Girando




Busca por Data
novembro 2017
D S T Q Q S S
« set    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Editoria ‘Falaê’

Causas e riscos do aborto de repetição

Quadro é definido quando a mulher sofre três ou mais perdas com menos de 20 semanas de gestação

O sonho da maternidade pode ser um pouco mais desafiador para algumas mulheres. Pesquisas indicam que de 15% a 20% das gestações não evoluem, ou seja, terminam em abortos nos primeiros três meses de gravidez. Apesar de, na maioria das vezes, a interrupção da gravidez ser tratada com um fato natural, para alguns casais o quadro torna-se rotineiro, gerando o aborto de repetição.

De acordo com Renato de Oliveira, ginecologista responsável pela área de reprodução humana da Criogênesis, dos casais em idade fértil, 2% a 5% sofrem abortos de repetição, que se caracterizam pela perda recorrente da gestação antes de 20 semanas. “Um quadro de abortamento espontâneo é caracterizado quando ocorre uma perda gestacional de forma espontânea até a 20ª a 22ª semana de gravidez ou quando ocorre a perda de um feto com peso menor do que 500 gramas. Já abortos de repetição são casos em que ocorreram três abortos consecutivos ou, para alguns pesquisadores, quando houve duas ou mais perdas gestacionais logo no início da gravidez, antes da 22ª semana”.

O especialista ainda ressalta que os abortos ocorrem devido a seis fatores básicos, atuando isolados ou em conjunto. Dentre as alterações estão:

•| MATÉRIA COMPLETA »

Setur apresenta prioridades para expansão do turismo na Costa dos Coqueiros

Reunião Fórum Estadual de Turismo_Foto Tatiana Azeviche Setur

Estratégias e ações prioritárias previstas no Plano de Desenvolvimento Integrado do Turismo Sustentável (PDITS) – proposto pela Secretaria do Turismo da Bahia (Setur) para a Costa dos Coqueiros – foram discutidas, nesta sexta-feira (4), durante a 43ª reunião do Fórum Estadual do Turismo, realizada no auditório da Procuradoria Geral do Estado, no Centro Administrativo.

Líderes do setor, empresários e gestores discutiram o plano estratégico elaborado pela Setur para atender à região que abrange os municípios de Camaçari, Mata de São João, Lauro de Freitas, Conde, Entre Rios, Esplanada, Itanagra e Jandaíra. Esta zona turística registrou 1,4 milhão de visitantes em 2016.

•| MATÉRIA COMPLETA »

REFLEXÃO DE BOA VONTADE

Paiva Netto

Paiva Netto

Milagres socioespirituais de Jesus Jesus, sendo o Supremo Governante do planeta Terra, em Sua Primeira Vinda Visível a este orbe, realizou também verdadeiros milagres socioespirituais. E ampliou o nosso olhar sobre a Religião, que, além do forte acolhimento espiritual, igualmente é, por isso mesmo, todo o tempo que for necessário,Altruísmo, Solidariedade, Generosidade“socorrer as viúvas”, provendo-as de proteção social; “amparar os órfãos”, garantindo-lhes educação e desenvolvimento social, de forma que lhes assegure um futuro ético e consequentemente digno; “vestir os nus e alimentar os famintos”, proporcionando-lhes trabalho honesto, para a obtenção de seu sustento; “curar os enfermos”, dando-lhes acesso a hospitais de qualidade e médicos preparados, não apenas na técnica, como também no sentimento; “visitar os presos”, oferecendo-lhes a atenção precisa, de modo que tenham a chance de renovação, reequilíbrio e reintegração com autonomia na sociedade; “expulsar os demônios (os obsessores ou espíritos ignorantes)”; e, além das providências espirituais, abrir novas perspectivas adiante da matéria, para as ciências que cuidam da mente humana (Evangelho, segundo Mateus, 10:8 e 25:35 a 36; Marcos, 1:21 a 28; Lucas, 8:26 a 35; e Epístola de Tiago Apóstolo, 1:27).

A que podemos chamar isso, senão de Política Espiritual Solidária? Trata-se de uma política de verdadeira Paz. É a autêntica Política de Deus, do Cristo e do Espírito Santo: para a Essência Eterna do ser humano, com as melhores consequências para os povos, quando libertos dos ódios religiosos e ideológicos.

•| MATÉRIA COMPLETA »

Salvemos nossas crianças

por Paiva Netto

Paiva Netto

Jesus, no Seu Evangelho, consoante Mateus, 24:15 e 16, alertou: “Quando, pois, virdes a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda! — qui legit, intelligat), então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes”.

