Editoria ‘Entrevistas’
FAÇAM JUSTIÇA <> SOCORRAM ILHÉUS E DESTRUAM SUAS MEZELAS
Para ler em TELA CHEIA clique onde estão as 4 setinhas (Lado direito).
ACM Neto: “Salvador deixou de ser uma cidade que encanta”
No escritório político de Ondina – que foi de seu avô, o ex-senador Antonio Carlos Magalhães -, a movimentação é grande. Dali a nove dias, ACM Neto, o herdeiro do belo casarão branco, assume o Palácio Thomé de Souza, sede da Prefeitura Municipal de Salvador. Funcionários, lideranças e correligionários correm contra o tempo para organizar a mudança para o centro da cidade, enquanto o prefeito eleito faz ginástica na agenda para cumprir todos os compromissos do dia. Antes mesmo de colocar a mão na massa, ele se adianta em resolver questões de interesse da cidade, como a requalificação da orla marítima de Salvador. Parte da nossa entrevista foi feita no escritório de Ondina, a outra, no trajeto dele até Sussuarana, onde tinha uma audiência na Justiça Federal com o juiz que está acompanhando o caso da ocupação das praias. Revelando um profundo conhecimento sobre os problemas de Salvador, não titubeou em nenhuma nas perguntas enviadas por especialistas das mais diversas áreas, elaboradas a pedido da Muito. Apesar da aparência austera, denunciada pelo traje formal que usa, há momentos em que parece esquecer da sua posição de autoridade, chega a ser despojado na postura. Dobra a perna esquerda sobre a poltrona como se estivesse em casa. Mas em momento algum deixa de olhar firme no olho do interlocutor. Tampouco perde o foco com o que tem pela frente. “A segunda parte teremos que fazer no carro enquanto me dirijo até a Justiça Federal, pode ser?”. Assim seguiu a conversa.
Aninha Franco (dramaturga) – O Centro Histórico precisa de um subprefeito, que centralize o poder na área, repleta de demandas urgentes e fundamentais para a preservação do patrimônio baiano. Esse cargo já está previsto na estrutura orçamentária do município?
Vixe! Assuntaí essa entrevista. Ele DETONA o PT
Entrevista com Fernando Chiarelli sobre a posição do Brasil com relação ao narcotráfico.
25 de outubro / Dia do dentista
José Thadeu Gonçalves é cirurgião dentista, 30 anos de experiência e é o diretor técnico da DentalDAY localizada no edf. Cidade de Ilhéus, sala 104.
Dr. Thadeu nesta entrevista vai dar uma panorâmica sobre cáries, implantes, tratamentos, enfim, a conversa com esse destacado profissional dirimirá dúvidas e renderá importantes informações.
R2CPRESS: O que é necessário fazer para ter um belo sorriso?
Thadeu Gonçalves: Ter hábitos saudáveis, evitar uma dieta com açúcar principalmente entre as refeições e escovar bem os dentes três vezes ao dia e ir de seis em seis meses ao dentista.
R2C: Com a visita ao dentista evita a cárie?
Thadeu: Não. A cárie é uma doença dentária frequente que pode ser evitada com uma escovação adequada; para isto o profissional pode ajudar a escolher a melhor escova e pasta (geralmente com flúor) e fio dental evitando, assim, placa bacteriana.
R2C: O que é placa bacteriana?
Thadeu: A placa bacteriana é o acúmulo de bactérias vivas e de resíduos alimentares que depositam sobre os dentes e é o principal fator de doenças como a cárie, doenças da gengiva (gengivite e periodontite).
R2C: Qual a importância do fio dental?
Thadeu: Bem. A escovação não é suficiente para deixar os dentes livres das ações das bactérias. O uso do fio dental é fundamental para remover resíduos alimentares e placa bacteriana que ficam entre os dentes e a escova não consegue alcançar.
R2C: O flúor evita a cárie?
Entrevista: “O Tênis é como um Xadrez em movimento”.
