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:: ‘MAÇONARIA’

Página da MAÇONARIA.

Este espaço está aberto para anúncios de eventos, textos, artigos, opiniões, enfim, o que for de interesse do Maçom/Maçonaria/Loja mostrar para o público.

Já existe, neste espaço, (confira abaixo): Artigo, a Semana Maçônica, o Dia do Maçom, Textos, links para fotos e vídeos etc. Aproveite o espaço.
Abs e fique com DEUS (Sempre!).
Rabat.

***
FATOS HISTÓRICOS QUE NÃO SÃO NARRADOS NOS LIVROS DE HISTORIA.
A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Enio Felipe Daud Lima, Venerável Mestre da Loja Maçônica Elias Ocké (Ilhéus-Bahia).

1 – Os Primórdios da Maçonaria no Brasil

Após sua instituição, logo a Maçonaria penetrou em todo o continente europeu. Pela sua íntima relação com o Brasil, interessa-nos aqui o seu surgimento em Portugal. Foi ela introduzida em Portugal por um escocês de nome Gordon. Fundaram-se duas Lojas. Uma foi imediatamente perseguida pela Inquisição e cessou suas atividades. A outra resistiu até1743. No reinado de D. José I, um monarca liberal, que deixou o governo nas mãos do Marquês de Pombal, a Maçonaria então trabalhou em paz. A situação ficou trágica, quando subiu ao trono D. Maria I, em 1777. Os maçons foram perseguidos sem trégua. Acentuou-se a perseguição durante a Revolução Francesa. Muitos maçons se exilaram. Os que permaneceram em Portugal foram presos ou banidos. Restaram somente cinco Lojas em 1800, constituída de ingleses e franceses, a quem o governo português não ousou perseguir. Em 1802 foi eleito um Grão-Mestre. Em 1804, foi fundada a primeira Grande Loja. Em 1817, foi a Maçonaria proibida em Portugal e nas suas colônias. Essa era a situação em Portugal.
No Brasil, desde 1752, começaram a surgir sociedades secretas, de caráter político e literário. Embora não haja provas de que tais associações fossem maçônicas, crê-se que muitos de seus membros fossem maçons, iniciados na Europa. Entre estas associações estão a Associação Literária dos Seletos, formada no Rio, em 1752; a Academia Brasílica dos Renascidos, também em 1752, na Bahia; a Sociedade Literária (1786-1794), no Rio. Finalmente em 1796, o Areópago de Itambé, em Pernambuco, centro de estudos onde se discutiam idéias de liberdade e de emancipação dos povos e que alcançou grande celebridade.
Em 1797, foi fundada na Bahia a Loja “Cavaleiros da Luz”, tida por muitos como maçônica, mas parece que, na verdade, era uma sociedade política para propagar os ideais republicanos da Revolução Francesa.
O primeiro registro que se tem de uma Loja maçônica regular, no Brasil, data de 1800. Trata-se da Loja União, fundada em Niterói. Tendo crescido rapidamente, transformou-se na Loja Reunião, em 1801, reconhecida pelo Grande Oriente da Ilha de França, subordinado ao Grande Oriente da França. Em 1802, maçons portugueses instalaram em Salvador a Loja Virtude e Razão. Em 1804, o Grande Oriente Lusitano funda no Rio as Lojas Constância e Filantropia, que foram fechadas em 1806 por ordem do Conde dos Arcos, vice-rei do Brasil, que suspendeu todos os trabalhos maçônicos na Colônia. Mencionam-se ainda nessa época, no Rio, as Lojas Beneficência e São João de Bragança, também fechadas por ordem de D. João VI. Outras Lojas funcionaram naquele período, mas de existência tão efêmera, que não mereceram registro. Seu membros, perseguidos pela polícia, mudavam de lugar a cada sessão, acabando por abandonarem as atividades maçônicas.

Em 1813, três Lojas em Salvador fundaram o Grande Oriente Brasileiro, tendo por Grão-Mestre Antônio Carlos Ribeiro de Andrada. A repressão ao movimento revolucionário pernambucano de 1817 fez cessar seu funcionamento.
Entre 1809 e 1816, uma Grande Loja Provincial teria sido criada em Pernambuco, formada por cinco Lojas. Tinha cunho essencialmente político e preparou a Revolução Pernambucana de 1817. Foi fechada pela repressão.
Em 1815, foi fundada, no Rio, também com objetivo político, a Loja Comércio e Artes, subordinando-se ao Grande Oriente Lusitano. Um de seus fundadores foi Joaquim Gonçalves Ledo, cujo propósito era organizar no Brasil a primeira Loja que seria um centro de propaganda das idéias liberais da época. Importante frisar que, na época, também eram proibidos os partidos políticos.

Com a eclosão da Revolução Pernambucana em 1817, severamente reprimida e em que foram executados muitos patriotas brasileiros D. João VI expediu Alvaráem 1818, que declarava criminosas e proibidas todas e quaisquer sociedades secretas e determinava pena de morte a seus integrantes e aos que participassem de suas atividades. O alvo era a Maçonaria. Entretanto, vários maçons brasileiros, correndo os riscos inerentes, continuaram seu trabalho político em outros locais, sob a capa de sociedades recreativas e culturais. Exemplo disso foi o Clube Recreativo e Cultural da Velha Guarda, fundado por Joaquim Gonçalves Ledo. Também, com o mesmo objetivo, fundou José Joaquim da Rocha, em sua própria casa, o Clube da Resistência.

Com essa a situação da Maçonaria brasileira, às vésperas do retorno de D. João VI a Portugal: fora da lei, funcionando clandestinamente, em locais improvisados, disfarçada em Clubes e Associações de caráter cultural e recreativo.

Vê-se aqui que pertencer à Maçonaria nos reinos e domínios da Coroa Portuguesa, na época que antecede à Independência, não era algo muito fácil. Uma declaração do Intendente de Polícia no reinado de D. Maria I reitera isto, confessou ele em certa ocasião: “… Desde 1788 combati com vigor o estabelecimento dos franco-maçons neste reino…os membros desta associação infame pertencem a todas as classes da sociedade. As nossas medidas rigorosas reprimiram uns, fizeram abjurar outros e os relapsos foram sentenciados”..

Assim eram considerados os maçons, naquela época: verdadeiros subversivos, tanto em Portugal como no Brasil.
A volta de D. João VI para Portugal, em abril de 1821, permitiu a reorganização da Maçonaria no Brasil, sob a direção de Joaquim Gonçalves Ledo. A Loja Comércio e Artes foi reaberta ainda em 1821, tendo por obediência o Grande Oriente de Portugal. Pesava ainda, porém, sobre os maçons, o Alvará de 1818. Era necessário revogá-lo. Até lá bastava que a Maçonaria fosse consentida e que membros do governo fossem se comprometendo com ela. Entretanto, como a Maçonaria vinha lutando e, então, mais do que nunca, pela independência do Brasil, era necessário que adquirisse autonomia com a fundação de uma Obediência própria, separada da portuguesa.