Que lugar mais santo no mundo pode existir além da intimidade das criaturas de Deus, o coração, o cérebro, a Alma das pessoas?

Atentemos para a covardia e crueldade contra nossas crianças que, quando não são arrancadas do útero materno, sofrem todo tipo de agressão física e/ou psicológica por parte daqueles que deveriam protegê-las. Tudo isso nos leva a pensar que já vivemos a época anunciada pelo Divino Mestre. Nunca como agora a abominação desoladora atacou tanto o ser humano. É palmar “fugir para os montes”, do pensamento e da compaixão, ou seja, para que do mais alto vigiemos melhor o“lugar santo”.

Num planeta que se arma até os dentes, mesmo parecendo que não, tendo a deusa morte como grande inspiradora, os locais seguros vão se reduzindo em velocidade descomunal. Mas existe um oásis que se deve fortalecer, porque é o abrigo das futuras gerações: o coração dos pais, em especial, o das mães. É nesse acolhedor ambiente que os pequeninos moldarão os seus caracteres. Daí terão ou não respeito ao semelhante, saberão ou não discernir o certo do errado, portanto, construirão ou não um mundo mais feliz.

•| MATÉRIA COMPLETA »

ORAÇÃO PELO BRASIL

Dom Fernando Arêas Rifan*

          Amanhã celebraremos com toda a Igreja a solenidade de Corpus Christi, isto é, do SS. Corpo e Sangue de Cristo, presente na Santíssima Eucaristia.
        Por que se dá tanta importância a esta solenidade? Porque “a Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja. A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais” (C.I.C. nn.1407, 1409 e 1414).
        A Eucaristia, nas suas três dimensões, Sacrifício da Missa, Comunhão e Presença Real, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ela é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo…” (Direito Canônico cân. 897).
        Esse tesouro de valor incalculável, a Santíssima Eucaristia, foi instituído por Jesus na Última Ceia, na Quinta-feira Santa. Mas, então, na Semana Santa, a Igreja estava ocupada com as dores da Paixão de Cristo. Por isso, na primeira quinta-feira livre depois do tempo pascal, ou seja, amanhã, a Igreja festeja com toda a solenidade, com Missa e procissão solenes, Jesus Cristo, vivo e ressuscitado, presente sob as espécies de pão e vinho, na Hóstia Consagrada.

Nesta solenidade do Corpo de Deus, a Igreja do Brasil, através da sua Conferência Episcopal, convoca a todos para uma Jornada de oração por nossa pátria, uma oportunidade para que os cristãos prestem esse serviço ao país nesse momento de tantas incertezas, corrupção e injustiças. E nos lembra o pedido do Papa Francisco: “Reconhecemos a necessidade de rezar constantemente pela paz, porque a oração protege o mundo e o ilumina. A paz é o nome de Deus”. A oração recorda que a verdadeira paz começa no coração de cada um. “Estamos indignados diante de tanta corrupção e violência que espalham morte e insegurança. Pedimos perdão e conversão. Pai misericordioso, nós vos pedimos pelo Brasil! Vivemos um momento triste, marcado por injustiças e violência. Necessitamos muito do vosso amor misericordioso, que nunca se cansa de perdoar, para nos ajudar a construir a justiça e a paz, em nosso país. Vosso Filho, Jesus, nos ensinou: ‘Pedi e recebereis’. Por isso, nós vos pedimos confiantes: fazei que nós, brasileiros e brasileiras, sejamos artesãos da paz, iluminados pela Palavra e alimentados pela Eucaristia. Vosso filho Jesus está no meio de nós, no Santíssimo Sacramento, trazendo-nos esperança e força para caminhar. A comunhão eucarística seja fonte de comunhão fraterna e de paz, em nossas comunidades, nas famílias e nas ruas. Seguindo o exemplo de Maria, queremos permanecer unidos a Jesus Cristo, que convosco vive, na unidade do Espírito Santo. Amém!”

 *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianneyhttp://domfernandorifan.blogspot.com.br/

