Editoria ‘Saúde’

C A M P A N H A

capanha enault sto antonio de jesus medula FITA AMARELA CAMPANHA

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CAMPANHA MEDUALA

Arritmia cardíaca mata um brasileiro a cada 5 minutos

Estilo de vida saudável e realização de exames preventivos são atitudes que podem afastar eventuais surpresas da arritmia cardíaca e doenças oriundas

Embora a arritmia cardíaca seja, em muitos casos, uma doença congênita, hábitos saudáveis e exames preventivos podem evitar surpresas dessa patologia e possíveis procedentes, como o acidente vascular cerebral (AVC ou derrame), e até o infarto. Estima-se que 5% da população brasileira possua algum tipo de arritmia e ocorra uma morte súbita no Brasil a cada 4 ou 5 minutos.

Para detectar irregularidades cardíacas precocemente e possibilitar ao médico a escolha do melhor tratamento, recomenda-se um mapeamento completo da saúde. Isso é oferecido pelo Clinic Check-Up do HCor.

Outra maneira de não ser pego de surpresa pela arritmia cardíaca é manter um estilo de vida saudável. “Alimentação balanceada, prática de atividades físicas, não fumar e evitar o consumo de bebidas alcoólicas são métodos que, certamente, irão contribuir de maneira positiva para a saúde do paciente”, esclarece o cardiologista Dr. Enrique Pachón, do Serviço de Arritmias do HCor.

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Valorização sempre, descaso nunca mais

Claudio Miyake e Marco Manfredini

A cada dia, as declarações de candidatos a cargos políticos em órgãos de imprensa ganham mais espaço. A Copa do Mundo vai chegando ao fim e as eleições já começam a ocupar as atenções dos brasileiros. Velhos e novos candidatos abordam um pouco de tudo. Muito discurso e poucas propostas concretas. Particularmente na área da saúde bucal, questão de interesse de 200 milhões de cidadãos.

O Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP), que representa os mais de 100 mil profissionais que atuam na área no estado de São Paulo, dentre os quais 78 mil são cirurgiões-dentistas, lamenta, mas não estranha tal descaso. A Odontologia deve ser valorizada como uma área integrante do campo da Saúde e seus profissionais são protagonistas destas atividades.

Há anos que os cirurgiões-dentistas, técnicos e auxiliares da odontologia, vinculados às três esferas de Governo (União, Estado e municípios), lutam por uma assistência pública de qualidade aos pacientes e por valorização profissional. Entretanto, não recebemos de nossas autoridades a atenção que merecemos por direito.

Essa indiferença em relação ao tema inviabiliza o acesso universal, integral e equânime da população à saúde bucal, garantia constitucional e dever do Estado. Tanto os pacientes quanto os cirurgiões-dentistas tem sido prejudicados nessa equação desigual.

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Pediatras querem teste do coraçãozinho para todos os recém-nascidos

Exame simples e de baixo custo ajuda a detectar cardiopatias congênitas críticas

Recentemente incorporado à triagem neonatal do Sistema Único de Saúde pelo Ministério da Saúde, a oximetria de pulso contribui para detectar cardiopatias congênitas precocemente. A Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) defende o instrumento para detectar problemas que poderia não se manifestar nos primeiros dias de vida.

A apresentação clínica do recém-nascido com CC pode variar de ausência de sintomas até o colapso cardiovascular.

“Lembrando que como todo teste de triagem, é possível que o exame venha alterado e durante a avaliação cardiológica não se confirme a cardiopatia, ou pode ocorrer o contrário, o teste apresenta-se normal, mas a criança apresenta cardiopatia, o que é mais raro. Claro que o diagnóstico antenatal é melhor, pois o conhecimento prévio permite programar o nascimento em local com serviço cardiológico. Entretanto, indica-se a ecocardiografia fetal apenas nos casos em que a gestante apresenta fator de risco, tais como diabetes ou cardiopatia congênita. Nos casos em que não foi realizado o exame, é importante realizar o teste do coraçãozinho”, destaca dra. Lilian dos Santos Rodrigues Sadeck, vice-presidente do Departamento de Neonatologia da SPSP.

Por meio de um oxímetro de pulso, é medida a saturação de oxigênio no membro superior direito e em um dos membros inferiores. O ideal é que a saturação esteja maior do que 95% e a diferença entre os membros superiores e inferiores seja menor do que 3%. Caso venha alterado, o exame deve ser repetido após uma hora. Com resultado persistente, é indicado avaliação cardiológica e ecocardiograma. O bebê não recebe alta até o esclarecimento da alteração e prosseguimento no tratamento.

