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:: ‘Espaço do Leitor’

VENDEDORES FAZENDO MÁ UTILIZAÇÃO DA IMAGEM DE POPOFF

Há vendedores usando a estátua de Popoff para encostar armações expositoras na feirinha turística ao lado da Catedral. Fui fotografar alguns turistas junto ao monumento e não consegui.

Isso em frente a 2 instituições turísticas!

JOSEMILDO LINHARES

BREVES TRAÇOS COMPARATIVOS DA VIDA NO BRASIL E EM PORTUGAL

Gustavo Cezar do Amaral Kruschewsky – E-mail – [email protected]

Nos tempos idos, não muito distante, ouvia-se os nossos predecessores dizerem do nosso Brasil o que esse articulista diz em verso o que se segue:

O jovem, o adulto e o idoso esperam dos gestores da coisa pública total transparência, mas a grande maioria da classe “política” só se preocupa com a concupiscência. O pobre está cada vez mais em constante decadência. O miserável suplica indulgência. Na maioria das escolas públicas percebe-se uma verdadeira excrescência. Mas, o que se verifica em quase todas as ações de muitos “políticos” é o exercício da concupiscência. O pequeno comerciante luta pela sua sobrevivência porque os impostos a pagar exaurem a sua paciência. Nem todo funcionário público tem preferência. Muitas cidades vivem em eterno estado de emergência, porque a grande parcela dos “políticos” só se preocupa com a concupiscência. A maioria das pessoas vive pedindo clemência. Desde o tempo da escravocracia ocorre essa indecência. Mas, a tão falada democracia ainda não teve a sua “nascêntia”, porque quase todos os “políticos” só se preocupam com a concupiscência. O turismo deveria ter melhor aparência. O transporte é tratado com negligência. No trânsito, verifica-se uma verdadeira degenerescência, porque a politicagem só se preocupa com a concupiscência. O sistema de saúde, o desemprego, as redes de educação e a administração pública de quase todos os municípios brasileiros, continuam em constante estado de urgentíssima urgência, porque muitos políticos que estão à frente do negócio público só se descambam para a concupiscência.

No tocante a Portugal, o renomado escritor português Abílio Manuel de Guerra Junqueiro que viveu no século 19, salvo melhor juízo, escreveu as palavras que se seguem referindo-se à política e à sociedade Portuguesa de antanho: “Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, aguentando pauladas, feixes de miséria, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai…Uma burguesia cívica e corrupta até a medula, não discriminando já o bem do mal…Que descamba na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo… Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo…A justiça ao arbítrio da política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas…Partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero”.

Hoje, Portugal, em tese, é outra realidade. Apesar de que muitos lusitanos, principalmente jovens, têm migrados para outros países da Europa em busca de novas oportunidades de vida. Porém, sem dúvida, as oportunidades de empregos na atualidade estão bem melhores do que no Brasil. Quem visitar Portugal irá perceber, por exemplos que: a segurança dá tranquilidade ao povo. A justiça é bem mais efetiva do que no Brasil, a polícia não é ausente, com isso as pessoas ficam sem medo de andar nas ruas. Acresce que Portugal está entre os três países mais seguros do Planeta. “O transporte público em Portugal é todo interligado: ônibus, metrô, trem e avião. É possível cruzar o país inteiro em poucas horas e não se preocupar com o trânsito, basta pegar um comboio (trem) e pronto, em 3h30 você vai do Norte para a capital do país, Lisboa. Fácil, tranquilo, sem ninguém te empurrando, com wi-fi, café, banheiro e conforto. A saúde pública em Portugal funciona muito bem. Entretanto, ela não é de graça. Mesmo assim, os valores são baixos e crianças e jovens até é 18 anos não pagam. Toda família possui o seu médico de família e há controle de doenças e prevenção. Doenças como diabetes, por exemplo, são tratadas com medicamentos gratuitos e de alta qualidade”.

