Editoria ‘Cultura’

Atrações para toda família neste fim de semana na Casa

A programação deste fim de semana da Casa dos Artistas de Ilhéus oferece atrações para todas as idades. Nesta sexta-feira (24) às 20 horas, tem espetáculo do Grupo Vozes, de Itabuna, que traz ao Teatro Pedro Mattos a peça Berro D’Água. No sábado (25), a Cia, Boi da Cara Preta encena o musical infanto-juvenil Lendas da Lagoa Encantada, às 17 horas. E, mais tarde, às 20 horas, haverá a sessão-apresentação do Cinema Incidental.Berro D’Água faz parte do projeto Sextas de Jorge, em homenagem ao escritor grapiúna. O espetáculo mantém a ironia do romance que inspirou seu enredo: “A morte e a morte de Quinas Berro D’água”, de Jorge Amado. Adaptado em cordel por Ulisses Prudente, o texto destaca seu caráter popular. Sob a direção de Jorge Batista, a montagem mostra a energia dos personagens que rompem com valores político-sociais para afirmar os valores populares. A peça retorna à Casa dos Artistas no dia 31 deste mês.

Lendas da Lagoa Encantada apresenta os personagens que povoam o imaginário do povoado da Lagoa Encantada. Eles tentam ajudar a comunidade a se livrar do bicho Mondrongo, que ameaça a cultura popular e o meio ambiente. Além de interpretar, o elenco da Cia. Boi da Cara Preta canta, dança e executa a trilha sonora ao vivo. Texto e músicas são de Romualdo Lisboa e Elielton Cabeça e a direção de Tânia Barbosa.

O projeto Cinema Incidental segue dando novas trilhas sonoras para obras de Charles Chaplin. Enquanto o filme mudo é projetado, atrás da plateia, são construídos músicas e efeitos sonoros com instrumentos tradicionais e alternativos ao vivo. A direção do espetáculo é de Elielton Cabeça.

Assim como as demais atrações da Casa dos Artistas, os ingressos para os espetáculos são vendidos a preços populares. Para ver Berro D’Água ou Lendas da Lagoa, as entradas custam R$ 10 e R$ 5. Já os ingressos para Cinema Incidental serão vendidos a R$ 6 e R$ 3. Vale lembrar que 20% da bilheteria é destinada a estudantes de escola pública que, comprovando sua matrícula, entram gratuitamente.

Cineclube na segunda-feira

            Em agosto, o Cineclube Équio Reis celebra o centenário de Jorge Amado. Por isso, durante todo o mês, o projeto vem exibindo filmes inspirados nas obras do escritor grapiúna. Na última sessão do mês, dia 27, será projetado Tieta do Agreste, a partir das 19 horas. A classificação é de 14 anos e a entrada é franca.

 

Improviso, Oxente! discute ações para saúde nesta terça

“Ações locais para saúde” será o assunto do Improviso, Oxente! desta terça-feira (21) e a convidada será Adélia Melo. O projeto de debates começa às 19 horas, na Casa dos Artistas e continua seguindo o tema geral: “A cidade é movida pela cultura”. Em parceria com o Instituto Nossa Ilhéus, o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) convida toda sociedade para discutir projetos para diversos setores do município. A entrada é franca.

Na semana passada, o assunto do encontro foi “Uso Sustentável dos bens naturais comuns e inclusão social” e teve como convidado o professor e ambientalista Rui Rocha. A banda Dr. Imbira também abrilhantou a noite do dia 14, intercalando as colocações do especialista e intervenções do público com rock e blues de qualidade.

Rui Rocha começou sua fala questionando o público sobre a relação entre problemas sociais e o uso dos bens comuns. Segundo ele, pensar nas questões ambientais não se restringe a proteger reservas naturais, mas também é uma questão de ética e princípios. Em suas palavras, todo processo de ocupação e desenvolvimento de um local precisa levar em conta o meio ambiente, uma vez que, comprometendo os bens naturais, toda região é afetada.

De acordo com o professor, assim como o planeta inteiro, a região sul da Bahia é movida pelo meio ambiente. “O cultivo do cacau precisa do clima ideal, o turismo está relacionado com as praias, bem como outros atrativos naturais”, explicou. Ele ainda complementou que a pesca é uma atividade econômica importante, já que peixes e mariscos são alimentos bastante consumidos por nativos e turistas.

Para o ambientalista, até mesmo o sucesso para a construção do polo de informática em Ilhéus foi influenciado pelos atrativos naturais da região. “Além dos incentivos fiscais, o fato de Ilhéus ter um clima agradável, ser litorânea e oferecer uma melhor qualidade de vida atrai pessoas interessadas em viver e investir na cidade”, colocou.