Entrevista com Luis Rogério Menezes, Charinho, Educador Físico e professor de Tênis em Ilhéus e Itabuna.
por Anna Karenina 4085/BA
“O Tênis é como um Xadrez em movimento” – Atleta ilheense, Educador Físico e Professor de Tênis há 15 anos, Luís Rogério Menezes revela em Entrevista os benefícios do esporte, métodos, práticas, eventos e inovações relacionados ao Tênis no Sul da Bahia.
Luís Rogério Menezes, conhecido por Charinho,atua no desenvolvimento de pessoas através do Tênis, esporte que engloba o físico, social, a emoção e a razão integradas à saúde e vitalidade humanas. Tenista ilheense de 1ª Classe é Educador Físico graduado pela Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), além de Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Charinho tem realizado um trabalho ímpar no ensino do Tênis no Sul da Bahia, com pesquisas, competiçõese promoção deeventos. Ministraaulas em Ilhéus na Quadra do Psiu, no Jardim Atlântico, em Itabuna e emResorts como o Canabrava eTxaide Itacaré, inclusive já jogou com personalidades comoo ex-presidente francês, Nicolas Sarcozy, e o tenista argentino tricampeão mundial de Rolland Garros, Guilhermo Vilas. Sem dúvidas, um profissional diferenciado. É credenciado como Treinador Nacional da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), além de ser um legítimo talento como esportista. Quando o assunto éfutsal ou futevôlei, sua habilidade é bastantenotada na região, sendo considerado“o mestre da bola” por quem entendedo assunto. Com formação humanizada e de visão social, Charinho traz, nesta sessão, atualidades sobre o Tênis, experiências, pesquisas e novidades. Confira!
Acontece: 2ª Etapa Copa Psiu do Circuito de Tênis da Academia Profit, em Outubro de 2012 na Quadra do Psiu com atletas e alunos da região em clima de otimismo, esporte, saúde e lazer.
Você afirma que o Tênis é um esporte que une a emoção, a razão, o social e saúde de uma só vez. De que forma?
Entrevista / Augusto Júnior
Graduando em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, Pedagogo, Professor e Policial Militar, Augusto júnior se tornou uma das figuras mais polêmicas e importantes desse primeiro semestre de 2012. Um dos líderes e articuladores da greve da PM, deflagrada em 31 de Janeiro, esta figura cativante, inteligente e intrigante abre o jogo!
Com EXCLUSIVIDADE, conta um pouco da sua vida, dos motivos que originaram a greve e principalmente, fatos que a mídia escondeu. Vale a pena conferir a entrevista!!!!
1 – Fale da sua origem.
Nasci e me criei na Rua Alto do Paquetá, no Bairro da Conquista onde moro até hoje. Meu pai é “trapicheiro”, arrumador (pessoa que carrega sacos de cacau na cabeça), minha mãe lavadeira do Hospital São José. Tenho duas irmãs de sangue e mais uma de criação. Sempre fomos pobres. Lembro-me que quando era criança saia com mainha antes do sol nascer para pegar ficha de consulta médica e não compreendia porque tinha que sair tão cedo para conseguir ser atendido. Muitas vezes ficava revoltado porque não conseguíamos haja vista algumas pessoas dormirem na fila e como as senhas eram limitadas, ficávamos sem a nossa consulta. Outra coisa que me revoltava era quando queria que mainha comprasse algo e ela (coitada), não tinha dinheiro para tal e eu ficava muito chateado e achava que ela não dava porque não queria. Hoje tenho dois filhos e às vezes me sinto como minha mãe se sentiu por muitas vezes, nem sempre posso dar as coisas para eles, principalmente para a mais velha que pede, especialmente agora que ESTOU ENTRANDO NO QUARTO MÊS SEM SALÁRIO, cortado pelo governo. Apesar de uma série de dificuldades, tive uma infância muito feliz. Vivi a minha vida com bastante intensidade na infância, adolescência e agora na juventude.
2- Sua militância começou depois que você ingressou na PM?
