WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia
secom bahia secom bahia embasa secom bahia embasa


junho 2016
D S T Q Q S S
« maio   jul »
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  






:: 16/jun/2016 . 19:30

AGRISSÊNIOR – Nº 577 – 21 DE JUNHO DE 2016

PARA LER EM TELA CHEIA CLIQUE NAS DUAS SETINHAS.

Luiz Castro em: DECOLORES

O AMOLADOR DE FACAS DO MALHADO

José esteve longe de ser homem comum. Porém, algumas características que observei quando criança, as quais muito o diferenciavam das pessoas que tramitavam no bairro do Malhado da década de 60, somente consegui analisá-las me. Lembro-me que andava sempre vestido de preto e com barba feita, o que conferia jovialidade àquele homem de aproximados cinqüenta e cinco anos. Embora trabalhasse sob o sol, sobre uma bicicleta, amolando facas, alicates, tesouras e afins, mostrava-se bem disposto e educado com todos. Ele aparecia quase todas as semanas. De antemão, fazia saber sua presença em face dos gritos matutinos – que acordavam as casas, quebrando a comum monotonia –, ou pelo som dos utensílios sendo afiados e, ainda que não fosse de muito sorriso, tornava as ruas uma festa.

Pouco se conhecia sobre ele. Geralmente, encostava a bicicleta – espetáculo à parte – à sombra de alguma árvore, enquanto trabalhava. Nós, crianças, sentávamos ao seu redor, extasiadas não apenas com as faíscas do esmeril, mas, principalmente, com a ‘sinfonia’, que José parecia reger tal um maestro, de mãos finas e gestos precisos. Não foi por acaso que o batizaram de ‘Paganini’, numa alusão ao imortal violinista italiano. Infelizmente, a alcunha parece ter criado vida e, tal acontecera com o músico de Gênova, esse amolador de facas também se tornaria vítima do mito, pagando caro por isso.

:: LEIA MAIS »

Ilhéus tem projeto pioneiro de Pagamento por Serviços Ambientais

Projeto de Lei, que será analisado pelo Poder Legislativo, prevê compensações financeiras para quem desenvolver ações que preservem o meio ambiente.

Manancial do Rio do Engenho – Foto Roberto Santos

Manancial do Rio do Engenho – Foto Roberto Santos

O prefeito em exercício de Ilhéus, Carlos Machado (Cacá), enviou à Câmara de Vereadores, mensagem que dispõe sobre o Projeto Piloto de Pagamento por Serviços Ambientais para Produtores Rurais, e autoriza ao Executivo prestar apoio financeiro aos proprietários rurais, entre outras providências. Nesse sentido, o secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Antônio Vieira, destaca o ineditismo do município que deve ser o primeiro da Bahia a dispor de legislação própria a cerca da transferência de recursos a quem se compromete a manter ou produzir os serviços ambientais.

O projeto é resultado de trabalho técnico desenvolvido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Sema) com o apoio da Secretaria de Agricultura e Pesca (Seap). De acordo com o prefeito em exercício, a proposta surge em momento oportuno, principalmente por Ilhéus e outras cidades da região sul da Bahia atravessarem um momento de longa estiagem.

O secretário de Meio Ambiente, Antonio Vieira, explica que o pagamento por serviços ambientais estabelece benefícios àqueles que conservarem o bioma. “Como os benefícios dos serviços ambientais são aproveitados por todos, o princípio é – nada mais justo – que as pessoas que contribuem para a conservação e a manutenção do meio ambiente recebam várias modalidades de incentivos (financeiros ou outros)”, acrescenta.

O PL estabelece como serviços ambientais a preservação da biodiversidade, sequestro e armazenamento de carbono, serviços hidrológicos, beleza cênica e serviços culturais, entre outros. Vieira lembra que o processo de construção do projeto remonta o ano de 2013, na Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, onde a minuta foi discutida e legitimada no âmbito do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Condema).

“A proposta foi tomando corpo ao longo desses três anos, ganhou amparo do Governo do Estado com a publicação da Política Estadual de Pagamento por Serviços Ambientais, até que finalmente chegou o momento de beneficiar de uma só vez o meio ambiente, produtores rurais e usuários da água na zona urbana”, salienta o secretário Antonio Vieira.

Cabruca – A base técnica e científica do Projeto de Lei se encontra em estudos socioambientais produzidos no âmbito do Projeto Corredores Ecológicos e artigos científicos publicados por pesquisadores da região.  Um dos estudos, desenvolvidos na Bacia Hidrográfica do Rio Santana, informa que nesta bacia de drenagem com tamanho de 509 km², a Embasa extrai água do Rio do Engenho, que abastece a zona sul de Ilhéus.

É nesta região que o Projeto Piloto de Pagamento por Serviços Ambientais visa beneficiar inicialmente pequenos produtores rurais que buscam a complementação de outras fontes de renda fora de suas propriedades Em sua maioria, esses agricultores plantam cacau no sistem cabruca, que utiliza a sombra da mata para proteger o cacaueiro do sol.

