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“Isolamento social continua e o uso de máscaras é obrigatório”, alerta prefeito de Ilhéus: Por Secom

O município de Ilhéus tem conquistado muitos avanços na saúde para poder oferecer um atendimento digno às pessoas infectadas pela Covid-19, com a disponibilização de 55 novos leitos de UTI do SUS específicos para o tratamento dos pacientes. Os esforços demonstram que o prefeito Mário Alexandre tem cumprido com o dever de estruturar a saúde, o que permitiu a flexibilização de algumas atividades do comércio.

No entanto, o gestor ao demonstrar sua preocupação essa semana nas redes sociais em relação ao comportamento social com as aglomerações e o aumento de pessoas nas ruas e praias, lançou o alerta para que cada um cumpra a sua parte, ou seja, continuar com o isolamento e distanciamento sociais, fazer o uso constante de máscaras de proteção e ficar em casa.

“É preciso ter bem claro que a flexibilização do comércio não significa o fim do isolamento social, e muito menos o relaxamento quanto ao uso das máscaras. O vírus continua ativo e, por isso mesmo, ninguém pode esquecer dos cuidados. O coronavírus não deixou de ser letal e a transmissibilidade não parou de acontecer. Se cada um fizer a sua parte, podemos vencer. Mas se abandonarmos os cuidados, a contaminação pode aumentar e isso não queremos que aconteça, como não queremos ter que adotar medidas duras. Por isso, faço aqui um apelo à consciência de cada um. Evite sair de casa, use a máscara, mantenha o isolamento e distanciamento sociais”, destacou Mário Alexandre.

Um estudo científico publicado recentemente pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, trouxe evidências de que o uso massivo de máscaras pode ser crucial para evitar uma segunda onda da pandemia.

Mulheres cientistas estudam método alternativo para detectar Coronavírus na Bahia

Estudo propõe a análise epidemiológica da Covid-19 e um método molecular simplificado para detectar o novo Coronavírus na Bahia

Apesar dos avanços da ciência e de esforços da saúde pública, a batalha contra doenças infecciosas virais ainda é uma tarefa desafiadora e está longe do fim. É o que alega a professora Camila Brandão, que junto às professoras Érika Mac Conell e Evelin dos Santos desenvolvem um estudo pioneiro sobre fatores relacionados a Covid-19, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) de Itapetinga, Sudoeste da Bahia. O trabalho, que é dividido em duas propostas, consiste em uma de testagem sorológica, de forma aleatória, em habitantes do município, na qual também é aplicado um questionário, a fim de traçar um perfil epidemiológico do novo Coronavírus na população. Além disso, as cientistas propõem um modelo de padronização de um método molecular simplificado que possa detectar o novo coronavírus, que é alternativo ao modelo já utilizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Camila explica como o trabalho é dividido em duas propostas. “O projeto é fundamentado em teorias estatísticas, com 95% de confiança, e busca analisar a sorologia de 400 habitantes, através de testes sanguíneos realizados por meio de kit sorológico comercial, aprovados pela Anvisa, com o qual será possível detectar anticorpos anticoronavírus (IgG e IgM) em apenas uma gota de sangue. Questionários serão aplicados contendo informações socioeconômicas, de sintomatologia apresentada até o momento da coleta e acerca da percepção da Covid-19 pelos participantes. Os cálculos de amostragem realizados nos darão argumentos para estabelecer características gerais de toda a população”, destacou ao comentar que o estudo pode, inclusive, identificar casos subnotificados e se torna pioneiro por fazer o levantamento de informações importantes, que podem nortear ações e políticas públicas em toda a região, cruzando as informações técnicas de saúde com dados demográficos e sociais.

Érika, que também está à frente da pesquisa, reitera que a outra proposta do trabalho é testar um método molecular para detectar o novo coronavírus em amostras de pacientes, sintomáticos ou não e assim poder comparar sua eficiência com o métodos de detecção padrão. “O método que será utilizado, chamado RT-PCR LAMP (amplificação isotérmica mediada por alça), por exemplo, tem a vantagem de ser bem mais rápido e de menor custo que a PCR em tempo real, e já tem sido aplicado no Brasil para detecção de outros vírus, tais como o da Zika”, explicou a pesquisadora, alegando esperar que seja possível propor uma metodologia molecular alternativa, viável, com menor custo e com eficiência adequada para detecção do vírus em pessoas infectadas, possibilitando que mais laboratórios realizem os testes.

