{"id":112049,"date":"2017-08-14T10:38:47","date_gmt":"2017-08-14T13:38:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=112049"},"modified":"2017-08-14T10:38:47","modified_gmt":"2017-08-14T13:38:47","slug":"alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-110","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2017\/08\/14\/alfredo-amorim-da-silveira-em-10taques-110\/","title":{"rendered":"Alfredo Amorim da Silveira em: &#8220;10TAQUES&#8221;."},"content":{"rendered":"<p><em><strong>(Publicado, originalmente, em 07 de junho de 2011).<\/strong><\/em><br \/>\n&#8212;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria<\/em><\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_17095\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/igreja-da-vit\u00f3ria.jpg\"><img aria-describedby=\"caption-attachment-17095\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-17095\" title=\"igreja da vit\u00f3ria\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/igreja-da-vit\u00f3ria-300x224.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"224\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/igreja-da-vit\u00f3ria-300x224.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/igreja-da-vit\u00f3ria.jpg 503w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-17095\" class=\"wp-caption-text\">Clique para AMPLIAR.<\/p><\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/alfredo-amorim-nova.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"105\" \/>Depois da <em>\u201cBatalha dos Nadadores\u201d, <\/em>guerra travada por Mem de S\u00e1 contra os \u00edndios tupis na regi\u00e3o do rio Cururupe, em 1560, dirigiu-se este a vila de S\u00e3o Jorge, indo diretamente a uma capela situada ou p\u00e9 do morro, no fim da Rua S\u00e3o Bento, dedicada a Nossa Senhora das Neves rendendo-lhe gra\u00e7as em p\u00fablico, pela vitoria que lhe proporcionara.<\/p>\n<p>Seis anos depois da batalha dos nadadores, outra guerra, desta vez contra os \u00edndios aimor\u00e9s que estavam devastando a zona rural e destruindo os engenhos, se travou na Capitania de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us. Novamente o povo da vila juntou-se e foi de encontro aos aimor\u00e9s, aniquilando muitos e fazendo muitos prisioneiros. Tamb\u00e9m foi atribu\u00edda esta vit\u00f3ria \u00e0 mesma Nossa Senhora das Neves, titular da capela ao p\u00e9 do morro no fim da rua chamada S\u00e3o Bento.<\/p>\n<p>Achando-se a capela danificada resolveram os fieis, por devo\u00e7\u00e3o, construir uma nova, nas no alto do morro, conclu\u00edda a constru\u00e7\u00e3o, em homenagem \u00e0s vit\u00f3rias almejadas, deram-lhe o nome de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, substituindo-a pelo das Neves. Conta-se que os \u00edndios vencidos confessaram que foram vencidos por uma forte e formosa <em>Mulher<\/em> <em>Branca<\/em>, montada em um cavalo.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>No ano de 1595 chegou \u00e0s costas da capitania de S\u00e3o Jorge poderosa armada de piratas franceses, os moradores amedrontados fugiram para o mato, sedo que um deles, Cristovam Braz Leal, reuniu seus amigos na Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, de onde resolveram combater os piratas. Elegeram o cafuzo Ant\u00f4nio Fernandes, que ficou conhecido por Cutucadas, para ser o comandante da resist\u00eancia. Novamente conseguiram os moradores expulsar da vila os seus invasores.<\/p>\n<p>Mais uma vez, no ano de 1637, foi Ilh\u00e9us invadida pelo General Jan Corneliszoon Lichthardt, holand\u00eas, com dezoito navios, sendo que desta vez os moradores da vila j\u00e1 sabiam da investida dos holandeses, conseguindo recha\u00e7\u00e1-los atribuindo tamb\u00e9m esta conquista a Nossa Senhora da Vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>No ano de 1680 estando \u00e0 imagem de Nossa Senhora danificada, um morador da cidade, Manoel da Costa, encomendou uma nova imagem em Lisboa, chegando esta imagem danificada. Outro devoto, Manoel Dias Filgueiras, tendo fabricado uma nau em Ilh\u00e9us, ao sair do estaleiro escapou de um naufr\u00e1gio na barra da vila, reconhecendo ele ter escapado do naufr\u00e1gio por causa da invoca\u00e7\u00e3o a Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, mandou a imagem de volta a Portugal, voltando esta com toda a perfei\u00e7\u00e3o, ficando desde ent\u00e3o tida como milagrosa.