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:: ‘Falaê’

CORPUS CHRISTI

Dom Fernando Arêas Rifan*

Amanhã celebraremos com toda a Igreja a solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, ou Corpus Christi.
A belíssima catedral gótica de Orvieto, na Itália, que já visitei, conserva o relicário com o corporal sobre o qual caíram gotas de sangue da Hóstia Consagrada, durante a Santa Missa, celebrada em Bolsena, cidade próxima, onde vivia Santo Tomás de Aquino, que testemunhou o milagre. Estamos no século XIII. O Papa Urbano IV, que residia em Orvieto, ordenou ao Bispo Giacomo que levasse as relíquias de Bolsena a Orvieto, em procissão. Quando o Papa encontrou a Procissão na entrada de Orvieto, pronunciou diante da relíquia eucarística as palavras: “Corpus Christi (o Corpo de Cristo)”. O Papa prescreveu então, em 1264, que na 5ª feira após a oitava de Pentecostes fosse oficialmente celebrada a festa em honra do Corpo de Deus, sendo Santo Tomás de Aquino encarregado de compor o texto da Liturgia dessa festa. O Papa, que havia sido arcediago de Liège, na Bélgica e conhecido Santa Juliana de Mont Cornillon, atendia assim ao desejo manifestado pelo próprio Jesus a essa religiosa, pedindo uma festa litúrgica anual em honra da Sagrada Eucaristia. Em 1247, em Liège, já havia sido realizada a primeira procissão eucarística, como festa diocesana, sendo estabelecida mundialmente pelo Papa Clemente V, que confirmou a Bula de Urbano IV. Em 1317, o Papa João XXII publicou na Constituição Clementina o dever de se levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
Por que tão solene festa?  Porque “a Eucaristia é o coração e o ápice da vida da Igreja, pois nela Cristo associa sua Igreja e todos os seus membros a seu sacrifício de louvor e ação de graças oferecido uma vez por todas na cruz a seu Pai; por seu sacrifício ele derrama as graças da salvação sobre o seu corpo, que é a Igreja. A Eucaristia é o memorial da Páscoa de Cristo: isto é, da obra da salvação realizada pela Vida, Morte e Ressurreição de Cristo, obra esta tornada presente pela ação litúrgica. Enquanto sacrifício, a Eucaristia é também oferecida em reparação dos pecados dos vivos e dos defuntos, e para obter de Deus benefícios espirituais ou temporais” (C.I.C. nn.1407, 1409 e 1414). “O Sacrifício Eucarístico, memorial da morte e ressurreição do Senhor, em que se perpetua pelos séculos o Sacrifício da cruz, é o ápice e a fonte de todo o culto e da vida cristã, por ele é significada e se realiza a unidade do povo de Deus, e se completa a construção do Corpo de Cristo. Os outros sacramentos e todas as obras de apostolado da Igreja se relacionam intimamente com a santíssima Eucaristia e a ela se ordenam” (C.D.C. cân. 897).
Por ser tão importante e digna da nossa honra e culto, o Papa São João Paulo II, na sua Encíclica “Ecclesia de Eucharistia”, nos advertia contra os “abusos que contribuem para obscurecer a reta fé e a doutrina católica acerca deste admirável sacramento” e lastimava que se tivesse reduzido a compreensão do mistério eucarístico, despojando-o do seu aspecto de sacrifício para ressaltar só o aspecto de encontro fraterno ao redor da mesa, concluindo: “A Eucaristia é um dom demasiado grande para suportar ambiguidades e reduções”.

*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
http://domfernandorifan.blogspot.com.br/

Segurança infantojuvenil

Paiva Netto

Paiva Netto

Abuso e exploração sexual infantojuvenil. Assuntos que não podem ser ignorados. Problemas de magnitude global que exigem alerta constante de todos nós, principalmente dos pais e dos governos. Nada melhor que procurarmos caminhos eficientes em prol da assistência aos pequeninos.

Os Jogos Olímpicos, tendo o Brasil como sede em 2016, trarão ao país um enorme fluxo de turistas, algo providencial para a movimentação do comércio e de outros setores de serviço. Contudo, potencializa ainda mais a vulnerabilidade de crianças e jovens no que diz respeito à exploração sexual.

Juntamos nossos esforços aos de numerosas organizações do Terceiro Setor e aos do próprio governo no combate a essa terrível violência.

A Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), no programa Sociedade Solidária, trouxe elucidativa entrevista com a professora Dalka Chaves de Almeida Ferrari, membro da diretoria do Instituto Sedes Sapientiae, de São Paulo/SP, e coordenadora-geral do Centro de Referência às Vítimas de Violência (CNRVV).

A segurança das crianças e dos jovens, segundo a professora Dalka, carece de uma mobilização geral: “Trata-se de trabalho contínuo que merece uma atenção constante da política pública para fazer esse enfrentamento. E hoje são necessárias a capacitação e a sensibilização dos hotéis, com seus gerentes e todo o corpo de trabalho, dos taxistas, do pessoal da rodoviária, dos ônibus, dos aeroportos. Se for pensar em política, todos os ministérios teriam que ser capacitados para fazer esse enfrentamento”.

Quebrar o pacto do silêncio

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DIA DAS MÃES

A MULHER MODERNA TEM O DIREITO DE ESCOLHER COMO TRAZER SEU FILHO AO MUNDO 

Mulher moderna é assim: além de filha, mãe, esposa e profissional, ainda deve estar atenta à saúde e ao bem estar, o próprio e o da família. De rainha do lar a amiga e confidente, algumas ainda carregam culpa por não estarem presentes as 24 horas do dia junto aos filhos. Exercer a maternidade nunca foi tarefa das mais fáceis. O Dia das Mães pode ser um bom momento para reflexão. Em meio a tantos papéis, como se dividir para realizar bem todos eles?

A mulher precisa saber administrar cada situação para que consiga se sentir realizada, mas tendo consciência de que ela tem características específicas. Tarefa difícil, mas não impossível, ressalta o ginecologista e obstetra, defensor do parto humanizado (www.partosemmedo.com.br), Alberto Guimarães. “Para as mulheres que sentem a maternidade como uma missão, como uma contribuição para um mundo melhor, é importante saber que pensamentos, intenções e emoções de uma gestante influenciam diretamente o desenvolvimento fisiológico do feto. E esta influência continua a ser reforçada quando a criança nasce, desenvolve-se e amadurece”.

Mulheres chefes de família e que decidem ter filhos com mais de 35 anos são perfis cada vez mais comuns. “Elas não querem mais seguir os conselhos das próprias mães ou das sogras, mas ao mesmo tempo gostariam de ter um referencial”. Durante a gestação, quando a mulher opta pelo tipo de parto que trará seu filho ao mundo, muitas delas não estão conscientes desta escolha. O fazem por medo, pressão e até por ignorarem os benefícios do trabalho de parto no nascimento da criança.

Guimarães diz que é possível a gestante ter o direito natural e básico de ser a dona do seu parto. “O que muita gente desconhece são as vantagens que um parto normal pode trazer ao bebê e à mãe. Um nascimento com a menor necessidade possível de intervenções médicas ou farmacológicas, dando ao recém-nascido uma experiência acolhedora neste período de transição é uma dessas vantagens”.

Para o médico, no decorrer da história, o processo fisiológico do parto natural sempre foi visto como doloroso e sofrido, fazendo com que a mulher tivesse uma visão distorcida em relação ao nascimento. “Embora todos saibam que a fisiologia do parto envolve uma experiência corporal intensa, é possível encará-la com prazer e alegria, deixando os mitos de lado”.

Por fim, Dr. Alberto lembra de que é possível vivenciar este momento pelas vias naturais, permitindo que o corpo trabalhe da maneira como a natureza o programou: uma sucessão de acontecimentos que culminará na melhora da relação afetiva entre mãe e filho. Mas estes só acontecerão se a mãe estiver consciente de sua responsabilidade em todas estas ações.

A violência na Universidade

José Manoel Bertolote

José Manoel Bertolote

A sociedade brasileira de hoje é uma das mais violentas do mundo ocidental, a ponto de a maior parte de pesquisas de opinião pública indicarem a falta de segurança como uma das três maiores preocupações da sociedade. No Brasil, indicadores de homicídio, de violência contra a mulher, de agressões físicas diversas, de assaltos e outras agressões contra a propriedade, de auto-agressão, de acidentes atingiram níveis intoleráveis.

Infelizmente, essa violência que assola a sociedade brasileira cruzou os muros da academia e hoje, na Unesp, e em muitas outras Universidades brasileiras, convivemos com diversas formas de violência explícita ou mais sutil. Praticamente todos os dias lemos em jornais e revistas, ouvimos no rádio e vemos na TV notícias sobre trotes violentos, abuso sexuais e estupros cometidos sobre e por estudantes universitários, alguns deles dentro do próprio câmpus.

