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:: ‘Espaço do Leitor’

BAILANDO NA CHUVA

Anísio Cruz – abril 2018

E ali estava ela maravilhada,

Dançando em êxtase entre poças d’água,

Com os pingos frios a lhe lamber o corpo desnudo.

Sorria zombeteira ante olhares ávidos,

Que a seguiam por detrás dos vidros.

Na noite molhada que lentamente escorria,

Da sua alma penada.

Dançava rindo, e sozinha girava.

Cantava a música que só ela ouvia.

Inebriada, ainda bailava,

Quando a luz do dia a amanheceu mulher.

LUIZ CASTRO EM: DECOLORES

História de Ilhéus

A história de Ilhéus remonta a época das capitanias hereditárias, quando D. João III doou vasta extensão de terra, 50 léguas de largura, ao donatário Jorge de Figueiredo Correia, escrivão da corte real. Instalada em 1535 na Ilha de Tinharé, antigo domínio da Capitania de Ilhéus, a sede administrativa logo se mudou para a região da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Baía de Ilhéus. Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donatário da Capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, enviando o déspota espanhol Francisco Romero para representá-lo na admini- stração da capitania, ademais, enfrentar e depois pacificar a bravura dos índios tupinambás.

Vila de São Jorge dos Ilhéus Logo, a amizade dos colonizadores com os nativos tornou possível a fundação cultural da Vila de São Jorge dos Ilhéus, que se transformou em freguesia em 1556 por ordem de D. Pero Fernandes Sardinha. Considerada por Tomé de Sousa como “a melhor coisa desta costa, para fazenda” a região se tornou produtora de cana-de-açúcar e ganhou muitas construções. Mas, com a chegada dos ferozes índios Aimorés, que passaram a atacar as plantações, Ilhéus sofreu o declínio econômico que resultou em decadência. No século XVIII com a importação de mudas de cacaueiros da Amazônia e sua notável adaptação à condições climáticas da região, Ilhéus viu brilhar diante de si um novo eldorado. O cultivo do cacau passou a gerar um número sem fim de histórias, receadas de cobiça, amores e lutas pelo poder, formando um terreno fértil para os romances de Adonias Filho e Jorge Amado, onde narram as paixões desenfreadas dos coronéis por dinheiro, mulheres e terras.

Doação da Capitania de Ilhéus – 1534 A carta da doação da Capitania de Ilhéus a Jorge de Figueiredo Correia foi assinada em Évora a 26 de junho de 1534. O donatário mandou em seu lugar o preposto Francisco Romero, que primeiro se instalou na ilha de Tinharé, onde fica o Morro de São Paulo e depois, quando descobriram o que seria mais tarde a Baía do Pontal, se encantaram e fundaram a sede da capitania, dando o nome de São Jorge dos Ilhéus, uma homenagem ao donatário Jorge e Ilhéus, devido à quantidade de ilhas que encontraram no seu litoral. Além das que existem ainda hoje, como a Pedra de Ilhéus, Ilheusinho, Pedra de Itapitanga e a Ilha dos Frades, os morros de Pernambuco e o atual Outeiro de São Sebastião também eram ilhas. :: LEIA MAIS »

COMO VENCER NA VIDA FAZENDO FORÇA.

Luiz Ferreira da Silva

Engenheiro-Agrônomo e Escritor

[email protected]

Em 1964, Shephered Mead publicou o livro – Como vencer na vida sem fazer força – mais tarde transformado em peça teatral de sucesso. Por ilação, deve ser o manual de cabeceira da maioria dos políticos brasileiros. Mas com certeza, jamais o foi de Maurício de Sousa, “bipai” da Mônica.

Digo isso depois de ler o livro – Maurício, a história que não está no gibi – gentilmente a mim enviado no final de 2017. Uma leitura gostosa de ler; uma lição de vida para se aprender; um manual para a juventude se orientar.

Peço permissão ao Maurício de Sousa, doravante Maurício, para socorrer grande parte dos jovens que se encontra desnorteada, idolatrando Neymar e Aniita, sem se aperceber o mundo exigente e cada vez mais requerente de pessoas mais capacitadas.