<\/p>\n<p>Em 1850 foi transferido para a igreja da Vit\u00f3ria o cemit\u00e9rio da cidade, que funcionava na capela de S\u00e3o Sebasti\u00e3o, sendo suas obras conclu\u00eddas em 1913 na administra\u00e7\u00e3o do Cel. Ant\u00f4nio Pessoa.<\/p>\n<p>Em agosto de 1887 a igreja foi totalmente destru\u00edda por um inc\u00eandio, sendo destru\u00eddas todas as imagens, inclusive a vinda de Portugal em 1680.<\/p>\n<p>Tempos depois foi reconstru\u00edda pelo Comendador Domingos Fernandes da Silva, devoto de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria, em estilo ogival, com campan\u00e1rio, tr\u00eas altares com colunas douradas. Sacr\u00e1rio, casti\u00e7ais e estantes de prata. Pinturas ornavam-lhe o teto e as paredes. Com perfeito simulacro do Orago, esculpido por Ant\u00f4nio Machado Pe\u00e7anha, sendo de enorme valor sua coroa e seu manto. Foi gasto nessa reforma trinta contos de r\u00e9is.<\/p>\n<p>Todos os anos, no dia da Ascens\u00e3o de Nossa Senhora, era celebrada a missa festiva por iniciativa da devota Maria Benta, por sua morte em 1883 passou este evento a ser promovido pela iniciativa do Comendador Domingos Fernandes da Silva.<\/p>\n<p>Reza a cr\u00f4nica da terra que, em tempos passados teria sido encontrado, no lugar denominado \u201cprainhas\u201d, nesta cidade, um caix\u00e3o hermeticamente fechado contendo uma imagem cujo corpo estava totalmente destru\u00eddo, permanecendo intacta somente a cabe\u00e7a. Esta cabe\u00e7a, a \u00fanica parte que restava da primitiva imagem, inexplicavelmente apareceu nas matas da colina que se ergue pr\u00f3xima \u00e0 cidade e que hoje tem o nome de Alto da Vit\u00f3ria, quando deveria estar, ap\u00f3s o seu achado, nas \u201cprainhas\u201d, bem guardada em m\u00e3os da pessoa que a havia encontrado.<\/p>\n<p>Dai fez nascer a cren\u00e7a de que a Santa estava indicando o local onde queria ser cultuada. E, por isso, ficou acertada a constru\u00e7\u00e3o do templo, onde deveria ser instalada a imagem, que imediatamente foi encomendada em Portugal, servindo de c\u00f3pia a imagem que foi achada nas \u201cprainhas\u201d.<\/p>\n<p>Em 1946 por encomenda do padre Euclides Costa, Capel\u00e3o da Igreja da Vit\u00f3ria, chegou de S\u00e3o Paulo, doado pelos fieis, devotos de N. S. da Vit\u00f3ria, o novo sino da Igreja que foi inaugurado no dia da festa de Cristo Rei.<\/p>\n<p>Nossa Senhora da Vit\u00f3ria \u00e9 originalmente a Padroeira do bairro da Conquista<em>.<\/em><\/p>\n<p>Segundo J. Sabino Moreira n\u00e3o h\u00e1 nenhum fundamento ao culto a <strong><em>Nossa Senhora das Vit\u00f3rias<\/em><\/strong>, a devo\u00e7\u00e3o \u00e9, e sempre ser\u00e1, a <strong><em>Nossa Senhora da Vit\u00f3ria<\/em><\/strong> que \u00e9 a dos ilheenses por tradi\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica.<\/p>\n<p>A \u00faltima reforma feita em 1972 comandada pelo arquiteto Luiz Os\u00f3rio Amorim de Carvalho e a administra\u00e7\u00e3o das senhoras M\u00aa Catarina Lavigne de Lemos (Catita) e Cremilda Maltez de Souza Bastos, esposa de Edgard de Souza Bastos, fez com que a Igreja voltasse ao seu estilo original, pois na reconstru\u00e7\u00e3o feita pelo Comendador Domingos Fernandes da Silva o seu estilo havia sido modificado.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(Publicado, originalmente, em 07 de junho de 2011). &#8212; Igreja de Nossa Senhora da Vit\u00f3ria Depois da \u201cBatalha dos Nadadores\u201d, guerra travada por Mem de S\u00e1 contra os \u00edndios tupis na regi\u00e3o do rio Cururupe, em 1560, dirigiu-se este a vila de S\u00e3o Jorge, indo diretamente a uma capela situada ou p\u00e9 do morro, no [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=112049"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":112052,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/112049\/revisions\/112052"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=112049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=112049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=112049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}