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Fevereiro 2021
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:: ‘Espaço do Leitor’

O BURACO DA DISNEY É MUITO MAIS EMBAIXO

Estava eu tomando meu café da manhã, TV ligada num jornal qualquer, e aparece na tela uma senhora sendo entrevistada. Na legenda,”fulana de tal, dona de casa”. Mastigando uma bolacha, comecei a refletir sobre a expressão “dona de casa”.
Não ia levantar da mesa pra pesquisar, dali mesmo tirei minhas próprias conclusões. Estamos na terceira década do século XXI, com as mulheres conquistando cada vez mais espaço e exercendo cargos-chave em grandes corporações. Essa tal “dona de casa” deve vir de séculos, desde o Império, imagino. Como já disse, não pesquisei, mas posso crer se tratar de uma expressão criada pela burguesia hipócrita de sempre, para afastar qualquer possibilidade da patroa ser confundida com uma empregada doméstica no caso de ter optado em não trabalhar fora ou o marido não permiti-la a tanto, sob a desculpa esfarrapada dela ter que cuidar dos filhos (não duvide, isto ainda acontece).  Foi aí que comecei a retroceder no tempo e me vieram à mente outras expressões já ditas, mas que não colaram. Lembro de “doméstica”, logo descartada por confundir ainda mais com “empregada doméstica”. Depois veio “do lar”, que também não pegou. “Desempregada”, nem pensar, seria um xingamento. Resultado: nenhuma outra expressão foi criada para substituir definitivamente a secular “dona de casa” que vigora até hoje, tempos em que uma sociedade moderna civilizada deveria cada vez mais buscar a igualdade do convívio e o fim do preconceito/segregação de classes. Ninguém quis tocar nesta ferida e todos, empregadas domésticas, “donas de casa” e a sociedade em geral, se acomodaram.
Lanço aqui algumas sugestões para sairmos deste atraso chamado “dona de casa”:
“Renda dependente”, “renda própria”, “não exerce profissão”, “sem atividade profissional”, “sem remuneração”, e por aí vai.
Enfim, voltando dessa viagem mental ao passado, me vejo, no presente, tendo que assistir e regurgitar as piadinhas da burguesia hipócrita (sim, aquela de sempre), quando um ministro debochou sobre as empregadas domésticas irem à Disney.
Nilson Pessoa

Cinco dicas para cair na folia sem deixar de lado os cuidados com a saúde bucal

Mesmo durante a folia é preciso tomar certos cuidados para garantir que o sorriso e o corpo continuem saudáveis

Um dos feriados mais aguardados do ano é o Carnaval e, se você é um folião, já deve estar em ritmo de alegria, mas saiba que a saúde – inclusive bucal – também deve fazer parte do seu planejamento.

Nessa época do ano é preciso tomar alguns cuidados para que as mesmas coisas que garantem a diversão não se tornem grandes vilões da saúde ou estraguem o sorriso saudável que você nutriu o ano inteiro, provocando consequências muito mais duradouras do que as festas do mês. É o que afirma o Dr. Edmilson Pelarigo, Diretor Clínico da OrthoDontic, maior rede de clínicas de ortodontia do Brasil.

Para te ajudar a se preparar, o especialista separou cinco dicas para aqueles que querem cair na folia sem deixar de lado os cuidados com a saúde bucal. Confira:

Higiene

O carnaval, assim como qualquer outro período festivo altera a rotina e faz com que negligenciemos hábitos básicos, como os relacionados à saúde bucal. Durante os dias de festa, tente não se esquecer de fazer a escovação após as principais refeições, principalmente se houver ingestão de açúcares – que também estão presentes nas bebidas alcoólicas.   

Alimentação

Durante a folia, além da saúde bucal, a alimentação também pode ficar em segundo plano. Ficar longos períodos sem comer está entre os principais hábitos que desencadeiam o mau hálito e, além disso, ingerir somente alimentos ricos em açúcares e carboidratos favorece a proliferação de cáries. Frutas como maçã e morango são fáceis de carregar, funcionam como adstringentes naturais e são uma boa pedida para um “lanche” em meio às festas.

Álcool

As bebidas alcoólicas costumam ser ácidas e, em alguns casos, contém muito açúcar. Esta é uma das combinações mais perigosas para os dentes, uma vez que o ácido pode causar desgastes no esmalte e os açúcares em excesso resultam em cáries. A ingestão excessiva de álcool também pode ocasionar vômitos, outra ameaça para as camadas superficiais do dente por conta da acidez do estômago. Uma boa dica é intercalar os drinques com água, que evita a desidratação e o acúmulo destas substâncias nos dentes.

Sol

Algumas das maiores festas no País acontecem à céu aberto e duram quase uma semana. Proteger a pele do excesso de sol já faz parte da rotina dos foliões, mas muita gente esquece que os lábios também precisam de proteção. A incidência solar prolongada sobre os lábios é um dos fatores de risco do câncer de boca.

Doenças

Como o beijo é marca registrada das folias, é comum que haja proliferação de doenças transmitidas pela saliva, como a mononucleose e a herpes. Estes tipos de vírus causam lesões na boca, desidratação, indisposições, febres e são mais “agressivos” para quem está com a imunidade baixa. Portanto, vale o cuidado com a saúde de forma geral durante as festas, além de muita hidratação e alimentação balanceada.

DONA PONTE VEM AÍ… FALTA O SISTEMA VIÁRIO URBANO

Walmir Rosário*

Há mais de um ano que venho sendo presenteado pelo vice-prefeito de Ilhéus, José Nazal, com fotos bem produzidas sobre o andamento da obra de construção da segunda ponte que ligará o centro de Ilhéus ao bairro do Pontal e ao resto do mundo. Fotógrafo profissional de reconhecida competência, Nazal também brinda os amigos e profissionais da imprensa regional com informações importantes do ponto de vista técnico da obra.

