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:: ‘Falaê’

Por que algumas pessoas só dão valor quando perdem?

Por Rosana Braga

Não sei o que é pior: já ter conhecido alguém que só dá valor ao que tem depois de perder, ou ser alguém assim. Não estou julgando. Não se trata de valores morais ou avaliações do tipo “certo” ou “errado”. O que quero dizer é que é mesmo lamentável só conseguir se dar conta de algo ou alguém quando já é tarde demais!

Sei que, aos mais céticos, parece conversinha inútil. Mas tenho visto, ouvido e até acompanhado algumas histórias de dar pena. Triste mesmo! De gente que parece estar contra si mesmo. De homens e mulheres botando a perder o que têm de melhor e de mais importante em suas vidas, simplesmente por não conseguirem enxergar o belo, o bom, o que, aos seus olhos fechados, parece pouco…

Muito já se repetiu que temos dois caminhos para aprender qualquer lição nesta vida: pelo amor ou pela dor. Em geral, infelizmente, escolhemos o segundo caminho. Claro, inconscientemente. Mas isso não nos torna vítimas ou inocentes. Nem culpados ou algozes, no entanto.

Trata-se, sobretudo, de uma constatação que deve, sim, servir para nos tornar mais atentos. É fato que já passou da hora de muitos de nós tomarmos uma boa sacudidela. Um susto suficientemente grande para nos fazer acordar e manter os olhos bem abertos!

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Legião da Boa Vontade (LBV)

Fórum celebra a vida

Paiva Netto

Paiva Netto

No próximo sábado, 29/6, a militância jovem da LBV encerrará os trabalhos do 38º Fórum Internacional da Juventude Ecumênica da Boa Vontade de Deus, em várias cidades do Brasil e do exterior. “Viver é melhor! — Um brado de Amor à Vida” é o tema que os moços vêm desenvolvendo nos últimos meses. Campanhas a favor da Vida e, portanto, contra as drogas, o aborto, a eutanásia, o suicídio, marcaram as atividades.

Um dos destaques foi a nossa iniciativa de lançar neste mês de junho a radionovela “Memórias de um Suicida”, adaptação do livro homônimo psicografado pela famosa médium brasileira Yvonne do Amaral Pereira e cujos direitos autorais foram gentilmente cedidos pela Federação Espírita Brasileira (FEB). O drama relata-nos a lição de arrependimento e renovação de Camilo Cândido Botelho (pseudônimo). A sinopse dessa história assim informa: “Ao ficar cego, no fim do século 19, depois de sofrer vários conflitos conjugais e familiares e a decadência financeira, ele se suicidou aos 65 anos de idade acreditando que a ‘morte seria o fim’ de seu sofrimento. Mas, como na Profecia de Jesus (no Apocalipse), a morte não o aceitou e Camilo (Espírito), mais vivo do que antes, apesar do suicídio, viu seus dramas multiplicados dolorosamente por mais de 50 anos de padecimentos e remorsos jamais experimentados por ele na Terra”.

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Maria Regina Canhos em: Mude o Brasil, mas comece por você!

Manifestações pipocam pelo país num misto de revolta, indignação, desespero e pancadaria. Será que o povo brasileiro acordou ou está sendo mais uma vez manipulado por pessoas sagazes que sabem se aproveitar das fragilidades humanas? Coisa pra se pensar, não é mesmo?! Penso que o país pode mudar, sim; mas creio que a mudança deve começar por cada um, afinal, o Brasil somos nós! A passividade com a qual aceitamos a corrupção nada mais é do que a tolerância que exercitamos diante de nossas próprias mazelas pessoais. Que me desculpem os cidadãos honestos, pois sei que existem; mas a maioria dos brasileiros traz a corrupção nas entranhas, resquícios da formação do nosso povo com pessoas da pior linhagem (os historiadores bem sabem).

