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:: ‘Espaço do Leitor’

QUE SEJA SEM MAIS DELONGAS

Perto de completar um mês, a entrega da Ponte Jorge Amado –a nova ponte Ilhéus a Pontal– demorou pra cacete de acontecer, mas compensando o atraso a inauguração se deu em duas versões: A popular em 28 de junho, aniversário da cidade, e a oficial em 1/7/2020. A primeira ocorreu quando uma multidão empolgada desobedecendo as regras de distanciamento contra a pandemia que assola o planeta, ocupou-a e, inaugurou-a extraoficialmente. Na de solenidades, tomada dias antes por uma onda de incerteza –surfada por próis e contras o festejar do evento em razão da citada doença–, o governador Rui Costa em pronunciamento ao proliferado zum-zum-zum não hesitou proferir (aqui de modo não literal) que não estava preocupado com ‘ato de inauguração’ e sim em salvar vidas de pessoas. Abro parêntese para inserir que a postura do gestor –num país que dinheiro público é facilmente canalizado para festejar lançamento (mesmo em situações calamitosas) de pedra fundamental sem expectativa de andamento, foi deveras, salutar.

Alcaides e edis, à frente a Secretaria de Saúde, também abraçaram determinados (alguns nem tanto) o humanitário objetivo, a exemplo, se diga, do prefeito ACM Neto na capital. Atitudes estas não vistas até agora –sem nenhum viés político na afirmação– por parte de sua excelência, o mandatário maior da República. A propósito, como o soteropolitano e o estadual estão firmemente envolvidos e empenhados no combate à Covid 19 (nome da moléstia epidêmica causada pelo Coronavirus, o patógeno) e, como transita no noticiário que despois desta pandemia as relações humanas em todos os continentes serão diferentes, terão um tom, digamos assim, mais prudente, da espiritualidade baiana já saiu que, das consequências negativas provocadas pela doença, duas foram benéficas: o alinhamento entre dois adversários políticos e o fato do ‘bom-senso’ ter chegado primeiro na Bahia antecipando as previsões.

Noutra declaração pública o governador afirmou que a materialização da Ponte significa um sonho da Região. Sem dúvida Governador, pela importância sobretudo econômica que ela representará para estas bandas sulinas do Estado, realmente é um sonho, e sonho sonhado de longa data. Para a cidade ilheense, a iniciar pela solução do trânsito, os benefícios são incontáveis e estão às claras. E o que dizer da bela visão da praia e da avenida Soares Lopes, da baia do Pontal, enfim do ar metropolitano –como se expressam os mais arrebatados– que os seus 533 metros de extensão oferecem?

Como estudos mostram que –por falar na geográfica região ao sul do Estado– pós-debacle da cacauicultura do fim dos anos 80 do século passado –com o aparecimento da Vassoura de Bruxa– a matriz econômica do Sul da Bahia mudou do setor primário para o setor terciário da economia, significando afirmar que o cacau perdeu a liderança em gerar riqueza, hoje muito se questiona se o termo ‘cacaueira’ deve permanecer na referência regional. Para uma faixa de terra que contribuiu ao longo de anos com expressivos recursos financeiros para o Estado da Bahia e para a União, que é conhecida no mundo como ‘Civilização do Cacau’ e, expecta ainda contrapartidas justas desses entes públicos, natural que, pela tradição cultural a expressão se torne persistente entre os sul-baianos. :: LEIA MAIS »

CORTAR ÁRVORES É FÁCIL!

Em Ilhéus, na contra mão do que se recomenda no restante do mundo civilizado, existe uma infeliz tradição de “solucionar” qualquer dificuldade relativa à urbanização, da forma mais fácil e quase sempre, indevida. Seja no serviço público como no privado, todas as vezes que aparecem dificuldades na execução ou na manutenção das construções e das vias públicas, ou mesmo das residências particulares, que tem alguma interferência com as árvores próximas, a única ideia que surge é simples e rápida: CORTE A ÁRVORE! Se caírem as folhas que “sujam” o quintal ou o passeio, CORTE A ÁRVORE! Se as raízes se expandem e ameaçam os pisos, tubulações ou edificações… CORTE A ÁRVORE… Se deseja fazer uma modificação na via ou uma construção qualquer e existe uma árvore no caminho, CORTE A ÁRVORE!

Claro que muitas vezes surgem necessidades reais e imprescindíveis de retirar árvores para viabilizar serviços e obras que tragam benefícios à população e não existe outra solução que não seja a retirada ou substituição de determinada cobertura vegetal. E nesses casos não há qualquer problema em fazê-lo, pois se trata, antes de tudo, de uma escolha inteligente que tenha como fim a melhoria da qualidade de vida do ser humano.

Mas nada justifica a falta de cuidado e a “preguiça” de pensar em soluções construtivas e urbanísticas que evitem a pura e simples eliminação destas que são as maiores aliadas do homem para manter um ambiente sadio e equilibrado dentro das cidades.

Como arquiteto e urbanista, não consigo aceitar as soluções fáceis que vemos todos os dias e acabam sempre criando ambientes cada vez mais inóspitos ao retirar nossas amigas do reino vegetal. Sabemos que sem as árvores as temperaturas aumentam a níveis insuportáveis, o barulho se torna altamente prejudicial à saúde mental e física e o ambiente urbano passa a ser depressivo e assustador. Portanto para executar qualquer obra, se necessita ter previamente projetos arquitetônicos ou urbanísticos elaborados com extrema consciência e responsabilidade dos arquitetos, tendo a visão clara que as áreas verdes são imprescindíveis para a vida humana e nunca devem estar em segundo plano nos programas e objetivos finais das obras. Não há justificativa para fazer as intervenções sem buscar soluções que consigam aliar as funcionalidades necessárias ao projeto, com a preservação e melhoria ambiental.

