{"id":111007,"date":"2017-07-13T13:17:51","date_gmt":"2017-07-13T16:17:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=111007"},"modified":"2017-07-13T13:17:51","modified_gmt":"2017-07-13T16:17:51","slug":"moca-bela-fogao-e-panela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2017\/07\/13\/moca-bela-fogao-e-panela\/","title":{"rendered":"MO\u00c7A BELA FOG\u00c3O E PANELA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\"><em><strong>por Guilherme Albagli de Almeida<\/strong><\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>MO\u00c7A BELA FOG\u00c3O E PANELA<\/strong><\/p>\n<p>Um Drama Hist\u00f3rico<\/p>\n<p>2014<\/p>\n<p>Na D\u00e9cada de Ouro da cacauicultura sul-baiana, 1925\/1935,<br \/>\nchegaram a Ilh\u00e9us as maiores levas de migrantes de v\u00e1rias partes<br \/>\ndo mundo, principalmente de Sergipe, Cear\u00e1, Rec\u00f4ncavo Baiano<br \/>\ne Oriente M\u00e9dio.<\/p>\n<p>APRESENTA\u00c7\u00c3O<\/p>\n<p>Na segunda metade da Idade M\u00e9dia, nas<br \/>\nfeiras dos pequenos burgos que nasciam em<br \/>\ntorno dos castelos feudais percorriam, com<br \/>\nseus ala\u00fades, os menestr\u00e9is &#8211; poetas<br \/>\npopulares que cantavam poesias musicadas<br \/>\ncom temas sobre o amor, o esc\u00e1rnio e a<br \/>\nlouva\u00e7\u00e3o de poderosos que lhes pagavam<br \/>\npara terem os seus nomes levados a terras<br \/>\ndistantes.<\/p>\n<p>A imprensa com tipos m\u00f3veis j\u00e1 fora adotada<br \/>\nna Europa e, muitas vezes, estes menestr\u00e9is<br \/>\nimprimiam os seus textos em folhetos de<br \/>\npequenas dimens\u00f5es, muitas vezes ilustrados<br \/>\npor eles mesmos com xilogravuras adornando<br \/>\na capa. Este g\u00eanero liter\u00e1rio popular<br \/>\npermaneceu at\u00e9 hoje vivo, em certas regi\u00f5es,<br \/>\ncomo no Nordeste Brasileiro.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nCasos diversos, misturando realidade e<br \/>\nfantasia apareciam e ainda aparecem nesta<br \/>\nliteratura que, por ser muitas vezes exposta<br \/>\nem cord\u00e9is amarrados entre dois suportes<br \/>\nlaterais, recebeu a denomina\u00e7\u00e3o de<br \/>\n&#8220;Literatura de Cordel&#8221;.<\/p>\n<p>Se, em Pernambuco, famosos cordelistas se<br \/>\nestabeleceram, cantando as belezas ou as<br \/>\nbizarrices do lugar, como o &#8220;Mercado de S\u00e3o<br \/>\nJos\u00e9&#8221;, de Rafael Azevedo &#8211; talvez uma das<br \/>\nobras-primas deste g\u00eanero liter\u00e1rio -, Itabuna<br \/>\nteve o seu poeta Minervino, vivo at\u00e9 poucos<br \/>\nanos, que vendia sua literatura em feiras e em<br \/>\nromarias, como em Bom Jesus da Lapa.<br \/>\nSendo este um trabalho dirigido ao povo, de<br \/>\nbaixa renda, os folhetos de cordel deveriam<br \/>\nser acess\u00edveis em pre\u00e7o. Os seus autores n\u00e3o<br \/>\napenas compunham as poesias mas,<br \/>\ntamb\u00e9m, as imprimiam e talhavam na<br \/>\nmadeira branda, com pequenos form\u00f5es, as<br \/>\ngravuras que, depois de impressas,<br \/>\nadornavam as edi\u00e7\u00f5es t\u00e3o estimadas pelo<br \/>\npovo que nelas encontrava, na sua linguagem<br \/>\nsimples, pouco rebuscada, os seus temas de<br \/>\ninteresse. N\u00e3o eram incomuns livretos intitulados &#8220;A Filha que Bateu na M\u00e3e e Virou<br \/>\nLobisomem&#8221; ou &#8220;A Porca que