{"id":105066,"date":"2016-12-05T14:56:39","date_gmt":"2016-12-05T17:56:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=105066"},"modified":"2016-12-05T14:56:39","modified_gmt":"2016-12-05T17:56:39","slug":"tom-ze-participa-de-bate-papo-em-tropicalia-regua-e-compasso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2016\/12\/05\/tom-ze-participa-de-bate-papo-em-tropicalia-regua-e-compasso\/","title":{"rendered":"Tom Z\u00e9 participa de bate-papo em \u201cTropic\u00e1lia: R\u00e9gua e Compasso\u201d"},"content":{"rendered":"<p>O cantor e compositor Tom Z\u00e9 participa de um bate-papo na abertura do projeto Tropic\u00e1lia: R\u00e9gua e Compasso (A Bahia Cultural Pr\u00e9-Tropicalista), na quinta-feira 8 de dezembro, \u00e0s 17h, quando ser\u00e1 iniciada uma exposi\u00e7\u00e3o no Palacete das Artes. A mostra conta com pe\u00e7as de artistas da m\u00fasica, da dan\u00e7a, e das artes visuais em evid\u00eancia nos anos 60, como Lina Bo Bardi, Walter Smetack, Yanka Rudzka, Caryb\u00e9, Juarez Para\u00edso, L\u00eanio Braga, Jenner Augusto, Pierre Verger, al\u00e9m de fotos dos acervos de Lia e Silvio Robatto, recentemente doados ao Centro de Mem\u00f3ria da Bahia. Esses artistas participaram da cena cultural baiana anterior ao surgimento da Tropic\u00e1lia, da qual Tom Z\u00e9 \u00e9 um dos \u00edcones. Palestras, debates, semin\u00e1rio, lan\u00e7amento de revista, di\u00e1logos relacionados com as linguagens art\u00edsticas e mostras musicais acontecer\u00e3o na programa\u00e7\u00e3o gratuita que segue at\u00e9 mar\u00e7o de 2017, ano de comemora\u00e7\u00e3o dos 50 anos do movimento tropicalista.<div id=\"attachment_105067\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tam-Z\u00e9_2-foto-anderson-yagami.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-105067\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tam-Z\u00e9_2-foto-anderson-yagami.jpg\" alt=\"Tom Z\u00e9_ -foto-Anderson-Yagami\" width=\"600\" height=\"399\" class=\"size-full wp-image-105067\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tam-Z\u00e9_2-foto-anderson-yagami.jpg 600w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2016\/12\/Tam-Z\u00e9_2-foto-anderson-yagami-300x199.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-105067\" class=\"wp-caption-text\">Tom Z\u00e9_ -foto-Anderson-Yagami<\/p><\/div>&#8220;Decidimos iniciar agora as comemora\u00e7\u00f5es com uma s\u00e9rie de eventos durante quatro meses que pretendem, no final das contas, elevar ainda mais a nossa autoestima\u201d, considera o secret\u00e1rio da Cultura, Jorge Portugal. \u201cVamos rememorar o efervescente ambiente cultural de inven\u00e7\u00e3o e ousadia vigente na Bahia de meados dos anos 50 a meados dos anos 60. Nesse per\u00edodo os jovens contavam com amplas condi\u00e7\u00f5es para receber conhecimentos avan\u00e7ados, afinar a sensibilidade art\u00edstica e assim desenvolver o talento natural de cada um&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>O projeto Tropic\u00e1lia: R\u00e9gua e Compasso ser\u00e1 realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Estado da Bahia (Funceb), Instituto do Patrim\u00f4nio Art\u00edstico e Cultural (IPAC) &#8211; ao qual pertence o Palacete das Artes -, e Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon (FPC), entidades vinculadas \u00e0 Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). A concep\u00e7\u00e3o do projeto \u00e9 de Fernanda Tourinho, diretora da Funceb, e a curadoria da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 de Murilo Ribeiro, diretor do Palacete das Artes.