Falar de José Nazal pelo seu amor a Ilhéus é como chover no molhado, mas, a título de informação, não poderia eu deixar de traçar poucas linhas sobre a ponte estaiada – uma novidade na Bahia –, já considerada como um dos mais belos cartões-postais de Ilhéus. A cidade, de reconhecida beleza natural, incorpora uma arte moderna à sua paisagem para contrastar com a beleza arquitetônica do casario construído em épocas distinta da história.

Tive a felicidade de acompanhar os contatos iniciais – desdes as promessas – de construção na nova ponte, primeiro como jornalista, depois como participante da equipe do então prefeito Newton Lima. E, em todas as oportunidades, José Nazal estava na linha de frente, prestando informações históricas e técnicas sobre as possibilidades da implantação desse importantíssimo equipamento para o desenvolvimento da cidade.

De início, destaco a vasta colaboração de Nazal como um marco na área da comunicação, tendo em vista que nenhum veículo de comunicação – rádio, jornal, televisão, blogs ou outros tais – teriam condições para o empreendimento. E explico: nada de novo foi feito por Nazal, que apenas reeditou o chamado setorista dos velhos tempos, acompanhando, pari passu, o andamento, enquanto um veículo faria, apenas, grandes reportagens.

Mesmo fora do governo municipal, José Nazal não se esquivou de continuar colaborando com o governo estadual (dono da obra) e com as empresas construtoras, além de informar, em tempo real, de todos os estágios da obra. Como sempre acontece – principalmente na política – existem os céticos – ou apenas adversários – que dizem não acreditar na execução do projeto, que foi ganhando corpo a cada dia.

Como toda grande obra construída no Brasil, a segunda ponte, ou a dona ponte, como a denomina Nazal, possou por alguns problemas de continuidade, por conta do envolvimento da primeira – a segunda também – com a Operação Lava Jato. Não fosse isso, já estaríamos trafegando por ela há algum tempo, portanto livres dos constantes engarrafamentos na única via de tráfego atual.

Para nós leigos em engenharia, as informações – textos curtos e fotos – fornecidas por Nazal foram bastante enriquecedoras, por não conhecermos os meandros e detalhes da construção de uma ponte estaiada. De forma didática, Nazal passava cada filigrana técnica explicada pelos técnicos responsáveis pela construção, a exemplo da rotineira colocação dos cabos de aço de sustentação.

Em poucos dias teremos a entrega da obra pela empresa construtora e caberá ao governo do estado marcar a data da inauguração da ponte, com a escolha do nome do equipamento, o que poderá render questionamentos mil. De início, vamos ao primeiro questionamento: Qual o critério para a escolha da pessoa que emprestará o nome? Caberá aos cidadãos de Ilhéus a escolha desse nome?

Certo dia, em tom de brincadeira, questionei Nazal se com a nova ponte em operação, além da melhoria substancial do tráfego entre o centro e zona sul, não poderíamos, também, ter mais um problema… E explico: Como a ponte atual é o local preferido pelos manifestantes dos vários setores para realizar os protestos, passariam, também, a atazanar a vida da população realizando-os, concomitantemente, na outra ponte?

Pois é, já antevejo a festa da inauguração – mormente num ano de eleições municipais – com presenças de políticos e autoridades todos os tipos no palanque dos governos estadual e municipal. Melhor do que se apresentarem como pais e mães da criança, prestariam um grande serviço apresentar a execução de um projeto do sistema viário do município, retirando o tráfego do centro da cidade.

São obras de custo módico, tendo em vista as pequenas distâncias entre o bairro do Banco da Vitória e os dois pontos da BA-001 nos sentido Sul – proximidades de Olivença – e Norte – lá pelos lados da Ponta do Ramo. Com isso, grande parte do tráfego, principalmente o pesado, seria desviado do centro da cidade, evitando danificar o pavimento e equipamentos enterrados de saneamento.

Antes que passem a me chamar de insaciável, insatisfeito ou utópico, digo que esse sistema é uma das grandes dívidas que os outros dois entes federativos – Estado e União – devem a Ilhéus. Sem gastar muito verbo, pois todos são sabedores da importância de Ilhéus e região como colaboradores e contribuintes dos tesouros da Bahia e Brasil. A dívida é grande, está vencida e poderá ser levada ao cartório de protesto eleitoral.

Se querem saber como fazer o sistema viário, garanto que Nazal prestará mais esse obséquio por sua terra sem qualquer dificuldade.

* Radialista, jornalista e advogado

CEPLAC, VÍTIMA DE MAUS POLÍTICOS SOB A COMPLACÊNCIA DA SOCIEDADE CACAUEIRA.

Luiz Ferreira da Silva, 82

Servidor aposentado, ex-Diretor do CEPEC.

Até que enfim, conseguiram acabar com uma Instituição Modelar. Um desenho começado com a chamada Nova República e ativado com o domínio por tantos anos pelo PT, a se concluir num governo que tem pouca sensibilidade rural, haja vista a decadência da coirmã EMBRAPA.

No caso da CEPLAC, um agravante: – a conivência política e o descaso da região por seu genuíno Órgão, criado pelos próprios cacauicultores. É difícil se admitir tal incongruência.