Em princípios de 1822, a Loja Comércio e Artes tinha em seu quadro 94 membros, número mais que suficiente para se desdobrar em mais duas outras Lojas e assim formar uma Obediência Maçônica brasileira. Foi o que se fez. Criadas mais duas Lojas: a União e Tranqüilidade e a Esperança de Niterói, foi fundado em 17 de junho de 1822 o Grande Oriente Brasiliano. Foram eleitos por aclamação, como Grão-Mestre, José Bonifácio de Andrada e Silva; Grão-Mestre Adjunto, o Marechal Joaquim de Oliveira Álvares, Primeiro Grande Vigilante, Joaquim Gonçalves Ledo e o Padre Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador.

Uma vez fundado o Grande Oriente Brasiliano, o Brasil se preparava para a arrancada final que o conduziria à Independência.
Cabem aqui dois pequenos destaques: (1) O GOB fundado nesta ocasião é nomeado em diferentes textos de várias formas, em alguns casos échamado de Grande Oriente do Brasiliano, em outros a palavra Brasiliano é substituída por Brasílico, do Brasil e Brasileiro; (2) O Grande Oriente Brasiliano foi a primeira potência maçônica a ser instalada na América Latina, seguido em curtos intervalos pelas colônias espanholas.
2 – Expoentes Maçons da Independência.

A Independência foi feita por muitos, nem todos eles eram maçons, mas certamente a ordem maçônica contribuiu de maneira intensa e de forma muito qualitativa para a formação do quadro daqueles que levaram a contento este importante feito.

À frente do movimento, agindo de maneira enérgica e participativa, achavam-se muitos Pedreiros Livres de primeira hora, são citados freqüentemente nos livros de história os nomes de José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.

No entanto, estes nomes mencionados não incluem os daqueles que foram realmente os grandes arquitetos do Sete de Setembro. Estes são dois e respondiam por Joaquim Gonçalves Ledo e José Bonifácio de Andrada e Silva.
Estes dois homens lideraram os maçons divergindo principalmente com relação à forma como a Independência deveria ser conduzida. Havia, sem sombra de dúvida, uma luta ideológica entre os grupos de José Bonifácio e de Ledo. Enquanto o primeiro defendia a independência dentro de uma união brasílico-lusa perfeitamente exeqüível o segundo pretendia o rompimento total com a metrópole portuguesa, o que poderia tornar difícil atransição para país independente. E essa luta não era limitada, evidentemente, às paredes das lojas maçônicas, assumindo caráter público e se estendendo, inclusive, através da imprensa.
Embora ambos os grupos sempre tenha trabalhado pelo objetivo principal, a disputa entre eles persistiu por tão período longo que, após a Independência, face aos conflitos, D. Pedro mandou, como Grão Mestre e como imperador, que o Grande Oriente fosse fechado. Só em 1831 é que a Maçonaria renasceria no país depois da abdicação de D. Pedro através de dois grandes troncos: o Grande Oriente Brasileiro, que desapareceria cerca de trinta anos depois e o Grande Oriente do Brasil.
Passamos agora a um breve relato biográfico destes dois grandes maçons:

Joaquim Gonçalves Ledo

Gonçalves Ledo nasceu no Rio de Janeiro em 11 de dezembro de 1781. Em 1795, foi para Portugal, onde ingressou na Universidade de Coimbra para estudar Direito. Com a morte do pai, interrompeu o curso, retornando ao Brasil em 1808. Liberal e constitucionalista, sonhava com a libertação do Brasil, nos moldes dos princípios adotados pela Revolução Francesa. Aqui no Brasil continuou a estudar, tendo desenvolvido seus conhecimentos na ciência jurídica a tal ponto que chegou a ser advogado de sucesso. Era orador vibrante e eloqüente. Teve atuação firme, destemida e inteligente na condução e envolvimento da Maçonaria na preparação e consecução da Independência.
Alguns fatos de destaque em sua vida:

· Juntamente com o Padre Januário da Cunha Barbosa, um mês após a reabertura da Loja Comércio e Artes, fundou o jornal “Revérbero Constitucional Fluminense” para divulgar as idéias liberais e libertárias. Foi este o órgão doutrinário da Independência brasileira;

· Quando da fundação do Grande Oriente Brasiliano foi eleito por aclamação Primeiro Grande Vigilante, juntamente, com o Grão-Mestre, José Bonifácio de Andrada e Silva;· Em conjunto com José Bonifácio e seus irmãos Antônio Carlos e Martim Francisco, todos maçons e amigos de D.Pedro, foram os principais articuladores do ingresso deste na Maçonaria;· Em 20 de maio de 1822 dirigiu ao Príncipe a seguinte exortação: “Quando uma nação muda seu modo de existir e pensar, não pode, nem deve tornar a ser governada como era antes da mudança. O Brasil, elevado à categoria de reino, reconhecido por todas as potências (…), tem inquestionável jus a reempossar-se da porção de soberania que lhe compete, porque o estabelecimento da ordem constitucional é um negócio privativo de cada povo. “A natureza não formou satélites maiores que os seus planetas. A América deve pertencer à América, a Europa àEuropa; porque não debalde o Grande Arquiteto do Universo meteu entre elas espaço imenso que as separa. O momento para estabelecer-se um perdurável sistema, e ligar todas as partes do nosso grande todo, é este. Desprezá-lo éinsultar a Divindade, em cujos decretos ele foi marcado, e por cuja lei apareceu na cadeia do presente. “Tu já conheces os bens e os males que te esperam e à tua prosperidade… Queres? ou não queres? Resolve, Senhor”.
· No dia 1 de agosto de 1822 envia a D.Pedro o seguinte manifesto: “Não temais as Nações Estrangeiras: a Europa que reconheceu a Independência dos Estados Unidos da América, e ficou neutra na luta das colônias espanholas, não pode deixar de reconhecer a do Brasil, que com tanta justiça e tantos meios, e recursos, procura também entrar na grande família das Nações. Do Amazonas ao Prata não retumbe outro eco, que não seja de Independência. Formem todas as nossas províncias o feixe misterioso, que nenhuma força pode quebrar”.

· Ignorando o que havia se passado no Ipiranga em 7 de setembro, pois de São Paulo ao Rio gastavam-se cinco dias, o Grande Oriente Brasiliano, em sua 14ª Sessão, realizada no dia 9 de setembro de 1822 (20º dia do 6º mês), e não 20 de agosto, presidida por Joaquim Gonçalves Ledo, aprovou por unanimidade a moção deste que exigia que fosse proclamada nossa Independência.

