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:: ‘AGRISSENIOR’

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS-Edição 774 – ANO XVII Nº 03 – 03 de agosto de 2020

POBRE NÃO COME PIB

Manoel Tourinho, Carlos Pantoja e José Alexandre Menezes (*)

Noam Chomsky, é um intelectual. Americano. É Professor Emérito do MIT, o Massachusetts Institute of Technology. É também Professor Laureado pela University of Arizona. Esses títulos são reconhecimentos bastante considerados pela sociedade acadêmica americana. Considerado o mais importante ativista intelectual do mundo. Escreveu obras questionadoras como: Understanding Power, e Who Rules the World, este já tem edição em português publicado pela Crítica, 2017. Sobre Chomsky, Arundhati Roy, ativista indiana dos direitos humanos e ambientais, disse que Noam faz parte de um pequeno grupo de indivíduos lutando contra toda uma indústria. E isso o torna não só brilhante, mas heroico. Uma de seus mais recentes livros (2017) tem título prosaico: ”It is the responsability of intellectuals to speak the truth and to expose lies” exatamente porque não há uma só palavra nesse título que não expresse o sentido mais chão dos termos, ou seja, a ‘responsabilidade dos intelectuais de falar a verdade e expor mentiras’. A escolha é seguir o caminho da integridade onde quer que ele leve. Nessa parte do texto trazemos a liça para reflexão o agronegócio brasileiro. É importante se questionar sobre o quanto é desejável do ponto de vista das políticas públicas aumentar na Amazônia, a participação do agronegócio exportador a custos ambientais e humanos elevados. Estimulados pelas valorizações momentâneas de “commodities” e disparadas do dólar, a preferência é sempre o mercado externo, ainda que a fome do pobre salta aos olhos: mais de 5 milhões passam fome e quase 40 milhões vivem no mercado informal de trabalho. É justo neste cenário, retenções de alimentos com propósito de evitar queda de preços? No processo civilizatório é honesto não reconhecer os crimes ambientais contidos nas suas operações de produção? Desde o preparo do solo, os insumos químicos para a produção e os fins a que se destina, longe muito longe, de assegurar comida limpa e barata. Na perversa lógica das “commodities” mais vale o comercio exterior ao comercio interno. Exportar é o destino. O aumento acumulado do PIB do Agronegócio no primeiro quadrimestre de 2020 foi da ordem de 3,78%, apesar da pandemia… Resultado similar foi apontado nos segmentos afins como o crescimento de 1,33% do PIB do ramo agrícola; 1,05% dos agros serviços e 0,37% da agroindústria. Proclamas enfeitiçadas às custas da expansão da área de produção e dos ganhos de produtividade, segundo o Cepea/USP (2020). Exaltados no “Agro Pop; Agro Tec. Agro Tudo”; menos na desconcentração da renda, na mitigação da fome endêmica e do desemprego estrutural brasileiro. Expulsões de trabalhadores da terra, assassinatos de lideranças são marcas muito perversas deixadas pelos caminhos do agronegócio na Amazônia. Tudo está interligado na “Nossa Casa Comum”, inclusive os danos a vida humana e não humana trazidas nas cartilhas das atividades madeireira, “pecuarização” e plantio de soja.

Essas são verdades que os nossos “nativos” professores, pesquisadores e intelectuais titubeiam em denunciar; preferem silenciar aos acenos de bolsas, viagens ao exterior, equipamentos para os seus laboratórios. Não vendo nossos acadêmicos lutando pela promoção da liberdade, justiça, misericórdia, paz e bem, os governos, sem exceção, igual ao de agora, prefere a desidratação do sistema público de ensino e pesquisa porque assim quebram as resistências acadêmicas e o “Future-se” instala-se. Voltemos a verdade: O pobre não come PIB, mas come a comida sadia da agricultura familiar, cuja métrica é ser humana demais, porque serve primeiro em casa e depois vende na porta ou comparte; troca, faz escambo. Pratica a arte da terra com rosto humano. Com ela não há fome. Ninguém fica sem um prato de comida na casa do pobre. Na Amazônia, a agricultura familiar, incentivada e adotada pelos governos, tem plenas condições de oferecer alimentos em quantidades adequadas com qualidades saudáveis. A expulsão direta da mão de obra rural para os meios urbanos tenderia a queda. Os tugúrios urbanos, a favelização, é efeito direto da produtividade da terra com a mecanização, sementes hibridas, custos competitivos. A fantasia no “Novo Rural”. Desfigurado da sua cultura, da sua gente, das suas irmandades. É um “Novo Rural” sem alma, completamente “despiritualizado” a ferro e fogo. Pobreza invertida, mostrada agora pelo COVID-19. A base da pirâmide passou pra cima. O vértice da pirâmide afundou na insensatez do capitalismo agrário. O capitalismo não tem cuidado pretérito com a pobreza, ao contrário acentuá-la é garantir a expropriação futura. Precariado. Acentuar o “privilégio da servidão”, sem maquiagem, porque o tempo de trabalho é também de dominação social. Acentuada nas academias. Aulas Remotas. Professores empolgados… Por quê? Alienação. Recentemente em uma revista estrangeira, famosa, a “Science” (edição de 17/7/2020) um grupo de acadêmicos brasileiros e não brasileiros, de instituições nacionais e não; mas liderados por um professor de nome indígena Raoni, da UFMG, Minas Gerais, publicou o artigo: “The rotten apples of Brasil’s agribusiness”. Tremores sísmicos foram detectados no epicentro do poder, Brasília. A Ministra. O Veneno. Os “doze apóstolos” intelectuais, autores, parecendo ter lido Chomsky, expuseram com responsabilidade moral a verdade e tiraram as máscaras atrás das quais o agronegócio esconde os fakes. Pobre não come PIB. Come comida que o agro prefere mandar pra fora e mesmo assim envenenada tanto social quanto ambiental: 20% da soja e 17% da carne agro+negociada para o exterior, vem de 2% de propriedades que desmatam ilegalmente na Amazônia e no Cerrado. Os CAR, Cadastros Ambientais Rurais, tornaram-se instrumentos oficiais de grilagem de terra, com áreas municipais cadastradas maiores que sua própria superfície, como o exemplo de Gurupá (PA), no Marajó. Na negligência gerencial deste cadastro, segundo o Serviço Florestal Brasileiro, até o final de 2019, dos 93,7 milhões de hectares cadastráveis na região Norte, foram cadastrados 152,6 milhões de hectares! Um convite para novos conflitos no campo amazônico. Um outro estudo conduzidos por oito acadêmicos da Trase, Imaflora e ICV,(Junho,2020) cotejando a produção de soja e o desmatamento ilegal, em Mato Grosso ( daí a proposta do governo federal de rever a geografia da Amazônia Legal, afim de não incidir “olhares” dos ambientalista sobre Mato Grosso), mostra que 80% da produção de soja provém de 400 fazendas assentadas em terras florestais desmatadas ilegalmente. A produção foi exportada – 46% para a China e 14% para a União Europeia. O foco prioritário do agronegócio na Amazônia, é resultante da demanda alimentar da China. A China troca perversamente nossas florestas por soja. Envenenar nossos solos e nos rios, que lhes importa! Para alimentar o povo chinês, vale tudo! Até mesmo esquecer que Mao Tsé-Tung passou por lá. Os resultados retóricos para a composição do PIB são notáveis, mas infelizmente o pobre não come PIB; aliás, o alimento que tem origem no agronegócio e chega à mesa do brasileiro que pode pagar, é de péssima qualidade; a carne então nem se fala, mesmo retendo o boi para que o preço da carne aumente. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 772 – ANO XVII Nº 01 – 20 de julho de 2020