Para se vencer na vida é preciso ter talento. E Maurício possuía nas mãos – habilidade – e na cuca – criatividade, dando ao desenho uma vida ao gosto, sobretudo das crianças, incentivando-as à leitura.

Mas esse dom é importante, porém não é suficiente. Seu pai o tinha, entretanto lhe faltava o que o filho dispunha de sobra. É preciso a decisão, traduzida em força de trabalho – suor, persistência e foco. Talento sem vocação não provoca efeitos positivos. São interdependentes e convergem ao foco fixado. Maurício nos prova com maestria.

Além desses dois “inputs”, há que se munir de uma base para alavanca-los, facilitando a sua sinergia. E o Maurício não perdeu tempo, buscando conhecimentos através de uma base literária e desenvolvendo a arte da escrita, que lhe permitiu atuar em jornais e desenvolver textos para o seu objetivo de ser um profissional de qualidade. :: LEIA MAIS »

PSICOMUNDO <> ENCONTROS PELOS CAMINHOS DA VIDA

O que significa ter “vida independente” em uma sociedade produtiva e caracterizada, dentre outros atributos, como a “sociedade da comunicação”? Não importam os desenlaces entre o amor e a ausência da paz, ou mesmo, os desencontros entre a verdade e a mentira, pois os caminhos são os mesmos para se chegar ao denominador comum das necessidades humanas. O certo na observação da necessidade pessoal de cada pessoa, não é somente aos deficientes, mas também aos que pouco acredita na prosperidade da vida. Necessitam manifestar a força na busca do seu próprio ideal, embora tenha alguns que acham difícil!

Existe sempre a fórmula de levar uma vida com autonomia de poder fazer escolha em todas as esferas da vida, desde a roupa que quer vestir, a comida que deseja comer e até exercer seu papel de forma ampla e irrestrita, com manifestações magníficas dando suportes de qualidades da sua harmonia, tirando a individualidade nas ajudas que devem ser recíprocas e verdadeiras na sociedade em que vivemos. Lamentar que os artifícios das incompreensões humanas vivessem inesperadamente nas patologias mentais de seres humanos, pouco vale. É preciso a sustentabilidade das nossas boas ações no sentido de fazer a nossa parte salutar que traga sustento ao Universo do qual nascemos e vivemos.

Na prestação de serviços e pela tecnologia assistiva, podemos verificar as diferenças entre dependência e independência, quando vemos mais ainda, muitas pessoas sem deficiências físicas nada fazer em beneficio da sociedade em que vive! É muito significante quando podemos observar a salutar vida de pessoas que alcançam o milagre da independência física. E assim como exemplo, verificamos quantos atletas em diversas modalidades de esportes, profissionais liberais, administradores de empresas, e em outras atividades, estão tendo continuidade em sua vida trabalhando e trazendo benefícios para si e para o mundo. :: LEIA MAIS »

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) COMEMORANDO: 50 ANOS DE SÃO PAULO.

2) EXPO ABIÓPTICA 2018.

3) DIVULGANDO SEU LUNGA EM SÃO PAULO.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

Luiz Castro em: DECOLORES

CAUSOS DO ZEQUITO – O seu nome verdadeiro era José Pereira da Silva, conhecido por Zequito por todos os moradores do Distrito do Iguape, onde seu genitor exercia a profissão de Juiz de Paz e era proprietário de uma area agricola naquela região. Além dos afazeres na agricultura, Zequito gostava de ajudar seus pais no  armazem que ao lado da residencia oficial. Lá vendia de tudo, afinal era distante da cidade e os moradores circuvizinhos gostavam de adquirir suas mercadorias de genero alimenticios e algumas miudezas lá mesmo, pois existia o sistema da cardeneta “anote aí depois meu pai paga”.

Zequito foi crescendo e não fez progresso nos estudos fez até o primeiro ano primario, apesar daquela epoca esse cur4so valia pela quinta série ginasial hoje. Ele preferiu se aperfeiçoar na tocagem da roça, nas coisas corriqueiras da agricultura e ser um comerciante considerado prospero. Lá no armazem era bastante movimentado, em epocas de eleições os politicos iam procurar apoio de seu pai que tiha muito prestigio. Alguns fazendeiros ao passar por aquelas bandas também não deixavam de fazer suas paragens para tomar uma dose de bituri (cachaça da epoca) ou então ingerir um caldo de cana ou refresco de graviola que tinha de fartura.

