{"id":103751,"date":"2016-10-13T16:59:11","date_gmt":"2016-10-13T19:59:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=103751"},"modified":"2016-10-13T16:59:11","modified_gmt":"2016-10-13T19:59:11","slug":"bahia-perde-meio-bilhao-de-fpe-mas-segue-mantendo-o-equilibrio-fiscal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2016\/10\/13\/bahia-perde-meio-bilhao-de-fpe-mas-segue-mantendo-o-equilibrio-fiscal\/","title":{"rendered":"Bahia perde meio bilh\u00e3o de FPE, mas  segue mantendo o equil\u00edbrio fiscal  \u00a0"},"content":{"rendered":"<p>O Governo do Estado j\u00e1 deixou de receber este ano R$ 509,3 milh\u00f5es do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE) e tem enfrentado dificuldades tamb\u00e9m na arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, que vem crescendo abaixo da infla\u00e7\u00e3o, mas tem preservado o equil\u00edbrio fiscal e mantido os compromissos em dia com servidores e fornecedores, al\u00e9m de ter melhorado o perfil da sua d\u00edvida e ampliado o investimento p\u00fablico em infraestrutura e na \u00e1rea social. Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (13) pelo secret\u00e1rio da Fazenda, Manoel Vit\u00f3rio, em audi\u00eancia p\u00fablica na Assembleia Legislativa.<\/p>\n<p>De acordo com o secret\u00e1rio, o resultado do segundo quadrimestre de 2016 relativo ao FPE aprofunda as perdas com o fundo, que foram de R$ 1,05 bilh\u00e3o entre 2013 e 2015, e contribui para manter a apreens\u00e3o quanto ao desempenho das finan\u00e7as estaduais no curto prazo. &#8220;O governador Rui Costa vem alertando para as dificuldades crescentes que decorrem sobretudo das perdas substantivas do Estado com as transfer\u00eancias da Uni\u00e3o&#8221;, observou Vit\u00f3rio. Ele lembrou que a Bahia tem sido uma das principais vozes do movimento de estados de fora do eixo Sul-Sudeste que pleiteiam junto ao governo federal a repara\u00e7\u00e3o pelas perdas recorrentes nas transfer\u00eancias obrigat\u00f3rias como o FPE.<\/p>\n<p>Um exemplo dos reflexos que j\u00e1 se fazem sentir \u00e9 o fato de que os gastos com pessoal do Executivo estadual se mantiveram, no segundo quadrimestre de 2016, no mesmo status do primeiro quadrimestre: acima do limite prudencial estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que \u00e9 de 46,17% da Receita Corrente L\u00edquida (RCL), mas abaixo do limite m\u00e1ximo, fixado em 48,60%. Em agosto, as despesas com pessoal fecharam em 48,52% da RCL.<\/p>\n<p>De acordo com Manoel Vit\u00f3rio, o Estado ultrapassou o limite prudencial por duas raz\u00f5es: de um lado, as limita\u00e7\u00f5es ao crescimento das receitas, e do outro o d\u00e9ficit previdenci\u00e1rio, ou seja, o aporte feito pelo Tesouro Estadual para complementar o pagamento da folha de inativos, que deve ultrapassar os R$ 2 bilh\u00f5es em 2016 e vem impactando fortemente as despesas de pessoal.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Outro fator que afeta as despesas de pessoal, ressaltou o secret\u00e1rio, \u00e9 o chamado crescimento vegetativo da folha, ou seja, o aumento do total desembolsado com o funcionalismo por conta de ajustes de rotina previstos pela legisla\u00e7\u00e3o, a exemplo dos anu\u00eanios, que prev\u00eam acr\u00e9scimos anuais de 1% nos sal\u00e1rios dos servidores.<\/p>\n<p>Embora venha mantendo o equil\u00edbrio fiscal e honrando seus compromissos, a Bahia n\u00e3o descarta a possibilidade de enfrentar problemas no final do ano com o pagamento do d\u00e9cimo terceiro sal\u00e1rio dos servidores, alertou Vit\u00f3rio. Ele lembrou que cada vez menos estados v\u00eam conseguindo pagar os servidores sem atraso. A maioria j\u00e1 vem pagando at\u00e9 o dia 10 do m\u00eas seguinte, ou parcelando os sal\u00e1rios.<\/p>\n<p><strong>D\u00edvida e investimento<\/strong><\/p>\n<p>Um \u00edndice importante de manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio das contas estaduais, segundo o secret\u00e1rio, \u00e9 o fato de que o Estado, a despeito da dif\u00edcil situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, melhorou o perfil de endividamento, que \u00e9 aferido a partir da propor\u00e7\u00e3o entre a d\u00edvida consolidada l\u00edquida (DCL) e a receita corrente l\u00edquida (RCL). Este indicador, que estava em 54% no primeiro quadrimestre, encerrado em abril, recuou at\u00e9 agosto, fechando o segundo quadrimestre em 52,8%.