Lutar contra a própria natureza é tarefa das mais árduas e, nesse sentido, parabenizo o povo sofrido por se insurgir contra os desmandos e a exploração vigentes. No entanto, lamento a forma como alguns protestam, voltando-se contra outros pares (imersos em igual sofrimento), projetando-lhes toda a ira que deveriam canalizar de modo construtivo para despertar a consciência de tantos adormecidos.

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Professor de psicologia da FASM comenta projeto de lei sobre “Cura gay”

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (18) projeto de lei conhecido como “cura gay”, pelo qual psicólogos podem propor tratamento para homossexualidade. O projeto permite que psicólogos proponham tratamento da homossexualidade, eliminando as normas do Conselho Federal de Psicologia que proíbem que a homossexualidade seja vista como doença.

Para o psicólogo clínico, terapeuta sexual e professor da Faculdade Santa Marcelina – FASM, Bruno Rosostolato, esta é uma grande distorção e falta de conhecimento sobre a homossexualidade. “Não existe doença numa expressão legítima da sexualidade. A homossexualidade é uma orientação sexual, portanto, uma maneira de expressão do desejo e muito além disso, uma identidade sexual, assim como é a heterossexualidade.”

“O psicólogo deve antes de tudo respaldar e sustentar a liberdade e espontaneidade dos clientes e de maneira alguma agir em sua vida. O profissional de psicologia orienta, amplifica e clarifica, assegurando e respeitando a identidade do sujeito. É falacioso a ideia de cura e transformação de uma orientação por outra. Devemos curar sim o preconceito e combater os conceitos deturpados, a ignorância da sociedade sobre a homoafetividade. A lei é um desserviço para a sociedade e para a área de psicologia, que busca conscientização, autonomia, autoconhecimento e a emancipação dos clientes diante de suas dificuldades, angústias e anseios, cujo instrumentos são o diálogo e a liberdade de expressão e da emoção. A cura gay é mais uma das mazelas e um vírus que adoece as mentalidades que necessitam crescer. Esta lei é um retrocesso e a penúria para as pessoas”, avalia.

Legião da Boa Vontade (LBV)

Globalização e pluralismo

Paiva Netto

Paiva Netto

Na obra “Reflexões da Alma” (2003), escrevi que — em um mundo que se globaliza, tantas vezes esmagando tradições respeitáveis, é prudente não desconsiderar o pluralismo que existe em cada povo, até mesmo em pequenas tribos, enquanto labutamos em favor do espírito solidário, altruístico, preconizado pelo Ecumenismo Irrestrito, que é Boa Vontade em marcha. Isto é, a vontade decidida, generosa; universal vontade de viver em paz, como, por muitos anos, pregou o escritor e poeta brasileiro Alziro Zarur (1914-1979). O autor do “Poema do Deus Divino” lançou, já na década de 1940, a Cruzada de Religiões Irmanadas, sob a invocação de um Brasil melhor e de uma Humanidade mais feliz. O espírito de Fraternidade entre os religiosos deve servir de exemplo aos demais. (…)

O Ecumenismo nos eleva à procura de soluções globais, dentro do espírito universal de Fraternidade, pregada por grandes pensadores e inspirados líderes de religiões. Ela é o “fio de Ariadne”, que, seguramente nos conduzindo pelos caminhos escuros e tortuosos das cavernas do Minotauro, pode levar-nos à esplendorosa claridade do Sol, livrando-nos das trevas dos ódios sectários. (…)

O estágio de fragilidade moral do mundo é tão avançado, apesar dos progressos atingidos, que, para acabar com a violência, só existe uma medicina forte: a da escalada da Fraternidade Solidária, aliada à Justiça, na Educação. Por isso, ecumenicamente espiritualizar o ensino é um poderoso antídoto contra a agressividade. Por falar na “Senhora de Olhos Vendados”, aqui um ilustrativo pensamento do ensaísta francês Luc de Clapiers, Marquês de Vauvenargues (1715-1747): “Não pode ser justo quem não é humano”. Por conseguinte, também não pode ser feliz.