Os tempos foram passando e Zequito começou a mudar de “pato” pra “ganso” ou seja começou a frequentar o Distrito do Iguape onde se concentrava os amigos e as paqueras. Nos novenários ele tirava até de oficial da festa, pois sempre utilizar o vocabulo portugues com maestria. Certa ocasião houve um espertalhão que na calada da noite roubou o sino da Igrejinha e até hoje não descobriram quem foi, dizem que o sino encontra-se numa fazenda de um cidadão alemão que na epoca era colecionador de reliquias religiosas. Isso foi motivo da espionagem procedida por Zequito e seus comparsas. :: LEIA MAIS »

O CONVITE

O CONVITE

Oriah Mountain Dreamer

 

Por Anísio Cruz

Não me interessa saber como você ganha a vida. Quero saber o que mais deseja e se ousa sonhar em satisfazer os anseios do seu coração.

Não me interessa saber a sua idade. Quero saber se você correria o risco de parecer tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com sua lua. O que eu quero saber é se você já foi até o fundo de sua própria tristeza, se as traições da vida o enriqueceram, ou se você se retraiu, e se fechou, com medo de mais dor. Quero saber se você consegue conviver com a dor, a minha e a sua, sem tentar escondê-la, disfarçá-la, ou remediá-la.

Quero saber se você é capaz de conviver com a alegria, a minha ou a sua, de dançar com total abandono e deixar o êxtase penetrar até a ponta dos seus dedos, sem nos advertir que sejamos cuidadosos, que sejamos realistas, que nos lembremos das limitações da condição humana.

Não me interessa se a história que você me conta é verdadeira. Quero saber se é capaz de desapontar o outro para se manter fiel a si mesmo. Se é capaz de suportar uma acusação de traição e não trair a sua própria alma, ou ser infiel e, mesmo assim, ser digno de confiança.

Quero saber se você é capaz de enxergar a beleza no dia-a-dia, ainda que ela não seja bonita, e fazer dela a fonte da sua vida.

Quero saber se você consegue viver com o fracasso, o seu e o meu, e ainda assim pôr-se de pé na beira do lago e gritar para o reflexo prateado da lua cheia: “Sim!”

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro tem. Quero saber se, após uma noite de tristeza e desespero, exausto e ferido até os ossos, é capaz de fazer o que precisa ser feito para alimentar seus filhos.

Não me interessa quem você conhece, ou como chegou aqui. Quero saber se vai permanecer no centro do fogo comigo, sem recuar.

Não me interessa onde, o que, ou com quem estudou. Quero saber o que o sustenta, no seu íntimo, quando tudo mais desmorona.

Quero saber se é capaz de ficar só consigo mesmo, e se nos momentos vazios realmente gosta da sua companhia.

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Nº 34 – 24 de abril de 2018

MORTE DO VELHO CHICO AMEAÇA A CONVIVÊNCIA COM O SEMIÁRIDO

ASA Brasil – Articulação Semiárido Brasileiro :: LEIA MAIS »

MARIONETES LOUCAS E VAZIAS

Anísio Cruz – abril 2018

As notícias do meio político brasileiro, estão me enjoando. Os fatos constantemente repetidos, os fakes que circulam pela internet, vídeos com discursos de políticos contra, e a favor da prisão do Lula, e os fatos que diariamente acontecem no Planalto Central, estão minando a minha resistência, e me deixando com uma imensa vontade de me isolar numa ilha, distante de tudo. Até da internet, evidentemente. Fico me imaginando vivenciando aventuras como a de Robson Crusoé, sem maiores preocupações que viver o dia a dia, conversando comigo mesmo, e buscando as minhas respostas para questionamentos simples, nada além de filosofia barata acerca das coisas que nos cercam. Lembrei-me agora da querida e saudosa mestra Valdelice Pinheiro, na minha passagem pela antiga FESPI, hoje UESC, lá pelos anos de 1980. Ela tentando nos ensinar a pensar, com a liberdade dos grandes pensadores, como o Sócrates, o Platão, e tantos outros que me fogem à lembrança, enquanto nós, seus discípulos, resistindo apegados ao concretismo do nosso quotidiano, recalcitrantes a ensinamentos puros, que da nossa mestra emanavam. Lembro-me perfeitamente da frágil figura, a desfilar pelos corredores, carregando pastas repleta de papéis. A filosofia fluía daquela doce poeta, e pensadora, que tanta falta nos faz, nos dias de hoje, quando repetia amiúde, com a sua voz mansa: “não tenham medo de penar. Pensar não dói”- afirmava. Como ela nos faz falta, nas salas de aula de hoje, fomentando o pensamento crítico, e a capacidade de lidar com situações como as citadas acima…

