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:: ‘Espaço do Leitor’

ACORDA, PRINCESA, E DÁ UM RUMO À TUA VIDA!

É natural que um município constitua uma identidade própria a partir da sua principal atividade econômica, seja ela de cunho agrícola, industrial, comercial, turístico, etc. Não é preciso sairmos do estado da Bahia para citar alguns exemplos. Camaçari: polo industrial, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus: comércio, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães: agricultura da soja.
Ilhéus perdeu sua identidade quando perdeu a fartura e a riqueza do cacau. Lá se vão três décadas.
De lá pra cá, o fruto de ouro ficou só na memória e foi pras cucuias a pretensão de alguns no rico Estado Independente de Santa Cruz. Depois tentou-se o polo industrial, não deu. O comércio é morno, quase frio, e não deslancha. O setor de serviços atende de mal a pior. Enquanto isso, filhos da Terra da Gabriela debandam em busca de oportunidades noutras cidades e noutros estados.
Aí vem a pergunta. Por que não nos tornamos uma cidade turística de verdade, que se sustente e viva do turismo como Porto Seguro, Itacaré, Gramado ou Campos do Jordão?
Parece fácil, mas não é. Porém, nessa longa caminhada em busca da identidade turística, já levaríamos uma senhora vantagem: belezas naturais,  um pedaço de Mata Atlântica, praias, rios, brisa, sol e clima perfeito. A Natureza foi generosa e nos encheu de coisas boas e bonitas, e nós aqui, inertes, de braços cruzados, tentando só piorar nossas paisagens, sobretudo com montanhas de lixo que causam nojo e afugentam os visitantes.
Como já disse, não é fácil. Entre um município ter vocação turística e ser um polo turístico há uma enorme diferença, a transição pode demandar décadas e gerações.
Jeito tem, mas não da noite pro dia. A identidade turística nasce da vocação de um lugar e seu povo, se forma com a conscientização geral de governantes e governados, unidos, dormindo e acordando com o pensamento “eu vivo do turismo, sem ele não sei o que seria de mim“.
O turismo, enquanto atividade econômica, gera emprego e renda, vai muito além dos guias, das agências e dos hotéis. Emprega gente no comércio em geral, em portos, aeroportos, estações rodoviárias, motoristas, taxistas e trabalhadores de várias áreas, nos mais diversos setores.
Sair da posição de balneário de veraneio e ingressar no rol de cidade turística de fato, requer foco, oferta de cursos de capacitação e especialização na área, infraestrutura em equipamento e mobilidade, muito treinamento para atender e recepcionar com excelência, conscientização de todos na conservação e preservação do patrimônio ambiental, artístico, histórico e cultural… Complicou, ainda não temos nenhuma dessas características, né?  Sinal de que perdemos muito tempo e deveríamos ter iniciado essa empreitada há pelo menos vinte anos. Mas diz o ditado que nunca é tarde para um recomeço.
Nilson Pessoa

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXVII)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na Bahia tudo indica que logradouros com nomes oriundos da iniciativa popular pegam mais do que nomes oficiais. A Praça da Irene (oficial: Praça Castro Alves) aqui na Capitania dos Ilhéus e a Avenida Paralela (oficial: Av. Luís Viana Filho) em Salvador, são exemplos emblemáticos; isso sem os oficializados Morro do Gato, Praça da Piedade, Rua da Forca, curiosos nomes dentre outros tantos da capital baiana.