Não. Minha militância é de longa data. Nunca gostei de injustiça, sou uma pessoa muito tranquila, por isso as pessoas se surpreenderam comigo no movimento da PM. Eu sempre militei no movimento estudantil, quem foi contemporâneo meu na escola sabe que sempre fui líder de sala, fiz parte de direção de grêmio estudantil. Fui o primeiro de toda a minha família a passar em um vestibular, passei no meu primeiro vestibular na UESC para Pedagogia e quando cheguei ao curso, observei que não tínhamos Movimento Estudantil e junto com grandes amigos, que tenho muito respeito até hoje, fundamos o Diretório Acadêmico de Pedagogia Litza Câmara. Dois anos depois fui reeleito. Quando sai do curso, o D.A acabou. No mesmo ano em que fui reeleito para o D.A. ingressei em uma chapa para concorrer à eleição do DCE e saímos vitoriosos. Fui diretor do DCE por uma gestão, uma época em que o Movimento Estudantil na UESC era muito ativo. Fechamos várias vezes a pista em protesto pelos seguidos aumentos da passagem e pela melhoria no transporte público, fizemos uma luta histórica pelo voto paritário para a escolha do reitor, iniciamos as discussões em torno das cotas na UESC, e hoje ao olhar para trás vejo que as lutas que travamos deram resultados, isso nos faz sentir realizados como seres políticos. Ainda nesse período fui membro da Executiva Estadual de Pedagogia, representando os estudantes em vários Seminários Fóruns e Encontros, fui delegado em dois Congressos da UNE, em um deles ocorrido em Goiânia os estudantes da Bahia tiveram papel fundamental na articulação política, participei da Bienal de Cultura e Arte da UNE e do CLAE – Congresso Latino Americano de Estudantes, ocorrido em São Paulo, no qual fizemos várias manifestações em defesa da Educação Pública, Laica, de Qualidade e Referenciada. Naquela oportunidade fechamos a Av. Paulista por uns minutos para chamar atenção para o sucateamento da educação pública com fins privatista.
Já licenciado em Pedagogia, Pós-graduado em Educação e agora Acadêmico de Direito, insatisfeito com a nossa representatividade da PM, fundamos a ASPRA – Bahia, Regional Ilhéus juntamente com alguns amigos (as) e Marco Prisco um revolucionário e visionário que tenho o prazer de chamar de amigo. No início, poucos acreditaram nessa entidade, pois estavam desiludidos com associações. À medida que tempo foi passando, a ASPRA mostrou-se ser diferente e foi se consolidando como uma entidade forte. Essa confiança de toda a categoria foi coroada com o movimento ocorrido no mês de fevereiro, que da nossa parte, foi pacífico e ordeiro, mesmo que a mídia articulada com o Governo do Estado tenha tentando induzir a população ao erro para que pensassem que éramos um bando de arruaceiros. Devido á força das redes sociais a população tinha acesso ao que era verdade em meio a todo aquele jogo sujo do Governo e por isso ficou em grande parte do nosso lado.
3- Como estudante, professor e soldado da PM, qual a sua visão em relação as politicas sociais implantadas para melhoria da qualidade de vida e dos serviços públicos na Bahia?
LADO NEGRO DO PROGRESSO
Todo progresso nos trás impacto,porque provoca mudanças.A questão social e o meio ambiente que o digam.Novidades é o que não faltam.Se constitui em atrativos diversos ,capazes de fazer o bem e o mal. O grande êxodo que migra para tal foco,dissemina tudo o que se possa imaginar.Os homens de negócio e a mão de obra especializada se dão bem.A questão é que “os outros”, coitados;sem perspectivas nem enderêço, passam a ser moradores de rua,se aglomeram em bolsões habitacionais ,sem qualquer infra estrutura,se identificando como miseráveis e ou delinquentes.Podemos enumerar outros fatores que lhes proporcionam revolta contra tudo e contra todos, roubam e matam.Começam a aparecer as quadrilhas organizadas,bandidos assaltantes que acabam com a paz do lugar.Portanto;desemprego, alto índice de criminalidade,extrema pobreza,falta de saneamento básico para tanta gente,epidemias e discriminação,acompanham êsse tal progresso.Os cursos superiores,formam profissionais,cujo mercado de trabalho também não absorve os recém formados.Desenvolvimentos como êsses .estão cada vez mais inseridos em nossa cidade.Trânsito caótico,demora nas filas de bancos,é peculiar em qualquer lugar.
