{"id":115275,"date":"2018-04-23T11:44:40","date_gmt":"2018-04-23T14:44:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=115275"},"modified":"2018-04-23T11:45:56","modified_gmt":"2018-04-23T14:45:56","slug":"luiz-castro-em-decolores-318","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/04\/23\/luiz-castro-em-decolores-318\/","title":{"rendered":"LUIZ CASTRO EM: DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us<\/span><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-112809 alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg\" alt=\"\" width=\"177\" height=\"256\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010.jpg 521w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010-208x300.jpg 208w\" sizes=\"(max-width: 177px) 100vw, 177px\" \/><\/a>A hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us remonta a \u00e9poca das capitanias heredit\u00e1rias, quando D. Jo\u00e3o III doou vasta extens\u00e3o de terra, 50 l\u00e9guas de largura, ao donat\u00e1rio Jorge de Figueiredo Correia, escriv\u00e3o da corte real. Instalada em 1535 na Ilha de Tinhar\u00e9, antigo dom\u00ednio da Capitania de Ilh\u00e9us, a sede administrativa logo se mudou para a regi\u00e3o da Foz do Rio Cachoeira, a chamada Ba\u00eda de Ilh\u00e9us. Ainda que se falasse da terra as maiores maravilhas, o donat\u00e1rio da Capitania preferiu o luxo e o fausto da corte, enviando o d\u00e9spota espanhol Francisco Romero para represent\u00e1-lo na admini- stra\u00e7\u00e3o da capitania, ademais, enfrentar e depois pacificar a bravura dos \u00edndios tupinamb\u00e1s.<\/span><\/p>\n<p><strong>Vila de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/strong>\u00a0Logo, a amizade dos colonizadores com os nativos tornou poss\u00edvel a funda\u00e7\u00e3o cultural da Vila de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, que se transformou em freguesia em 1556 por ordem de D. Pero Fernandes Sardinha. Considerada por Tom\u00e9 de Sousa como &#8220;a melhor coisa desta costa, para fazenda&#8221; a regi\u00e3o se tornou produtora de cana-de-a\u00e7\u00facar e ganhou muitas constru\u00e7\u00f5es. Mas, com a chegada dos ferozes \u00edndios Aimor\u00e9s, que passaram a atacar as planta\u00e7\u00f5es, Ilh\u00e9us sofreu o decl\u00ednio econ\u00f4mico que resultou em decad\u00eancia. No s\u00e9culo XVIII com a importa\u00e7\u00e3o de mudas de cacaueiros da Amaz\u00f4nia e sua not\u00e1vel adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas da regi\u00e3o, Ilh\u00e9us viu brilhar diante de si um novo eldorado. O cultivo do cacau passou a gerar um n\u00famero sem fim de hist\u00f3rias, receadas de cobi\u00e7a, amores e lutas pelo poder, formando um terreno f\u00e9rtil para os romances de Adonias Filho e Jorge Amado, onde narram as paix\u00f5es desenfreadas dos coron\u00e9is por dinheiro, mulheres e terras.<\/p>\n<p><strong>Doa\u00e7\u00e3o da Capitania de Ilh\u00e9us &#8211; 1534<\/strong>\u00a0A carta da doa\u00e7\u00e3o da Capitania de Ilh\u00e9us a Jorge de Figueiredo Correia foi assinada em \u00c9vora a 26 de junho de 1534. O donat\u00e1rio mandou em seu lugar o preposto Francisco Romero, que primeiro se instalou na ilha de Tinhar\u00e9, onde fica o Morro de S\u00e3o Paulo e depois, quando descobriram o que seria mais tarde a Ba\u00eda do Pontal, se encantaram e fundaram a sede da capitania, dando o nome de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us, uma homenagem ao donat\u00e1rio Jorge e Ilh\u00e9us, devido \u00e0 quantidade de ilhas que encontraram no seu litoral. Al\u00e9m das que existem ainda hoje, como a Pedra de Ilh\u00e9us, Ilheusinho, Pedra de Itapitanga e a Ilha dos Frades, os morros de Pernambuco e o atual Outeiro de S\u00e3o Sebasti\u00e3o tamb\u00e9m eram ilhas.<!--more--><\/p>\n<p><strong>Progresso da vila<\/strong>\u00a0Nos primeiros quinze anos o progresso da vila era enorme e atra\u00eda todo tipo de pessoa. Em 1556 a vila j\u00e1 possu\u00eda a igreja Matriz e relativa produ\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar. Jorge de Figueiredo doou peda\u00e7os de terra que se chamavam sesmarias a diversas figuras importantes do reino, e em 1537 doou uma sesmaria a Mem de S\u00e1, que seria o terceiro governador-geral do Brasil, localizada no que foi chamado Engenho de Santana, e onde hoje est\u00e1 localizado o povoado de Rio do Engenho. Ainda restam vest\u00edgios deste engenho que foi explorado pelos jesu\u00edtas e onde est\u00e1 localizada a capela de Nossa Senhora de Santana, considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil. Em 1551, com a morte do donat\u00e1rio a capitania mudou de dono v\u00e1rias vezes e caiu no ostracismo, tornando-se apenas mais uma vila de pescadores na costa desse imenso pa\u00eds.