Em Bebel, não fugindo à regra, essas criações também abundam como Rua Lisa, Rua do Sapo, Rua do Porto, derivadas na ordem, e na época, da recém-implantadas placas de cimento na pavimentação; da grande quantidade (as alagações pluviais eram constantes nesta via) do referido anfíbio; e da relação direta com o cais-porto no Rio Jequitinhonha. Av. Mal Deodoro, Rua 23 de Maio e Av. Pres. Getúlio Vargas são os respectivos nomes oficiais. Mas é da ‘Rua do Sete’ (Coronel José Gomes para o endereçamento postal), cutucada pelas recordações de três membros de um grupo no WhatsApp, que a presente XXVII Notas… quer se ater. ‘Do sete’ se prende à existência de um quarteirão em que sete casas residenciais se igualavam pelas medidas, fachadas (2 janelas e uma porta) e telhados e por ligadas umas às outras por paredes-meias. Uma, a de esquina, viria a ser modificada, passando a ter somente três portas para servir de ‘venda’ (a mercearia de hoje) com um bar ao fundo interligado. Cortada ao norte pela Travessa Santos Dumont, que divide outro quarteirão, este estabelecimento comercial (de novo, fora transformado em residência) esquinava com o Clube dos Artistas (hoje Câmara de Vereadores). Na parte sul o quadrado das sete casas se limita com a Travessa 15 de Novembro que por sua vez ‘extremava’ com o Largo da Usina e um imóvel, imóvel este onde funcionava a tipografia que editava o Diário Oficial do município, a Usina Termoelétrica da cidade, dois açougues e um espaço que a prefeitura o mantinha alugado para comércio. Como o prédio era tido como de valor histórico imensurável, as lembranças apontam que sua cedência junto com o largo, ao Banco do Brasil (entre 1989 e 1993) pelo prefeito, Luís Guimarães, no afã de implantar a agência bancaria, deu um rebuliço danado na cidade.

Na interlocução via zap Nevandy Melo relembra o frondoso abacateiro no quintal do vizinho e os galhos a penderem para o da casa de seus pais e de ela não titubear em surrupiar, driblando a vigilância da mãe, os robustos abacates. Também recorda o compartilhamento de uma cisterna no meio da cerca com o outro meeiro. A professora Nélia Rabelo ressalta que quem construiu as casas geminadas foi Antônio de Astério, um tradicional construtor de Bebel e que morava nas imediações. Já Maria das Graças menciona os antigos moradores e suas famílias como o seu pai professor Ricardo, a sua avó Euxordia Lemos, o cabelereiro Diogenes Barbeiro, seu Ananias, Anibal, Melito Melo (pai da Nevandy), dona Morena Rabelo (mãe de Nélia), a enfermeira Benita, seu Marivaldo Carneiro, a vovó Macaria e os irmãos Figueiredo: Jonas, Tavinho e seu Paixão, este, um dos pioneiros na transformação arquitetônica do conjunto habitacional ao transformar em sobrado um imóvel adquirido. Os pães ‘jacaré’,

‘peito de moça’ e de outros formatos –deliciosos, afirmam– da padaria de seu Agostinho e os coquinhos de mane-velho, caxandó, a burundanga, o ingá, o jataí entre outros ‘piteis’ da flora belmontense, do quitandeiro Oseias, comerciantes da Rua do Sete, não foram esquecidos.

O recinto etílico funcionava assim como um ‘reservado’ de acesso restrito. Certa feita este escrevinhador e dois parceiros, adolescentes de idade parelhas e ainda parcimoniosos no consumo do ‘suco de cevada’, usando da carta branca para adentrar, tivemos o prazer de assistir uma passagem deveras aplaudível. Aboletamo-nos numa das parcas mesas existentes no salão e por acaso ficamos em frente a duas figuras conceituadas da cidade que travavam, meio uma cerveja e outra e um trago e outro da ‘marvada’, uma verdadeira batalha de palavras centrada numa tal Madama Butterfly: Prof. Ricardo, maestro da Filarmônica Lyra Popular, e o advogado Dr. Bazinho. A veemência com que o primeiro defendia ser a ‘Madama’ uma ópera e o segundo, idem, uma opereta, nos fazia, mesmo sem aquele entendimento, interessar pela discussão. Hora de picar a mula, já com os raios solares se ofuscando no ambiente, nossa opinião, irrelevante, claro, como a dos demais mesários se coadunaram: não houve vencedor. Depois de alguns anos, a leitura em língua lusitana a respeito, mostrou que Madame Borboleta se tratava de uma famosa peça teatral-musical italiana, por sinal, ópera, dissipando a ignorância do escrevinhador.

O logradouro não resistiu às transformações físicas impulsionadas pela natural evolução no tempo, mas Rua do Sete, atravessando gerações, vem se perpetuando na memória dos belmontenses.

Heckel Januário

Em tempo: Como dito, este breve relato foi aflorado pela bate-papo recordativo de Nevandy, Graças e Nelia, belmontenses que em idades tenras, residindo com seus pais neste conjunto da rua, foram testemunhas presenciais de histórias do lugar.