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A vaia saiu às ruas

Clóvis Rossi*

 Aviso ao leitor: esta é apenas uma primeira aproximação ao que está acontecendo no Brasil. Sou obrigada a concordar com Ângela Randolpho Paiva, do Departamento de Ciências Sociais da PUC-Rio, que admitiu honestamente à GloboNews: “Estamos atordoados”.

Com razão. O Brasil não é um país de sair à rua, salvo em Mundiais. Que saia agora, em massa, ainda por cima para protestar também contra as obras da Copa, é de atordoar qualquer um.

Mas jornal circula todos os dias, e não consigo silenciar à espera de recolher os elementos indispensáveis a uma análise mais aprofundada. É preciso pincelar algumas ideias, apesar de os protestos do dia estarem apenas começando, por imposição dos horários de fechamento.

O que já está evidente é que a vaia ouvida no sábado no estádio Mané Garrincha saiu às ruas. Não adianta o petismo e a mídia chapa-branca tentarem dizer que a vaia partiu da elite, única em condições de pagar o preço abusivo dos ingressos.

Nas ruas do Rio ontem, havia uma vaia clara, na forma de uma faixa: “Fora Dilma/Fora Cabral”.

Tanto o Rio quanto Brasília, é sempre bom lembrar, são praças fortes do lulismo. Que apareça um cartaz como esse, ainda que isolado, é eloquente do estado de insatisfação de uma parcela importante do público.
Mas é fundamental ter em conta duas coisas:

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Aeroportos sem puxadinhos

Por Reginaldo Gonçalves*

Reginaldo Gonçalves

Reginaldo Gonçalves

O transporte aéreo apresenta pontos de saturação em virtude da falta de investimentos e a necessidade destes é evidente, não pela carência de aeronaves, mas pela falta de estrutura dos grandes aeroportos para pousos e decolagens.

Atualmente, existe um problema sério, perigoso e preocupante nos pousos em grandes aeroportos porque muitos aviões são obrigados a taxiar até receber autorização para aterrisar.

A privatização dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, que ocorreu em 2012, deverá trazer investimentos privados de R$ 16 bilhões. Contudo, a falta de investimentos nos últimos anos causou problemas de restrição que prejudicaram o País, inclusive nas relações internacionais.

Pelos estudos efetuados pela FGV – Fundação Getúlio Vargas – o caos vai se estender para o Aeroporto de Congonhas e até 2020 o Aeroporto de Viracopos deve estar saturado se não houver investimentos estruturais.

A necessidade de investimentos de natureza privada, pelos estudos, deve chegar a R$ 30 bilhões até 2030, e isso somente será possível se houver segurança dos investidores em colocar seus recursos com um mínimo de garantia e retorno.

A preocupação é que na política de Parceria Público Privada possa haver o aumento das locações do espaço no uso do aeroporto pelas empresas aéreas e haver a necessidade de repasse dos custos para as passagens aéreas, o que iria na contramão do objetivo de expansão, melhoria dos serviços e manutenção ou redução das tarifas cobradas.

É fundamental que haja estratégias que sejam sustentáveis e não sirvam somente para atender às necessidades momentâneas da Copa do Mundo.

O país precisa crescer e o número de usuários de voos brasileiros ainda é pouco se comparado com passageiros de outras partes do mundo.

O número de voos médios efetuados pelos americanos, atualmente, gira em torno de 2,17 por habitante enquanto que o dos brasileiros fica em 0,51 por habitante, um número ainda muito baixo e que poderá permitir crescimento na área se houver um aumento da renda.