José Haroldo, Secretário-Geral por quase duas décadas, sempre enfatizava: – “A CEPLAC permanecerá enquanto for útil aos produtores e à sociedade”. Sábias palavras que, tempos depois, infelizmente, comprovaram tal vaticínio. Ela deixou de atendê-los com a eficiência requerida, ativando ainda mais o “gene” da sociedade cacaueira que, com problemas financeiros na sua luta de sobrevivência ante o mal da vassoura-de-bruxa, deu-lhe as costas.

Vivi 30 anos na região e nunca entendi o que eu chamo de “Síndrome Destrutiva Sul baiana “. Assim como a CEPLAC, pereceram o Instituto do Cacau, a SULBA, o Sistema Cooperativista, o CNPC, a ITAÍSA, etc. A Biofábrica da gestão do Dr. Carlinhos Macedo, que fora proficiente, hoje agoniza e não mais atende às unidades descentralizadas dos pequenos produtores.

E a região sempre omissa e sem se aperceber o mal para si própria, embora proliferem, sem contar os sindicatos, as inúmeras associações e frentes de defesas, que pouco ou nada de útil produzem para a região. É muito falatório, reuniões per captas e ilusão política.

Uma cultura da magnitude do cacau que já chegou a exportar um bilhão de dólares em certo ano, nunca possuiu lideranças e nem foi capaz de ter uma força política em prol de seus interesses dignos. Isso ultrapassa os limites do comodismo e da apatia.

E aí está o resultado; mal extensivo atingindo a todos: – o pé de cacau, o produtor, a Instituição, o trabalhador rural e as comunidades.

Querem ter uma ideia da fragilidade da região cacaueira basta compará-la com a região do café do Paraná e analisar Ilhéus ou Itabuna com a pujante Londrina.

Chego a pensar que se a CEPLAC fosse implantada nesta cidade, ou em Ribeirão Preto (SP), Santa Maria (RS) ou mesmo em Campina Grande (PB),  Caruarú (PE), ou no meu Estado (Arapiraca/AL), caso fossem cacaueiras, logicamente, ela não teria chegado a esse estado caótico, pois. teria a salvaguarda dessas sociedades.

Vale a pena reforçar, citando o IAC – Instituto Agronômico de Campinas- que convivi bastante e hoje, com mais de 130 anos ainda se mantém um orgulho para os campineiros que jamais o deixariam ser deteriorado por políticos nefastos.

A esta altura da ignomínia, o que se pode fazer? E quem suprirá os requerimentos tecnológicos e científicos? (Maceió, AL, 28 de janeiro de 2020)

 

Traços de algumas cidades do litoral baiano.

Por Gustavo Cezar do Amaral Kruschewsky

Há muitos anos o povoado de Morro de São Paulo era similar a uma típica aldeia indígena, bastante primitiva, por isso mesmo aconchegante. Hoje, aquela pequena aglomeração urbana que cresceu continua a aconchegar, porém mescla com a vida social moderna. Morro de são Paulo é situado no arquipélago de Tinharé! Neste arquipélago estão compreendidas (além de várias outras Ilhas, até mesmo inabitadas) três ilhas principais, a Ilha de Tinharé (onde se situa Morro de São Paulo), Ilha de Cairú e a Ilha de Boipeba. Todas essas ilhas fazem parte politicamente do Município denominado CAIRÚ.

As belezas naturais das diversas praias de Morro de São Paulo, o clima gostoso, a alegre vegetação, a preocupação pública com a limpeza, o respeito, o prazer e a educação de se viver e conviver entre a população autóctone e os visitantes, o oferecimento de esportes de aventura, os passeios tradicionais e culinária diversificada dão um toque importante àquele abençoado território. É um lugar paradisíaco, ou seja: divino, que parece que se chegou ao paraíso. Lá não tem carros, motos (estas, pouquíssimas, apenas as da polícia), caminhões e ônibus transitando nas ruas e despejando combustíveis fósseis que fazem mal à saúde e prejudicam a mobilidade urbana.

As pessoas comuns dão alegria ao local, chegam ao povoado e saem através de embarcações comerciais hidroviárias e se movimentam sem problemas na comunidade. Na travessia de ida e vinda se sente o contato perfeito da junção do rio com o mar combinado com a felicidade estampada nos risos e rostos de cada pessoa. Hoje, o lugarejo é recheado de pousadas, hotéis e muitas casas residenciais, na sua maioria simples. O relevo tem o condão natural de promover saúde, pois a caminhada é obrigatória e as ruas (muitas delas hoje calçadas) têm subidas e descidas extraordinárias que proporcionam no dia a dia, longevidade para a população autóctone.

As ruas (de largura menor do que nas cidades que transitam veículos automotores) servem de exercício físico diário também para os turistas. Existem ainda escolas, posto médico, lojas, “cash” bancário, padarias, supermercado, lanchonetes, restaurantes, bares, shows musicais e outros serviços típicos de uma sociedade “modernizada”. Restando apenas à administração pública, à população e aos empresários do local aderirem a preços mais módicos. Não se concebe o “poder” privado, nesses casos, sobrepor-se ao “poder” público. Não por isso que não se deva parabenizar aos administradores do Morro de São Paulo com nota de aprovação.

Indo a Salvador, por Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, principalmente no período de dezembro, janeiro e fevereiro, sente-se a diferença do clima, do meio ambiente e a presença sofrida de filas quilométricas de veículos para a travessia do ferry boat, via Baía de Todos os santos, com destino à capital do Estado. No interior do barco um verdadeiro alvoroço! Gente por todos os lados e muitas pessoas sem lugar para sentar e curtir as maravilhas do marzão muito abrilhantadas nas canções de Dorival Caymmi. Quem tem veículo estacionado dentro do

ferry, pode-se dar ao deleite de ligar o som e sintonizar uma melodia gostosa para driblar a zoada das turbinas da embarcação que cobra valor muito caro para a travessia dos veículos e passageiros. Quem não tem carro, despoja-se pelo chão aguardando o final da travessia que dura em média 40 minutos. A chegada na capital, outro sofrimento, um verdadeiro dilúvio de veículos automotores entravando o terrível trânsito de Salvador. Os preços, oferecidos pelos serviços na capital do Estado, precisam também ser revistos pela administração pública.