Em tempo2: Os proprietários do bar foram os irmãos Menezes: Bebeto e depois Onildo, de considerada família de Bebel. E Filhos do Jequitinhonha é a denominação do aludido grupo da internet.

Em tempo3: Dizem especialistas em toponímia que na Bahia um dos fatores de nomes populares em logradouros dominarem os de batismo oficializado, resulta da informalidade, e óbvio, da criatividade do baiano.

A facada no cacaueiro

Luiz Ferreira da Silva, 81

Pesquisador aposentado do CEPEC e Escritor

luiz [email protected]

Para ser um bom agrônomo, é preciso entender o que as plantas “falam”, auscultando como faz o médico. Elas podem indicar o seu sentimento. Quando tem sede, seus estômatos (poros das folhas) se fecham e as folhas murcham, ficando tristes. Ao faltar comida (nutrientes do solo), se expressam no tamanho das folhas, ou na queda dos frutos.

Desenvolvi uma maneira de me comunicar com as árvores, que denominei de telepatia fito-delirante, trocando energias. Lógico, pura invencionice minha.

Numa tarde, em Coaraci, defrontei-me com um belo cacaueiro que crescera sob solos férteis, notando certa tristeza, expressada na cor sem brilho de sua folhagem.

Diante daquele quadro, tentei dialogar. Não foi fácil, mas entendi que estava sofrendo com a perda de seus frutos, até temendo por sua própria vida.

– Perguntei-lhe o que havia acontecido? Com a voz embargada, denotada pelo balançar da sua copa, desfiou lamentações.

“Vim de longe, lá das barrancas do Rio Jari, na Amazônia, convivendo com diversos inimigos naturais, mas sem maiores problemas, pois havia o equilíbrio ecológico. Aqui, virei baiano e, encontrando condições excelentes ambientais vicejei, produzi alimentos, distribui riquezas e conservei o ambiente úmido florestal”.

– Insisti: E o que aconteceu? “Tentaram nos matar, trazendo criminosamente a vassoura-de-bruxa, justamente num momento em que a região estava descapitalizada, o cacauicultor endividado e a CEPLAC, construída pelos nossos pais, fragilizada”.

– E quem faria uma estupidez desta, burlando um cinturão protetivo montado pela própria Instituição?

“Eu estou com mais se 80 anos e, na Natureza, temos que aprender a cada dia e ficarmos atentos às ações do homem, nem sempre sensatas. De repente, ventos malcheirosos começaram a soprar, estimulando os inimigos da lavoura, desde aqueles que não suportavam a rigidez profissional da CEPLAC; aos com sede de poder, atrelando-se a grupos sectários”

– Isso quer dizer que foi uma ação humana criminosa e premeditada?

“Não tenho provas testemunhais, mas quem faria isso senão tresloucados locais com aqueles perfis? Foi uma cartada de mestre: era bastante dar uma “facada” no fruto-ouro, que se desmoronaria toda economia sul baiana, atingindo a CEPLAC e o produtor, alvos em seu vade-mécum para atingir o poder. E, o mais importante para os insanos, a convulsão social com o desemprego de mais de 200 mil trabalhadores. E tudo aconteceu conforme fora orquestrado”

– Então, foram eles, aqueles denunciados por Dilson Araújo (O nó, ato humano deliberado)?

– Abriu seus estômatos, fez verter lágrimas de dor, e malandramente:

“O problema é de vocês. Apenas desejo que seja desvendada essa sabotagem, pela importância em salvaguardar outros cultivos, que podem também ser contaminados criminosamente como aconteceu com a gente. Também por ser um crime de lesa pátria, jamais prescrito”.

-Tirei o chapéu e o reverenciei.