Outro ponto levantado por Rui Rocha foi a distribuição de renda. “A maioria dos trabalhadores rurais, que produz o cacau fino vendido para grandes indústrias de chocolate, e os pescadores vivem em situação miserável. Eles são a base de atividades econômicas importantes. Por isso é preciso repensar como está sendo redistribuída a riqueza”, disse.
Ao final desta edição do Improviso, Oxente!, em setembro, as propostas abordadas serão incluídas em um livro publicado pela Mondrongo, editora do TPI. A obra será entregue ao prefeito eleito como sugestões para seu projeto de governo. “É necessária a participação de representantes de diversos segmentos sociais. Para que cada um dê sua contribuição ao longo das discussões”, declarou o diretor do Teatro Popular de Ilhéus, Romualdo Lisboa.

Convite: Exposição Ateliê Karine Lopes

O Ateliê Karine Lopes tem o prazer de convidá-lo (a) para prestigiar nossa segunda Exposição a ser realizada no TEATRO MUNICIPAL DE ILHÉUS, com coquetel de abertura dia 16 de agosto de 2012, às 18 h.

Na ocasião V. Sa. Poderá conhecer nossa coleção, que vem integrar-se às novas tendências de mercado, associando tecnologia e pinceladas precisas.

A Exposição ficará em cartaz até 30 de agosto do corrente ano.

Contamos com sua presença.

Cordialmente,

Ateliê Karine Lopes

Programação centenário de Jorge Amado – ALITA


Para vver em TELA CHEIA clique onde estão as 4 setinhas (lado direito).

Concurso Reinvente Jorge Amado premia vencedores

No último sábado, dia nacional do estudante, foram premiados os vencedores do Concurso Cultural Reinvente Jorge Amado. Depois de passarem por uma pré-seleção, sob a responsabilidade de Cristiane Santana, Vitor Aziz, André Luiz Rosa Ribeiro e Emerson Araújo, os 15 finalistas tiveram a oportunidade de defender seus trabalhos para um júri emérito composto pela família Amado: João Jorge Amado, Maria João Amado e João Amado Filho; por Cláudia Benvenuti, da Sky Brasil; Elena Beliakova, tradutora russa da obra de Jorge Amado e Márcia Tude, curadora da Feira Literária Ler Amado. Ao final, nove premiados sagraram-se vencedores.

Na categoria Imagem, Milena Nascimento Almeida, do Colégio São Jorge dos Ilhéus, ficou em primeiro lugar, com o trabalho “Salve Jorge Amado;” em segundo lugar, Larissa Araújo Macena, do IME, com o título “Amadolândia” e em terceiro lugar, William Santos Simões, do Centro de Educação Criativa, com a ilustração “Amado Jorge da Bahia”.

Na categoria Texto, foram vencedores: Junio Santos Gomes, do Colégio Estadual do Salobrinho, em primeiro lugar, com o texto “O real sentido da vida quem me deu foi Jorge”; Mariana Barreto de Oliveira, do Colégio Impacto, ficou na segunda posição, com o texto “Jorge Amado no século XXI” e Lavínia dos Santos Pereira, também do Colégio Impacto, ficou na terceira posição com o texto “Um herói Amado”.

Na categoria Audiovisual, Brice Rodut, do Colégio Ideal, alcançou a primeira posição com o vídeo “O meu encontro com Jorge Amado”; Vitor Steiner Corso ficou em segundo lugar com o vídeo “Jorge, Amado Grapiúna” e Caroline Hala, do Instituto de Ensino Joana D´arc, ficou em terceiro lugar com o vídeo “Mar Morto”.

O primeiro lugar de cada categoria receberá R$ 1.000,00, 01 ano de assinatura Sky Fit gratuito e um kit de livros do escritor Jorge Amado; o segundo lugar: R$ 600,00 e 1 kit de livros do autor Jorge Amado e em terceiro lugar: R$ 400,00 e mais 1 kit do escritor Jorge Amado.

As professoras que orientaram os trabalhos vencedores do primeiro lugar: Edna Serpa, Alyne Martins Gomes e Flávia Briglia receberão, cada uma, Certificado e Kit do autor Jorge Amado e as Instituições de Ensino dos primeiros lugares: Colégio São Jorge, Colégio Estadual do Salobrinho e Colégio Ideal receberão Certificado e Kit Jorge Amado.

O Concurso Cultural Reinvente Jorge Amado foi uma promoção da Fundação Cultural de Ilhéus, Prefeitura Municipal e Sky Brasil, com apoio da Editora Companhia das Letras.

Chega a Ilhéus a Comédia Casar pra Quê ?

*5 anos em cartaz, mais de 600 mil espectadores, sucesso de crítica e público. É preciso dizer mais?

*Sim, é preciso… Novos quadros e nova direção. Quem assina a nova direção é o consagrado ator e comediante Eri Johnson, que garante mais de uma hora de gargalhada!

*Você não pode perder!!!

CASAR PRA QUÊ?

Dividir a vida com alguém não é tarefa nada fácil, mas pode ser muito divertido, principalmente quando marido e mulher vivem um descompasso entre aquilo que pensam e o que querem. A peça Casar pra quê? trata com muito bom humor dessas diferenças vividas dentro de um casamento em que, mesmo com tantas arestas, é feito de muito amor.
Em cartaz desde 2007, o espetáculo já foi assistido por mais de 600 mil espectadores.