No Brasil, estamos começando a mudar! Será? Temos tudo para que se inicie uma nova era. A realidade é que a população brasileira é diversificada, bastante desigual, tem pessoas do bem e do mal, uns educados, outros mal-educados, uns instruídos, outros sem instrução, muitos cometendo crime para

sobreviver, uns (a minoria) num bom nível financeiro, outros ganhando salário mínimo(a grande maioria), muitos sem habitação digna e abaixo da linha da pobreza, etc. :: LEIA MAIS »

HAKSON ANDRADE ABRE 2019 NA COPA OPEN BAHIA

O atleta Hakson Andrade, 31 anos, modalidade Judô, categoria Sênior e M1 Master, líder do ranking Nacional, Campeão Sul Americano, 5° colocado no Mundial de Judô em Cancún no México, iniciará o ano de 2019 participando da competição nacional “Copa Open Bahía” que será realizada nos dias 16 e 17 de Fevereiro, em Lauro de Freitas, BA. Apesar de suas conquistas, o atleta está sem patrocínio e em consequência disso enfrenta dificuldades para participar dos eventos. Esse ano o calendário está repleto de competições sendo, 3 internacionais, 7 nacionais e 9 estaduais.

Hakson pede e conta com a ajuda de algum empresário ou de qualquer pessoa para custear os gastos que são altos e infelizmente não tem condições de bancá-los. Afinal é o nome da cidade e do Brasil sendo divulgado nacional e internacionalmente.

Toda ajuda será bem vinda e desde já agradecido.

Sede de simplicidade

Paiva Netto

Ernest Renan (1823-1892), filósofo, historiador e livre-pensador francês, citado por Humberto de Campos (1886-1934) em “Carta a Gastão Penalva” (1887-1944), seu colega da Academia Brasileira de Letras (ABL), preconizava que “o cérebro queimado pelo raciocínio tem sede de simplicidade, como o deserto tem de água pura”.

Isso igualmente ocorre em relação à Verdade Divina, da qual o Espírito humano não pode abrir mão, tanto que, quando ele estiver exausto de inutilmente lutar contra a própria libertação — muitas vezes sem perceber que assim está agindo —, ela, a Verdade Divina, virá iluminá-lo com a sua luz delicada e serena.

Observemos a lição que nos deixou o Abolicionista Celeste: “Conhecereis a Verdade [de Deus], e a Verdade [de Deus] vos libertará” (Evangelho, segundo João, 8:32).

Vale recordar que Jesus esteve visivelmente entre nós por apenas 33 anos. Contudo, consoante o prosador grego Luciano de Samósata (125-192) anotou: “A vida humana vale mais por sua intensidade de aprendizado do que por sua extensão”.

Desde que ela cesse unicamente na hora marcada por Deus, pois, conforme ensinava o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979): “O suicídio não resolve as angústias de ninguém.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor. [email protected] — www.boavontade.com

 

Serviço — Tesouros da Alma (Paiva Netto), 304 páginas. À venda nas principais livrarias.

ACORDA, PRINCESA, E DÁ UM RUMO À TUA VIDA!

É natural que um município constitua uma identidade própria a partir da sua principal atividade econômica, seja ela de cunho agrícola, industrial, comercial, turístico, etc. Não é preciso sairmos do estado da Bahia para citar alguns exemplos. Camaçari: polo industrial, Feira de Santana e Santo Antônio de Jesus: comércio, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães: agricultura da soja.
Ilhéus perdeu sua identidade quando perdeu a fartura e a riqueza do cacau. Lá se vão três décadas.
De lá pra cá, o fruto de ouro ficou só na memória e foi pras cucuias a pretensão de alguns no rico Estado Independente de Santa Cruz. Depois tentou-se o polo industrial, não deu. O comércio é morno, quase frio, e não deslancha. O setor de serviços atende de mal a pior. Enquanto isso, filhos da Terra da Gabriela debandam em busca de oportunidades noutras cidades e noutros estados.
Aí vem a pergunta. Por que não nos tornamos uma cidade turística de verdade, que se sustente e viva do turismo como Porto Seguro, Itacaré, Gramado ou Campos do Jordão?
Parece fácil, mas não é. Porém, nessa longa caminhada em busca da identidade turística, já levaríamos uma senhora vantagem: belezas naturais,  um pedaço de Mata Atlântica, praias, rios, brisa, sol e clima perfeito. A Natureza foi generosa e nos encheu de coisas boas e bonitas, e nós aqui, inertes, de braços cruzados, tentando só piorar nossas paisagens, sobretudo com montanhas de lixo que causam nojo e afugentam os visitantes.
Como já disse, não é fácil. Entre um município ter vocação turística e ser um polo turístico há uma enorme diferença, a transição pode demandar décadas e gerações.
Jeito tem, mas não da noite pro dia. A identidade turística nasce da vocação de um lugar e seu povo, se forma com a conscientização geral de governantes e governados, unidos, dormindo e acordando com o pensamento “eu vivo do turismo, sem ele não sei o que seria de mim“.
O turismo, enquanto atividade econômica, gera emprego e renda, vai muito além dos guias, das agências e dos hotéis. Emprega gente no comércio em geral, em portos, aeroportos, estações rodoviárias, motoristas, taxistas e trabalhadores de várias áreas, nos mais diversos setores.
Sair da posição de balneário de veraneio e ingressar no rol de cidade turística de fato, requer foco, oferta de cursos de capacitação e especialização na área, infraestrutura em equipamento e mobilidade, muito treinamento para atender e recepcionar com excelência, conscientização de todos na conservação e preservação do patrimônio ambiental, artístico, histórico e cultural… Complicou, ainda não temos nenhuma dessas características, né?  Sinal de que perdemos muito tempo e deveríamos ter iniciado essa empreitada há pelo menos vinte anos. Mas diz o ditado que nunca é tarde para um recomeço.
Nilson Pessoa

UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXVII)

(NOTAS DE BELMONTE – ‘BEBEL’ PARA OS MAIS CHEGADOS)

Na Bahia tudo indica que logradouros com nomes oriundos da iniciativa popular pegam mais do que nomes oficiais. A Praça da Irene (oficial: Praça Castro Alves) aqui na Capitania dos Ilhéus e a Avenida Paralela (oficial: Av. Luís Viana Filho) em Salvador, são exemplos emblemáticos; isso sem os oficializados Morro do Gato, Praça da Piedade, Rua da Forca, curiosos nomes dentre outros tantos da capital baiana.

Em Bebel, não fugindo à regra, essas criações também abundam como Rua Lisa, Rua do Sapo, Rua do Porto, derivadas na ordem, e na época, da recém-implantadas placas de cimento na pavimentação; da grande quantidade (as alagações pluviais eram constantes nesta via) do referido anfíbio; e da relação direta com o cais-porto no Rio Jequitinhonha. Av. Mal Deodoro, Rua 23 de Maio e Av. Pres. Getúlio Vargas são os respectivos nomes oficiais. Mas é da ‘Rua do Sete’ (Coronel José Gomes para o endereçamento postal), cutucada pelas recordações de três membros de um grupo no WhatsApp, que a presente XXVII Notas… quer se ater. ‘Do sete’ se prende à existência de um quarteirão em que sete casas residenciais se igualavam pelas medidas, fachadas (2 janelas e uma porta) e telhados e por ligadas umas às outras por paredes-meias. Uma, a de esquina, viria a ser modificada, passando a ter somente três portas para servir de ‘venda’ (a mercearia de hoje) com um bar ao fundo interligado. Cortada ao norte pela Travessa Santos Dumont, que divide outro quarteirão, este estabelecimento comercial (de novo, fora transformado em residência) esquinava com o Clube dos Artistas (hoje Câmara de Vereadores). Na parte sul o quadrado das sete casas se limita com a Travessa 15 de Novembro que por sua vez ‘extremava’ com o Largo da Usina e um imóvel, imóvel este onde funcionava a tipografia que editava o Diário Oficial do município, a Usina Termoelétrica da cidade, dois açougues e um espaço que a prefeitura o mantinha alugado para comércio. Como o prédio era tido como de valor histórico imensurável, as lembranças apontam que sua cedência junto com o largo, ao Banco do Brasil (entre 1989 e 1993) pelo prefeito, Luís Guimarães, no afã de implantar a agência bancaria, deu um rebuliço danado na cidade.

Na interlocução via zap Nevandy Melo relembra o frondoso abacateiro no quintal do vizinho e os galhos a penderem para o da casa de seus pais e de ela não titubear em surrupiar, driblando a vigilância da mãe, os robustos abacates. Também recorda o compartilhamento de uma cisterna no meio da cerca com o outro meeiro. A professora Nélia Rabelo ressalta que quem construiu as casas geminadas foi Antônio de Astério, um tradicional construtor de Bebel e que morava nas imediações. Já Maria das Graças menciona os antigos moradores e suas famílias como o seu pai professor Ricardo, a sua avó Euxordia Lemos, o cabelereiro Diogenes Barbeiro, seu Ananias, Anibal, Melito Melo (pai da Nevandy), dona Morena Rabelo (mãe de Nélia), a enfermeira Benita, seu Marivaldo Carneiro, a vovó Macaria e os irmãos Figueiredo: Jonas, Tavinho e seu Paixão, este, um dos pioneiros na transformação arquitetônica do conjunto habitacional ao transformar em sobrado um imóvel adquirido. Os pães ‘jacaré’,

‘peito de moça’ e de outros formatos –deliciosos, afirmam– da padaria de seu Agostinho e os coquinhos de mane-velho, caxandó, a burundanga, o ingá, o jataí entre outros ‘piteis’ da flora belmontense, do quitandeiro Oseias, comerciantes da Rua do Sete, não foram esquecidos.