As notícias veiculadas na tv a respeito da eliminação de amendoeiras na Av. Soares Lopes em Ilhéus, teve como justificativa as supostas obras relativas aos acessos da nova ponte, mas essa informação não tem fundamento, pois para esses acessos não há necessidade de eliminar um conjunto tão grande de árvores. Seria até compreensível que uma ou outra árvore tivesse que ser substituída ou eliminada, mas nunca uma linha continua no canteiro central da via. Sabemos que essas amendoeiras,

historicamente sofreram podas mal feitas que as deformaram e agigantaram. Mas nem por isso a solução seria eliminá-las. O ideal seria começar a fazer podas corretamente e profissionalmente, para que as mesmas voltem a ter uma forma natural e com dimensões compatíveis com o meio em que se encontram. (Quando se faz a poda de forma correta mantendo-as relativamente baixas, as raízes não necessitam se expandir e causar problemas maiores nem seus galhos se tornam ameaças).

Não se pode aceitar que projetos de engenharia sejam feitos sem antes haver um projeto urbanístico em cuja elaboração os arquitetos pensem e solucionem todos os problemas de forma sistêmica, dando a devida importância a cada uma das variáveis. Isso evitaria, por exemplo, que ocorressem erros estratégicos como o que ocorre na duplicação do trecho da Avenida Tancredo Neves, entre o aeroporto e o conjunto CEPLUS (rodovia Ilhéus/ Olivença) na zona sul. Ali, foi feito um projeto geométrico de engenharia, antes de elaborar um projeto urbanístico, onde deveriam ser levadas em consideração todas as variáveis, tais como os fluxos de pedestres e respectivas passarelas, das linhas de ônibus urbanos com seus respectivos pontos de parada, dos acessos às escolas, faculdades, clubes recreativos e pousadas, dos acessos às praias, da ciclovia e das coberturas vegetais. E aqui eu pergunto: será que realmente seria necessário retirar todos os Ipês daquela avenida? Eu sei bem o quão difícil plantá-los, pois o foram quando eu estava à frente da Secretaria de obras 30 anos atrás. Será realmente necessário eliminar o acesso (pequena rótula) em frente ao posto de gasolina e Hotel Opaba, obrigando a todos a fazer um percurso desnecessário em sentido oposto aos seus destinos?

Parece que precisamos urgentemente repensar o planejamento urbano em nossa cidade, para não fazer sempre o mais fácil.

Cortar árvores é fácil!

Alan Dick Megi – Arquiteto e Urbanista,

Especialista em Planejamento Urbano e Gestão de Cidades.

OS DESAFIOS PARA TODOS OS ILHEENSES

A nova ponte Ilhéus-Pontal recentemente construída, acrescidas às mudanças no trânsito efetivadas no Bairro do Malhado, tem o condão de facilitar o acesso das pessoas a pé e motoristas conduzindo veículos. Daí nasceu a possibilidade, na extensão da Av. Soares Lopes até o Cristo Redentor, de construções de espaços para novos estacionamentos e aberturas de outras vias ampliando a mobilidade urbana para diversos fins. Espaços não faltam.

Com essa nova via urbana das ilhas para o continente já se percebe uma grande diminuição do sufoco no trânsito quando se tinha apenas a ponte antiga construída nos idos de 1966. Toda essa inovação de mobilidade urbana é um verdadeiro começo! O projeto deve ser continuado e doravante deve-se projetar a construção de outra ponte que ligue Banco da Vitória ou o Bairro Teotônio Vilela diretamente para a zona sul de Ilhéus. Com isso facilitar-se-á consideravelmente o transporte de carretas, caminhões, ônibus intermunicipais e outros modais que continuarão seu trânsito confortavelmente na futura duplicação da rodovia Ilhéus Itabuna.

Mas, concomitante ao citado projeto já está na hora, demorou, de se organizar a região DISTRITAL da cidade de Ilhéus. São subdivisões administrativas com poucas estruturas, e às vezes abandonadas, a exemplo do Rio do Braço. Desde que o transporte ferroviário foi extinto, esses lugares começaram gradativamente a serem despovoados. Perdeu-se o Percurso agradável na época do transporte ferroviário e em substituição os passageiros e moradores distritais deparam-se até os nossos dias com péssimas estradas transitadas por ônibus municipais sabidamente sem o conforto desejado, sem inclusão social e amargando pobreza.

A dicotomia cultural é altamente potencializada porque as pessoas que moram nos distritos são culturalmente desprestigiadas, esquecidas mesmos, vivendo sem acesso à escola, saúde pública, sem a proteção da segurança pública e oportunidade de trabalho em empresas rurais e outras que já deveriam ter sido instaladas nos distritos. Os que podem se deslocam para a região central a fim de ganhar algum sustento.

É fundamental a inclusão cultural para as pessoas que ainda “residem” nestas urbes ou nunca haverá união e progresso na antiga Capitania de SÃO JORGE DOS ILHÉUS. Além dessas providências, já deveria ter sido criados consórcios públicos com a nossa vizinha cidade de ITABUNA, a exemplo de um consórcio público de transporte intermunicipal entre essas duas cidades.

Nessa toada, sugere-se a criação de um Conselho (a Constituição Federal dá azo à criação de Conselhos) voltado para unir Ilhéus e a Região Distrital com o escopo de sugerir projetos a fim de propiciar a essas subdivisões administrativas um bom

estado de habitação, dando-lhes independência, uma nova aparência social e cultural propiciando melhores condições de vida para as pessoas que lá residem ou para quem queira investir e fazer turismo nessas URBES.

Nessa toada, os componentes do Conselho promoverão debates na construção de ideias e os resultados obtidos, frutos de amplas discussões, serão encaminhados aos órgãos governamentais do município (Executivo e Legislativo). Acredita-se que se terá paulatinamente uma cidade humanista e com isso surgirá um equilíbrio psicológico nas pessoas que vivem e convivem em todo território Ilheense, pois começa-se na prática o exercício do Parágrafo único do inciso V da Constituição Federal: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou DIRETAMENTE, nos termos desta Constituição”.

Claro que essa ideia de corrigir o estado sócio cultural – que amargam os Distritos de Ilhéus – deva acontecer num esforço contínuo e que dure, se preciso for, várias gestões daqui para frente, permitindo assim acabar com o crescente aumento da dicotomia cultural entre os que vivem na região Central de Ilhéus e os moradores que pelejam historicamene nos Distritos.