O SOPRO DA VIDA

Dom Fernando Arêas Rifan*

Estamos na semana da solenidade de Pentecostes, na qual celebramos a vinda do Espírito Santo sobre os Apóstolos reunidos com Nossa Senhora (Atos 1, 13-14), ou seja, a inauguração oficial da Igreja de Cristo, seu Corpo Místico vivo, pela ação do Espírito Santo. Deus, ao criar Adão, o primeiro homem, após formar o seu corpo do pó do solo, soprou sobre ele um “sopro de vida”, surgindo assim o ser humano completo, corpo e alma (Gn 2, 7). Assim Jesus, durante sua vida pública, formou o corpo da Igreja: convocou os Apóstolos, a quem deu a sua autoridade, escolheu Pedro para o chefe, a “pedra”, e deu-lhes o poder de transmitir a graça e os seus ensinamentos. Estava formada a hierarquia, a Igreja docente, que, junto com os outros discípulos, a Igreja discente, formava o corpo da Igreja. Faltava agora a alma, o sopro da vida. Sopro em latim é “spiritus”. Sopro divino, a alma da Igreja, é o Espírito Santo, que Jesus enviou sobre os Apóstolos, sobre a sua nascente Igreja. Agora a obra está completa.
Assim o Espírito Santo completou a obra de Cristo, santificando os Apóstolos, transformando-os de fracos em fortes, de medrosos em corajosos, de ignorantes em sábios, para assim pregarem o Evangelho de Jesus a todos os povos, enfrentando a sabedoria pagã, as perseguições e até a morte, pela causa de Cristo. E até hoje, é o Espírito Santo que dá força aos mártires, testemunhas do Evangelho até o derramamento do sangue, o vigor aos missionários e pregadores, a ciência aos doutores, a pureza às virgens, a perseverança aos justos e a conversão aos pecadores. É o Espírito Santo que garante a indefectibilidade e a infalibilidade à Igreja, até ao fim do mundo. Nenhuma sociedade humana sobreviveria a tantas perseguições, tantas heresias e cismas, tantos inimigos externos e internos, tanta gente ruim no seu seio (nós, por exemplo!), leigos, padres, Bispos e Papas ruins, tantos escândalos da parte dos seus membros, tantas dificuldades, se não fosse a ação do Espírito Santo que a mantém incólume no meio de todas essas tempestades, até a consumação dos séculos.
É essa ação do Espírito Santo que produziu os santos, que fazem a glória da Igreja, e são milhares e milhares. Conhecemos alguns por nome, respeitados por todo o mundo, mesmo pelos não católicos e não cristãos: quem não respeita e admira a santidade de um São Francisco de Assis, a ciência de um Santo Agostinho, um São Jerônimo e um Santo Tomás de Aquino, a firmeza de São Sebastião, a pureza de Santa Inês e Santa Cecília, a candura de Santa Teresinha do Menino Jesus, a caridade de Santa Teresa de Calcutá e da Beata Dulce dos Pobres, etc. É o Espírito Santo, presente na Igreja, que cumpre a promessa de Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28, 20).
A Igreja reproduz a condição do seu Divino Fundador, Jesus, Deus e homem. Como Deus, perfeitíssimo como o Pai, como homem, sujeito a fraquezas como nós, exceto no pecado. Também a Igreja, humana e fraca nos seus membros, que somos todos nós, é divina nos seus ensinamentos, graça e perfeição, pela presença do Espírito Santo, continuador da obra de Jesus.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

É O POVO OU A MASSA?

Dom Fernando Arêas Rifan*

Estamos no tempo de manifestações populares, a voz das ruas, pedindo tal ou tal coisa: a voz do povo! E cita-se o provérbio: “Vox populi, vox Dei”, “a voz do povo é a voz de Deus”. Será mesmo?
Nem sempre. Se fosse realmente o povo… Por isso há que se fazer a distinção entre povo e massa.
Como assim? Qual a diferença? O povo raciocina, a massa não. O povo caminha, a massa é conduzida. O povo segue racionalmente, a massa é manipulada cegamente. O povo percebe os embustes, a massa é alvo fácil de quaisquer demagogos e propagandistas. “O povo vive, a massa é inerte e não se move se não do exterior, fácil joguete nas mãos de quem quer que lhe explore os instintos e as impressões, pronta a seguir, alternadamente, hoje esta bandeira e amanhã aquela” (Pio XII).
Por isso, nem sempre é exato dizer: o povo quer isso, o povo pede tal coisa, o povo está gritando, quebrando tudo, cheio de indignação. Será mesmo o povo? Ou a massa?
Na Paixão de Jesus, temos um exemplo gritante e intrigante: a mudança repentina do “povo” que pediu a morte de Jesus, depois de tê-lo aclamado rei no Domingo de Ramos. Como pode ocorrer uma mudança assim em cinco dias? Gritaram “hosana ao Filho de Davi!” no Domingo e “crucifica-o!” na sexta-feira seguinte?! Será que foi o mesmo “povo” ou foi outro? Ou o povo se transformou em massa?! Ou houve alguma mudança que transformou sua mentalidade e comportamento? Ou foi a massa, manobrada?
Na verdade, não foi o verdadeiro povo que preferiu o bandido Barrabás a Jesus e pediu a sua morte. Foi a massa, manobrada pela aristocracia do templo, à qual se juntaram, para pressionar, os partidários de Barrabás, enquanto os seguidores de Jesus, o povo simples e bom, permaneceram escondidos de medo. Portanto, a vox populi realmente não foi válida, porque não correspondeu à realidade de “voz do povo” (cf. Bento XVI, Jesus de Nazaré II). Assim, o povo aclamou espontaneamente Jesus no domingo de Ramos. A massa, manipulada, pediu sua morte cinco dias depois. E, como sempre acontece, os maus e os manobreiros são muito mais espertos e sagazes do que os bons.
Na atual democracia, é o povo realmente que elege seus representantes, ou é a massa comprada por propinas e promessas, manipulada pela propaganda e condicionada a pensar o que lhe impingem?! Não sem razão os marqueteiros hoje são os mais importantes em uma eleição. Por isso, nem sempre é o melhor que vence, mas o que soube conduzir bem a massa impressionada. Quantos eleitos, não o foram pelo povo, mas pela propina e manipulação.
Sejamos nós o povo de Deus, racional e consciente, e não a massa manobrável por pressões, sentimentos e propaganda, fácil presa das emoções, do medo, dos sectários, dos formadores de opinião, da acomodação e do argumento da maioria.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