A sofrida mobilidade urbana é um de alguns problemas que vem amargando o Soteropolitano. E na Costa do cacau, uma visitinha a Itacaré seria uma boa pedida para o turista? Itacaré, uma cidade que nasceu de uma Aldeia Indígena! Já há muito, bastante visitada pelos seus belos recantos praianos e que já tem Resort estabelecido que hospeda muitas figuras conhecidas do meio artístico e “político” do Brasil e outras plagas. Não escapa também de deparar-se com um traço que já é normal em quase todas as cidades baianas, ou seja, alguns descasos da administração PÚBLICA. Mas, vale dizer-se que o acesso para as praias próximas ao centro da cidade já não é mais precário como antes.Com muita luta surgiu o calçamento em direção às pousadas e praias da Concha e praias da Ribeira, uns dos “cartões postais da cidade”.

E Ilhéus hem? Que venha logo a segunda PONTE Ilhéus/zona sul e outros serviços de mobilidade urbana para que tenhamos – nós, comunidade autóctone e turistas – uma vida no trânsito bem mais sossegada.

Vale citar o ART: 2.º da Lei Orgânica do Município de Ilhéus: “São objetivos fundamentais dos cidadãos deste município e de seus REPRESENTANTES: Inciso I – Assegurar a construção de uma sociedade livre, justa e solidária; Inciso II – garantir o desenvolvimento local e regional; Inciso III – contribuir para o desenvolvimento estadual e nacional; Inciso IV – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais na área urbana e na área rural, Inciso V – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Assim sendo, teremos uma Ilhéus na frente de muitas outras cidades, porque como dissera ROBESPIERRE: “O HOMEM NASCEU PARA A FELICIDADE E PARA A LIBERDADE”. Portanto, para nós Ilheenses, a escravidão e a infelicidade são sintomas pretéritos.

Salve Maria Fumaça 12 EF Ilhéus – Exposição Fotográfica

Encaminho o link para a exposição fotográfica de minha autoria “Vertigens e Ruínas de Uma Locomotiva – EF Ilhéus” para apreciação.

www.salvemariafumaca12ios.com.br

À disposição.
Clóvis Lunardi – Fotógrafo
José Clóvis Teles Lunardi
+55 73-98885-3650

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXIII)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na parte anterior (a XXXII) dessas Notas nos prendemos à intimidade de Bebel com os Douglas DC-3 (aviões de companhias como Cruzeiro do Sul, Varig, Sadia etc.) e com os monomotores do tipo ‘teco-teco’, ‘cessna’, ‘piper’ entre outros, bem como às proezas de alguns de seus pilotos, como a registrada do aviador Rafael Tosto Filho. O foco desta é em Benedito Ambrósio e Juarez Cardoso, aviadores inseridos no contexto das façanhas e, como não poderia deixar de ser, profissionais da melhor qualidade.

De comportamentos diferentes, o primeiro –embora de tiradas de humor– era circunspecto, o oposto à conduta descontraída do outro. Para começar vale assentar que Benedito jamais frequentou aulas sistemáticas de pilotagem. A familiaridade com a ‘máquina voadora’ de Santos Dumont se deu quando a escarafunchava ao aprender sua mecânica na base do traquejo. Daí o relacionamento com pilotos experientes e, a aprendizagem. Como havia atingido no labor da aviação o limite de idade –idem, de horas de voo–, um lance curioso atingiu-lhe o sentimento: o de ter que viajar em companhia de um copiloto, imposição do Departamento de Aviação Civil–DAC. A princípio, a paixão pela aviação abrandou a aporrinhação que o fustigava, mas não demorou jogar o preceito legal ‘pras cucuias’ e ‘amarrar as chuteiras’, modo de dizer da aposentadoria no reino do futebol. À época Benedito pertencia à Bahia Taxi Aéreo –BATA, empresa em que trabalhou por considerável tempo e onde o mencionado órgão aeronáutico encontrara o registro para considerá-lo o piloto mais velho do Brasil em atividade.

Comunicativo, conversa alargada, o porreta é que com Juarez Cardoso – apesar da fama de excelente piloto–, circulava na cidade a notícia de ele nunca haver tirado o brevê. Comentavam que no tópico ‘prática’ dessas provas de permissão, a aprovação do homem se dava com louvor, no ‘teórico’, só levava cacete. Compensava esse desleixo com a perícia de suas acrobacias. Às tais manobras levava sempre um acompanhante, geralmente um amigo tirado a corajoso ou a valente. Aí, já nas alturas, e depois de umas piruetas, dizia-lhe: – Agora, meu caro, vamos visitar o túmulo do meu avô. E partia rasante em direção ao cemitério de Bebel. A verdade é que não existe informação de algum audacioso –mesmo aquele acompanhado de umas e outras na cabeça para estimular a coragem ou a valentia– tenha saído ileso do voo, ao contrário, o comentário dominante é que o participante pisava em terra literalmente ‘borrado’ e/ou mijado. Outro caso bem falado pelos belmontenses é o da decolagem na tora. Com os teco-tecos cruzando o ar e o cacau –numa boa época– dando nas raízes, despertou em alguns cacauicultores a necessidade de construir pistas de pouso nas fazendas. De um modo geral o revestimento inadequado do solo nessas construções, constituiu em preocupante fator na segurança, mas o maior problema nas que deram certo, ficou por conta mesmo do pequeno comprimento, especialmente para levantar o monomotor do chão. Para vencer o obstáculo a traquinice, a experiência e a habilidade do piloto tinham que falar mais alto. Juarez, dotado desses traços e mais algum, logo veio-lhe a ideia: Com as pontas de uma corda de material forte era só amarrar uma na cauda do avião e a outra num tronco de uma árvore robusta, em seguida imprimir potência

máxima ao motor e, acenar pro –previamente contatado– peão, significando o aceno, cortar a corda do rabo com um facão. Estava solucionada a decolagem em pista curta e mal-acabada no Jequitinhonha Cacaueiro. :: LEIA MAIS »