EDIÇÃO 01, ANO XVII

16 anos, semanalmente, chegando a um seleto grupo de leitores. E TOCANDO EM FRENTE!

OS EDITORES

SILVA JARDIM

BRASILEIRO REVOLUCIONÁRIO MORTO NUM VULCÃO (https://economia.uol.com.br/blogs-e-colunas/coluna/reinaldo-polito/2020/07/14/)

Perdemos o apetite de viver quando nossas paixões são saciadas. Cícero.

Você já deve ter ouvido esta ironia: o Brasil não tem desastres naturais, mas temos políticos. Aqui nós não temos tufões, terremotos, vulcões, mas temos “Suas Excelências” para infernizar a nossa vida. Vez por outra, entretanto somos surpreendidos, e a vida nos prega uma peça. Vale a pena relembrar uma história muito curiosa envolvendo um evento natural e um político – na verdade, um ativista político – comprometido na conquista de um ideal de luta que acontecia no Brasil na época do Império. Neste mês de julho, faz 129 anos que o Brasil perdeu um de seus vultos mais importantes, Silva Jardim.

Antônio da Silva Jardim ficou para a história como Silva Jardim. Nasceu em Capivari, cidade que atualmente leva o seu nome, em 18 de agosto de 1860. Era filho de um professor que mantinha a família com certa dificuldade. Para ganhar a vida, lecionava no sítio onde moravam. Por isso, Silva Jardim teve de se virar cedo. Trabalhou no próprio externato onde estudava. Com espírito aventureiro, assim que chegou a época de fazer o curso superior, saiu de Niterói e foi para São Paulo estudar na Faculdade de Direito de São Paulo. Não demorou muito para se envolver com as ideias abolicionistas e republicanas que movimentavam seus colegas estudantes e estavam presentes.

Como defendia ideias que provocavam debates acalorados na população, por onde discursava era elogiado, criticado, perseguido e até apedrejado. Não se incomodava. Quando lhe diziam que os monarquistas, formados pela guarda negra, organizada por José do Patrocínio, poderiam agredi-lo fisicamente por causa de suas ideias republicanas, respondia: vamos ver quem tem mais coragem, se eu para morrer, ou essa gente para me matar. Ele não estava para brincadeira não. Basta dizer que chegou a fazer discursos com a arma na cintura. Houve até uma vez, num momento de eloquência desmedida, em que brandiu o revólver para que todos pudessem vê-lo.

Essa demonstração de idealismo e caráter, tão rara nos dias de hoje, pode parecer até mesmo utópica diante da realidade política que vivenciamos. A falta de escrúpulos, a desonestidade e a ausência de comprometimento ético de alguns dos “representantes do povo” fazem mais mal

à população que os estragos que poderiam ser provocados pelos desastres naturais. Todos nós nos indignamos ao saber que o político de determinada região desviou para os próprios bolsos recursos que deveriam ser destinados à aquisição de remédios, à construção de hospitais, ou à compra de merendas escolares. Como podem ser tão insensíveis?!

Políticos corruptos, mal-intencionados, incompetentes, entretanto, não são “privilégio” do nosso país, pois vira e mexe chegam até nós notícias de outras nações, revelando que determinado gatuno político foi apanhado com a boca na botija. Tal fato, todavia, não nos serve de consolo. Como o sociólogo norte-americano Richard Sennett bem define: “Caráter é o valor ético que atribuímos aos nossos próprios desejos e às nossas relações com os outros”. Quando as relações sociais são marcadas pela ausência de caráter, a criação de laços duradouros de confiança, lealdade e compromisso mútuo ficam seriamente abaladas. E todos perdemos

.

O VALOR DO FIO DE BIGODE

Luiz Ferreira da Silva

Fui de um tempo em que a palavra tinha valor e não era usada em vão. Os homens se afirmavam pelo seu comprometimento aquilo que lhes eram impostos, honrando as suas calças, expressão que significava a condição do gênero-Homem.

A mentira, desde a infância, não era tolerada, incutindo-se lhe um sentimento de falta grave, que carregava por toda a sua vida. O exemplo vinha dos pais. Infelizmente, com o passar dos anos, essa concepção de hombridade foi perdendo a vez.

Assisti, em um Supermercado, aqui em Maceió (AL), uma Senhora de classe alta, com seu rebento de uns 5 anos, retirar da prateleira uma barra de chocolate e lhe dar enquanto fazia outras compras, não o pagando ao passar pelo caixa.

No século passado, era comum o uso da expressão “fio de bigode”, que consistia em garantir a palavra com um fio do próprio bigode. Valia mais do que qualquer promissória. Palavra dada é palavra de honra; palavra de cavalheiro

Humberto Bati, em artigo publicado em A notícia de Joinville (16-05-2.009), exemplifica: – “Um grande exemplo brasileiro foi Visconde de Mauá, que se tornou o homem mais rico do Brasil de sua época. Como era liberal, abolicionista e contra a Guerra do Paraguai, foi vítima de perseguição política pelo Império e faliu. Ao invés de deixar os credores na mão, vendeu todos seus bens, pagou a todos, limpou seu nome e recomeçou, com a cabeça erguida.

No mundo atual, vemos que a lei que impera não é a do fio do bigode, mas a lei de Gerson: “O mais importante é levar vantagem em tudo, certo?”

O mundo mudou com o crescimento populacional, exigindo uma luta cotidiana pela subsistência e muitas ações de probidade passaram a ser negligenciadas, aflorando a ganância pelo dinheiro.

Aquele brasileiro, tido como um homem bom, sofrido, trabalhador, honesto e solidário, que ouvíamos em tempos passados, sucumbiu no novo milênio, haja vista o processo anticorrupção da “Lava jato”, que escancarou a corrupção de políticos e grandes empresários.

Exceções sempre existem. O que interessa é a “moda” estatística; o comportamento geral das pessoas, independentemente da sua cor, credo ou classificação social.