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Clínica RESTAURAR

Pediatras e ginecologistas unem forças para conscientizar sociedade sobre importância do aleitamento materno

Na Semana Mundial de Aleitamento Materno vários países apresentam estratégias para reforçar, não apenas por um período, mas o ano inteiro, a importância do aleitamento materno. A amamentação é o meio mais saudável, econômico e afetuoso para a nutrição da criança.

É com o intuito de alavancar o número de mulheres que amamentam seus filhos exclusivamente por período adequado que a Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP), com o apoio da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), realiza no dia 9 de agosto, um debate da maior relevância para o destino da saúde pública do Brasil. Sob o mote “Aleitamento Materno no século XXI – Práticas Integradas de atenção à mulher e a criança”, acontecerá das 8h às 13h, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM).

“É fundamental que o profissional da saúde atuante com a mãe mantenha-se atualizado para incentivar e explicar os benefícios desse gesto”, pondera a dra. Marisa da Matta Aprile, presidente do departamento de Aleitamento Materno da SPSP.

Priorizando também a atualização científica sobre os benefícios do aleitamento materno em curto, médio e longo prazo, o debate versará ainda sobre os oito Objetivos para o Desenvolvimento do Milênio (ODM), que são parte fundamental e vinculada pelo próprio Comitê Científico da ONU à amamentação.

A UNICEF aponta que a educação, a sensibilização e o apoio à mãe pode aumentar significativamente a probabilidade de aleitamento, estendendo inclusive, o período de amamentação.

Benefícios da amamentação

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Falta humanização nas escolas médicas

por Antonio Carlos Lopes*

O uso das novas tecnologias deixa mais evidente a recorrente deficiência na formação médica: hoje, quase 70% dos exames solicitados são desnecessários. Isso ocorre por que as escolas médicas não graduam seus acadêmicos da maneira adequada.

Há falhas gritantes em todo o processo de formação. O problema central é de visão do papel da medicina. Ou melhor, da falta de visão. A maior parte das faculdades de medicina foca seus cursos no tratamento das doenças, quando deveriam se preocupar com o doente, com o paciente que, por vezes, passa desapercebido.

O aparelho formador trabalha sob a falsa ótica de que a tecnologia é suficiente para resolver todos os problemas de saúde, o que é um grande equívoco. As máquinas jamais substituirão o ser humano. Um bom médico é o resultado de sua história, vivências, consistência e sentimentos; da forma como enxerga e se entrega à tarefa de buscar o bem estar do paciente. Enfim, é aquele que possui educação médica e não apenas escolaridade.

A formação requer a presença do professor, contemplando habilidades, ética, atitudes, valorizando também o cognitivo. Infelizmente, nas escolas de agora, nada disso acontece. Em muitas delas não há quem ensine ou, principalmente nas que estão sendo abertas, há somente aqueles que deveriam estar aprendendo.

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O USO DE ANTICONCEPCIONAIS E A FUTURA GRAVIDEZ

Especialista da Criogênesis esclarece as principais dúvidas das futuras mamães

A pílula anticoncepcional auxilia na prevenção de uma possível gravidez indesejada, ajuda a manter o ciclo menstrual regulado, e proporciona alguns benefícios à saúde da mulher. Porém, o uso contínuo da pílula gera muita discussão e várias dúvidas sobre a sua ação na fertilidade da mulher.

Portanto, para falar um pouco mais sobre a ação do medicamento no funcionamento do sistema reprodutivo feminino, o ginecologista especialista em Reprodução Humana da Criogênesis, Dr. Renato de Oliveira, esclarece os principais questionamentos das futuras mamães. Confira abaixo o que o especialista diz.

 

1 – Os contraceptivos orais influenciam na fertilidade feminina?

Provavelmente, não. Há uma carência de estudos bem estruturados para entender se pacientes inférteis, ou seja, que tentam gravidez por mais de uma ano sem o uso de nenhum método contraceptivo, estariam nesta condição pelo uso da pílula anticoncepcional. No entanto, sabe-se que, principalmente a idade, além de alguns hábitos das mulheres, possuem importante impacto na fertilidade feminina.

2 – Para quem sofre de ovário policístico, tomar contraceptivos orais funciona como tratamento para estimular a fertilidade?

Não. Esta é uma boa questão para esclarecermos alguns conceitos. Ter ovário policístico não significa, necessariamente, ter a síndrome dos ovários policísticos. Além disso, o contraceptivo oral é considerado a primeira linha de tratamento para quem não deseja gravidez. Diferentemente para as pacientes com desejo reprodutivo. Nestas mulheres, seu uso prévio a estimulação da ovulação é controverso. Acredita-se que poderia reduzir o nível dos hormônios masculinos na mulher, além de equilibrar outros hormônios como o FSH e o LH e aumentar a globulina carreadora de esteroides sexuais. Isto melhoraria o resultado da estimulação ovariana, mas são escassos os conhecimentos na melhora da taxa de gravidez.