TEM QUE PRIVATIZAR TUDO MESMO?

“Tem que privatizar tudo”. Este é o coro puxado por Bolsonaro e Guedes, com apoio de boa parte da população.
Mas… privatizar até a água? Sim, eles querem. Até outros setores estratégicos, como portos, aeroportos e energia? Sim, é o que eles querem.
O Brasil, atrasado no bonde da História, faz agora o que grandes nações fizeram no passado e hoje se arrependem. Alguns países estão até em busca da reestatização de empresas que foram privatizadas lá atrás. Se você não sabe, uma das empresas que compraram aeroportos do Brasil é uma estatal espanhola.
Antes que me taxem de “comunista”, nada contra privatizações, desde que bem elaboradas e estritamente necessárias.
Aos meus olhos, o processo de privatização no Brasil funciona assim:
PRIMEIRO PASSO:
Sucateia-se a empresa que se pretende privatizar. Bloqueia-se investimentos, planos de expansão, enxuga-se o quadro funcional através de aposentadoria e desligamento incentivado (PDV), sem reposição do quadro. A empresa, carente de mão de obra, começa a prestar um péssimo serviço, se torna ineficiente, deficitária e entra em colapso.
SEGUNDO PASSO:
O governo, junto com a mídia corporativa, planta o argumento de que a empresa é mau gerida, cabide de emprego de governos anteriores, elefante branco, prejudicial ao País. A população embarca na ideia, já que está sendo pessimamente atendida pela empresa.
TERCEIRO PASSO:
O governo anuncia que pretende privatizar a estatal e conta com grande apoio do povo. A estratégia deu certo.
QUARTO PASSO:
A estatal é vendida a preço de banana, em suaves e intermináveis parcelas, isso quando o comprador não dá calote. O povo, satisfeito, aplaude e comemora a privatização.
Foi assim recentemente com os aeroportos e assim será (ou já está sendo) com os Correios e a Caixa Econômica, por exemplo.
E isso está acontecendo também com o INSS. Se querem acabar com a Previdência, pra quê INSS?
O INSS já foi ruim, é verdade, só que nos últimos anos melhorou muito em relação ao que era, mas agora está sendo estrategicamente sucateado. Aposentou 6 mil funcionários em 2019, sem realização de concurso público para reposição das vagas. O enxugamento do quadro é parte fundamental no processo de sucateamento para que o serviço, se bom ou ruim, passe a ser péssimo e a população “odeie” a empresa que futuramente será privatizada ou o órgão que será extinto.
No caso do INSS, a desculpa é “problemas no sistema de processamento de dados, por conta da transição da Reforma da Previdência”. Não creio que seja isso, ou só  isso. Está muito mais pra falta de pessoal do que qualquer outra coisa, tanto que o governo teve a “brilhante” ideia de convocar 7 mil militares reservistas pra tapar o buraco, a um custo alto, e ainda terão que ser submetidos a processo de treinamento. Fica uma pergunta no ar: por que não chamaram funcionários aposentados do próprio INSS? E vamos deixar clara uma coisa, não confunda Previdência com Bolsa Família. O benefício previdenciário do pobre coitado é dinheiro que ele recolheu a vida toda ao INSS,  a contrapartida é obrigação constitucional e não está sendo cumprida. Isso já resultou numa ação judicial contra o INSS movida pelo Ministério Público Federal.
Pra completar, o Secretário da Previdência declarou, com a cara mais limpa, que a situação só se normalizará daqui a OITO MESES, em setembro. Até lá, sabe Deus o que acontecerá com os idosos e doentes pobres que dependem desse parco benefício para sobreviver.
Claro, ia esquecendo: eles não gostam de pobres.
Nilson Pessoa

