{"id":116868,"date":"2018-08-02T13:01:18","date_gmt":"2018-08-02T16:01:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=116868"},"modified":"2018-08-02T13:01:18","modified_gmt":"2018-08-02T16:01:18","slug":"agrissenior-noticias-678-ano-xv-agosto-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/08\/02\/agrissenior-noticias-678-ano-xv-agosto-de-2018\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOTICIAS \u2013 678 \u2013 ANO XV \u2013  AGOSTO de 2018"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"688\" height=\"256\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ativos e incans\u00e1veis<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O Estado de S\u00e3o Paulo, 29 de julho de\u00a0 2018<\/strong><\/p>\n<p>USP, UFMG e PUC-RS formam rede para analisar como alguns idosos com mais de 80 anos mantiveram desempenho cognitivo de pessoas 30 anos mais jovens; pesquisas indicam que manter mente ativa e ser soci\u00e1vel e otimista podem ser caminhos<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/AN.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-116869\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/AN-300x181.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"181\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/AN-300x181.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/AN.jpg 553w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aos 82 anos, a professora aposentada Loyde de Carvalho Fagundes faz hidrogin\u00e1stica, frequenta o clube, faz psicoterapia, escreve poemas e est\u00e1 sempre ligada nas not\u00edcias. Na terceira idade, passou a ter como lema um famoso ditado popular, s\u00f3 que adaptado por ela: \u201cMente vazia, oficina do Alzheimer, por isso tento sempre me ocupar\u201d.<\/p>\n<p>A rotina do engenheiro aposentado Mauricio Jos\u00e9 Tosi Ferreira Lemos, de 85 anos, n\u00e3o \u00e9 menos agitada. Ele \u00e9 conselheiro do condom\u00ednio onde mora, faz aulas de dan\u00e7a, participa de excurs\u00f5es aos fins de semana e acaba de ingressar no curso rep\u00f3rter 60+, voltado para idosos com vontade de aprender um pouco mais sobre jornalismo. \u201cTem gente que \u00e9 caseira. Sou \u2018rueiro\u2019, n\u00e3o gosto de ficar quieto, n\u00e3o\u201d, conta, aos risos.<!--more--><\/p>\n<p>Loyde e Lemos fazem parte de um grupo seleto que come\u00e7ou a ser estudado nos \u00faltimos meses por uma rede formada por tr\u00eas institui\u00e7\u00f5es de pesquisa brasileiras: as Universidades de S\u00e3o Paulo (USP), Federal de Minas (UFMG) e Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS).<\/p>\n<p>No fim do ano passado, elas se uniram para tentar descobrir os segredos dos chamados superidosos \u2013 indiv\u00edduos com mais de 80 anos que apresentam desempenho cognitivo, principalmente no campo da mem\u00f3ria, compat\u00edvel com o de uma pessoa 20 ou 30 anos mais jovem.<\/p>\n<p>Com o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o e o aumento do n\u00famero de pessoas com mais de 80 anos, os pesquisadores querem entender o que faz os c\u00e9rebros dos superidosos serem mais resistentes aos efeitos do avan\u00e7o da idade, investiga\u00e7\u00e3o que pode dar pistas sobre como prevenir ou adiar quadros de Alzheimer ou outras dem\u00eancias.<\/p>\n<p>\u201cEstudar isso abre a perspectiva de saber se essa caracter\u00edstica \u00e9 mero acaso ou se h\u00e1 algo ao longo da vida que fez com que esses superidosos obtivessem um envelhecimento bem-sucedido. Queremos saber se \u00e9 s\u00f3 gen\u00e9tica ou se h\u00e1 algo mais\u201d, destaca Ricardo Nitrini, professor de Neurologia da USP. \u201cEm vez de se estudar s\u00f3 os indiv\u00edduos com dem\u00eancia e ver o que de ruim fizeram, a ideia \u00e9 pegar um indiv\u00edduo que est\u00e1 bem e descobrir o que de bom ele fez.