A peça “Casar pra quê?” é uma comédia romântica que nasceu da vontade do ator e autor Alessandro Anes de levar para os palcos um espetáculo onde a comunicação com a platéia fosse feita de maneira intimista e divertida. Assim, começou a observar trechos de conversas de bar, papos pelos corredores, e foi colecionando pérolas do complicado relacionamento entre homens e mulheres. Fez então uma seleção do que considerou o mais absurdo, o mais engraçado e quando viu, tinha pronta a história de um casal que representa todos os outros: ela vendo a vida de um jeito que para ele é totalmente maluco e ele querendo curtir de uma forma que para ela é inadmissível! E o mais louco de tudo: ela é louquinha por ele, e ele não vive sem ela!
Ela gosta de ir ao shopping, falar horas com as amigas no telefone e não perde um capítulo da novela. Ele não dispensa um futebol com a galera, uma cerveja gelada e claro, adora falar mal da sogra! Situações como essas fazem parte da vida de todo casal, e é mostrada por esses dois jovens – hilário casal. O que é mais incrível é que esses dois não se largam.
Assim, “Casar pra quê?” chega aos palcos mostrando e comentando com a platéia, as delícias e os horrores de um casamento feliz – com muito bom-humor!


Dias 25 e 26 de agosto
Teatro Municipal de Ilhéus
Hora : sábado ás 21h e domingo ás 20h30.

Texto: Alessandro Anes
Elenco: Viviane Victorette e Alessandro Anes
DIREÇÃO: Eri Johnson
Produção: Rodrigo Cardoso
Genero: Comédia Romântica
CLASSIFICAÇÃO: 14 anos
DURAÇÃO: 70 minutos

Produção e realização local : Well Perelo Produções artísticas .
Ingressos R$ 40,00 Inteira e R$ 20,00 Meia .
Pontos de vendas : Stand do carioca  e Bilheteria do teatro

Well Perelo
Produções artisticas .

O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá

No centenário de Jorge Amado, a Companhia Ilheense de Teatro apresenta  entre os dias 18 e 19 de agosto, no Teatro Municipal de Ilhéus, o espetáculo “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”.

O espetáculo é baseado na obra de Jorge Amado, um livro infanto-juvenil que foi escrito para seu filho João Jorge, no seu primeiro aniversário; adaptado por Cristina Barretto. “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” é na verdade uma história sobre o amor impossível de um gato solitário, bravo e mal-humorado por uma jovem, gentil e bela andorinha. A fábula se desenrola no parque e tem como testemunhas um variado grupo de animais com suas características “tão humanas”.
Data: 18 e 19 de agosto (sábado e domingo)

Local: Teatro Municipal de Ilhéus

Horário: 18:00hs

Texto original: Jorge Amado

Direção, produção e adaptação de texto: Cristina Barretto

Ingresso: R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia)

Improviso, Oxente! discute inclusão social nesta terça

“Inclusão Social – do local para o global” será o assunto do Improviso, Oxente! desta terça-feira (14). A partir das 19 horas, o projeto de debates recebe o professor e ambientalista Rui Rocha.  Com o tema geral: “A cidade é movida pela cultura”, esta edição é produto da parceria entre o Teatro Popular de Ilhéus (TPI) e o Instituto Nossa Ilhéus, que deseja construir um projeto para o município com a sociedade em geral. “O resultado das discussões será transformado em um livro, que será entregue ao prefeito eleito”, informou o diretor do TPI, Romualdo Lisboa. A entrada é franca.

             No último encontro do Improviso, Oxente!, o assunto da discussão foi “Uso Sustentável dos bens naturais comuns” e o especialista convidado foi o professor José Adolfo. Ele usou como base para sua fala o artigo “A tragédia dos bens comuns”, escrito pelo ecologista norte-americano Garret Hardin, em 1968.  José Adolfo falou sobre o conflito entre interesses individuais e o bem comum no uso de recursos não renováveis.

De acordo com o professor, em pouco mais de 100 anos, a população mundial cresceu sete vezes, enquanto os recursos naturais continuam os mesmos. “O uso de energia foi multiplicado por 10. Por isso, hoje temos graves problemas de água, espaço e qualidade do ar. Precisamos pensar em novas formas de gestão coletiva, pois temos a qualidade de nossa sobrevivência ameaçada”, destacou José Adolfo, cuja formação acadêmica é na área de Engenharia Agrícola.

Para o convidado do último Improviso, Oxente!, o nível de crescimento populacional de Ilhéus está no limite para se tornar insustentável. O desmatamento para a ocupação de novas áreas e o povoamento das encostas podem causar grandes desastres naturais que atingirão as pessoas diretamente. “A tendência é que as mudanças climáticas serão ainda mais extremas, com longos períodos de seca e chuva. Se Ilhéus enfrentar uma grande chuva, a tendência é que os morros desabem como vem acontecendo no Rio de Janeiro”, disse.

