:: 29/mar/2018 . 20:59
A ÁRVORE DO PEQUENO PRÍNCIPE
Luiz Ferreira da Silva, 81.
Engenheiro Agrônomo e Escritor
luizferreira1937@gmail.com

Quem leu o livro de Antoine Saint Exupéry se lembra da majestosa árvore africana, o Baobá. Não é que, aqui, perto de minha residência (Ponta Verde, Maceió/Al), descobri um secular representante, plantado pelos escravos!
Gosto muito de andar pelas ruas, sobretudo na orla, apreciando a paisagem, oportunizando-me admirar árvores seculares, remanescentes da mata atlântica, sobretudo. Foi assim, que descobri e até escrevi sobre duas delas – O Oitizeiro da Pajuçara e a Gameleira dos pescadores. Ambas, com mais de 100 anos.
Recentemente, na chamada Praça dos Skates, deparei-me com um baobá, também secular. Há três meses que lança belas flores que não duram mais de 24 horas.
Em sua homenagem, já que ninguém o reverencia e os órgãos públicos do meio ambiente e as fajutas ongs ecológicas nem estão aí e, talvez, nem sabem da sua existência, resolvi saber dele, numa linguagem “fito-telepática” que desenvolvi para falar com as plantas. Não sou maluco, não!
ODE AO BAOBÁ DE MACEIÓ
Vim de longe, lá do continente africano,
Plantado pelos escravos, trabalhadores sem destemor.
Fincado no chão duro sob o sol nordestino
Adaptei-me, vicejei e cresci com esplendor.
A minha arquitetura provida de um caule expansivo
A sua cor esverdeada e vigor despertam atenção
Foi o que aconteceu com Antoine Exupéry
Inseriu-me no seu belo livro O Pequeno Príncipe, então.
Na nova Pátria, ainda sou uma criança de menos de 400 anos.
Enquanto meus ancestrais do Senegal ultrapassam os 5 mil.
Em Maceió, na Praça Muniz Falcão, chamada do skate
Reino sozinho e olhando de cima emano energias de modo sutil.
Mas, essa minha visão angular alcança também o mar.
Da bela praia, infelizmente me chegam odores, poluídos com certeza.
O descaso ambiental, a insensatez do homem e a carência pública.
Lamento informar: ninguém ficará impune ao contrariar as Leis da Natureza.
Por muitos e muitos anos poucos nem se aperceberam da minha pujança
Tampouco procuraram saber o meu nome e até me ferem com tolas inscrições
Eis que, para minha alegria, um Agrônomo me reverenciou, divulgando-me.
Passei a ser visitado e admirado, e até percebi o amor vindo de seus corações.
(Maceió, Al, Ponta Verde, 29 de março de 2018)
PSICOMUNDO <> BUSCAR O MUNDO DE PAZ PELA COMPREENSÃO <>
O universo em suas voltas cheias de limites de ansiedades, espalha no mundo das crianças recém-nascidas a imensa amostra para que muita gente tenha cuidado com uma realidade muito chocante. Tudo se refere aos anseios de muitas criaturas alcançarem uma felicidade justa e plena. E essa passagem da vida humana é sem dúvida a existência de tantas crianças abandonadas pelos pais e jogadas nas sarjetas. E o constrangedor é que são atos tão friamente praticados por seres humanos geradores dessas espécies.
Incrível informar que as autoras ou mesmo os autores desse desesperado ato, desconhecem ou assumem em todos os aspectos as suas consequências. Podemos caracterizar porque algumas mães dessas crianças, não medindo sua inconsequente insensatez, simplesmente porque transformou o sexo que seria um ato de amor, provocou atos calculados e deliberados, e que foi dada uma fórmula de prazer com atrocidade, sadismo, com enorme requinte de maldades ilimitadas, surgindo dois caminhos chamados “abandono e solidão”.
E como fazer para retroceder no tempo e no espaço essa trajetória, saber o que foi programado para uma criança de vida humana tão indefinida, porque afinal quem arquitetou esse universo desconhecido não assume suas consequências?
Como viverão essas crianças abandonadas em nosso mundo? Chamarão seus pais para acalentar suas necessidades básicas e ouvirá de quem esse aconchego? Toda criança tem o direito de crescer num ambiente saudável. Há uma unidade em direção à libertação acompanhada da determinação em desenvolver sua própria identidade. E no futuro bem próximo como serão tratadas pela tão esmagadora sociedade que tudo pede e pouco oferecem em tais circunstancias? :: LEIA MAIS »
PREFEITURA DE ILHÉUS REALIZA ENTREGA DE PEIXES DOADOS POR COOPERATIVA À FAMÍLIAS CARENTES