Pariu Leit\u00f5es<br \/>\ncom Cara de Gente na Ponta do Ramo&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>Trazemos, aqui o folheto &#8220;Mo\u00e7a Bela, Fog\u00e3o e<br \/>\nPanela&#8221;, contando a tristemente verdadeira<br \/>\nhist\u00f3ria de uma s\u00e9ria senhora sergipana que<br \/>\ninspirou Jorge Amado na cria\u00e7\u00e3o do seu<br \/>\npersonagem lascivo &#8220;Gabriela Cravo e<br \/>\nCanela&#8221;; embora redigido na linguagem<br \/>\nsimples da poesia popular, o texto busca ser<br \/>\ncientificamente hist\u00f3rico, baseado em relatos<br \/>\nda Sra. Nair Pessoa Amorim da Silveira, que a<br \/>\nconheceu de perto, do Sr. Jocelin Mac\u00eado,<br \/>\nfilho de uma personagem da Ilh\u00e9us dos anos<br \/>\nde 1920, a famosa Nan\u00e3, dona de um<br \/>\nconhecido cabar\u00e9, e do pr\u00f3prio autor dos<br \/>\nversos, neto de uma vizinha da citada<br \/>\nSenhora, que a conheceu e presenciou<br \/>\nalguns dos fatos aqui relatados. Se, nestes<br \/>\nversos faltarem uma refinada t\u00e9cnica po\u00e9tica<br \/>\n&#8211; ritmo, m\u00e9trica ou riqueza de rimas -, ficar\u00e1<br \/>\nregistrado um relato ver\u00eddico e digno de ser<br \/>\nlembrado pela Hist\u00f3ria da Literatura<br \/>\nRegional.<\/p>\n<p>I<\/p>\n<p>Contarei em breve tempo<br \/>\nUma hist\u00f3ria bem verdadeira<br \/>\nDe uma mo\u00e7a muito bela<br \/>\nQue sofreu a vida inteira<\/p>\n<p>Seus pais, pobres sergipanos<br \/>\nAgricultores sem terra<br \/>\nViviam num povoado<br \/>\nPor detr\u00e1s de uma serra<\/p>\n<p>Certamente, passavam aperto<br \/>\nConheciam a dureza da vida<br \/>\nTrabalhavam sem descanso<br \/>\nTemendo a causa perdida<\/p>\n<p>Quase todos, daquele lugar<br \/>\nS\u00f3 pensavam em fugir<br \/>\nEmbarcar num pau-de-arara<br \/>\nE, direto, ao Sul seguir<\/p>\n<p>Aqueles com mais condi\u00e7\u00e3o<br \/>\nDispondo de mais dinheiro<br \/>\nViajavam de navio<br \/>\nAli chegando primeiro<\/p>\n<p>Muitos deles, contudo<br \/>\nSem ter nada para vender<br \/>\nCom bornal e sand\u00e1lia de couro<br \/>\nVinham a p\u00e9, a Ilh\u00e9us conhecer<\/p>\n<p>\u00c1gua bastante, n\u00e3o tinham<br \/>\nTodo mundo muito sujo<br \/>\nCom cabelo empoeirado<br \/>\nTomar banho era um luxo<\/p>\n<p>Passavam por uma feira<br \/>\nQue chamavam de Santana<br \/>\nViam gente elegante<br \/>\nNuma grande cidade bacana<\/p>\n<p>Passavam por Gand\u00fa e Itapira<br \/>\nCruzavam Pirang\u00ed e Tabocas<br \/>\nPrimavera, Salobrinho e o Banco<br \/>\nUm mund\u00e3o de belas ro\u00e7as<\/p>\n<p>Cruzavam uma ponte velha<br \/>\nNos Ilh\u00e9us, chegavam, ent\u00e3o<br \/>\nCom aquele rio trespassado<br \/>\nAli chamado Fund\u00e3o<\/p>\n<p>Chegavam ao alto da Pimenta<br \/>\nHoje bairro da Conquista<br \/>\nEra uma ro\u00e7a de cacau<br \/>\nDotada de bela vista<\/p>\n<p>Ali embaixo, finalmente<br \/>\nEstava a Ilh\u00e9us procurada<br \/>\nOnde corria muito dinheiro<br \/>\nAos ricos faltando nada<\/p>\n<p>Desciam outra ladeira<br \/>\nVendo, em baixo, um belo porto<br \/>\nAncorados, navios de ferro<br \/>\nPara todos um mundo novo<\/p>\n<p>Arranchados na feira, apareciam<br \/>\nContratantes, a cada momento<br \/>\nLevavam os mais jovens \u00e0s ro\u00e7as<br \/>\nPara buscarem o seu sustento<\/p>\n<p>Os grupos de migrantes, aos