Diante do exposto, vou tentar ajudar ao prezado leitor as razões do comportamento do brasileiro:

Por que o brasileiro vota nos candidatos corruptos? Não seria uma vontade velada de que também gostaria de ser um deles?

Por que o brasileiro quer começar como chefe, fazer pouco esforço e reclamar sempre do salário? Não seria uma maneira de usufruir sem mérito, passando muita gente para trás?

Por que o brasileiro não respeita os seus limites, avançando os sinais, furando filas, fumando em lugares proibidos? Não seria o abominável “eu posso mais”?

Por que o brasileiro desfila em carros luxuosos e não paga o condomínio, as férias da sua empregada? Não seria o seu gene perdulário?

Por que joga lixo na rua, é mal educado e não respeita os mais velhos? Não seria a sua falta de sintonia com o seu semelhante, vivendo um mundo só seu, criado por ele?

Por que o brasileiro se “suja” com pequenas coisas, abrindo pacotes em supermercados, enganando pessoas pobres (exemplo: flanelinhas) e procrastinando as suas dívidas? Não seria a vontade de “especialização”?

Por que o brasileiro esnoba riqueza em viagens, banquetes, roupas de grife? Não seria uma necessidade de se afirmar, pois não possui atributos interiores para tal?

Por que o brasileiro luta para entrar na política, sabendo do mar de lama que ela é? Seria por essa atração ambiental eivada da expectativa de se dar bem, como já se tornou normal no nosso país?

Por que o brasileiro quando ascende no ranking social se torna prepotente, vaidoso e arrogante, sobretudo com os de baixo? Não seria o gene do deslumbramento que vivia escondido no seu DNA?

Por que o brasileiro se torna esquerdista quando está na pior e muda quando melhora de vida, passando a exercer a opulência, antes combatida? Seria uma revolta pelo que fora desprezando aos que eram iguais, considerando-os uma classe inferior?

Por que o brasileiro pobre quando se torna policial persegue os da sua classe e se apequena ante os abastados? Não seria a concepção de que agora está a serviço da elite e os seus de antes não tem nada a lhe oferecer?

Vou ficar por aqui. O prezado leitor pode agregar inúmeras atitudes do brasileiro que, à luz de outros povos, envergonham o nosso país.

Sempre nos perguntamos por que somos subdesenvolvidos, sobretudo nós aqui do Nordeste. Saímos sempre pela tangente e esquecemos as nossas mazelas. Estudar firme, suar no trabalho e crescer pelo esforço próprio, não estão no “vade-mécum” do brasileiro. Isso é para oriental do olho puxado, para os alemães, para os canadenses e outros “infelizes” que não sabem gozar a vida – assim fala muita gente, sobretudo nos bares, nas rodas de samba, nas feiras de trambiques.

E isso não acontece só com os abastados, mas com os pobres, também. Os ricos dedicam grande parte de seu tempo para lutar pelas sinecuras e mamar nas tetas da viúva (governo = nosso dinheiro suado) e os menos favorecidos no seu limite de vantagens, a exemplo dos sem-terra e dos “bolsistas” do governo que, com raras exceções, nada querem com o trabalho.

E os exemplos dos muitos políticos que se locupletam do erário público, incluindo a família nesta farra com o nosso suado dinheiro?

Como é que vamos ser um país desenvolvido? Recursos Naturais ajudam, mas o fator primordial é a força de trabalho de seu povo, eivada de dedicação aos estudos, muito suor, obstinação, desprendimento, conhecimentos e decência comportamental, com respeito às leis e aos limites da convivência salutar e pacífica. Tudo isso com a valorização da palavra, aquela do fio de bigode.

O FURO NO BARCO

Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.

No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:

– O senhor já me pagou pela pintura do barco! – disse ele.

– Mas isto não é pelo trabalho de pintura. É por ter consertado o vazamento do barco.

– Ah! Mas foi um serviço tão pequeno… Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!

– Meu caro amigo, você não compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, me esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar a sua “pequena” boa ação.

Não importa para quem, quando ou de que maneira: mas, ajude, ampare, enxugue as lágrimas, escute com atenção e carinho, e conserte todos os “vazamentos” que perceber, pois nunca sabemos quando estão precisando de nós ou quando Deus nos reserva a agradável surpresa de ser útil e importante para alguém.

(Autor desconhecido)

O PENSAMENTO DA SEMANA

Meu conselho é que se case. Se você arrumar uma boa esposa, será feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornará um filósofo. (Sócrates).

A POESIA DA SEMANA

SONETO DO AMIGO

Vinícius de Moraes

Enfim, depois de tanto erro passado

Tantas retaliações, tanto perigo

Eis que ressurge noutro o velho amigo

Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado

Com olhos que contêm o olhar antigo

Sempre comigo um pouco atribulado

E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano

Sabendo se mover e comover

E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica

Que só se vai ao ver outro nascer

E o espelho de minha alma multiplica…

A PIADA DA SEMANA

O rato caiu num barril de vinho. Como não sabia nadar, começou a se afogar, a engolir vinho e a gritar por socorro. Mas só quem apareceu para atender ao apelo foi um gato, seu inimigo número um. O gato então perguntou com ironia:

Está se afogando, meu amigo?

O rato, mal conseguindo falar, respondeu:

– Não fique aí apenas olhando. Por favor, me tire daqui. Eu não sei nadar.

– Mas se eu tiro você daí, eu vou comê-lo, pois sou um gato – disse às gargalhadas.

– Eu sei que você é um gato, mas prefiro morrer comido por você a afogado no vinho – disse o rato, já nas últimas.

O gato pensou e respondeu:

– Tudo bem! Eu tiro você daí.

E, tranquilamente, o gato tirou o rato do barril e o colocou no chão.

Mas o rato tratou logo de sumir por um buraco.

– Ei, você me traiu – queixou-se o gato. – Você disse que ia me deixar comê-lo.

– Eu falei isso?

– Falou.

– Não é possível! Eu devia estar bêbado!

oOo

Acessar: www.r2cpress.com.br

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 770 – ANO XVI Nº 46 – 06 de julho de 202

QUALIDADE DE VIDA

Altenides Caldeira Moreau

Têm-se falado muito na qualidade de vida. Principalmente nas condições de vida das pessoas das grandes cidades em que há problemas de habitação, de saneamento básico, de mobilidade urbana, de saúde, de educação, de emprego, de poluição do ar e da água, de alimentação e de higiene, como também no domínio da saúde mental, envolvendo depressão, estresse, alienação e uso de drogas, do alcoolismo e da criminalidade.

Qualidade de vida se refere ao bem estar físico, mental, psicofisiológico, emocional e espiritual, além de relacionamentos sociais, como familiares e de amigos e ainda condições dignas de vivência e de trabalho e remuneração. É a realização profissional e financeira; é usufruir do lazer; é ter cultura e educação; é ter serviços de qualidade; ter transporte, segurança e condições ambientais saudáveis, morar bem, ter conforto; é amar a si próprio, as pessoas, a natureza e a vida.