José Adolfo concluiu sua fala explicando que é possível controlar a degradação dos bens naturais aliado ao desenvolvimento socioeconômico. “A sociedade deve assumir o controle do uso dos bens comuns. Se esperar apenas pelo poder público não resolve, pois as administrações mudam e suas prioridades também”, afirmou.

O Amigo Jorge Amado

Por  Cyro de Mattos

Cyro de Mattos

Conheci Jorge Amado nos idos de l959, em tarde de  autógrafos, na  antiga Livraria Civilização Brasileira, da rua Chile, Salvador. Na fila enorme dos que aguardavam a sua vez para receberem o autógrafo, eu, moço do interior, estudante da Faculdade de Direito. Estava nervoso. Vivia a expectativa de ver de perto o consagrado romancista baiano pela primeira vez. Quando chegou o momento de receber o  autógrafo de Jorge, aproximei-me com o exemplar de Gabriela cravo e canela. E, timidamente, disse-lhe  que  era  grapiúna,  como ele vinha das terras ricas do cacau no sul da Bahia. No mesmo instante da revelação do lugar de nascimento,  fez-se num  rosto largo e manso o sorriso alegre de quem acabava de ouvir algo que lhe tocava o coração. Com que prazer o autor de  Gabriela cravo e canela  assinalou no livro ser  também grapiúna, das terras de Itabuna, das ricas plantações de cacau, do território onde uma saga havia sido forjada por homens rústicos  com suor, cobiça e morte.  Fazia assim com que eu sorrisse um  belo sorriso e amasse ainda mais as minhas raízes grapiúnas.

Seguia no rio da vida  e, em 1966, já no Rio de Janeiro,  publicava meu primeiro livro,  pequeno volume de contos, hoje riscado de minha  produção por ter envelhecido  o texto rápido. Enviei o pequeno volume a Jorge Amado, seguindo conselho de um companheiro de geração, mas não esperando que viesse alguma opinião do autor de Terras do sem fim sobre o meu livro de estreia. Qual não foi a minha grata surpresa depois, por ver em curto espaço de tempo um livro de autor desconhecido  ser apresentado à  Academia Brasileira de Letras com palavras favoráveis do admirável romancista Jorge Amado.

Outros livros meus vieram e foram merecedores de artigos com elogio por parte  de Jorge Amado. Não deixavam de ser opiniões sob a ótica impressionista,  mas  espontâneas,  o que interessava. Verdadeiras, simples e profundas, abonadas com a  sensibilidade de quem mais  conhece os caminhos do fazer literário na recriação da vida. E mais: ele  publicava os artigos que escrevia sobre aqueles livros em jornais importantes como A Tarde, Jornal de Letras (Rio), do saudoso Elysio Condé, Jornal do Comércio (Rio) e Suplemento Literário de Minas Gerais.

•| MATÉRIA COMPLETA »

Ditadura Vargas incinerou em praça pública 1.640 livros de Jorge Amado

Em novembro de 1937, militares baianos queimaram, a mando de Getúlio Vargas, centenas de livros de Jorge Amado onde hoje é a Praça Cayru, na Avenida Contorno

Foto: Reprodução

Jorge Ramos*
Especial para o CORREIO

Perplexas, centenas de pessoas se aglomeraram em frente à Escola de Aprendizes de Marinheiros, em Salvador, no fim da tarde daquela sexta-feira – 19 de novembro de 1937 –  para assistir a um espetáculo inusitado. Em frente ao que hoje é a sede do Segundo Distrito Naval, na Avenida Contorno, uma grande fogueira de livros ardia,  grossos rolos de fumaça escureciam o céu e um forte cheiro de papel queimado se espalhava pelas imediações da parte baixa do Elevador Lacerda e atingia até mesmo a parte alta, a Praça Municipal, a Rua Chile e a Praça da Sé.

Não era um incêndio comum, mas a queima de 1.827 livros considerados “propagandistas do credo vermelho”, como eram chamados pelos militares que, nos dias anteriores, tinham percorrido as livrarias da cidade e apreendido quantos exemplares encontraram. Entre os livros que viraram cinzas naquela tórrida tarde primaveril em Salvador, 1.694 – mais de 90% – eram de autoria de um  jovem  jornalista e escritor baiano:  Jorge Amado.

Os militares baianos cumpriam ordens do interventor recém-nomeado para a Bahia, o coronel Antônio Fernandes Dantas, comandante da VI Região Militar. O episódio gerou curiosamente uma ata, que foi publicada quase um mês depois da fogueira literária pelo jornal Estado da Bahia, de propriedade dos Diários Associados, do magnata da imprensa Assis Chateubriand. O documento (veja reprodução ao lado) serve para demonstrar o quanto havia de intolerância e forte tensão naqueles anos que antecederam a eclosão da Segunda Guerra Mundial. Sob a lupa da repressão estavam os ideais do jovem Jorge.

Oprimidos
Então com 25 anos, ele já conquistara notoriedade como autor de uma temática fortemente social, de   romances considerados “proletários”. Jorge Amado expunha as mazelas do capitalismo, a exploração do trabalho pelo capital e a luta de classes, dissecados em meio a uma saborosa prosa de feição modernista, nas quais exaltava, ao mesmo tempo, a sensualidade do povo baiano, suas crenças e tradições, o folclore e a cultura popular.