José Bonifácio de Andrada e Silva

José Bonifácio, como Ministro do Reino, foi a figura principal do Gabinete do Príncipe Regente, D. Pedro. Foi o primeiro brasileiro a ocupar um Ministério. Tinha 59 anos então. Nascido em Santos, foi educado em Coimbra, onde se tornou professor de sua famosa universidade e secretário da Academia de Ciências de Lisboa. Respeitado nos círculos cultos da Europa, havia viajado por quase todos os países do Velho Continente e mantinha relações pessoais com seus mais notáveis cientistas. Era poderosa sua influência sobre o Príncipe D. Pedro e a Princesa Dona Leopoldina.
Embora não fosse tão virulento e manifesto quanto o era Gonçalves Ledo, vários fatos históricos justificam plenamente o título de Patriarca da Independência com o qual Bonifácio é lembrado. Os acontecimentos de 07 de setembro de 1822 foram, comprovadamente, premeditados e conduzidos por José Bonifácio. Em suas Memórias, Antônio de Menezes Vasconcellos Drumond, emissário da Maçonaria nas províncias de Pernambuco e da Bahia relata detalhadamente os acontecimentos que precederam o Grito do Ipiranga e como José Bonifácio os havia conduzido.
Citaremos a seguir alguns dos fatos entre os inúmeros que contaram com a participação de José Bonifácio:

· Foi o primeiro Grão-Mestre do Grande Oriente Brasiliano eleito por aclamação na data de sua fundação;
· Foi o propositor da iniciação do Príncipe Regente;
· No episódio do Fico, escreve uma vigorosa representação conclamando D.Pedro a permanecer no Brasil. Nesta é possível ler: V. Alteza Real deve ficar no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, não só para o nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo. Se V. Alteza Real estiver (o que não é crível) deslumbrado pelo indecoroso decreto de 29 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe, tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, terá que responder, perante o céu, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua ausência….
· Assim como Gonçalves Ledo, às vésperas da Independência, Bonifácio encaminha um manifesto a D. Pedro. Neste ressalta sem nenhuma inibição a revolta brasileira contra o que houve de mais opressivo nos três séculos de dominação colonial. Convidava todas as nações amigas do Brasil a continuarem a manter com este as mesmas relações de mútuo interesse e amizade. O Brasil estava pronto a receber os seus ministros e agentes diplomáticos e a enviar-lhes os seus.
· Os documentos enviados por Bonifácio a D.Pedro e que o alcançaram na colina do Ipiranga eram: carta de D. João a seu filho, carta da princesa D. Leopoldina, carta de Chamberlain, agente secreto do príncipe, instruções das Cortes, exigindo o imediato regresso do príncipe e a prisão e processo de José Bonifácio jáque era o personagem mais importante do movimento emancipador e carta do próprio José Bonifácio, onde à sua maneira viril, ele dizia:
Senhor, as Cortes ordenaram a minha prisão por minha obediência a V. Alteza. E no seu ódio imenso de perseguição atingiriam também aquele que se preza em o servir com lealdade e dedicação do mais fiel amigo e súbdito. O momento não comporta mais delongas ou condescendências. A revolução já está preparada para o dia de sua partida. Si parte, temos a revolução do Brasil contra Portugal e Portugal atualmente não tem recursos para subjugar um levante, que é preparado ocultamente para não dizer quase visivelmente. Si fica, tem V. Alteza contra si o povo de Portugal, a vingança das Cortes, que direi?! Até a deserdação, que dizem já estar combinada. Ministro fiel que arrisquei tudo por minha Pátria e pelo meu Príncipe, servo obedientissimo do Senhor D. João VI, que as Cortes tem na mais detestável coação, eu, como Ministro, aconselho a V. Alteza que fique e faça do Brasil um reino feliz, separado de Portugal, que é hoje escravo das Cortes despóticas. Senhor, ninguém maisdo que sua esposa, deseja sua felicidade e ela lhe diz em carta que com esta será entregue, que V. Alteza deve ficar e fazer a felicidade do povo brasileiro, que o deseja como seu soberano, sem ligações e obediências ás despóticas Cortes portuguesas, que querem a escravidão do Brasil e a humilhação do seu adorado Príncipe Regente. Fique, é o que todos pedem ao Magnânimo Príncipe que é V. Alteza, para orgulho e felicidade do Brasil. E si não ficar correrão rios de sangue nesta grande nobre terra, tão querida do seu Real Pai, que já não governa em Portugal, pela opressão das Cortes; nesta terra que tanto estima V. Alteza e a quem tanto V. Alteza estima. José Bonifácio de Andrada e Silva .

Os Fatos:

O processo histórico que conduziu ao movimento à Independência não foi curto. Na realidade uma longa série de eventos conduziu a este desfecho, sendo que em muitos deles houve a intensa participação maçônica já mencionada nos itens anteriores deste texto. De maneira extremamente sintética reproduziremos aqui esta linha do tempo.

· 1789: Inconfidência Mineira, movimento impregnado pelas idéias liberais da época e de franca hostilidade à administração lusitana e seus métodos.
· 1798: Conjuração Baiana ou a Revolta dos Alfaiates, sob a influência da loja Cavaleiros da Luz deu um sentido mais intelectual ao movimento que contou também com uma ativa participação de camadas populares e tinha ideais republicanos e abolicionistas.
· 1808: D. João e toda família real refugiam-se no Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas;
· 1808: D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monopólio português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições para ter uma vida política independente de Portugal.
· 1810: Ocorre a expulsão dos franceses por tropas inglesas, que passam a governar Portugal com o consentimento de D. João.
· 1815: D. João, adotando medidas progressistas, põe fim na situação colonial do Brasil, criando o Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves, irritando sobremaneira os portugueses.

 

· 1817- Revolução Pernambucana: movimento de inspiração nitidamente maçônica e republicana. Triunfante, a princípio, foi logo subjugado. Foi chamada a Revolução dos Padres, pois nela estiveram envolvidos aproximadamente setenta clérigos, muitos deles maçons.
·1818- D. João VI declara criminosas e proibidas todas e quaisquer sociedades secretas.
· 1820: Cansados da dominação e da decadência econômica do país, os portugueses iniciam uma revolução na cidade do Porto culminando com a expulsão dos ingleses. Estabelecem um governo temporário, adotam uma Constituição Provisória e impõem sérias exigências a D. João ou sejam:

 

  1. Aceitação da constituinte elaborada pelas cortes;

 

  1. Nomeação para o ministério e cargos públicos;

 

  1. Sua volta imediata para Portugal.

 
·22 de Abril de 1821: o Príncipe Herdeiro énomeado Regente do Brasil;
· 26 de abril de 1821: Com receio de perder o trono e sem outra alternativa, em face das exigências da Corte, D. João VI regressa a Portugal;
· Abril de 1821- A volta de D. João VI para Portugal permitiu a reorganização da Maçonaria no Brasil, sob a direção de Joaquim Gonçalves Ledo.
· 1821: Dois decretos das Cortes Gerais portuguesas, são editados na tentativa de submeter e inibir os movimentos no Brasil. Um reduzia o Brasil da posição de Reino Unido à antiga condição de colônia; o outro, considerando a permanência de D. Pedro desnecessária em nossa terra, decretava a sua volta imediata.
· 11 de setembro de 1821: Surge o jornal, “Revérbero Constitucional Fluminense”, redigido por Gonçalves Ledo e pelo Cônego Januário, que teve grande influência no movimento libertador;
24 de dezembro de 1821: é redigida a representação dos paulistas pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, incitando D.Pedro a ficar no Brasil;