Voltando ao nosso medíocre quotidiano, chego à conclusão de que nós, simples mortais, não passamos de marionetes, joguetes políticos, em mãos de hábeis prestidigitadores, a nos fazer agir, dessa, ou daquela forma, diante das jogadas engendradas, para que eles galguem posições nos seus tabuleiros. :: LEIA MAIS »

E NO FUTURO, COMO SERÁ?

Anísio Cruz – abril 2018

As imagens que circularam na grande rede, no dia de ontem, me deixaram estarrecido, e triste, ao mesmo tempo. Um garoto de uns 12, ou 13 anos, mais ou menos, sacaneando com uma funcionária de uma escola pública, talvez uma professora, deixaram expostas as feridas de um sistema educacional falido, sob todos os seus aspectos. Os desafios, as provocações, as palmadas, e toques no corpo da mulher, evidenciam o tipo de situações semelhantes que acontecem Brasil a fora, lamentavelmente. As professoras, e professores, reféns de um sistema permissivo, em que eles não podem ser rigorosos com seus agressores, sob pena de serem acusados, e enquadrados no Estatuto da Criança e do Adolescente, e submetidos a processos punitivos, na área cível, como também administrativamente, com a perda das suas carteiras de docentes, ficando marcados profissionalmente, de forma cruel, para todo o restante da sua vida profissional. Não se pode ignorar, também, as agressões físicas perpetradas por pais, ou responsáveis, quando providências mais rígidas são tomadas.

Paralelamente, o critério adotado, de não haver reprovações para os maus alunos indisciplinados, e de péssimos aproveitamentos escolares, que além de tudo, perseguem aqueles que possuem uma maior aplicação nos seus estudos, demonstrando cabalmente que, a célula adoecida, como no câncer, espalha-se por todo o organismo, comprometendo, perigosamente, o futuro das nossas crianças, se algo não for feito. Aliás, esse quadro doentio, é o reflexo de uma política equivocada, que de há muito foi sendo articulada nos frios gabinetes governamentais, mascarando números estatísticos, e apresentando uma eficiência que, todos sabemos, jamais aconteceu nos últimos anos. Lembro-me, muito bem, de uma enganosa publicidade dos números do IDE, em que uma moça bem falante e bonita, subia elegantemente uma escada, em cujos degraus eram assentados números percentuais animadores, como se tudo estivesse maravilhosamente bem. Propaganda enganosa, bem sabemos, e as provas aí estão, nas redações do ENEM, e nas universidades para onde são levados pelas quotas, onde os baixos rendimentos são a tônica. E fico a me perguntar, que tipo de profissionais estarão atuando no mercado de trabalho, multiplicando as suas dificuldades pessoais, e atingindo a todos, indistintamente? Serão eles que, além de tudo, estarão cuidando da nossa saúde, construindo edifícios, cuidando da aplicação das leis, e sobretudo, da formação de novos indivíduos geração após geração. :: LEIA MAIS »

PSICOMUNDO <> CARENTES PRINCIPIOS SOCIAIS E FAMILIARES <>

É comum se ouvir falar que só lamentamos a perda de um homem honesto, digno, sensato e humano quando morre uma criança! É que mundo de todas as crianças é feito de sonhos e esperanças. Esses pequenos e nobres habitantes terrestres desconhecem o que poderá encontrar no cotidiano de suas existências! No sentimento de uma criança o pai é sempre um velho guerreiro, um herói. A mãe é um porto seguro de proteção e uma ponte que coloca seus entes queridos para o outro lado do mundo mostrando o poder da imaginação do bem transformador de fé e esperança de que tudo vai bem. Não é por acaso que para os pais, e principalmente, “para as mães” os filhos são joias raras intocáveis e sem nenhum defeito físico ou moral.

