{"id":111224,"date":"2017-07-21T10:08:02","date_gmt":"2017-07-21T13:08:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=111224"},"modified":"2017-07-21T10:08:02","modified_gmt":"2017-07-21T13:08:02","slug":"cacau-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2017\/07\/21\/cacau-3\/","title":{"rendered":"CACAU"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>A CACAUICULTURA BAIANA: \u201cJ\u00c1 ERA\u201d? <\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000;\"><strong>Luiz Ferreira da Silva, 80. <\/strong><\/span><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><a href=\"mailto:luizferreira1937@gmail.com\">luizferreira1937@gmail.com<\/a><\/h2>\n<div id=\"attachment_111225\" style=\"width: 172px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-111225\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-111225\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/cacau.jpg\" alt=\"\" width=\"162\" height=\"123\" \/><p id=\"caption-attachment-111225\" class=\"wp-caption-text\"><em>Cacau<\/em><\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong><\/strong><img loading=\"lazy\" class=\"size-full alignright\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/luiz-ferreira-azul-cortado.jpg\" width=\"220\" height=\"293\" \/>O colega e empreendedor rural Hilton Leal, que labuta nas ro\u00e7as de cacau, tanto em Ibirataia (BA), quanto na Transamaz\u00f4nica (PA), me enviou uma reportagem, na qual consta que o Estado do Par\u00e1 ultrapassou a Bahia em termos de produ\u00e7\u00e3o de cacau.<\/p>\n<p>Imediatamente, recorri aos meus alfarr\u00e1bios e fui buscar o meu artigo que, h\u00e1 16 anos (2001), publiquei na Gazeta Mercantil e no Jornal A TARDE de Salvador, intitulado \u201c<strong><em><u>A Nova Geografia do Cacau\u201d,<\/u><\/em><\/strong> no qual vaticina tal acontecido. Ningu\u00e9m deu bolas ao meu modesto escrito que resumidamente o insiro a seguir, <strong><em><u>para nova reflex\u00e3o<\/u><\/em><\/strong>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Bahia sempre manteve a supremacia da produ\u00e7\u00e3o de cacau, cuja implanta\u00e7\u00e3o no ano de1746, em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, construiu uma hist\u00f3ria, uma civiliza\u00e7\u00e3o e uma economia importante para o pa\u00eds. Uma agricultura f\u00e1cil de ser manejada, sobretudo por se tratar de uma regi\u00e3o indene \u00e0s enfermidades virulentas de outros pa\u00edses produtores, at\u00e9 que, em 1988, chegou a vassoura-de-bruxa, expandindo-se em raz\u00e3o dos fatores altamente favor\u00e1veis \u00e0 ela.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos, um esfor\u00e7o muito grande tem sido despendido, no sentido de se tentar conviver com esse mal, que chegou numa hora inadequada, quando a cacauicultura se encontrava em crise, inclusive institucional.<\/p>\n<p>.Uma constata\u00e7\u00e3o importante se refere a inexist\u00eancia planta\u00e7\u00f5es de cacau convivendo com o insidioso mal\u00a0 nas condi\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas do Sul da Bahia, diferentemente da cacauicultura, que fora implantada sob nuan\u00e7as ecol\u00f3gicas, na Amaz\u00f4nia, com certo escape ao fungo \u00a0al\u00e9m de plantios adaptados ao conv\u00edvio (pequenas \u00e1reas).<\/p>\n<p>Neste contexto, \u00e9 poss\u00edvel se fazer alguns progn\u00f3sticos sobre a lavoura tradicional da Bahia. Haver\u00e1 um novo redimensionamento de novas planta\u00e7\u00f5es bem manejadas (200 mil hectares), processando-se a substitui\u00e7\u00e3o do cacau na \u00e1rea restante por outros cultivos.<\/p>\n<p>Para tal, urge um Plano de Desenvolvimento Agr\u00edcola, contemplando a recupera\u00e7\u00e3o dos cacauais, e, pari passu, um programa de diversifica\u00e7\u00e3o das ro\u00e7as.<\/p>\n<p>Se o Brasil deseja retornar a ser um grande produtor de cacau, tem que se voltar para a Amaz\u00f4nia, estabelecendo um programa decenal de implanta\u00e7\u00e3o de cacau &#8211; um novo <strong>PROCACAU.<\/strong>.<\/p>\n<p>Assim, a Bahia, inverteria a sua posi\u00e7\u00e3o, perdendo a sua preval\u00eancia cacaueira, por\u00e9m ganharia no aspecto do aproveitamento multifuncional das terras sul baianas.<\/p>\n<p>Interessante frisar que o produtor baiano sempre foi contra a CEPLAC na Amaz\u00f4nia. E rebat\u00edamos: \u201cn\u00e3o era desej\u00e1vel se ter um cultivo centralizado numa \u00fanica regi\u00e3o, pois qualquer turbul\u00eancia poderia comprometer a produ\u00e7\u00e3o nacional de cacau\u201d.<\/p>\n<p>Ainda bem que o cacau retornou \u00e0s origens e o Brasil poder\u00e1 dispor de \u00e1reas para a sua expans\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CACAUICULTURA BAIANA: \u201cJ\u00c1 ERA\u201d? Luiz Ferreira da Silva, 80. luizferreira1937@gmail.com O colega e empreendedor rural Hilton Leal, que labuta nas ro\u00e7as de cacau, tanto em Ibirataia (BA), quanto na Transamaz\u00f4nica (PA), me enviou uma reportagem, na qual consta que o Estado do Par\u00e1 ultrapassou a Bahia em termos de produ\u00e7\u00e3o de cacau. 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