Sabemos ainda que por trás da maioria do ato de agressão existe com frequência a participação de bebidas alcoólicas e de outras drogas, com um claro predomínio do álcool.

Na Unesp, a situação ultrapassou todos os limites do que pode ser tolerado, com a expulsão de aluno por trote violento (algumas vezes empregado como eufemismo de estupro) e mortes, em um ano, de três alunos em situações de uso excessivo de bebidas alcoólicas e de outras drogas. A morte de um jovem será sempre uma tragédia pessoal e familiar. Três mortes de estudantes universitários nessas condições, além de algumas mortes de estudantes que estavam dirigindo embriagados, além da tragédia mencionada, indicam um estado de calamidade pública que dever ser urgentemente interrompida e prevenida doravante.

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Paiva Netto em: #UseSeuPoder

Paiva Netto

Paiva Netto

Em 28 de março, sábado, das 20h30 às 21h30, teremos mais uma edição do movimento “A Hora do Planeta”. Trata-se de um ato simbólico, promovido em todo o mundo pela Rede WWF. A iniciativa mobiliza governos, empresas e povo em geral a expressar sua preocupação com o meio ambiente, apagando suas luzes durante sessenta minutos.

É inspirador o slogan da campanha deste ano: #UseSeuPoder. Ele incentiva a capacidade que possuímos de ser agentes na preservação dos recursos naturais da Terra, a partir da própria criatura humana. Afinal, a sobrevivência no orbe depende da harmonia da Natureza em todos os seus reinos.

Uma boa estratégia para proteger o planeta e oferecer segurança aos seus habitantes passa por decisivos atos de prevenção. E para eficientemente pô-la em prática é necessário também buscar experiências e informações catalogadas pela História, que, no dizer de Cícero (106-43 a.C.), “é a mestra da vida”.

Essa providência urge ser cada vez mais empreendida pelos países na solução da crescente crise hídrica, a exemplo da que vem ocorrendo no Brasil.

Em 22 de março, celebramos o Dia Mundial da Água. Se quisermos sobreviver e deixar como herança um garantido abastecimento de água às novas gerações, esse assunto deve ser pauta diária, acompanhada de atitudes pontuais.

Atentar para os estudos da Meteorologia, em avanço constante, e agir preventivamente é caminho acertado.  Falando ao programa “Biosfera”, da Boa Vontade TV, o professor Antonio Carlos Zuffo, do Departamento de Recursos Hídricos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), citou um dos motivos da recente escassez de chuva em São Paulo:

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 Paiva Netto em: Mais água, menos guerra

Paiva Netto

Embora já tenha trazido, há alguns anos, em meus livros, artigos e palestras, exemplos citados pela mídia acerca da tragédia da guerra pela água — lutas sangrentas que se arrastam pelo globo terrestre por séculos —, é válido reproduzir o que disse o professor de Economia Jeffrey Sachs ao jornal The Guardian, em 26 de abril de 2009, e que publiquei em minha mais recente obra, Jesus, a Dor e a Origem de Sua Autoridade.

No texto, intitulado “Stemming the water wars” (Guerras hídricas), o diretor do Instituto Terra, da Universidade de Columbia, relata: “Muitos conflitos são provocados ou inflamados por escassez de água. Conflitos — do Chade a Darfur, ao Sudão, ao deserto Ogaden, na Etiópia, à Somália e seus piratas, bem como no Iêmen, Iraque, Paquistão e Afeganistão — acontecem em um grande arco de terras áridas onde a escassez de água está provocando colapso de colheitas, morte de rebanhos, extrema pobreza e desespero”.

O conselheiro especial do secretário-geral da ONU para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio faz grave advertência ao narrar que governos perdem legitimidade perante as populações ao não ser capazes de atender às necessidades mais básicas de sua gente. Ele conta que políticos, diplomatas e generais tratam dessas crises como se fossem problemas comuns no campo administrativo ou militar. No entanto, as medidas de arregimentar exércitos, organizar facções políticas, combater líderes guerreiros locais ou enfrentar extremismos religiosos não atingem o resultado de suprir as comunidades com água, alimento e meios de subsistência — que são demandas urgentes —, pois o desafio estrutural não é resolvido. O economista norte-americano ainda avisa: “(…) Os problemas da água não evaporarão por si mesmos. Pelo contrário, se agravarão, a menos que nós, como comunidade mundial, implementemos uma reação. Uma série de estudos recentes mostra quão frágil é o equilíbrio hídrico para muitas regiões pobres e instáveis do mundo”.

