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:: 24/jun/2022 . 13:55

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 62 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) TEMPOS QUE NÃO VOLTAM MAIS.

3) A HISTÓRIA DA IMPRENSA BAHIANA ATÉ O ANO DE 1953 (13ª PARTE).

4) HOMENS QUE AJUDARAM A CIDADE DE ILHÉUS A CRESCER.

5) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

A MÍSTICA DO CACAU

(Do livro em elaboração – O MANJAR DOS DEUSES É DE DAR ÁGUA NA BOCA – Luiz Ferreira & A.C. Moreau).

O cacau desde os primórdios quando da sua apreciação pelos indígenas da América Central, carrega um valor místico. Era consumido, sob forma de bebida preparada a partir das amêndoas pelos reis e nobres das tribos e até chamado de alimento dos deuses. Serviu de moedas para pagamento de impostos das sociedades da época. Foi levado para a Europa por conquistadores como produto exótico para o consumo das elites e nobreza.

Mais tarde, o cacau foi trazido para o sul do Estado da Bahia e cultivado por pioneiros desbravadores das matas primárias ali existentes. Os primeiros plantadores de cacau eram trabalhadores destemidos que migraram de regiões secas do Nordeste do Brasil e se aventuraram pela floresta, desprovidos de ferramentas, de veículos de transportes e de equipamentos adequados de trabalho, lutando braçalmente para criar condições mínimas de vivência.

Com o aumento do consumo e afirmação do mercado, houve uma expansão do plantio de cacau e surgiram as “fazendas de cacau” produtoras das amêndoas para a exportação, pagas em dólares pelas cotações diárias nas bolsas de valores.

As fazendas que produziam cacau, passaram a ter um valor venal diferenciado; os bancos as recebiam como garantias de financiamentos; os frutos “pendentes” dos cacaueiros eram penhorados. As facilidades de crédito rural para cacau, pois, foram enormes.

Os profissionais liberais e pessoas que vinham para a região sonhavam em possuir uma fazenda de cacau e os filhos e filhas dos cacauicultores eram considerados “bons partidos” para o casamento devido as heranças.

Os governos Estadual e Federal criaram órgãos específicos para apoiar a lavoura do cacau em ocasiões de crises de produção e de dívidas que por vezes foram anistiadas.

Os jornais nacionais e estrangeiros noticiavam as riquezas geradas pelo cacau e dezenas de firmas compradoras de cacau se instalaram na região e algumas indústrias de fabricação de chocolate e derivados do cacau vieram para Ilhéus, o maior município de cacau do Brasil.

Estudiosos, cientistas e escritores deram contribuição com análises, projetos, diagnósticos, publicações técnicas, contos literários, poesias sobre diversos aspectos do cacau e do ecossistema regional, tendo como centro, o cacaueiro. Até filmagens e novelas foram montados tomando como tema o cacau.

O Instituto do Cacau da Bahia e a CEPLAC mantidos com taxas sobre a produção do cacau, tiveram um extraordinário crescimento e aplicaram recurso em diversos setores, por meio de centenas de convênios com outras instituições atuantes na Região.

A CEPLAC teve recursos para realizar um forte programa de retorno do cacau às origens, montando um Departamento Especial de incentivo à lavoura de cacau na Amazônia, em especial no Pará.

Todos esses valores, ao longo de aproximadamente 100 anos, criaram uma mística em torno do cacau e do chocolate que se agregou de forma histórica e irreversível à região denominada “Região Cacaueira da Bahia”.

Infelizmente, a região não conseguiu capitalizar e investir de modo mais proveitoso os recursos gerados pelo cacau e até pela sua fama, para empreender um desenvolvimento amplo que beneficiasse toda a sociedade regional com obras e serviços públicos para elevar o ÍDH – Índice de Desenvolvimento Humano, a nível compatível, como aconteceu em outros polos agrícolas, a exemplo do café em Londrina.