POBRE ILHÉUS

Pobre coitada, nossa querida Ilhéus. Ela não tem culpa de nada, pelo contrário, a exuberância de suas belezas naturais acaba quase conseguindo encobrir o descaso do lixo. Eu disse quase, já que é impossível essa vergonha passar despercebida aos nossos olhos a aos dos que nos visitam.
Entra ano, sai ano, entra prefeito, sai prefeito e justo na alta estação, época em que essa cidade de vocação turística deveria estar impecável, o lixo toma conta. As justificativas são sempre as mesmas: “aumento da população flutuante e da quantidade de resíduos produzidos”; “fim do contrato com a empresa prestadora do serviço de coleta e limpeza” e blá, blá, blá…
O eterno e insolúvel lixão do CAIC (12-01-19)
Não sei se é só incompetência dos nossos gestores ou o que mais é, o fato é que eles nunca têm um Plano B autossuficiente. A desculpa talvez seja o tal do custo, que eles ainda não conseguiram entender que esse “custo” não é custo e sim investimento, pois o turista que gostar vai divulgar, vai voltar e mais turistas virão. Quem seria louco de recomendar ou retornar a uma cidade imunda?
Enquanto nossos alcaides confundirem custo e investimento, vai continuar sendo como é, a cidade suja, o lixo acumulado do réveillon (inclusive nas praias) e o turista sem poder comer um petisco na cabana por causa do mau cheiro. Aliás, o turista só não, nós também. Eu mesmo, conhecido rato de praia, já risquei esse programa da minha lista desde o natal.
Cidade turística? Potencial inesgotável para ser, porém a realidade é crua: na prática, ainda não passamos de um mero balneário de veraneio.
Nilson Pessoa

CARBONO 14 NO POR DO SOL DA SAPETINGA EM ILHÉUS

PRA QUEM PERDEU, DIA 20 DE JANEIRO – DOMINGO-, TEM SEGUNDA EDICÃO DESSA CONCEITUADA BANDA DE ILHÉUS.

O SHOW COMEÇA NO POR- DO – SOL SAPETINGUENSE.

 

EM ILHÉUS, A LADEIRA DA VITÓRIA PEDE SOCORRO

NA MESMA LOCALIZAÇÃO DO HOSPITAL SÃO JOSÉ, A LADEIRA DA VITÓRIA E OS MORADORES DE LÁ PEDEM SOCORRO À PREFEITURA DE ILHÉUS.

POR AQUI, AMBULÂNCIAS E CARROS PARTICULARES, DIVIDEM DIARIAMENTE OS PREJUÍZOS DAS PRECÁRIAS CONDIÇÕES DE ACESSO AO LOCAL.

A Morte e a Vida da gente

Gustavo Cezar do Amaral Kruschewsky

Tem gente que morre por acidente… Têm outros que morrem porque não querem mais interagir com gente… Tem gente que morre porque ficou muito doente… Tem gente que morre porque se tornou muito descrente… Tem gente que morre porque o estresse é transcendente… Tem gente que morre porque foi imprudente… Tem gente que morre porque era valente… Têm outros que morrem porque são impacientes… Tem gente que morre porque estava carente… Tem gente que morre porque foi desobediente… Tem gente que morre por ser incoerente… Tem gente que morre porque a ignorância era patente… Tem gente que morre porque a riqueza quer urgente… Tem gente que morre porque nunca admirou o sol nascente e nem o sol poente… Tem gente que morre porque pensa que é mais potente… Tem gente que morre porque era subserviente… Tem gente que mata e morre porque mente… Tem gente que morre porque a desonestidade era latente… Tem gente que morre porque luta para ser influente… Tem gente que morre porque é maldizente… Tem gente que morre porque é intransigente… Têm muitos que morrem porque exploram a gente… Tem gente que morre porque não cuidou de sua gente… Tem gente que morre porque na vida nunca foi gente… Tem gente que morre porque nunca acreditou no amor do Onipotente.

Tem gente que acorda feliz ao amanhecer… Tem gente que é cumpridor do seu dever… Tem gente que trabalha por prazer… Tem gente que vive melhor porque não fala mal de você… Tem gente que não aceita o maldizer… Tem gente que não persegue desonestamente o enriquecer… Tem gente que orienta o filho desde o seu nascer… Tem gente que levanta a bandeira do bem fazer… Tem gente que bom livro gosta de ler… Tem gente que não vai a Igreja apenas por lazer… Tem gente que ajuda o outro a crescer… Tem gente que ajuda você a ser… E adora ver você… E não se preocupa com o ter.. Porque apenas ama ser… É por isso que essa gente… Toda hora Cristo vê…

O POLVO CACAUEIRO

Luiz Ferreira da Silva, 81

Pesquisador aposentado da CEPLAC

[email protected]

O polvo é um molusco marinho que possui oito braços e, como são usados na locomoção, caracteriza-se como octópodes.