Gustavo Kruschewsky

 

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 769 – ANO XVI Nº 45 – 29 de junho de 2020

O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM OS BRASILEIROS?

Manoel Moacir Costa Macêdo e Manoel Malheiros Tourinho

Acadêmicos e PhD respectivamente pela University of Sussex, Inglaterra e University of Wisconsin, Estados Unidos

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Não é simples entender o comportamento da sociedade brasileira na atual conjuntura social. Desconhecer a sua complexidade levará à simplificação. Não são recentes e nem inéditas as contribuições sobre a sociabilidade brasileira. As ciências sociais debitam às relações humanas fatos decorrentes das transformações sociais. A história registra os fatos sociais, com os vieses de vencidos ou vencedores. Argumentos são amparados nos paradigmas vigentes da comportada “ciência normal”. Outros serão chamados à complexidade, a exemplo do paradigma por vir da pós-materialidade, uma “espiritualidade laica” no dizer do filósofo francês Luc Ferry.

Para o positivismo, as sociedades foram construídas em etapas por disputas e conquistas. Os êxitos eram contabilizados por ampliação de fronteiras, bens, serviços, honrarias, linhagens familiares, predestinações e exploração de semelhantes. A supremacia se valia da acumulação de riqueza e poder. Registros na cultura, na arte, na ciência e no humanismo foram prendas de ímpares civilizações. As eras, épocas e idades são relatos da humanidade em múltiplas dimensões. O Homos sapiens, tradução de “homem sábio”, espécie superior da existência, não evoluiu por consensos e harmonias, mas por genocídios do Homos, a exemplo do Homo ergaster, o “homem trabalhador”. Não evoluímos do pensar, acolher e proteger, mas do guerrear, abater e destruir. Evidências incutidas na atualidade como seres assimétricos e desagregadores.

Adiante, vencida a pré-história, os impérios foram construídos seguindo as predações sucessivas da supremacia do Homo sapiens. O confucionismo oferecia uma teoria moral paternalista para unir povos guiados pela unicidade do Imperador. Guerras sanguinárias e cruéis duelos impuseram a superioridade de impérios na Antiguidade, seguindo as rupturas nos Estados-nações, até à Contemporaneidade. A identidade pátria, agregou as heranças da espécie e agruras imperiais às perturbações atuais. Transferidos o ódio, a desigualdade, a insensatez, o materialismo, o racismo, a intolerância e a indiferença aos “humanos-brasileiros”, nascidos simples e ignorantes, acessíveis a educação e valores civilizatórios, mas negados à maioria, como apartados da humanidade civilizada. Reações tem acontecido, ineficazes em alterar a essência do status quo. Louvores à rebeldia da “Primavera Árabe”, sufocada, aprisionada e silenciada. A inusitada Occupy, ofuscada pelas luzes de Wall street. Os corajosos “Indignados” esquecidos no surrealismo de Gualdi. As manifestações brasileiras, “as

ruas em disputa”, gestadas como armadilhas extemporâneas e determinantes do presente obscurantismo governamental.

Crises econômicas, políticas, sociais, sanitárias e morais. Sobrepostas e incapazes de arrombar os muros humanitários do bem-viver. A religiosidade cristã, tal Cristo no seu tempo, não subverteu a ordem, não freou os arroubos violentos, nem as bênçãos pentecostais. Controles estão postos à submissão hierárquica, obediência e parcimônia. O “jeitinho brasileiro”, corrupção e privilégios consentidos, escamoteia a legalidade e santifica o “dando que se recebe”, que não voltou, pois nunca saiu. Cientistas sociais em “ensaios da identidade social, nacionalidade e cultura”, em “Brasil, Brasileiros. Por que somos assim?”, não contaminaram com força a explosão de uma “primavera tropical”. “A elite do atraso” descreveu a desigualdade e acumulação criminosa. “Os linchamentos” de vulneráveis mostram a face cruel da justiça com as próprias mãos. A “escravidão estrutural”, holocausto da nossa história, mistificada na utópica “democracia racial”. O “Cavaleiro da Esperança” profetizou o sonho revolucionário. Persistem em formas renovadas a desigualdade, a violência e a hipocrisia. O “contrato social” em ruinas.

Ameaças às liberdades civis, apologia ao armamento civil, desprezo à coesão social, nojo a democracia e estímulo ao ódio não são futurologias, estratégias e planejamentos de curto prazo. Como explicar o seu acolhimento por brasileiros, ditos pacíficos, cristãos e tolerantes à diversidade? Não cabe uma resposta conclusiva, para não simplificar o complexo. Uma pista, pode estar na assertiva do cientista social Zander Navarro: “decorrência da nossa histórica complacência ou, de fato, muito mais a covardia de um povo que não sabe rebelar-se”. No sentir do sociólogo José de Souza Martins, “as nossas transformações sociais e políticas não foram o resultado de grandes revoluções, mas de reformas que não comprometeram a tradição, ao contrário, garantiram a convivência entre o moderno e os modos de vida tradicionais”. O tempo ou “quem sabe faz a hora não espera acontecer”, dirá se virão as rupturas de fora para dentro, continuará a acomodação interna, despertará as consciências cívicas ou reproduzirá a história do Homo sapiens em espécies transgênicas, como respostas aos atuais pesadelos. :: LEIA MAIS »

FAZER DO LIMÃO UMA LIMONADA

Luiz Ferreira da Silva, 83

Engenheiro Agrônomo e Escritor

PERMITO-ME DAR UMA SUGESTÃO AOS SECTARISTAS, SEJAM BOLSONARISTAS, LULISTAS E TANTOS OUTRAS ISTAS, PARA APROVEITAREM O TEMPO E PRODUZIREM COISAS ÚTEIS PRA SI E PARA O SEU SEMELHANTE.