Evelin, que completa o trio, conta que a ideia para desenvolver o estudo surgiu após a discussão entre as três professoras que possuíam o interesse em comum de querer colaborar para a sociedade em meio à pandemia. “Primeiro a Camila entrou em contato com pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (Ufba) que já realizam diagnósticos semelhantes, para verificar possibilidades de trabalho em parceria. Entretanto, não havia, até aquele momento, no campus Itapetinga, uma estrutura de laboratório para trabalhar com biologia molecular e virologia, embora haja profissionais qualificados para tal, até que fomos apresentados ao edital do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif), voltado para contemplar pesquisas relacionadas ao enfrentamento da Covid-19. Reunimos o grupo, escrevemos o projeto e o submetemos ao processo seletivo. Ele foi aprovado, dentre os 5 melhores em nível nacional, com muita perspectiva de contribuição científica e social”, declarou. :: LEIA MAIS »

Fapesb recebe sugestões para o Programa de Pesquisa para o SUS

Pesquisadores poderão sugerir os temas que acharem mais pertinentes até o dia 26 de junho

Com o objetivo de contribuir para a melhoria do Sistema Único de Saúde (SUS) na Bahia e enfrentar os problemas de saúde priorizados pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), a Fundação de Amparo à Pesquisa da Bahia (Fapesb) se prepara para lançar a edição 2020 do Programa de Pesquisa para o SUS (PPSUS). Enquanto isso, os pesquisadores, dos cursos de mestrado e doutorado, poderão sugerir linhas de pesquisa para o edital a partir do dia 19 de junho até o dia 26 do mesmo mês.

A Oficina de Prioridades, que se trata do momento de diálogo da Fundação com os pesquisadores para alinhar e sugerir temas e geralmente ocorre em todas as edições do PPSUS, não poderá ser realizada em virtude da recomendação de isolamento social da Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS), devido à pandemia da Covid-19. Entretanto, através de um esforço conjunto da Sesab, Fapesb e do Ministério da Saúde, as atividades acontecem de forma remota, primeiramente com o levantamento e priorização dos desafios da área da saúde do Estado, e agora com a abertura de sugestão para linhas de pesquisa.

Após as linhas de pesquisa serem definidas, será lançada a chamada pública do PPSUS – BAHIA, Edição 2020, para seleção de propostas, dispondo de recursos financeiros globais de até R$ 5.250.000,00, sendo R$ 3.500.000,00 repassados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde e R$ 1.750.000,00 disponibilizados pela Fapesb. Para mais informações e também para realizar a inscrição de temas, os interessados podem acessar o formulário online através do link https://bit.ly/2YLAPpf.

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Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação
Assessoria de Comunicação
Coordenador Erick Issa
(71) 3118-5811 / 9685-6221

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE.

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) A QUARENTENA QUE NÃO ACABA.

3) LEMBRANÇA DE ALGUNS AMIGOS QUE JÁ SE FORAM.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

Série de livros de acesso gratuito sobre Direito, Estado e Sociedade recebe volumes 2 e 3

Dois volumes recentemente publicados completam a série de livros Estudos Contemporâneos sobre Direito, Estado e Sociedade e já estão disponíveis gratuitamente para consulta. É a continuação da parceria estabelecida em 2014 entre os professores Daniel Lena Marchiori (UFPel), Luciano Vaz Ferreira (FURG), Orione Dantas de Medeiros (URFN) e Roberto M. R. Rabbani (UFSB), cujo primeiro resultado foi o volume I da série, editado e publicado pela editora da FURG em janeiro de 2019, com temas relacionados ao ambiente e à legislação brasileira.

Os volumes II e III da série reúnem diversos estudos atuais sobre temas como mediação comunitária, direito educacional, relações pela Internet, liberdade e pensamento político, universidade, indígenas em unidades de conservação, entre outros. “Com a grande procura de professores e pesquisadores da interessados em colaborar com capítulos do livro e pela qualidade do material submetido, os organizadores decidiram em fazer uma coletânea em três volumes, sendo que o volume I foi lançado em 2019, e agora os volumes II e III estão sendo lançados, após as modificações sugeridas pelos revisores e organizadores”, explicam os professores Daniel Lena e Roberto Rabbani.

