Editoria ‘Falaê’
Maria Regina Canhos em: Mãe
Por esses dias tive a grata satisfação de ouvir a pregação de uma pastora de Goiânia, de nome Luciene Gonçalves. Ela participou de um evento na minha cidade natal, Jaú. Um desfile que contou com a participação da Miss São Paulo, Francine Pantaleão, e ocorreu nas dependências da Igreja Batista Renascer. Luciene falou sobre a mulher, e como ela pode mudar o destino de seu filho e até de uma nação. Muito interessante; realmente comovente; deixou muitas de nós na plateia com lágrimas nos olhos. Refletir sobre suas palavras me fez avaliar quão grande é a missão da mulher-mãe.
Sem dúvida a maternidade encerra uma série de transformações na vida da mulher. Transformações definitivas em seu corpo e também em seu coração. Acolher no ventre um bebê durante os nove meses de gestação é, sem dúvida, prova de amor e doação. Sentir dia a dia as dores da dilatação uterina, a expansão da barriga, o rompimento de estrias e vasinhos pelo corpo, sinais visíveis de um caminho sem volta. Plásticas podem arrumar o visual, mas o emocional, jamais. Nunca mais aquela mulher será a mesma. Nunca mais terá sossego enquanto seu filho for vivo sobre a terra e, mesmo depois de morto, sua lembrança estará com ela, sepultada em seu coração.
Ser mãe é entregar um pedaço de si a humanidade. É ser cúmplice no projeto de Deus quando Ele resolve confiar mais uma vez no ser humano, dando-lhe o sopro vital e a oportunidade de fazer novas todas as coisas. Com o sim da mulher, o Criador renova a crença no potencial de mudança das pessoas, e o ventre passa a ser templo sagrado onde a vida se manifesta. Louvado seja Deus por agraciar a mulher com tão preciosa colaboração em relação à criação, à vida na Terra. A perfeição da criação se nota a cada dia. A perfeição do ser humano é inimaginável. Abrigar tudo isso no ventre é absolutamente maravilhoso!
Ser mãe é ter o maior milagre do Criador dentro de si. É participar do processo criativo doando a matéria prima com a qual será confeccionado o próximo rosto do Cristo entre nós. E, não bastasse isso, segue-se ainda a amamentação, o cuidado com a criança recém-nascida, a disponibilidade incessante para os momentos febris, de cólicas e enfermidades. Ser mãe é ter o futuro da humanidade no ventre com a benção do Criador. Se existe algo mais lindo que isso, Deus certamente guardou para si mesmo!
Maria Regina Canhos (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.
Maria Regina Canhos em: A importância da autoestima
A vida nos traz desafios constantes para os quais precisamos estar preparados. Talvez nossa maior aliada, ao lado da fé, seja a autoestima. Apreciação de si mesmo, não no sentido egoísta, mas amoroso do termo. Estimar a si mesmo é ter respeito pela pessoa que se é. Prezar o templo no qual o Senhor Deus decidiu colocar seu sopro vital. Ter consideração e carinho pela pessoa que nos tornamos com o passar dos anos, reconhecendo nossos defeitos e qualidades, procurando nos aprimorar a cada dia.
Muitos não dão o devido valor a si mesmos. Possuem histórias familiares complexas, em que foram depreciados, humilhados, menosprezados… Necessitam, muitas vezes, de auxílio para conseguirem enxergar quão valorosos são. Esse auxílio pode ser encontrado na psicoterapia, no aconselhamento psicológico, no tratamento com profissional habilitado para trabalhar com as dificuldades emocionais. É um investimento que vale a pena quando descobrimos quão preciosos somos; quanto um olhar incondicional e amoroso pode nos auxiliar.
Com quarenta e sete anos percebo que a vida poderia ter me soterrado não fosse a minha autoestima. Ela não nasceu comigo, mas foi desenvolvida ao longo dos anos e com o auxílio de pessoas mais experientes e profissionais da área psicológica. Faz toda diferença nos momentos difíceis. É preciso autoestima para não esfacelar, esmorecer ou sucumbir. Para fazer escolhas sensatas, agir com moderação, manter a calma diante de provocações e calúnias. É preciso autoestima para erguer a cabeça e continuar lutando diante de uma situação adversa, assim como sobreviver à culpa ou lidar com a revolta e a mágoa.