Jorge Amado começava a se destacar internacionalmente com a tradução de seus livros, inicialmente para países da América Latina. E era, justamente por isso, um dos mais visados entre os intelectuais brasileiros.  Esquerdista,
ele já tinha sido preso no ano anterior pela polícia política de Getúlio Vargas, na repressão que se seguiu à Intentona Comunista, levante militar promovido pelo proscrito Partido Comunista Brasileiro (PCB) no Rio de Janeiro, antecedido por iguais sedições em Natal e Recife, movimentos revoltosos duramente reprimidos.

Colegas
Além dos militantes comunistas, passaram a ser perseguidos na época muitos jornalistas e escritores, poetas e artistas engajados na oposição a Getúlio Vargas, fossem ou não filiados ao  PCB.  Exemplo de José Lins do Rego, escritor paraibano que não era comunista, e até nutria simpatias pelo integralismo, mas teve vários de seus livros, como Menino de Engenho, arrastados para a fogueira.

Além de Jorge Amado, foram presos naquele ano o líder do PCB, Luiz Carlos Prestes, e a mulher dele, Olga Benário, o militar Agildo Barata, o jornalista Aparício Torelly (o “Barão de Itararé”), o advogado Hermes Lima e o escritor Graciliano Ramos, que retratou magistralmente a saga que vivera no clássico Memórias do Cárcere, onde está uma frase lapidar, que simboliza o eterno conflito entre a liberdade intelectual e o poder discricionário: “Começamos oprimidos pela sintaxe e acabamos às voltas com a Delegacia de Ordem Política e Social”.

Censura

•| MATÉRIA COMPLETA »

Jorge Amado

Família Caymmi canta em homenagem a Jorge Amado

Da redação

Lívio Campos | Divulgação

  • Danilo, Nana e Dori vão se apresentar em Ilhéus, com transmisão da TVE

Sábado, a partir das 22h, a TVE transmite, direto da Praça da Catedral de Ilhéus, o show da família Caymmi em homenagem a Jorge  Amado. O autor baiano tinha vínculos
estreitos com a família iniciados através da amizade entre ele e o compositor e patriarca Dorival Caymmi.

Os filhos do músico mantêm o vinculo com os Amados e prestam esta homenagem ao amigo do pai. Tanto o escritor quanto o músico têm como marca das suas obras o registro da identidade cultural do litoral baiano.

No A TARDE ON LINE

http://atarde.uol.com.br/cultura/materias/1446087-familia-caymmi-canta-em-homenagem-a-jorge-amado

SEXTAS DE JORGE NA CASA DOS ARTISTAS

DAS MATAS AO PROGRESSO “UM ESPETÁCULO DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS”
Dia 10 /08 | sex | 20h | R$ 10 e 5

Inspirado em personagens jorgeamadianos de Terras dos Sem Fim e Gabriela Cravo e Canela, O Grupo Teatral Maktub transporta os expectadores para a Ilhéus de 1925, recriando a atmosfera da época. Em meio a coronéis, beatas, trabalhadores cantadores das roças de cacau, Maria Machadão e suas “meninas”, é contada a história da sociedade do auge do cacau até o seu declínio. Com texto e direção de Fábio Nascimento e no elenco: Magaly Viana, Genícia Barbosa, Maria Cândida, Geisa Pena, Fábio Nascimento, Participação especial: Marcio Messias, Ed Paixão, Wallace Reys.

FUNDACI realizada Campanha“O Amado e Eu”

       Em comemoraçãoao Centenário do escritor Jorge Amado, a Fundação Cultural de Ilhéus(FUNDACI) está realizando a Campanha “O Amado e Eu”.  A pessoa que tiver uma foto com o memorável Amado Jorge, deverá enviar o arquivo para o e-mail: projetojorge.eu@gmail.com, até o próximo sábado (11/08).  A ideia é criar um acervo fotográfico dos amigos, conhecidos e fãs do escritor ilheense. O acervo fotográfico ficará exposto durante o mês de agosto no Teatro Municipal de Ilhéus.

De acordo com o Presidente da FUNDACI ,Mauricio Corso, o espaço será aberto para aqueles que de algum modo fizeram parte da vida de Amado, “Vamos criar uma “Janela da Vida”, misturando história e memória de Jorge e amigos, onde todos os personagens são reais”. Mais informações entre em contato com a FUNDACI, pelo telefone (73) 3634-8986, ou e-mail: fundaci.ilheus@gmail.com

Atc,
 
Meire Borges
Jornalista/ Assessora de Imprensa

Teatro, cinema e música na Casa dos Artistas de Ilhéus

A programação deste final de semana da Casa dos Artistas de Ilhéus está recheada de teatro, cinema e música. Nesta sexta-feira (10) às 20 horas, tem o projeto Sextas de Jorge com o Grupo Teatral Maktub apresentando Das Matas ao Progresso. No sábado (11), a Cia, Boi da Cara Preta encena o musical infanto-juvenil Lendas da Lagoa Encantada, às 17 horas. E, mais tarde, às 20 horas, tem a sessão-apresentação do Cinema Incidental.Das Matas ao Progresso faz parte do projeto Sextas de Jorge, em homenagem ao escritor grapiúna. Inspirada em romances amadianos, a peça é uma contação de histórias sobre a sociedade ilheense do auge ao declínio do cacau. Entre os personagens estão Maria Machadão e suas meninas, coronéis do cacau, trabalhadores de roça e beatas. A direção é assinada por Fábio Nascimento.