Na atual situação de debacle em que se encontra a região do cacau, até se pode fazer uma correspondência com a apreciada guloseima, haja vista tantos problemas que lhe afeta, discriminados em 8 pernas que vem travando a economia do cacau:

1. CEPLAC fragilizada, não mais atendendo aos produtores como fazia anos atrás;

2. Produtor endividado, com seu patrimônio hipotecado e, logicamente, sem condições de investir em suas roças;

3. Vassoura-de-bruxa “varrendo” os cacauais, necessitando de práticas integradas de controle e material genético tolerante;

4. Falta de lideranças, substituídas por uma “ruma” de associações que pouco se entendem e não possuem um norte fixo pragmático, batendo recordes de reuniões infrutíferas per capta;

5. Lavouras velhas necessitadas de replantação, constituindo meio de cultura favorável aos “vassoureiros” (roças infestadas com o mal);

6. Ministério da Agricultura inapto e inepto, preocupado mais em penduricalhos, numa fobia de mudança estrutural, sem saber o que fazer com a CEPLAC;

7. Políticos baianos de muita conversa e pouca ação, sem compromisso com a região e despreparados no tema, desde o Governo ACM, e finalmente;

8. A crise brasileira com o déficit das contas públicas beirando os 150 bilhões de reais, numa luta titânica de sobrevivência fiscal, sem muito gás para socorrer a lavoura do cacau baiano.

Dessa forma, através desse fictício polvo vegetal se expressa a realidade da região sul baiana – caótica e de difícil solução – que, a cada ano, se agrava, podendo alcançar um nível “one way” (sem retorno), haja vista que a atual crise é bem mais complexa que as anteriores. Hoje, as ventosas daqueles tentáculos estão mais profundas e com mais força de fixação.

É preciso se contextualizar o processo avançado de degradação da lavoura cacaueira num ritmo contínuo, seja pelo envelhecimento das plantações, seja pela falta de investimentos tecnológicos. Pelo outro lado, não há nenhuma política pública para reverter o atual cenário, que passa pela solução das dívidas dos produtores.

As informações (Bahia Rural), fim de 2017, dão conta da queda vertiginosa da produção e redução da produtividade média das plantações. Isso significa não só a perda da hegemonia baiana, pois o Estado do Pará deve assumir a liderança nacional do cacau, mas também a inviabilidade do cultivo, mercê de uma produtividade aquém de 30 arrobas por hectare.

A região ainda não se apercebeu de tal gravidade. Espero que, como ela é banhada pelo oceano, a figura do polvo com seus olhos abertos, possa lhe servir de alerta. (Maceió, AL, 03-01-2019)

DECOLORES

A Paz do Ano Novo

Que nesse ano Deus nos ensine a Paz,

e que estejamos todos prontos para ouvir,

Que os nossos erros não sejam o nosso fardo,

Mas a experiência para decisões melhores,

Que nesse ano a religião não seja razão para o ódio,

e que os inocentes sejam sagrados,

Que as diferenças não justifiquem problemas,

Mas que mostrem soluções diferentes,

Que nesse ano toda criança possa brincar,

e que elas tenham brinquedos verdadeiros,

Que seus pais não justifiquem discórdia hoje,

Mas que falem dos sonhos de um futuro feliz,

Que nesse ano a força seja das boas palavras,

e que as palavras sejam ouvidas,

Que o poder não derrube paredes sobre as pessoas,

Mas que destrua barreiras entre elas,

Que nesse ano as nações sejam unidas,

E que a união tenha significado e seja respeitada,

Que os governantes não se esqueçam que a história não eterniza a vida, frágil e passageira,

Mas apenas pensamentos e ações,

Que nesse ano a natureza seja mãe,

E que, como filhos, tenhamos por ela o amor e o cuidado devidos,

Que as ações pelo Planeta não sejam assinadas apenas pelas nações que compreendem os problemas,

Mas também por aquelas que os causam…,

Deseja -lhes,

Luiz Castro

Bacharel Administração de Empresa

PSICOMUNDO <> CONTROLE DO LIVRE DO ARBÍTRIO DA VIDA <>

Em todos os países do mundo, com rara exceção da Indonésia, com a altiva decisão do seu presidente Joko Widodoos, existem outros governantes que apenas se colocam em estado de consternação e indignados, mostrando que são preocupados com os Direitos Humanos, e assim verdadeiramente não é muito fácil encarar a exterminação de tantos vícios que sempre engolem os seus usuários.