\u201d<\/p>\n<p>Ele e seu doutorando, o neurologista do Hospital das Cl\u00ednicas Adalberto Studart Neto, j\u00e1 est\u00e3o estudando dois casos identificados como superidosos e buscam mais volunt\u00e1rios. \u201cO tema tem despertado cada vez mais interesse na comunidade cient\u00edfica, mas a dificuldade \u00e9 encontr\u00e1-los. S\u00e3o raros, por isso juntamos esfor\u00e7os com outros grupos, para ter uma casu\u00edstica maior\u201d, explica Nitrini.<\/p>\n<p>Segundo Studart Neto, os primeiros testes realizados pelos grupos para identificar superidosos s\u00e3o os neuropsicol\u00f3gicos, capazes de mostrar o desempenho desses pacientes em v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es cerebrais. \u201cO principal teste que se usa \u00e9 o RAVLT (teste de aprendizagem auditivo-verbal de Rey, na sigla em ingl\u00eas), que avalia a mem\u00f3ria tardia espont\u00e2nea. A pessoa \u00e9 exposta a 15 palavras por cinco vezes; em seguida entra em contato com outras palavras e, ap\u00f3s 30 minutos, tem de repetir as 15 palavras iniciais\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Com a perda da capacidade de memoriza\u00e7\u00e3o, natural ao envelhecimento, o esperado para a faixa dos 80 anos \u00e9 que os participantes recordem de sete a oito palavras, mas, entre os superidosos, a m\u00e9dia de memoriza\u00e7\u00e3o \u00e9 de mais de dez palavras \u2013 desempenho compat\u00edvel com o de algu\u00e9m de 50 a 60 anos.<\/p>\n<p>Na PUC-RS, primeira a iniciar os estudos com superidosos, em 2015, j\u00e1 h\u00e1 dez com alto desempenho cognitivo. A experi\u00eancia do grupo, liderado pelo neurocientista Jaderson Costa da Costa, diretor do Instituto do C\u00e9rebro do Rio Grande do Sul, os levou a mudar concep\u00e7\u00f5es. \u201cO conceito de superagers (em ingl\u00eas) foi criado nos<\/p>\n<p>Estados Unidos. Por isso, em consenso com os professores Nitrini e Paulo Caramelli (UFMG), adaptamos a defini\u00e7\u00e3o para o cen\u00e1rio brasileiro, considerando superidosos os maiores de 75 anos com desempenho cognitivo de pessoas mais jovens\u201d, diz Wyllians Vendramini Borelli, da PUC-RS.<\/p>\n<p>Com as investiga\u00e7\u00f5es no Pa\u00eds e no exterior, j\u00e1 h\u00e1 pistas sobre as caracter\u00edsticas dos idosos de alto desempenho. Algumas \u00e1reas do c\u00e9rebro relacionadas a mem\u00f3ria e motiva\u00e7\u00e3o, por exemplo, s\u00e3o mais desenvolvidas ou ativas nos superidosos (veja quadro). Na parte comportamental, eles s\u00e3o, na maioria, ativos, otimistas e soci\u00e1veis.<\/p>\n<p>Para Loyde e Lemos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas: cabe\u00e7a ocupada e uma vida feliz pelo menos contribu\u00edram para a mem\u00f3ria excepcional. \u201cPosso dizer que o que fiz na minha vida me ajudou. Sempre tive muitos amigos, busquei boa sa\u00fade, me interessei em ampliar minha cultura\u201d, conta o aposentado.Loyde diz que exig\u00eancias que a vida lhe imp\u00f4s renderam bons frutos. \u201cTive oito filhos, trabalhava fora como professora, tinha de cuidar deles e preparar as aulas e ainda fiquei vi\u00fava cedo. Isso me obrigou a ter uma vida bem ativa. E \u00e9 nisso em que acredito: para ficar forte, tem de preparar o c\u00e9rebro: ele estar sempre bem cultivado.\u201d<\/p>\n<p><strong><em>(Enviada por Luiz Ten\u00f3rio Ferreira)<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>A <em>CAIPIRINHA <\/em>E UMA BATIDA CHAMADA <em>RUCU-RUCU<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Marcelo C\u00e2mara<\/em><\/strong><\/p>\n<p>V\u00e1rias vezes me perguntaram quando, como e onde nasceu a Caipirinha, quando surgiram as batidas de frutas que t\u00eam como base a Cacha\u00e7a. Ou quem inventou a batida de lim\u00e3o. Um ping\u00f3filo amigo sempre repetia quando um problema o amea\u00e7ava: \u201cComo dizia Napole\u00e3o, a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 batida de lim\u00e3o\u201d. Eu acredito que tanto a Caipirinha quanto as batidas de Cacha\u00e7a com frutas surgiram logo depois de a Cacha\u00e7a nascer em plena Mata Atl\u00e2ntica, no