* Reginaldo Gonçalves é coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Santa Marcelina – FASM

Maria Regina Canhos em: Dia dos namorados

O dia dos namorados está chegando e cutuca o coração até daqueles que não têm alguém ao lado, porque todos, sem exceção, buscam ao menos um amor verdadeiro ao longo da vida. E um amor verdadeiro é tão lindo, tão intenso… Pena que nem todos consigam encontrar e viver esse amor. Talvez uma das melhores sensações do mundo seja a de estar enamorado. Sentir que se é amado produz em nós uma felicidade tão grande que nos bombardeia com ondas de bem estar. Sorrimos o tempo todo. Nada é problema se aquela pessoa está ao nosso lado. Nossos olhos sorriem, nossa alma se sente iluminada. O amor parece nos transportar para outra dimensão. Que delícia!

O verdadeiro namoro é muito diferente do “ficar” de hoje em dia, porque existe comprometimento, responsabilidade, compromisso. Um quer se afivelar ao outro para não dar chance de aparecer pessoa diversa que estrague o elo constituído entre eles. Os olhares são profundos; desvendam segredos que se escondem dentro do coração esperançoso da pessoa que ama. Sonhos de amor. Anseio de viver momentos felizes ao lado de quem se encontrou.

Amar, em muitos aspectos, é achar no outro aquilo que falta em nós. Apaixonamo-nos pelo que o outro tem e nós não temos; como se quiséssemos completar a criação de nós mesmos. Assim, há quem busque a complementaridade; e, na gestalt dos corpos e almas, um todo bem diferente da soma das partes, um todo que transcende a frequência humana.

Como é lindo amar… Como é lindo se apaixonar… Aos namorados faço votos de tranquilidade e alegria, estabelecidas na confiança e respeito recíprocos. Não há amor sem respeito, porque a pessoa precisa dele para se sentir segura e à vontade. Xingamentos, ciúme excessivo e infidelidade maculam o relacionamento por vezes de forma irremediável. Confiança é a base de um namoro bem sucedido, pois sobre ela se edifica a relação a dois. A afeição vem depois… Ninguém gosta de quem não confia. É preciso se sentir seguro para vivenciar o amor em sua plenitude. Muitos dizem: não sei o que é amar! Mas também não confiam; não se sentem seguros de que são amados e respeitados na relação.

Aos namorados desejo muita luz para guiar seus passos na direção certa. Paixão nem sempre é indicativo de decisão acertada. Somente o tempo traz a certeza de que o sentimento é estável e duradouro, porque uma relação se constrói ao longo dos dias, meses e anos. Oxalá, todos tenham tempo para viver um amor; e que esse amor seja grande para suportar o passar dos anos; e que seja recíproco, pois somente uma andorinha não faz verão e apenas uma pessoa não pode amar por duas. Enfim, desejo que Deus abençoe os corações enamorados, assegurando-lhes o direito de viver esse amor. Assim seja!

Maria Regina Canhos (e.mail: [email protected]) é escritora.

Maria Regina Canhos em: A dura carga da mulher

Talvez eu devesse ter escrito este artigo no dia internacional da mulher, mas na ocasião não tive inspiração. Aliás, não sei se me faltou inspiração ou indignação para escrevê-lo no mês de março. A verdade é que estou consternada com a dureza com a qual a mulher é tratada na sociedade desde que nasce. Embora em alguns casos mais veladamente, o preconceito permeia nossa existência desde o berço. Filho homem parece ser sinal de benção, enquanto que filha mulher… sabe-se lá o que pode vir a ser. Já pequenina a mulher arrebanha olhares maliciosos e desperta desejos nos homens com distúrbios na sexualidade. Antes mesmo de ingressar no ensino fundamental, passa a ser alvo da violência física e sexual. A menarca traz consigo o incômodo de sangrar todo o mês até a menopausa, isso acompanhado de cefaleias, dores abdominais, náuseas e mudanças de humor características da tensão pré-menstrual.

