{"id":113521,"date":"2018-01-23T11:13:14","date_gmt":"2018-01-23T14:13:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=113521"},"modified":"2018-01-23T11:13:14","modified_gmt":"2018-01-23T14:13:14","slug":"luiz-castro-em-decolores-304","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/01\/23\/luiz-castro-em-decolores-304\/","title":{"rendered":"LUIZ CASTRO EM: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-112809 alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg\" alt=\"\" width=\"206\" height=\"298\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg 521w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 206px) 100vw, 206px\" \/><\/a><strong>Literatura de Cordel<\/strong><\/p>\n<p>Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou ao Brasil em fins do s\u00e9culo XVIII, ganhando for\u00e7a a partir do s\u00e9culo XIX no interior nordestino.[2] Carlos Drummond de Andrade, reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do s\u00e9culo XX, assim definiu, certa feita, a literatura de cordel: &#8220;A poesia de cordel \u00e9 uma das manifesta\u00e7\u00f5es mais puras do esp\u00edrito inventivo, do senso de humor e da capacidade cr\u00edtica do povo brasileiro, em suas camadas modestas do interior. O poeta cordelista exprime com felicidade aquilo que seus companheiros de vida e de classe econ\u00f4mica sentem realmente. A espontaneidade e gra\u00e7a dessas cria\u00e7\u00f5es fazem com que o leitor urbano, mais sofisticado, lhes dedique interesse, despertando ainda a pesquisa e an\u00e1lise de eruditos universit\u00e1rios. \u00c9 esta, pois, uma poesia de confraterniza\u00e7\u00e3o social que alcan\u00e7a uma grande \u00e1rea de sensibilidade&#8221;.<\/p>\n<p>Em Ilh\u00e9us conhecemos dois cordelistas famosos: Janete Lainha e Gilton Silva Thomaz, cujas obras encontram-se nas bancas de revistas e na Casa de Cultura Jorge Amado.<!--more--><\/p>\n<p>O meu amigo Gilton lendo uma das minhas cr\u00f4nicas no blog r2cpress a qual focalizava a est\u00f3ria sobre A Ratoeira onde ele transformou em literatura de cordel:<\/p>\n<p>\u201cNa casa de uma fazenda\/Certa feita aconteceu\/Uma cena inusitada,\/Quando um rato percebeu\/A maior Indiferen\u00e7a\/Em quem era amigo seu.<\/p>\n<p>\u00c0 tardinha, um ratinho,\/Por uma sala passeava\/Quando v\u00ea chegar o casal\/Que na casa habitava,\/A mulher com um pacote\/Em sil\u00eancio desatava.<\/p>\n<p>O rato dava cambalhotas\/Corria em volta da sala\/Ia no quarto, na cozinha\/Depois entrava numa mala,\/Essa hist\u00f3ria \u00e9 engra\u00e7ada\/Veja como vou cont\u00e1-la.<\/p>\n<p>O ratinho todo feliz!\/De olho no tal chegado,\/Quando a mulher desenrolou\/O que estava embrulhado\/Deixou esse pobre rato\/Muito aterrorizado.<\/p>\n<p>O rato quase que morre\/Sentiu uma tremedeira\/E depressa encostou-se\/No p\u00e9 de uma cadeira\/Vendo que no tal pacote\/Tinha uma ratoeira.<\/p>\n<p>Refazendo-se do susto\/O rato saiu na carreira\/Gritando a todo pulm\u00e3o:\/NA CASA TEM RATOEIRA!\/Ent\u00e3o disse \u00e0 galinha\/Que j\u00e1 subindo na jaqueira.<\/p>\n<p>Mas a galinha sonolenta\/Desta forma respondeu:\/ -Me desculpe, senhor rato\/Esse assunto n\u00e3o \u00e9 meu\/N\u00e3o me prejudica em nada\/Isso \u00e9 l\u00e1 problema seu.<\/p>\n<p>O ratinho desesperado\/Chega at\u00e9 o chiqueiro\/-NA CASA TEM RATOEIRA!\/Diz a esse do lameiro,\/-Nada eu posso fazer!Fala o po\u00e7o zombeteiro.<\/p>\n<p>O rato pobre coitado,\/Sai correndo e diz a vaca:\/-TEM RATOEIRA L\u00c1 NA CASA!\/E essa, encostada na estaca,\/Disse assim ao ratinho:\/ -Por mim, voc\u00ea se lasca!!!<\/p>\n<p>N\u00e3o sou eu que mora l\u00e1\/Como v\u00ea estou c\u00e1 fora\/E essa tal de ratoeira\/Em nada me apavora.\/Senhor rato, te aconselho\/Deixe a casa, v\u00e1 embora!<\/p>\n<p>Ent\u00e3o o ratinho vendo\/Que ningu\u00e9m dava aten\u00e7\u00e3o\/Nem a vaca e a galinha\/Tampouco o porcalh\u00e3o\/Deu as costas a esses tr\u00eas\/Retornando ao casar\u00e3o.<\/p>\n<p>O rato muito abatido\/Absorto em pensamentos,\/Como pode essa turma\/Nesses preciosos momentos\/Demonstrar indiferen\u00e7a\/Sem querer envolvimentos.