litoral norte de S\u00e3o Paulo, no in\u00edcio do s\u00e9culo XVI. Os primeiros provadores e bebedores do \u201cvinho de mel de cana\u201d em S\u00e3o Vicente tinham, em seu redor, exuberantes, dezenas de esp\u00e9cies de frutas tropicais, perfeitas para a mistura com a aguardente, mel ou a\u00e7\u00facar. A experi\u00eancia da mistura foi natural. Esta \u00e9 uma dedu\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica natural, aplicando-se a L\u00f3gica \u00e0 Hist\u00f3ria. A refer\u00eancia mais antiga que encontrei sobre o assunto \u00e9 recente. O guarda-marinha ingl\u00eas Edward Wilberforce, embarcado no navio\u00a0 <em>Geyser<\/em>, da Marinha Real Inglesa, que tinha por objetivo o combate ao tr\u00e1fico, \u00e9 o autor do livro <em>Brazil Viewed Through a Naval Glass: With Notes on Slavery and The Slave Trade (O Brasil visto por uma luneta naval: com notas sobre a escravid\u00e3o e o tr\u00e1fico de escravos). <\/em>O texto foi finalizado em outubro de 1855. O livro, editado em Londres no ano seguinte. O <em>Geyser <\/em>patrulhou a costa brasileira de 1851 a 1855. Wilberfoce reserva um cap\u00edtulo inteiro da sua obra para narrar a alegria da tripula\u00e7\u00e3o quando teve permiss\u00e3o para ir a terra, na Praia das Laranjeiras, no litoral sul de Paraty. E que alegria era essa? Por que a tripula\u00e7\u00e3o exultou em descer na Laranjeiras? Pela narrativa detalhada do Wilberforce, a tripula\u00e7\u00e3o, incluindo os oficiais, num dia entre fevereiro e mar\u00e7o de 1851, refresca-se, refestela-se, com muita agita\u00e7\u00e3o, alvoro\u00e7o at\u00e9, ao ir a terra chupar laranjas e beber <em>grog<\/em>. Beber <em>grog <\/em>significa beber aguardente misturada \u00e0 \u00e1gua, ao lim\u00e3o e ao a\u00e7\u00facar. \u201c<em>Grog<\/em>\u201d tamb\u00e9m pode ser traduzido como qualquer bebida forte, qualquer destilado, puro com \u00e1gua e lim\u00e3o, com ou sem a\u00e7\u00facar; o rum puro ou o rum com \u00e1gua e lim\u00e3o, com ou sem a\u00e7\u00facar. Mas \u00e9 inimagin\u00e1vel que na Praia das Laranjeiras, em Paraty, a tripula\u00e7\u00e3o de Wilberforce tenha descido a terra para beber rum com \u00e1gua e lim\u00e3o, com ou sem a\u00e7\u00facar. A aguardente nativa e existente naquela praia, a \u201cBa\u00eda das Laranjeiras\u201d, \u201c<em>Orange Bay<\/em>\u201d, como Wilberforce chama aquele s\u00edtio, \u00e9 a famosa \u201cparaty\u201d, aguardente de cana-de-a\u00e7\u00facar superior, feita na regi\u00e3o, que, dois s\u00e9culos antes, j\u00e1 era distinta, melhor e mais cara do que todas as \u201caguardentes da terra\u201d ou \u201cjeribitas\u201d, fabricadas e de uso generalizado em todos os cantos da Col\u00f4nia, depois Vice-Reino e, \u00e0 \u00e9poca, Imp\u00e9rio do Brasil. Beber <em>grog<\/em>, ou seja, paraty misturada com \u00e1gua, lim\u00e3o, com ou sem a\u00e7\u00facar, \u00e9 o que Wilberforce descreve efusivamente em sua obra, num cen\u00e1rio tropical, de natureza exuberante, onde flora, fauna, geografia fascinante, tudo era novidade, prazer e \u00eaxtase. O <em>Geyser <\/em>havia deixado a Londres urbana e fria em novembro de 1850, antes do terr\u00edvel inverno. A tripula\u00e7\u00e3o bebeu bastante, a alegria foi contagiante e generalizada. Trata-se do primeiro registro bibliogr\u00e1fico, pelo menos que eu conhe\u00e7a, do consumo da mistura Cacha\u00e7a + \u00e1gua + lim\u00e3o + a\u00e7\u00facar, feito no Brasil. Este \u00e9 o primeiro registro de uma mistura que mais se aproxima do que ir\u00edamos chamar, a partir do s\u00e9culo XX, de Caipirinha, o drinque brasileiro por excel\u00eancia. Mas nem por isso eu cometeria a leviandade de afirmar que a Caipirinha nasceu na Praia das Laranjeiras, em Paraty, em 1851. A Caipirinha, as batidas em todos os cantos do Brasil, os bate-bates nordestinos de Cacha\u00e7a com frutas, s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es, como disse acima, segundo a minha dedu\u00e7\u00e3o, de