{"id":114448,"date":"2018-03-11T11:46:56","date_gmt":"2018-03-11T14:46:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=114448"},"modified":"2018-03-11T11:46:56","modified_gmt":"2018-03-11T14:46:56","slug":"perdas-historicas-da-lavoura-cacaueira-baiana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/03\/11\/perdas-historicas-da-lavoura-cacaueira-baiana\/","title":{"rendered":"PERDAS HIST\u00d3RICAS DA LAVOURA CACAUEIRA BAIANA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Luiz Ferreira da Silva, 81<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pesquisador aposentado, ex-Diretor do CEPEC<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong> luizferreira1937@gmail.com<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/luiz-ferreira-azul-cortado.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-111673 alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/luiz-ferreira-azul-cortado.jpg\" alt=\"\" width=\"195\" height=\"260\" \/><\/a>A cada ano, o processo de degrada\u00e7\u00e3o da lavoura cacaueira baiana se agrava ainda mais, num processo cont\u00ednuo, seja pelo envelhecimento das planta\u00e7\u00f5es, seja pela falta de controle em termos abrangentes da vassoura-de-bruxa, proporcionando fragilidade ante as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, como aconteceu em 2016\/2017.<\/p>\n<p>Pelo outro lado, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma pol\u00edtica p\u00fablica para reverter o atual cen\u00e1rio catastr\u00f3fico, pois sem a solu\u00e7\u00e3o das d\u00edvidas e novos recursos n\u00e3o h\u00e1 alternativa para o cacau no Sul da Bahia. \u00c9 fundo do po\u00e7o mesmo, sem nenhuma luz a clarear.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso se ter a consci\u00eancia, por mais catastr\u00f3fica que seja que a cacauicultura baiana caminha a passos largos para a sua deteriora\u00e7\u00e3o \u201cone way\u201d (sem retorno) &#8211; t\u00e9cnica e econ\u00f4mica -, podendo se tornar no primeiro exemplo triste da extermina\u00e7\u00e3o de um cultivo perene.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es (Bahia Rural), fim de 2017, d\u00e3o conta da queda vertiginosa da produ\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o ainda mais da produtividade m\u00e9dia das planta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Isso significa n\u00e3o s\u00f3 a perda da hegemonia baiana, pois o Estado do Par\u00e1 dever\u00e1 assumir a lideran\u00e7a nacional do cacau, tanto em produ\u00e7\u00e3o como em produtividade, mas tamb\u00e9m a inviabilidade do cultivo com o atual \u00edndice produtivo de menos de 30 arrobas por hectare.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio se traduz por perdas hist\u00f3ricas, desmoronando a import\u00e2ncia econ\u00f4mica, quando antes era pujante a Regi\u00e3o Cacaueira da Bahia, cantada em versos e prosas, que, ademais, j\u00e1 fora sustent\u00e1culo econ\u00f4mico-social do Sudeste da Bahia \u2013 Vale do Rio Jequiri\u00e7\u00e1\/Vale do Rio Pardo.<!--more--><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Infelizmente, o cen\u00e1rio atual aponta:<\/strong><\/p>\n<p>\u03f4 primeiramente, como foi explicitada, a lavoura do cacau vem perdendo a sua hegemonia, de um cabedal secular, haja vista a falta de dinamismo de todo complexo cacaueiro, consubstanciando-se numa realidade que ainda o poder p\u00fablico e, tampouco a sociedade regional se deram conta.<\/p>\n<p>\u03f4 e, por outro lado, perde tamb\u00e9m o Sul da Bahia para a sua Regi\u00e3o cont\u00edgua, o Extremo Sul \u2013 Vale do Rio Pardo\/Vale do Rio Mucuri -em termos de valor da produ\u00e7\u00e3o, comparando-se uma monocultura de economia espasm\u00f3dica e dependente, com uma agricultura diversificada (celulose, cafeicultura, pecu\u00e1ria e fruticultura), din\u00e2mica e de tecnologias avan\u00e7adas.<\/p>\n<p>H\u00e1 de se perguntar: &#8211; acabou o ciclo do cacau baiano? H\u00e1 ainda possibilidades de revers\u00e3o? Existem lideran\u00e7as para pegar o tim\u00e3o? O governo tem interesse? Em quem acreditar? (Macei\u00f3, Al, 10 de fevereiro de 2018)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Ferreira da Silva, 81 Pesquisador aposentado, ex-Diretor do CEPEC luizferreira1937@gmail.com A cada ano, o processo de degrada\u00e7\u00e3o da lavoura cacaueira baiana se agrava ainda mais, num processo cont\u00ednuo, seja pelo envelhecimento das planta\u00e7\u00f5es, seja pela falta de controle em termos abrangentes da vassoura-de-bruxa, proporcionando fragilidade ante as varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, como aconteceu em 2016\/2017. 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