Espera-se tudo da mulher. Bom comportamento, boa índole, disposição para o trabalho e para a maternidade, fidelidade, organização, eficiência, romantismo, meiguice, moderação, prudência, discrição, sensualidade, obediência, resignação e fé, além de outras características que as mulheres sabem bem quais são porque também lhes são exigidas. Ora, mas que exagero; quem exige isso? A sociedade como um todo; os pais (e mães), os filhos (e filhas), os homens em geral e as próprias mulheres.

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Legião da Boa Vontade (LBV)

A Política mais inteligente

 Paiva Netto

Paiva Netto

No livro “É urgente reeducar!”, escrevi:

O Ecumenismo da Fraternidade será a razão de ser das criaturas humanas no transcurso do Terceiro Milênio. É uma questão de progresso (e de sobrevivência), no qual, de certa forma, acreditou boa parte de gerações e gerações que nos antecederam. Se assim não cressem e não agissem, onde estaríamos hoje? Talvez na era da pedra lascada!…

O Amor não é degradação de corpos nem de mentes, e sim a Força de Deus, da Sabedoria Suprema em nós, ou lá como pensem os Irmãos ateus acerca dos assuntos mais elevados. Amar é um ato de coragem. Foi o exemplo que nos ofereceu Jesus. É a Política mais inteligente que um indivíduo pode conceber. Ela contempla ainda o correto entendimento do axioma de Confúcio (551-479 a.C.): “Paga-se a Bondade com a Bondade, e o mal com a Justiça”. Ou seja, é imperioso ter bom senso.

Conforme ressaltei ao meu velho amigo jornalista Paulo Parisi, em 1981, instruir com acerto é boa Política, porque educar e espiritualizar redime as criaturas, as nações, a Natureza, o planeta. Não podemos progredir destruindo o mundo, a nossa casa coletiva, por efeito de ignorância não apenas intelectual, como também, e principalmente, moral e espiritual.

Trata-se de Política excelente. A providência de educar, reeducar, instruir, espiritualizar no caminho da Paz, resultante da confraternidade das numerosas culturas que compõem a civilização que, em si mesma, é una, planetária. (E não esqueçamos jamais que a nossa existência não é unicamente física, porquanto começa no Céu, ou Mundo Espiritual, antes de sermos carne.) Do contrário, o que poderá vir a abater-se sobre a Terra será o doloroso inverso do Amor, a exemplo desse ecocídio que provocamos por aí. Pois, na verdade, já que fazemos indissociável parte do esquema planetário de sobrevivência, estamos então cuidando, com contumácia, de nossa automatança coletiva.

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Maria Regina Canhos em: Mãe

Por esses dias tive a grata satisfação de ouvir a pregação de uma pastora de Goiânia, de nome Luciene Gonçalves. Ela participou de um evento na minha cidade natal, Jaú. Um desfile que contou com a participação da Miss São Paulo, Francine Pantaleão, e ocorreu nas dependências da Igreja Batista Renascer. Luciene falou sobre a mulher, e como ela pode mudar o destino de seu filho e até de uma nação. Muito interessante; realmente comovente; deixou muitas de nós na plateia com lágrimas nos olhos. Refletir sobre suas palavras me fez avaliar quão grande é a missão da mulher-mãe.

Sem dúvida a maternidade encerra uma série de transformações na vida da mulher. Transformações definitivas em seu corpo e também em seu coração. Acolher no ventre um bebê durante os nove meses de gestação é, sem dúvida, prova de amor e doação. Sentir dia a dia as dores da dilatação uterina, a expansão da barriga, o rompimento de estrias e vasinhos pelo corpo, sinais visíveis de um caminho sem volta. Plásticas podem arrumar o visual, mas o emocional, jamais. Nunca mais aquela mulher será a mesma. Nunca mais terá sossego enquanto seu filho for vivo sobre a terra e, mesmo depois de morto, sua lembrança estará com ela, sepultada em seu coração.