CORRUPÇÃO EPIDÊMICA! 

Dom Fernando Arêas Rifan*

Certa vez, um rei perguntou aos seus ministros a causa de o dinheiro público não chegar ao seu destino como quando saiu da sua fonte. Um ministro mais velho, sentado na outra cabeceira da mesa, tomou uma grande pedra de gelo e pediu que a passassem de mão em mão até o Rei. Quando a pedra lá chegou estava bem menor. O ministro então disse: é essa a explicação: “passa por muitas mãos e sempre deixa alguma coisa”.

A corrupção é considerada pela ONU o crime mais dispendioso de todos, causa de muitos outros. A corrupção propicia a ocupação de cargos por pessoas indignas, manobras políticas, compra de votos, licitações desonestas, o desvio, a malversação e o desperdício do dinheiro público, a impunidade, o tráfico de drogas, a sua veiculação nos presídios etc.
“Aquele que ama o ouro não estará isento de pecado; aquele que busca a corrupção será por ela cumulado. O ouro abateu a muitos… Bem-aventurado o rico que foi achado sem mácula… Quem é esse homem para que o felicitemos? Àquele que foi tentado pelo ouro e foi encontrado perfeito está reservada uma glória eterna:… ele podia fazer o mal e não o fez” (Eclo 31, 5-10). São palavras de Deus para todos nós.
Ao ler o título desse artigo, pensa-se logo nos políticos. Mas há muita gente, fora da política, que se enquadra nesse título: quantos exploradores da coisa pública, quantos sugadores do Estado, que não são políticos! Aí se enquadram todos os profissionais ou amadores que se corrompem pelo dinheiro.  Quem vota por dinheiro é corrupto. Quem vota apenas por emprego próprio é corrupto. Quem corre atrás dos políticos para conseguir benesses espúrias é corrupto.
O Papa Francisco tem insistido sobre a diferença entre pecado e corrupção, entre o pecador e o corrupto. Pecadores somos todos nós, mas corrupto é aquele que perdeu a noção do bem e do mal. Já não tem mais o senso do pecado. Os corruptos fazem de si mesmos o único bem, o único sentido; negando-se a reconhecer a Deus, o sumo Bem, fazem para si um Deus especial: são Deus eles mesmos. O Papa lembrou que São Pedro foi pecador, mas não corrupto, ao passo que Judas, de pecador avarento, acabou na corrupção. “Que o Senhor nos livre de escorregar neste caminho da corrupção. Pecadores sim, corruptos, não.” (Homilia, 4/6/2013).
A Igreja proclamou padroeiro dos Governantes e dos Políticos São Tomás More, “o homem que não vendeu sua alma”, exatamente porque soube ser coerente com os princípios morais e cristãos até ao martírio. Advogado, Lorde Chanceler do Reino da Inglaterra, preferiu perder o cargo com todas as suas regalias e a própria vida a trair sua consciência. Possa o exemplo de Santo Tomás More ensinar aos políticos, atuais e futuros, e a todos nós, que o homem não pode se separar de Deus, nem a política da moral, e que a consciência não se vende por nenhum preço, mesmo que isto nos custe caro e até a própria vida.
Que Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos, que hoje celebramos, interceda pelo nosso Brasil para que Deus o livre desse grande mal da corrupção.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