<\/p>\n<p><strong>Ataque Franc\u00eas &#8211; 1595<\/strong>\u00a0Quando, em 1595, os franceses atacaram Ilh\u00e9us e foram repelidos, j\u00e1 existia na entrada do porto o fortim de Santo Ant\u00f4nio, transformado em 1611 em forte de pedra e cal.<\/p>\n<p><strong>In\u00edcio planta\u00e7\u00e3o de cacau<\/strong>\u00a0Em 1754 o governo portugu\u00eas acabou com o sistema de capitanias heredit\u00e1rias e as terras brasileiras voltaram para as m\u00e3os do governo. Foi nessa \u00e9poca que iniciaram o plantio do cacau. As primeiras sementes foram trazidas do Par\u00e1, pois o cacau \u00e9 planta nativa da regi\u00e3o amaz\u00f4nica, pelo franc\u00eas Louis Fr\u00e9d\u00e9ric Warneaux, e plantada na fazenda Cub\u00edculo, \u00e0s margens do rio Pardo, hoje munic\u00edpio de Canavieiras. Naquela \u00e9poca n\u00e3o se tinha conhecimento da import\u00e2ncia do chocolate na alimenta\u00e7\u00e3o e s\u00f3 pensava-se em cultivar a cana-de-a\u00e7\u00facar, que era o que rendia muito. Foi somente na s\u00e9culo seguinte, nas primeiras d\u00e9cadas que os alem\u00e3es chegados \u00e0 regi\u00e3o e, 1821 come\u00e7aram o plantio do cacau como cultura rent\u00e1vel. At\u00e9 1890 foram os estrangeiros que plantaram cacau. A partir desta data \u00e9 que houve uma verdadeira corrida para a ocupa\u00e7\u00e3o das terras.<\/p>\n<p><strong>Cidade de Ilh\u00e9us &#8211; 1881<\/strong>\u00a0Em 28 de junho de 1881 Ilh\u00e9us foi elevada \u00e0 categoria de cidade, numa a\u00e7\u00e3o referendada pelo Marqu\u00eas de Paranagu\u00e1. Em 1913 a cidade foi transformada em bispado. O governo brasileiro doava terras a quem quisesse plantar cacau. Vieram sergipanos e pessoas fugidas da seca do nordeste, do pr\u00f3prio estado e de todo lugar, Em dez anos a popula\u00e7\u00e3o cresceu de uma forma explosiva, plantava-se cacau em abund\u00e2ncia, vieram pessoas buscando o eldorado e a regi\u00e3o mudou seu aspecto. Nesta \u00e9poca come\u00e7aram a construir belos edif\u00edcios p\u00fablicos como o Pal\u00e1cio do Paranagu\u00e1 que abriga at\u00e9 hoje a Prefeitura e a sede da Associa\u00e7\u00e3o Comercial de Ilh\u00e9us; belas casas, como a do &#8220;coronel&#8221; Misael Tavares e a da fam\u00edlia Berbert, uma c\u00f3pia do Pal\u00e1cio do Catete no Rio de Janeiro e muitos outros belos pr\u00e9dios.<\/p>\n<p><strong>Prosperidade<\/strong>\u00a0Na d\u00e9cada de vinte do s\u00e9culo passado, Ilh\u00e9us fervilhava de pessoas, de dinheiro, de luxo e riqueza. Foi constru\u00eddo o pr\u00e9dio do Ilh\u00e9os Hotel (a grafia antiga), o primeiro com elevador no interior do Nordeste, uma obra ainda hoje imponente, e o Teatro Municipal que esteve em ru\u00ednas, mas que foi reformado e \u00e9 considerado um dos mais bem aparelhados do interior do Nordeste e fora das capitais. Ilh\u00e9us sempre primou pelo bom gosto e pelo requinte, sempre teve muita liga\u00e7\u00e3o com a Capital Federal, o Rio de Janeiro (enquanto capital do pa\u00eds) e tamb\u00e9m com a Europa. Em 1921, quando inaugurou, sua casa, o &#8220;coronel&#8221; Misael Tavares ofereceu um banquete e o card\u00e1pio do jantar estava escrito em franc\u00eas. Era comum as fam\u00edlias possu\u00edrem pianos, muitas vezes at\u00e9 de cauda em suas casas e at\u00e9 fazendas. Vinham da Europa nos navios.<\/p>\n<p><strong>Porto de Ilh\u00e9us &#8211; 1924<\/strong>\u00a0A exporta\u00e7\u00e3o de cacau era um problema, pois era feita pelo porto de Salvador. Havia muita dificuldade no embarque e perda de qualidade e de peso. Em 1924, os cacauicultores iniciaram a constru\u00e7\u00e3o do porto de Ilh\u00e9us com recursos pr\u00f3prios, e a exporta\u00e7\u00e3o do cacau come\u00e7ou a ser feita diretamente na cidade, trazendo com isso a presen\u00e7a de estrangeiros e um interc\u00e2mbio cultural com pa\u00edses da Europa. Nesta \u00e9poca vinham dan\u00e7arinas, m\u00e1gicos, e tamb\u00e9m aventurei- ros para divertir as pessoas que possu\u00edam dinheiro.