 

 

Ação do GAP impede poda de árvore considerada indevida na praça da Catedral em Ilhéus

A atuação de voluntários do Grupo de Amigos da Praia (GAP) impediu mais uma poda de árvores considerada indevida na Avenida Soares Lopes, em Ilhéus. Na manhã desta quarta-feira (22), funcionários da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos tentaram executar uma supressão de galhos considerada crime pelos ativistas ambientais, pois essa atividade está suspensa desde 2020, quando foi impetrada uma ação civil pública de improbidade administrativa contra a prefeitura da cidade, após mobilização do coletivo Preserva Ilhéus que coletou 20 mil assinaturas para a petição.

Conforme a advogada do Preserva Ilhéus e voluntária do GAP, Jurema Cintra, a ação da prefeitura contém várias ilegalidades. “Os servidores não tinham ordem de serviço, não usavam equipamentos de proteção e não seguiam as normas técnicas previstas para poda em áreas urbanas. O que a prefeitura está fazendo não é poda, é mutilação”, explica a ambientalista. Ela chama atenção para o fato de que as árvores da avenida, assim como em outros locais, servem de morada para milhares de aves, embelezam e humanizam a paisagem e proporcionam sombra e ar puro.

O serviço foi suspenso após a intervenção da Companhia Independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa), que verificou a falta da ordem de serviço ou autorização ambiental pelos prepostos do Município. Os agentes da Cippa orientaram os servidores sobre a necessidade de obediência aos protocolos previstos em lei para esse tipo de serviço. Estiveram presentes também os secretários municipais de Meio Ambiente, Diego Batista Messias, e de Serviços Urbanos, João Aquino dos Santos.

Imediatamente após o ato, o movimento Preserva Ilhéus solicitou o revigoramento da liminar concedida pela 1ª Vara de Fazenda Pública de Ilhéus, em 2020, que proíbe o corte de árvores na Avenida Soares Lopes e na zona urbana da cidade. O GAP também protocolou uma denúncia no Ministério Público do Trabalho (MPT) para que investigue as condições dos servidores municipais do setor de iluminação pública. “Trabalham sem equipamentos de segurança, colocando suas vidas em risco”, justifica Jurema Cintra.

Robô-drone será uma das atrações tecnológicas da SuperBahia

A maior feira de supermercados do Norte e Nordeste tem expectativa de gerar R$ 300 milhões em negócios

Um robô-drone com um sistema capaz de identificar os produtos com maior saída das prateleiras e permitir a reposição mais rápida será uma das inovações tecnológicas apresentadas na 11ª edição da SuperBahia – Feira e Convenções Baiana de Supermercados, Atacados e Distribuidores, que ocorrerá de 12 a 14 de julho, no Centro de Convenções de Salvador. O equipamento é o principal lançamento do evento, organizado pela Associação Bahiana de Supermercados (Abase). Com o tema “Conheça o Varejo do Futuro”, o evento reunirá mais de 100 expositores de todo o Brasil em uma área total de 4.216 m². A expectativa é gerar R$ 300 milhões em negócios, um aumento de 13,2% em relação à última edição, realizada em 2019, e reunir um público estimado em 15 mil pessoas

Os avanços tecnológicos para o varejo de alimentos são realidade nos principais estabelecimentos do setor. Se, antes, seguir as últimas tendências do mercado era privilégio de poucos, hoje é uma questão de sobrevivência. De acordo com o superintendente da Abase, Mauro Rocha, o robô-drone será um aliado das redes de atacado e varejo sobre a preferência do consumidor. “Este equipamento utiliza um scanner, que faz a conferência do estoque de produtos de forma mais rápida e assertiva. Também serão apresentados vários sistemas de gerenciamento do cliente na loja (preferência de compras), venda online, software de gerenciamento de categoria (controle melhor do produto e da categoria), entre outros”, explica.