poucos<br \/>\nIam, em n\u00famero, diminuindo<br \/>\nS\u00f3 restavam os mais fracos<br \/>\nTodos os fortes sumindo<\/p>\n<p>II<\/p>\n<p>A Mo\u00e7a Bela, de Sergipe chegada<br \/>\nNa Cidade de Ilh\u00e9us, virou uma flor<br \/>\nCintilava a sua beleza<br \/>\nCausando muito clamor<\/p>\n<p>Por onde passava a olhavam<br \/>\nMas mantinham sempre o respeito<br \/>\nAs feiosas a viam, contudo<br \/>\nSempre cheias de despeito<\/p>\n<p>Ao caminhar, os homens na rua<br \/>\nA olhavam com o cora\u00e7\u00e3o palpitoso<br \/>\nMas ela n\u00e3o dava trela<br \/>\nPois s\u00f3 queria um esposo<\/p>\n<p>Pequena em altura, pele morena<br \/>\nQueixinho marcado num rosto redondo<br \/>\nMa\u00e7\u00e3s do rosto salientes<br \/>\nEmoldurando um sorriso tristonho<\/p>\n<p>Mesmo triste, Mo\u00e7a Bela era linda<br \/>\nCabocla de olhar verde-oliva<br \/>\nCabelo castanho e bem fino<br \/>\nVerdadeira Princesa-Nativa<\/p>\n<p>O Prefeito de Ilh\u00e9us, um velho Doutor<br \/>\nDa Chapada Diamantina chegado<br \/>\nCasado com uma Dama do Norte<br \/>\n\u00cata homem prestigiado<\/p>\n<p>No palacete do Prefeito, logo chegando<br \/>\nA Mo\u00e7a Bela foi trabalhar<br \/>\nEmpregou-se como ajudante<br \/>\nNa cozinha daquele lar<\/p>\n<p>Todos, ali, gente decente<br \/>\nEm bela pra\u00e7a, alojados<br \/>\nDecora\u00e7\u00e3o com muito estilo<br \/>\nM\u00f3veis finos e brocados<br \/>\nNesta casa-grande viviam<br \/>\nFilhos, noras, netos e criados<br \/>\nMuita gente cabia nela<br \/>\nTinham muitos os empregados<\/p>\n<p>Em 1932, na cidade se abriu<br \/>\nUm cine-teatro pomposo<br \/>\nQue a Nora do Prefeito ia sempre<br \/>\nDeixando em casa, sozinho, o esposo<\/p>\n<p>Toda tarde, depois das duas<br \/>\nCom duas sobrinhas, a nora partia<br \/>\nAo cinema majestoso<br \/>\nE a muitos filmes assistia<\/p>\n<p>E o marid\u00e3o? ficava no quarto<br \/>\nNo andar de cima, dormitando<br \/>\nMas, logo, descia son\u00e2mbulo<br \/>\n\u00c0 Bela Mo\u00e7a buscando<\/p>\n<p>Certo dia, o cine-teatro<br \/>\nSua projetora de filmes quebrou<br \/>\nVoltaram todos \u00e0 casa mais cedo<br \/>\nE a Nora do Prefeito encontrou<br \/>\nA Mo\u00e7a Bela e o seu marido<br \/>\nDormindo, como pombinhos<br \/>\nSobre len\u00e7\u00f3is de cambraia branca<br \/>\nPareciam dois anjinhos<\/p>\n<p>Gritou, esperneou, esbravejou<br \/>\nFez o normal imenso barulho<br \/>\nEra formosa e n\u00e3o queria<br \/>\nMacular o seu orgulho<\/p>\n<p>Tinha roupas caras, chap\u00e9us e luvas<br \/>\nPerfumes e cremes de muito valor<br \/>\nJ\u00f3ias, sedas, at\u00edlios, \u00e9charpes<br \/>\nE a Bela?, &#8211; o dom do amor &#8211;<\/p>\n<p>O Marido vivia encantado<br \/>\nCom aquela flor-brejeira<br \/>\nQue, sem perfumes, cheirava \u00e0 rosa<br \/>\nAo jasmim e \u00e0 laranjeira<\/p>\n<p>Saiu, ent\u00e3o, a jovem da casa<br \/>\nE, logo ali perto, se ocupou<br \/>\nVendendo mingau no Porto Velho<br \/>\nOnde encontrou seu grande amor<\/p>\n<p>Em todo tipo de comida<br \/>\nGrande mestra era a Bela<br \/>\nConquistou seu marido temperando<br \/>\nO seu mingau com cravo e canela<\/p>\n<p>Um s\u00edrio solteiro tomou seu mingau<br \/>\nE, ao seu bar, logo a levou<br \/>\nTratou-a com imenso carinho<br \/>\nE nunca mais a deixou<\/p>\n<p>Pelo dia, fog\u00e3o e panelas<br \/>\nNuma