que tais misturas nasceram, naturalmente, contempor\u00e2neas \u00e0 pr\u00f3pria Cacha\u00e7a, na Mata Atl\u00e2ntica, na Capitania de S\u00e3o Vicente, no s\u00e9culo XVI. Depois, se repetiram e se multiplicaram em todas as terras de consumo, nos arredores de todos os engenhos da Col\u00f4nia, nos arraiais, freguesias, aldeias, vilas e cidades. Muito mais, \u00e9 claro, como busca de prazer, de sair da realidade, e de animar festas, \u201cesquentar\u201d reuni\u00e3o, divers\u00e3o ou lazer; e, muito menos, o uso da Cacha\u00e7a com finalidade medicinal, de cura, o que tamb\u00e9m era usual.<\/p>\n<p>Documento de 1856, o engenheiro civil Jo\u00e3o Pinto Gomes Lamego, respondendo a um of\u00edcio do presidente da C\u00e2mara do munic\u00edpio, justificava o destino que dera ao volume de aguardente a uma \u201cferia\u201d de trabalhadores, erra ferozmente. O engenheiro explica que serviu \u201caguardente temperada com \u00e1gua, a\u00e7\u00facar e lim\u00e3o\u201d, em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, aos trabalhadores que labutavam na obra de um cemit\u00e9rio, lugar que considerava insalubre. Segundo o engenheiro, fez isso para evitar que os trabalhadores, \u201csuados do trabalho\u201d poderiam \u201csofrer algum outro mal\u201d, al\u00e9m da c\u00f3lera que grassava naquela quadra na cidade, pois a \u00e1gua era o principal ve\u00edculo transmissor da doen\u00e7a. Ap\u00f3s ler a justificativa de Lamego, concluiu-se que \u201c<em>a Caipirinha nasceu em Paraty<\/em>\u201d. Ora, em primeiro lugar a receita do engenheiro de Paraty n\u00e3o era uma receita de Caipirinha, como desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX \u00e9 denominado o drinque que consiste em macerar o lim\u00e3o com casca em peda\u00e7os com a Cacha\u00e7a, obtendo-se o suco e o sumo da fruta, adicionando-se a\u00e7\u00facar, permanecidos os despojos da fruta no fundo do copo. Em segundo lugar, essa mistura do engenheiro, se algu\u00e9m insiste em assim considerar Caipirinha ou assim cham\u00e1-la, j\u00e1 tinha sido registrada, como vimos, por Wilberforce, seis anos antes do engenheiro Lamego, na Praia das Laranjeiras, em 1851. Somente registrada. N\u00e3o criada ou inventada por algum tripulante do <em>Geyser <\/em>ou algum morador do lugar. Prim\u00e1rio e grave equ\u00edvoco assim concluir. Para mim, insisto, a exist\u00eancia da Caipirinha j\u00e1 era velha nessa data, tinha mais de tr\u00eas s\u00e9culos, conhecida e consumida desde o nascimento da Cacha\u00e7a no s\u00e9culo XVI, como j\u00e1 escrevi nesta obra. A denomina\u00e7\u00e3o \u201cCaipirinha\u201d somente se consolida com a Semana de Arte Moderna, mas \u00e9 \u201crem\u00e9dio\u201d desde o s\u00e9culo XVII, informam os livros de Farmacopeia do Brasil Col\u00f4nia.<\/p>\n<p>Portanto, a afirma\u00e7\u00e3o segundo a qual \u201c<em>a Caipirinha nasceu em Paraty<\/em>\u201d \u00e9 pura prestidigita\u00e7\u00e3o paroquial, esfor\u00e7o de paroquiano desejoso de promover a par\u00f3quia, que n\u00e3o resiste a mais singela cr\u00edtica. A tese, segundo a qual a Caipirinha nasceu em Paraty, n\u00e3o se sustenta e \u00e9 resultado contr\u00e1rio \u00e0s mais elementares e b\u00e1sicas condutas, crit\u00e9rios e m\u00e9todos pr\u00f3prios da Pesquisa e da Historiografia Cient\u00edfica, empenhada em registrar, interpretar e enunciar, com seriedade, corre\u00e7\u00e3o e zelo, fato digno de interesse e import\u00e2ncia civilizat\u00f3ria. A criatividade brasileira para usar a Cacha\u00e7a na cozinha, na copa e no bar \u00e9 infinita, especialmente com as frutas da terra. No Nordeste, batida \u00e9 chamada, como disse, de \u201cbate-bate\u201d. Em Paraty, em meados da d\u00e9cada de 1960, mais de um s\u00e9culo depois da narrativa de Wilberforce, eu me apaixonei por uma \u201cbatida motorizada\u201d, criada pelo saudoso e querido <em>Dito <\/em>Coup\u00ea (Benedito Telmo Coup\u00ea), dono do tradicional\u00edssimo <em>Bar do Dito<\/em>, que fica na Pra\u00e7a Monsenhor H\u00e9lio Pires, a Pra\u00e7a da Matriz, no centro da cidade. Pedia-se no balc\u00e3o: \u201cUma batida de lim\u00e3o no liquidificador, por favor\u201d. Quando n\u00e3o era o <em>Seu Dito <\/em>quem preparava a bebida, era o <em>Mixaria <\/em>(Jonas Virgulino Pacheco), empregado de confian\u00e7a. O popular <em>Zezeca <\/em>(Jos\u00e9 Benedito Nunes da Silva) batizou a bebida de <em>Rucu-rucu<\/em>, onomatopeia que imitava o barulho que o velho liquidificador fazia ao bater o drinque. Hoje, no Bar do Dito, n\u00e3o existe mais o <em>Rucu-rucu<\/em>, por\u00e9m eu divulgo a batida que os meus amigos chamam de <em>Marcelina<\/em>, por causa da minha paix\u00e3o por ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PENSAMENTO DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A POESIA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<h4 style=\"text-align: center;\"><em>I Madre Tereza de Calcut\u00e1 &#8211; \u00a0II Marcelo Rondoni<\/em><\/h4>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>I<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">N\u00e3o AME pela beleza,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">pois um dia ela acaba!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">N\u00e3o AME por admira\u00e7\u00e3o,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">pois um dia voc\u00ea se decepciona&#8230;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">AME apenas!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Pois o tempo nunca acabar\u00e1<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">com um amor sem explica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>II<\/strong><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Nunca deixe de abrir uma nova porta&#8230;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Por ela podem entrar amigos inesperados&#8230;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">amores verdadeiros&#8230;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">aventuras inesquec\u00edveis&#8230;.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">E n\u00e3o se esque\u00e7a&#8230;<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">principalmente de manter<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">a janela bem aberta.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">Ela trar\u00e1 ao fim de cada<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">dia um lindo P\u00f4r do Sol.<\/h3>\n<h3 style=\"text-align: center;\">E a certeza que vale a pena viver&#8230;<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A PIADA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Comecei uma dieta: cortei a bebida e as comidas pesadas e em 14 dias perdi duas semanas (<strong>Tim Maia)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Acessar:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\"><strong><em>www.r2cpress.com.br<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ativos e incans\u00e1veis O Estado de S\u00e3o Paulo, 29 de julho de\u00a0 2018 USP, UFMG e PUC-RS formam rede para analisar como alguns idosos com mais de 80 anos mantiveram desempenho cognitivo de pessoas 30 anos mais jovens; pesquisas indicam que manter mente ativa e ser soci\u00e1vel e otimista podem ser caminhos Aos 82 anos, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[38],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116868"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=116868"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116868\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":116870,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/116868\/revisions\/116870"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=116868"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=116868"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=116868"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}