O Ano de 1822

· 9 de janeiro de 1822: Dia do Fico, quando, depois de considerar as manifestações, o Príncipe responde: “estou pronto, diga ao povo que fico”. Este episódio, marcou a primeira adesão pública de D. Pedro a uma causa brasileira.
· 16 de janeiro: José Bonifácio foi nomeado Ministro do Príncipe Regente D.Pedro.
· 14 de maio: o título oferecido ao Príncipe de “Defensor Perpétuo do Brasil”;
· 20 de maio: Gonçalves Ledo dirigiu ao Príncipe uma e exortação à Independência;
· maio de 1822: Aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, José Bonifácio, D. Pedro assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o qual só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente;
· 2 de junho de 1822: Em audiência com D. Pedro, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil. Era outro passo importante em direção à independência;
· 17 de junho de 1822: a Loja Maçônica “Comércio e Artes na Idade do Ouro” resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro. O que leva à criação do “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”;
· 29 de julho: passa a ser editado o jornal “Regulador Brasílico-Luso”, depois denominado, “Regulador Brasileiro”, redigido pelo Frei Sampaio, que marcou também sua presença e atuação no movimento emancipador brasileiro;
· 1 de agosto: Lançado o Manifesto de Gonçalves Ledo;

· 2 de agosto: por proposta de José Bonifácio, é Iniciado o Príncipe Regente, D. Pedro, adotando o nome histórico de Guatimozim (ultimo imperador Asteca morto em confronto com os colonizadores), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja “Comércio e Artes”;

· 5 de agosto: por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, foi aprovada a Exaltação ao Grau de Mestre Maçom. Portanto foi já sendo Maçom que o Príncipe, no mesmo mês de agosto de 1822 , tomou a medida mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.
·6 de agosto: Lançado o Manifesto de José Bonifácio;

·14 de agosto: D. Pedro, acompanhado de pequena comitiva, viaja para São Paulo com o propósito de apaziguar os descontentes em São Paulo, aonde chega a 25 e érecebido com grandes pompas.
· 5 de setembro: D.Pedro de São Paulo se dirige para Santos, de onde regressou na madrugada de 7 de setembro. Encontrava-se na colina do Ipiranga, às margens de um riacho, quando recebe as cartas enviadas pelo seu primeiro ministro José Bonifácio. D. Pedro, após tomar conhecimento dos conteúdos das cartas e das notícias trazidas pelos emissários, pronunciou as seguintes palavras: “As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal”.

FOTOS_DESFILE 7 DE SETEMBRO DE 2011

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20 DE AGOSTO DIA DO MAÇOM BRASILEIRO.

 

A Maçonaria é uma associação universal de homens livres e de bons costumes cultivando entre si a justiça social, aclassismo, humanidade, os princípios da liberdade, democracia e igualdade, aperfeiçoamento intelectual e fraternidade. Os Maçons estruturam-se em células autônomas, “todas iguais em direitos e honras, e independentes entre si”, e reúnem-se nas designadas oficinas ou lojas. Trata-se de uma obediência iniciativa, filosófica, filantrópica e educativa

Hoje, começa  as comemorações  da semana do maçom  terminado  em grande estilo dia  20 DE AGOSTO, DIA DO MAÇOM, é uma efeméride nacional consagrada e, como tal, deve ser comemorada com toda pompa, pois a Maçonaria em muito contribuiu para a efetiva emancipação político-social do Brasil e os Maçons de um modo geral devem reverenciar seus membros responsáveis pelas idéias e as efetivas ações, mas sempre sabedores da verdade histórica.

O que tem levado tantos homens, no mundo inteiro, a abraçar esta instituição, seguir e  difundir seus princípios.

Acreditamos que o principal  motivo é  a confiança na aplicação de três princípios fundamentais, com que a maçonaria Universal  foi construída e tem  como sustentáculos de suas colunas “ Liberdade, Igualdade e Fraternidade”  Crer  nos ideais de  buscar a perfeição  e praticar a beneficência. Aperfeiçoar e servir.

Existe entre os maçons  o sagrado sentimento da união entre os irmãos, que nos traz a cada  sessão  e nos faz permanecer  num fraterno e imorredouro abraço.

Homens de bons propósitos, perseguindo incansavelmente, a perfeição. Homens preocupados em ser , em transcender, num preito a espiritualidade  e a crença no que é bom e que é justo. Pregam o dever e o trabalho. Dedicam-se a família acima de tudo célula manter  da pátria e da humanidade,  dedicam-se ao bem estar da sociedade,  a defesa da pátria, e ao Culto ao Grande Arquiteto do Universo, que é DEUS.

Todo maçom acredita  em Deus e  tem a perfeita consciência de seu papel na sociedade  sabe de sua responsabilidade e na missão de transformar o mundo em algo melhor para se viver e para as futuras gerações , aprimorando as coisas que o cercam.

O maçom em tempo idos  contribuíram em muito para o destino de nossa Nação, em todo o mundo  as sociedades maçônicas sempre se organizaram para beneficiar  sua nação e seu povo e no Brasil não poderia ser diferente.

Em  setembro de 1918 , o irmão Antenor de Campos  Moura, então venerável da Loja  “ Fraternidade de Santos”  propunha ao grande oriente do Brasil  a instituição do “Dia do Maçom”,  que seria comemorado não só como um dia de Festa, mas também como  um dia de beneficência e  caridade.

Toda loja  deveria comemorar   o dia  do maçom  com pompa, através de suas sessões ritualistas, podendo ser  Econômica, magna de iniciação ou branca.

Posteriormente foi fixada a  data de 20 de agosto  sendo aceita e  comemorada por todos.

A explicação  para a determinação  do dia 20 de agosto  baseou-se  na histórica sessão  conjunta  das Lojas  “ Comercio das Artes”  e “União e Tranqüilidade” no Rio de janeiro, onde o Irmão Gonçalves Lêdo pronunciou um discurso  inflamado, fazendo sentir a necessidade de  proclamar a Independência do Brasil cuja proposição foi aprovada  pelos presentes  e registrada em Ata do 20º  dia do 6º  mês maçônico  do ano da verdadeira Luz de 5822 interpretado  como se fosse o dia 20 de  agosto.

Alguns historiadores  referem-se a um erro histórico, dada a utilização  equivocada  do calendário gregoriano , ao invés do calendário  equinocial , utilizado para o registro da sessão, onde o ano se inicia  no dia 21 de março, que leva a reunião  para o dia  09 de setembro.

O dia do maçom esta intrinsecamente ligado a nossa independência comemorada  pelos historiadores em 7 de setembro. A maçonaria participou ativamente da Independência do Brasil, Na lei Áurea, e na  Proclamação da Republica e outros grandes feitos nacionais, através  de seus representantes que eram na época Maçons Ilustres de grande influencia na política, economia  e no  governo.

O dia 20 de agosto foi escolhido porque  nesta data  e que realmente a nação se tornou independente, por  força e  decisão da Maçonaria.

E data para ser comemorada com grande jubilo, pois  a maçonaria  em muito contribuiu  para a efetiva emancipação político-social do Brasil, e os maçons de um modo geral devem reverenciar seus membros responsáveis  pelas idéias  e as efetivas ações, mas sempre sabedores da verdade histórica.

Esta data consta  no art. 179  da Constituição  do grande Oriente do Brasil e do art. 275 do regulamento, ordenando a comemoração  da data do dia 20 de agosto.

Desde 1923 encontra-se  na  BIBIOLETCA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO,  a Certidão  das Atas do Grande Oriente do Brasil, desde 1822, com o  titulo DOCUMENTOS PARA A HISTORIA DA INDEPENDENCIA, VOLUME I, LISBOA –RIO DE JANEIRO, 1923 – AMAÇONARIA  E A INDEPENDENCIA.