Uma melhor qualidade de vida requer o suprimento de necessidades e de hábitos de funcionalidade do corpo, do emocional e do mental, aprimoramento das habilidades através do trinômio: boa alimentação, boa forma física e boa cabeça. É tornar a existência descomplicada; é fazer o que lhe dá prazer, com alegria, saúde e bom humor.

A qualidade de vida pode ser definida como sensação íntima de conforto, bem-estar e felicidade em situações de continuidade na vida. Os recursos econômicos e financeiros são básicos e indispensáveis para a qualidade de vida, sem desprezar outros fatores que se conjugam integrantes e integrados para compor o que se chama de bem-estar. Estes fatores estão ligados as condições de saúde física e mental, ao trabalho, ao emocional, a idade das pessoas, ao meio ambiente, enfim, ao contexto social, econômico e político em que as pessoas estão inseridas.

Nas condições atuais de vida de milhões de brasileiros, a qualidade de vida está longe de ser alcançada. Diante da falta de planejamento e de administrações públicas capazes de aproveitar e de distribuir adequadamente os recursos naturais e os produzidos em nosso País. A concentração dos meios de produção e da riqueza, da industrialização, dos bens e dos serviços e a falta de emprego e renda para esta população, avoluma o contingente de marginalizados do trabalho e dos benefícios do progresso. A ganância dos empresários aliados aos políticos administradores e legisladores, subestimando o valor do trabalho, com salários mínimos insuficientes para a sobrevivência e para a busca da independência financeira pelos trabalhadores, distancia cada vez mais os pobres dos ricos, criando cidades-favelas e periferias de desempregados em todas as cidades do Brasil.

Somente uma radical mudança na organização geral das sociedades para reorientar o desenvolvimento do Brasil, poderá dar início a um novo direcionamento do nosso futuro.

GOLPE DO BAÚ

Gilberto Carvalho Pereira

Durante a década de ouro do fruto do cacaueiro, que criava fortuna para os que acreditavam na lavoura, as filhas dos fazendeiros eram classificadas para casamento, pela quantidade de arrobas que o pai colhia. A cotação começava com dez mil arrobas anuais, mas que não despertava grande interesse. Muitos rapazes atraídos pela cobiça cortejavam a Região Sul da Bahia em busca de um melhor destino. Os que iam chegando de outras plagas, propagavam para os parentes e amigos o solo fértil da região. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 765 – ANO XVI Nº 41 – 07 de junho de 202

A ‘NOSSA CASA COMUM’, A CIDADE, E A DOENÇA.

Manoel Tourinho e Otavio Chas

Professores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Belém (PA)

Os comentários inseridos nessa edição semanal do AGRISSENIOR são pertinentes a um trabalho de escopo exploratório sobre possíveis e testáveis relações existentes entre a natureza, a urbanização e as doenças pandêmicas, no caso o Corona vírus, o VID-19. As consequências mundiais da pandemia dispensam comentários quando coloca “ajoelhados no milho” grandes potências mundiais, inclusive dobrando a arrogância do Mr.Donald John Trump, que não desejando “sair por baixo”, dispara contra a China atribuindo-lhe a “fabricação” do vírus; nada mais que um insumo político dos arsenais americanos da guerra fria. Tem muita gente cuidando do controle pós-facto da pandemia; tem muita gente querendo saber donde esse bicho saiu; seria o grupo do explicandum ex-ante. Nós estamos nesse grupo. Trabalhando para testar que o novo Coronavírus é fruto do enorme cansaço da natureza ante as agressões que a “civilização moderna” vem lhe impondo a séculos, desde a revolução industrial em 1760. São altas ‘taxas de saques’ aumentadas em velocidades exponenciais. “A tecnologia está evoluindo mais rápido do que a capacidade humana” Na semana (16 a 25 de maio) do 50 Aniversario da “Laudato Sí ”, exortação do Papa Francisco que nos pede o cuidado com a nossa casa comum, assistimos diálogos que levam a pensar que o tempo da destruição está avançando muito mais rápido que o tempo da consciência cristã; o fosso entre Tempo X Consciência, se aprofunda terrivelmente. O mundo vive no vermelho em razão de um déficit ambiental que cresce a cada ano. A humanidade com sua desumanidade já ultrapassou a capacidade de carga do Planeta; a sua biocapacidade já é antrópica. Desde 2014 que o déficit ambiental vinha se agravando, e boom! explodiu em 2019. O desequilíbrio das relações sociedade-natureza é central na origem desse vírus mortal que nos aflige. Os números da Pegada Ecológica são proxis desse desequilíbrio, cujas causas consideradas como clássicas estão no aumento populacional, nas migrações e no aumento do consumo; esse, por sua vez, sempre a rebocar mais e mais recursos naturais: água, combustível fóssil, minérios, terra férteis, florestas, entre outras. Os comentários que se escreve aqui no AGRISSENIOR, tocam na questão urbana como fator promotor de desequilíbrio. É que as grandes cidades, os mega centros urbanos, as desejadas metrópoles, são consideradas como “essencialidades” dos nossos modelos de desenvolvimento, embora, historicamente, nunca foram razão de alvesço; ao contrário, sempre foram motivos de escuridão, violência e dores, ainda que disfarçadas, sublimadas. A análise que ilumina esses comentários mostrou que há uma correlação positiva muito forte entre o porte urbano das mesorregiões paraense e o quantitativo de infectados (maior pressão urbana, maior risco de disseminação, além de uma forte correlação negativa entre a distância da capital e o quantitativo de infectados (maior distância da capital, menor

risco de disseminação). Os centros urbanos mais densos parecem funcionar como centro geradores e espalhadores do vírus, o que não é estranho devido ao fato de que aí estão localizados os índices mais perversos de pressão sobre os recursos naturais. Tal constatação, que não ocorre apenas por essas evidências, nos levam a pensar, como eleitores e cidadãos, em políticas de descompressão do território para favorecer aqueles que querem continuar vivendo nas suas cidades menores não metropolitanas; viver para sempre nas cidades sedes municipais e até mesmo nas pequenas comunidades rurais. Ao poder público só uma obrigação: prove-las de bons serviços de saúde e ensino em todos os níveis, inclusive o superior. Empregos? As cidades pequenas, vilas e povoados, sabem como cria-los: é só não os expulsar da terra. Um assunto para uma agenda pública pós-pandemia. :: LEIA MAIS »

Os Recursos naturais e A soberania da Amazônia

Luiz Ferreira da Silva, 82

Engenheiro Agrônomo e Escritor

[email protected]

Recursos naturais não querem dizer nada. Mais importante são os Recursos humanos. Apenas 3 exemplos para aclarar esta questão:

Ø. O Japão não tem uma grama de ferro, mas nos vende milhares de produtos que tem o aço de Carajás.

