{"id":116723,"date":"2018-07-23T16:14:20","date_gmt":"2018-07-23T19:14:20","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=116723"},"modified":"2018-07-23T16:14:20","modified_gmt":"2018-07-23T19:14:20","slug":"decolores-personagens-folcloricas-ilheenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/07\/23\/decolores-personagens-folcloricas-ilheenses\/","title":{"rendered":"DECOLORES  PERSONAGENS FOLCL\u00d3RICAS ILHEENSES"},"content":{"rendered":"<p class=\"x_MsoNormal\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone \" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010-208x300.jpg\" width=\"157\" height=\"226\" \/>Entre as d\u00e9cadas de 60 a 80 existiram em nossa cidade diversas figuras humanas por demais conhecidas pela comunidade. Todos elas foram respeitadas e receberam tratamento humano\u00a0\u00a0da sociedade.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u00a0CADINHO \u2013 Vivia a caminhar pelas ruas do centro da cidade, sempre trajando uma cal\u00e7a caque, com a barba a fazer, tinha um tic\u00a0\u00a0tic nos olhos, n\u00e3o era de tomar banho e normalmente fazia suas necessidades fisiol\u00f3gicas nas cal\u00e7as. Costumava estar presente nos enterros e quando lhe diziam \u201cOlha a vela\u201d ele se retirava do recinto. Apesar de viver desta maneira por ser \u201cespecial\u201d, sua fam\u00edlia procurava\u00a0\u00a0cuidar de sua apar\u00eancia&#8230; P\u00d3 DE ARROZ &#8211; Era um senhor de meia estatura, branco, cabelos grisalhos gostava de portar um bocapiu (bolsa grande), usava bengala para se defender de quem o zombava, freq\u00fcentava as ruas do centro da cidade e j\u00e1 tinha sua clientela de pedir ajuda aliment\u00edcia e financeira. Certa vez ao passar por uma resid\u00eancia para pegar sua alimenta\u00e7\u00e3o, a dona da casa pediu para que ele varresse o passeio para\u00a0\u00a0\u00a0depois\u00a0\u00a0receber a alimenta\u00e7\u00e3o. N\u00e3o concordando com o pedido bracejou :<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u201cJ\u00e1 est\u00e1 querendo me explorar\u201d&#8230; BURACO \u2013 Conhecido tamb\u00e9m por Seu Antonio, era cego, usava bengala para se guiar, sempre de chap\u00e9u e de terno doados pelas vi\u00favas ap\u00f3s o falecimento do marido. Ele era sempre informado em primeira m\u00e3o do falecimento dos fazendeiros de cacau \u201cos coron\u00e9is\u201d. Ficava bravo quando lhe chamavam de \u201cBuraco ladr\u00e3o\u201d atirava pedra no alvo qualquer, pois n\u00e3o enxergava&#8230;<!--more--><\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">SAPA VEIGA \u2013 Era um jornaleiro conhecido pela sua maneira de viver. Vestia-se de qualquer modo, cabelos desarrumados, p\u00e9s descal\u00e7os. No per\u00edodo de elei\u00e7\u00f5es, se dizia\u00a0\u00a0candidato a Prefeito. Seu palanque era um tamborete de madeira colocado em frente da Casa Brasil, em baixo de um p\u00e9 de figo, onde\u00a0\u00a0tinha sua banca de jornal. Naquele tempo o com\u00e9rcio fechava \u00e0s 12:00h e abria \u00e0s 13:30 e nesse intervalo os comerciantes e comerci\u00e1rios aglomeravam-se no local para ouvir seu discurso \u201ccargas d\u00e1guas\u201d.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">A risada era geral, o povo gostava tanto que marcava outro com\u00edcio para outro dia at\u00e9 chegar \u00e0s elei\u00e7\u00f5es. Chegaram at\u00e9 criar uma musica que era cantada antes do comicio: \u201cViva Sapa Veiga, Viva o Carnaval, Viva Sapa Veiga no cen\u00e1rio nacional\u201d&#8230; NORONHA \u2013 Figura tradicional da \u00e9poca,\u00a0\u00a0circulava pela cidade falando alto e xingando aqueles que o aborreciam : \u201cNoronha est\u00e1 cagado\u201d. Certa vez ao entrar na lancha que ia para o bairro do Pontal, ele avistou o ex-Prefeito Henrique Cardoso e sua esposa. O Prefeito por sua vez ao perceber a situa\u00e7\u00e3o vexat\u00f3ria que possivelmente iria passar, adiantou-se e murmurou nos ouvidos de Noronha: \u201cTome aqui um trocado, mais n\u00e3o xingue p&#8230;. pois\u00a0\u00a0minha esposa esta na lancha\u201d.