição, ao contrário, garantiram a convivência entre o moderno e os modos de vida tradicionais”. O tempo ou “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, dirá se virão as rupturas de fora para dentro, continuará a acomodação interna, despertará as consciências cívicas ou reproduzirá a história do Homo sapiens em espécies transgênicas, como respostas aos atuais pesadelos.

GRANDES EPIDEMIAS DA HISTÓRIA

Gripe espanhola (1918-1919)

Os primeiros casos de gripe espanhola foram registrados nos Estados Unidos.

Acredita-se que essa doença matou, pelo menos, 50 milhões de pessoas.

O começo do século XX também ficou marcado por uma pandemia que atingiu todos os continentes do planeta e causou a morte de, pelo menos, 50 milhões de pessoas. Essa doença ficou conhecida como gripe espanhola, sendo causada por uma mutação do vírus influenza, e afetou, inclusive, o Brasil.

Apesar do nome, a gripe espanhola não surgiu na Espanha. Acredita-se que ela tenha surgido na China ou nos Estados Unidos. De toda forma, os primeiros casos foram registrados em um acampamento militar chamado Fort Riley, que estava instalado no estado do Kansas (EUA). O primeiro paciente de que se tem conhecimento foi o soldado Albert Gitchell. A doença surgiu no contexto da Primeira Guerra Mundial e aproveitou-se do grande deslocamento de soldados e das aglomerações causadas pela guerra para se disseminar pelo mundo. Houve três ondas de contágio, que se estenderam de 1918 a 1919. A segunda onda ficou conhecida como a de maior capacidade de contaminação e foi a mais mortal.

A gripe espanhola espalhou-se por todos os continentes do planeta. A medicina do começo do século XX não sabia o que a causava, porque a tecnologia da época não permitia que os microscópios enxergassem o vírus responsável pela enfermidade. Usava-se aspirina para combater alguns dos sintomas, mas o exagero no uso dessa medicação mostrou-se nocivo. A doença causava infecções que atingiam órgãos como o pulmão, mas não existiam antibióticos na época para combatê-las.

Os sintomas da gripe espanhola eram os de uma gripe comum, como febre, tosse, coriza, dores de cabeça e dores no corpo. Os casos mais complicados, como mencionado, causavam infecções nos pulmões, levando os pacientes a desenvolverem pneumonia.

Como era causada por um vírus, a doença era transmitida pela via respiratória facilmente. Locais que implantaram medidas de prevenção baseadas no isolamento social conseguiram passar pela gripe espanhola com efeitos reduzidos. Já os que não seguiram as medidas de isolamento acabaram sofrendo duramente com a doença e acumulando mortos todos os dias.

Aqui no Brasil a gripe espanhola chegou em setembro de 1918, por meio dos passageiros de uma embarcação inglesa que atracou em três cidades: Recife, Salvador e Rio de Janeiro. Grandes cidades, como São Paulo, sofreram bastante com a doença. Acredita-se que ela tenha contaminado, pelo menos, metade da população paulistana.

No Brasil, como em outras partes do mundo, medidas de isolamento foram tomadas com o decreto do fechamento de escolas, repartições públicas e alguns tipos de comércio. Ao todo, 35 mil pessoas morreram de gripe espanhola no Brasil. https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/grandes-epidemias-da-historia.htm

DEFINITIVO

Martha Medeiros

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional…

O PENSAMENTO DA SEMANA

A evolução é fundamental ao desenvolvimento de uma sociedade, provendo-a de instrumentos para enfrentar os novos desafios. No entanto, que seja sempre para melhor, na busca do bem-comum compartilhado (Do livro, no prelo, VIVER EM DOIS SÉCULOS, L. Ferreira)

A POESIA DA SEMANA

SÓ A LEMBRANÇA

Leonel Alberto Furtado

In Contos e poesias para quem gosta

Haverá sentimentos em extinção,

Que queiram respirar, mas não os deixam,

Sufocados por outros, em profusão,

E que de malefícios não se queixam?

Onde andais, alegria, contentamento,

Há que tempos, que eu, já, não vos sinto,

Que por vezes, tenho o pressentimento,

Que sois, já, dois sentimentos extintos.

E se, lá bem ao fundo, a luz vislumbro,

Sinto em minha alma o desassombro,

De quem tem uma réstia de esperança.

Olhai-me por entre as trevas e a escuridão,

Mostrai-vos ao meu triste coração,

Porque de vós, só, já tenho a lembrança.

A PIADA DA SEMANA

Um cara chegou no trabalho todo de porre e trocando as pernas, o chefe dele chegou e falou pra ele: Droga que estória é esta que te aconteceu pra você estar neste estado?… E o bêbado respondia: – A culpa é do Doutor… Foi o Doutor que fez isso… – Mas como assim? o medico? – Eu fui no doutor, e ele me examinou, e disse pra eu comprar uns negócios… Escreveu num papel… Eu não entendi muita coisa… era uma letra ruim… Mas li lá embaixo… dos garranchos… E pinga 3 vezes ao dia….. Antes de ir embora ele pede um maço de cigarros, que traz escrito na lateral: ‘O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE: Cigarro pode causar impotência sexual’. Assustado, gritou pro garçom: -NÃO. Esse aqui não!!! Me dá aquele que causa câncer..

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