O recinto etílico funcionava assim como um ‘reservado’ de acesso restrito. Certa feita este escrevinhador e dois parceiros, adolescentes de idade parelhas e ainda parcimoniosos no consumo do ‘suco de cevada’, usando da carta branca para adentrar, tivemos o prazer de assistir uma passagem deveras aplaudível. Aboletamo-nos numa das parcas mesas existentes no salão e por acaso ficamos em frente a duas figuras conceituadas da cidade que travavam, meio uma cerveja e outra e um trago e outro da ‘marvada’, uma verdadeira batalha de palavras centrada numa tal Madama Butterfly: Prof. Ricardo, maestro da Filarmônica Lyra Popular, e o advogado Dr. Bazinho. A veemência com que o primeiro defendia ser a ‘Madama’ uma ópera e o segundo, idem, uma opereta, nos fazia, mesmo sem aquele entendimento, interessar pela discussão. Hora de picar a mula, já com os raios solares se ofuscando no ambiente, nossa opinião, irrelevante, claro, como a dos demais mesários se coadunaram: não houve vencedor. Depois de alguns anos, a leitura em língua lusitana a respeito, mostrou que Madame Borboleta se tratava de uma famosa peça teatral-musical italiana, por sinal, ópera, dissipando a ignorância do escrevinhador.

O logradouro não resistiu às transformações físicas impulsionadas pela natural evolução no tempo, mas Rua do Sete, atravessando gerações, vem se perpetuando na memória dos belmontenses.

Heckel Januário

Em tempo: Como dito, este breve relato foi aflorado pela bate-papo recordativo de Nevandy, Graças e Nelia, belmontenses que em idades tenras, residindo com seus pais neste conjunto da rua, foram testemunhas presenciais de histórias do lugar.

Em tempo2: Os proprietários do bar foram os irmãos Menezes: Bebeto e depois Onildo, de considerada família de Bebel. E Filhos do Jequitinhonha é a denominação do aludido grupo da internet.

Em tempo3: Dizem especialistas em toponímia que na Bahia um dos fatores de nomes populares em logradouros dominarem os de batismo oficializado, resulta da informalidade, e óbvio, da criatividade do baiano.

A facada no cacaueiro

Luiz Ferreira da Silva, 81

Pesquisador aposentado do CEPEC e Escritor

luiz [email protected]

Para ser um bom agrônomo, é preciso entender o que as plantas “falam”, auscultando como faz o médico. Elas podem indicar o seu sentimento. Quando tem sede, seus estômatos (poros das folhas) se fecham e as folhas murcham, ficando tristes. Ao faltar comida (nutrientes do solo), se expressam no tamanho das folhas, ou na queda dos frutos.

Desenvolvi uma maneira de me comunicar com as árvores, que denominei de telepatia fito-delirante, trocando energias. Lógico, pura invencionice minha.

Numa tarde, em Coaraci, defrontei-me com um belo cacaueiro que crescera sob solos férteis, notando certa tristeza, expressada na cor sem brilho de sua folhagem.

Diante daquele quadro, tentei dialogar. Não foi fácil, mas entendi que estava sofrendo com a perda de seus frutos, até temendo por sua própria vida.

– Perguntei-lhe o que havia acontecido? Com a voz embargada, denotada pelo balançar da sua copa, desfiou lamentações.

“Vim de longe, lá das barrancas do Rio Jari, na Amazônia, convivendo com diversos inimigos naturais, mas sem maiores problemas, pois havia o equilíbrio ecológico. Aqui, virei baiano e, encontrando condições excelentes ambientais vicejei, produzi alimentos, distribui riquezas e conservei o ambiente úmido florestal”.

– Insisti: E o que aconteceu? “Tentaram nos matar, trazendo criminosamente a vassoura-de-bruxa, justamente num momento em que a região estava descapitalizada, o cacauicultor endividado e a CEPLAC, construída pelos nossos pais, fragilizada”.

– E quem faria uma estupidez desta, burlando um cinturão protetivo montado pela própria Instituição?