NESTES PRIMEIROS 4O DIAS DE QUARENTENA, ESCREVI ESTE LIVRO (VIVER EM DOIS SÉCULOS). JÁ ESTOU FORMATANDO UM NOVO PROJETO, POIS QUEM NÃO O TEM NÃO MERECE VIVER.

TENHO 83 ANOS E PRECISO TOCAR EM FRENTE. E IDEOLOGIA POLÍTICA NÃO É UM BOM CAMINHO!

VIVER EM DOIS SÉCULOS

(XX versus XXI

Luiz Ferreira da Silva

(LIVRO NO PRELO, EM PAPEL E EM E-BOOK, A SER PUBLICADO PELA EDTORA SIMPLÍSSIMO, PORTO ALEGRE/RS).

RESUMO

O Autor viveu 63 anos no século passado e continua pelo mesmo caminho, já percorridos 20 anos do relógio do tempo.

Por este ângulo, foi beneficiado na sua formação, facilitando-lhe analisar e tirar proveitos das coisas boas e más, de um e do outro século, incluindo a revolução tecnológica e as mudanças comportamentais.

Se por um lado, o livro objetiva relembrar aos mais velhos e informar aos mais novos, tempos idos, com paradigmas consentâneos aos conhecimentos da época, pelo outro tenta analisar as alterações provocadas pela rápida evolução tecnológica dos últimos 30 anos, para o bem ou para o mal da sociedade do novo milênio.

De um século pacato, eivado de princípios rígidos na educação doméstica e no comportamento feminino, pulou-se abruptamente para um modus vivendi, no qual os pais passaram de impositivos a submissos aos filhos e as mulheres derrubaram tabus, mas se esqueceram dos efeitos colaterais. Nos campos da TI (Tecnologia da informação), Agricultura e Medicina, os avanços da Ciência foram extraordinários, alterando, por um lado, todos os manuais de convivência humana e, pelo outro, melhorias na qualidade de vida.

Entretanto, nem sempre a tecnologia resultou em benefícios plenos para a sociedade, ou por má utilização ou por provocar desempregos, sobretudo nas camadas de trabalhadores com baixa escolaridade.

Finalizando, o autor conclui que a sua vivência privilegiada nos dois séculos, exigiu, por um lado, jogo de cintura para se adaptar às mudanças requeridas ante aos choques de geração; e, pelo outro, proporcionou uma aprendizagem constante para lhe equilibrar entre o passado e o presente. Ele espera, portanto, que o prezado leitor se situe no seu TEMPO. (Maceió, 02/05/2020).

PSICOMUNDO <> HÁ NECESSIDADE E CONFIANÇA NA DIREÇÃO DA VIDA <>

O mundo dos mistérios resolveu apresentar estranhos acontecimentos e vive trágica pandemia dos invisíveis vírus. Surge como num vendaval cheio de contradições e poucos sabem os caminhos a seguir e as medidas a tomar para sair desse cruel pesadelo! Vem produzindo extensão de tristeza a todo o continente, quiçá a todo o globo terrestre. E, não adianta desespero quando existe uma necessidade do uso de muita paciência e confiança em Deus. Tem que existir muita calma na vida humana em momentos de crises sejam quais forem. Afinal, tudo passa e Deus está no comando de todo Universo.

Trata-se da necessidade de todos nós usarmos esses momentos e parar para usar a inteligência a fim de entender que ninguém vale nada sozinho. E, assim quando imaginamos a existência de muitos seres humanos carentes, suas preocupações nos destroços que esses momentos trouxeram para os seus lares, desesperanças aliadas aos desempregos, a fome que indica destruição social e humana, a fragilidade da saúde e os poucos meios financeiros, são fundamentais as criações de projetos, visando assumir os gastos. As pessoas precisam se tornar um só corpo, um só coração, num só pensamento em solidariedade e respeito recíprocos. É uma grande oportunidade que é oferecida aos homens na busca da paz e união para igualdade social sem conchavos de politicagens.

Quando existir na vida momentos de agonias e tristezas, devemos dizer com fé: sou feliz, tudo passará! Quando aparecer instantes bons ou ruins, nas vitórias ou nas derrotas, emoções surgirão querendo dominar tudo que planejamos, temos que lembrar sempre de não cair em lamentos, pois tudo passa menos a fé em Deus! Quando estamos assaltados de enormes ansiedades, buscando objetivos os quais residem dentro de nós, é necessário usarmos a humildade, a paciência e a cautela. Jamais usar precipitações em nossas atitudes que só vão piorar o que queríamos que melhorasse! Quando queremos distribuir o nosso sorriso, podemos ser considerados pessoas saudáveis, e tem que ser adicionado por nosso diálogo transmitindo a nossa paz. A melhor canção da existência humana é a suavidade da sonoridade do amor!

A melodia extraída da partitura da alma humana, se executada com profunda sinceridade, nos tornarão eternos amantes da amizade, e onde permanece o amor real, sem jogo de interesses, não nascerá nunca à desconfiança destruidora da tranquilidade interior do ser humano! Surgirá a compreensão aliando-se à bondade que é o fruto evidente do entendimento e do encontro da razão. Quando a calma fugir das rédeas da serenidade, um bom remédio é manter as nossas emoções em vigilância, sob nosso controle, sair da fantasia da ilusão da mágoa e da raiva, pois todos já vivemos as ingratas sensações de pânicos que criamos por não saber utilizar a paz que está dentro de nós!

Quando tivermos as condições de perceber que o mais importante é valorizar os ditames, dando tempo ao tempo, significando a grande sabedoria a qual resolve os nossos problemas, muitas vezes aparentes, e jamais pensar que são sintomas de passividade. É necessário para florir nossos corações de lindas recordações, usar o exercício da prática da verdadeira felicidade comum a todos. Nasce aí, a alegria e o contentamento frutos das caminhadas triunfantes ao longo da nossa existência.

