{"id":107334,"date":"2017-03-03T15:09:21","date_gmt":"2017-03-03T18:09:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=107334"},"modified":"2017-03-03T15:09:21","modified_gmt":"2017-03-03T18:09:21","slug":"jose-adervan-foi-o-homem-fica-sua-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2017\/03\/03\/jose-adervan-foi-o-homem-fica-sua-historia\/","title":{"rendered":"Jos\u00e9 Adervan \u2013 foi o homem fica sua hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\"><em><strong>Walmir Ros\u00e1rio*<\/strong><\/em><\/p>\n<div style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/WALMIR-ROS%C3%81RIO-FOTO-WALDYR-GOMES_.jpg\" width=\"200\" height=\"267\" \/><p class=\"wp-caption-text\">Walmir Rosario \/ Foto by Waldir Gomes<\/p><\/div>\n<p>Em 3 de mar\u00e7o pr\u00f3ximo Jos\u00e9 Adervan completaria 75 anos de exist\u00eancia, 66 deles vividos em Itabuna \u2013 sem levar em conta o per\u00edodo que passou em Salvador e Alagoinhas. A inten\u00e7\u00e3o dos amigos e fam\u00edlia era elaborar uma edi\u00e7\u00e3o especial do Jornal Agora para homenage\u00e1-lo, mas como ainda n\u00e3o conseguiram tornar a vida perene, nos deixou antes disso.<\/p>\n<p>Lutou contra a enfermidade at\u00e9 n\u00e3o poder mais. E n\u00e3o poderia ser diferente para quem passou toda a vida superando obst\u00e1culos, sempre com a naturalidade que lhe era peculiar. Se as coisas estavam dif\u00edceis, a\u00ed era que ele apostava num salto mais alto. Contava que aprendeu isso com sua m\u00e3e, obstinada, como toda sergipana, em tornar vencer as dificuldades.<\/p>\n<p>E Adervan, o mais baiano \u2013 grapi\u00fana \u2013 dos sergipanos, costumava lembrar do dia em que chegou a Itabuna, numa data qualquer de 1951, em cima de um \u201cpau-de-arara\u201d, fugindo da terr\u00edvel seca. Aos nove anos, o menino se deslumbrou quando o caminh\u00e3o parou no terreno baldio onde hoje \u00e9 o F\u00f3rum Ruy Barbosa, e resolveu fazer um reconhecimento daquela que seria a cidade do seu cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais do que sergipano de Boquim, passou a ser itabunense e cidad\u00e3o da regi\u00e3o cacaueira, t\u00edtulo dado e passado pela popula\u00e7\u00e3o do Sul da Bahia, como reconhecimento dos seus feitos. Era um obstinado pelo desenvolvimento regional e travou uma luta constante na defesa da nossa economia, pelo cumprimento das promessas dos pol\u00edticos, e pela garantia b\u00e1sica de direitos assegurados em nossa Constitui\u00e7\u00e3o, como educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e cidadania.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 bom que se diga que esse estofo n\u00e3o nasceu do Jornal Agora, basti\u00e3o da defesa regional, criado por Adervan e Ramiro Aquino, uma institui\u00e7\u00e3o que teima em desafiar a hist\u00f3ria, sobrevivendo por longos 35 anos. N\u00e3o pensem que foi o Jornal Agora quem fez Adervan. Foi exatamente o contr\u00e1rio e desde os tempos de Alagoinhas que ele j\u00e1 se dedicava \u00e0 imprensa, editando uma revista.<\/p>\n<p>Dos tempos menino, quando come\u00e7ou a respirar o cheiro das tintas nas gr\u00e1ficas, ainda com tipos frios, passou pelo chumbo quente dos linotipos at\u00e9 as impressoras planas e a composi\u00e7\u00e3o digital. Durante esse per\u00edodo, dividiu seu tempo com a pol\u00edtica, a come\u00e7ar pela estudantil, elegendo-se presidente da ent\u00e3o toda poderosa Uni\u00e3o dos Estudantes Secundaristas de Itabuna (Uesi).<\/p>\n<p>Por ocasi\u00e3o da elei\u00e7\u00e3o para o Governo do Estado da Bahia, encampou a luta em defesa da constru\u00e7\u00e3o do novo Col\u00e9gio Estadual de Itabuna exigindo o compromisso dos dois candidatos \u2013 Waldir Pires e Lomanto J\u00fanior. Eleito, Lomanto manteve o compromisso e construiu um novo pr\u00e9dio no bairro S\u00e3o Caetano.