Ø. A Suíça nunca plantou um pé de cacau e nos vende chocolates de primeira linha gastronômica.

Ø. Gramado não tem as praias de Maceió e fatura duas vezes mais em turismo com apenas 35 mil habitantes. A Capital alagoana tem 1 milhão.

O nosso Brasil dos diversos biomas, do ferro, das praias, das bacias hidrográficas, das florestas exuberantes, das frutas tropicais. Recursos abençoados por Deus.

Talvez por termos tanto e tudo, diferentemente dos países do hemisfério Norte, somos acomodados, enquanto eles se superam, a exemplo da Holanda, que teve que aterrar o mar e Israel que tira água do chão árido e desenvolve uma agricultura de alta tecnologia.

Paradoxalmente – ou não? – os países que se ufanam de possuir a floresta Amazônica, como o Brasil, Peru, Venezuela e Equador, continuam pobres, diferentemente daqueles que se desenvolveram em outros ecossistemas.

Isso vem demostrar que cabeças pensantes, trabalho e cidadania, é que dão o tom da riqueza de um povo.

Um magnífico exemplo, a Coreia do Sul, que recentemente entrou no Clube dos países desenvolvidos, ao investir maciçamente em seus Recursos Humanos.

E o Brasil? Nem sabe o que fazer com sua floresta úmida tropical! Suas reservas carecem de estrutura de pesquisa e inexiste um zoneamento econômico-ecológico que indique as áreas para fins de uso agropecuário e de conservação das matas ciliares, cenários ecológicos e sítios fitogeográficos, de modo a orientar a exploração racional do ecossistema sem depredar o meio ambiente.

Adicionalmente, um bando de ONGs sem tirocínio e as Organizações púbicas batendo cabeça e desprovidas de recursos humanos, financeiros e de infraestrutura operacional, incapazes ante à magnitude do Brasil Amazônico, 2/3 do seu território.

Presentemente, a Amazônia rende uma discussão que ultrapassa os umbrais do país, eivada de mitos ecológicos, descambando pela crença da perda da nossa soberania.

Enquanto isso acontece, esquecemos das nossas fronteiras desprotegidas, pelas quais agem os traficantes de drogas e os contrabandistas, sobretudo de armas. Também, tornamo-nos insensíveis à fome de mais de 50

milhões de brasileiros e à negligência ao saneamento básico, além da poluição do ar nas grandes Cidades.

Isso, sim, são ameaças reais ao nosso poder soberano, que estão na nossa cara, diferentemente de suposições alhures. (Maceió, AL, 01 de setembro de 2019)

AGRISSÊNIOR NOTICIAS

Pasquim informativo e virtual.
Opiniões, humor e mensagens
EDITORES: Luiz Ferreira da Silva
([email protected]) e
Jefferson Dias ([email protected])
Edição 724 – ANO XVI Nº 47 – 22 de julho de 2019

EDIÇÂO ESPECIAL 15 ANOS

O AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS inicia o ano XVI, com esta edição (724), significando 15 ANOS em atividades semanais, desde 2004. Nasceu da necessidade de reunir os aposentados da CEPLAC, por ocasião de uma luta por reenquadramento. Foi se firmando e hoje expandiu a clientela, ultrapassando os umbrais de origem – funcionários da CEPLAC. Inicialmente, escrito por Luiz Ferreira da Silva, recebeu a eficaz colaboração de Jefferson Dias, a partir de agosto de 2005, razão da perenidade até a presente data.

A IMPORTÂNCIA DA PERSISTÊNCIA PARA SE CHEGAR A UM OBJETIVO
Por Paola Tucunduva

James Dyson é um engenheiro inglês é um grande exemplo de persistência.
Persistência é um dos comportamentos dos empreendedores de sucesso, mas infelizmente muitas pessoas se consideram persistentes e na verdade são teimosas.
Existe uma diferença entre persistência e teimosia, você sabe qual é?
A diferença é a meta, quem persiste tem um objetivo claro e não perde o foco. Ele pode até mudar de estratégia, mas mantém o esforço para alcançar sua meta.
Já o teimoso não sabe aonde quer chegar, ele acha que persistir no mesmo caminho a vida toda é persistência. Eu te pergunto “Adianta trabalhar 12 horas por dia sem saber onde quer chegar?”
Veja que grande exemplo de persistência:
James Dyson é um engenheiro inglês, que inventou vários aparelhos inusitados. Aqui no Brasil o primeiro que chegou foi o ventilador sem hélice. Se você buscar no Google “ventilador sem hélice” vai vê-lo.
No entanto, a primeira criação dele de sucesso foi um aspirador que não tem aquele filtro/saco interno para reter o pó. Ele separa o pó e o deposita em um recipiente transparente. Quando cheio é só jogar a sujeira no lixo.
Foram 15 anos de frustrações, perseverança, e mais de 5.000 protótipos. Finalmente James Dyson lançou o aspirador de pó Dyson DC01, usando seu próprio nome. Quase dois anos depois, era o aspirador mais vendido na Grã-Bretanha. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTICIAS – Edição 714 – ANO XV – Nº 37 – Maio de 2019

O TRAUMA DA LUA DE MEL

Luiz Ferreira da Silva

In UMA FAMÍLIA SEM EFEITOS ESPECIAIS, Livro publicado em 2003. Gráfica Graciliano Ramos, Maceió/AL.

Década de 50. Terminada a festa, a maioria dormiu na fazenda Primavera. Ou nos quartos preparados para os casais. Ou no chão mesmo; até na relva. A juventude é assim mesmo. Topa tudo. Outros, mais aprumados, foram para as suas casas.

E os noivos? Cada um na sua residência. A lua de mel, como era costume do lugar, só no outro dia. E não poderia ser diferente. Ele, de cara cheia, apagou-se na cama e só se acordou ao meio dia, chamado pela empregada da casa. Estava na hora de se preparar, pois pegaria a Marinete (como era conhecido o ônibus), com destino à praia de Tebas, que passaria vindo de São Miguel Arcanjo, às 3 horas daquela tarde. Dalva, cansada até a alma, com tantos preparativos, seguiu o mesmo destino. Os braços de Morféu.

Ainda bem que o transporte atrasou como sempre acontecia. O Sebastião só chegou às 3 e meia, deixando todo o mundo preocupado.

– O que teria acontecido? Impacientava-se Dalva?

Muitos amigos foram ao chamado “bota fora” do casal. Piadas e mais piadas se ouviam sobre o que seria a noite deles. A maioria impublicável. Já dentro do ônibus, acenando para a plateia, um jovem espirituoso e brincalhão, Dagmar, ainda de porre da noite anterior, saiu com essa:

– Sebastião, gritou bem alto. Você deixou crescer as unhas do pé? Ninguém entendeu; tampouco o noivo.