Eis o sério alerta do professor Sachs. É mais que inadiável o empenho conjunto em torno da resolução de problemas como esse, conforme observamos ocorrer no Estado de São Paulo, Brasil. A água é um bem básico, sem o qual não pode existir vida. A sua justa distribuição precisa estar acima de interesses político-religiosos, econômicos e militares. Só uma mobilização internacional pode pôr fim ao drama vivido pelos nossos Irmãos em humanidade e, daqui a pouco, por nós próprios.

Convém contritamente pedirmos o auxílio de Deus, do Cristo e do Espírito Santo na tomada de decisões a fim de que, com maior eficácia, encaminhemos providências corretas, de modo que alcancemos bom desfecho para tão grave problema, que assola multidões. Com muito acerto, o saudoso fundador da Legião da Boa Vontade, Alziro Zarur (1914-1979), ensinou que “o segredo do governo dos povos é unir a Humanidade da Terra à Humanidade do Céu [Espiritual Elevado].

Isto é, precisamos ouvir os componentes do Mundo (ainda) Invisível, por meio da prece, da invocação direta, da meditação ou da intuição.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

[email protected]www.boavontade.com

Comentário sobre o Movimento Cívico de 15 de Março

Por Cilane Assad de Souza (15/3/2015)

Gostaria de apresentar ao PT , aos cientistas políticos,a alguns membros da esquerda e da imprensa quem são as pessoas que participaram das manifestações de hoje: Somos os “eles”, a “zelite” de Lula, a “direita reacionária” ou como gostamos de nos apresentar, as pessoas de bem que estão indignadas com tudo o que ocorre neste país.

Somos os que trabalham, os aposentados que durante anos contribuíram para o crescimento deste país e que não constatam que sua renda diminuiu quando mais precisam; os que pagam impostos que não param de subir; que estão fartos de ver uma minoria barulhenta contar e exigir direitos que muitos, para tê-los, tiveram que suar a camisa e fazer sacrifícios; que não concorda com os empréstimos e investimentos em países com os quais não temos a menor afinidade; dinheiro que faz falta no país para gerar empregos e honrar compromissos assumidos pelo governo; os que acreditam que o valor de uma pessoa é medido por suas realizações e atitudes e que não enxerga classes sociais ou castas.

Somos aqueles que cantamos em nosso Hino Nacional a beleza de nosso céu, de nossas riquezas naturais, pedimos paz e enaltecemos nossas florestas ( verde, amarelo, azul e branco) que estão representadas em nossa bandeira.

Somos aqueles que acreditam no valor do trabalho, do estudo; não tomamos atalhos. Quando nos comprometemos ou assumimos compromissos, pagamos nossas contas com sacrifício. Gostamos de acreditar na palavra de uma pessoa e reconhecemos as leis, os princípios e a autoridade, mas gostamos de salientar sempre que “o poder emana do povo e em seu nome deve ser exercido”. Talvez por isso, estejamos todos envergonhados e revoltados por termos como Presidente da República uma mulher mentirosa, que não representa a população feminina deste país.

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Maria Regina Canhos em: Mais sobre as palavras

Certa vez, li algo muito interessante acerca do processo de ensino e aprendizagem que me marcou. O personagem da estória era um menino alegre e criativo. Ele adorava desenhar. Um dia, a professora pediu que os alunos desenhassem uma árvore. O menino, todo feliz, começou a usar sua imaginação para criar a melhor árvore do mundo, bem grande e colorida. A professora, passando ao seu lado, disse que a árvore não poderia ser tão grande nem tão colorida. Ele diminuiu o tamanho do desenho e também as cores empregadas, mas continuou mantendo a árvore com o caule roxo e a copa avermelhada. A professora se escandalizou e disse que aquilo não era uma árvore, que ele deveria fazer o caule marrom e a copa verde. O menino insistiu que do jeito dele era mais bonito e alegre, mas ela rebateu dizendo que ele não sabia desenhar. Muitos anos se passaram e, até hoje, quando pedem para esse menino (já adulto), desenhar uma árvore, ele a faz com o caule marrom e a copa verde. Seu talento criativo foi soterrado na infância.