\u00a0\u00a0Noronha n\u00e3o pestanejando bradou bem alto: \u201dHenriquinho \u00e9 um homem retado, me deu um cruzeiro para eu n\u00e3o xingar p&#8230;&#8230;<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">VIR\u00d3LE \u2013 Foi morador da Rua Fonte da Cruz e gostava de estar sempre preparado para qualquer emerg\u00eancia de salva vida; Nas horas vagas costumava\u00a0exercitar-se nadando na praia da Avenida Soares Lopes, onde procedeu\u00a0\u00a0v\u00e1rios salvamentos. Tinha olhos estufados e de estatura baixa, gostava de participar de atividades et\u00edlicas nos bairros da cidade&#8230; SETE ESPIRITO &#8211;\u00a0\u00a0Segundo\u00a0\u00a0boatos o apelido foi em virtude do mesmo ter sofrido v\u00e1rios acidentes e ter sobrevivido.\u00a0\u00a0Andava pelas ruas parcialmente embriagado e vez em quando dava uma parada brusca e colocava as m\u00e3os para cima, dando um forte espirro&#8230; GABI \u2013 Era alto, moreno, desdentado, usava chap\u00e9u, andava descal\u00e7o e fazia entrega de marmita. Ficava chateado quando algu\u00e9m o chamava de \u201cGabi cad\u00ea Buzu\u201d. Segundo\u00a0\u00a0as m\u00e1s l\u00ednguas, o tal individuo \u201cBuzu\u201d teve um caso amoroso com o entregador de marmita e fora pego em flagrante&#8230; PIRREL \u2013 Tratava-se de um homem escuro, com um bigode enorme, que trabalhava com desentupimento de esgoto, por\u00e9m era muito pregui\u00e7oso e\u00a0\u00a0durante o trabalho costumava conversar com todas\u00a0\u00a0as pessoas que passavam. Da\u00ed \u00e9 que os biribanos o chamavam de\u00a0\u201c\u00ca Pirrel v\u00e1 trabalhar vagabundo\u201d&#8230; MARECHAL MOIS\u00c9S E BERILO \u2013 Um certo comerciante de Ilh\u00e9us costumava invocar as citadas\u00a0\u00a0pessoas iludindo-as\u00a0\u00a0de serem militares por determina\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Guerra. Foi assim que surgiram os Marechais Moises e Berilo que desfilavam pelo com\u00e9rcio da cidade vestidos de militar cheios de medalhas&#8230;<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">MACA\u00daBA \u2013 Era um vendedor de tabocas que saia vendendo pelas ruas da cidade. Usava um gorro de meia,\u00a0\u00a0roupas eram\u00a0\u00a0sujas e sebosas. Os moleques ao passar diziam: \u201cVamos provar?\u201d Era que\u00a0que o cidad\u00e3o\u00a0\u00a0era \u201cgay\u201d e gostava de apreciar a \u201ccoisa\u201d. Segundo \u201cMinha Veia\u201d Maca\u00faba ao receber o pagamento da taboca vendida, pedia ao fregu\u00eas que metesse a m\u00e3o no bolso para pegar o troco e\u00a0\u00a0o bolso era furado e o fregu\u00eas era surpreendido com algo \u201cestranho\u201d&#8230; DURANDO KID \u2013 Era um cidad\u00e3o que vendia coco verde na Rua Dom Pedro\u00a0\u00a0em frente onde \u00e9 hoje a Galeria Itarte. E de tanto ser iludido pelo tal comerciante da Rua Dom Pedro II que parecia com Kirk Douglas do famoso bang bang americano; O\u00a0\u00a0\u201cDurando Kid\u201d\u00a0\u00a0come\u00e7ou a vestir-se de cawboy, portando uma arma de brinquedo \u201ccoldre\u201d. As pessoas que passavam gritavam: \u201cCuidado Kid! \u201c Ele virava-se repentinamente e sacava o revolver \u201catirando\u201d no inimigo.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">E assim fica registrado as historias dos nossos \u201cher\u00f3is\u201d do passado.<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Colabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<\/p>\n<p class=\"x_MsoNormal\">Bacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entre as d\u00e9cadas de 60 a 80 existiram em nossa cidade diversas figuras humanas por demais conhecidas pela comunidade. Todos elas foram respeitadas e receberam tratamento humano\u00a0\u00a0da sociedade. \u00a0CADINHO \u2013 Vivia a caminhar pelas ruas do centro da cidade, sempre trajando uma cal\u00e7a caque, com a barba a fazer, tinha um tic\u00a0\u00a0tic nos olhos, n\u00e3o [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[10],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116723"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116723"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":116725,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116723\/revisions\/116725"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}