A VITÓRIA DE CRISTO

Por Dom Fernando Arêas Rifan

            Estamos na semana da Páscoa, maior festa do calendário cristão, celebração da gloriosa Ressurreição de Jesus Cristo, a sua vitória sobre o pecado, sobre a morte e sobre a aparente derrota da Cruz. Cristo ressuscitou glorioso e triunfante para nunca mais morrer, dando-nos o penhor da nossa vitória e da nossa ressurreição. Choramos a sua Paixão e nos alegramos com a vitória da sua Ressurreição. Para se chegar a ela, para vencer com ele, aprendemos que é preciso sofrer com ele: “Quem quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16,24). “Que por sua Paixão e Cruz cheguemos à glória da Ressurreição!”. A morte não é o fim. O Calvário não foi o fim. Foi o começo de uma redenção, de uma nova vida. A Páscoa é, portanto, a festa da alegria e a da esperança na vitória futura.
            Como figura, esta festa já existia no Antigo Testamento. Era a celebração da libertação da escravidão do Egito, na qual sofreram os israelitas, povo de Deus, por muitas gerações, sendo libertados por Moisés que, por ordem do Senhor, fulminou os egípcios com as célebres dez pragas. Na última dessas pragas, na passagem do anjo de Deus (Páscoa quer dizer passagem, em hebraico), os egípcios foram castigados com a morte dos seus primogênitos, ao passo que os hebreus foram poupados por causa do sangue do cordeiro que imolaram, conforme o Senhor havia prescrito. Todos os anos, em ação de graças, eles repetiam, por ordem de Deus, essa ceia de Páscoa: milhares de cordeiros eram imolados na sexta-feira antes da Páscoa.
            Assim o cordeiro ficou sendo por excelência a vítima do sacrifício. São João Batista, ao apresentar Jesus ao povo, disse: “Eis o Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo!” Esse Cordeiro de Deus, numa sexta-feira antes da Páscoa foi também imolado, realizando, com o seu sangue, a libertação do mundo do pecado, ressuscitando no terceiro dia. Essa é a nossa festa da Páscoa, a festa da Ressurreição de Cristo, o verdadeiro Cordeiro de Deus, o fim do Antigo Testamento e o começo da nova Aliança entre Deus e os homens, o início da Igreja.
            “Se se considera a importância que tem o sábado na tradição do Antigo Testamento, baseada no relato da criação e no Decálogo, torna-se evidente que só um acontecimento com uma força extraordinária poderia provocar a renúncia ao sábado e sua substituição pelo primeiro dia da semana. Só um acontecimento que se tivesse gravado nas almas com uma força fora do comum poderia haver suscitado uma mudança tão crucial na cultura religiosa da semana. Para isso não teriam bastado as meras especulações teológicas. Para mim, a celebração do Dia do Senhor, que distingue a comunidade cristã desde o princípio, é uma das provas mais fortes de que aconteceu uma coisa extraordinária nesse dia: o descobrimento do sepulcro vazio e o encontro com o Senhor Ressuscitado” (Bento XVI – Jesus de Nazaré II).   
            Feliz e Santa Páscoa para todos: que todos fiquemos alegres com a esperança que Jesus Cristo nos dá com o seu triunfo, penhor da nossa vitória um dia no Céu, onde todos esperamos nos encontrar.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