Quem fala em metrópole,quem clama por construção de shopping,quem compara nossa cidade com outras de maior porte,não pode se queixar dêsse lado podre dos grandes centros urbanos. Ilhéus,com suas grandes obras,com seus grandes projetos,não vai fugir de tal realidade.
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Clelio Fidelis da Paixão
JABES: “TODOS TÊM O DEVER DE ESCLARECER QUALQUER FATO DENUNCIADO”
26/mai/2012 . 22:54 Entrevistas Autor: C.Bahiana
Pré-candidato à sucessão municipal em Ilhéus pelo PP, o ex-prefeito Jabes Ribeiro é tido como o nome mais forte na disputa e, não por acaso, tudo o que lhe ocorrer tende a ganhar destaque na mídia. Não foi por acaso, portanto, que uma visita nesta sexta-feira (25) à delegacia de polícia colocou o nome do pepista em todas as rodas políticas e em blogs da região, com várias versões sobre o episódio.
Em entrevista ao CENA BAHIANA, Jabes afirma que sua ida à sede da 7ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin) estava agendada há mais de um mês e foi, sob o seu ponto de vista, algo normal. “Não houve nenhuma surpresa”, afirmou o político, acrescentando que não foi levado à delegacia.
Neste bate-papo, Jabes também cutuca adversários, diz que o prefeito de Ilhéus não tem aptidão para o cargo e defende a formatação de políticas públicas que permitam a Ilhéus conviver com o Porto Sul sem abrir mão da sustentabilidade e da qualidade de vida da população.
Confira abaixo:
ISRAEL NUNES EXPLICA ALIANÇA DO PCdoB COM JABES
ISRAEL NUNES EXPLICA ALIANÇA DO PCdoB COM JABES
O fato político mais comentado em Ilhéus no último fim de semana foi a decisão do PCdoB de apoiar a pré-candidatura do ex-prefeito Jabes Ribeiro (PP) e a possível indicação do procurador federal Israel Nunes (foto) como vice na chapa jabista. Em uma conversa com o CENA BAHIANA, Israel explica como se deu a decisão, diz que ainda não houve definição sobre sua presença na chapa maj0ritária e comenta sobre a Plenária Unificada, grupo político que vai se desintegrando sem atingir a pretendida finalidade de se unir em torno de uma candidatura a prefeito. Na opinião do procurador, a plenária começou com bons propósitos, mas depois deixou de ser um fórum preocupado com a construção de um projeto de governo, dedicando-se exclusivamente a discutir quem ficaria com a cabeça de chapa. “Essa deveria ser uma discussão à parte, em paralelo apenas, sem perder o viés, o objetivo principal, que era a sustentabilidade”, pondera Israel.
Confira logo abaixo:
Um governo refém de autoridades religiosas. Entrevista especial com Pedro Ribeiro de Oliveira
O governo Dilma está enredado por chantagens de autoridades religiosas, e “dança conforme a música”, constata o sociólogo.
“Não é de teses que o governo tornou-se refém, mas sim de autoridades religiosas que buscam imobilizá-lo por meio de chantagens. Em vez de resistir, o governo deixou-se enredar. Ora, contra a chantagem só há uma saída: resistir ao chantagista trazendo-o para a luz do dia, isto é, obrigando-o ao debate público sobre suas propostas”. E questiona: “Se a maioria da população rejeita a política e aceita a religião, por que o governo seria diferente?” Em seu ponto de vista, Dilma Rousseff possui como meta a integração total do Brasil com o sistema capitalista mundial. “Quem paga o custo desse crescimento é o sistema de vida do Planeta – mas ele não tem voz para protestar”. Exceto oportunidades bastante raras, não existe mais um debate das políticas do governo e do Estado. “A política foi reduzida à disputa por cargos no governo e ao processo eleitoral”, sentencia, na entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.