Precisamos semear no mundo coisas boas, que tragam lembranças de momentos inesquecíveis. Vivendo sempre em harmonia com nossa consciência, haveremos de encontrar no cansaço da luta, um travesseiro onde podemos depositar todos os anseios da vontade de acordar no outro dia, visualizando outro amanhã importante e promissor. Seguir com fé, criando uma diretriz, sempre construindo um parâmetro firme, pois necessitamos de uma linha imaginária, que nos mostre as estradas certas, indicando locais eternos e seguros, pois a vida continua e tudo passará.

O mundo precisa de realizações humanas que tenham na esperança a fonte habitual da prosperidade para todos indistintamente. Podemos criar em nossa vida um livro, sim, escrevendo o nosso livro, e cada página uma epopeia de longo fôlego sobre assuntos heroicos que travamos para sobreviver, sentindo que viver será um encontro decisivo para as grandes lutas e desafios com heroísmos. Assim, marcamos a passagem da vida para a imortalidade!

Eduardo Afonso – (73) 8844-9147 – Ilhéus-Bahia

FELIZ DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Gustavo Kruschewsky

Profissional de Educação Física e Advogado

Siga o exemplo de JACIRA!

Zoé, ao iniciar o gozo da sua aposentação das atividades acadêmicas, recebeu um telefonema de uma jovem mulher reclamando que estava acima do peso corporal. Segundo ela, alcançava 84 quilos com apenas um metro e sessenta e três centímetros de altura. Marcou um horário no seu espaço acadêmico a fim de ouvi-la e tomar as providências necessárias.

No dia e hora aprazados recebeu a jovem que contava com apenas vinte e dois anos de idade, apontou a cadeira para sentar-se e começou a sua tarefa, inicialmente anamnésica, dando inicio às perguntas que cabiam no caso! – O que você ingere no seu dia a dia? Jacira, um pouco acabrunhada, respondeu que ingeria muito doce, macarrão, arroz branco, cerveja, refrigerantes diversos, abará, acarajé, vatapá, feijoada, muito pão e outros alimentos com farinha branca! Era o básico que fazia parte da sua alimentação diária.

O aposentado neófito continuou sua anamnese: – Há quanto tempo não faz atividade física? Respondeu Jacira: – Danço muito no Mar Aberto aos sábados, só que bebo muita cerveja no baile. Zoé não suportou e deu uma risadinha discreta, continuando a sua anamnese: – Bebe que quantidade de água por dia? Afirmou a manceba, já com aspecto de envelhecimento precoce: – Alguns copinhos quando me lembro de beber! Então Zoé perguntou com um pouco de ênfase: – Você quer mesmo emagrecer? Respondeu Jacira: – Quero sim. – Então, continuou Zoé – Vá, a partir de agora se lembre de beber dois litros de água por dia, reduza ou abstenha-se de bebida alcoólica, procure urgentemente um nutricionista e um médico clínico para que eles encaminhem você para realização de exames e orientem a sua alimentação, cumpra as prescrições dos especialistas. Ouviu? – Cumprirei. Replicou Jacira. – Depois, marcaremos a data do seu retorno a fim de que seja iniciado um programa de atividades físicas pertinentes para o seu objetivo principal que é o emagrecimento corporal. Jacira agradeceu, fez o pagamento pelo serviço de consultoria prestado por Zoé e se despediu.

Dias depois, a consulente telefonou a fim de marcar o retorno da consulta! Ao chegar ao espaço acadêmico, verificou que Jacira estava com o rosto mais corado e ela foi logo dizendo: – Parei de beber cerveja, estou bebendo dois litros de água por dia! Meu nutricionista, Dr. Omar, passou essa dieta para mim e o Dr. Carlos Binho esses exames, que já fiz e trago aqui os resultados. Zoé passou a verificar os resultados dos exames e a dieta recomendada para Jacira, detectou que o nível de açúcar estava um pouco alto, seguida da taxa de colesterol acima do normal, inclusive o colesterol HDL estava baixo. Não é pra menos! Falou Zoé pra os seus botões.

Argumentou, dirigindo-se a consulente: – Agora iniciaremos gradativamente a prescrição das atividades físicas próprias para o seu caso. Observe, orientarei pessoalmente as atividades físicas básicas durante seis meses, depois, durante seis meses, você realizará sozinha essas e outras atividades com base em tudo que foi orientado por mim, entendeu? – Entendi perfeitamente. – Quando completar um ano você retornará pra que a gente verifique o resultado. Mas, lembre-se que atividade física e dieta são como escovar os dentes e tomar banho, devem ser realizadas hodiernamente, do contrário você não emagrecerá.

Resultado, depois de um ano fazendo atividade física e dieta alimentar, Jacira perdera vinte quilos. Foi tudo muito simples! E mais simples ainda foi a mudança de vida que a jovem Jacira implantou na sua vida! Continuou frequentando o Mar Aberto com outra disciplina, sem ingerir bebida alcoólica, que levou os seus jovens amigos a aderirem ao seu modus vivendi. Jacira passou a ser uma garota admirada por todos pela sua determinação de perder peso corporal através de dieta alimentar e prática regular de exercícios físicos. Sua saúde agradeceu.

No carnaval seu bloco cantava na Avenida assim: Bebida alcoólica não é recomendável/ atrapalha a vida ser saudável/ se voltar a inchar o seu tecido adiposo, você voltará a engordar de novo/ cuide da mente/ faça atividade física regularmente/ não descuide da dieta alimentar meu irmão/ lembre-se que precisa apenas ter DETERMINAÇÃO…