A SEMANA MAIOR

Dom Fernando Arêas Rifan*

Nesta semana mais importante do ano, celebramos o mistério pascal, recordando a Paixão, Morte e, na Páscoa, a Ressurreição de Jesus Cristo, sua vitória sobre o pecado e a morte. Neste tempo, “manteremos o olhar fixo sobre Jesus Cristo: nele encontra plena realização toda a ânsia e anelo do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão diante da ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte… Nele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram esses dois mil anos da nossa história da salvação” (Porta Fidei).
“A missão, que trouxe Jesus entre nós, atinge o seu cumprimento no mistério pascal. Do alto da cruz, donde atrai todos a Si (Jo 12, 32), antes de ‘entregar o Espírito’, Jesus diz: ‘Tudo está consumado’ (Jo 19, 30). No mistério da sua obediência até à morte, e morte de cruz (Fl 2, 8), cumpriu-se a nova e eterna aliança. Na sua carne crucificada, a liberdade de Deus e a liberdade do homem juntaram-se definitivamente num pacto indissolúvel, válido para sempre. Também o pecado do homem ficou expiado, uma vez por todas, pelo Filho de Deus (Hb 7, 27; 1 Jo 2, 2; 4, 10)… No mistério pascal, realizou-se verdadeiramente a nossa libertação do mal e da morte” (Bento XVI, Sacramentum Charitatis, 9).
“Do paradoxo da Cruz surge a resposta às nossas interrogações mais inquietantes. Cristo sofre por nós: Ele assume sobre si os sofrimentos de todos e redime-os. Cristo sofre conosco, dando-nos a possibilidade de partilhar com Ele os nossos sofrimentos. Juntamente com o de Cristo, o sofrimento humano torna-se meio de salvação… ‘Agora alegro-me nos sofrimentos que suporto por vós e completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, pelo seu Corpo, que é a Igreja’ (Cl 1, 24). O sofrimento, aceito com fé, torna-se a porta para entrar no mistério do sofrimento redentor do Senhor. Um sofrimento que já não priva da paz e da felicidade, porque é iluminada pelo esplendor da ressurreição” (S. João Paulo II).
“Este é o coração pulsante do querigma apostólico, no qual ocupa um lugar central e fundamental a misericórdia divina. Nele sobressai ‘a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado’ (Evangelii gaudium, 36). Então a Misericórdia ‘exprime o comportamento de Deus para com o pecador, oferecendo-lhe uma nova possibilidade de se arrepender, converter e acreditar’ (Misericordiӕ Vultus, 21)
Assim, a Quaresma, cujo término é a Semana Santa, “é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão” (Francisco, Quaresma de 2017). Feliz Páscoa a todos!*Bispo da

Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

EIS O TEMPO DE CONVERSÃO

Dom Fernando Arêas Rifan*

Nesse tempo da Quaresma, a Igreja muito nos fala de conversão. E esse foi o tema dos primórdios da pregação de Jesus: “Convertei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15).
Conversão quer dizer mudança. E a palavra grega usada no Evangelho – “metanoia”- significa mudança de mentalidade. Mais do que o comportamento, é preciso mudar a mentalidade, pois dela procede o comportamento.
A mentalidade do tempo de Jesus era pagã: prazer, ganância e orgulho. Desejo de gozar a vida, de possuir bens materiais e de soberba, muitas vezes confundida com o poder. Tudo isso se concretizava no dinheiro, com o qual se pode comprar o prazer, os bens e o poder. Por isso, Jesus pregava: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro” (Mt 6,24).
Opondo-se a essa mentalidade, Jesus propunha a mortificação da carne, o espírito de pobreza, o desapego dos bens materiais e a humildade, dando Ele mesmo o exemplo dessas virtudes. Não foi fácil a pregação desses temas por Ele e pelos Apóstolos no ambiente pagão. E mesmo no ambiente religioso dos judeus essas virtudes eram desconhecidas. Ali também, sob outra roupagem, imperava a impureza, a ganância e o orgulho.
Hoje vivemos no neopaganismo, onde esses vícios imperam e onde são raras as virtudes que lhes são contrárias. Por isso, neste tempo da Quaresma, a Igreja nos leva a refletir sobre a conversão, ou seja, o combate espiritual contra esses vícios.
“Tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas do mundo”, ensina São João, Apóstolo (1Jo 2,16).
A concupiscência da carne significa não os prazeres ordenados por Deus, dentro dos seus legítimos limites, mas os desejos desordenados da carne. É a sensualidade, o amor desregrado dos prazeres, que provocam em nós o conflito interior de que fala São Paulo: “Encontro, pois, em mim esta lei: quando quero fazer o bem, o que se me depara é o mal. Sinto prazer na lei de Deus, de acordo com o homem interior. Sinto, porém, nos meus membros outra lei, que luta contra a lei do meu espírito e me prende à lei do pecado que está nos meus membros…” (Rm 7, 21-23). Daí a necessidade, com a graça de Deus, do combate interior: “Todos os atletas se impõem a si muitas privações; e o fazem para alcançar uma coroa corruptível. Nós o fazemos por uma incorruptível…” (1Cor 9, 25,27).
A concupiscência dos olhos é a ambição de possuir. “A raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da Fé e se enredaram em muitas aflições” (1Tm 6,10). Não é essa a mentalidade subjacente a essa epidemia de corrupção que assistimos?
E a soberba da vida, que vem a ser o orgulho, o egoísmo, que gera o ciúme, a inveja e a ira. “O princípio de todo o pecado é a soberba” (Eclo 10,14).
Convertamo-nos e combatamos esse “bom combate”.

Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Dia da água, água de cada dia

Roberto Malvezzi (Gogó)

Um país que é o mais rico em água doce do mundo

Que tem a maior malha hídrica de rios do planeta

Que tem chuva em todo território nacional

Quem tem seu ciclo das águas potencializado pela floresta Amazônica,

Que distribui suas águas pelo Amazonas Voador que vai até Buenos Aires

Ou até mesmo até a Patagônia

Que armazena as chuvas desse rio nos aquíferos do Cerrado

Ou até mesmo no Aquífero Guarani

Que tem um único rio que sai do Sul para o Norte, pela Depressão Sertaneja

E que se chama rio São Francisco

E que é alimentado pelas águas do Cerrado

Mas, que tem uma elite econômica e política que vê as florestas e as águas como inimigas

Que para produzir tem que destruir

Ou acha que riqueza é soja, boi e eucalipto, mas não a água, as florestas e sua biodiversidade

Que faz obras hídricas faraônicas, mas é incapaz de lançar um olhar sobre o manancial de onde essa água sai

Ou faz a água faltar nas casas e torneiras do povo

Que insiste em privatizar os mananciais ou o uso da água

Que polui seus rios e esgota seus aquíferos

Esse país merece a observação de um Papa argentino chamado Francisco: “O criador foi pródigo com o Brasil. Concedeu-lhe uma diversidade de biomas que lhe confere extraordinária beleza. Mas, infelizmente, os sinais da agressão à criação e da degradação da natureza também estão presentes”

Esse país precisa de uma profunda conversão ecológica

E desenvolver uma nova cultura da água.

Roberto Malvezzi (Gogó), Articulista do Portal EcoDebate, possui formação em Filosofia, Teologia e Estudos Sociais. Atua na Equipe CPP/CPT do São Francisco.
www.robertomalvezzi.com.br

O CARNAVAL

Dom Fernando Arêas Rifan*

           Semana próxima é o Carnaval. Como todos os anos, aproveitamos a ocasião para uma reflexão de ordem histórica e espiritual.
Segundo uma teoria, a origem da palavra “carnaval” vem do latim “carne vale”, “adeus à carne”, pois no dia seguinte começava o período da Quaresma, tempo em que os cristãos se abstêm de comer carne, por penitência. Daí que, ao se despedirem da carne na terça-feira que antecede a Quarta-Feira de Cinzas, se fazia uma boa refeição, com carne evidentemente, e a ela davam adeus. Tudo isso, só explicável no ambiente cristão, deu origem a uma festa nada cristã. Vê-se como o sagrado e o profano estão bem próximos, e este pode contaminar aquele. Como hoje acontece com as festas religiosas, quando o profano que nasce em torno do sagrado, acaba abafando-o e profanando-o. Isso ocorre até no Natal e nas festas dos padroeiros das cidades e vilas. O acessório ocupa o lugar do principal, que fica prejudicado, esquecido e profanado.
O Carnaval poderia até ser considerado uma festa pitoresca de marchinhas engraçadas, de desfiles ornamentados, um folguedo popular, uma brincadeira de rua, uma festa quase inocente, uma diversão até certo ponto sadia, onde o povo extravasa sua alegria. Mas, infelizmente, tornou-se também uma festa totalmente profana e nada edificante, onde campeia o despudor, as orgias e festas mundanas, cheias de licenciosidade, onde se pensa que tudo é permitido, onde a imoralidade é favorecida até pelas autoridades, com a farta distribuição de preservativos, preocupadas apenas com a saúde física e não com a moral.
A grande festa cristã é a festa da Páscoa, antecedida imediatamente pela Semana Santa, para a qual se prepara com a Quaresma, que tem início na Quarta-Feira de Cinzas, sinal de penitência. Por isso, é a data da Páscoa que regula a data do Carnaval, que precede a Quarta-Feira de Cinzas, caindo sempre este 47 dias antes da Páscoa.
Devido à devassidão que acontece nesses dias de folia, muitos cristãos preferem se retirar do tumulto e se entregar ao recolhimento e à oração. É o que se chama “retiro de Carnaval”, altamente aconselhável para quem quer se afastar do barulho e se dedicar um pouco a refletir no único necessário, a salvação eterna. É tempo de se pensar em Deus, na própria alma, na missão de cada um, na necessidade de estar bem com Deus e com a própria consciência. “O barulho não faz bem e o bem não faz barulho”, dizia São Francisco de Sales.
Já nos advertia São Paulo: “Não vos conformeis com esse século” (Rm 12,2); “Já vos disse muitas vezes, e agora o repito, chorando: há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo. O fim deles é a perdição, o deus deles é o ventre, a glória deles está no que é vergonhoso, apreciam só as coisas terrenas” (Fl 3, 18-19); “Os que se servem deste mundo, não se detenham nele, pois a figura deste mundo passa” (cf. 1 Cor 7, 31).
Passemos, pois, este tempo na tranquilidade do lar, em algum lugar mais calmo ou, melhor ainda, participando de algum retiro espiritual. Bom descanso e recolhimento para todos!

*Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

FELIZ ANO NOVO DE PAZ!

por Dom Fernando Arêas Rifan*

Em sua mensagem para o 50º dia mundial da Paz, que se celebra no próximo dia 1º de janeiro, sob o título “A não-violência: estilo de uma política para a paz”, o Santo Padre, o Papa Francisco, formula seus votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil, rezando para que “a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa”, insistindo que “sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta dignidade mais profunda e façamos da não violência ativa o nosso estilo de vida”.

         “Desejo deter-me na não-violência como estilo duma política de paz, e peço a Deus que nos ajude, a todos nós, a inspirar na não-violência as profundezas dos nossos sentimentos e valores pessoais. Sejam a caridade e a não-violência a guiar o modo como nos tratamos uns aos outros nas relações interpessoais, sociais e internacionais. Quando sabem resistir à tentação da vingança, as vítimas da violência podem ser os protagonistas mais credíveis de processos não-violentos de construção da paz. Desde o nível local e diário até ao nível da ordem mundial, possa a não-violência tornar-se o estilo caraterístico das nossas decisões, dos nossos relacionamentos, das nossas ações, da política em todas as suas formas”.

       A guerra e a vingança não são a solução: “A violência não é o remédio para o nosso mundo dilacerado. Responder à violência com a violência leva, na melhor das hipóteses, a migrações forçadas e a atrozes sofrimentos, porque grandes quantidades de recursos são destinadas a fins militares e subtraídas às exigências do dia-a-dia dos jovens, das famílias em dificuldade, dos idosos, dos doentes, da grande maioria dos habitantes da terra. No pior dos casos, pode levar à morte física e espiritual de muitos, se não mesmo de todos”.

       “O próprio Jesus viveu em tempos de violência. Ensinou que o verdadeiro campo de batalha, onde se defrontam a violência e a paz, é o coração humano: ‘Porque é do interior do coração dos homens que saem os maus pensamentos’ (Mc 7, 21). Mas, perante esta realidade, a resposta que oferece a mensagem de Cristo é radicalmente positiva: Ele pregou incansavelmente o amor incondicional de Deus, que acolhe e perdoa, e ensinou os seus discípulos a amar os inimigos (cf. Mt 5, 44) e a oferecer a outra face (cf. Mt 5, 39). Quando impediu, aqueles que acusavam a adúltera, de a lapidar (cf. Jo 8, 1-11) e na noite antes de morrer, quando disse a Pedro para repor a espada na bainha (cf. Mt 26, 52), Jesus traçou o caminho da não-violência que Ele percorreu até ao fim, até à cruz, tendo assim estabelecido a paz e destruído a hostilidade (cf. Ef 2, 14-16). Por isso, quem acolhe a Boa Nova de Jesus, sabe reconhecer a violência que carrega dentro de si e deixa-se curar pela misericórdia de Deus, tornando-se assim, por sua vez, instrumento de reconciliação, como exortava São Francisco de Assis: A paz que anunciais com os lábios, conservai-a ainda mais abundante nos vossos corações”.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

 

IMACULADA DESDE A CONCEPÇÃO!

por  Dom Fernando Arêas Rifan*

             Amanhã celebraremos a Imaculada Conceição de Nossa Senhora, ou seja, honramos o privilégio singular concedido por Deus à Virgem Maria, escolhida para a Mãe do Filho de Deus encarnado, preservando-a, desde a sua concepção, da herança do pecado original.

Está aí uma luz dada pela Igreja sobre a vida intrauterina. Vida humana, respeitável, com direitos, querida por Deus, objeto do seu amor, desde o primeiro momento da concepção.

         “Vossos olhos contemplaram-me ainda em embrião” (Sl 139,16): essa é a citação bíblica escolhida por São João Paulo II para falar sobre o crime abominável do aborto: “o aborto provocado é a morte deliberada e direta… de um ser humano na fase inicial da sua existência, que vai da concepção ao nascimento… Trata-se de um homicídio… A pessoa eliminada é um ser humano que começa a desabrochar para a vida, isto é, o que de mais inocente, em absoluto, se possa imaginar: nunca poderia ser considerado um agressor, menos ainda um injusto agressor! É frágil, inerme, e numa medida tal que o deixa privado inclusive daquela forma mínima de defesa constituída pela força suplicante dos gemidos e do choro do recém-nascido. Está totalmente entregue à proteção e aos cuidados daquela que o traz no seio… (Evangelium Vitae, 58).

•| MATÉRIA COMPLETA »

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 ... 27 28 29 Próximas