Lendas da Lagoa Encantada apresenta os personagens folclóricos do povoado da Lagoa Encantada tentando ajudar a comunidade para protegê-la do bicho Mondrongo. Além de interpretar, o elenco da Cia. Boi da Cara Preta canta, dança e executa a trilha sonora ao vivo. Texto e músicas são de Romualdo Lisboa e Elielton Cabeça e a direção de Tânia Barbosa.

E o projeto Cinema Incidental estreou no mês passado, caiu no gosto do público e continua na programação, dando novas trilhas sonoras para obras de Charles Chaplin. Enquanto o filme mudo é projetado na tela, atrás da plateia, os músicos Elielton Cabeça e Pablo Lisboa constroem músicas e efeitos sonoras com instrumentos tradicionais e alternativos. A direção do espetáculo é de Elielton Cabeça.

Assim como as demais atrações da Casa dos Artistas, os ingressos para os espetáculos são vendidos a preços populares. Para ver Das Matas ao Progresso ou Lendas da Lagoa, as entradas custas R$ 10 e R$ 5. Os ingressos para Cinema Incidental custam R$ 6 e R$ 3. Vale lembrar que 20% da bilheteria é dedicada para estu dantes de escola pública que, comprovando sua matrícula, têm entrada franca.

Cineclube na segunda-feira

            Em agosto, o Cineclube Équio Reis acontece toda segunda-feira às 19 horas. Como neste mês é comemorado o centenário de Jorge Amado, o projeto está exibindo filmes inspirados nas obras do escritor. Na próxima sessão, dia 13, será projetado Quincas Berro D’Água. A classificação é de 14 anos e a entrada é gratuita.

Coração de eterno flerte

Por Mariana Kaoos

“A benção a Caetano, meu irmão, mestre do meu barco. Você que confiou à minha voz sua primeira canção…”

Caetano Veloso/ Foto: Divulgação

Essa é uma das tantas falas emocionadas da cantora Maria Bethânia no seu DVD chamado “Tempo Tempo Tempo Tempo”, em que ela faz uma homenagem aos seus 40 anos de carreira. A música em questão se refere à “De Manhã”, primeira composição do artista Caetano Veloso e lançada logo no início da década de 1960 na voz da irmã. Nessa gravação específica, a melodia toma espaço como plano de fundo. A voz rasgada de Bethânia ecoa por toda a canção rememorando o real significado de suas palavras. É realmente possível imaginar o cenário da música, bem como sentir parte de todos aqueles sentimentos que, supostamente, estiverem presentes na sua criação.

Meio que como num encaixe de coincidências, no último domingo, cinco de agosto, Caetano Veloso cita, em sua coluna semanal para o jornal O Globo, justamente a música “De manhã”. Ao analisar o novo disco de Tom Zé, o “Tropicália Lixo Lógico”, ele traça para si mesmo um paralelo entre a tropicália e seus desejos, condutas e escolhas perante o movimento. Nessa coluna ele afirmou que “Quando compus ‘De Manhã’, embora me tivesse deixado levar pelo modalismo nordestino (tão em moda sobretudo por causa de Edu Lobo), eu mais resignei-me a aceitar essa tendência do que a achei dentro de mim. Ao contrário, eu queria poder ter feito algo que mantivesse a natureza do samba de roda, nunca modal, sempre pensado em termos de tônica/dominante/subdominante”. No fim, deixa-se confessar, “o modalismo de ‘De Manhã’ me aparece mais entranhado do que eu supunha. E eu o encontro mais próximo da Tropicália do que sempre cri”.

Quarenta e sete anos após a primeira gravação de “De Manhã” (a primeira foi em 1965), foi a vez Marcelo Camelo dar a sua interpretação para a música. Utilizando-se bastante de instrumentos de sopro, a versão do ex Los Hermanos para “De manhã” traz uma nova roupagem para os sentimentos que circundam a composição. Talvez melancolia. A música acabou se tornando muito intimista, com características peculiares do músico, como a entonação da voz e a presença marcante do baixo. Na verdade, a iniciativa de Camelo de regravar a canção partiu do projeto do disco tributo em homenagem aos 70 anos de Caetano Veloso. O tributo, que será lançado hoje, no dia do aniversário do artista, conta com a participação de músicos de todo o mundo, como, por exemplo, o grupo Magic Numbers que interpretou “You don’t know me”, faixa de abertura do disco “Transa”, de 1972 e a americana Chrissie Hynde, que junto com Domênico, Lancelotti, Kassin e Moreno Veloso, traz uma nova versão para “The Empty Boat”, lançada originalmente no disco “Caetano Veloso”, de 1969.