Poucos fazem esforços para destruírem esses adeptos e cegos inimigos causadores de destruições humanas. Lamentar o que aconteceu na Indonésia retira da Justiça o direito de julgar e coibir criminosas investidas no mundo dos crimes praticados por um indivíduo com muitos anos de experiência nos caminhos de distribuições das drogas, olhando o seu lado de enriquecimento ilícito, vida fácil em paraísos cheios de mordomias, e enfim, esquecendo quantas famílias foram destruídas violentamente por várias ações criminosas desse famigerado tráfico infame.

Será que não gera nenhuma comoção de governos que não analisam momentos de tristeza e pesar por tantas mortes inusitadas, deixando de ser bastante cruéis ao pai e a mãe ver os seus filhos, parentes e amigos nessas condições, utilizando-se da barbaridade da fumaça da maconha e das outras drogas ingeridas pelo nariz e pela boca que determinam muitas doenças, provocando com maior brevidade muitas dificuldades para alcançar a plenitude da vida, fazendo desaparecer a contundente marca da fé e confiança nos desígnios de Deus.

Existem muitas outras doenças que podem ser causadas pelo uso das drogas, e a sua gravidade vai depender da quantidade de droga ingerida, que com o passar do tempo, tende a ser cada vez maior. Estas doenças geralmente começam a se manifestar após alguns meses do início do uso das drogas.

Segundo o médico Dr. Arthur Frazão, no Site Tua Saúde, vejam algumas das doenças causadas pelo uso das drogas, como maconha, cocaína e crack, são:

* AIDS: doença incurável que se pega através do contato direto com o sangue do indivíduo contaminado, como ao partilhar seringas ou no contato íntimo desprotegido.

* Doenças venéreas: com o uso das drogas, o indivíduo não se lembra de usar o preservativo e pode ser infectado com doenças como gonorreia e sífilis, por exemplo. :: LEIA MAIS »

PSICOMUNDO <> REFLEXÕES NA CRENÇA DO MUNDO RELIGIOSO <

O mundo passa por intensas transformações e a Igreja vive as grandes expectativas da carência de harmonia que traga a realizadora força da Universal fé cristã; afinal “o amor de Cristo nos deixa a maravilhosa mensagem de esperança da união”. Essa expectativa surge a fim de que a criatura “o ser humano”, possa ser comovido ou impressionado para seguir o rumo de boas qualidades morais, bons instintos, boa índole, criando um modo de imaginação de forma absoluta com respeitos recíprocos entre a razão e a verdade para viver na formação de sinceras atitudes. Jamais teríamos as imagináveis condições de enganar a nós mesmos, além do mais não devemos ignorar as nossas qualidades da livre e espontânea capacidade de pensar!

Os acontecimentos entre a fé e a razão de seguir os caminhos religiosos nos mostra que devemos seguir a persistência do amor e da paz. No entanto, observamos anúncios de que “Deus nos concede tanta e tamanha liberdade de pensar, que até nos faculta o direito de negá-lo.” O Papa afirma sempre que cada cristão possa ser um santo: “Existem os santos de cada dia, os santos escondidos, uma espécie de classe média da santidade, a que todos nós podemos pertencer”. Pelo que entendemos, basta entender que a mediocridade das pessoas materialistas são fontes em decomposições humanas e existe uma grande necessidade de transformar em boas ações essas nascentes que nos levam ao convívio com Deus em sua infinita bondade.

A Igreja Católica está presente na história brasileira desde a chegada dos portugueses, contribuindo para a formação cultural, artística, social e administrativa do nosso País. Existe a necessidade urgente nas comunicações entre os homens, à preservação da transparente sinceridade nas palavras que falam ou ouvem, especialmente, nos templos religiosos. São tantos assuntos em favor da paz e não sabemos que será possível o alcance da união entre as pessoas visando à criação da tão almejada força espiritual. O papa Francisco disse que líderes clericais e cristãos não devem trair a palavra de Deus com suas ações ou correm o risco de prejudicar a credibilidade da Igreja Católica. Existe uma grande necessidade de aperfeiçoamento do essencial significado do “sentimento humano”, na capacidade de que cada um possa sentir a sua natural disposição da busca da verdadeira comunhão com a religião. “Religião é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e seus próprios valores morais”. (Wikipédia).