3 – O uso da pílula por muito tempo interfere na fertilidade da mulher?

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Pacientes e médicos comemoram sanção da Lei 13.003

Foi sancionada hoje a Lei 13.003/2014, que determina a substituição de prestadores descredenciados por outros equivalentes, de forma a garantir que não haja interrupção em tratamentos.

As mudanças entram em vigor em 180 dias. Significam avanço histórico para os pacientes do sistema de saúde suplementar. A partir de então, a inclusão de qualquer prestador de serviço de saúde como contratado, referenciado ou credenciado implica em compromisso com os consumidores quanto à sua manutenção ao longo da vigência dos contratos.

A Lei ainda determina a existência de contratos por escrito entre empresas que operam planos de saúde provados e prestadores de serviços. Publicada nesta quarta-feira, 25 de junho, no Diário Oficial da União, garantirá aos prestadores contratados, credenciados ou referenciados reajuste anual de honorários e procedimentos, além de mais estabilidade para médicos e segurança aos pacientes.

Médicos

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Implantação do Serviço de Hemodinâmica da Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus

PARA LER EM TELA CHEIA CLIQUE ONDE ESTÃO AS 4 SETINHAS (LADO DIREITO).

SAÚDE / NOTÍCIA EXCELENTE PARA ILHÉUS

Já está definido que até o fim do ano a Santa Casa de Misericórdia de Ilhéus (Hospital São José) estará com HEMODINÂMICA em funcionamento. Isso significa dizer que, através dessa máquina, todos os procedimentos de, por exemplo, cateterismo Ilhéus fará.


“Hemodinâmica: é o estudo, diagnóstico e tratamento de patologias cardiovasculares e neurológicas através da corrente sanguínea com utilização de introdutor, cateteres, guias e do aparelho de hemodinâmica em forma de arco em C. Os procedimentos de hemodinâmica são realizados pelo profissional chamado de hemodinamicista (Cardiologista com especialização em hemodinâmica).

O Cateterismo cardíaco é realizado através do estudo hemodinâmico”

Hoje, aqui em Salvador, tomei conhecimento dessa boa notícia e que foi mais além: a nossa Ilhéus estará, também, realizando cirurgias cardíacas.

Quando eu chegar em Ilhéus entrarei em contato com o Dr Juvenal Mascarenhas Nassri (UTI / do São José) para que ele, com detalhes, diga pra gente sobre esse novo e grande passo para a nossa querida cidade de Ilhéus.

Abs e fiquem com DEUS (Sempre!).

Rabat.

OMS defende novo aumento dos impostos sobre o cigarro

Medida pode salvar 11 milhões de vidas

Instituto de Câncer de Brasília - ICB

Instituto de Câncer de Brasília – ICB

Dia 31 de maio é comemorado o Dia Mundial sem Tabaco. O projeto, idealizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem como objetivo alertar sobre os riscos do tabagismo à saúde e também defender políticas que busquem conscientizar as gerações presentes e futuras sobre as consequências dos danos causados pelo fumo.

O motivo de tanta preocupação com o mau hábito é que ele está diretamente associado ao câncer de pulmão, o mais comum de todos os tumores malignos, sendo que sua incidência mundial já apresenta um aumento de 2% anuais.

Neste ano, a Organização tenta chamar a atenção das autoridade com seu novo estudo, que revela que 11 milhões de vidas seriam salvas nos próximos três anos se houvesse um aumento de 50% dos impostos sobre o tabaco. Segundo a pesquisa, as consequências positivas da medida seriam imediatas, uma vez que com um aumento de apenas 10% dos impostos, já se conseguiria reduzir em 4% os fumadores em países ricos, e até 5% nos países mais pobres.

A proposta tem como maior objetivo afetar as pessoas com renda baixa, principalmente entre os jovens, nos quais o consumo poderia cair até 3 vezes mais rápido do que entre a população adulta. Dados apontam que ao subir o preço em 10%, as vendas de tabaco a adolescentes caem em até 18%.

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CIGARRO ROUBA MAIS DE UMA DÉCADA DE VIDA DE FUMANTES

logo sirio libanêsCriado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Dia Mundial Sem Tabaco, que acontece neste sábado (31/05) tem por objetivo alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Segundo Daniel Deheinzelin, pneumologista do NAT (Núcleo Avançado de Tórax) do Hospital Sírio-Libanês, quem fuma reduz em mais de uma década a expectativa de vida. “O cigarro rouba 12 anos da vida de um homem e 11 anos da vida de uma mulher fumante”, afirma o especialista.