Outros astros lhes são guia

•| MATÉRIA COMPLETA »

“Capitães do Morro” em cartaz hoje e amanhã no Teatro Municipal

Clique para AMPLIAR.

O espetáculo teatral “Capitães do Morro”, direção e dramaturgia de Pawlo Cidade, volta ao palco do Teatro Municipal de Ilhéus em uma nova temporada, na semana do centenário de Jorge Amado. As apresentações serão hoje e amanhã (06 e 07), com duas sessões por dia: 15:30h e 20h. A entrada custará R$ 10,00/R$ 5,00. A classificação é de 12 anos.

No palco, 14 atores dão vida à história do garoto Binho que, após ter a mãe assassinada, toma o morro comandado pelo traficante Cabeção e se envolve no crime. “Toda escolha tem seu preço. Todo fim tem um novo começo” é o bordão que reflete como esse psicodrama é apresentado, em um texto não linear, e que surpreende o público, fazendo-o descobrir a trama a cada cena.

O elenco “Capitães do Morro” é composto por: Germano Lopes, Andréa Bandeira, Ruy Penalva, Val Kakau, Roma Góis, Maurício Lima, Beto Santana, Ricardo Rodrigues, Rafael Kau, Hilton Divino, Jorge Hatus, Léia Raquel, Laiane Vitória e Paula Cristina.

Esta é a trigésima montagem de Pawlo Cidade. A produção é de Viviane Siqueira. O espetáculo foi selecionado na demanda espontânea do Fundo de Cultura do Estado da Bahia, Secretaria de Cultura do Estado, Secretaria da Fazenda e Governo do Estado da Bahia.

Toda a trajetória desta montagem está no site: http://www.capitaesdomorro.blogspot.com.br e no Facebook: www.facebook.com/CapitaesDoMorro.

 —

Ascom: Tacila Mendes

Festival Amar Amado segue em grande ritmo

A programação do Festival Amar Amado, em comemoração ao “Centenário” do escritor Jorge Amado vem enchendo os olhos de críticos literários, artistas, estudantes e comunidade. Neste terceiro dia de Festival, o público pode conferir muitas atrações, entre elas o Sarau, debates literários e shows com artistas locais. O acesso a programação é gratuito.

Durante a manhã, foi aberta ao público, no Centro de Convenções, a Feira Literária “Ler Amado”, onde ocorreu o lançamento do livro “Maricota e as Formigas” e atividades com “A bola e o Goleiro” de Jorge Amado. No período da tarde, (15h), será realizada a apresentação do Espetáculo Teatral, “Capitães do Morro”, no Teatro Municipal de Ilhéus. Logo após, ás 16h, acontecerá o Sarau com Robson Carvalho, no Coreto Sky, na Praça do Teatro Municipal.

Há noite, ainda na Feira Literária, haverá o show da Banda Mendigos Blues, apresentação Gustavo Felicíssimo. Para finalizar o terceiro dia do Festival Amar Amado, será realizada uma Mesa Redonda discutindo o Tema “Os coronéis na obra de Jorge Amado e a Poesia Reunida de Florisvaldo Matos”, com Maria Luiza Heine e Florisvaldo Matos. O Festival Amar Amado é uma promoção da Prefeitura Municipal de Ilhéus, Fundação Cultural, em parceria com a empresa Maná Produções.


Meire Borges
Assessora de Imprensa

Concurso Cultural Reinvente Jorge Amado premia finalistas no próximo sábado

Finalistas do Concurso Cultural Reinvente Jorge Amado apresentarão seus trabalhos no próximo sábado (11), às 15 horas, no Centro de Convenções Luís Eduardo Magalhães, quando serão julgados e premiados pelo júri emérito.

O concurso, realizado pela Fundação Cultural de Ilhéus (FUNDACI), através da parceria firmada com a Sky Brasil e a Editora Companhia das Letras, tem o objetivo de promover a aprendizagem a partir da reflexão e interpretação criativa sobre a vida e obra de Jorge Amado. Participaram do concurso estudantes do ensino fundamental de instituições de ensino do Município de Ilhéus, que concorreram nas categorias audiovisual, texto e imagem. Além dos kits de livros de Jorge Amado para os três últimos finalistas, o primeiro colocado será premiado com mil reais e assinatura Sky FIT por um ano, o segundo colocado com seiscentos reais e terceiro colocado com quatrocentos reais.

A lista do júri de pré-seleção foi composta por Cristiane Santanna e Vitoz Aziz, da Nuproart, Emerson Silva e José Delmo, artistas plásticos e André Luiz Rosa Ribeiro, Membro da Academia de Letras de Ilhéus.

