{"id":113251,"date":"2018-01-15T10:48:58","date_gmt":"2018-01-15T13:48:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=113251"},"modified":"2018-01-15T10:48:58","modified_gmt":"2018-01-15T13:48:58","slug":"lembrancas-de-outrora","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/01\/15\/lembrancas-de-outrora\/","title":{"rendered":"LEMBRAN\u00c7AS DE OUTRORA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\">An\u00edsio Cruz &#8211; janeiro 2018<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/AN\u00cdSIO.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-112724 alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/AN\u00cdSIO.jpg\" alt=\"\" width=\"216\" height=\"271\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/AN\u00cdSIO.jpg 312w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/AN\u00cdSIO-239x300.jpg 239w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><\/a>As vezes fico tentando lembrar como se chegava a Ilh\u00e9us, vindo de Itabuna, nas velhas &#8220;marinetes&#8221; que trafegavam entre as duas cidades, nos anos de 1950. A dificuldade \u00e9 que, com menos de cinco anos, dormia no percurso, embalado pelos solavancos da estradinha encascalhada, de manuten\u00e7\u00e3o prec\u00e1ria, como de resto, tudo naquela \u00e9poca.<\/p>\n<p>Morava &#8220;na ro\u00e7a&#8221;, como muitas fam\u00edlias de ent\u00e3o, e visit\u00e1vamos a cidade, muito espa\u00e7adamente. N\u00e3o haviam ve\u00edculos, como hoje, engarrafados no tr\u00e2nsito ca\u00f3tico da cidade, e os poucos dispon\u00edveis, eram trazidos de navios, pois n\u00e3o havia outra forma de faz\u00ea-los chegar \u00e0 &#8220;princezinha do sul&#8221;, como a pr\u00f3spera Ilh\u00e9us era tratada. Apenas fam\u00edlias abastadas conseguiam ter um autom\u00f3vel novo, pois ainda n\u00e3o eram criados tantos embara\u00e7os alfandeg\u00e1rios, como agora, e eles nem eram fabricados no pa\u00eds. Lembro-me de alguns fords 49, dodges e studebaker circulando pelas ruas, ou servindo de &#8220;carros de pra\u00e7a&#8221;, como eram tratados os taxis. Ficavam estacionados na pra\u00e7a J.J. Seabra, em frente ao antigo Clube dos Comerci\u00e1rios, e os seus condutores se tornaram muito populares na cidade. Dudu, Miguel, Magalh\u00e3es, Pacheco, dentre outros, estavam sempre prontos a uma corrida, principalmente para as fazendas pr\u00f3ximas, quando existiam estradas vicinais. Era mais comum se viajar de jeeps, para romper as estradinhas, abertas a picaretas, e enxadetes, em herc\u00faleos trabalhos dos garimpeiros, como eram chamados aqueles que faziam esse trabalho, numa alus\u00e3o aos oper\u00e1rios que buscavam enriquecimento nas escava\u00e7\u00f5es em busca de min\u00e9rios, e pedras preciosas. Fora isso, os vag\u00f5es das locomotivas, e as fa\u00edscas que eram lan\u00e7adas ao ar, e sempre queimavam as roupas dos viajantes.<!--more--><\/p>\n<p>Lembro-me vagamente, de uma das vezes que aqui cheguei numa &#8220;marinete&#8221;, descendo a rua do Caf\u00e9 (atual D. Manoel de Paiva), saltando em frente ao port\u00e3o do casar\u00e3o da fam\u00edlia, cuja fachada ainda existe, pela ent\u00e3o &#8220;rua das quintas&#8221; (Manoel Vitorino, atual D. Walfredo Tepe). Ainda n\u00e3o existia a atual av. Itabuna, com seus cortes, e muito menos o viaduto. O trajeto era feito pela via de cumeeira, para chegarmos ao centro, o nosso destino. Busquei informa\u00e7\u00f5es de pessoas mais velhas, e me explicaram que, sub\u00edamos para o atual Bas\u00edlio, logo ap\u00f3s a velha ponte do Fund\u00e3o, contornando algumas fazendas existentes. Pass\u00e1vamos depois pela Tapera, cheg\u00e1vamos na atual av. Itabuna, para depois subirmos pelo Casco da Cuia, e como citado, descermos pela rua do Caf\u00e9. Mas isso tudo \u00e9 muito nebuloso nas minhas lembran\u00e7as, e se fa\u00e7o tal registro, \u00e9 para provocar algum leitor a prestar os necess\u00e1rios esclarecimentos.<\/p>\n<p>Tempos depois, quando j\u00e1 constru\u00edam a BR- 415, ouvia as explos\u00f5es da pedreira que existe ap\u00f3s a &#8220;casa mal assombrada&#8221;, pois morava em frente, na fazenda da fam\u00edlia. L\u00e1 ficava atento \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o das caterpilhas que faziam o patrolamento da banca da estrada, dos caminh\u00f5es e ca\u00e7ambas a transportar material, e oper\u00e1rios, rumo ao acampamento, que ficava na fazenda dos Tavares, pr\u00f3ximo \u00e0 Vila Cachoeira, onde estava instalada a usina asf\u00e1ltica da Star &#8211; Constru\u00e7\u00f5es e Terraplanagens, sob o comando do Dr. Norberto Odebrecht (av\u00f4 do Marcelo) ainda iniciando a sua vida de engenheiro.<\/p>\n<p>Depois de pronta a estrada, j\u00e1 morador da cidade, viajava nos \u00f4nibus da SULBA, sempre cheios, e com hor\u00e1rios bem espa\u00e7ados, pelos quais regul\u00e1vamos as idas e vindas, sem correr o<\/p>\n<p>risco de perder a viagem. Tempos dif\u00edceis do final dos anos de 1950, e in\u00edcio dos anos 1960. Depois vieram os modernos &#8220;banbol\u00eas&#8221;, que nos sacudiam com mais suavidade pelas depress\u00f5es da rodovia. Lembran\u00e7as dos velhos tempos de outrora.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00edsio Cruz &#8211; janeiro 2018 As vezes fico tentando lembrar como se chegava a Ilh\u00e9us, vindo de Itabuna, nas velhas &#8220;marinetes&#8221; que trafegavam entre as duas cidades, nos anos de 1950. 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