Assim como esse menino, várias pessoas têm a alegria, a motivação, a autoestima e a iniciativa ceifadas por duras palavras. Deveríamos refletir acerca do que falamos ao irmão para não desanimá-lo. A Bíblia diz que “palavras suaves são como favos de mel, doçura para a alma e saúde para o corpo” (Pv 16.24). Por que saúde para o corpo? Porque as palavras têm o poder de destruir a nossa saúde, principalmente a emocional. Como psicóloga, pude testemunhar o efeito das palavras na vida de inúmeras pessoas que passaram pelo meu consultório. Muitos não tiveram sorte e lamentaram como o salmista: “afiaram a sua língua como espada, e armaram por suas flechas palavras amargas” (Sl 64.3).

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O que fizemos da água?

Paiva Netto

Paiva Netto

Volto a falar-lhes do gravíssimo problema da falta d’água, que persiste em invocar nossa meticulosa atenção, seguida de atitudes acertadas.

Na série de palestras que proferi no início dos anos 1990, a respeito do Apocalipse de Jesus, a fim de torná-lo mais acessível aos simples de coração, trouxe, por exemplo, ao debate a questão da possível guerra pela água em várias regiões do planeta, já àquela altura noticiada pela imprensa.

Com tristeza e preocupação, vivenciamos nos dias atuais, até mesmo em metrópoles brasileiras, o trágico fantasma da carência de água.

Além dos fatores climáticos, que, desde a Revolução Industrial, mais fortemente influenciamos de forma condenável, o que temos feito com esse precioso líquido, fator básico da vida?

É fácil observar no mundo o ato criminoso do desperdício. Às crianças, aos jovens e aos adultos, insisto neste ensinamento: a migalha de hoje é a farta refeição de amanhã. E, por extensão, a gota d’água de hoje é o abundante manancial do amanhã. E, nestes tempos, de agora mesmo. Ajudemos a evitar o pior.

Em “Apocalipse sem medo” (2000), ressaltei que, apesar dos esforços ecológicos de muita gente boa, o ser humano ainda vive a poluir tudo, como na advertência do Profeta Isaías, 24:5: “Na verdade, a Terra está contaminada por causa dos seus moradores, porquanto transgridem as leis, violam os estatutos e quebram a Aliança Eterna”.

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Ciência, História e Espiritualidade

Paiva Netto

Paiva Netto

A revista científica “Explore”, editada em Amsterdã, na Holanda, divulgou importante trabalho do Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da Universidade Federal de Juiz de Fora/MG (NUPES-UFJF) em parceria com o Departamento de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP).

Trata-se da análise de treze cartas psicografadas pelo médium Chico Xavier (1910-2002) atribuídas a Jair Presente, autor espiritual que falecera em 1974. O conteúdo delas, seguindo os devidos critérios de avaliação, foi considerado autêntico.

O estudo foi assinado pelos doutores Alexandre Caroli Rocha, Denise Paraná, Elizabeth Schmitt Freire, Francisco Lotufo Neto, sob a orientação do psiquiatra Alexander Moreira-Almeida, diretor do NUPES-UFJF.

O site www.explorejournal.com/article/S1550-8307(14)00108-6/abstract disponibiliza ao internauta resumo desse interessante artigo, extraído da edição de setembro-outubro/2014.

Esses fatos me fazem recordar trecho da entrevista que concedi, em 2000, ao jornalista Alcione Giacomitti, publicada por ele no livro “Os Pilares da Sabedoria de um Novo Mundo”:

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“DEUS É AMOR”

A intolerância religiosa fere a dignidade humana

* Por Felipe Aquino

Professor Felipe Aquino_Crédito_Arquivo Canção Nova

Professor Felipe Aquino_Crédito_Arquivo Canção Nova

O conceito mais belo que encontramos de Deus na Sagrada Escritura é dado por São João: “Deus e´ amor” (1 João 4,8). A máxima do próprio Cristo Jesus é “amar a Deus acima de tudo, e amar o próximo como a nós mesmos.” No Sermão da Montanha, recomendou “amar os inimigos”, orar pelos que nos perseguem e amaldiçoam; e morreu cumprindo isso.

A ação mais lastimável que pode existir entre os homens é a “rivalidade em nome de Deus”, pois Deus é Pai de todos, e o Seu Reino é um reino de paz, amor, justiça, verdade, liberdade e santidade, tudo que revela “não – violência”.