<\/p>\n<p>Vale ressaltar que, de acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a d\u00edvida pode equivaler no m\u00e1ximo a 200% da receita. Isso significa que a Bahia mant\u00e9m sob controle a gest\u00e3o dos seus compromissos futuros, ao contr\u00e1rio de Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, que j\u00e1 ultrapassaram o limite da LRF, e S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, que se aproximam dele.<\/p>\n<p>Manter a d\u00edvida sob controle \u00e9 importante para garantir o acesso a novas opera\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, lembrou Vit\u00f3rio, ressaltando que a autoriza\u00e7\u00e3o do Tesouro Nacional para que a Bahia tenha acesso a novos financiamentos vem sendo um pleito recorrente do governador Rui Costa. \u00c9 gra\u00e7as a financiamentos j\u00e1 contratados, explicou o secret\u00e1rio, que o Estado vem conseguindo manter o ritmo de investimentos e at\u00e9 ampli\u00e1-lo. O crescimento nessa \u00e1rea, at\u00e9 o segundo quadrimestre, foi de 27,3%: de R$ 1,35 bilh\u00e3o em 2015 para R$ 1,72 bilh\u00e3o em 2016.<\/p>\n<p>Na capital, o governo vem investindo fortemente em mobilidade urbana, com destaque para as obras de amplia\u00e7\u00e3o do metr\u00f4 e os novos corredores rodovi\u00e1rios, e tamb\u00e9m em sa\u00fade, incluindo o rec\u00e9m-inaugurado HGE2 e o Hospital da Mulher, e seguran\u00e7a, com a entrega do Centro de Opera\u00e7\u00f5es e Intelig\u00eancia 2 de Julho, o maior centro de opera\u00e7\u00f5es policiais da Am\u00e9rica do Sul.<\/p>\n<p>No interior, destaque para infraestrutura, com a constru\u00e7\u00e3o e a recupera\u00e7\u00e3o de estradas, habita\u00e7\u00e3o popular, educa\u00e7\u00e3o, com a constru\u00e7\u00e3o e a reforma de escolas, e sa\u00fade, incluindo os hospitais da Chapada e do Cacau e a constru\u00e7\u00e3o de Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) em todo o Estado.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades no curto prazo<\/strong><\/p>\n<p>A queda de R$ 509,3 milh\u00f5es no FPE em 2016, de acordo com Manoel Vit\u00f3rio, \u00e9 calculada levando-se em conta o fato de que, de janeiro at\u00e9 agosto, o Fundo registrou queda nominal de 0,7% com rela\u00e7\u00e3o a igual per\u00edodo de 2015, e a queda real, considerando-se a infla\u00e7\u00e3o (IPCA), foi de quase 10%.<\/p>\n<p>Quanto ao total de R$ 1,05 bilh\u00e3o do FPE que a Bahia deixou receber entre 2012 e 2015, o secret\u00e1rio explicou que o valor equivale ao que teria sido repassado se o crescimento do fundo nesse per\u00edodo tivesse mantido ritmo similar ao da arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria do Estado. S\u00e3o perdas relevantes, avalia Vit\u00f3rio. &#8220;O FPE representa a segunda principal receita do Estado, e o fato de que vem apresentando sucessivas perdas traz dificuldades para a manuten\u00e7\u00e3o do equil\u00edbrio fiscal&#8221;, observa.<\/p>\n<p>Para compensar essas perdas, disse o secret\u00e1rio, o Estado vem fazendo esfor\u00e7o extra na arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, a despeito do quadro de retra\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica e alta inflacion\u00e1ria que se verifica desde 2015. O ICMS, principal receita estadual, teve crescimento nominal de 5,8% de janeiro a agosto deste ano, embora tamb\u00e9m tenha registrado perda real frente \u00e0 infla\u00e7\u00e3o. &#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil manter um processo de crescimento da arrecada\u00e7\u00e3o quando h\u00e1 estagna\u00e7\u00e3o da atividade econ\u00f4mica&#8221;, alertou o secret\u00e1rio da Fazenda.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Governo do Estado j\u00e1 deixou de receber este ano R$ 509,3 milh\u00f5es do Fundo de Participa\u00e7\u00e3o dos Estados (FPE) e tem enfrentado dificuldades tamb\u00e9m na arrecada\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, que vem crescendo abaixo da infla\u00e7\u00e3o, mas tem preservado o equil\u00edbrio fiscal e mantido os compromissos em dia com servidores e fornecedores, al\u00e9m de ter melhorado o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[7,29],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103751"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=103751"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103751\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":103753,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/103751\/revisions\/103753"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=103751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=103751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=103751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}