<\/p>\n<p>Como foram indelicados\/A vaca, o porco e a galinha\/Todos correndo perigo,\/No\u00e7\u00e3o disso ningu\u00e9m tinha\/Sem querer olhar o pr\u00f3ximo,\/Oh! Que classe t\u00e3o mesquinha!<\/p>\n<p>O ratinho naquela noite\/Procurou ficar acordado,\/Tamb\u00e9m n\u00e3o quis sair\/Para n\u00e3o ser agarrado\/Por essa tal de ratoeira\/Que ali tinham deixado.<\/p>\n<p>E na calada da noite\/Ouve-se um estalar\/Era a tal de ratoeira\/Que estava a trabalhar,\/A mulher dona da casa\/Veio para reparar.<\/p>\n<p>E ao pegar na ratoeira\/Essa mulher desastrosa,\/Sentiu na m\u00e3o direita\/Uma dor angustiosa\/Fora picada nessa hora\/Por uma cobra venenosa.<\/p>\n<p>A serpente venenosa\/Ca\u00edra na ratoeira,\/Fora pega pla cauda\/E ficou prisioneira\/No escuro, a mulher,\/N\u00e3o viu essa trai\u00e7oeira.<\/p>\n<p>Com a picada da cobra\/Essa mulher adoeceu,\/Levaram-na a um hospital\/Um m\u00e9dico lhe atendeu\/Quando retornou \u00e0 casa\/O pior aconteceu.<\/p>\n<p>A mulher voltou com febre\/Com o corpo todo quente,\/E para alimentar algu\u00e9m\/Com febre, muito doente,\/O bom \u00e9 canja de galinha!\/Aconselhou uma parente.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o esse fazendeiro\/Foi logo providenciar\/O principal ingrediente\/Para sua mulher jantar,\/Armou-se com um cutelo\/E a galinha foi matar.<\/p>\n<p>A mulher n\u00e3o melhorou\/Retornando ao hospital\/Veio os parentes visit\u00e1-la\/E um povo da capital,\/Mas como dar de comer\/A todo esse pessoal?<\/p>\n<p>O fazendeiro ent\u00e3o correu\/Em dire\u00e7\u00e3o ao chiqueiro\/E agarrando esse porco\/O trouxe at\u00e9 o terreiro\/Com pouco tempo esfolava\/Esse porco zombeteiro.<\/p>\n<p>Para internar a mulher\/N\u00e3o houve qualquer tarifa\/Os parentes e os amigos\/At\u00e9 fizeram uma rifa,\/S\u00f3 que esses hospitais&#8230;\/Fora dos padr\u00f5es da FIFA!!!<\/p>\n<p>Fora levada a um hospital\/Desses de atendimento, SUS\/Que atendem aos miser\u00e1veis\/Esses indigentes, os nus\/E no local que foi picada\/Come\u00e7ou a sangrar pus.<\/p>\n<p>J\u00e1 era de esperar\/O que iria acontecer\/Num manh\u00e3 de domingo,\/O c\u00e9u foi escurecer\/E essa pobre criatura\/Assim, veio a falecer.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o veio muita gente\/Para o sepultamento\/Os parentes e amigos\/Ouve grande ajuntamento\/Povo que veio prestar\/O sincero sentimento.<\/p>\n<p>Assim, outro problema\/No momento apareceu\/Para alimentar o povo\/O fazendeiro ent\u00e3o correu\/E ordenou matar a vaca,\/A um empregado seu.<\/p>\n<p>Depois do sepultamento\/Quando o povo se despediu\/O fazendeiro muito triste\/Dessa fazenda ent\u00e3o saiu\/E o ratinho, s\u00e3o e salvo\/A tudo isso assistiu.<\/p>\n<p>Transportei para o Cordel\/Hist\u00f3ria muito envolvente\/Onde um grupo pregui\u00e7oso\/Mostra-se indiferente,\/Assim, ficou o ratinho\/Zombando muito contente.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima vez que voc\u00ea ouvir dizer que algu\u00e9m est\u00e1 diante de um problema e acreditar que o problema n\u00e3o lhe diz respeito, lembre-se que quando h\u00e1 uma ratoeira na casa, toda fazenda corre risco.<\/p>\n<p>\u201cO problema de um \u00e9 problema de todos!\u201d<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<\/p>\n<p>Bacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Literatura de Cordel Oriunda de Portugal, a literatura de cordel chegou ao Brasil em fins do s\u00e9culo XVIII, ganhando for\u00e7a a partir do s\u00e9culo XIX no interior nordestino.[2] Carlos Drummond de Andrade, reconhecido como um dos maiores poetas brasileiros do s\u00e9culo XX, assim definiu, certa feita, a literatura de cordel: &#8220;A poesia de cordel \u00e9 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=113521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":113522,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/113521\/revisions\/113522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=113521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=113521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=113521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}