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXI)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)
A extensa planície da boca do Jequitinhonha chamada de Bebel pelos mais
chegados não teve –nascida ribeirinha e marítima– dificuldades para, com as
condições afloradas, se tornar portuária.
Porto que começa a se erguer nos 50 anos iniciais do século XIX com as
transações comerciais de mercadorias entre Bebel e Salto da Divisa no norte de
Minas Gerais. A respeito Milton Nascimento na pag. 31-32 do tópico ‘A
importância dos canoeiros do Baixo Jequitinhonha’ de seu livro “Cachoeirinha
_Freguesia de Nossa Senhora da Conceição…” ressalta que “De Belmonte levavam
para Minas Gerais artigos manufaturados oriundos da Europa, e gêneros de
primeira necessidade como sal, querosene e outros produtos. De Minas traziam
algodão produzido no médio Jequitinhonha que vinha até Belmonte e dali levado
para Salvador para ser exportado. Traziam também de Minas requeijão, manteiga e
carne de jabá. ”
E se consolida –de 1850 para frente, principalmente no decorrer da primeira
metade do século XX– em razão do nascimento de uma mercadoria diferenciada:
o cacau das margens do grande rio e que transforma o ‘porto’ num centro
efervescente e irradiador da economia da pequena Bebel. Não tardou a oficial Av.
Presidente Getúlio Vargas paralela ao rio ser transformada, efeito da mudança, na
sugestiva Rua do Porto.
Com a pujança cacaueira o ancoradouro fluvial do Jequitinhonha, à época
caudaloso, condicionava a atracação de navios de variados tamanhos e
consideráveis calados. A dar suporte para o transporte não só de cargas, mas
também de passageiros, o porto passa a ser o motor do progresso da cidade. Vapor
(como as embarcações da época –por serem movidas por este gás– eram
conhecidas) como o Itapicuru, o Cisne Branco, o Cachoeira, o Camacan dentre
outros ficara gravado nas mentes dos belmontenses que vivenciaram o período
desse ambiente portuário e, claro, suas histórias. Algumas recheadas de doses
hilárias, como a do naufrágio do Itiberê na costa de Bebel. Conta-se que um
lavrador de cacau dois dias após o acidente ao cobrar de outro cacauicultor o
pagamento de um débito relativo a um empréstimo lhe concedido, do devedor
ouviu o sonoro retorno: “Meu amigo, não se preocupe não. Tenha paciência. Na
volta do Itiberê o dinheiro estará em suas mãos”. Acontece que até aquele
momento só poucas pessoas sabiam do acontecido, a exemplo do espertalhão e
inadimplente lavrador.
O fato se incorporou ao imaginário popular da cidade a ponto de, em
qualquer conversa a dois que houvesse uma cobrança por solução, tiradas como
“Na volta do Itiberê eu te pago” ou “Na volta do Itiberê eu resolvo” saiam de batepronto.
Depois da navegação fluvial-marítima com as canoas e os barcos a vapor,
outro pendor de Bebel foi pela aviação. Os dois estão intrinsicamente ligados
porque antes da ‘pista terrestre’ o palco dos pousos – com os aviões do tipo
Junkers W-34 e JU-52 a intermediar em escala regular a linha Salvador/Rio de
Janeiro e vice-versa– foram as águas do Jequitinhonha. Mas essa parte fica para a
próxima Umas e Outras…
Heckel Januário
Em tempo: A Bahia foi uma das primeiras localidades a desenvolver o primeiro
meio de transporte introduzido no Brasil. Os portos de Salvador e de Ilhéus foram
importantes nessa empreitada. Hora com bons, hora com maus serviços,
companhias de navegação, alternavam-se no domínio das concessões, inclusive
capitalistas na jogada, e o próprio governo estadual. Inicialmente a do Recôncavo e
depois a do Sul da Bahia foram regiões onde a navegação baiana deu seguimento.
A do Sul, com o advento do cacau, passou a liderar o comércio marítimo baiano.
Embora a navegação atuasse como uma alavanca de crescimento, o período de seu
incremento foi de submissão do Brasil ao capital inglês. No de hoje o impositor
(ou impositores) é mais imperceptível, mas a subordinação continua subordinação.
Em tempo2: mesmo não tendo encontrado literatura sobre o Itiberê o site
www.naufragiosdobrasil registra que o naufrágio foi mesmo em Belmonte.
Em tempo 4: a inserção dos aviões Junkres se assentou em matérias dos jornais
‘Tabu’ (1ª quinzena de julho e 2ª de agosto de 1996) e ‘A Tarde’ de 23/8/1992

Capítulo de livro estimula o conhecimento sobre as Plantas Alimentícias Não-convencionais (PANC)

Talvez o fato das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANC) serem em geral desconhecidas pela população brasileira seja um bom exemplo de riqueza não aproveitada. O consumo predominante de alimentos industrializados e o efeito disso na saúde humana, a grande quantidade de pessoas em situação de insegurança alimentar e a imensa diversidade de flora no país, dentre outros fatores, podem ajudar a explicar a importância de fazer renascer o interesse em cultivar e consumir essas plantas que são tão nutritivas e ao mesmo tempo tão ausentes das nossas mesas.

Quando os dados científicos vêm alinhados com experiências de cultivo e de consumo desses alimentos, a atenção para com aqueles motivos se faz acompanhar da água na boca. É o efeito do capítulo Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) associadas ao agrossistema cacau-cabruca no sul da Bahia, publicado no livro Guia de Manejo do Agroecossistema Cacau Cabruca vol.2, editado pelo Instituto Cabruca e assinado pelos pesquisadores Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim, Jomar Gomes Jardim, José Lima Paixão e Larissa Corrêa do Bomfim Costa. O capítulo apresenta uma pequena amostra de espécies alimentícias pouco conhecidas, como o cansanção-vermelho, e de partes em geral descartadas de alimentos bem presentes, como a banana e o aipim, e completa o texto com uma série de receitas com as PANC.

Outro ponto relevante é que o capítulo descreve como o agrossistema cacau-cabruca favorece o cultivo desses alimentos pouco usuais, ampliando os argumentos a favor de ecossistemas agroflorestais como provedores de espécies vegetais alimentícias e medicinais. É o ciclo completo da sustentabilidade, abrindo possibilidade de conseguir lucro econômico sem prejudicar o ambiente e de aumentar a oferta de alimento saudável e acessível para a população.

 

Comer o que tem

O capítulo também menciona duas atividades de compartilhamento de experiências e saberes sobre essas fontes de nutrição. O professor Jomar Gomes Jardim, José Lima Paixão e Alessandra Quirino Bertoso dos Santos Jardim atuam no projeto de extensão Alimentação saudável utilizando como base as Plantas Alimentícias Não Convencionais – PANC na UFSB. Já a professora Larissa Costa ministra a disciplina optativa PANC: do mato para o prato, acessível para os cursos de Biologia e de Agronomia da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC).