Pedro Ribeiro de Oliveira é doutor em Sociologia pela Université Catholique de Louvain, na Bélgica. Atualmente é professor do PPG em Ciências da Religião da PUC-Minas. Dentre suas obras, destacamos Fé e Política: fundamentos (Aparecida: Ideias & Letras, 2004) e Religião e dominação de classe (Petrópolis: Vozes, 1985).
Confira a entrevista.
IHU On-Line – A partir da conjuntura política nacional atual, como o senhor percebe a autonomia do Estado em relação à religião?
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ESTUDANTE DESAPARECIDA
ESTUDANTE DESAPARECIDA: PAI ACREDITA EM ENVOLVIMENTO DE EX-NAMORADO
Clébia está desaparecida há 16 dias.
O funcionário público federal Crispiniano Lisboa tem a triste convicção de que sua filha, Clébia Lisboa, está morta. A estudante de Administração da Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC) e ex-funcionária da sucursal do jornal A Tarde em Itabuna desapareceu há 16 dias e o pai acredita que o namorado dela, Sílvio Paulo Maciel, é responsável pelo que tenha ocorrido com a jovem.
Clébia passaria o Réveillon com amigas em Ilhéus, mas sumiu no dia 30 de dezembro, após sair de casa para comprar verduras. Amigas dizem que ela começaria em um novo emprego na primeira semana de janeiro.
Crispiniano recebeu informações de que Sílvio Paulo batia em Clébia. “Colegas de faculdade dizem que ele batia nela e até teria lhe dado uma surra”. O pai da jovem desaparecida foi avisado pelo próprio Sílvio Paulo sobre o desaparecimento, mas apenas sete dias depois. “Ele ligou por pressão das colegas dela. Para mim, ele está enterrado nisso até o pescoço”, afirma.
O pai de Clébia também observa que o carro que Sílvio Paulo utilizava está em nome da estudante. Segundo colegas, ela utilizou o dinheiro da rescisão do jornal A Tarde para pagar a entrada no financiamento do veículo. Depois, Sílvio Paulo teria exigido que Clébia passasse o carro para o nome dele, o que era motivo de muitas brigas.
À polícia e à nossa reportagem, Sílvio Paulo disse que não era namorado de Clébia e tinha com ela apenas uma relação casual (reveja aqui). Também afirmou que está rezando para que ela apareça. Confira a entrevista.
PIMENTA – Senhor Crispiniano, há alguma novidade em relação ao caso?
Crispiniano Lisboa - Nenhuma novidade. Já dei queixa, concedi entrevistas e até agora nada. Clébia está desaparecida há 16 dias, o celular dela continua na caixa de mensagem. Esse rapaz que é suspeito… Acho que ele está enterrado nisso até o pescoço.
Por que o senhor acha isso?
Ele telefonou para mim depois de sete dias que ela havia desaparecido. Colegas de faculdade dizem que ele batia nela e até teria lhe dado uma surra. Clébia telefonou para uma ex-mulher minha em Portugal dizendo que ele tinha dado uma surra nela. Minha ex-mulher ficou horrorizada e disse para eu tomar conta da minha filha, tirar de lá por que senão esse rapaz iria matá-la. Ela ficou de mandar um documento, que deve estar chegando nessa semana, para que eu leve à delegada Sione Porto, que investiga o caso.
A sua filha era agredida pelo Sílvio há muito tempo?
Era, mas escondia isso de mim. Não telefonava para mim para não me deixar preocupado. Esse foi o relato dela para colegas. Inclusive, comentou isso com a minha ex-mulher que mora em Portugal. Ela ligou pra mim quando soube do desaparecimento.