Enfim, são necessárias muita coragem e autoestima para tomar decisões sérias, em que outras pessoas estão envolvidas e podem igualmente sofrer e se traumatizar. Nem sempre temos condições de nos sacrificar por um ideal que não é compartilhado. O desgaste, a acomodação e a falta de interesse interferem demasiado em muitos de nossos sonhos e planos. Sacrifício unilateral conduz ao esgotamento e pode levar à morte. A autoestima faz toda diferença nesses momentos de crise e pode ser desenvolvida através de um processo psicoterapêutico. Não permita que lhe tirem aos poucos toda a alegria de viver. Enfrente. Lute. Mostre a todos que é possível vencer Golias com uma funda na mão quando se está alicerçado em Deus e com a consciência tranquila. Resgate sua autoestima e deixe de sofrer.
Maria Regina Canhos (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.
Legião da Boa Vontade (LBV)
A grande família Humanidade
Paiva Netto

Paiva Netto
Embora a realidade contemporânea ofereça-nos panorama de violência doméstica; de número cada vez maior de jovens envolvendo-se com drogas; da própria descoberta da sexualidade, pelas crianças, pulando etapas importantes na sua formação psicológica; na contramão desses tristes fatos, pesquisas também relatam que até mesmo “os mais modernos”, na hora em que a porca torce o rabo, vão procurar apoio na casa da mamãe ou da vovó…
Respeito a opinião dos que apontam como certa a falência da família. Todavia, questiono o raciocínio de afirmarem que o seu valor, no fortalecimento da sociedade, chegou ao fim. Ora, ela não existe sem a família. E nenhuma transformação na Terra tem sido pacífica.
No 9o Congresso da Mocidade Legionária da LBV, 1984, declarei que – num mundo constantemente ameaçado pela selvageria, convém lembrar que, pela queda das barreiras de espaço e tempo, quanto mais anunciam seu fim, a família cresce e passa a chamar-se Humanidade. Não estamos, no século da bomba de hidrogênio, a coberto de coisa alguma, mesmo que aconteça aos antípodas… Num período de profundas mutações, todos precisam de auxílio. O “bloco do eu sozinho” deixará de ter vez, apesar da globalização e das muitas análises contraditórias feitas sobre ela. Não são apenas os videntes de fim de ano que erram… Os analistas dos fatos sociais, políticos e econômicos também. A carência crescente de bom senso no mundo forçará o ser humano, por intensa necessidade, a recompor a família, família universal, a Humanidade, ainda que tendo algumas ovelhas transviadas.…
E a família? Sobrevive!
Maria Regina Canhos em: Pais que exigem demais
Alguns pais exigem demais de seus filhos. Insatisfeitos, nunca estão felizes com aquilo que podem lhes oferecer em termos de resultados. Estão sempre de olho na perfeição e procedem como severos capatazes da prole. As iniciativas dos rebentos estão sempre aquém daquilo que se espera deles. Não é costume parabenizar pelo acerto, mas sim crucificar pelo erro. Com o tempo os filhos vão desistindo de querer acertar, pois nada é o bastante para pais assim, e a frustração tem um peso difícil de suportar quando é constante. Os pais dizem que assim procedem por amor. Entretanto, será que isso é amor mesmo?
Enquanto alguns pais amargam reais sofrimentos, advindos do desafio que é educar filhos envolvidos com drogas, prostituição, criminalidade… outros se sentem infelizes ao serem simplesmente contrariados em suas expectativas. Projetam, arquitetam e manipulam a vida dos filhos para que sejam correspondentes aos seus anseios parentais, e ficam muito aborrecidos quando acontece de modo diverso. Assim, pode ser que possuam filhos vitoriosos em quase todos os sentidos, mas isso não lhes é suficiente. Não lhes basta o bom desempenho escolar, afetivo, social e financeiro; querem mais. Querem filhos perfeitos! Mas, será que pais imperfeitos podem ter filhos perfeitos?