 

Breve identificação das PANCs e receitas fazem parte do relato.

O projeto de extensão desenvolve as oficinas Comer o que tem desde 2016. A ideia brotou de alguns encontros dos coordenadores em um sítio de agricultura familiar no começo de 2015. As refeições compartilhadas deram a ideia de um curso no qual as receitas culinárias tradicionais que usam PANCs serviriam de raízes para o resgate cultural dessa cozinha e à promoção da alimentação saudável e a custo reduzido para a população de baixa renda. Os frutos do projeto são um crescente livro de receitas com as plantas não-convencionais na lista de ingredientes e encontros de compartilhamento de saberes que beneficiaram cerca de 500 pessoas, incluindo estudantes do ensino fundamental, médio e superior, professores, agricultores familiares e assentados e povos tradicionais, como os indígenas e os quilombolas.

Cada encontro consiste em uma oficina denominada “comer o que tem”, na qual os participantes, guiados pelos líderes do projeto, percorrem um itinerário em propriedades rurais, o que pode incluir áreas de cabruca, quintais, floresta nativa. A ideia é coletar as plantas alimentícias que forem encontradas e, a partir do que foi recolhido, preparar coletivamente o almoço. “Chegamos cedinho na comunidade, e saímos com um grupo com ferramentas como facão, podão, cestos, sacos, etc e iniciamos a caminhada nos agrossistemas, por exemplo, o cacau-cabruca, em um fragmento de floresta, se houver, ou nos quintais. Durante a caminhada vamos identificando as possíveis plantas comestíveis. Às vezes, as próprias pessoas locais lembram de plantas e nos levam ou indicam o local”, explica o professor Jomar.

Um relato breve do projeto de extensão foi publicado na revista Fitos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em junho de 2019. As oficinas, que no começo eram para grupos variando entre 15 e 20 participantes, deram aos participantes experiência para preparar almoço para cerca de 300 pessoas, durante o II Encontro de Mulheres da Teia dos Povos, em maio de 2018. Tanto na coleta quanto no preparo, as oficinas engajam as pessoas com o percurso da coleta à degustação. É a riqueza natural que o Brasil precisa conhecer mais.

A Caridade pura não aceita egoísmo

Quem se integra no verdadeiro espírito da Caridade não mais aceita o egoísmo. Deus é quem nele habita. E este sentido de Fraternidade, Solidariedade, Generosidade, que é Deus, vive em todos e por todos os seus Irmãos em humanidade. Disse o Buda (aprox. 556-486), o iluminado mentor que nasceu na Índia: “O sofrimento é universal; a causa do sofrimento são os desejos egoístas; a cura do sofrimento está em libertar-se dos desejos; o modo de livrar-se dos desejos é através de uma perfeita disciplina mental”.

Deus é Caridade. Em sua Primeira Epístola, 4:8 e 16, João Evangelista explica que “Deus é Amor”. Ora, Caridade é sinônimo de Amor. Todos precisam dele, o mundo necessita de Caridade. Eis a Estratégia Divina para a perfeita condução dos povos, quando os seres humanos alcançarem que Política plena é aquela que, cuidando do cidadão, infere que este, além de corpo, também possui Alma. Diante desse Ser completo, teremos uma nação integrada na Solidariedade Ecumênica, portanto Social, Altruística. Quando isso ocorrer, o sofrimento, incluído o psíquico, passará ao largo. Afinal, vivemos o terceiro milênio. Algo terá de mudar, nem que demore mil anos.

Erigir um Império de Boa Vontade

A Caridade, na sua expressão mais profunda, deveria ser um dos principais estatutos da Política, porque não se restringe ao simples e louvável ato de dar um pão. É o sentimento que — iluminando a Alma do governante, do parlamentar e do magistrado — conduzirá o povo ao regime em que a Solidariedade é a base da Economia, entendida no seu mais amplo significado. Isso exige uma reestruturação da Cultura, por intermédio da Espiritualidade Ecumênica e da Pedagogia do Afeto, no meio popular e como disciplina acadêmica. Contudo, no campo intelectual, que o seja sem qualquer tipo de preconceito que reduza, em determinadas ocasiões, a perspectiva de grandes pensadores analíticos, pelo fato de alguns deles se submeterem a certos dogmatismos ideológicos e científicos, o que é inconcebível partindo de mentes, no supino, lucubradoras. Até porque a Ciência é pródiga em conquistas para o bem comum. Mas também, no seio dela, houve os que muito sofreram incompreensão, por causa do convencionalismo castrador, mesmo de certos pares que apressadamente os prejulgavam. Vítimas deles foram Sócrates, Bias, Baruch Spinoza, Dante Alighieri, Galileu Galilei, Semmelweis, William Harvey, Samuel Hahnemann, Maria Montessori, Luiza Mahin, dr. Barry J. Marshall, dr. J. Robin Warren e outros nomes célebres, universalmente acatados.