FUNDAÇÃO CULTURAL DE ILHÉUS

PORTARIA Nº 41/2012

O PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO CULTURAL DE ILHÉUS, no uso de suas atribuições,

RESOLVE

Art. 1º. Divulgar a lista dos trabalhos finalistas do Concurso Reinvente Jorge Amado:


Art. 2º. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º. Revogam-se as disposições em contrário.

Ilhéus, 03 de agosto de 2012.

Maurício Corso

Presidente

Casa dos Artistas de Ilhéus comanda Terreiro da Poesia na Feira Literária

Música, poesia, cordel e repente. Tudo misturado harmonicamente no Terreiro da Poesia, espaço na Feira Literária de Ilhéus. As atividades estarão sob o comando da Casa dos Artistas e serão conduzidas por Gustavo Felicíssimo. A partir de domingo (05), no Centro de Convenções, o público poderá experimentar, gratuitamente, novas experiências com as artes. A abertura será às 18 horas com a poetisa Daniela Galdino e participação da banda Manzuá.

Até o dia 11, entre as 18 e 19h30min, o espaço receberá um poeta e uma banda regional. A programação do Terreiro da Poesia segue no dia 06 com George Pellegrini e Mendigos Blues. No dia 07, será a vez de Rubem Garcia e Herculano Assis acompanhados de Infected Minds. No dia 08, tem Heitor Brasileiro e Chorinho Brasil, apresentados por Daniela Galdino. No dia 09, o poeta Piligra e a banda Improviso Nordestino estarão no espaço. No dia 10, Gustavo Felicíssimo e a banda Entropia são os convidados. E, no dia 11, as poetisas Rita Santana e Tina Tude estarão acompanhadas pelo Dilazenze, apresentados por Daniela Galdino e Márcia Tude.

Para o curador, o Terreiro da Poesia será uma inovação. “Será construído um ambiente descontraído e inovador para aproximar o público dos artistas”, explicou Felicíssimo. Haverá uma programação extra no último dia de atividades, às 16 horas, com a presença do repentista Azulão Baiano e dos cordelistas Gilton Thomaz e Janete Lainha.

No Terreiro da Poesia, o público poderá conferir ainda obras da editora Mondrongo, que pertence ao Teatro Popular de Ilhéus, grupo que administra a Casa dos Artistas. “Teodorico Majestade e o Inspetor Geral”, de Romualdo Lisboa foi o primeiro livro da empresa publicadora, lançado em setembro de 2011. Até o momento, a Mondrongo já editou 13 livros de autores regionais, sendo “Os peixes e os frutos do mar à mesa”, de Antônio Olímpio, o mais recente.

Terreiro da Poesia

Jorge Amado: registros de uma vida.

por Ana Virgínia Sant’Ana

O Museu da Piedade, celebrando o centenário do amigo e escritor Jorge Amado, expõe parte da sua trajetória de vida através de registros em jornais e revistas das décadas de 1960 a 1990, além de correspondência inédita: cartas trocadas com o amigo Raymundo Sá Barreto. Cartas, cartões em datas comemorativas, cartões-postais de diversas partes do mundo, onde iam, Jorge Amado e Zélia Gattai, nunca esqueciam os amigos e fiéis companheiros de boas horas, comida farta e muita, muita conversa, histórias e ‘causos’.

Piedade

Cumprindo o seu papel disseminador de cultura e arte, o Museu da Piedade tem a responsabilidade de transmitir o legado da Educação Patrimonial à região. Mantenedor de uma exposição de longa duração, mobiliário e arte sacra do início do século XX, o Museu dinamiza suas ações realizando Mostras de curta duração, mas nem por isso de menor importância para a transmissão da história regional,  revitalizando  a memória e a identidade do homem sul-baiano.

Especialmente em agosto, ao celebrar o centenário do nascimento de Jorge Amado,  a Exposição “Jorge Amado: registros de uma vida.”, revela ao público documentos pela primeira vez expostos, como a certidão de nascimento do  escritor. “Aguçar a curiosidade dos estudantes e público visitante é o nosso maior objetivo. Poder compartilhar  cartas que revelam um Jorge por trás dos bastidores, um pouco da sua vida pessoal, das suas relações mais íntimas com ilheenses natos é muito gratificante e permite transmitir aos mais novos parte da nossa história” é o que afirma a curadora da Exposição, Anarleide Menezes.  “Essas cartas estão sob a guarda de Raymundo Sá Barreto Neto, que ora inicia o trabalho de coleta e catalogação desse rico material, o qual exposto pela primeira vez.  Também integra a Exposição parte do acervo documental do Professor Ramayana Vargens referente à trajetória de vida do autor que descreveu o sul da Bahia e encantou o mundo” completa a curadora..

Vale a pena conferir!

Abertura: 03 de agosto de 2012 às 17h

Duração: De 04 a 30 de agosto de 2012. Das 8 às 18h

Para grupos, agendamos horário pelo e-mail museu@piedade.org.br

Local: Museu da Piedade

Entrada Franca

Páginas: Anteriores 1 2 3 ... 14 15 16 17 18 19 20 ... 30 31 32 Próximas