{"id":101322,"date":"2016-05-31T19:45:13","date_gmt":"2016-05-31T22:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=101322"},"modified":"2016-05-31T19:45:13","modified_gmt":"2016-05-31T22:45:13","slug":"luiz-castro-em-decolores-233","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2016\/05\/31\/luiz-castro-em-decolores-233\/","title":{"rendered":"Luiz Castro em: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<h1 style=\"text-align: center;\">A LUZ DO FAROL<\/h1>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-castro_novo-emaIL.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"118\" \/>Li certa vez um depoimento de um pai que afirmava\u00a0 que ao p\u00e9 do farol n\u00e3o h\u00e1 luz. O texto foi assim escrito:<\/p>\n<p>\u201cMas, e o que dizer, quando falamos n\u00e3o de uma proximidade geogr\u00e1fica, mas emocional, como na rela\u00e7\u00e3o entre pai e filho, por exemplo?<\/p>\n<p>Somente hoje, distante de meu pai, vejo o suficiente para enxergar, com relativa nitidez, a luz de seu farol e para compreender a liberdade acolhedora de seu amor que, \u00e0 \u00e9poca , eu percebia como sufocante e limitador.<\/p>\n<p>Foi preciso jogar-me ao mar, navegar nas ondas e intemp\u00e9ries daquilo a que chamamos vida para vislumbrar n\u00e3o somente em que me tornei, mas, tamb\u00e9m para reconhecer a seguran\u00e7a do porto de onde parti.<\/p>\n<p>S\u00f3 assim pude entender n\u00e3o apenas o que hoje sou, mas de que ra\u00edzes brotei&#8230;<\/p>\n<p>Lembro-me de, quando jovem, ter dado a meu pai um livro do genial poeta Kahil Gibran. No capitulo \u201cDos filhos\u201d, Gibran escreve: \u201c Vossos filhos n\u00e3o s\u00e3o vossos filhos. S\u00e3o filhos e filhas da \u00e2nsia da vida por si esma\u201d.<\/p>\n<p>Eu. Como todo jovem, chamava por liberdade.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>E, como jovem, ignorante e esquecido dos perigos do desconhecido, enxergava apenas o mar que \u00e0 minha frente se espandia.<\/p>\n<p>Dar o livro a meu pai era como dizer a ele: \u201cMe deixa viver, me concede a liberdade plena da experi\u00eancia\u201d<\/p>\n<p>Lembro-me que toda vez que discut\u00edamos sobre liberdade ele me falava dos perigos que \u00e0 vida nos reserva.<\/p>\n<p>Mas eu, estava ao p\u00e9 do farol, enxergava apenas a beleza do horizonte e meus olhos n\u00e3o percebiam a dureza do percurso&#8230;<\/p>\n<p>Hoje sou pai.<\/p>\n<p>Os filhos crescem, amadurecem, e percebo que, como muitos pais, continuo na trat\u00e1-los como se tivessem sempre a mesma idade, a mesma mentalidade, as mesmas fraquezas&#8230;<\/p>\n<p>Como hoje eu entendo que, para prender a navegar, precisamos desafiar as tormentas e as borrascas do mar, \u00e9 chegada a hora de aceitar um dos inevit\u00e1veis des\u00edgnios da vida se nossos filhos est\u00e3o ao p\u00e9 do farol, eles s\u00f3 poder\u00e3o ver \u00e0 luz se entrarem mar\u00a0 adentro&#8230;<\/p>\n<p>E o melhor que podemos fazer \u00e9 desejar-lhes boa viagem.<\/p>\n<p>\u201cE torcer para que carreguem consigo um pouco de suas ra\u00edzes\u201d.<\/p>\n<p>\u201cAcreditar que basta ter filhos para ser um pai \u00e9 t\u00e3o absurdo quanto acreditar que basta ter instrumentos para ser m\u00fasico\u201d. (Mansour Chalita)<\/p>\n<p>Os filhos s\u00e3o educados como se fossem ficar toda a vida filhos, sem nunca se pensar que eles se tornar\u00e3o pais\u201d. (August Strindberg)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<\/p>\n<p>Bacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A LUZ DO FAROL Li certa vez um depoimento de um pai que afirmava\u00a0 que ao p\u00e9 do farol n\u00e3o h\u00e1 luz. O texto foi assim escrito: \u201cMas, e o que dizer, quando falamos n\u00e3o de uma proximidade geogr\u00e1fica, mas emocional, como na rela\u00e7\u00e3o entre pai e filho, por exemplo? 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