“Eu estou com mais se 80 anos e, na Natureza, temos que aprender a cada dia e ficarmos atentos às ações do homem, nem sempre sensatas. De repente, ventos malcheirosos começaram a soprar, estimulando os inimigos da lavoura, desde aqueles que não suportavam a rigidez profissional da CEPLAC; aos com sede de poder, atrelando-se a grupos sectários”

– Isso quer dizer que foi uma ação humana criminosa e premeditada?

“Não tenho provas testemunhais, mas quem faria isso senão tresloucados locais com aqueles perfis? Foi uma cartada de mestre: era bastante dar uma “facada” no fruto-ouro, que se desmoronaria toda economia sul baiana, atingindo a CEPLAC e o produtor, alvos em seu vade-mécum para atingir o poder. E, o mais importante para os insanos, a convulsão social com o desemprego de mais de 200 mil trabalhadores. E tudo aconteceu conforme fora orquestrado”

– Então, foram eles, aqueles denunciados por Dilson Araújo (O nó, ato humano deliberado)?

– Abriu seus estômatos, fez verter lágrimas de dor, e malandramente:

“O problema é de vocês. Apenas desejo que seja desvendada essa sabotagem, pela importância em salvaguardar outros cultivos, que podem também ser contaminados criminosamente como aconteceu com a gente. Também por ser um crime de lesa pátria, jamais prescrito”.

-Tirei o chapéu e o reverenciei.

POBRE ILHÉUS

Pobre coitada, nossa querida Ilhéus. Ela não tem culpa de nada, pelo contrário, a exuberância de suas belezas naturais acaba quase conseguindo encobrir o descaso do lixo. Eu disse quase, já que é impossível essa vergonha passar despercebida aos nossos olhos a aos dos que nos visitam.
Entra ano, sai ano, entra prefeito, sai prefeito e justo na alta estação, época em que essa cidade de vocação turística deveria estar impecável, o lixo toma conta. As justificativas são sempre as mesmas: “aumento da população flutuante e da quantidade de resíduos produzidos”; “fim do contrato com a empresa prestadora do serviço de coleta e limpeza” e blá, blá, blá…
O eterno e insolúvel lixão do CAIC (12-01-19)
Não sei se é só incompetência dos nossos gestores ou o que mais é, o fato é que eles nunca têm um Plano B autossuficiente. A desculpa talvez seja o tal do custo, que eles ainda não conseguiram entender que esse “custo” não é custo e sim investimento, pois o turista que gostar vai divulgar, vai voltar e mais turistas virão. Quem seria louco de recomendar ou retornar a uma cidade imunda?
Enquanto nossos alcaides confundirem custo e investimento, vai continuar sendo como é, a cidade suja, o lixo acumulado do réveillon (inclusive nas praias) e o turista sem poder comer um petisco na cabana por causa do mau cheiro. Aliás, o turista só não, nós também. Eu mesmo, conhecido rato de praia, já risquei esse programa da minha lista desde o natal.
Cidade turística? Potencial inesgotável para ser, porém a realidade é crua: na prática, ainda não passamos de um mero balneário de veraneio.
Nilson Pessoa

CARBONO 14 NO POR DO SOL DA SAPETINGA EM ILHÉUS

PRA QUEM PERDEU, DIA 20 DE JANEIRO – DOMINGO-, TEM SEGUNDA EDICÃO DESSA CONCEITUADA BANDA DE ILHÉUS.

O SHOW COMEÇA NO POR- DO – SOL SAPETINGUENSE.

 

EM ILHÉUS, A LADEIRA DA VITÓRIA PEDE SOCORRO

NA MESMA LOCALIZAÇÃO DO HOSPITAL SÃO JOSÉ, A LADEIRA DA VITÓRIA E OS MORADORES DE LÁ PEDEM SOCORRO À PREFEITURA DE ILHÉUS.

POR AQUI, AMBULÂNCIAS E CARROS PARTICULARES, DIVIDEM DIARIAMENTE OS PREJUÍZOS DAS PRECÁRIAS CONDIÇÕES DE ACESSO AO LOCAL.

