{"id":10379,"date":"2011-03-12T16:36:12","date_gmt":"2011-03-12T19:36:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=10379"},"modified":"2011-03-12T16:36:12","modified_gmt":"2011-03-12T19:36:12","slug":"saudades-do-brega","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/03\/12\/saudades-do-brega\/","title":{"rendered":"Saudades do Brega&#8230;"},"content":{"rendered":"<p><img ALIGN = \"LEFT\" SRC = \"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/Jos%C3%A9-Iram-Almeida2.jpg\"\/>Foi &#8211; se o tempo, em que fam\u00edlia tinha nome e vergonha na cara.<br \/>\nPai e m\u00e3e tinham por obriga\u00e7\u00e3o educar e sustentar os filhos, pobre ou rico, seguiam uma linha religiosa, sem cadeiras de pl\u00e1sticos, microfones e tantas coletas. Mas o tempo passou, os valores se inverteram, surgiram conflitos da t\u00e9cnica com a natureza humana, os homens deixaram de valorizar o Ser e, passaram a Ter, aos poucos a fam\u00edlia deixou de ser prioridade. As mulheres entraram no mercado de trabalho, os filhos come\u00e7aram a ser criados por bab\u00e1s e governantas, de acordo com as posses de cada um.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Fam\u00edlia tinha nome, e, era considerada pela sociedade de acordo com os talentos, que eram usados, para o bem comum, gozavam de auto-estima, vivendo em harmonia tanto na comunidade como nos meios sociais em que participavam. Um rapaz, ao iniciar um namoro com uma mo\u00e7a, conversava primeiro com a fam\u00edlia e, se esta o aceitasse, normalmente terminava em matrim\u00f4nio. Namoro, era m\u00e3o na m\u00e3o, beijo, s\u00f3 muito oculto, ou seja, havia respeito e considera\u00e7\u00e3o, atualmente a palavra de ordem \u00e9 div\u00f3rcio, pois, o mais forte e o mais instintivamente irresist\u00edvel dos grupos sociais era  a fam\u00edlia.A necessidade da fam\u00edlia, entre os seres humanos, \u00e9 imposta pela grande dura\u00e7\u00e3o da inf\u00e2ncia e pelo fato de que as m\u00e3es ficavam tolhidas de trabalhar fora, neste caso, o pai tornava-se membro essencial do grupo familiar. Esse quadro, est\u00e1 se invertendo.<\/p>\n<p>Quanta coisa mudou, mentira passou a ser verdade, cacha\u00e7a perdeu a gra\u00e7a, as drogas, tomaram conta da humanidade e, \u00e9 aceita por muitos como caso sem jeito. O respeito no meio familiar perdeu o seu valor, a ponto, de uma menina de 14 anos, informar aos pais que passaria o carnaval em, Salvador, com um grupo de amigos, a m\u00e3e lhe diz: cuidado n\u00e3o esque\u00e7a de usar camisinha. Um pai, permite que o namorado da filha, durma no mesmo quarto, ao retornarem de um show as 4:00 da manh\u00e3. O homem moderno leva a vida muito diferente. Quem cria os filhos \u00e9 o mundo. O n\u00famero de idosos abandonados, superlotando os abrigos \u00e9 muito grande, dif\u00edcil uma fam\u00edlia que n\u00e3o tem viciado em droga, n\u00e3o se sabe mais quem \u00e9 realmente homem e quem \u00e9 mulher&#8230; Malandro, passou a ser pol\u00edtico, com direito a gravata e ajuda de custo. O mais esperto, funda uma igreja e em pouco tempo fica milion\u00e1rio. BREGA passou a ser casa de fam\u00edlia e, ambiente de muito respeito. Quantas saudades&#8230;<\/p>\n<p><strong>(ALMEIDA, J. Iram)<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foi &#8211; se o tempo, em que fam\u00edlia tinha nome e vergonha na cara. 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