O BURACO DA DISNEY É MUITO MAIS EMBAIXO

Estava eu tomando meu café da manhã, TV ligada num jornal qualquer, e aparece na tela uma senhora sendo entrevistada. Na legenda,”fulana de tal, dona de casa”. Mastigando uma bolacha, comecei a refletir sobre a expressão “dona de casa”.
Não ia levantar da mesa pra pesquisar, dali mesmo tirei minhas próprias conclusões. Estamos na terceira década do século XXI, com as mulheres conquistando cada vez mais espaço e exercendo cargos-chave em grandes corporações. Essa tal “dona de casa” deve vir de séculos, desde o Império, imagino. Como já disse, não pesquisei, mas posso crer se tratar de uma expressão criada pela burguesia hipócrita de sempre, para afastar qualquer possibilidade da patroa ser confundida com uma empregada doméstica no caso de ter optado em não trabalhar fora ou o marido não permiti-la a tanto, sob a desculpa esfarrapada dela ter que cuidar dos filhos (não duvide, isto ainda acontece).  Foi aí que comecei a retroceder no tempo e me vieram à mente outras expressões já ditas, mas que não colaram. Lembro de “doméstica”, logo descartada por confundir ainda mais com “empregada doméstica”. Depois veio “do lar”, que também não pegou. “Desempregada”, nem pensar, seria um xingamento. Resultado: nenhuma outra expressão foi criada para substituir definitivamente a secular “dona de casa” que vigora até hoje, tempos em que uma sociedade moderna civilizada deveria cada vez mais buscar a igualdade do convívio e o fim do preconceito/segregação de classes. Ninguém quis tocar nesta ferida e todos, empregadas domésticas, “donas de casa” e a sociedade em geral, se acomodaram.
Lanço aqui algumas sugestões para sairmos deste atraso chamado “dona de casa”:
“Renda dependente”, “renda própria”, “não exerce profissão”, “sem atividade profissional”, “sem remuneração”, e por aí vai.
Enfim, voltando dessa viagem mental ao passado, me vejo, no presente, tendo que assistir e regurgitar as piadinhas da burguesia hipócrita (sim, aquela de sempre), quando um ministro debochou sobre as empregadas domésticas irem à Disney.
Nilson Pessoa

Cinco dicas para cair na folia sem deixar de lado os cuidados com a saúde bucal

Mesmo durante a folia é preciso tomar certos cuidados para garantir que o sorriso e o corpo continuem saudáveis

Um dos feriados mais aguardados do ano é o Carnaval e, se você é um folião, já deve estar em ritmo de alegria, mas saiba que a saúde – inclusive bucal – também deve fazer parte do seu planejamento.

Nessa época do ano é preciso tomar alguns cuidados para que as mesmas coisas que garantem a diversão não se tornem grandes vilões da saúde ou estraguem o sorriso saudável que você nutriu o ano inteiro, provocando consequências muito mais duradouras do que as festas do mês. É o que afirma o Dr. Edmilson Pelarigo, Diretor Clínico da OrthoDontic, maior rede de clínicas de ortodontia do Brasil.

Para te ajudar a se preparar, o especialista separou cinco dicas para aqueles que querem cair na folia sem deixar de lado os cuidados com a saúde bucal. Confira:

Higiene

O carnaval, assim como qualquer outro período festivo altera a rotina e faz com que negligenciemos hábitos básicos, como os relacionados à saúde bucal. Durante os dias de festa, tente não se esquecer de fazer a escovação após as principais refeições, principalmente se houver ingestão de açúcares – que também estão presentes nas bebidas alcoólicas.   

Alimentação

Durante a folia, além da saúde bucal, a alimentação também pode ficar em segundo plano. Ficar longos períodos sem comer está entre os principais hábitos que desencadeiam o mau hálito e, além disso, ingerir somente alimentos ricos em açúcares e carboidratos favorece a proliferação de cáries. Frutas como maçã e morango são fáceis de carregar, funcionam como adstringentes naturais e são uma boa pedida para um “lanche” em meio às festas.

Álcool

As bebidas alcoólicas costumam ser ácidas e, em alguns casos, contém muito açúcar. Esta é uma das combinações mais perigosas para os dentes, uma vez que o ácido pode causar desgastes no esmalte e os açúcares em excesso resultam em cáries. A ingestão excessiva de álcool também pode ocasionar vômitos, outra ameaça para as camadas superficiais do dente por conta da acidez do estômago. Uma boa dica é intercalar os drinques com água, que evita a desidratação e o acúmulo destas substâncias nos dentes.

Sol

Algumas das maiores festas no País acontecem à céu aberto e duram quase uma semana. Proteger a pele do excesso de sol já faz parte da rotina dos foliões, mas muita gente esquece que os lábios também precisam de proteção. A incidência solar prolongada sobre os lábios é um dos fatores de risco do câncer de boca.

Doenças

Como o beijo é marca registrada das folias, é comum que haja proliferação de doenças transmitidas pela saliva, como a mononucleose e a herpes. Estes tipos de vírus causam lesões na boca, desidratação, indisposições, febres e são mais “agressivos” para quem está com a imunidade baixa. Portanto, vale o cuidado com a saúde de forma geral durante as festas, além de muita hidratação e alimentação balanceada.

DONA PONTE VEM AÍ… FALTA O SISTEMA VIÁRIO URBANO

Walmir Rosário*

Há mais de um ano que venho sendo presenteado pelo vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, com fotos bem produzidas sobre o andamento da obra de construção da segunda ponte que ligará o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal e ao resto do mundo. Fotógrafo profissional de reconhecida competência, Nazal também brinda os amigos e profissionais da imprensa regional com informações importantes do ponto de vista técnico da obra.

Falar de José Nazal pelo seu amor a Ilhéus é como chover no molhado, mas, a título de informação, não poderia eu deixar de traçar poucas linhas sobre a ponte estaiada – uma novidade na Bahia –, já considerada como um dos mais belos cartões-postais de Ilhéus. A cidade, de reconhecida beleza natural, incorpora uma arte moderna à sua paisagem para contrastar com a beleza arquitetônica do casario construído em épocas distinta da história.

Tive a felicidade de acompanhar os contatos iniciais – desdes as promessas – de construção na nova ponte, primeiro como jornalista, depois como participante da equipe do então prefeito Newton Lima. E, em todas as oportunidades, José Nazal estava na linha de frente, prestando informações históricas e técnicas sobre as possibilidades da implantação desse importantíssimo equipamento para o desenvolvimento da cidade.

De início, destaco a vasta colaboração de Nazal como um marco na área da comunicação, tendo em vista que nenhum veículo de comunicação – rádio, jornal, televisão, blogs ou outros tais – teriam condições para o empreendimento. E explico: nada de novo foi feito por Nazal, que apenas reeditou o chamado setorista dos velhos tempos, acompanhando, pari passu, o andamento, enquanto um veículo faria, apenas, grandes reportagens.

