{"id":10834,"date":"2011-03-17T20:21:21","date_gmt":"2011-03-17T23:21:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=10834"},"modified":"2011-03-17T20:36:20","modified_gmt":"2011-03-17T23:36:20","slug":"senhor-x","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/03\/17\/senhor-x\/","title":{"rendered":"SENHOR X"},"content":{"rendered":"<p>De: Mehmed <mehmed .ibnfaisal@gmail.com><br \/>\nAssunto: <strong>SENHOR X<\/strong><\/p>\n<p>Corpo da mensagem:<br \/>\nQuando garoto, ele brincava \u00e0 vontade com todos os meninos da vizinhan\u00e7a. Enturmava-se bem, era muito participativo e bem integrado com os adolescentes do nosso bairro \u00e0 \u00e9poca.<br \/>\nEle atingiu a maior idade tornando-se um homem alto, simp\u00e1tico e sempre muito educado para com todas as pessoas. Depois veio a mudan\u00e7a.<br \/>\nUns falavam que era \u201cmediunidade\u201d; outros que era uma espiritualidade latente que estava aflorando. Alguns outros, mais superficialmente, julgavam-no meio \u201cpancada\u201d com alguns surtos noturnos de ensandecimento que o acometia invariavelmente todas \u00e0s noites.<br \/>\nO rapaz ouvia vozes! Pontual e repetidamente todas as noites ele ouvia uma voz que n\u00e3o compreendia o porqu\u00ea nem a sua origem. Uma voz humana vinda do nada. Um comunicado alien\u00edgena; sabe-se l\u00e1 se do mundo espiritual ou de outra dimens\u00e3o nesse caleidosc\u00f3pio de planos dimensionais que se medram ao viver.<br \/>\nN\u00e3o esque\u00e7o a festa de casamento desse rapaz. Vamos cognomin\u00e1-lo de senhor X. Foi uma festa muito bonita e concorrida. A igreja toda decorada com rosas brancas; casamento com pompa e circunst\u00e2ncia. A noiva estava linda, toda de branco. Pena que a uni\u00e3o n\u00e3o durou.<br \/>\nPoucos meses depois a esposa pedia a separa\u00e7\u00e3o alegando \u201cgraves impedimentos relacionais\u201d! Foi um choque para todos n\u00f3s que sab\u00edamos que eles se amavam de verdade. Uma pena aquela separa\u00e7\u00e3o t\u00e3o precoce e dolorida para ambos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Passados alguns poucos meses, tentando recuperar a perda da ex-esposa, ele conhece outra mo\u00e7a a quem, em pouco tempo, prop\u00f5e casamento. Dessa vez o casamento foi uma solenidade a petit-comit\u00eae; algo discreto, restrito a convidados do c\u00edrculo mais intimo de amigos prediletos e parentes pr\u00f3ximos.<br \/>\nPara nossa tristeza; passados tr\u00eas meses ficamos sabendo da separa\u00e7\u00e3o consensual e amig\u00e1vel do casal, sob alega\u00e7\u00f5es confidenciais jamais reveladas.<br \/>\nComo nada permanece eternamente em segredo nesse mundo. Foi assim que participando de uma sess\u00e3o esp\u00edrita pra remover o encosto de um esp\u00edrito pol\u00edtico de porco; que l\u00e1 encontrei o senhor X que tamb\u00e9m buscara a cura para a tal voz anserina que tanta infelicidade causava \u00e0 sua vida e uni\u00e3o conjugal.<br \/>\nVoc\u00eas poder\u00e3o reflexionar sobre consequ\u00eancias de problemas ligados a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til ou at\u00e9 sodomia e lasc\u00edvia exageradas, por parte do pobre senhor X. Nada, s\u00e3o ila\u00e7\u00f5es incongruentes sobre a realidade desse sofredor, que vou revelar. Ele mijava! Fazia xixi! (meio fresco n\u00e3o?). Urinava!<br \/>\nA\u00ed voc\u00eas perguntam o que e como a mic\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica pode afetar a vida conjugal e amorosa dum homem com 25 anos de idade? Nesse momento \u00e9 que entra aquela voz anserina, alien\u00edgena ou do outro mundo, o dos esp\u00edritos. Era ela que fazia o homem mijar.