Maria Regina Canhos / Um dia de prostração
Não há como fugir de certos dias escuros e sombrios em que a tristeza parece tomar conta de tudo e deixar poucas opções. A gente se sente mal, “pra baixo”, com uma melancolia que agrada e atrapalha ao mesmo tempo. Digo agrada porque, às vezes, a gente parece até gostar de estar triste. Parece ser ocasião para um contato íntimo; encontro consigo mesmo, introspecção e análise crítica de nossa postura diante dos acontecimentos. Momento de constatações e propositura de novas alternativas diante de mesmas situações vivenciadas, talvez, durante anos a fio sem qualquer perspectiva de mudança. Digo atrapalha porque, normalmente, ao entrarmos nesse turbilhão de constatações não conseguimos nos desvencilhar tão facilmente quanto pensávamos que seria possível. Às vezes, ficamos horas assim; às vezes, dias. Devemos estar atentos para que nossa prostração não evolua para a angústia ou a depressão. Tudo vai depender da ênfase que dermos a ela. Devemos nos esforçar para dosar o tempo que despendemos entristecidos. Ele não deve ultrapassar o período necessário para as constatações mais emergentes. Se você está triste há vários dias, cuidado e preste atenção, pois pode estar supervalorizando sua prostração e caminhando para a autocomiseração, tipo de coisa que não ajuda em nada.
Legião da Boa Vontade (LBV)
Aplacar a tempestade
Paiva Netto

Paiva Netto
Diante das mais variadas situações, em que a dor e o sofrimento chegam, muitas vezes sem avisar, é imprescindível o gesto solidário das criaturas em prestar socorro material ao seu próximo. E, ao lado desse apoio imediato, é preciso alimentar a força da esperança e da Fé Realizante, que movem o ser humano a se manter sob a proteção do Pai Celestial e o estimulam a arregaçar as mangas e concretizar suas mais justas súplicas.
Nos desafios da existência, recordemos sempre a palavra de conforto e ânimo renovado de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista, constante do Seu Evangelho segundo Mateus, 8:23 a 27; Marcos, 4:35 a 41; e Lucas, 8:22 a 25. A seguir, o texto da Boa Nova unificado por Wantuil de Freitas:
“Aconteceu que, num daqueles dias, Jesus tomou uma barca, acompanhado pelos Seus discípulos; e eis que se levantou no mar tão grande tempestade de vento que as ondas cobriam a barca, enquanto Jesus dormia na popa, sobre um travesseiro. Os discípulos O acordaram aos brados, dizendo: ‘Salva-nos, Senhor Jesus, nós vamos morrer!’. E Jesus lhes respondeu: ‘Por que temeis, homens de pequena fé?’. Então, erguendo-se, repreendeu os ventos e o mar; e se fez grande bonança. Aterrados e cheios de admiração, os discípulos diziam uns aos outros: ‘Afinal, quem é Este, que até o vento e o mar Lhe obedecem?’”.
ENFRENTAR E VENCER AS TORMENTAS
Maria Regina Canhos em: A intolerância
Venho atravessando uma fase muito difícil em minha vida e tenho repensado sobre algumas convicções que tinha, e que agora se revelam incertas. Uma delas é em relação ao amor. Amor tão decantado, mas tão pouco praticado entre nós. Tudo parece ter nome de amor. Egoísmo em nosso mundo é amor, amor próprio. Ciúme em nosso mundo é amor, amor posse. Intolerância em nosso mundo é amor, amor preconceito. Percebem? Tudo parece ser amor; mas não é! Amor é diferente. Amor escuta primeiro para depois aconselhar, avaliar a situação, orientar… Amor não despreza quem quer que seja; não exclui, não anula… Amor não julga, não sentencia, não condena… Amor acolhe!
Verifico que, mesmo dentro dos templos, os cristãos fingem um amor pelo seu semelhante que na realidade não possuem. Caluniam, falam mal por detrás, fofocam… Apedrejam outras tantas Madalenas e também homossexuais, esquecendo-se que Deus é Pai amoroso, cheio de compaixão com suas criaturas em quaisquer situações. Aliás, as pessoas hoje em dia já não sabem o que é certo ou errado; estão perdidas, desorientadas, vulneráveis em sua fé. Numa época em que tudo é possível, nunca se viu tanta intolerância. As posturas são belicosas e os ânimos beligerantes. Não se procura edificar, mas destruir. Nada de somar e sim dividir. A compreensão está descartada como forma de interagir com os pares, porque aparenta uma fragilidade que se contrapõe ao espírito guerreiro atual.
Marli Gonçalves em: Dancinha do tomate
Vou é inventar uma dancinha já já. Preciso ficar famosa. Aliás, precisamos. Mas o problema é que sempre é necessário fazer um vídeo, publicar no YouTube, cair na rede e rezar. Esperar “bombar”, uma coisa que ninguém sabe exatamente como ocorre, como é que algo se torna viral, e como se ganha algum com isso tudo – só o sucesso assim, seco, não vale. Vamos precisar marcar uma data, convocar um povo, irmos à praça pública, pensar no figurino, descolar uns brindes, umas gostosas… Quem topa?
