{"id":108621,"date":"2017-04-16T12:58:41","date_gmt":"2017-04-16T15:58:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=108621"},"modified":"2017-04-16T12:58:41","modified_gmt":"2017-04-16T15:58:41","slug":"basf-e-kimberly-fortalecem-geracao-de-empregos-no-polo-industrial-de-camacari","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2017\/04\/16\/basf-e-kimberly-fortalecem-geracao-de-empregos-no-polo-industrial-de-camacari\/","title":{"rendered":"Basf e Kimberly fortalecem gera\u00e7\u00e3o de empregos no Polo Industrial de Cama\u00e7ari"},"content":{"rendered":"<div><\/div>\n<div>A terceira gera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petroqu\u00edmica que est\u00e1 crescendo no Polo Industrial de Cama\u00e7ari refor\u00e7a a perman\u00eancia das empresas no estado e a atra\u00e7\u00e3o de outras ind\u00fastrias. A integra\u00e7\u00e3o e o adensamento das cadeias produtivas no Polo, idealizados h\u00e1 35 anos, consolidam-se com a implanta\u00e7\u00e3o do Polo Acr\u00edlico da Basf, que obt\u00e9m mat\u00e9ria prima da Braskem, fabrica um pol\u00edmero superabsorvente e fornece para a Kimberly Clark, que produz, na sua unidade de Cama\u00e7ari, fraldas, absorventes e papel higi\u00eanico. Parte da celulose utilizada pela Kimberly tamb\u00e9m \u00e9 baiana, produzida pela Fibria e Suzano, no sul do estado. Juntas, Kimberly e Basf s\u00e3o respons\u00e1veis por quase dois mil empregos diretos e indiretos na regi\u00e3o de Cama\u00e7ari.<\/div>\n<div>\n<div id=\"attachment_108622\" style=\"width: 610px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/1491480389BASF__Carol_Garcia_GOVBA_13.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-108622\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-108622\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/1491480389BASF__Carol_Garcia_GOVBA_13.jpg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/1491480389BASF__Carol_Garcia_GOVBA_13.jpg 600w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/1491480389BASF__Carol_Garcia_GOVBA_13-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-108622\" class=\"wp-caption-text\"><em><strong>P\u00f3lo Acr\u00edlico da Basf Foto: Carol Garcia\/GOVBA<\/strong><\/em><\/p><\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n<div>N\u00e3o \u00e9 apenas a depend\u00eancia da mat\u00e9ria prima que motiva a implanta\u00e7\u00e3o de novas empresas no Polo. Toda a produ\u00e7\u00e3o baiana da Kimberly Clark \u00e9 escoada para o Nordeste por meio de caminh\u00f5es, e a localiza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica facilita e reduz os custos. Para o gerente da planta, Marcelo Zenni, a seguran\u00e7a institucional tamb\u00e9m \u00e9 fundamental. &#8220;N\u00f3s come\u00e7amos h\u00e1 quatro anos, com Jaques Wagner, agora com Rui Costa, e o relacionamento \u00e9 muito importante e sadio. O Governo do Estado abre as portas, recebe as empresas e tem feito uma parceria muito estrat\u00e9gica, boa para ambos os lados. O principal benef\u00edcio obtido do Estado foi atrav\u00e9s do Programa Desenvolve, que nos atraiu e tem nos ajudado a pensar no crescimento nessa regi\u00e3o, al\u00e9m da Basf, que \u00e9 nosso parceiro principal&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<p><!--more--><\/p>\n<div>Superintendente de Atra\u00e7\u00e3o de Investimentos da Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico, Paulo Guimar\u00e3es explica que os incentivos fiscais s\u00e3o oferecidos por meio dos programas Pr\u00f3-Bahia e Desenvolve. &#8220;Nossos programas s\u00e3o muito abrangentes e permitem que tenhamos condi\u00e7\u00f5es de oferecer alguns dos melhores incentivos do pa\u00eds. O Governo do Estado tamb\u00e9m disp\u00f5e de \u00e1reas em diversas regi\u00f5es que s\u00e3o vendidas a um custo muito mais baixo do que o setor privado. E, por fim, o apoio institucional que o Estado oferece, em todo o processo de implanta\u00e7\u00e3o da empresa, desde o licenciamento ambiental, resolu\u00e7\u00e3o de problemas log\u00edsticos, de infraestrutura, energia, inclusive apresentando a empresa aos nossos bancos de fomento para que possa conseguir financiamento para seus projetos&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Guimar\u00e3es tamb\u00e9m destaca investimentos em infraestrutura. &#8220;Uma coisa que ajudou muito o Polo nos \u00faltimos anos foi a duplica\u00e7\u00e3o do sistema da BA-093, da Via Parafuso, agora estamos duplicando a Cascalheira. Isso criou outras condi\u00e7\u00f5es de infraestrutura que n\u00e3o existiam&#8221;. O superintendente avalia que a diversifica\u00e7\u00e3o das cadeias produtivas \u00e9 um fator de consolida\u00e7\u00e3o do Polo como oportunidade. &#8220;Temos novos investimentos sempre chegando. Nos \u00faltimos anos, ap\u00f3s a implanta\u00e7\u00e3o da Basf, a Kimberly j\u00e1 aumentou sua capacidade, o Botic\u00e1rio vem aumentando sua capacidade desde a sua implanta\u00e7\u00e3o, a Ford, a Bridgestone e a Continental tamb\u00e9m cresceram. Isso significa que aquele ambiente de neg\u00f3cios