Os professores Daniel Lena e Roberto Rabbani informaram à ACS sobre a coleção que agora está completa. O ponto presente no primeiro volume é também um motivador para os outros dois livros: a ineficácia e a seletividade de muitas normas vigentes no Brasil. “Em época de crises econômicas, sociais e de saúde, como ocorre com mobilização mundial contra o coronavírus, a questão jurídica passa a ter o seu protagonismo enfatizado, considerando que os princípios jurídicos e as normas constitucionais parecem encontrar interpretações que relativizam direitos e garantias fundamentais, sob o falso pretexto de que poderá haver um ‘melhor desenvolvimento econômico e social’”, explicam.

Sob a premissa de “simplificar” se oculta a intenção de fragilizar regras que protegem a população e a natureza contra ações predatórias. “Ora, tomemos por exemplo as questões trabalhistas e ambientais: por um lado, o trabalhador é convocado a sacrificar seus direitos, conquistados a duras penas ao longo de séculos de conflitos, para evitar uma suposta garantia de que não perderá o seu emprego; por outro lado, a proteção ambiental é vista como uma vilã do desenvolvimento, sob a falsa afirmação de que para se desenvolver economicamente, os recursos naturais devem ser livremente extraídos. Se não tivermos um meio ambiente rico e denso, de onde seriam extraídos os recursos naturais? O sistema normativo-administrativo-jurídico tem o dever de proteger os direitos e garantias fundamentais, protegendo os cidadãos de forças políticas viciadas por interesses privados. Qualquer regresso legislativo neste aspecto, significa em um retrocesso social, político e, especialmente, econômico”, ponderam os autores.

 

Notícia relacionada

Livro abre série dedicada a estudos sobre Direito, Estado e Sociedade

Heleno Rocha Nazário
Jornalista – Mestre em Comunicação Social (PPGCOM/PUCRS)

ILHÉUS E ITABUNA CONTABILIZAM MAIS DE MIL PESSOAS RECUPERADAS DA COVID-19

Os municípios de Ilhéus e Itabuna, juntos, ultrapassaram a marca de mais de 1 mil pessoas recuperadas da Covid-19. Segundo dados dos boletins epidemiológicos, divulgados nesta quinta-feira, 11, Itabuna tem 527 e Ilhéus 515 pessoas recuperadas, totalizando 1042.

O lado triste mostra que em Itabuna, foram registrados 51 óbitos decorrentes da Covid-19, sendo nove em domicílio. Já no município de Ilhéus, 42 pessoas morreram vítimas da doença. Os municípios somam 93 mortes por Covid-19, quase 10% do total do estado da Bahia, que registrou 1.013 mortos nesta quinta-feira.

DO IPOLITICA

IEL divulga comunicado sobre bolsa-auxílio do Programa de Estágio da Prefeitura de Ilhéus

O Instituto Euvaldo Lodi (IEL-BA) emitiu comunicado nesta terça-feira (10) sobre o andamento do processo de repasse da bolsa-auxílio referente ao estágio supervisionado na Prefeitura de Ilhéus. Segundo informou o IEL, em decorrência da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o fluxo operacional foi alterado, ocasionando um atraso no procedimento. Todavia, o Município e o instituto envidam esforços no sentido de sanar o problema no menor tempo possível.

O processo de renovação do Programa de Estágio demanda algumas etapas, com emissão de documentos, assinaturas e autorizações, envolvendo dezenas de estudantes, instituições de ensino e autoridades da Prefeitura e do IEL. A entidade informa que as providências referentes ao repasse serão tomadas nos próximos dias.

Prefeito de Ilhéus solicita ao Governo do Estado melhorias de trafegabilidade em acesso à nova ponte

Dando continuidade às obras da nova ponte e visando melhores condições de trafegabilidade, o prefeito Mário Alexandre requereu junto à Secretaria de Infraestrutura do Estado da Bahia (Seinfra) alternativas para o trânsito na região central, com a construção de alça de retorno na altura da Praça Misael Tavares, no bairro Cidade Nova. O serviço viabilizará ao condutor acesso com maior fluidez a outras vias da cidade.

“A Prefeitura realiza um trabalho pontual de engenharia, consolidado em um plano de mobilidade urbana que visa proporcionar trânsito seguro e bem-estar à população”, destacou Mário Alexandre.