<br \/>\nUm mijar pressuroso de consequ\u00eancias; delet\u00e9rio, amon\u00edaco e \u00e1cido; uma afronta ao conforto do sono noturno a dois. Entenderam? Vou explicar:<br \/>\n_ Ap\u00f3s assistir o Ratinho e \u00e0 vers\u00e3o noturna do radiof\u00f4nico Vila nova; o senhor X ia para a cama com a esposa e, ap\u00f3s os costumeiros \u201ccarinhos\u201d, o senhor X buscava conciliar-se com um sono repousante, que ningu\u00e9m \u00e9 de ferro. A\u00ed \u00e9 que entra em cena a tal \u201cvoz do esp\u00edrito (de porco) do outro mundo\u201d. Assim que o senhor X dormia, vinha a \u201cVoz\u201d onisciente perguntava-lhe: Voc\u00ea j\u00e1 fez xixi?<br \/>\nA\u00ed vinha o pior. Os esf\u00edncteres urol\u00f3gicos do senhor X relaxavam espontaneamente e ele se mijava todo e tudo profusamente ao seu redor! Uma tsunami de mijo!<br \/>\nAgora voltemos \u00e0s ex-esposas: Quem aguentaria amanhecer toda xixilada (melhor \u00e9 mijada) por urina de outrem, no inverno ou no ver\u00e3o os 365 dias do ano? Claro; ningu\u00e9m; nenhuma mulher.<br \/>\n\u00c9 evidente que todos os recursos de cura foram buscados em todos os centros das ci\u00eancias ocultas e da medicina: Centros esp\u00edritas; terreiros de umbanda, igrejas ecl\u00e9ticas e multi ecum\u00eanicas, rezadores, benzedoras, pediatras, urologistas, sex\u00f3logos, quiromantes e at\u00e9, com o perd\u00e3o da m\u00e1 palavra, um exame de pr\u00f3stata com o famoso Dr. Ateotalus, e nada&#8230; Nada funcionava. A Voz persistia em brit\u00e2nica pontualidade.<br \/>\nCerto dia, condo\u00eddos pelo sofrimento do senhor X, ocorreu-nos recomendar-lhe procurar um famos\u00edssimo psicoterapeuta (trata artistas da Globo) para uma consulta e poss\u00edvel tratamento.<br \/>\nN\u00e3o deu outra. O Psicoterapeuta ap\u00f3s audi\u00e7\u00e3o de quinze minutos do relato do \u201csofrimento\u201d do senhor X; matou a charada; deu o diagn\u00f3stico e ainda prescreveu o tratamento! Eureca! Que felicidade.<br \/>\nO psicoterapeuta: _ O senhor sofre de um caracter\u00edstico dist\u00farbio p\u00f3s-traum\u00e1tico originado na sua fase oral, que afetou seu subconsciente. Requer apenas um realinhamento e treinamento do seu subconsciente atrav\u00e9s uma terapia cognitivo comportamental adequada. Voc\u00ea vai gravar na sua mente a seguinte frase: \u201c_J\u00e1 fiz xixi sim; estou bem!\u201d. Repita esta frase para voc\u00ea centenas de vezes ate ela fixar-se ao seu inconsciente. O resto ser\u00e1 autom\u00e1tico. Considere-se curado. A consulta s\u00e3o R$500,00.<br \/>\nE o senhor X foi pra casa feliz repetindo a frase salvadora \u2013 \u201cJ\u00e1 fiz xixi sim. Estou bem!\u201d. Durante o resto do dia e in\u00edcio noite, ele j\u00e1 a havia pronunciado umas tr\u00eas mil vezes para si; mais que o necess\u00e1rio.<br \/>\nE foi assim para a cama, feliz, embora solit\u00e1rio das arredias companhias femininas amij\u00e9ticas (o neologismo \u00e9 nosso). Em poucos instantes de repouso, entrou em profundo sono reparador. Logo em seguida, como de costume; pontualmente, vem a Voz inquiridora e pergunta: _ Voc\u00ea j\u00e1 fez xixi?<br \/>\nQuando o inconsciente do senhor X responde de bate pronto, automaticamente: _ J\u00e1 fim xixi sim! Estou bem!<br \/>\n&#8230; Um breve sil\u00eancio e a voz inquiridora volta a perguntar: E coc\u00f4?<\/p>\n<p>O resto voc\u00eas podem imaginar&#8230;<\/p>\n<p>Por: Mehmed. 17\/03\/2011 20:11<\/p>\n<p>&#8212;<br \/>\nEsta mensagem foi enviada atrav\u00e9s do formul\u00e1rio de contato do site R2CPRESS | A Letra Fria da Verdade http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1<\/mehmed><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De: Mehmed Assunto: SENHOR X Corpo da mensagem: Quando garoto, ele brincava \u00e0 vontade com todos os meninos da vizinhan\u00e7a. Enturmava-se bem, era muito participativo e bem integrado com os adolescentes do nosso bairro \u00e0 \u00e9poca. Ele atingiu a maior idade tornando-se um homem alto, simp\u00e1tico e sempre muito educado para com todas as pessoas. 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