ali \u00e9 muito favor\u00e1vel seja para o mercado local, nacional ou para exporta\u00e7\u00e3o. Com os projetos que o Governo do Estado tem de melhorias portu\u00e1rias e rodovias, o Polo tamb\u00e9m vai crescer, \u00e0 medida em que a economia brasileira comece a melhorar&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Balan\u00e7a comercial<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>A diretora do Complexo Acr\u00edlico da Basf, T\u00e2nia Oberding, informa que a estimativa do impacto da unidade na balan\u00e7a comercial brasileira \u00e9 de US$ 300 milh\u00f5es. &#8220;S\u00e3o US$ 200 em importa\u00e7\u00f5es que n\u00e3o est\u00e3o mais sendo feitas, j\u00e1 que agora somos autossuficientes em \u00e1cido acr\u00edlico e superabsorventes, e temos ainda US$ 100 em exporta\u00e7\u00f5es&#8221;. Segundo ela, a planta est\u00e1 operando praticamente no limite. &#8220;A f\u00e1brica de \u00e1cido acr\u00edlico foi feita em escala mundial, com capacidade para produzir 160 mil toneladas por ano e est\u00e1 praticamente cheia. No segundo ano de opera\u00e7\u00e3o ter essas plantas produzindo quase 100% da capacidade \u00e9 sinal que a gente tinha que ter essa f\u00e1brica aqui. N\u00e3o sei se a expectativa era t\u00e3o agressiva, mas o resultado \u00e9 bom&#8221;, afirma T\u00e2nia.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Ela informa que houve transfer\u00eancia de tecnologia para a implanta\u00e7\u00e3o da unidade. &#8220;O projeto foi baseado na planta chinesa, com melhorias. Quem deu a informa\u00e7\u00e3o inicial para esta tecnologia foram os EUA, a Alemanha e a B\u00e9lgica&#8221;. O empreendimento contou com investimentos de R$ 1,2 bilh\u00e3o, o maior montante empregado pela multinacional alem\u00e3 ao longo de mais de 100 anos na Am\u00e9rica do Sul, e gera atualmente 230 empregos diretos e 600 indiretos.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Para o analista da Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais (SEI), Luiz M\u00e1rio Vieira, o risco de uma empresa consolidada dentro de uma cadeia produtiva desistir do neg\u00f3cio ou mudar de sede depois de j\u00e1 implantada \u00e9 praticamente zero. &#8220;A Basf tem potencial para produzir outros insumos e trazer outras ind\u00fastrias que utilizam produtos que ela j\u00e1 fabrica. Isso provavelmente vai acontecer nos pr\u00f3ximos anos, principalmente quando a economia voltar a crescer&#8221;. Segundo ele, uma vez instaladas e pr\u00f3ximas \u00e0s fabricantes dos insumos, as empresas n\u00e3o precisam mais procurar fornecedores em outros estados, o que encarece o custo. &#8220;A Braskem \u00e9 praticamente vizinha da Basf. Este adensamento da cadeia produtiva industrial fortalece o setor para atrair outras empresas que tenham este mesmo objetivo de demandar insumos da matriz industrial baiana&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><b>Gera\u00e7\u00e3o de emprego e renda<\/b><\/div>\n<div><\/div>\n<div>Segundo Marcelo Zenni, a Kimberly hoje conta com 430 empregados diretos, outros 200 s\u00e3o terceirizados fixos e mais quinhentos indiretos, totalizando mais de 1.100 postos de trabalho. &#8220;Estar na Bahia em um momento desses foi importante. N\u00e3o perdemos um \u00fanico posto de trabalho nestes \u00faltimos dois anos de crise que atingiu o Brasil inteiro e o desemprego cresceu. Aqui na nossa unidade, n\u00e3o perdemos um posto de trabalho&#8221;. Ele afirma que o objetivo \u00e9 aproveitar a m\u00e3o de obra da regi\u00e3o. Os trabalhadores locais s\u00e3o cerca de 70% dos colaboradores. Cama\u00e7ari tem se desenvolvido muito na quest\u00e3o educacional e t\u00e9cnica e a gente precisa disso. Aos poucos vamos chegar a 80% da m\u00e3o de obra sendo de Cama\u00e7ari&#8221;.<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Hoje engenheiro de produ\u00e7\u00e3o da Kimberly, Alan C\u00edcero de Souza, 29 anos, come\u00e7ou como t\u00e9cnico, h\u00e1 quatro anos e meio. &#8220;Eu cheguei aqui na \u00e9poca da terraplanagem ainda, fomos para S\u00e3o Paulo para fazer treinamento. Hoje a gente v\u00ea a companhia crescendo&#8221;. Alan conta que a empresa oferece bolsas t\u00e9cnicas e de n\u00edvel superior, al\u00e9m de flexibilizar os hor\u00e1rios para conciliar com os estudos. &#8220;Hoje sou formado em engenharia mec\u00e2nica, tenho minha casa, meu carro, consegui investir em terrenos, cresci muito desde que entrei aqui. O mais interessante \u00e9 que eles dizem que n\u00f3s \u00e9 que come\u00e7amos essa f\u00e1brica, que n\u00f3s somos de Cama\u00e7ari e regi\u00e3o, que essa f\u00e1brica \u00e9 nossa, \u00e9 o nosso futuro. Eles investem muito pensando em longo prazo&#8221;.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A terceira gera\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria petroqu\u00edmica que est\u00e1 crescendo no Polo Industrial de Cama\u00e7ari refor\u00e7a a perman\u00eancia das empresas no estado e a atra\u00e7\u00e3o de outras ind\u00fastrias. 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