Neste documento grafam-se quando se refere Á “ Ata  da Sessão de 20 do 6º  não de 1822,  a data corresponde  no calendário Gregoriano como “(09 de  setembro).

Em 20 de agosto  de 1822 , foi convocada uma reunião extra-ordinária do Grande Oriente do Brasil por  Joaquim Gonçalves Lêdo, em face da ausência de Jose Bonifacio Grão Mestre  que se encontrava viajando.  Gonçalves ledo seu substituto  hierárquico  na maçonaria brasileira, profere  um eloqüente discurso , na ARLS Arte e Comercio  em 20 de agosto , onde era o Grande 1º Vigilante  expondo aos maçons presentes  a necessidade ser imediatamente proclamada  a Independência do Brasil.

Por causa do discurso proferido , a proposta foi votada e aprovada por todos os presentes.

A copia da Ata  dessa Reunião  foi encaminhada imediatamente a D. Pedro I, que se encontrava também viajando e,  recebeu tal decisão  as margens do Riacho do Ipiranga em 7 de setembro , ocasião em que o Imperador proclamou  a Independência do Brasil por encontrar respaldo  e mesmo determinação da maçonaria brasileira.

A Maçonaria  do Oriente de Ilhéus  Estado da Bahia,   na semana do Maçom  se unem  para comemorar   o dia 20 de agosto,  as LOJAS MAÇONICAS ELIAS OCKÉ,  REGENERAÇÃO SUL BAHIANA  e VIGILANCIA  E RESISTÊNCIA,  através de seus representantes legais  tendo como respaldo  a Historia da Maçonaria que sempre lutou em prol  do povo brasileiro e do engrandecimento desta Nação.

Hoje a nossa luta e contra as drogas e a corrupção que assola nosso Pais  de ponta a ponta, com escândalos no mais diversos escalões  da política brasileira, haja visto que  na Televisão e nos Jornais não há dia sequer que não se proclame  mais um escândalo envolvendo  políticos, empresários, gente de poder nos  três  gruas  do governo, executivo  Legislativo e Judiciário. Vamos lutar para dar um basta nisto, nos inspiremos  em nosso glorioso passado em que a maçonaria era  operativa.

Nos Maçons devemos nos posicionar  e formar trincheiras  junto com a sociedade na luta  contra a corrupção  e contra as drogas que assolam nosso pais.

Abaixo transcrevemos um texto escrito por nosso irmão  do Oriente de belo Horizonte Loja maçônica  Simon Bolívar, datado  de  24 de  julho de 2008, mas é como  se fosse feito para os dias de hoje.

Poucos dias atrás, assistimos na televisão sua excelência, o presidente do STF, concordando, placidamente, que os ricos têm uma justiça privilegiada porque podem pagar melhores advogados. Enquanto isso, o responsável nacional pela Defensoria Pública se lamentava pelas dificuldades encontradas para fazer funcionar a sua desmantelada organização.

É inadmissível constatar que um profissional da Defensoria Pública Federal ganha menos da metade que os profissionais do mesmo nível no Ministério Público Federal que ganham cerca de 20 mil reais enquanto os marajás do STF auferem valores maiores. É espantoso se levarmos e consideração que todos eles são pagos pelos mesmos contribuintes que vêm escorrer pelos dedos mais de 40% do que produzem, em impostos, que deveriam ser aplicados para prover saúde, educação e segurança para a Sociedade.

Lamentavelmente isso não acontece, porque organizações criminosas, organizadas em rede de empresas ou ONGs preocupadas com os direitos dos criminosos, amparadas por um conjunto de leis casuísticas, pela ineficiência da Justiça preocupada em não incomodar seus parceiros  com a conivência do Governo, se incumbem a dar rumos nefastos ao dinheiro público. 

Estamos evoluindo e não concordamos que um ministro, ex-presidente do STF, declare, publicamente, que “bem ou mal o ministro resolveu soltar o Sr. Dantas e ninguém tem competência para se opor a tal decisão”.

Cometemos erros e temos obrigação de corrigi-los, decisões divinas são inaceitáveis. 

O ministro presidente do STF deve todos os esclarecimentos á Sociedade a quem serve. Não pode permitir que os mal-intencionados ou os corruptos desbaratem os recursos conquistados pelos trabalhadores e ficar calado. Os advogados devem envergonhar-se de participarem nas quadrilhas que assaltam o povo interpretando a lei para instruir e salvaguardar da ação da justiça os seus clientes, dificultando a apuração da verdade. Esqueceram os juramentos feitos perante a Sociedade e perante a Ordem dos Advogados que parece adormecida, alheia aos deslizes dos seus membros que muito prejudicam a sociedade, que supostamente orientam e protegem.

Não podemos concordar com um Congresso Nacional que assiste apático a estas catástrofes nacionais, sem ao menos se pronunciar em defesa das instituições impedidas de desenvolver as suas atividades constitucionais. É obrigação de Deputados e Senadores julgar as ações do presidente do STF e impedir que a Presidência da República desmantele a Polícia Federal quando ela começava a fazer um pouco do seu trabalho. 

Até quando continuaremos pagando principescamente profissionais incompetentes e mal-intencionados, que não protegem a sociedade do assalto aos recursos públicos por organizações ou indivíduos, impedindo que esses mesmos recursos oriundos dos impostos, seja aplicados em benefício da sociedade? 

Nós Maçons não podemos continuar assistindo passivamente a dilapidação dos recursos da sociedade pelos seus representantes. É necessário fazer as correções adequadas rapidamente, restabelecendo o prestígio da Polícia Federal, do Ministério Público e da Justiça Federal e caçar os responsáveis sem tréguas. 

Vamos fazer com que a Ética seja, de fato, o ponto mais importante na escolha dos nossos representantes e exigir deles que a pratiquem explicitamente durante os seus mandatos. Atualmente, temos as ferramentas necessárias para fazê-lo. É nossa responsabilidade fiscalizar a atuação dos nossos representantes seja legisladores, jurídicos ou executivos, exigir que informem os resultados das suas ações e impedir que prejudiquem a sociedade com associações mal-intencionadas.

Manifestamos o nosso repúdio pela situação criada e pedimos respeitosamente esclarecimentos públicos e objetivos ao Exmo. Sr. Presidente da República, Supremo Tribunal Federal, Congresso Nacional, Ministro da Justiça e Polícia Federal, a quem pagamos muito bem para nos representarem, protegerem e esclarecerem e não para cuidarem dos incômodos causados aos legalmente investigados. 

Convidamos a cerrarem fileiras conosco todos os nossos irmãos Maçons e todos os cidadãos de bons costumes, espalhados por este imenso e portentoso país que vislumbra a oportunidade de ser grande, mas continua tolhido e enfraquecido pelos seus parasitas.

 

Oriente de Belo Horizonte, 24 de Julho de 2008.