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Est\u00e3o previstas a\u00e7\u00f5es semanais \u00e0s ter\u00e7as, quartas e quintas-feiras, das 17h \u00e0s 19h. Em algumas ter\u00e7as acontecer\u00e3o edi\u00e7\u00f5es da Sopa de Maria, rodas de conversas sobre as linguagens art\u00edsticas, com participa\u00e7\u00e3o de intelectuais e artistas que viveram o per\u00edodo em foco (1956-1966) e jovens artistas da atualidade. Enquanto debatem, v\u00e3o cozinhando uma sopa que ser\u00e1 servida ao final do evento, tal qual se dava na varanda da casa de Maria Moniz, no Jardim Baiano, nos anos 60. Como homenagem, Maria ser\u00e1 a anfitri\u00e3 da primeira sopa, no dia 20 de dezembro.  <\/p>\n<p>Sempre \u00e0s quartas-feiras, o j\u00e1 consagrado projeto &#8220;Cinema no Palacete&#8221; abrigar\u00e1 uma programa\u00e7\u00e3o de filmes emblem\u00e1ticos do per\u00edodo, intitulada Uma Ideia na Cabe\u00e7a, cuja estreia, no dia 14\/12, traz o filme Bahia de Todos os Santos (1960), de Trigueirinho Neto.  Em algumas quintas-feiras acontecer\u00e1 o Essa Noite se Improvisa, um misto de palestra, debates e apresenta\u00e7\u00f5es musicais espec\u00edfico para a linguagem da m\u00fasica.   <\/p>\n<p>Caldo de discuss\u00e3o &#8211; Fernanda Tourinho explica que este \u201cser\u00e1 um evento de forma\u00e7\u00e3o, com o qual queremos que o jovem de 2016 conhe\u00e7a o que faziam, quais filmes assistiam, o que liam, o que debatiam, o que cantavam, o que aspiravam, enfim, como eram os jovens nos anos 1960 na Cidade da Bahia. Este \u00e9 o nosso foco, fervilhar estes conhecimentos vai nos levar a in\u00fameras discuss\u00f5es, novas possibilidades de reflex\u00f5es, relacionar per\u00edodos da hist\u00f3ria social, pol\u00edtica e cultural da Bahia e do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>A partir desta proposta, o IPAC &#8211; com seus acervos museol\u00f3gicos e equipamento imobili\u00e1rio -, a FPC, com pesquisa focada na mem\u00f3ria e na produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria do per\u00edodo, se uniram \u00e0 Funceb para, transformar esta exposi\u00e7\u00e3o num evento multi-linguagem, retratando a ambi\u00eancia art\u00edstico-cultural do per\u00edodo. <\/p>\n<p>Encerrando a programa\u00e7\u00e3o ser\u00e1 realizado, nos dias 29 e 30 de mar\u00e7o, um semin\u00e1rio organizado pela Funda\u00e7\u00e3o Pedro Calmon para lan\u00e7amento da Revista Hist\u00f3ria da Bahia &#8211; Edi\u00e7\u00e3o Especial Tropic\u00e1lia.  O diretor da FPC, Zulu Ara\u00fajo, comenta a import\u00e2ncia deste projeto, destacando que ele revisita o ambiente cultural baiano, entre d\u00e9cadas de 50 e 60. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio visar a valoriza\u00e7\u00e3o destes aspectos. Tudo isto \u00e9 mem\u00f3ria. Mem\u00f3rias do per\u00edodo pr\u00e9-Tropic\u00e1lia, que foi t\u00e3o bem traduzido pelos nossos artistas maiores, Caetano Veloso e Gilberto Gil\u201d, resume.<\/p>\n<p>Diretor do IPAC, Jo\u00e3o Carlos de Oliveira fala da import\u00e2ncia desta a\u00e7\u00e3o para a dinamiza\u00e7\u00e3o do parque museal e chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que a parceria do Instituto com a Funceb e FPC s\u00e3o permanentes. \u201cOs acervos dos museus do IPAC s\u00e3o de riqueza inestim\u00e1vel, cobrindo per\u00edodos do barroco, passando pelo rom\u00e2ntico e cl\u00e1ssico (s\u00e9c. XIX), at\u00e9 o moderno e contempor\u00e2neo (s\u00e9cs. XX e XXI), al\u00e9m de itens de v\u00e1rios pa\u00edses africanos\u201d, ressalta, &#8220;coloc\u00e1-los \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de outras a\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, de media\u00e7\u00e3o ou frui\u00e7\u00e3o, \u00e9 atribuir novos signos ao patrim\u00f4nio&#8221;, conclui.