Mesmo fora do governo municipal, José Nazal não se esquivou de continuar colaborando com o governo estadual (dono da obra) e com as empresas construtoras, além de informar, em tempo real, de todos os estágios da obra. Como sempre acontece – principalmente na política – existem os céticos – ou apenas adversários – que dizem não acreditar na execução do projeto, que foi ganhando corpo a cada dia.

Como toda grande obra construída no Brasil, a segunda ponte, ou a dona ponte, como a denomina Nazal, possou por alguns problemas de continuidade, por conta do envolvimento da primeira – a segunda também – com a Operação Lava Jato. Não fosse isso, já estaríamos trafegando por ela há algum tempo, portanto livres dos constantes engarrafamentos na única via de tráfego atual.

Para nós leigos em engenharia, as informações – textos curtos e fotos – fornecidas por Nazal foram bastante enriquecedoras, por não conhecermos os meandros e detalhes da construção de uma ponte estaiada. De forma didática, Nazal passava cada filigrana técnica explicada pelos técnicos responsáveis pela construção, a exemplo da rotineira colocação dos cabos de aço de sustentação.

Em poucos dias teremos a entrega da obra pela empresa construtora e caberá ao governo do estado marcar a data da inauguração da ponte, com a escolha do nome do equipamento, o que poderá render questionamentos mil. De início, vamos ao primeiro questionamento: Qual o critério para a escolha da pessoa que emprestará o nome? Caberá aos cidadãos de Ilhéus a escolha desse nome?

Certo dia, em tom de brincadeira, questionei Nazal se com a nova ponte em operação, além da melhoria substancial do tráfego entre o centro e zona sul, não poderíamos, também, ter mais um problema… E explico: Como a ponte atual é o local preferido pelos manifestantes dos vários setores para realizar os protestos, passariam, também, a atazanar a vida da população realizando-os, concomitantemente, na outra ponte?

Pois é, já antevejo a festa da inauguração – mormente num ano de eleições municipais – com presenças de políticos e autoridades todos os tipos no palanque dos governos estadual e municipal. Melhor do que se apresentarem como pais e mães da criança, prestariam um grande serviço apresentar a execução de um projeto do sistema viário do município, retirando o tráfego do centro da cidade.

São obras de custo módico, tendo em vista as pequenas distâncias entre o bairro do Banco da Vitória e os dois pontos da BA-001 nos sentido Sul – proximidades de Olivença – e Norte – lá pelos lados da Ponta do Ramo. Com isso, grande parte do tráfego, principalmente o pesado, seria desviado do centro da cidade, evitando danificar o pavimento e equipamentos enterrados de saneamento.

Antes que passem a me chamar de insaciável, insatisfeito ou utópico, digo que esse sistema é uma das grandes dívidas que os outros dois entes federativos – Estado e União – devem a Ilhéus. Sem gastar muito verbo, pois todos são sabedores da importância de Ilhéus e região como colaboradores e contribuintes dos tesouros da Bahia e Brasil. A dívida é grande, está vencida e poderá ser levada ao cartório de protesto eleitoral.

Se querem saber como fazer o sistema viário, garanto que Nazal prestará mais esse obséquio por sua terra sem qualquer dificuldade.

* Radialista, jornalista e advogado

CEPLAC, VÍTIMA DE MAUS POLÍTICOS SOB A COMPLACÊNCIA DA SOCIEDADE CACAUEIRA.

Luiz Ferreira da Silva, 82

Servidor aposentado, ex-Diretor do CEPEC.

Até que enfim, conseguiram acabar com uma Instituição Modelar. Um desenho começado com a chamada Nova República e ativado com o domínio por tantos anos pelo PT, a se concluir num governo que tem pouca sensibilidade rural, haja vista a decadência da coirmã EMBRAPA.

No caso da CEPLAC, um agravante: – a conivência política e o descaso da região por seu genuíno Órgão, criado pelos próprios cacauicultores. É difícil se admitir tal incongruência.

José Haroldo, Secretário-Geral por quase duas décadas, sempre enfatizava: – “A CEPLAC permanecerá enquanto for útil aos produtores e à sociedade”. Sábias palavras que, tempos depois, infelizmente, comprovaram tal vaticínio. Ela deixou de atendê-los com a eficiência requerida, ativando ainda mais o “gene” da sociedade cacaueira que, com problemas financeiros na sua luta de sobrevivência ante o mal da vassoura-de-bruxa, deu-lhe as costas.

Vivi 30 anos na região e nunca entendi o que eu chamo de “Síndrome Destrutiva Sul baiana “. Assim como a CEPLAC, pereceram o Instituto do Cacau, a SULBA, o Sistema Cooperativista, o CNPC, a ITAÍSA, etc. A Biofábrica da gestão do Dr. Carlinhos Macedo, que fora proficiente, hoje agoniza e não mais atende às unidades descentralizadas dos pequenos produtores.

E a região sempre omissa e sem se aperceber o mal para si própria, embora proliferem, sem contar os sindicatos, as inúmeras associações e frentes de defesas, que pouco ou nada de útil produzem para a região. É muito falatório, reuniões per captas e ilusão política.

Uma cultura da magnitude do cacau que já chegou a exportar um bilhão de dólares em certo ano, nunca possuiu lideranças e nem foi capaz de ter uma força política em prol de seus interesses dignos. Isso ultrapassa os limites do comodismo e da apatia.

E aí está o resultado; mal extensivo atingindo a todos: – o pé de cacau, o produtor, a Instituição, o trabalhador rural e as comunidades.

Querem ter uma ideia da fragilidade da região cacaueira basta compará-la com a região do café do Paraná e analisar Ilhéus ou Itabuna com a pujante Londrina.

Chego a pensar que se a CEPLAC fosse implantada nesta cidade, ou em Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS) ou mesmo em Campina Grande (PB),  Caruarú (PE), ou no meu Estado (Arapiraca/AL), caso fossem cacaueiras, logicamente, ela não teria chegado a esse estado caótico, pois. teria a salvaguarda dessas sociedades.