Com o intuito de ajudar as famílias que se encontram em estado de vulnerabilidade social, para que estas possam celebrar e realizar o almoço da Sexta-feira Santa, a Prefeitura de Ilhéus por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social entregará nesta quinta, a partir das 11 horas, quatro toneladas de peixes.
A ação foi possível devido à parceria com a Cooperativa de Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Familiar do Sul da Bahia (COOFASULBA), sem custos financeiros para o município.
A distribuição será realizada para famílias acompanhadas nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) Norte, Sul, Olivença, Oeste e Vilela e do programa Primeira Infância no Suas – Criança Feliz. Ainda foram entregues senhas durante a semana para que a entrega seja feita de forma organizada e tranquila.
AGRISSÊNIOR NOTICIAS- N°661 – 02 de abril de 2018
O IMORTAL MARCELO CÂMARA
Luiz Ferreira da Silva
O nosso estimado colega ceplaqueano, em Sessão do último dia 15 de março, teve o seu nome aprovado, por unanimidade, pela Assembleia Geral da ACADEMIA FLUMINENSE DE LETRAS – AFL, para integrar, na Classe de Letras, a centenária Instituição Cultural, a fim de ocupar a Cadeira 37, que tem como Patrono o genial RAUL D’Ávila POMPEIA, angrense, considerado, internacionalmente, o maior escritor da Literatura Brasileira, ao lado de Machado de Assis.
A eleição foi fundamentada em Parecer, também unânime, da Comissão de Admissão, que analisou e a recomendou ao Plenário, com base na sua biografia, obras publicadas e curriculum cultural.
A sua alegria multiplica-se porque ocupa a Cadeira nº 1, patronímica do mesmo escritor, no Ateneu Angrense de Letras e Artes – AALA, desde a sua fundação, na sua terra, Angra dos Reis.
Em toda a história da Instituição, orgulhosamente, Marcelo é o terceiro angrense a ingressar na AFL: na primeira metade do século passado, brilhou o teatrólogo e jornalista Quaresma Júnior; na segunda, pontuou o jornalista e historiador Alípio Mendes, fundador do AALA.
Fundada em 1917, a Academia Fluminense de Letras é, na sua categoria, o mais antigo sodalício do gênero, a mais antiga Casa de Letras estadual em atividade contínua no Brasil. Também é considerada pela Academia Brasileira de Letras – ABL “a Academia de Letras oficial do Estado do Rio de Janeiro”, e reconhecida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – UNESCO, órgão da ONU. No ano passado, foi celebrado o Centenário da AFL, quando um amplo programa cultural foi cumprido (eventos de arte, encontros de instituições culturais, concursos etc.). Destaques para: a Sessão Solene em comemoração à Efeméride realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, por iniciativa dos Deputados Comte Bittencourt e Waldeck Carneiro; a realização em Niterói do I Congresso Brasileiro de Academias de Letras; e um estande que homenageou a AFL na abertura da Bienal do Livro 2017.
Pela AFL passaram grandes personalidades da Literatura, do Jornalismo, do Direito, da História, das Ciências Sociais, da Política, da Ciência, enfim, da Intelectualidade fluminense e nacional. Entre estes, podemos citar: Olavo Bastos, Múcio Paixão, Carlos Maul, Elói Pontes, Adelino Magalhães, Oliveira Viana (membro da ABL)
Ao Marcelo, os cumprimentos da família ceplaqueana. :: LEIA MAIS »
Após eliminação no Carioca, Flamengo demite Carpegiani e diretor de futebol

Paulo Cézar Carpegiani não é mais técnico do Flamengo. Ele foi demitido nesta quinta-feira (29), após a eliminação para o Botafogo, no Campeonato Carioca. O Rubro-negro perdeu por 1 a 0 para o Alvinegro, na noite da última quarta (28). Além de Carpegiani, o clube também demitiu o diretor de futebol Rodrigo Caetano. Aos 69 anos, Carpegiani dirigiu o time do Flamengo por 17 jogos durante um período de cerca de três meses. Ele retornou à Gávea neste ano para ocupar um cargo no departamento de futebol do clube. No entanto, assumiu o comando do time após o colombiano Reinaldo Rueda deixar o Rubro-negro para treinar a seleção do Chile. Na temporada passada, Carpegiani comandou o Bahia entre os meses de outubro e dezembro, na reta final do Campeonato Brasileiro, ajudando o time a escapar do rebaixamento e conquistar uma vaga na Copa Sul-Americana deste ano. O comandante ainda acumula passagem pelo Vitória. Já Rodrigo Caetano chegou no Flamengo em 2015, depois de trabalhar no Vasco e no Fluminense. Neste período o Urubu conquistou apenas o Campeonato Carioca em 2017.
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