– Por que eu deixaria crescer as unhas do pé? Que bestagem é essa? Ainda não curou a bebedeira?

– É pra fixar no colchão e fazer finca pé! E fez o gesto obsceno do vai-e-vem.

A Marinete arrancou, mas deu para ver o rosto corado da Dalva. – Que vergonha, meu Deus? Perguntou-se.

No trajeto, Sebastião não se cansava de pensar como seria a sua primeira noite. Temia e tremia Tinha medo que Dalva, pela sua ingenuidade e, sobretudo, princípios religiosos, fosse arredia e até sofresse um trauma.

Corria uma informação sobre a lua de mel das beatas, que o atormentava. Dizia-se que, algumas delas, com o medo do pecado imposto pelo padre paroquial, tornavam-se simples parideiras, sem jamais sentirem qualquer satisfação sexual.

Um seu amigo, Totonho, muito sacana, havia lhe falado sobre o camisolão que elas usavam na primeira noite. Uma vestimenta branca, até os pés e com gola justa ao pescoço, com um detalhe: um furo na altura da genitália. Era por ali, que se dava a penetração, sem tirar a roupa e totalmente às escuras. Era muita vergonha!

Só com o tempo, as coisas poderiam se tornar mais abertas, porém mantendo-se uma distância pudica, como as beatas falavam. Nada de sem-vergonhice. Assim arrefeciam aos maridos mais safadinhos!

– Perguntava, a si mesmo, o pobre Sebastião: Será que mamãe foi assim? E, a Dalva? Moça religiosa, que nunca namorou? Durante o noivado não tivera qualquer avanço. No máximo, um cheirinho. Que drama, meu Deus?

O ônibus velho, do tipo “catanica”, ia parando em todas as bibocas. Com isso, o percurso de 45 km, levou mais de 4 horas. Chegou à porta da pensão de Dona Beré, ponto obrigatório de parada, às 8 da noite. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTICIAS – Edição 713 – ANO XV – Nº 36 – 07 de maio de 2019

LIVRO DA DILU

Dilu Machado, nossa colega ceplaqueana, nasceu em Ubaitaba e passou a adolescência em Ilhéus. É pedagoga, pós-graduada em língua inglesa com ênfase em cultura e suas diversidades. Poeta, cantora e compositora. Além deste, possui três livros ainda inéditos.

Ela mesmo, nos conta: – Meu livro “Sob o sol de Salvador”, relata fatos pitorescos e tragicômicos ocorridos com turistas estrangeiros que visitaram a Bahia nos anos 90. São “causos” verídicos que colecionei num período de 20 anos, ouvidos de um Guia e fruto do período que hospedei estudantes estrangeiros que vinham aprender Português aqui em Salvador. São estórias que apesar de engraçadas ou trágicas, demonstram a diversidade entre as culturas e podem servir para compreendermos e aceitarmos outras raças nas suas idiossincrasias e diferenças. E espero que sirvam para o leitor dar boas risadas, objetivo principal do livro.

Dilu Machado, com singular perícia literária influenciada pelo bom humor, traz a lume situações, algumas até hilariantes, provocadas pela diversidade cultural dos estrangeiros que nos visitam. E nos oferece oportunidade de uma reflexão para compreendermos essas diversidades.

O livro é um deleite para entendermos melhor sobre essa transitoriedade global: turistas encantadores, muitas vezes ingênuos, nos fazem lembrar que basta ser estrangeiro para começar a saga de pagar “mico”. Tais situações se transformam no que há de mais precioso ao final das viagens, transformar tudo em causos que geram boas gargalhadas. (Vitória Régia Sampaio, professora, cineasta, poeta, co-fundadora do Movimento Exploesia).


ENTURMANDO OS VELHINHOS NA TI:

(E-BOOK)

Luiz Ferreira da Silva

[email protected]

As livrarias estão disponibilizando livros em formato digital de fácil acesso e leitura agradável. Podem ser lidos em notebook, tablet e smartfone.

Melhor ainda em leitoras como a Kindle, vendida pela Amazon: www.amazon.com.br)

Nestas, pode-se ter uma biblioteca ampla. O formato permite ler em qualquer lugar e virar as páginas como se estivesse lendo um livro em papel. Vale a pena adquirir, pois ademais se coliga com a Amazon e facilita a aquisição de obras, inclusive antigas. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTICIAS – Edição 712 – ANO XV – Nº 35 – 29 de abril de 2019

O CACAUEIRO NO SEU DEVIDO LUGAR.

(In. CACAU, UM BEM DA NATUREZA PARA PROVEITO DO HOMEM. Livro editado pela Via Litterarum. Luiz Ferreira & A. C. Moreau)

No Sul da Bahia, como já se referiu, o cacaueiro encontrou condições favoráveis de clima, solo, topografia e rede hídrica, razões da sua expansão, chegando a ocupar 600 mil hectares, com a equivalência de uma fonte de divisas de quase 1 bilhão de dólares em determinado ano.

Os homens, abstraindo-se da maneira descrita anteriormente – na violência, ganância e soberba -, mas com muita labuta, obstinação e coragem, deixaram um legado extraordinário. Este, o de colocar a lavoura cacaueira valorizada adequadamente no seu terreno próprio, com muita sabedoria.

Por um lado, manteve preservado o ecossistema; pelo ou­tro, proporcionou um epicentro gerador de riquezas com o pro­duto cacau, cujos reflexos se irradiaram pelas áreas circunvizi­nhas, criando uma estrutura de bens e de serviços que permitiu, com outras atividades agrícolas e congêneres, distribuir benefícios para todas as comunidades, o que infelizmente não foram aproveitados na magnitude dos bônus.

Um simples exemplo para aclarar essa questão. Num dado momento, um empresário investiu, com recursos oriundos da roça, em construções de edifícios na Cidade de Itabuna, significando mal direcionamento ao desenvolvimento da região. Por quê? O ferro, o cimento, a cerâmica, a torneira, etc. foram adqui­ridos em outros Estados, viabilizando as suas indústrias.

Diferentemente seria se aplicado na expansão de novos polos agropecuários, a exemplo da região dos tabuleiros, criando-se uma matriz diversificada, incorporando áreas ociosas ao setor pro­dutivo e econômico. Destarte, também, não se procurou o cami­nho da industrialização, de forma geral, como ocorreu com o produto café, alimentador das transformações e das fábricas no sul do Brasil.

No que respeita ao aproveitamento dos recursos naturais, o pioneiro soube fazê-lo, tornando a terra produtiva, ao utilizar os solos férteis, pedregosos e escarpados, dificilmente utilizáveis para a agricultura de ciclo curto, pela impossibilidade de mecanização.