Vale a pena reforçar, citando o IAC – Instituto Agronômico de Campinas- que convivi bastante e hoje, com mais de 130 anos ainda se mantém um orgulho para os campineiros que jamais o deixariam ser deteriorado por políticos nefastos.

A esta altura da ignomínia, o que se pode fazer? E quem suprirá os requerimentos tecnológicos e científicos? (Maceió, AL, 28 de janeiro de 2020)

 

Traços de algumas cidades do litoral baiano.

Por Gustavo Cezar do Amaral Kruschewsky

Há muitos anos o povoado de Morro de São Paulo era similar a uma típica aldeia indígena, bastante primitiva, por isso mesmo aconchegante. Hoje, aquela pequena aglomeração urbana que cresceu continua a aconchegar, porém mescla com a vida social moderna. Morro de são Paulo é situado no arquipélago de Tinharé! Neste arquipélago estão compreendidas (além de várias outras Ilhas, até mesmo inabitadas) três ilhas principais, a Ilha de Tinharé (onde se situa Morro de São Paulo), Ilha de Cairú e a Ilha de Boipeba. Todas essas ilhas fazem parte politicamente do Município denominado CAIRÚ.

As belezas naturais das diversas praias de Morro de São Paulo, o clima gostoso, a alegre vegetação, a preocupação pública com a limpeza, o respeito, o prazer e a educação de se viver e conviver entre a população autóctone e os visitantes, o oferecimento de esportes de aventura, os passeios tradicionais e culinária diversificada dão um toque importante àquele abençoado território. É um lugar paradisíaco, ou seja: divino, que parece que se chegou ao paraíso. Lá não tem carros, motos (estas, pouquíssimas, apenas as da polícia), caminhões e ônibus transitando nas ruas e despejando combustíveis fósseis que fazem mal à saúde e prejudicam a mobilidade urbana.

As pessoas comuns dão alegria ao local, chegam ao povoado e saem através de embarcações comerciais hidroviárias e se movimentam sem problemas na comunidade. Na travessia de ida e vinda se sente o contato perfeito da junção do rio com o mar combinado com a felicidade estampada nos risos e rostos de cada pessoa. Hoje, o lugarejo é recheado de pousadas, hotéis e muitas casas residenciais, na sua maioria simples. O relevo tem o condão natural de promover saúde, pois a caminhada é obrigatória e as ruas (muitas delas hoje calçadas) têm subidas e descidas extraordinárias que proporcionam no dia a dia, longevidade para a população autóctone.

As ruas (de largura menor do que nas cidades que transitam veículos automotores) servem de exercício físico diário também para os turistas. Existem ainda escolas, posto médico, lojas, “cash” bancário, padarias, supermercado, lanchonetes, restaurantes, bares, shows musicais e outros serviços típicos de uma sociedade “modernizada”. Restando apenas à administração pública, à população e aos empresários do local aderirem a preços mais módicos. Não se concebe o “poder” privado, nesses casos, sobrepor-se ao “poder” público. Não por isso que não se deva parabenizar aos administradores do Morro de São Paulo com nota de aprovação.

Indo a Salvador, por Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, principalmente no período de dezembro, janeiro e fevereiro, sente-se a diferença do clima, do meio ambiente e a presença sofrida de filas quilométricas de veículos para a travessia do ferry boat, via Baía de Todos os santos, com destino à capital do Estado. No interior do barco um verdadeiro alvoroço! Gente por todos os lados e muitas pessoas sem lugar para sentar e curtir as maravilhas do marzão muito abrilhantadas nas canções de Dorival Caymmi. Quem tem veículo estacionado dentro do

ferry, pode-se dar ao deleite de ligar o som e sintonizar uma melodia gostosa para driblar a zoada das turbinas da embarcação que cobra valor muito caro para a travessia dos veículos e passageiros. Quem não tem carro, despoja-se pelo chão aguardando o final da travessia que dura em média 40 minutos. A chegada na capital, outro sofrimento, um verdadeiro dilúvio de veículos automotores entravando o terrível trânsito de Salvador. Os preços, oferecidos pelos serviços na capital do Estado, precisam também ser revistos pela administração pública.

A sofrida mobilidade urbana é um de alguns problemas que vem amargando o Soteropolitano. E na Costa do cacau, uma visitinha a Itacaré seria uma boa pedida para o turista? Itacaré, uma cidade que nasceu de uma Aldeia Indígena! Já há muito, bastante visitada pelos seus belos recantos praianos e que já tem Resort estabelecido que hospeda muitas figuras conhecidas do meio artístico e “político” do Brasil e outras plagas. Não escapa também de deparar-se com um traço que já é normal em quase todas as cidades baianas, ou seja, alguns descasos da administração PÚBLICA. Mas, vale dizer-se que o acesso para as praias próximas ao centro da cidade já não é mais precário como antes.Com muita luta surgiu o calçamento em direção às pousadas e praias da Concha e praias da Ribeira, uns dos “cartões postais da cidade”.

E Ilhéus hem? Que venha logo a segunda PONTE Ilhéus/zona sul e outros serviços de mobilidade urbana para que tenhamos – nós, comunidade autóctone e turistas – uma vida no trânsito bem mais sossegada.

Vale citar o ART: 2.º da Lei Orgânica do Município de Ilhéus: “São objetivos fundamentais dos cidadãos deste município e de seus REPRESENTANTES: Inciso I – Assegurar a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; Inciso II – garantir o desenvolvimento local e regional; Inciso III – contribuir para o desenvolvimento estadual e nacional; Inciso IV – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais na área urbana e na área rural, Inciso V – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Assim sendo, teremos uma Ilhéus na frente de muitas outras cidades, porque como dissera ROBESPIERRE: “O HOMEM NASCEU PARA A FELICIDADE E PARA A LIBERDADE”. Portanto, para nós Ilheenses, a escravidão e a infelicidade são sintomas pretéritos.





















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