Essa forma de cultivo, de acordo com o Alex Coutinho, técnico da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo de Ilhéus, também propicia a proteção dos solos contra a erosão e garante a regularidade do suprimento e da qualidade de água no terreno. A expectativa é que com o esse instrumento de amparo jurídico, os incentivos econômicos e conversão de danos ambientais por medidas compensatórias sejam depositadas no Fundo Municipal de Meio Ambiente, para beneficiar os primeiros produtores rurais em projeto piloto.

O atendimento será prioritário a pequenos produtores rurais, a propriedades com reserva legal averbada e àquelas que já possuam o Cadastro Estadual de Imóveis Rurais – CEFIR, modalidade de inscrição de imóvel na Bahia respectivo ao Cadastro Ambiental Rural da União.

As propriedades que aderirem ao projeto piloto vão receber ajuda financeira para complementação de sua renda familiar e, segundo o Secretário de Agricultura e Pesca de Ilhéus, Sebastião Vivas, também serão beneficiados com extensão rural e recebimento de mudas para replantio em áreas.

 

Ilhéus faz plantio de mudas para recomposição de nascentes e matas ciliares

Realizado por meio do plantio de mudas frutíferas, o trabalho se encontra vinculado ao Cadastramento Ambiental Rural, ferramenta que delimita e auxilia a recuperação de APPs, nascentes e áreas de reserva legal.

Recuperação de nascentes é feito no interior de Ilhéus. Foto Seap Ilhéus

Recuperação de nascentes é feito no interior de Ilhéus. Foto Seap Ilhéus

Após dar início ao Cadastramento Ambiental Rural (CAR), procedimento obrigatório criado pelo Código Florestal (Lei 12.651/12) visando à criação de uma base de dados, o Município de Ilhéus e a Bahiater (Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural) começaram a segunda fase do trabalho que consiste no plantio de mudas para a recomposição das áreas ambientalmente destruídas, como nascentes de rios e matas ciliares. No âmbito do município, a ação conta com a participação das secretarias de Agricultura e Pesca (Seap) e Meio Ambiente e Urbanismo (Sema).

De acordo com o secretário de Agricultura e Pesca, Sebastião Vivas, com material da Biofábrica de Cacau, propriedades rurais de Maria Jape já estão sendo beneficiadas com o recebimento de mudas frutíferas. “Com o nosso apoio técnico, elas começaram a ser plantadas com vistas à recuperação de áreas degradadas”, afirma. Vivas enfatiza que a primeira propriedade alcançada pelo Cadastramento Ambiental Rural e pela recomposição de mata ciliar foi a da D. Denise Maria dos Santos, que possui uma área de 10 hectares. “Na sequência, dentro de uma ação constante, as demais áreas de Maria Jape também serão favorecidas”, completa o secretário.

Vivas reitera que o Cadastramento Ambiental Rural é obrigatório. Por isso, lembra que sua não realização impede que o imóvel venha a ser beneficiado por uma série de programas governamentais, incluindo aqueles voltados para a liberação de linhas de créditos. O secretário de Agricultura e Pesca ressalta que a Prefeitura de Ilhéus é uma das primeiras a executar esse trabalho em prol dos agricultores familiares.

CAR – Segundo o governo federal, o Cadastramento Ambiental Rural é uma estratégia voltada para o controle, monitoramento e combate ao desmatamento das florestas e demais formas de vegetação nativa, bem como para o planejamento ambiental e econômico dos imóveis rurais.

O CAR consiste no levantamento de informações georreferenciadas do imóvel, com delimitação das áreas de preservação permanente (APP), reserva legal (RL), área rural consolidada, áreas de interesse social e de utilidade pública, com o objetivo de traçar um mapa digital a partir do qual são calculados os valores das áreas para o diagnóstico ambiental.

Ferramenta importante para auxiliar no planejamento do imóvel rural e na recuperação de áreas degradadas, o CAR incrementa a formação de corredores ecológicos e a conservação dos demais recursos naturais, contribuindo, de forma decisiva, para a melhoria da qualidade ambiental.

No GOTAS DE PAZ

Se você pensa que vai atingir somente o outro, está enganado. Você será o maior atingido. Detenha-a. A palavra ofensora fere primeiramente a você antes de partir na direção do outro. Há uma “energia” ligando você à outra pessoa. Essa energia vem de Deus e chama-se amor. Você não pode usar dessa “energia” para o mal. Os seus pensamentos “manipulam” essa “energia”, dosam-na, expandem-na. Só os bons surtem resultados. Os maus isolam-na, refluem-na, não se combinam com ela. Deus nos criou para nos ligarmos amorosamente uns aos outros.

http://www.gotasdepaz.com.br/cale-a-palavra-que-ofende/

 





















WebtivaHOSTING // webtiva.com . Webdesign da Bahia