Os veículos que transitam da zona Sul à zona Norte, com passagem pela nova ponte, terão essa opção, sem necessariamente concentrar o fluxo na Avenida Soares Lopes. O serviço também contempla a pavimentação da Avenida Vereador Marcus Paiva, que fará a interligação com a Avenida Canavieiras e possibilitará o retorno ao Centro.

POR SECOM

UFSB Ciência: Pesquisadores discutem cenário da formação de psicólogos na Bahia a partir das notas do Enade 2015

A formação de novos profissionais da Psicologia na Bahia é o tema de um artigo publicado na Revista Educação, do Centro de Educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Realizado pela equipe do Observatório de Formação em Psicologia (ObPsi), liderada pelos professores Caio Rudá e Gabriela Andrade da Silva, o estudo aborda o panorama de interiorização de cursos de Psicologia em instituições privadas.

Para chegar aos apontamentos no artigo Formação do psicólogo na Bahia: uma análise a partir do Enade 2015, os pesquisadores partiram dos resultados do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), mecanismo do Sistema Nacional de Avaliação do Ensino Superior (Sinaes) para aferir a qualidade da formação. Mais especificamente, o resultado dos participantes desses cursos em instituições na Bahia no exame de 2015 compõe o recorte em estudo. A análise quantitativa levou em conta as variáveis “organização acadêmica”, “categoria administrativa” e “indicadores do desempenho dos estudantes”.

Os pesquisadores concluíram que não chega a haver diferença significativa de desempenho dos alunos dos cursos no interior e os da capital, com os dados indicando similaridade de qualidade entre o mediano e o fraco, dentro da média nacional, e significativo desempenho superior de cursos de universidades públicas na comparação com faculdades e centros universitários privados. Apesar de não ser possível identificar se a diferença de desempenho se deve à organização acadêmica ou à categoria administrativa, os autores concluíram que o predomínio do setor privado no interior leva a um cenário de precarização do ensino de Psicologia no estado, por não haver a garantia da qualidade da formação e, consequentemente, pelo impacto negativo na performance profissional.

A professora Gabriela e o professor Caio expandem a análise do cenário na entrevista a seguir: :: LEIA MAIS »

UFSB Ciência: Pesquisadores analisam a violência contra crianças e adolescentes em artigo científico

Um dos assuntos difíceis quando se trata da educação em família, os maus tratos como forma de educação pelo castigo – ou como exercício de poder – são costumes que podem ser sintetizados no conceito da palmada educativa. Essas noções são enraizadas historica e culturalmente a ponto de ser possível afirmar que se trata de crianças e jovens vítimas de outras vítimas, em um processo contínuo. Um estudo realizado por professores e estudantes da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) teve seus resultados divulgados na revista Psicologia.PT. O artigo Violências contra crianças e adolescentes em Porto Seguro, Bahia: um estudo exploratório documental junto ao Conselho Tutelar II é assinado por Émerson da Silva Mendes, Emily Stephanie Morais dos Santos, Monalisa Pereira Santos, Rayssa Souza, Cristiano da Silveira Longo e Stella Narita e apresenta a análise dos dados obtidos durante a realização do projeto de pesquisa intitulado Violência Física e Psicológica contra crianças e adolescentes no município de Porto Seguro, no extremo sul da Bahia: retrato após a “Lei Menino Bernardo” na cultura da violência doméstica local, apoiado com bolsa pelo Programa de Iniciação à Pesquisa, Criação e Inovação (PIPCI) da Universidade Federal do Sul da Bahia. O projeto foi tema de uma das primeiras notícias da editoria UFSB Ciência, lançada em março de 2019.

A pesquisa foi desenvolvida com apoio financeiro concedido pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), por meio da concessão de uma bolsa de Iniciação Científica mediante Edital nº 15/2018 da Pró-Reitoria de Gestão Acadêmica (Progeac), Coordenação de Fomento à Pesquisa, Criação e Inovação e mais três bolsas concedidas pela então Pró-Reitoria de Sustentabilidade e Integração Social (Prosis), hoje Pró-Reitoria de Ações Afirmativas (Proaf), pelo Edital Prosis 04/2018, do programa de Bolsas de Apoio à Permanência (BAP). :: LEIA MAIS »

DO FUNDO DO BAÚ DE JOSÉ LEITE

1) 60 ANOS DE JOSÉ LEITE EM ILHÉUS.

2) JOSÉ LEITE NA QUARENTENA.