Sou brasileira, portanto… É. Não desisto nunca. Mas não é só isso. Temos ginga, não? Somos um povo simpático, receptivo, criativo, espirituoso, rebolativo, e que sempre dá um jeitinho de passar um dia após o outro, deixar para depois até que o depois nos atropele e não preste socorro. Mas tudo bem. Otimismo! Somos maravilhosos, umas pitanguinhas.
Assim, resolvi pensar numa coreografia especial e peço a ajuda de todos. Imaginei começar algo bem para “cima”. Mãos ao alto, para lembrar como é legal ninguém mais conseguir sair tranquilo nem até ali. Elas, as mãos, ficam um bom tempo no alto, porque a gente vai fazer igual na política, e dividir nossos grupos em dois: Nós e Eles – chamemos assim. As mãos só se abaixarão quando o outro grupo recuar. E assim por diante.
Por sua vez, até que se afastem, os movimentos de mão desse grupo Eles serão bang-bang, simulando um bang-bang, com uma arminha de brinquedo, um explosivo, um rojão. É muito importante o uso das mãos nesse grupo que ataca. As mãos afanam, afagam, e tem uma líder que faz coraçãozinho toda hora com elas.
Os passos: o grupo Nós fica um bom tempo literalmente pisando no tomate – obrigatoriamente teremos de usar tomates cinematográficos porque o verdadeiro, vocês sabem, está pela hora da morte. Para entender esse passo, lembrem do Luis Vieira, do Luiz Gonzaga, daquele passinho miudinho, xaxado, atrás do tomate que foge, como se alguém o puxasse com uma cordinha, já que não dá para comprar nem ele. Sentiu o balanço? Mãos para o alto, mãos para trás.
Legião da Boa Vontade (LBV)
Deus tem muitos sinônimos
Por Paiva Netto

Paiva Netto
Tudo que do Amor Divino nasce é verdadeiramente sublime. De certo, firmado nessa realidade, o dramaturgo e poeta francês Victor Hugo (1802-1885) ensinava que “o Espírito se enriquece com aquilo que recebe, e o coração, com o que dá”. Portanto, sem o Amor, que é Deus, o ser humano vive desgovernado, longe da Verdade, que é a Palavra Dele. (Evangelho de Jesus segundo João, 17:17: “Pai, Tua Palavra é a Verdade”.)
Se você não crê na existência do Pai Celestial, não se sinta excluído pela minha afirmativa. Pense, então, em bom senso, porque quem não o exercita também vive em desgoverno.
Deus tem muitos sinônimos, tais como Fraternidade, Solidariedade, Compaixão, Clemência, Generosidade, Misericórdia, Altruísmo e tudo o mais que valoriza a criatura humana, conduzindo-a à Paz consigo mesma, extensivamente aos demais.
A FACE DIVINA
Por consequência, o Criador não apoia manifestações de ódio em Seu Santo Nome. Muito apreciada, portanto, esta admoestação de Martinho Lutero (1483-1546): “Não desejo que as pessoas lutem em favor do Evangelho pela força e pelo morticínio. O mundo tem de ser conquistado com a palavra de Deus”.
De que Deus fala o grande reformador? Evidentemente que a respeito Daquele enunciado por João Evangelista, na sua Primeira Epístola, 4:16: “E nós conhecemos e cremos no Amor que Deus tem por nós. Deus é Amor. E aquele que permanece no Amor permanece em Deus, e Deus, nele”.
E tamanha é a compreensão que Lutero tinha do magnânimo Sentimento Divino que o versículo de sua preferência na Bíblia fala por si, a quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir: “De tal maneira amou Deus ao mundo, que lhe mandou o Seu Filho Unigênito, de forma que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a Vida Eterna”. (Evangelho do Cristo segundo João, 3:16)
O velho pregador alemão sabia que não há outro caminho, senão o do Amor, que é sinônimo de Caridade. Outro grande sábio da História, Dante Alighieri (1265-1321), em “A Divina Comédia”, escreveu: “O Amor é a energia que move os mundos”. Por isso, viver afastado Dele é sofrer a orfandade da Alma. Deus não tem bigode nem barba. A Sua Face é o Amor.
José de Paiva Netto — Jornalista, radialista e escritor.
paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com
“Meu filho gosta de brincar de boneca. Quando devo atentar para isso?”