<\/p>\n<p>Defensor intransigente da educa\u00e7\u00e3o como indispens\u00e1vel para a forma\u00e7\u00e3o do homem, Adervan, j\u00e1 economista diplomado pela Federa\u00e7\u00e3o das Escolas Superiores de Ilh\u00e9us e Itabuna, prestou sua colabora\u00e7\u00e3o \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior, como professor da institui\u00e7\u00e3o. Mais acreditava que poderia contribuir ainda mais e se tornou um baluarte pela sua estadualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim como lutou pela transforma\u00e7\u00e3o da Fespi em Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) se empenhou na cria\u00e7\u00e3o da Universidade Federal do Sul da Bahia (USSB). Mas nada disso se compara como o carinho com que recebia jovens estudantes que frequentemente visitava o Agora. Sua paix\u00e3o era tanta que ao criar o suplemento <em>Agora Teen<\/em>, elaborado com a paricipa\u00e7\u00e3o dos alunos das escolas, acreditava que fosse um ve\u00edculo especial para a forma\u00e7\u00e3o de novos leitores.<\/p>\n<p>Uma das suas cria\u00e7\u00f5es e que se transformou em seu \u201cxod\u00f3\u201d, o Agora, mais do que um jornal se transformou numa escola. Pela reda\u00e7\u00e3o que tive o prazer de participar algumas vezes, conviv\u00edamos com o que tinha de melhor no jornalismo. Numa s\u00f3 reda\u00e7\u00e3o, nomes como Ant\u00f4nio Lopes, Joel Filho, Kleber Torres Vera Rabelo, Ricardo Ribeiro, Jorge Ara\u00fajo, Ricardino Batista, Juarez Vicente, gonzalez Pereira, Eduardo Lawinsky, Kaline Ribeiro, Paulo Fuma\u00e7a, Walter J\u00fanior, Arnold Coelho, Waldyr Gomes, dentre muitos outros, circulavam com desenvoltura.<\/p>\n<p>Junto com Ramiro Aquino j\u00e1 inovava ao criar a Plopan, que revolucionou o setor de eventos e grandes promo\u00e7\u00f5es no Sul da Bahia, atuando nas \u00e1reas de entretenimento, com grandes atra\u00e7\u00f5es. No esporte brilhou ainda mais, ao lan\u00e7ar os t\u00edtulos patrimoniais do Itabuna Esporte Clube (Meu time de f\u00e9), promovendo grandes jogos com as grande equipes do Brasil.<\/p>\n<p>Bom garfo e bom copo, dispensava um convite de que festividade fosse, ou abandonava-a, quando chegava a hora de assistir pela TV aos jogos do seu time querido: o Flamengo. Apesar do DNA festeiro, duas festas lhe eram sagradas: o Natal, em que fazia quest\u00e3o da fam\u00edlia e amigos juntos em casa, e o Carnaval, que desfilava ao modo antigo com sua cartola.<\/p>\n<p>Citar as qualidades de Adervan \u00e9 chover no molhado. Afinal, o homem \u00e9 medido pelos seus feitos e necess\u00e1rio seria um extenso e enfadonho relat\u00f3rio nominando sua participa\u00e7\u00e3o. A sua participa\u00e7\u00e3o na sociedade est\u00e1 escrita nas entidades em que serviu, como a Ma\u00e7onaria, AABB, CDL, Associa\u00e7\u00e3o Comercial, e as que participava com apoio e entusiasmo.<\/p>\n<p>No Sul da Bahia, em qualquer das cidades, sempre haver\u00e1 algu\u00e9m com uma hist\u00f3ria de Adervan na ponta da l\u00edngua para contar. Assim como lutou pelas causas da sociedade, lutou bravamente contra uma enfermidade, se recusando a abandonar sua trincheira. Como bom anfitri\u00e3o, recebia os amigos e gostava-os de v\u00ea-los \u00e0 sua volta at\u00e9 o \u00faltimo instante.<\/p>\n<p>E assim se despediu: no dia de jogo do Flamengo contra o Botafogo (perd\u00f4o-o pela vit\u00f3ria) e de Carnaval. Com as ben\u00e7\u00e3os de Deus!<\/p>\n<p>* Um grande amigo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Walmir Ros\u00e1rio* Em 3 de mar\u00e7o pr\u00f3ximo Jos\u00e9 Adervan completaria 75 anos de exist\u00eancia, 66 deles vividos em Itabuna \u2013 sem levar em conta o per\u00edodo que passou em Salvador e Alagoinhas. 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