<\/p>\n<p>O formato do projeto Tropic\u00e1lia: R\u00e9gua e Compasso segue a f\u00f3rmula bem-sucedida de A Bahia \u00e9 \u00c1frica Tamb\u00e9m, projeto realizado no ano de 2015, pela Funceb e IPAC e que, pela primeira vez, desde a doa\u00e7\u00e3o da Cole\u00e7\u00e3o de Arte Africana Claudio Masella ao Instituto, tornando-se acervo permanente do Centro Cultural Solar Ferr\u00e3o, teve um recorte levado a outro espa\u00e7o, no caso o Palacete das Artes. Os Museus do IPAC \u2013 Dimus ceder\u00e3o pe\u00e7as dos acervos da Cole\u00e7\u00e3o Walter Smetak e Lina Bo Bardi (permanentes no Solar Ferr\u00e3o) e de obras do acervo do MAM para o projeto.<\/p>\n<p>Ambi\u00eancia \u2013 De 1956, com Edgard Santos como reitor da Universidade da Bahia, at\u00e9 1966, um grande caldeir\u00e3o cultural agitava Salvador, aglutinando estudantes de todas as partes do estado. Antonio Riz\u00e9rio definiu aquele per\u00edodo como Avant Gard na Bahia. A presen\u00e7a de nomes como o da arquiteta Lina Bo Bardi, que veio dirigir o MAM-Bahia, os alem\u00e3es  Koellreutter e Widmer, na dire\u00e7\u00e3o da Escola de M\u00fasica, a polonesa Yanka Rudzka \u00e0 frente da cria\u00e7\u00e3o da Escola de Dan\u00e7a, Martim Gon\u00e7alves, na Escola de Teatro, Agostinho Silva na concep\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos Afro-Orientais, onde Pierre Verger, Waldir Freitas, Nelson Ara\u00fajo e outros come\u00e7avam a discutir a nossa heran\u00e7a africana, a inaugura\u00e7\u00e3o do Teatro Vila Velha, a constru\u00e7\u00e3o do Teatro Castro Alves e da sua Concha Ac\u00fastica, Walter da Silveira e seu Cineclube e Glauber Rocha inventando o Cinema Novo da Ufba &#8211; fazem desta \u00e9poca uma das mais prol\u00edferas e colocam a Bahia na vanguarda cultural do pa\u00eds.<\/p>\n<p>SERVI\u00c7O<\/p>\n<p>TROPIC\u00c1LIA: R\u00c9GUA E COMPASSO<br \/>\nAbertura: dia 8 de dezembro, \u00e0s 17h. Bate-papo com Tom Z\u00e9; visita\u00e7\u00e3o da exposi\u00e7\u00e3o; apresenta\u00e7\u00e3o de professores e alunos do Laborat\u00f3rio de M\u00fasica do CFA da Funceb, capitaneados por Letieres Leite; apresenta\u00e7\u00e3o especial de artistas &#8220;smetakeanos&#8221; (Tuz\u00e9 de Abreu, B\u00e1rbara Smetak, Uibut\u00fa Smetak, Paulo Dourado, entre outros).<br \/>\nPrograma\u00e7\u00e3o at\u00e9 mar\u00e7o, \u00e0s ter\u00e7as, quartas e quintas-feiras sempre a partir das 17h:<br \/>\nA Sopa de Maria: Ter\u00e7as-feiras: 20\/12, 10 e 24\/01, 7 e 14\/02, 14 e 28\/03<br \/>\nUma Ideia na Cabe\u00e7a: todas as quarta-feiras at\u00e9 30\/03<br \/>\nEssa Noite se Improvisa: Quintas-feiras: 5 e 19\/01, 09\/02, 23 e 28\/03<br \/>\nSemin\u00e1rio e lan\u00e7amento de revista: dias 29 e 30\/03<br \/>\n05\/12\/2016<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cantor e compositor Tom Z\u00e9 participa de um bate-papo na abertura do projeto Tropic\u00e1lia: R\u00e9gua e Compasso (A Bahia Cultural Pr\u00e9-Tropicalista), na quinta-feira 8 de dezembro, \u00e0s 17h, quando ser\u00e1 iniciada uma exposi\u00e7\u00e3o no Palacete das Artes. 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