Por Marcelo Niel
Na difícil arte de educar, os pais muitas vezes se deparam com ciladas. Deparar-se com o seu “meninão” brincando com a bonequinha da prima, ou o que pode ser ainda pior – na visão amedrontada de muitos pais – ouvir da boca do filho que ele quer ganhar uma Barbie do Papai Noel, pode levar o “ego familiar” à falência.
Acalmem-se pais: a homossexualidade não é contagiosa. O grande temor dos pais é que ter um filho brincando com bonecas possa transformá-lo ou ser um “grave indício” de que ele é homossexual e isso não é verdade. Somos nós, enquanto pais, educadores e sociedade que construímos e determinamos, artificialmente e ao longo de gerações quais são os brinquedos próprios de meninos e meninas de acordo com as regras da sociedade. Desse modo, e infelizmente, meninas ganham bonecas, panelas e vassouras, enquanto meninos ganham carros, tijolinhos, maletas de médico e caixas registradoras.
A criança terá interesse por tudo que é novidade, colorido e faz barulho, independente se for uma Barbie ou uma bola de futebol. E não será o interesse por certos tipos de brinquedos que interferirá na orientação sexual do seu filho. Isso porque a orientação sexual, que pode ser entendida como a “preferência” por um determinado sexo é um fator geneticamente determinado, como mostram diversas pesquisas, muito antigas inclusive. No mesmo raciocínio, insistir que seu filho goste de futebol e carrinhos de ferro não o tornará heterossexual. Se ele for homossexual, ele poderá ser um homossexual que goste de carros e futebol. Se ele for um heterossexual que brincou com panelinhas, poderá ser um indivíduo não machista que aprendeu desde cedo que homem também pode “pilotar fogão” e até se tornar um grande cozinheiro. Sabe-se lá.
Páscoa
Refletir sobre a Páscoa implica em refletir sobre o Amor. Amor capaz de dar a vida, superar divisões, perdoar pecados, iluminar caminhos. Quando penso na Páscoa fico emocionada. Nunca imaginei que alguém fosse capaz de querer se sacrificar por mim, por nós. Esse amor-doação sempre surpreende as pessoas, porque poucas delas estão dispostas a abrir mão de seu conforto para auxiliar quem quer que seja, imagine então, entregar-se em sacrifício por alguém. Seria demais, não é mesmo? Isso me faz sentir como precisamos de Deus, como Ele nos é imprescindível. Crer nesse amor é vital para a nossa sobrevivência e para o nosso equilíbrio emocional. Todo ser humano tem o anseio de ser amado. É isso que nos confere o senso de valor e utilidade. Jesus nos amou até a morte e, morte de cruz, terrivelmente sofrida. Ele disse que nos amaria para sempre. Alguém duvida desse amor?
Legião da Boa Vontade (LBV)
Ressurreição versus aborto
por Paiva Netto

Paiva Netto
Domingo de Páscoa. O ponto culminante da Semana Santa vem aí. É um dia especial de confraternização entre as famílias. Muito além dos festejos, a data comemora o maior dos milagres, a Ressurreição de Jesus, o Cristo Ecumênico, o Divino Estadista.
Firmado nesse marco histórico e na esperança de vida em abundância que ele acendeu nas Almas, invoco aos seres humanos misericórdia pelos inocentes no útero materno, direito adquirido no instante da concepção e, espiritualmente, antes mesmo dela.
Nem é preciso buscar argumentos religiosos para essa defesa. Basta o testemunho da biomédica dra. Lílian Piñero Eça, Ph.D. em biologia molecular pela Universidade Federal de São Paulo, presidente do Instituto de Pesquisa de Células-Tronco e diretora científica do Centro de Atualização em Saúde. Ela afirma com conhecimento de causa que “o início da vida humana é o encontro do espermatozoide e do óvulo. Ali se formam as células-tronco embrionárias, que darão origem ao ser humano; são intocáveis. Lá temos todas as proteínas e a sinalização para o futuro cérebro, as perninhas, os bracinhos”. (…)
Realmente, o próprio avanço científico apresenta-nos a consciência de que o aborto é impraticável do ponto de vista ético e, acima de tudo, humano.
Faço votos de que o divino significado de Jesus ressurreto renove e ilumine o respeito que devemos à vida em todos os seus estágios.