Ser mãe é entregar um pedaço de si a humanidade. É ser cúmplice no projeto de Deus quando Ele resolve confiar mais uma vez no ser humano, dando-lhe o sopro vital e a oportunidade de fazer novas todas as coisas. Com o sim da mulher, o Criador renova a crença no potencial de mudança das pessoas, e o ventre passa a ser templo sagrado onde a vida se manifesta. Louvado seja Deus por agraciar a mulher com tão preciosa colaboração em relação à criação, à vida na Terra. A perfeição da criação se nota a cada dia. A perfeição do ser humano é inimaginável. Abrigar tudo isso no ventre é absolutamente maravilhoso!

Ser mãe é ter o maior milagre do Criador dentro de si. É participar do processo criativo doando a matéria prima com a qual será confeccionado o próximo rosto do Cristo entre nós. E, não bastasse isso, segue-se ainda a amamentação, o cuidado com a criança recém-nascida, a disponibilidade incessante para os momentos febris, de cólicas e enfermidades. Ser mãe é ter o futuro da humanidade no ventre com a benção do Criador. Se existe algo mais lindo que isso, Deus certamente guardou para si mesmo!

Maria Regina Canhos (e.mail: [email protected]) é escritora.

Maria Regina Canhos em: A importância da autoestima

Maria-Regina-Canhos-Vicentin_cartãoA vida nos traz desafios constantes para os quais precisamos estar preparados. Talvez nossa maior aliada, ao lado da fé, seja a autoestima. Apreciação de si mesmo, não no sentido egoísta, mas amoroso do termo. Estimar a si mesmo é ter respeito pela pessoa que se é. Prezar o templo no qual o Senhor Deus decidiu colocar seu sopro vital. Ter consideração e carinho pela pessoa que nos tornamos com o passar dos anos, reconhecendo nossos defeitos e qualidades, procurando nos aprimorar a cada dia.

Muitos não dão o devido valor a si mesmos. Possuem histórias familiares complexas, em que foram depreciados, humilhados, menosprezados… Necessitam, muitas vezes, de auxílio para conseguirem enxergar quão valorosos são. Esse auxílio pode ser encontrado na psicoterapia, no aconselhamento psicológico, no tratamento com profissional habilitado para trabalhar com as dificuldades emocionais. É um investimento que vale a pena quando descobrimos quão preciosos somos; quanto um olhar incondicional e amoroso pode nos auxiliar.

Com quarenta e sete anos percebo que a vida poderia ter me soterrado não fosse a minha autoestima. Ela não nasceu comigo, mas foi desenvolvida ao longo dos anos e com o auxílio de pessoas mais experientes e profissionais da área psicológica. Faz toda diferença nos momentos difíceis. É preciso autoestima para não esfacelar, esmorecer ou sucumbir. Para fazer escolhas sensatas, agir com moderação, manter a calma diante de provocações e calúnias. É preciso autoestima para erguer a cabeça e continuar lutando diante de uma situação adversa, assim como sobreviver à culpa ou lidar com a revolta e a mágoa.

Enfim, são necessárias muita coragem e autoestima para tomar decisões sérias, em que outras pessoas estão envolvidas e podem igualmente sofrer e se traumatizar. Nem sempre temos condições de nos sacrificar por um ideal que não é compartilhado. O desgaste, a acomodação e a falta de interesse interferem demasiado em muitos de nossos sonhos e planos. Sacrifício unilateral conduz ao esgotamento e pode levar à morte. A autoestima faz toda diferença nesses momentos de crise e pode ser desenvolvida através de um processo psicoterapêutico. Não permita que lhe tirem aos poucos toda a alegria de viver. Enfrente. Lute. Mostre a todos que é possível vencer Golias com uma funda na mão quando se está alicerçado em Deus e com a consciência tranquila. Resgate sua autoestima e deixe de sofrer.

Maria Regina Canhos (e.mail: [email protected]om.br) é escritora.





















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