3) OS SENTIMENTOS DE JOSÉ LEITE A DOIS AMIGOS QUE SE FORAM.

4) AS FOTOS DESTAQUES DA SEMANA. :: LEIA MAIS »

AGRISSÊNIOR NOTÍCIAS – Edição 765 – ANO XVI Nº 41 – 07 de junho de 202

A ‘NOSSA CASA COMUM’, A CIDADE, E A DOENÇA.

Manoel Tourinho e Otavio Chas

Professores da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), Belém (PA)

Os comentários inseridos nessa edição semanal do AGRISSENIOR são pertinentes a um trabalho de escopo exploratório sobre possíveis e testáveis relações existentes entre a natureza, a urbanização e as doenças pandêmicas, no caso o Corona vírus, o VID-19. As consequências mundiais da pandemia dispensam comentários quando coloca “ajoelhados no milho” grandes potências mundiais, inclusive dobrando a arrogância do Mr.Donald John Trump, que não desejando “sair por baixo”, dispara contra a China atribuindo-lhe a “fabricação” do vírus; nada mais que um insumo político dos arsenais americanos da guerra fria. Tem muita gente cuidando do controle pós-facto da pandemia; tem muita gente querendo saber donde esse bicho saiu; seria o grupo do explicandum ex-ante. Nós estamos nesse grupo. Trabalhando para testar que o novo Coronavírus é fruto do enorme cansaço da natureza ante as agressões que a “civilização moderna” vem lhe impondo a séculos, desde a revolução industrial em 1760. São altas ‘taxas de saques’ aumentadas em velocidades exponenciais. “A tecnologia está evoluindo mais rápido do que a capacidade humana” Na semana (16 a 25 de maio) do 50 Aniversario da “Laudato Sí ”, exortação do Papa Francisco que nos pede o cuidado com a nossa casa comum, assistimos diálogos que levam a pensar que o tempo da destruição está avançando muito mais rápido que o tempo da consciência cristã; o fosso entre Tempo X Consciência, se aprofunda terrivelmente. O mundo vive no vermelho em razão de um déficit ambiental que cresce a cada ano. A humanidade com sua desumanidade já ultrapassou a capacidade de carga do Planeta; a sua biocapacidade já é antrópica. Desde 2014 que o déficit ambiental vinha se agravando, e boom! explodiu em 2019. O desequilíbrio das relações sociedade-natureza é central na origem desse vírus mortal que nos aflige. Os números da Pegada Ecológica são proxis desse desequilíbrio, cujas causas consideradas como clássicas estão no aumento populacional, nas migrações e no aumento do consumo; esse, por sua vez, sempre a rebocar mais e mais recursos naturais: água, combustível fóssil, minérios, terra férteis, florestas, entre outras. Os comentários que se escreve aqui no AGRISSENIOR, tocam na questão urbana como fator promotor de desequilíbrio. É que as grandes cidades, os mega centros urbanos, as desejadas metrópoles, são consideradas como “essencialidades” dos nossos modelos de desenvolvimento, embora, historicamente, nunca foram razão de alvesço; ao contrário, sempre foram motivos de escuridão, violência e dores, ainda que disfarçadas, sublimadas. A análise que ilumina esses comentários mostrou que há uma correlação positiva muito forte entre o porte urbano das mesorregiões paraense e o quantitativo de infectados (maior pressão urbana, maior risco de disseminação, além de uma forte correlação negativa entre a distância da capital e o quantitativo de infectados (maior distância da capital, menor

risco de disseminação). Os centros urbanos mais densos parecem funcionar como centro geradores e espalhadores do vírus, o que não é estranho devido ao fato de que aí estão localizados os índices mais perversos de pressão sobre os recursos naturais. Tal constatação, que não ocorre apenas por essas evidências, nos levam a pensar, como eleitores e cidadãos, em políticas de descompressão do território para favorecer aqueles que querem continuar vivendo nas suas cidades menores não metropolitanas; viver para sempre nas cidades sedes municipais e até mesmo nas pequenas comunidades rurais. Ao poder público só uma obrigação: prove-las de bons serviços de saúde e ensino em todos os níveis, inclusive o superior. Empregos? As cidades pequenas, vilas e povoados, sabem como cria-los: é só não os expulsar da terra. Um assunto para uma agenda pública pós-pandemia. :: LEIA MAIS »





















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