 LOJA MAÇÔNICA SIMÓN BOLÍVAR N° 2291

***
Ser Maçom
Ser maçom é ser homem sem defeito
É ser fiel as cores da bandeira
Ser maçom é ter sempre sob o peito
Á pátria amada, nobre e sobranceira!
Ser maçom é ser reto e ser leal
Ser exemplo perante a sociedade
Ser maçom é ser exemplo de seu lar
Ser bom e praticar a caridade
Ser maçom é estar sempre de pé
Ser alerta alento aos perversos
Ser maçom é ter crença e ter fé
No Grande Arquiteto do Universo
Ser maçom é ser comunicativo,
É encarar a vida com alegria
Ser maçom é ser nobre, ser altivo;
Bom esposo e bom chefe de família
Ser maçom é ser pródigo nos conselhos
É ser grande vivendo na humildade
Ser maçom é viver sendo um espelho
Que reflete virtudes e bondade!
Ser maçom é sentir a dor alheia,
Da árvore da vida ser um galho
Ser maçom é viver como colméia,
Unida no amor e no trabalho!
Ser maçom é ser estudioso,
Nos misteres da loja ser profundo,
Ser maçom é ser calmo, ser bondoso;
E ser de fato um cidadão do mundo!
Autor: desconhecido.


DIA DO MAÇOM
LOJA MAÇÔNICA ELIAS OCKÉ.
16 de agosto de 2011

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LOJA MAÇÔNICA ELIAS OCKÉ.
16 de agosto de 2011




A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Desde sua descoberta em 1500, o Brasil foi uma colônia Portuguesa, sendo explorada desde então pela sua metrópole. Não tinha, portanto, liberdade econômica, liberdade administrativa, e muito menos liberdade política.

Como a exploração metropolitana era excessiva e os colonos não tinham o direito de protestar, cresceu e descontentamento dos brasileiros. Iniciam-se então as rebeliões conhecidas pelo nome de Movimentos Nativistas, quando ainda não se cogitava na separação entre Portugal e Brasil. Estampava-se em nosso país o ideal da liberdade. A primeira delas foi a Revolta de Beckman em 1684, no Maranhão.

No início do século XVIII, com o desenvolvimento econômico e intelectual da colônia, alguns grupos pensaram na independência política do Brasil, de forma que os brasileiros pudessem decidir sobre seu próprio destino. Ocorreram, então, a Inconfidência Mineira (1789) que marcou a história pela têmpera de seus seguidores; depois a Conjuração Baiana (1798) e a Revolução Pernambucana (1817), todas elas duramente reprimidas pelas autoridades portuguesas. Em todos estes movimentos a Maçonaria se fez presente através das Lojas Maçônicas e Sociedades Secretas já existentes, de caráter maçônico tais como: Cavaleiros da Luz, na Bahia e Areópago de Itambé, na divisa da Paraíba e Pernambuco, bem como pelas ações individuais ou de grupos de maçons.

Embora tenha, a Maçonaria brasileira, se iniciado em 1787, com a Loja Cavaleiros da Luz, criada na povoação da Barra, em Salvador, Bahia, só em 1822, quando a campanha pela independência do Brasil se tornava mais intensa, é que iria ser criada sua primeira Obediência, com jurisdição nacional, exatamente com a incumbência do levar a cabo o processo de emancipação do país. 1800/1801 – Maçons portugueses fundam no Rio de Janeiro a Loja “União”, que mais tarde passou a denominar-se “Reunião” por terem a ela filiado outros maçons.

Com as Lojas “Constância” e “Filantropia”, filiou-se em 1800 ao Grande Oriente Lusitano. Separou-se, porém, por terem surgido discórdias e filiando-se ao Grande Oriente da França, adotando o rito Moderno.

Em 1802 é instalada na Bahia a Loja “Virtude e Razão”, da qual saíram, em 1807, a Loja “Humanidade” e, em 1813, a Loja “União”.

Em 03 de março 1807, ressurge a Maçonaria no Brasil com a instalação da Loja “Virtude e Razão Restaurada”, na Bahia.

No ano de 1808, D. João e toda família real, refugia-se no Brasil em decorrência da invasão e dominação de Portugal por tropas francesas, incitadas pelo jugo napoleônico.

Este fato trouxe um notável progresso para a colônia, pois esta passou a ter uma organização administrativa idêntica à de um Estado independente. D. João assina o decreto da Abertura dos Portos, que extinguia o monopólio português sobre o comércio brasileiro. O Brasil começa a adquirir condições para ter uma vida política independente de Portugal, porém sob o aspecto econômico, passa a ser cada vez mais controlado pelo capitalismo inglês.

Em 1809, D. João, Príncipe Regente, ao receber uma longa lista de nomes de maçons, para serem presos, respondeu nesses termos: “Foram estes que me salvaram”.
Também em 1809 funda-se em Pernambuco uma Loja da qual fizeram parte os padres Miguel Joaquim de Almeida e Castro, João Ribeiro Peixoto e Luiz José Cavalcante Lins. Esta Loja teve intuitos puramente políticos e os padres que faziam parte do seu Quadro tinham sido iniciados em Lisboa em 1807.

No ano de 1810 – Ocorre a expulsão dos franceses por tropas inglesas, que passam a governar Portugal com o consentimento de D. João.

Em 1812 funda-se, na freguesia de São Gonçalo, Niterói, a Loja “Distintiva”. Essa Loja tinha sinais, toques e palavras diferentes das outras Lojas, tendo por emblema um índio vendado e manietado de grilhões e um gênio em ação de o desvendar e desagrilhoar. Era ela republicana e revolucionária. Denunciada, foi dissolvida, sendo lançados no mar, nas alturas da ilha dos Ratos, seus arquivos e alfaias.

Em 1813, na Bahia, é fundado o primeiro Grande Oriente com as Lojas “Virtude e Razão”, “Humanidade” e “União”, que adormeceu devido a desastrosa revolução de 1817.
No ano de 1815, D. João, adotando medidas progressistas, põe fim na situação colonial do Brasil, criando os Reinos Unidos de Portugal, Brasil e Algarve, irritando sobremaneira os portugueses.
Em 12 de dezembro de 1815, na residência do Dr. João José Bahia, é instalada a Loja “Comércio e Artes”, que logo depois adormeceu.

Existia no Recife, em 1816, uma Grande Loja Provincial reunindo as Lojas “Pernambuco do Oriente”, “Pernambuco do Ocidente”, “Restauração e Patriotismo” e “Guatimozim”.

– Ano de 1820 – Cansados da dominação e da decadência econômica do país, os portugueses iniciam uma revolução na cidade do Porto culminando com a expulsão dos ingleses. Estabelecem um governo temporário, adotam uma constituição provisória e impõem sérias exigências a . João (agora já com o título de rei e o nome de D. João VI), ou seja:

Aceitação da constituinte elaborada pelas cortes,
nomeação para o ministério e cargos públicos,
-sua volta imediata para Portugal.

O ano de 1821 começara para D.João VI como principiara o de 1807. O Grande Oriente Lusitano levara-o, quinze anos antes, a transferir a sede do governo monárquico da Nação Portuguesa de Lisboa para o Rio de Janeiro. Decorrido três lustros, esse mesmo grande Oriente obrigá-lo-ia a retransferir  a sede do seu governo do Rio de Janeiro para Lisboa.