O senhor já conhecia o namorado da sua filha?
Eu só o vi uma vez. Estava em Teixeira de Freitas, onde trabalho, sou servidor federal. Chegaram umas 16h20min e ela apressada para poder ir a Prado, para a casa da mãe dela. Mas eles não ficaram lá. Foram para [a praia de] Guaratiba. Não retornaram para Teixeira. Ela vivia para ele. Não era viver para ela. Ele [Sílvio] tem carro financiado em nome dela, tem dívidas pagas por ela.
É a primeira vez que ela desaparece?
É sim, é a primeira vez. Ela cursa Administração e sempre ligava para pedir dinheiro para pagar faculdade, pagar aluguel de um quartinho na casa da avó [do Sílvio]. Clébia sempre se preocupou comigo.
No depoimento à polícia, o que o senhor disse?
Falei tudo que aconteceu e disse que achava que ele era suspeito. A delegada falou para ele: “o senhor sabe que o senhor é suspeito?”. Ele baixou a cabeça.
E quanto ao notebook que ela usava, está com a polícia?
Sim. Eu peguei o notebook na casa dele. O notebook já estava na casa dele. Por que estava na casa dele se ela estava desaparecida? Levou para quê? Foi para deletar [os arquivos]? Eu não sabia do carro que ele usou para fazer uma tal viagem e estourou os dois pneus. E, depois, usou outro carro. E eu não sei se esse outro carro foi apreendido para fazer perícia. O carro dela já foi encaminhado para Salvador para fazer perícia.
Como foi o telefonema do namorado dela para o senhor?
Quando eu perguntei como estava o relacionamento com ela, ele disse que estava bem. Disse “tá bem, mas só que nós tivemos uma briga”. E eu perguntei: “como está bem se tiveram uma briga?”. Aí ele ficou calado. Eu não acredito que ela fosse louca para desaparecer assim. Com o relacionamento que ela tinha comigo, ela não seria capaz de fazer isso. Ela queria me ver tão bem que ligou para essa pessoa em Portugal e pediu para que não falasse comigo sobre esses problemas.
Quem tiver informações sobre o caso pode acionar a polícia no 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil) ou (73) 9953-5223 (Crispiniano).
Quadro – Entrelinhas da notícia
Entrevista com Seu Jorge numa ótica impetuosa
A experiência aventurosa de uma jornalista sem credencial, com sua narrativa lúdica em forma de conto, sobre o Show do Seu Jorge e a inspirada entrevista com ele, no sábado (23) em Ilhéus.
Por Anna de Oliveira
annakdeoliveira@gmail.com
Fotos: Julay Photodesigner
O dia 23 de abril, sábado de aleluia, não saíra de meus pensamentos, e também dia de São Jorge em Ilhéus.
Embora eu já estivesse conformada com o travesseiro de minha cama, em nível oficial aqui no planeta Terra eu não iria para o show de Seu Jorge. Mas alguém lá em cima mexeu seus pauzinhos para que o que se estava aparentemente consumado, se transformasse em uma das melhores coberturas jornalísticas que até então já experimentei. Eis aqui o novo jornalismo, com seu caráter narrativo literário e ao direito minucioso dos detalhes – o jornalista vive a realidade e narra com seu discurso livre e de dentro da alma, o acontecimento. Aviso aos navegantes que é para quem gosta de ler. É que nem um bolo gostoso, a melhor parte é o recheio.
- Tenho uma surpresa para você, disse minha mãe eufórica assim que cheguei em casa pouco mais que as 23 horas.
- Boa ou ruim? Preocupei-me.
- Boooa! Entre risadas ela me aliviava um possível susto, os nervos a flor da pele. Nossa prima ligou, disse que está com enxaqueca e tem duas entradas para o show do Seu Jorge. Perguntou se nós gostaríamos de ir, disse minha mãe. Caridosamente, claro, ela aceitou os ingressos. Eu mal poderia imaginar que esse seria o início de uma carreira que por tantos anos ensaiei os passos na graduação de jornalismo.