escura cozinha apertada<br \/>\nPela noite, o amor exclusivo<br \/>\nQue s\u00f3 o marido desfrutava<\/p>\n<p>Em 1958 um escritor criativo<br \/>\nNaquela terra, nascido e criado<br \/>\nRemontou sua hist\u00f3ria de vida<br \/>\nE, com isso, lucrou um bocado<\/p>\n<p>Pintou-a como mulher leviana<br \/>\nMulher de todos, de m\u00e1 vida<br \/>\nFugiu ele da verdade<br \/>\nDe uma mulher fiel e sofrida<\/p>\n<p>Em poucos anos, ela engordou<br \/>\nMuitos quilos, acima da m\u00e9dia<br \/>\nSua press\u00e3o arterial se elevou<br \/>\nCorrendo \u00e0 Dra. Rosa, a M\u00e9dica<\/p>\n<p>Pouco depois, apareceu<br \/>\nNo seu bar, do Sul, um grupo<br \/>\nJornalistas de uma revista<br \/>\nGente maldosa, sem escr\u00fapulo<\/p>\n<p>Fizeram dela fotos grosseiras<br \/>\nSem ela nada poder perceber<br \/>\nChegando as revistas, \u00e0s bancas<br \/>\nEla esteve quase a morrer<\/p>\n<p>Pois, al\u00e9m das fotos tiradas<br \/>\nO texto era uma s\u00f3 ofensiva<br \/>\nA feriram, caluniando<br \/>\nViver uma vida permissiva<\/p>\n<p>Marido e filhos ent\u00e3o reagiram<br \/>\nPrometendo aquela corja matar<br \/>\nSe ca\u00edssem na asneira<br \/>\nDe, algum dia, aos Ilh\u00e9us retornar<\/p>\n<p>E o nosso grande escritor criativo<br \/>\nTamb\u00e9m de morte, foi jurado<br \/>\nDemorando de ali voltar<br \/>\nCom medo de ser empalado<\/p>\n<p>Na tarde em que aquela revista<br \/>\nNa Terra de Ilh\u00e9us se achegou<br \/>\nFoi Rosa Albagli, sua Vizinha<br \/>\nQue a Bela Senhora consolou<\/p>\n<p>A Vizinha da Bela tamb\u00e9m j\u00e1 chorara<br \/>\nNo exato lugar, por outras fotos<br \/>\nDe uma pilha de inocentes, sem vida<br \/>\nAlguns dos Seis Milh\u00f5es de Mortos<\/p>\n<p>A Vizinha abra\u00e7ou forte a amiga<br \/>\nQue, solu\u00e7ando, mal podia falar<br \/>\nTiraram de perto as crian\u00e7as<br \/>\nPara a cena n\u00e3o observar<\/p>\n<p>Um Bullying pesado sofreu Mo\u00e7a Bela<br \/>\nQue em portugu\u00eas \u00e9 Ass\u00e9dio Moral<br \/>\nA Grande M\u00eddia transformou sua vida<br \/>\nNum imenso inferno astral<\/p>\n<p>Mo\u00e7a Bela, depois dos sessenta<br \/>\nSua alma a Deus entregou<br \/>\nSofreu muito neste mundo<br \/>\nFinalmente, descansou.<\/p>\n<p>III<\/p>\n<p>Este caso acima exposto<br \/>\n\u00c9 Hist\u00f3ria Ver\u00eddica, um fato consumado<br \/>\nOu vivido pelo autor rimas<br \/>\nOu, ent\u00e3o, a ele contado<br \/>\nPor uma das Sobrinhas desta Hist\u00f3ria<br \/>\nQue, toda tarde, ao cinema ia<br \/>\nFoi ela quem viu o fuzu\u00ea<br \/>\nEncenado pela tia<\/p>\n<p>J\u00e1 velhinha, esta Sobrinha sofria<br \/>\nCom injusti\u00e7a que fizeram \u00e0 Bela<br \/>\nCom a sua cruz carregada, dizia<br \/>\nSua beleza n\u00e3o mais era aquela<br \/>\nOutros dados aqui expostos<br \/>\nque aqui transcrevo, sem medo<br \/>\nme contaram o filho de Nan\u00e3<br \/>\nO nobre Jocelin Macedo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>por Guilherme Albagli de Almeida MO\u00c7A BELA FOG\u00c3O E PANELA Um Drama Hist\u00f3rico 2014 Na D\u00e9cada de Ouro da cacauicultura sul-baiana, 1925\/1935, chegaram a Ilh\u00e9us as maiores levas de migrantes de v\u00e1rias partes do mundo, principalmente de Sergipe, Cear\u00e1, Rec\u00f4ncavo Baiano e Oriente M\u00e9dio. 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