Com receio de perder o trono e sem alternativa, face às exigências da Corte (Parlamento português), D.João VI regressa a Lisboa (Portugal) em 26 de abril de 1821, deixando como Príncipe Herdeiro, nomeado Regente do Brasil pelo Decreto de 22 de abril de 1821, o primogênito com então 21 anos de idade – PEDRO DE ALCANTARA FRANCISCO ANTÔNIO JOÃO CARLOS XAVIER DE PAULA MIGUEL RAFAEL JOAQUIM JOSÉ GONZAGA PASCOAL CIPRIANO SERAFIM DE BRAGANÇA E BOURBON. O Príncipe Dom Pedro, jovem e voluntarioso, aqui permanece, não sozinho, pois logo se viu envolvido por todos os lados de homens de bem, Maçons, que constituíam a elite pensante e econômica da época.

Apesar de ver ser aceitas suas reivindicações, os revolucionários portugueses não estavam satisfeitos. As cortes de Portugal estavam preocupadas com as perdas das riquezas naturais do Brasil e previam sua emancipação, como ocorria em outros países sul-americanos. Dois decretos, em 29 de setembro de 1821, de números 124 e 125 emanados das Cortes Gerais portuguesas são editados na tentativa de submeter e inibir os movimentos no Brasil. Um reduzia o Brasil da posição de Reino Unido à antiga condição de colônia, com a dissolução da união brasílico-lusa, o que seria um retrocesso, o outro, considerando a permanência de D. Pedro desnecessária em nossa terra, decretava a sua volta imediata.

Os brasileiros reagiram contra os decretos através de um forte discurso do Maçom Cipriano José Barata, denunciando a trama contra o Brasil. O Maçom, José Joaquim da Rocha, funda em sua própria casa o Clube da Resistência, depois transformado no Clube da Independência. Verdadeiras reuniões maçônicas ocorrem na casa de Rocha ou na cela de Francisco de Santa Tereza de Jesus Sampaio, Frei Sampaio, no convento de Santo Antônio, evitando a vigilância da polícia. Várias providências foram tomadas, dentre elas: consultar D. Pedro; convidar o Irmão, Maçom, José Clemente Pereira, Presidente do Senado a aderir ao movimento e enviar emissários aos maçons de São Paulo e Minas Gerais. Surge o jornal, “Revérbero Constitucional Fluminense”, redigido por Gonçalves Ledo e pelo Cônego Januário, que circulou de 11 de setembro de 1821 a 08 de Outubro de 1822, e que teve a mais extraordinária influência no movimento libertador, pois contribuiu para a formação de uma consciência brasileira, despertando a alma da nacionalidade.

Posteriormente a 29 de julho de 1822 passa a ser editado o jornal – “Regulador Brasílico-Luso”, depois denominado, “Regulador Brasileiro”, redigido pelo Frei Sampaio, que marcou também sua presença e atuação no movimento emancipado brasileiro.
Na representação dos paulistas, de 24 de dezembro de 1821, redigida pelo Maçom José Bonifácio de Andrada e Silva, pode-se ler o seguinte registro:

“É impossível que os habitantes do Brasil, que forem honrados e se prezarem de ser homens, possam consentir em tais absurdos e despotismo… V.Alteza Real deve ficar no Brasil, quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes, não só para o nosso bem geral, mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo. Se V. Alteza Real estiver (o que não é crível) deslumbrado pelo indecoroso decreto de 29 de setembro, além de perder para o mundo a dignidade de homem e de príncipe, tornando-se escravo de um pequeno grupo de desorganizadores, terá que responder, perante o céu, pelo rio de sangue que, decerto, vai correr pelo Brasil com a sua ausência…”.

Nessa época, funcionavam no Rio de Janeiro, a Loja Maçônica “Comércio e Artes”, da qual eram membros vários homens ilustres da corte como o Cônego Januário da Cunha Barbosa, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira entre outros. Esses maçons reunidos e após terem obtido a adesão dos irmãos de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, resolveram fazer um apelo a D. Pedro para que permanecesse no Brasil.

Em 09 de janeiro de 1822, na sala do trono e interpretando o pensamento geral, cristalizando nos manifestos dos fluminenses e dos paulistas e no trabalho de aliciamento dos mineiros, o Maçom José Clemente Pereira, presidente do Senado da Câmara, antes de ler a representação, pronunciou inflamado e contundente discurso pedindo para que o Príncipe Regente Permanecesse no Brasil. Após ouvir atentamente, o Príncipe responde: “Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, estou pronto, diga ao povo que fico”.

A alusão às hostes maçônicas era explícita e D. Pedro conheceu-lhe a força e a influência, entendendo o recado e permanecendo no Brasil. Este episódio, conhecido como o Dia do Fico, marcou a primeira adesão pública de D. Pedro a uma causa brasileira.
Em 13 de maio de 1822 – os Maçons fluminenses, sob a liderança de Joaquim Gonçalves Ledo, e por proposta do brigadeiro Domingos Alves Branco, da loja “Comércio e Artes”, resolvem outorgar ao Príncipe Regente o título de “Príncipe Regente Constitucional e Defensor Perpétuo do Reino Unido do Brasil”, oferecido pela Maçonaria e pelo Senado, que acabou por acirrar ainda mais os ânimos entre os portugueses e nativistas.

No dia do seu aniversário (12 de outubro), D. Pedro foi aclamado Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil.

(Prancha de Dedret. Biblioteca Nacional/Rio).

– Ainda em maio de 1822 – aconselhado pelo então seu primeiro ministro das pastas do Reino e de Estrangeiros, o Maçom, José Bonifácio de Andrada e Silva, D. Pedro assina o Decreto do Cumpra-se, segundo o que só vigorariam no Brasil as Leis das Cortes portuguesas que recebessem o cumpra-se do príncipe regente.

A 21 de maio, em plena sessão das Cortes, em Lisboa, o Maçom Monsenhor Muniz Tavares diz que – talvez os brasileiros se vissem obrigados a declarar sua independência de uma vez.

A 26 de maio, José Bonifácio é iniciado na Maçonaria.
– Em 02 de junho de 1822 – em audiência com D. Pedro, o Irmão José Clemente Pereira leu o discurso redigido pelos Maçons Joaquim Gonçalves Ledo e Januário Barbosa, que explanavam da necessidade de uma Constituinte. D. Pedro comunica a D. João VI que o Brasil deveria ter suas Cortes. Desta forma, convoca a Assembléia Constituinte para elaborar uma Constituição mais adequada ao Brasil. Era outro passo importante em direção à independência.

A 2 de junho, José Bonifácio, com outros maçons, funda a sociedade secreta “Nobre Ordem dos Cavaleiros de Santa Cruz”, melhor conhecida com o nome de “Apostolado”, da qual fez parte D. Pedro, com o título de Arconte-Rei.

Em 17 de junho de 1822 – a Loja Maçônica, “Comércio e Artes” em sessão memorável, resolve criar mais duas Lojas pelo desdobramento de seu quadro de Obreiros, através de sorteio, surgindo assim as Lojas “Esperança de Niterói” e “União e Tranqüilidade”, se constituindo nas três Lojas Metropolitanas e possibilitando a criação do “Grande Oriente Brasílico ou Brasiliano”, que depois viria a ser denominado de “Grande Oriente do Brasil”.