O cacaueiro, neste contexto, caiu como uma luva devido às suas características conservadoras e restauradores que tem o cultivo. Sua condição original de plantio em sub-bosque em que há um sombreamento permanente controlador do ambiente; a própria floresta nativa, aliada à formação de uma cobertura morta (“mulch”)no terreno pelas folhas que caducam , não só prote­ge o solo do impacto direto de gotas erosivas das chuvas, como proporciona acumulação de húmus, melhorando as condições físico-hídricas do solo.

É como se existisse uma simbiose entre o solo e o cacaueiro. Este necessitando da fertilidade, umidade da terra e proteção dos ventos nos declives e “covoados” para se desenvolver e pro­duzir. Aquele, carecendo desta lavoura para manutenção da sua “vida produtiva”, evitando desgastes de seus nutrientes e deterio­ração da sua capa orgânica.

Com clarividência, pois, soube o primitivo homem do cacau implantar uma lavoura onde nenhuma outra poderia se estabelecer agronômica, econômica e ecologicamente, como uma espécie de nicho para esta planta tão dadivosa.

Hoje, para quaisquer cultivos, deve-se espelhar nesta realidade: usar sem depredar. Em outras palavras, a economia racio­nal do uso da terra, ajuizando-se à cerca da responsabilidade de se manter a agricultura uma atividade sustentável.

Pela condição de grande parte das plantações se situarem em relevo fortemente ondulado, pedregosos e de solos ricos, além do sistema de exploração sem a utilização de máquinas agrí­colas, outra atividade que não a cacauicultura teria condições de vicejar. Em outras palavras, isso quer dizer que dificilmente se conseguiria um substituto à altura, caso um desastre (econômico ou ecológico) viesse a inviabilizar tal atividade.

Não há dúvidas que o lugar do cacau é aí mesmo, onde o rude pioneiro escolheu. Não tinha estudo, mas sabedoria; não era doutor, mas douto; aprendendo à medida que ia experimen­tando, razão pela qual não se aventurou a plantar em outras áreas fora das aluviões férteis e dos solos oriundos das rochas ricas e protegidos pelo relevo. Deixou não só um legado econômico, mas ensinamentos às subsequentes gerações, incluindo os letrados pesquisadores de décadas posteriores, como os autores da presente obra. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTICIAS -Edição 711 – ANO XV – Nº 34 – 22 de abril de 2019

BRASIL – PAÍS POBRE?

Altenides Caldeira Moreau

 Estamos num momento em que se fala e se espera que aconteçam fatos políticos, econômicos e sociais positivos para o bem-estar das nossas populações. A mudança de Governo e a chegada de novos personagens para os cargos da Administração e Direção do País, desperta em todos, novas esperanças.

Mesmo assim, existem os opositores sistemáticos e críticos pessimistas que não oferecem nenhuma contribuição para melhorar o que já temos. Só querem derrubar os governantes, pensando nos seus interesses pessoais.

Falam que o Brasil está “quebrado financeiramente”, que vamos nos igualar a Venezuela e outras heresias mais.

Não procuram, pelo menos, olhar para os dados estatísticos, que estão disponíveis na internet, pelo credenciado e acreditado IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – sobre as riquezas do nosso Brasil.

Ali pode se vê, que o Brasil não é um país pobre, e sim, com pobreza.

Produção de riquezas do Brasil :

209 milhões de cabeças de bovinos; 40 milhões de suínos; 19,7 milhões de toneladas de carne bovina/ano; 13 milhões de toneladas. de frango/ano; 4,2 bilhões de dúzias de ovos/ano; 237 milhões de toneladas de feijão/ano; 12 milhões de toneladas de arroz/ano; 19 milhões de toneladas de farinha de mandioca/ano; 96 milhões de toneladas de milho/ano; 63,7 milhões de toneladas de café/ano; 13  milhões de toneladas de trigo/ano; 121 milhões de toneladas de soja/ano;  35   bilhões de   litros de leite/ano;  570 milhões de toneladas de cana-de-açúcar/ano; 44 milhões de toneladas de frutas/ano; 40 mil toneladas de pimenta-do-reino/ano; 2 milhões de toneladas de algodão/ano; 20 milhões de toneladas de celulose/ano;   3 milhões de veículos motorizados/ano; 1 milhão de motos/ano; 12,5 milhões de televisores/ano; 34,4 toneladas de aço/ano; 229 milhões de celulares fabricados; 3,63 milhões  de barris de petróleo /dia.

O Brasil é o terceiro dos maiores produtores de frutas do mundo, depois da China e da Índia, somente.

O Brasil é o maior exportador de alimentos do mundo, tendo como principais clientes: China, Estados Unidos, União Europeia, Canadá, Argentina, Países Baixos, América Central e Caribe.

Este quadro estrutural de riqueza do Brasil não permite que se diga que é um país pobre.

A existência de 55 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza, ou seja, famílias com renda insuficiente para adquirir os bens necessários `a digna sobrevivência, não é por falta de alimentos e de produtos industrializados, porque estamos alimentando muitos outros países através das exportações de milhões de toneladas de produtos.

A larga pobreza existente no Brasil é por falta de renda para os brasileiros terem acesso aos produtos. È por falta de emprego, de trabalho autônomo, de oportunidades para produzir, de educação técnica, falta de políticas públicas para distribuir renda, falta de desconcentração das rendas, melhoria dos salários, oferta de salários indiretos, planejamento familiar e tantas outras iniciativas governamentais.

Se fossemos patrícios e verdadeiramente brasileiros, não haveria tanta desigualdade no nosso modo de vida. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTICIAS – Edição 710 – ANO XV – Nº 33 – Abril de 2019

COMO SALVAR A LAVOURA DO CACAU?

Luiz Ferreira da Silva, 82

Contribuição à atual Diretoria da CEPLAC,

pela sua importância como agente

 do Governo Federal, que poderia articular

os segmentos da cacauicultura baiana.

em prol da sua recuperação, de modo integrado,

sistêmico e pragmático

(Maceió, AL, 06 de abril de 2019).

O presente documento corrobora a exposição verbal do colega José Carlos Castro de Macedo ao Diretor, Guilherme Galvão, feita num pequeno grupo, quando foi taxativo na implantação de um programa, a exemplo do PROCACAU, como catalizador da recuperação da economia do cacau.

Tanto ele quanto eu, dedicamos toda a nossa vida profissional a expensas do cacau, através da “ESCOLA-CEPLAC”, que nos ensinou o valor do trabalho, eivado de dedicação e ética. Neste momento de débâcle da região cacaueira, não poderíamos deixar de expressar a nossa gratidão através desta propositura que possa revitalizar o tripé do cacau o cacaueiro, o agricultor e a instituição.