A Morte e a Vida da gente

Gustavo Cezar do Amaral Kruschewsky

Tem gente que morre por acidente… Têm outros que morrem porque não querem mais interagir com gente… Tem gente que morre porque ficou muito doente… Tem gente que morre porque se tornou muito descrente… Tem gente que morre porque o estresse é transcendente… Tem gente que morre porque foi imprudente… Tem gente que morre porque era valente… Têm outros que morrem porque são impacientes… Tem gente que morre porque estava carente… Tem gente que morre porque foi desobediente… Tem gente que morre por ser incoerente… Tem gente que morre porque a ignorância era patente… Tem gente que morre porque a riqueza quer urgente… Tem gente que morre porque nunca admirou o sol nascente e nem o sol poente… Tem gente que morre porque pensa que é mais potente… Tem gente que morre porque era subserviente… Tem gente que mata e morre porque mente… Tem gente que morre porque a desonestidade era latente… Tem gente que morre porque luta para ser influente… Tem gente que morre porque é maldizente… Tem gente que morre porque é intransigente… Têm muitos que morrem porque exploram a gente… Tem gente que morre porque não cuidou de sua gente… Tem gente que morre porque na vida nunca foi gente… Tem gente que morre porque nunca acreditou no amor do Onipotente.

Tem gente que acorda feliz ao amanhecer… Tem gente que é cumpridor do seu dever… Tem gente que trabalha por prazer… Tem gente que vive melhor porque não fala mal de você… Tem gente que não aceita o maldizer… Tem gente que não persegue desonestamente o enriquecer… Tem gente que orienta o filho desde o seu nascer… Tem gente que levanta a bandeira do bem fazer… Tem gente que bom livro gosta de ler… Tem gente que não vai a Igreja apenas por lazer… Tem gente que ajuda o outro a crescer… Tem gente que ajuda você a ser… E adora ver você… E não se preocupa com o ter.. Porque apenas ama ser… É por isso que essa gente… Toda hora Cristo vê…

O POLVO CACAUEIRO

Luiz Ferreira da Silva, 81

Pesquisador aposentado da CEPLAC

[email protected]

O polvo é um molusco marinho que possui oito braços e, como são usados na locomoção, caracteriza-se como octópodes.

Na atual situação de debacle em que se encontra a região do cacau, até se pode fazer uma correspondência com a apreciada guloseima, haja vista tantos problemas que lhe afeta, discriminados em 8 pernas que vem travando a economia do cacau:

1. CEPLAC fragilizada, não mais atendendo aos produtores como fazia anos atrás;

2. Produtor endividado, com seu patrimônio hipotecado e, logicamente, sem condições de investir em suas roças;

3. Vassoura-de-bruxa “varrendo” os cacauais, necessitando de práticas integradas de controle e material genético tolerante;

4. Falta de lideranças, substituídas por uma “ruma” de associações que pouco se entendem e não possuem um norte fixo pragmático, batendo recordes de reuniões infrutíferas per capta;

5. Lavouras velhas necessitadas de replantação, constituindo meio de cultura favorável aos “vassoureiros” (roças infestadas com o mal);

6. Ministério da Agricultura inapto e inepto, preocupado mais em penduricalhos, numa fobia de mudança estrutural, sem saber o que fazer com a CEPLAC;

7. Políticos baianos de muita conversa e pouca ação, sem compromisso com a região e despreparados no tema, desde o Governo ACM, e finalmente;

8. A crise brasileira com o déficit das contas públicas beirando os 150 bilhões de reais, numa luta titânica de sobrevivência fiscal, sem muito gás para socorrer a lavoura do cacau baiano.

Dessa forma, através desse fictício polvo vegetal se expressa a realidade da região sul baiana – caótica e de difícil solução – que, a cada ano, se agrava, podendo alcançar um nível “one way” (sem retorno), haja vista que a atual crise é bem mais complexa que as anteriores. Hoje, as ventosas daqueles tentáculos estão mais profundas e com mais força de fixação.

É preciso se contextualizar o processo avançado de degradação da lavoura cacaueira num ritmo contínuo, seja pelo envelhecimento das plantações, seja pela falta de investimentos tecnológicos. Pelo outro lado, não há nenhuma política pública para reverter o atual cenário, que passa pela solução das dívidas dos produtores.

As informações (Bahia Rural), fim de 2017, dão conta da queda vertiginosa da produção e redução da produtividade média das plantações. Isso significa não só a perda da hegemonia baiana, pois o Estado do Pará deve assumir a liderança nacional do cacau, mas também a inviabilidade do cultivo, mercê de uma produtividade aquém de 30 arrobas por hectare.

A região ainda não se apercebeu de tal gravidade. Espero que, como ela é banhada pelo oceano, a figura do polvo com seus olhos abertos, possa lhe servir de alerta. (Maceió, AL, 03-01-2019)





















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