<\/p>\n<p>Havia cabar\u00e9s, clubes noturnos, cassinos. A cidade era movimentada e \u00e9 esta \u00e9poca narrada por Jorge Amado em seus romances. Uma \u00e9poca de muito dinheiro e de muito luxo.<\/p>\n<p><strong>CEPLAC e a UESC<\/strong>\u00a0O grande fluxo financeiro originado pela produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de cacau deu origem a peculiaridades no desenvolvimento da Regi\u00e3o da Costa do Cacau, regi\u00e3o geoestrat\u00e9gica da Bahia. O desenvolvimento da produ\u00e7\u00e3o e a busca por melhor qualidade nesta commodity, levaram as lideran\u00e7as regionais e os produtores a criar a CEPLAC, Comiss\u00e3o Executiva de Desenvolvimento e Preserva\u00e7\u00e3o da Lavoura Cacaueira. Hoje um \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, com importante centro de pesquisa, o CEPEC. A demanda regional por educa\u00e7\u00e3o superior, buscada nas d\u00e9cada de 1940 e 1950 em Salvador, principalmente pelos filhos de coron\u00e9is do cacau, gerou o anseio pela implanta\u00e7\u00e3o de faculdades e institui\u00e7\u00f5es de ensino superior na regi\u00e3o. A UESC, Universida- de Estadual de Santa Cruz, \u00e9 fruto desta demanda, e hoje torna-se refer\u00eancia nordestina em forma\u00e7\u00e3o profissional de n\u00edvel superior, e firma-se como importante institui\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica no nordeste, sendo a segunda da Bahia, somente superada pela UFBA.<\/p>\n<p>A cidade de S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us fica situada em local privilegiado. Recortada por muita \u00e1gua, sua chegada por avi\u00e3o \u00e9 muito bonita e emocionante. O centro da cidade fica localizado numa ilha artificial formada pelos rios Almada, Cachoeira e Itacanoeira (ou Fund\u00e3o) e ainda pelos canais Jacar\u00e9 e Ita\u00edpe, este \u00faltimo constru\u00eddo no final do s\u00e9culo antepassado pelo engenheiro naval Fran\u00e7ois Gaston Lavigne, oficial do ex\u00e9rcito de Napole\u00e3o. Este canal foi constru\u00eddo para facilitar a passagem das canoas que traziam cacau da regi\u00e3o do rio Almada para o embarque no porto. Compondo a \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o ambiental da bacia hidrogr\u00e1fica deste rio, a Lagoa Encantada possui beleza natural \u00edmpar, elevado n\u00edvel de preserva\u00e7\u00e3o ambiental, lindos passeios de barco, com cachoeiras e contato com a natureza.<\/p>\n<p><strong>Vassoura-de-bruxa<\/strong>\u00a0A partir de meados da d\u00e9cada de oitenta, a monocultura cacaueira sofreu um rude golpe na sua caracter\u00edstica principal que era a de gerar muita riqueza. A seca constante provocada pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, os baixos pre\u00e7os internacionais e por \u00faltimo a praga denominada vassoura-de-bruxa, fizeram da cacauicultura uma atividade menos rent\u00e1vel. Se para uns isto representou tristeza e ang\u00fastia, para a regi\u00e3o permitiu que se pensasse em outras atividades rent\u00e1veis. Foi ent\u00e3o que Ilh\u00e9us renasceu, desta vez para o turismo. A implanta\u00e7\u00e3o de projetos industriais e o surgimento do polo de inform\u00e1tica t\u00eam sido tamb\u00e9m alternativas de desenvolvimento. A cidade tem infra-estrutura que permite, melhor que nenhuma outra no Estado, que se desen- volva esta atividade que cada vez mais pessoas no mundo procuram, que \u00e9 o lazer e a vontade de descansar e aliviar o corpo da tens\u00f5es cada vez maiores do trabalho. Hawaizinho, Oliven\u00e7a, Rio do Engenho, s\u00e3o alguns dos pontos tur\u00edsticos que merecem uma visita \u00e0 Ilh\u00e9us. A popula\u00e7\u00e3o gentil e hospitaleira, educados e respeitosos com o turista a mais.<\/p>\n<p><em>fonte: wikipedia<\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Colabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><em><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Ilheense de Cora\u00e7\u00e3o<\/span><\/em><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">\u00a0<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us A hist\u00f3ria de Ilh\u00e9us remonta a \u00e9poca das capitanias heredit\u00e1rias, quando D. Jo\u00e3o III doou vasta extens\u00e3o de terra, 50 l\u00e9guas de largura, ao donat\u00e1rio Jorge de Figueiredo Correia, escriv\u00e3o da corte real. 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