(Da Constituição do Grande Oriente do Brasil temos:
“ Art. 8º Parágrafo 1º

Constituem patrimônio histórico do Grande Oriente do Brasil as três Lojas Simbólicas legítimas, regulares e perfeitas que lhe deram origem: “Comércio e Artes”, “União e Tranqüilidade” e “Esperança de Nictheroy”, as quais não poderão abater colunas; “)

José Bonifácio de Andrada e Silva (O Patriarca da Independência) é eleito primeiro Grão-Mestre, tendo Joaquim Gonçalves Ledo como 1º Vigilante e o Padre Januário da Cunha Barbosa como Grande Orador. O objetivo principal da criação do GOB foi de engajar a Maçonaria como Instituição, na luta pela independência política do Brasil, conforme consta de forma explícita das primeiras atas das primeiras reuniões, onde só se admitia para iniciação e filiação em suas Lojas, pessoas que se comprometessem com o ideal da independência do Brasil.

No dia 02 de agosto (13º do 5º mês maçônico, conforme o historiador Hélio Viana) – por proposta do Grão-Mestre da Maçonaria, José Bonifácio, foi D.Pedro, o Príncipe Regente, aprovado e recebido maçom, no primeiro grau na forma regular e prescrita pela liturgia, adotando o nome histórico de Guatimozim (último imperador Asteca morto em 1522), e passa a fazer parte do Quadro de Obreiros da Loja Comércio e Artes.

No dia 05 de agosto – por proposta de Joaquim Gonçalves Ledo, que ocupava a presidência dos trabalhos, foi aprovada a exaltação ao grau de Mestre Maçom, com a dispensa do interstício, que possibilitou, posteriormente, em 04 de outubro de 1822, numa jogada política de Ledo, o Imperador ser eleito e empossado no cargo de Grão-Mestre, do GOB.

Porém, foi no mês de agosto de 1822 que o Príncipe, agora Maçom, tomou a medida mais dura em relação a Portugal, declarou inimigas as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil sem o seu consentimento.

Em 14 de agosto parte em viagem, com o propósito de apaziguar os descontentes em São Paulo, acompanhado de seu confidente Padre Belchior Pinheiro de Oliveira e de uma pequena comitiva. Faz a viagem pausadamente, percorrendo em 10 dias, 96 léguas entre Rio e São Paulo. Em Lorena, a 19 de agosto, expede o decreto dissolvendo o governo provisório de São Paulo. No dia 25 de agosto chega a São Paulo sob salva de artilharia, repiques de sino, girândolas e foguetes, se hospedando no Colégio dos Jesuítas. De São Paulo se dirige para Santos em 5 de setembro de 1822, de onde regressou na madrugada de 7 de setembro. Encontrava-se na colina do Ipiranga, às margens de um riacho, quando foi surpreendido, pelo Major Antônio Ramos Cordeiro e por Paulo Bregaro, correio da corte, que lhes traziam noticias enviadas com urgência pelo seu primeiro ministro José Bonifácio.

D. Pedro, após tomar conhecimento dos conteúdos das cartas e das notícias trazidas pelos emissários, pronunciou as seguintes palavras: “As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e de brasileiro. Verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em diante estão quebradas as nossas relações; nada mais quero do governo português e proclamo o Brasil para sempre separado de Portugal. Independência ou Morte! ”.

A independência do Brasil foi realizada à sombra da acácia, cujas raízes prepararam o terreno para isto. A Maçonaria teve a maior parte das responsabilidades nos acontecimentos literários. Não há como negar o papel preponderante desta instituição maçônica na emancipação política do Brasil.

Desde 1815, com a fundação da Loja Maçônica “Comércio e Artes”, que daria origem as Lojas União e Tranqüilidade e Esperança de Niterói e a posterior constituição do Grande Oriente do Brasil em 17 de Junho de 1822, o ideário de independência se fazia presente entre seus membros e contagiava os brasileiros.

À frente do movimento, enérgica e vivaz, achavam-se a Maçonaria e os Maçons. Entre seus principais Obreiros, pedreiros livres, de primeira hora podemos destacar: Joaquim Gonçalves Ledo, José Bonifácio da Andrada e Silva, José Clemente Pereira, Cônego Januário da Cunha Barbosa, José Joaquim da Rocha, Padre Belchior Pinheiro de Oliveira, Felisberto Caldeira Brant, o Bispo Silva Coutinho, Jacinto Furtado de Mendonça, Martim Francisco, Monsenhor Muniz Tavares, Evaristo da Veiga dentre muitos outros.

Faz-se necessário também alçar a figura do personagem que se destacou durante todo o movimento articulado e trabalhado pela Maçonaria, o Príncipe Regente, Dom Pedro.

Iniciado Maçom na forma regular prescrita na liturgia e nos rituais maçônicos, e nesta condição de pedreiro livre no grau de Mestre Maçom, aos 24 anos de idade, proclama no 07 de setembro a nossa INDEPENDÊNCIA.

Posteriormente, no dia 04 de Outubro de 1822, D. Pedro comparece ao Grande Oriente do Brasil e toma posse no cargo de Grão-Mestre (havia sido investido no cargo de Grão Mestre no dia 14 de setembro), sendo na oportunidade aclamado Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.

Neste mesmo dia, D. Pedro oferece a Gonçalves Ledo o título de marquês da Praia Grande que é por este recusado, com a declaração de ser muito mais honroso o de brasileiro patriota e de homem de bem.

No mesmo dia, Joaquim Gonçalves Ledo, redigiu uma nota patriótica ao povo Brasileiro, a primeira divulgação, depois da independência, que dizia: “Cidadãos! A Liberdade identificou-se com o terreno; a natureza nos grita Independência; a razão nos insinua; a justiça o determina; a glória o pede; resistir-lhe é crime, hesitar é dos covardes, somos homens, somos Brasileiros. Independência ou Morte! Eis o grito de honra, eis o brado nacional…”.

A 21 de outubro, D. Pedro, Grão-Mestre, manda a Gonçalves Ledo que suspenda os trabalhos no Grande Oriente. A 25, em decreto, D. Pedro determina o encerramento das atividades maçônicas. Diversos maçons são presos. Ledo consegue fugir para a Argentina.

Em 1823, a 25 de março o Apostolado aprova o projeto da Constituição Brasileira. A 23 de julho, o Apostolado é violentamente fechado. A 20 de outubro, D. Pedro, Imperador proíbe as sociedades secretas do Brasil, sob pena de morte ou de exílio.

A 23 de novembro de 1831, o Grande Oriente do Brasil restabelece suas atividades, adormecido desde 1822, sendo reeleito José Bonifácio de Andrada e Silva para o cargo de Grão-Mestre. Nesta oportunidade é lançado um manifesto a todos os Corpos Maçônicos Regulares do mundo contendo subsídios de extraordinária importância para a História do Brasil.


ILHÉUS

Com o encontro do último sábado a Semana Maçônica foi encerrada.
As três Lojas de Ilhéus fecharam, em grande estilo o evento que, na avaliação de todos, foi coroado de êxito.

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ITACARÉ / Posse do Venerável Diomar Fundão de Barcellos
16 de Julho de 2011

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ITACARÉ / Posse do Venerável Diomar Fundão de Barcellos

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