É preciso deixar claro que a atual crise do cacau difere de tantas outras do passado:

– A decadência do cacau, cuja região se empobreceu com a sua derrocada, passando de exportadora para importadora;

– A deterioração da CEPLAC, passando de modelo eficaz para uma organização sem ânimos e sem recursos, cada vez mais declinando, sobretudo pela ingerência política insensata e descomedida; e

– A descapitalização e endividamento do produtor de cacau.

Isso significa que a recuperação das plantações e novos cacauais, dependem da solução do tripé, para o qual as ações se interdependem e são urgentes.

Primeiramente, é importante tirar a região da letargia. Quem não se lembra do Procacau que proporcionou um choque positivo em todos os segmentos da economia, alavancando-a?!

A revitalização, pois, passa por um novo Procacau, o II atrelado à solução das dívidas dos produtores, para que eles voltem a recuperar suas roças infestadas pela vassoura-de-bruxa e, também, expandi-las com novos plantios, como souberam fazer nos 10 nos de vigência do programa anterior, cujos resultados carimbaram o “Quinquênio de Ouro”. São eles os PROTAGONISTAS! :: LEIA MAIS »

COMO SALVAR A LAVOURA DO CACAU?

Luiz Ferreira da Silva, 82

Pesquisador aposentado e Ex-Diretor do CEPEC.

[email protected]

Contribuição à atual Diretoria da CEPLAC,

pela sua importância como agente

do Governo Federal, que poderia articular

os segmentos da cacauicultura baiana.

em prol da sua recuperação, de modo integrado,

sistêmico e pragmático

(Maceió, AL, 06 de abril de 2019).

O presente documento corrobora a exposição verbal do colega José Carlos Castro de Macedo ao Diretor, Guilherme Galvão, feita num pequeno grupo, quando foi taxativo na implantação de um programa, a exemplo do PROCACAU, como catalizador da recuperação da economia do cacau.

Tanto ele quanto eu, dedicamos toda a nossa vida profissional a expensas do cacau, através da “ESCOLA-CEPLAC”, que nos ensinou o valor do trabalho, eivado de dedicação e ética. Neste momento de débâcle da região cacaueira, não poderíamos deixar de expressar a nossa gratidão através desta propositura que possa revitalizar o tripé do cacau – o cacaueiro, o agricultor e a instituição.

É preciso deixar claro que a atual crise do cacau difere de tantas outras do passado:

– A decadência do cacau, cuja região se empobreceu com a sua derrocada, passando de exportadora para importadora;

– A deterioração da CEPLAC, passando de modelo eficaz para uma organização sem ânimos e sem recursos, cada vez mais declinando, sobretudo pela ingerência política insensata e descomedida; e

– A descapitalização e endividamento do produtor de cacau.

Isso significa que a recuperação das plantações e novos cacauais, dependem da solução do tripé, para o qual as ações se interdependem e são urgentes.

Primeiramente, é importante tirar a região da letargia. Quem não se lembra do PROCACAU que proporcionou um choque positivo em todos os segmentos da economia, alavancando-a?!

A revitalização, pois, passa por um novo PROCACAU, o II atrelado à solução das dívidas dos produtores, para que eles voltem a recuperar suas roças infestadas pela vassoura-de-bruxa e, também, expandi-las com novos plantios, como souberam fazer nos 10 nos de vigência do programa anterior, cujos resultados carimbaram o “Quinquênio de Ouro”. São eles os PROTAGONISTAS!

Por outro lado, o citado projeto seria uma alavanca desenvolvimentista ativando o comércio, as indústrias de insumo, os investidores, energizando a região, hoje em fogo morto, além de provocar os demais integrantes do

agrossistema cacaueiro, sobretudo ajuizando a pesquisa, que teria de se municiar de instrumentais para não ficar à deriva do processo.

Então, sem mais delongas, urge a implantação do PROCACAU-II, eivado de metas, recursos financeiros e humanos e medidas de incentivo e compensatórias a um empreendimento desta envergadura, nada adiantando as medidas paliativas e remendos, tampouco, embromações políticas. É tarefa para quem vive do agronegócio – do homem que planta ao que consome, com ênfase no setor industrial.

No caso da reestruturação da economia cacaueira sul-baiana/ capixaba, evocando o livreto divulgado pelo autor e José Carlos Castro de Macedo, 3 anos atrás – “PROPOSTA PARA REATIVAR A CACAUICULTURA NACIONAL”, que não teve o eco esperado, seriam estabelecidas metas substanciais de replantação (renovação de cacauais velhos e envassourados); recuperação das roças que tem condições de reversão e expansão (novos plantios):, objetivando uma nova cacauicultura de altos insumos, tendo em mente que o tempo da baixa produtividade não mais se coaduna com o momento tecnológico da agricultura brasileira, cujo salto se deu com o uso de técnicas integradas, enfocada no manejo do solo, que transformaram os cerados, antes solos imprestáveis, em terras produtivas.

E o cacau tem que começar a se preparar para esse novo momento, já existindo um exemplo exitoso de plantio de cacau em solos de tabuleiro no extremo sul da Bahia, a nova fronteira agropecuária, utilizando a fertirrigação. Acresce-se o “boom” da celulose com mais de 600 mil hectares de plantios de eucalipto com tecnologias de precisão.

Um programa dessa magnitude requer uma base de produção de mudas seminais e/ou outros materiais clonais, como acontecera durante o PROCACAU-I, através os campos de produção de sementes híbridas tão bem conduzidos pela CEPLAC. Hoje, dispõe-se da Biofábrica, destinada a produção em escala industrial de material genético, numa área de 60 hectares, em Banco do Pedro, à margem do rio Almada, no município de Ilhéus. Possivelmente, vai ser preciso um novo choque de qualidade gerencial para voltar ao anterior nível de eficiência e eficácia.

Para implantação do PROCACAU-II, teria que o Governo Federal disponibilizar substanciais recursos (a serem quantificados), num espaço temporal de 10 anos, incluindo também investimentos na pesquisa, no fomento e no treinamento de pessoal, sem contar as medidas compensatórias para tornar os produtores aptos ao processo de financiamento de seus imóveis rurais, hoje incapacitados por suas dívidas.

Vale a pena reforçar e destacar a importância estratégica deste programa de revitalização do cacaueiro, com a conotação de “PUXADOR”, como um equivalente ao da Escola de Samba, que comanda 5.000 passistas cantando o samba enredo – uma espécie de “Jamelão do Cacau”.

Só assim e não há outra maneira, a região tomará outro fôlego com a geração de empregos e renda; dinamização de serviços gerais; reativação do comércio e da indústria de insumos agrícolas; e circulação integrada de recursos financeiros dos três segmentos econômicos, beneficiando toda região cacaueira e criando um ambiente de prosperidade, ânimo e fé, tendo o Homem no seu epicentro.





















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