De acordo com Deheinzelin a expectativa é de que um bilhão de pessoas morram ao redor do mundo ao longo do século XXI em decorrência do tabagismo. Por isso, a decisão de parar de fumar é importante. “O fumante que consegue abandonar o vício antes dos 60 anos de idade têm a chance de prolongar sua expectativa de vida em até 10 anos”, afirma Deheinzelin.

Parar de fumar pode não ser uma tarefa simples, por isso, o NAT oferece um programa específico para cessação de tabagismo. Com atendimento individualizado e multidisciplinar, pneumologistas e psicólogos do Hospital Sírio-Libanês tratam a dependência química e comportamental do tabagista.

Para o sucesso do tratamento é preciso trabalhar a dependência química à nicotina sem esquecer da dependência comportamental do cigarro. Dependência comportamental é o ato que o fumante faz de associar o cigarro à sua rotina e hábitos de vida. “Tratar a dependência comportamental é desafiador, pois envolve a participação ativa do fumante”, diz o especialista.

O médico diz ainda que apenas 5% dos que partem para a ação conseguem de fato abandonar o vício sozinho. Já quando esta ação é realizada com auxilio médico, as chances de parar de fumar giram em torno de 60%.

“Em média o paciente consegue parar de fumar após a terceira tentativa. Só podemos considerar o indivíduo como ex-fumante após ele ficar um ano sem colocar um cigarro na boca”, diz Deheinzelin.

CARTA ABERTA DOS MÉDICOS BRASILEIROS À ANS

Os médicos, por meio de suas entidades representativas aliadas em reunião ampliada da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (Comsu), exprimem sua indignação com a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que não tem cumprido seu dever legal de regular setor. Além de omissa, a Agência tem atuado em desfavor dos profissionais e em prol dos interesses das operadoras de planos de saúde, colocando em risco a assistência oferecida a 25% da população.

Apesar da inclusão do item relacionamento entre operadoras e prestadores de serviço na Agenda Regulatória da ANS 2013/2014 (contratualização e hierarquização), as demandas relativas aos médicos ainda não foram contempladas.  Pelo contrário, a Agência tem anunciado ações que, na realidade, acirram conflitos e problemas no setor. Uma delas é a recente proposta, apresentada por meio da Consulta Pública nº 54/13, que supostamente responderia à necessidade de regras mais claras nos contratos entre prestadores de serviços e operadoras.

Após forte rejeição dos médicos, a proposta da ANS foi alterada e editada na forma da Resolução Normativa nº 346/14, que instituiu o Comitê de Incentivo às Boas Práticas entre Operadoras e Prestadores (COBOP). Contudo, a medida gera outras preocupações, pois induz à criação de mecanismos antiéticos, como a “redução da utilização dos modelos de pagamento por procedimento”. Na prática, a iniciativa resgata a polêmica tese do pagamento por performance, a qual é repudiada por beneficiar os empresários, em detrimento dos interesses dos profissionais e dos pacientes.

Desde 2010 as entidades médicas têm pressionado publicamente a ANS no sentido de se estabelecer um equilíbrio de forças no setor por meio da inserção de cláusulas obrigatórias em novos contratos entre médicos e planos de saúde. Em abril de 2012, as entidades encaminharam proposta de contratualização (com 15 itens) que tem sido ignorada pela Agência. Além disso, no fim de 2013, foi entregue sugestão para hierarquização de procedimentos, para a qual também não houve resposta.

Diante desse quadro de desequilíbrio instalado, onde as soluções apresentadas são inócuas e evidenciam o desprestígio aos interesses de profissionais e pacientes, os médicos brasileiros exigem da ANS:

1)      A adoção dos critérios para a contratualização entre médicos e operadoras, tendo como base a proposta entregue pelas entidades médicas em abril de 2012;

2)      A adoção da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM) como referência para a nova hierarquização.

Ressaltamos que sem o atendimento dessa pauta mínima, com a qual a ANS assumiu compromisso ao editar sua Agenda Regulatória 2013/2014, há iminente risco de prejuízos na assistência oferecida aos cerca de 50 milhões de brasileiros que fazem uso dos serviços contratados.

Brasília, 28 de maio de 2014.