Em suma, a Caridade, sinônimo de Amor, é uma Ciência especial, a vanguarda de um mundo em que o ser humano será tratado como merece: de forma humana, portanto, civilizada. Estaríamos, assim, erigindo um Império de Boa Vontade neste planeta, o estado excelente para o Capital de Deus, que circula por todos os cantos e não mais pode aceitar especulação criminosa de si mesmo. (…)

Esta ponderação da educadora e escritora brasileira Cinira Riedel de Figueiredo (1893-1987) vem ao encontro do que anteriormente abordamos: “De cada homem e cada mulher depende o aprimoramento de tudo quanto nasce, cresce, vive e se transforma sobre a Terra, porque, de fato, nada morre. Existe uma contínua transmutação, e devemos ser os guias para que essa transformação se faça uma ascensão constante, tornando-se cada vez mais bela e mais perfeita para representar melhor a vida que a anima”.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

[email protected] — www.boavontade.com

Traços da função do Técnico de Futebol

Por Gustavo Kruschewsky

A Seleção Brasileira de Futebol, que disputou a Copa do Mundo de 1958 e foi campeã, comandada por VICENTE FEOLA – “ele mesmo, o gorducho bonachão que cochilava no banco de reservas” – não conseguiu realizar o mesmo feito em 1966 e a Seleção fez uma péssima apresentação neste ano! Notícias dão conta que na referida Copa de 66, Vicente Feola “estava sozinho para encarar as pressões que vinham de todos os lados e simplesmente não conseguiu dar conta do recado”, acostumado que era em ouvir os conselhos de muitos dirigentes na hora de definir a escalação da equipe.

À época eu era titular da equipe juvenil do Botafogo do Rio de Janeiro! Recebi uma ordem do técnico Zagallo, encaminhando-me para treinar no Maracanã, num determinado treinamento da Seleção brasileira de futebol, na equipe suplente, considerando que vários jogadores, a exemplo de Zito, queixavam-se de dores musculares e ficariam de fora do treinamento. Treinei ao lado de Dino Sani, na posição de meio campo. Na equipe titular figurava o grande Pelé e tantos outros craques do futebol brasileiro daquela inesquecível época. Foi uma excelente experiência.

Mas, qual deverá ser a função do técnico de futebol? Dentre muitas, a função primordial do técnico é saber armar uma equipe para que ela se torne eficiente pelo menos – de forma técnica, tática e emocional – durante o percurso dos noventa minutos de jogo, utilizando-se de treinamentos pré-estabelecidos sem ingerência política de A ou B. Deve ouvir opiniões e debater com os dirigentes sobre assuntos da equipe, desde que tenha a última palavra nas decisões da formação do time que iniciará o jogo. O trabalho do treinador no contexto moderno do futebol mundial é muito estressante e requer vasto conhecimento deste profissional. Além da questão do conhecimento técnico, tático e físico, requer um exato conhecimento da questão motivacional dos atletas. Ele, o treinador, deve ter um bom poder de liderança e um comportamento exemplar para que seja respeitado pelos seus atletas.

Fábio Aires da Cunha autor do livro – Técnico de Futebol – A arte de comandar – Editora Prestígio assenta que: “O cotidiano dos profissionais do futebol não é fácil como muitos imaginam. A função de técnico de futebol é uma das mais complexas, pois ele precisa possuir uma gama muito grande de conhecimentos, conhecimentos esses técnicos, táticos, físicos, fisiológicos, médicos, psicológicos, nutricionais, pedagógicos, sociais, comportamentais, políticos, econômicos entre outros. No futebol moderno, o técnico assumiu um papel de destaque. O futebol é um esporte que exige diferentes profissionais nas mais variadas áreas atuando em prol de um resultado único, que é a vitória. Essa reunião de valores e especialidades necessita ser chefiada por uma pessoa, precisa de um líder eficaz e carismático, ou seja, necessita de um comandante que tenha capacitação e que saiba extrair o melhor desempenho de sua equipe de trabalho e atletas”. Essa pessoa é o TÉCNICO.

Lembro-me que em alguns jogos da Copa do Mundo de 2014, percebeu-se um pouco de descompasso do Felipão – que, diga-se de passagem, é um técnico vitorioso. Todavia, demonstrou em determinados momentos evidente nervosismo, que lhe dificultou “extrair” fracos desempenhos de alguns atletas da equipe Brasileira. O ideal em um treinador é que ele mantenha a calma principalmente durante o desenrolar do jogo e observe o desempenho dos seus atletas – sem fanatismos – esperando uma oportunidade a fim de, com sabedoria, tomar decisões no decorrer da peleja. Vale dizer que deve orientar os seus comandados para que, dentro de campo, não percam a cabeça mesmo considerando que o futebol é um esporte que em certos momentos leva o atleta a ficar em clima de cabeça quente.

Entendo que um bom futebol jogado não tem muito mistério. O torcedor Brasileiro espera que os jogadores tenham precisão no manejo dos passes, rapidez nas saídas de bola, facilidade nos deslocamentos e façanhas com dribles desconcertantes conforme a tradição do futebol brasileiro. Além de uma equipe, principalmente no meio de campo, bem mais articulada, com os jogadores impondo-se dentro do gramado, dando apoio tanto à defesa quanto ao ataque de forma coesa, aguerrida, porém, com tranquilidade, brilhantismo, empregando aquela arte que é historicamente um dos principais atributos do futebol brasileiro. Material humano, por exemplo, nessa seleção atual, a qual disputa a Copa América de 2019, que Tite comanda, a gente percebe que se tem para que tudo isso aconteça! É só saber utilizá-lo, porque com certeza não tem “pressão de todos os lados” interferindo na escalação da equipe que atrapalhou muito o bom desempenho da Seleção Brasileira de Feola que foi derrotada na Copa do Mundo de 1966. A final da Copa América de 2019, no próximo domingo, 07 de julho de 2019, o Brasil tem uma grande possibilidade de tornar-se campeão. Espera-se que repita a boa atuação passada que culminou com uma brilhante vitória de 2×0 contra a Argentina e que Tite corrija algumas poucas falhas da defensiva brasileira que aconteceram neste jogão que culminou na desclassificação da excelente seleção da Argentina.





















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