SOS CALAMIDADES
Maria Regina Canhos / Em nome do amor
Em nome do amor se faz tanta coisa que não tem nenhuma relação com ele. Mente-se, mata-se, engana-se, cala-se, morre-se! Em nome do amor se vive de aparência. E lobos se comportam como cordeiros… Pessoas aparentemente boníssimas se revelam más, escondidas detrás do manto do preconceito. Em nome do amor muita gente sofre sem merecer, porque a hipocrisia ainda é maior que o amor ao próximo e a preocupação com o seu bem estar. Mas, certamente Deus está acima de tudo isso. Acima das aparências, da hipocrisia, do preconceito. Ainda bem que Deus é um Pai amoroso; revestido de amor incondicional pela criatura, ciente de seus erros e fraquezas.
Algumas pessoas dizem amar, mas judiam da pessoa amada. Tratam-na com desrespeito, desconsideração, pouco caso, humilhação, indiferença. Isso, perdoem-me, não é amor. O amor pressupõe acolhimento, afeição, não julgamento. A maior parte das pessoas ama condicionalmente, ou seja, ama apenas quando lhes convêm. Se se age de acordo com o esperado, ótimo. Mas, se se age de modo contrário, que decepção; acabou o amor!
Maria Regina Canhos em: Os grandes golpes da vida
Se você acabou de levar um grande golpe da vida saiba que isso não acontece só com você. Na verdade, esses tropeços nos ensinam muito mais do que podemos imaginar acerca das pessoas e das coisas. São situações que nos proporcionam amadurecimento quando encaradas positivamente, mas bem sei que essa é a parte mais difícil. Quando nos sentimos pisoteados, afrontados, humilhados… a última coisa que pensamos é tirar proveitosa lição do incidente dramático. Normalmente, ficamos coléricos à espera de uma oportunidade de revide, quando a vida novamente vier a nos favorecer. Sentir assim é natural, embora não seja nada produtivo. De que adianta ficar rememorando palavras ofensivas, atitudes desrespeitosas, carrancas ameaçadoras? Serve somente para minar nossa paz interior e tornar desconfortável o nosso dia a dia.
As pessoas naturalmente se dividem em dois grandes grupos: os “de bem com a vida” e os “de mal com a vida”. Para os “de bem com a vida” as coisas ruins também acontecem, é claro, mas são encaradas de forma positiva, servindo de aprendizado, embora doam tanto quanto para os “de mal com a vida”. A diferença básica é que os “de mal com a vida” pensam nisso o tempo todo, e procuram avidamente uma vítima para o seu mau humor, o seu descontrole emocional, o seu desequilíbrio interno. Qualquer um pode vir a ser alvo dos “de mal com a vida”, simplesmente porque essas pessoas, quando infelizes, querem arrumar companhia para não ficarem tão sós em seu afastamento orgulhoso. A frustração não é vista por eles como forma de se aprimorar, pelo contrário, é sinal de que o mundo está contra; e se o mundo está contra: “pau” nele.
Legião da Boa Vontade (LBV).
Liderança nova
por Paiva Netto


Paiva Netto
Há dez anos, ao acompanhar pela Super Rede Boa Vontade de Rádio, a partir da AM 1210 kHz, o programa “Bolo com Pudim” (apresentado por crianças da Legião da Boa Vontade e dirigido ao universo infantil), senti-me motivado a entrar ao vivo na programação e propor aos meninos e meninas da LBV um desafio: a criação de um fórum para que essa novíssima geração pudesse discutir e apontar soluções para os principais problemas que preocupam os pequeninos. É velha a minha assertiva de que quem pensa que criança é boba é que é bobo.
Compartilho aqui alguns trechos desse meu improviso naquele memorável 22/2/2003:
Quero fazer-lhes uma proposta. É algo que considero importante. O que vemos hoje em toda parte? Uma tremenda ganância, e vocês são a primeira vítima. É aquilo que afirmei em 2/3/1996, ao inaugurar no Rio de Janeiro o Centro Educacional, Cultural e Comunitário da LBV, e que foi destacado pela revista IstoÉ: A criança geralmente apenas devolve aquilo que a sociedade lhe proporciona. Se a sociedade lhe oferecer lixo, em geral ela vai devolver-lhe lixo, mas, se der Amor — que significa Fraternidade, Solidariedade, Compaixão —, vai ser mais bonita de Espírito e de rosto. Portanto, a minha preocupação, como disse numa palestra em Brasília/DF, no lançamento da Operação Jesus, em 25/3/1995, é a de abrir caminhos para uma liderança nova. As Instituições da Boa Vontade têm de se apresentar ao mundo com a sua face decisiva de realizações. Jesus espera isso de cada um de nós. Ele revelou: “Vós sois deuses. Eu voltarei ao Pai, vós ficareis aqui na Terra, portanto, podereis fazer muito mais do que Eu” (Evangelho segundo João, 10:34 e 14:12). Milagre não é só salvar a pessoa que sofre de uma doença incurável no corpo. Principalmente, é fazer sarar os Espíritos, mostrar a eles a iluminação que possuem. Vocês têm merecimento diante do Pai Celestial, ó novíssima geração!
