{"id":115534,"date":"2018-05-08T19:24:30","date_gmt":"2018-05-08T22:24:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=115534"},"modified":"2018-05-08T19:24:30","modified_gmt":"2018-05-08T22:24:30","slug":"tempo-tempo-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/05\/08\/tempo-tempo-tempo\/","title":{"rendered":"TEMPO, TEMPO, TEMPO&#8230;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>An\u00edsio Cruz &#8211; maio 2018<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/No-tempo-em-que-era-bonit\u00e3o-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-115056 alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/No-tempo-em-que-era-bonit\u00e3o-1.jpg\" alt=\"\" width=\"155\" height=\"214\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/No-tempo-em-que-era-bonit\u00e3o-1.jpg 426w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/No-tempo-em-que-era-bonit\u00e3o-1-217x300.jpg 217w\" sizes=\"(max-width: 155px) 100vw, 155px\" \/><\/a>Tenho um amigo desde os tempos de faculdade, que afirma: &#8220;o tempo \u00e9 um canalha, que destr\u00f3i tudo&#8221;. Ent\u00e3o ou\u00e7o a m\u00fasica do poeta Renato Russo, em que ele afirma que &#8220;fazemos o nosso pr\u00f3prio tempo&#8221;, e fico a pensar que ambos est\u00e3o certos. Sen\u00e3o vejamos:<\/p>\n<p>o tempo, esse &#8220;vir a ser constante&#8221; em que navegamos, nos proporciona uma maravilhosa aventura durante a nossa vida terrena, ensejando que sejamos paridos, cuidados e amamentados, por seres extraordin\u00e1rios, que s\u00e3o as m\u00e3es que se dedicam a nos proporcionar, diuturnamente, aquilo que necessitamos, desde a mais tenra idade, at\u00e9 o final dos seus dias. O tempo, por sua vez, cumpre o seu papel de nos fazer crescer, e num piscar de olhos, j\u00e1 somos adultos, prontos para tamb\u00e9m procriarmos, na doce tarefa de perpetua\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Renascemos com os nossos filhos, e curtimos cada sorriso, cada gesto, cada l\u00e1grima, ao longo dos dias, exatamente como fizeram conosco os nossos pais. E vamos n\u00f3s, fazendo o tempo da nossa exist\u00eancia que, como numa ampulheta, se esvai, at\u00e9 o \u00faltimo dos gr\u00e3ozinhos, aos quais atribu\u00edmos a medida dos nossos dias.<\/p>\n<p>E onde estar\u00e1 a canalhice do tempo, como diz o meu amigo soteropolitano, se o transcorrer dos dias, \u00e9 uma d\u00e1diva a nos proporcionar tantos motivos para nos encher de alegrias, se olharmos apenas pelo lado bom do espelho? Certamente por entendermos que todas as nossas experi\u00eancias, s\u00e3o ef\u00eameras, e aos poucos v\u00e3o se perdendo no lado opaco do espelho, onde s\u00e3o guardadas as nossas lembran\u00e7as. Algumas delas s\u00e3o t\u00e3o vivas, que nos trazem de volta, as emo\u00e7\u00f5es que nos foram proporcionadas ao viv\u00ea-las. Outras, em que pese o nosso esfor\u00e7o para resgat\u00e1-las, caem no po\u00e7o profundo do esquecimento, e ficam perdidas indefinidamente. Um terceiro grupo de recorda\u00e7\u00f5es, surgem inesperadamente, ao ouvirmos uma m\u00fasica, revermos uma foto, um lugar especial, ou mesmo ao encontrarmos algu\u00e9m que nos foi muito importante.<!--more--><\/p>\n<p>Reencontrei muitas dessas pessoas, nos \u00faltimos anos, e o Facebook foi respons\u00e1vel por muitos desses encontros, pois me fez dar de cara, a qualquer momento, com fotos postadas por amigos comuns, para a minha alegria. Alguns ignoraram, a solicita\u00e7\u00e3o de amizade, por seus motivos pessoais, e voltar\u00e3o \u00e0s nuvens do esquecimento, pois n\u00e3o d\u00e1 para ficarmos a mendigar supostas amizades, que ficaram no passado. \u00c9, a meu ver, quando o tempo se torna canalha, e atropela os relacionamentos interpessoais, para que cada qual siga o seu rumo. A esses, desejo muito boa sorte, e que sejam felizes. Tamb\u00e9m h\u00e1 outros que nos encontram, e retomamos a amizade, cada qual contribuindo para que boas recorda\u00e7\u00f5es surjam, inclusive resgatando outros velhos amigos. Por\u00e9m, h\u00e1 mais um grupo de pessoas que, j\u00e1 partiram, deixando marcas indel\u00e9veis nas nossas vidas, pois foram pessoas construtivas, que muito agregaram ao nosso viver. \u00c9 quando o tempo assume a sua face cruel, por levar de n\u00f3s pessoas queridas. Resta-nos, nesses casos, a esperan\u00e7a de que se cumpram as profecias, e que, ao transpormos o t\u00eanue limiar que nos separa da vida eterna, onde n\u00e3o h\u00e1 medida de tempo, os encontremos todos eles, amigos, parentes, e sobretudo aqueles que nos geraram, e nos trouxeram \u00e0 luz: nossos pais. \u00c9 com tal esperan\u00e7a que, especialmente nesta semana em que se comemora o &#8220;dia das m\u00e3es&#8221;, que deixo o meu melhor abra\u00e7o a todas , com votos de um dia iluminado, e feliz. Cumpra-se o nosso tempo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>An\u00edsio Cruz &#8211; maio 2018 Tenho um amigo desde os tempos de faculdade, que afirma: &#8220;o tempo \u00e9 um canalha, que destr\u00f3i tudo&#8221;. Ent\u00e3o ou\u00e7o a m\u00fasica do poeta Renato Russo, em que ele afirma que &#8220;fazemos o nosso pr\u00f3prio tempo&#8221;, e fico a pensar que ambos est\u00e3o certos. 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