O peregrino da Paz, Papa Francisco, tem andado corajosamente pelo mundo, clamando humildemente que “não se faça violência em nome de Deus”. Mas, infelizmente, o mundo das trevas ainda domina o coração de muitos. O triste atentado terrorista na França, praticado friamente, calculado e premeditado, feriu a humanidade sobretudo naquele dom que é o mais excelente que recebemos de Deus, e que nos faz a Sua imagem sobretudo, a liberdade!  A liberdade religiosa. Esta significa em primeiro ligar o respeito pela pessoa humana.

Deus quer ser amado e adorado por todos os homens, mas não quer que isso se faça sem a liberdade da pessoa. A infundada justificativa dos terroristas de Paris foi que o Semanário Charlie Hebdo teria zombado de Maomé. De fato isso não deveria ter sido feito, mas jamais justificaria a morte fria de doze pessoas.Nada justifica eliminar vidas humanas friamente.

É relevante o fato da imprensa árabe ter condenado o atentado de Paris. Sem dúvida é do meio muçulmano que deve partir essa reação, de modo a coibir os extremistas a agir desta forma. Como se pronunciou o jornal tunisiano Àssabah, que “o terrorismo destrói a liberdade de expressão e esfaqueia o Islã.”

A violência golpeia a liberdade de consciência, de expressão e religiosa, elemento fundamental da sociedade. Outra constatação alarmante é que milhares de cristãos têm sido mortos friamente pelos jihadistas radicais do Estado Islâmico. A organização OpenDoors (Portas Abertas), advertiu que apesar da perseguição contra os cristãos ter alcançado níveis históricos em 2014, “o pior ainda está por vir”. Cerca de 100 milhões de cristãos são perseguidos em todo o mundo, o grupo religioso mais perseguido.

A imprensa não pode zombar de valores humanos e religiosos em nome da liberdade de expressão e de consciência, mas esta também não pode ser amordaçada pela força das armas e da morte. A intolerância religiosa fere a dignidade humana.

*Felipe Aquino é professor de física e matemática, autor de mais de 70 livros e apresentador dos programas “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na TV Canção Nova, e “No Coração da Igreja”, na Rádio Canção Nova. Recebeu o título de “Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno”, concedido pelo Papa Bento XVI às pessoas que se destacam no seu trabalho, em prol da evangelização, em defesa da fé e do desenvolvimento da Igreja Católica.

 

Apoio ao Papa Francisco contra seus detratores

Por Leonardo Boff

Está se articulando em várias partes do mundo, mas principalmente na Itália entre cardeais e pessoas da Cúria mas também entre grupos leigos conservadores uma dura resistência e demolição da figura do Papa Francisco. Escondendo-se atrás de um escritor leigo famoso, convertido, Vittorio Messori, mostram seu mal-estar.
Assim que com tristeza li um artigo de Vittorio Messori, no Corriere della Sera de Milão com o titulo:”As opções de Francisco: dúvidas sobre a virada do Papa Francisco”(24/12-2014). Esperou a véspera do Natal para atingir mais profundamente o Papa. O que lhe critica é especialmente a sua “imprevisibilidade que continua perturbando a tranquilidade do católico médio”. Ele admira a perspectiva linear “do amado Joseph Ratzinger”. E sob palavras piedosas instila insidiosamente muito veneno. E o faz, como confessa, em nome de muitos que não têm coragem de expor-se.

Quero propor um contraponto às dúvidas de Messori. Este não percebe os novos sinais dos tempos trazidos por Francisco de Roma. Ademais demonstra três insuficiências: duas de natureza teológica e uma de interpretação da relevância da Igreja do Terceiro Mundo.

Ele se escandalizou com a “imprevisibilidade” deste Pastor “que continua perturbando a tranquilidade do católico médio”. Há de se perguntar pela qualidade da fé deste “católico  médio” que sente dificuldade de entender um pastor que tem “odor de ovelhas” e anuncia “a alegria do evangelho”. São geralmente católicos culturais, habituados à figura faraônica de um Papa com todos os símbolos do poder dos imperadores romanos pagãos. Agora comparece um Papa “franciscano”que confere centralidade aos pobres, não “veste Prada”, critica corajosamente o sistema econômico que produz tantos pobres no mudo, que abre a Igreja a todos os seres humanos sem julgá-los, mas acolhendo-os no espírito que ele chamou de “revolução da ternura”, falando aos bispos latinoamericanos.

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