{"id":104806,"date":"2016-11-25T02:05:17","date_gmt":"2016-11-25T05:05:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=104806"},"modified":"2016-11-25T02:05:17","modified_gmt":"2016-11-25T05:05:17","slug":"experiencia-no-japan-international-cooperation-agency-jica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2016\/11\/25\/experiencia-no-japan-international-cooperation-agency-jica\/","title":{"rendered":"EXPERIENCIA NO JAPAN INTERNATIONAL COOPERATION AGENCY &#8211; JICA"},"content":{"rendered":"<p>No ano de 1987 tomei conhecimento da exist\u00eancia do programa acolhido pelo Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio do Governo Japon\u00eas &#8211; Japan International Cooperation Association &#8211; JICA.<\/p>\n<p>Busquei informa\u00e7\u00f5es no Consulado do Jap\u00e3o do Recife que mandou-me prospectos sobre o citado programa, seus cursos e formul\u00e1rios para a sele\u00e7\u00e3o a uma poss\u00edvel ades\u00e3o.  Iniciava ent\u00e3o a minha experiencia did\u00e1tica no Centro de Ensino Tecnol\u00f3gico da Universidade do Estado da Bahia, no seu Curso de Desenho Industrial onde, apesar de haver sido selecionado para o trabalho com Hist\u00f3ria da Arte, ministrava aulas de Desenho T\u00e9cnico e Projeto Industrial. Um dos cursos oferecidos pela JICA, naquele ano, fora o &#8220;Industrial Design Training&#8221; -Treinamento em Desenho Industrial, com aulas te\u00f3ricas e visitas a escrit\u00f3rios de projeto, na capital, T\u00f3quio, al\u00e9m de visitas a outras cidades, incluindo Yokoama, Kawasaki, Nag\u00f3ia e Kioto -.<\/p>\n<p>A imensa vontade de ser escolhido para aquele programa me gerou for\u00e7as descomunais  para organizar e argumentar o meu pleito. Antes mesmo da chegada do positivo resultado, intensifiquei o estudo da l\u00edngua daquele pa\u00eds, iniciado dez anos antes. Um telefonema do Recife avisou-me a minha aprova\u00e7\u00e3o, sendo convocado a seguir a Pernambuco para entrevista com o pessoal do consulado. Sa\u00ed uma noite de Salvador, l\u00e1 chegando na metade da manh\u00e3 seguinte, indo direto ao antigo endere\u00e7o daquele consulado, no centro da cidade. Ali, todos me acolheram gentilmente e  riram de mim, pois viajara com a informal roupa do corpo: t\u00eanis,  bermuda e camisa esportiva. No almo\u00e7o, me levaram a um restaurante japon\u00eas das vizinhan\u00e7as, logo retornando a Salvador. Chegou a passagem na classe executiva de um avi\u00e3o gigante da JAL, num compartimento no andar superior do avi\u00e3o para apenas dezesseis passageiros com uma aeromo\u00e7a exclusiva para aquele setor. Doze horas de v\u00f4o e uma escala de tr\u00eas horas, em Los Angeles.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Chegada a Narita, distante talvez setenta km do centro de T\u00f3quio. Estradas com laterais florestadas mas primorosamente cuidadas por jardinagem florestal. Cruzamos o rio Sumida e chegamos \u00e0 megal\u00f3polis. Na &#8220;Tokyo Eki&#8221; &#8211; Esta\u00e7\u00e3o T\u00f3quio &#8211; eu e mais outros brasileiros &#8220;kenshuin&#8221; (participantes), que conhecera na espera da sa\u00edda do v\u00f4o, de Guarulhos, seguimos \u00e0 divisa de Hatagaya e Yoyogi Uehara, bairro dos diplomatas estrangeiros, onde fica o TIC &#8211; o Tokyo International Center.  Tamb\u00e9m conhecido na cidade como &#8220;Gaijin House&#8221;, a Casa dos Estrangeiros, o TIC \u00e9 um soberbo ed\u00edficio com dez andares, quarenta apartamentos por andar com uma pequena cozinha em cada extremidade dos corredores, sal\u00e3o de esportes, refeit\u00f3rio, biblioteca, sal\u00e3o de v\u00eddeos, cozinha geral e refeit\u00f3rio com caf\u00e9 da  manh\u00e3 em dez diferentes card\u00e1pios internacionais. A famosa rede hoteleira japonesa New Otani administra o TIC. Ao fundo, descendo uma escarpa, uma floresta nativa com dois lagos naturais com dezenas de &#8220;nishiki-goi&#8221;,  as coloridas carpas japonesas.<\/p>\n<p>Em m\u00e9dia, tr\u00eas ou quatro vezes, ao dia, sentia uma esp\u00e9cie de tontura mas logo percebia serem os terremotos ali constantes. Uma \u00fanica vez este terremoto foi maior, pois acordei sendo embalado no colch\u00e3o macio que se balan\u00e7ava e pelo barulho das portas dos arm\u00e1rios dos quartos vizinhos que sacolejavam.<\/p>\n<p>O programa foi intens\u00edssimo, com cada atividade marcada com os minutos precisos. Muitas, muitas vezes, num s\u00f3 dia, t\u00ednhamos de mudar de endere\u00e7o para as diferentes atividades. Eu, brasileiro, um turco de Ankara, uma mexicana da Capital, uma filipina de Manila, uma eg\u00edpcia do Cairo e uma tailandesa de Bangkok. \u00c9ramos, verdadeiramente, como irm\u00e3os, todos se bem querendo sem fronteiras de religi\u00e3o ou cultura.<\/p>\n<p>Fomos a diversas inaugura\u00e7\u00f5es de lojas, escrit\u00f3rios, uma reuni\u00e3o  anual festiva para centenas de executivos da Toyota. Todas as noites participava das aulas de japon\u00eas no TIC, com professoras que se revezavam a cada dia. Em todo o tempo da programa\u00e7\u00e3o oficial, uma guia  nativa nos acompanhava. N\u00e3o tivesse aqui os compromissos com a fam\u00edlia e com o trabalho acad\u00eamico que me liberou, por uma carta de apresenta\u00e7\u00e3o do Magnifico Reitor no exerc\u00edcio, certamente teria ficado por l\u00e1, como os milhares de estrangeiros que conheci e cruzei pelas ruas, vindos de toda parte \u00e0quela fabulosa e energ\u00e9tica cidade.<\/p>\n<p>A JICA oferece os seus cursos apenas para funcion\u00e1rios p\u00fablicos de entidades governamentais de pa\u00edses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Guilherme Albagli de Almeida<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No ano de 1987 tomei conhecimento da exist\u00eancia do programa acolhido pelo Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio do Governo Japon\u00eas &#8211; Japan International Cooperation Association &#8211; JICA. 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