Precisamos banir o que está se tornando muito difícil “seguir os conselhos de alguns padres”, os quais cometeram deslizes. Eles são chamados representantes da Igreja, não havendo outras condições de idealizá-los sem que se possa ver o seu exemplo extraído nas suas palavras! Quantos sermões, com sentimentos éticos e bem formalizados em favor da moral e do respeito humano recíproco, modificaram a vida de muita gente, transformaram naturezas humanas e provocaram uma nova qualidade na existência de muitas pessoas! Essas ações comportamentais devem ser moderadas para que sejam mútuas e verdadeiras entre as pessoas, principalmente, as religiosas! :: LEIA MAIS »

NATAL – CELEBRAÇÃO E COMPROMISSO DE VIDA

“Natal é sempre um momento forte e muito especial na vida de todas as pessoas e, de um modo todo particular, para nós que somos cristãos. Todos os povos, todas as religiões, todas as culturas, cada um à sua maneira, recordam e celebram o grande acontecimento de Jesus.

Em Jesus, o filho de Maria e de José, é o próprio Deus que se encarna, se faz um de nós, que assume a nossa condição humana, menos o pecado, que vem viver no meio de nós para nos trazer a Vida, a Esperança, a Luz… “o povo que caminhava nas trevas viu uma grande luz. Sobre aqueles que habitavam a terra da sombra, uma luz resplandeceu”(Is.9,1). Jesus vem para nos conduzir à plenitude da vida: “Eu vim para que todos tenham Vida, e vida em abundância (Jo 10,10).

É portanto, a grande festa da Vida que nasce, que vem a nós, assim como é expresso em um dos cantos muito cantado nesse tempo: “Natal é vida que nasce; Natal é Cristo que vem; Nós somos o seu presépio, e a nossa casa é Belém” .

É Jesus que vem, por isso nos preparamos… Porque é um momento tão importante, nós, como comunidades cristãs, o preparamos com carinho durante as quatro semanas do tempo de Advento, que é tempo de espera daquele que está por chegar.

Ele vem e quer morar em cada um de nós (nós somos o seu presépio), em nossa família (a nossa casa é Belém), em nossas comunidades. E nós queremos acolhê-lo. Mas não queremos acolhê-lo de qualquer jeito, com a casa (coração) desarrumada, empoeirada, bagunçada. Por isso preparamos o ambiente: varremos toda a sujeira que foi se acumulando ao longo do tempo, enfeitamos a casa (através da oração e reflexão nos grupos de famílias, nas comunidades…), abrimos as portas para receber a Jesus que vem a nós e quer conosco morar, caminhar, acolhendo-o em todos os nossos irmãos e irmãs, especialmente naqueles com os quais Jesus se identifica e solidariza: os pobres, os doentes, as crianças, os idosos, os marginalizados, os pecadores.

O Natal nos ensina … O nascimento nos ensina muitas coisas que, se levadas para a vida, nos ajudam a ser melhores e a servirmos mais às pessoas. O fato de Jesus ter querido nascer menino, como nascemos todos nós, nos ensina que devemos, como cristãos, viver simplicidade, a alegria, a ternura, a confiança que são próprias das crianças. Viver, em outras palavras, a infância espiritual. O próprio Jesus quis viver aquilo que depois, no seu Evangelho, coloca como condição para fazer parte do seu Reino: ser como criança.

Jesus quis nascer numa estrebaria e ser colocado dentro de uma manjedoura, para nos ensinar que somos chamados a viver uma vida de desprendimento, que precisamos viver uma vida simples, sem apegar-nos às coisas materiais, ao luxo, ao bem-estar, mas confiando sempre em Deus e na sua Providência que nunca falha. Quer nos ensinar que a Vida e a felicidade verdadeiras não estão no ter, nas riquezas, mas aquilo que somos, no saber, a exemplo de Cristo, solidarizar-nos, a comprometer-nos com os

pequenos e marginalizados, partilhar nossos dons e nossos bens com todos. :: LEIA MAIS »























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