Maria Regina Canhos em: A mulher e suas muitas faces
Mais um dia internacional da mulher… A cada ano avançamos em reflexões acerca dessa que é singular e multifacetada. Decantada e amaldiçoada ao longo dos anos pelos homens e pelas próprias mulheres, a mulher tem se fortalecido enquanto pessoa que luta por reconhecimento e respeito, embora nem sempre assuma condutas que lhe assegurem tais condições. São ensaios de acertos e erros, banhados em lágrimas de alegria e tristeza. Sem dúvida, a maior parte das mulheres é emotiva e apresenta labilidade de humor. Conseguem habilmente mudar de opinião, de uma hora para outra, confundindo a linha de raciocínio de qualquer um. Incompreendidas por muitos, revelam alternadamente o seu lado meigo e perverso, principalmente quando estão reféns da famigerada TPM.
A verdade é que, esquivar-se do contato feminino corresponde a empobrecer o dia a dia. As mulheres em geral são bonitas, perfumadas, cheias de charme e sensualidade. Podem ser novas ou maduras, mas guardam segredos passados de geração em geração, e que normalmente têm relação com a maternidade. Você pode até se perguntar: o quanto isso me interessa? E nesse caso, devo lembrar-lhe que se está vivo entre nós, é porque teve ao menos uma mulher na vida, a sua mãe!
As mulheres são guerreiras natas. Donas de tenacidade ímpar e capacidade de suportarem as situações mais adversas. Constroem castelos diários que muitas vezes desmoronam ao cair da tarde, quando os companheiros chegam embriagados e violentos ou altivos e distantes. A humilhação faz parte do contexto de muitas delas, assim como a precariedade financeira. Se algumas vendem carinhos, certamente o fazem porque existe quem pague para lhes usar o corpo das formas mais abjetas e inimagináveis. A necessidade, sem dúvida, colabora para que muitas vivam sem esperanças num futuro melhor.
Mesmo lutando contra tantas adversidades as mulheres se superam a cada dia e se posicionam como provedoras de seus lares, mantendo, por vezes, além dos filhos o próprio consorte. Mais que um rostinho bonito, a mulher é agente transformador onde quer que esteja; espalhando compaixão e misericórdia pela face da terra. Erros existem, é claro; mas, onde não os há? No entanto, servem para aprimorar o caráter daquelas que ousaram enfrentar o mundo e sua crueza. A todas as mulheres o meu reconhecimento, o meu abraço, o meu carinho, e os votos de um feliz dia internacional da mulher!
Maria Regina Canhos (e.mail: contato@mariaregina.com.br) é escritora.
Legião da Boa Vontade (LBV).
Combate à violência contra mulheres e meninas
por Paiva Netto

Paiva Netto
Celebramos o Dia Internacional da Mulher em 8 de março, contudo, nada nos impede de tocar no assunto em qualquer ocasião. Defendo sempre que dignificar a mulher é valorizar o homem. Provê-la do apoio necessário, com o acesso à educação de qualidade, a um sistema eficiente de saúde e segurança, é dever do Estado e compromisso de todos nós. O respeito e uma boa orientação material e espiritual às mulheres lhes possibilitam atingir o grau de excelência nas atribuições que exerçam, por exemplo, no papel de mãe generosa, devidamente preparada para formar cidadãos dignos. Cabe aqui repetirmos o pensamento do educador norte-americano Charles Mclver (1860-1906): “Se você educar um homem, educa um indivíduo; mas, se educar uma mulher, educa uma família”.
Na abordagem desse tema, de interesse geral, com muito prazer trago-lhes trecho da entrevista que a ilustre dra. Maria do Rosário Nunes, ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), concedeu no Templo da Boa Vontade, em Brasília/DF, em 22 de janeiro deste ano. No ensejo, ela comandou um ato ecumênico em prol da tolerância religiosa, assinando, juntamente com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República, a portaria de criação do Comitê Nacional de Diversidade Religiosa.