Alguns serviços, como o self checkout, app de compras e tela inteligentes, já estão presentes na maioria dos médios e grandes varejistas da capital baiana, cujo objetivo é melhorar a experiência do consumidor no estabelecimento, reduzindo o tempo de espera e garantindo descontos em determinados produtos. O superintendente da Abase acredita que a tecnologia é uma aliada na comunicação com o cliente. “A comunicação visual, como o layout das lojas e a iluminação de LED, além de um software de gestão eficaz, já tem muita tecnologia. O principal é o supermercadista se atualizar, fazer uso daquela que vai agregar mais valor ao seu negócio e ao consumidor”, esclarece Mauro Rocha

Diversas empresas nacionais e internacionais marcarão presença nos três dias da feira, como Ambev, Heineken, Coca-Cola,Grupo Petrópolis, Seara Alimentos, Indústrias Maratá, Eletrofrio, GS1 Brasil, Ecoart Tecnologia, Coopeavi, Brasfrut Frutos, Dampel Indústria, Uau Inglesa, Rgis Brasil, Mais Frio Refrigeração, Nestlé, Sodexo, Dular, Frutecon, Agencia Argentina de Investimentos e Comercio Internacional, RPB S.A, Latifina S.A, Millan S.A, Docta Mills S.A, Metalurgica Kevin, Bodega Quietud, Bodega Horizonte Andino, Chaquepe, El Campo, Scard Administradora, M. Dias Branco, Concessionária Bravo Caminhões e Ônibus, entre outra

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas por meio do site www.abase-ba.org.br ou pelo telefone (71) 3444-2888. Não será permitida a entrada de menores de 18 anos

 

Ornamentação do São João de Santo Antônio de Jesus vai contar com 125 mil metros de bandeirolas nas ruas

Santo Antônio de Jesus – SAJ para os chegados e mais íntimos – como uma caipira faceira, já vem se enfeitando toda para o São João 2022, com 125 mil metros de bandeirolas colorindo o céu, o forrozinho nos bairros, festival de quadrilhas, além da Vila Junina na Praça Padre Matheus, com artesanato e comidas típicas – tudo ficando pronto para realizar uma das maiores festas juninas do Nordeste, após dois anos de interrupção por causa da Covid-19.

“Durante todo o mês de junho estamos desenvolvendo atividades culturais com foco no fomento à tradição junina, além de preparar a grande festa do São João, que conta com uma das maiores estruturas da Bahia. Os trabalhos de montagem da festa contam com empresas especializadas e utilizam muita mão-de-obra local. O São João é a principal manifestação cultural do povo nordestino. Como a cidade tem Santo Antônio como seu padroeiro joanino, a decoração segue a nossa tradição quase sesquicentenária“, explica Genival Deolindo, prefeito de Santo Antônio de Jesus.

“O São João em SAJ sempre foi muito animado, precedido pela trezena de Santo Antônio. Era uma prévia, durante 13 dias, de muito foguetório às 18h, no meio e ao final da reza, além de muitos balões no céu. Em cada noite era homenageada uma categoria: dos artistas, dos motoristas – com mais fogos – dos bancários etc. A festa antonina-joanina se concentrava na Praça Padre Mateus, onde era o Barracão da Feira e a original igreja jesuítica da cidade, derrubada nos anos 1950”, conta o escritor e jornalista Fernando Vita, um dos filhos ilustres de Santo Antônio.

Vita rememora que não existiam os arraiais juninos em praça pública. “Os bailes eram na roça. No Barracão da Feira, duelavam a Sociedade Filarmônica Carlos Gomes e a Sociedade Filarmônica Amantes da Lira, e a festa junina mais animada era na Sete de Setembro, com fogueiras e bandeirolas nas ruas, animada pela família Andrade, com D. Georgina e Seu Zeca, dono da funerária A Adornativa (hoje, Funerária Andrade). Shows de música junina – com Luiz Gonzaga, Zé Gonzaga, Trio Nordestino, Duo Siriema e Adelaide Chiozzo – eram fora do período de São João, na marquise da Loja Paraíso”, relembra o escritor santontoniense.

 

 

 

 





















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