- Vamos logo então nos arrumar, está marcado para que horas?, indaguei.
- Aqui no ingresso diz que é às 22 horas, mas você sabe, nunca começa no horário.
- Vá logo se arrumar e venha no meu quarto que vou fazer sua maquiagem, instrui minha mãe como se fosse minha filha, e eu como uma mãe que cuida de sua cria.
Entrevista: Maurício Telles, novo secretário de segurança, fala sobre desafios que tem pela frente
O secretário recebeu o diretor de redação, Sergio Costa, e o editor-executivo Oscar Valporto, em seu gabinete. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta-feira

"Não temos tempo a perder", diz Telles (Foto: Arisson Marinho).
Autor deste diagnóstico assustador, o novo secretário da Segurança Pública,Maurício Teles Barbosa, mostra que não tem medo de reconhecer o desafio que tem pela frente nem de assumir que vai precisar de ajuda de outras áreas e de outras esferas de Poder para reduzir os índices de criminalidade da Bahia. “Temos que usar as experiências que deram resultados em outros lugares e fazer as adaptações necessárias à realidade do nosso estado”, afirma Teles, 34 anos, delegado da Polícia Federal.
Para enfrentar essa criminalidade com ligações paulistas, ele aposta no modelo carioca das ocupações policiais de áreas de conflito com o tempero baiano garantido pelos seus quatro anos à frente da Superintendência de Inteligência da SSP-BA. O secretário recebeu o diretor de redação, Sergio Costa, e o editor-executivo Oscar Valporto, em seu gabinete. A seguir, trechos da entrevista concedida na sexta-feira.
O governador Jaques Wagner tem assumido a responsabilidade pela política de segurança no Estado. Ele o nomeou secretário de Segurança para o segundo mandato, os próximos quatro anos, a reta final para a Copa do Mundo. Isso não aumenta o peso de sua responsabilidade como executor desta política?
Pelo contrário. Facilita. Dá respaldo. Ajuda a integrar todas as áreas para que a política de segurança tenha mais recursos, contribuições de todas as áreas e seja bem- sucedida. O Pacto pela Vida (de redução de homicídios) é isso. Um programa de governo que integra o trabalho da Segurança com outras secretarias e a participação da sociedade.
O crime na Bahia é mesmo organizado?
Paulo Storani
Rio de Janeiro
Paulo Storani é mestre em Antropologia pela Universidade Federal Fluminense (2008). Pós-graduado em Administração Pública (2004), em Gestão de Recursos Humanos (2002), ambos pela Fundação Getúlio Vargas – RJ, e Treinamento Físico pela Universidade Gama Filho – RJ (1999). Curso de Operações Especiais, é Mestre de Tiro, possui cursos nos EUA e Israel. Foi Subcomandante do BOPE no Rio de Janeiro e consultor do Filme Tropa de Elite. Atualmente é professor da Universidade Cândido Mendes, pesquisador do Instituto Universitário de Políticas Públicas e Ciências Policiais da Universidade Candido Mendes – RJ e Secretário Municipal de Segurança Pública da Prefeitura de São Gonçalo – RJ.
Leia entrevista com o ex-sub-comandante do Bope e uma das figuras que inspirou o capitão Nascimento, de Tropa de Elite
Ele não para. Quando não está na sede do Viva Rio, no Rio de Janeiro, onde assumiu recentemente a função de coordenador de Segurança Humana, Paulo Storani está em alguma atividade pelo Brasil afora.
O sub-comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) – e uma das figuras que inspirou a construção do capitão Roberto Nascimento, personagem representado por Wagner Moura em Tropa de Elite 1 e 2 – é um inquieto. Está sempre “no limite” e usa essa energia para estimular pessoas a se superarem ministrando palestras motivacionais. Entre seus clientes estão empresas privadas e times de futebol.
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