Essa explanação narra minuciosamente, simplesmente um assunto consumado, aí residindo à força do amor na sua essência de integralidade das criaturas que formam as famílias pela vida a fora. Uns com desvelo na busca pelos reais objetivos, e outros negativamente com os aberrantes graus de inúmeras degradações mentais, se debandam na sua singular capacidade viver e vencer. Existem até os que bradam com suas entranhas opiniões arremessando um pensamento caótico, fazendo calar a todos que os cercam: “não tenho nada com isso, a humanidade que se dane”!

Verificamos em nossa humanidade os sérios desvios de espírito, de ideias, de juízo, usado de forma inconsequente à extravagância de falsos conceitos. O poder das pessoas são atividades internas provocando uma atuação do ser onde a existência humana realmente existe. Porém, é fundamental e está o estado de atividade iminente dos seres organizados. E, olhando bem, quantas crianças são jogadas no mundo, a grande escola maculada, numa correnteza de pensamentos vazios! Surgem grandes contratempos e desajustes sociais, assim vêm os lamentos, passando uma esponja e nada é feito evidenciando criar novas fórmulas para transformar às vezes, tristes acontecimentos que são envolvidos pessoas inocentes. Quem sabe, renovar os alicerces arcaicos a fim de criar uma nova estrutura humana. :: LEIA MAIS »

CONTRADIÇÕES INSTITUCIONAIS

À crise político-econômica por que passa o Brasil as autoridades não cansam em exaltar à Constituição Federal.

Mas, se se considerar que o Supremo Tribunal Federal em 2016 mudou a interpretação do inciso LVII de seu artigo 5º que diz “que ninguém será considerado culpado até o transito em julgado de sentença penal condenatória”, ficando a favor da condenação em segunda instância, a prática adotada pela instituição que mais devia respeita-la, contradiz a louvação. A contradição se dá meio a Lava Jato visualizando culpados por crime de corrupção e com isso a euforia por justiça da turba nas ruas. Os arrazoados da mudança como entendidos por este cidadão na época, numa análise miúda, se basearam fundamentalmente na prescrição de processos como causas de impunidades e, na proposição de que prisões antecipadas não rescindem o requisito do “trânsito em julgado”, porque um outro, o LXI do referido artigo, ao rezar que ninguém será preso a não ser “por ordem escrita da autoridade judiciaria competente”, entendeu o Supremo como um credenciamento ao ente judicial. A primeira alegação atribui à defesa o motivo da morosidade nos julgamentos dos processos, embora, como exposto na mídia, esse ‘modus operandi’ da justiça brasileira esteja mais vinculado aos seus ‘engavetamentos’ nos tribunais do que pela ação defensora, haja vista sua limitação de prazos. A outra, bom, a outra é como o magistrado superior vê a constitucional presunção da inocência.

No ano seguinte (2017), noutra decisão, a Corte Suprema votou por somente poder afastar um parlamentar de seu mandato com a anuência do Congresso Nacional, quando indicava imperativo ela tomar a responsabilidade para si. Esta sessão decisória foi decorrente do badalado caso de quebra de decoro por um Senador da República em que rolara grana alta e até ameaça de morte a um delator. Então, torna-se plausível se dizer, com relação a esse fato, que o Corte se “apequenou”? Este termo foi usado pela sua presidente quando lhe perguntaram se poria de novo o ‘documento da infidelidade’, vamos dizer assim, na mesa, diante da Ação Declaratória de Constitucionalidade impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil. Como ministros da Corte Suprema possuem a prerrogativa de mudar de entendimento –uma ministra, por exemplo, declarou sua convicção pelo ‘trânsito em julgado’, mas era obrigada a seguir o juízo do colegiado–, seria mais uma oportunidade da Corte, numa análise mais acurada, ratificar o ato de desprezo à Carta Magna ou corrigi-lo. Arredondando, na ocasião a presidente respondeu que pautar tal tema novamente seria “apequenar” o Supremo. :: LEIA MAIS »





















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