COMISSÃO NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR – COMSU

ANESTESISTAS DEBATEM SEGURANÇA DO PACIENTE

Congresso Paulista de Anestesiologia lançará Fundação que vai debater e informar sobre o assunto

A partir desta quinta-feira (29 de maio), até o próximo dia 01 de junho, alguns dos principais nomes nacionais e internacionais da anestesia estarão reunidos em São Paulo, para discutir a segurança do paciente e as novas descobertas na área. A previsão é que o 11.º Congresso Paulista de Anestesiologia (COPA) / 48ª Jornada de Anestesiologia do Sudeste Brasileiro (JASB) reúna aproximadamente dois mil profissionais, incluindo 19 conferencistas internacionais vindos da Estados Unidos, Alemanha, Canadá e Chile .

O Brasil convive com a falta de informação sobre a função do médico anestesista e os reais efeitos dos anestésicos, uma situação que coloca em risco a segurança de pacientes. O país trabalha com um percentual de 10% a 15% de efeitos adversos durante ou após os procedimentos anestésicos. Mas, de acordo com o presidente da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP), Enis Donizetti Silva, esses dados carecem de credibilidade, por conta da subnotificação desse tipo de caso no país, ao contrário do que ocorre no México, Japão, Estados Unidos e França, por exemplo, que dispõem de um programa nacional de notificação de intercorrências.

A SAESP dará início a duas frentes que pretendem ser o início da mudança desse quadro. No dia 31 de maior, durante o Congresso, lançará oficialmente a “Fundação de Segurança para o Paciente”, um organismo independente que buscará fomentar informações para profissionais e população em geral sobre os riscos e as principais causas de problemas durante os procedimentos de anestesia. Também iniciará, durante o evento, uma pesquisa inédita sobre o perfil e as condições de trabalho do médico anestesista nas unidades de saúde públicas e privadas do Estado, para identificar o cenário atual e desenvolver estratégias que ajudem a melhorar a atuação dos anestesistas.

Serviço

11.º Congresso Paulista de Anestesiologia (COPA)
48.ª Jornada de Anestesiologia do Sudeste Brasileiro (JASB)
Dias: 29 de maio a 01 de junho
Local: Pavilhões F e D do Transamérica Expo Center
Endereço – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, São Paulo – SP
Horário: 9h as 18h00
Mais informações: www.saespcongressos.org.br.

Infarto é responsável por quase 30% das mortes no Brasil

Um brasileiro a cada cinco minutos. De acordo com dado s da campanha “Coração Alerta”, mantida pela Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, é este o índice de mortalidade por infarto agudo do miocárdio, no país. Por ano, mais de 300 mil pessoas têm uma parada cardíaca e cerca de 80 mil delas não consegue sobreviver, conforme estimativa do Ministério da Saúde. O infarto agudo do miocárdio é responsável por 29,4% de todas as mortes registradas no Brasil.

“Esses números seriam significativamente reduzidos se os pacientes com diagnóstico de infarto fossem encaminhamos para o serviço de Hemodinâmica, área da Cardiologia que utiliza técnica minimamente invasiva para diagnosticar e tratar doenças cardíacas. No laboratório de Hemodinâmica, é possível realizar cateterismo para o diagnóstico do problema e angioplastia para desobstrução da artéria coronária, o que contribui com o salvament o da vida”, explica o cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Fabio Sandoli de Brito Jr.

Ainda de acordo com Sandoli, além de ser utilizado em caso de emergência, o cateterismo também é fundamental para o diagnóstico e planejamento do tratamento da doença arterial coronariana. “Caso haja uma suspeita de obstrução, um médico especialista pode indicar o procedimento. Durante o exame, são inseridos cateteres nos vasos sanguíneos que são guiados até o coração. Injeções de contraste iodado são aplicadas pelo cateter para a visualização das artérias coronárias. O procedimento dura cerca de 30 minutos”, revela.

Após a confirmação da obstrução, o cardiologista pode indicar a angioplastia. “Trata-se de um procedimento minimamente invasivo que tem como objetivo desobstruir as artérias do coração. Para isso , são implantados ‘stents’, tubos metálicos minúsculos que liberam medicamentos para impedir a reobstrução da artéria. A angioplastia é mais comumente realizada com anestesia local. Em uma situação eletiva, o paciente tem alta em 24 horas”, detalha Sandoli.

Segundo Fabio Sandoli de Brito Jr, o serviço de Hemodinâmica é um grande aliado da Cardiologia. “Os primeiros procedimentos de angioplastia foram registrados em 1977. Ao longo dos anos, houve uma grande evolução da técnica e, atualmente, é possível realizar diversos procedimentos para o tratamento das coronárias, válvulas e doenças estruturais e congênitas do coração”, conta.

* Fabio Sandoli de Brito Jr. é cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

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