Ao discorrer sobre o 8 de Março, especialmente para a revista “Boa Vontade Mulher”, declarou:
O ano da contabilidade
por Antoninho Marmo Trevisan*
O Conselho Federal de Contabilidade (CFC) lançou uma campanha muito oportuna para as empresas, a economia, o setor educacional e acadêmico e toda a sociedade. Trata-se do projeto 2013: Ano da Contabilidade no Brasil. Objetivo é informar sobre os serviços prestados pelos profissionais do setor e conscientizar sobre a sua importância para o desenvolvimento socioeconômico do País.
A grande missão da contabilidade, desde o seu grande difusor, o frei Luca Bartolomeo de Pacioli, que registrou o sistema das partidas dobradas pela primeira vez em livro, é estabelecer a figura da responsabilidade no trato da coisa pública e privada. Este elementar princípio, que ele descreveu em 1494, basicamente instituiu uma nova ordem econômica, que indicava ser impossível que uma pessoa pudesse aplicar um recurso sem ter a sua origem definida e calculada. Quando não se respeitam tais pressupostos, tende-se a montar orçamentos que não fecham, contas que não batem e empresas e países que quebram.
No Brasil, a contabilidade floresce e se posiciona como atividade cada vez mais relevante. Trata-se de fator decisivo para atribuir credibilidade aos setores público e privado, criando base importante de sustentação para nosso crescimento econômico. Por isso, é fundamental a formação de novos contadores altamente capacitados no plano técnico e conscientes de seu papel no processo de desenvolvimento nacional.
Maria Regina Canhos Vicentin em: Família
A vivência e o amadurecimento por vezes nos levam a questionar aquilo que tínhamos como certo. Graças a Deus, sou uma pessoa flexível e aberta ao novo; caso contrário, jamais poderia vir a me beneficiar com o que a vida pode me ensinar. Tenho mudado o meu conceito de família. Por muitos anos acreditei que a família deveria ser composta por pai, mãe, filhos, avós, tios, primos… Hoje não penso mais assim! Percebi que existem os componentes consanguíneo e afetivo, e que nem sempre eles coincidem na mesma pessoa. Além disso, outra coisa que descobri é que o componente afetivo costuma ser muito mais precioso e importante que o da consanguinidade.
É comum encontrarmos famílias onde imperam desavenças, desrespeito, humilhações, violência… Crianças criadas como se fossem um problema a ser resolvido. Cônjuges suportando-se mutuamente num casamento de aparência. Pais coagidos diante da tirania de seus adolescentes. Tudo isso existe e se perpetua em nome da manutenção da “família”. Resultados advêm obviamente: pessoas traumatizadas, depressivas, descrentes, amedrontadas… Tudo em prol da conservação de uma situação vista como a mais favorável, satisfatória, religiosa e socialmente adequada.
Rosana Braga em: VOCÊ OUVE OS SINAIS QUE A VIDA MANDA?
Lembre-se de uma situação bem desagradável que já aconteceu com você! Talvez uma traição num relacionamento, uma mentira descoberta, uma briga grave ou algo assim. Agora, sem abusar do lugar de vítima, tente retroceder esse acontecimento na memória, como se fosse um filme que pudesse ser rebobinado em câmera lenta.
A ideia é que você perceba que antes do “caldo entornar” ou “da porca torcer o rabo” ou do pior ter acontecido, alguns sinais foram dados. Se você reparar bem, nada acontece da noite para o dia, ou do nada, como muitos preferem acreditar. Além disso, tudo o que faz parte da nossa história, sempre inclui a nossa participação, de uma forma ou de outra. Ou seja, nunca somos somente passivos. Há algo de nós que está ativo em qualquer circunstância e que precisa ser considerado se quisermos aprender alguma coisa. Nem que seja como não cometer o mesmo erro infinitas vezes.
O fato é que a vida sempre nos manda dicas, sinais, avisos sobre estarmos ou não estarmos no caminho certo. Mas, geralmente, ignoramos, não estamos atentos. Simplesmente insistimos no mesmo, no cômodo, no conhecido. E quando dá errado, imediatamente vestimos a carapuça de vítimas. Vítimas do outro, da injustiça do mundo, do raio que o parta. Nunca vítimas de nós mesmos, das armadilhas que nós mesmos armamos contra nossa chance de ser feliz.







































