{"id":117151,"date":"2018-08-24T13:25:29","date_gmt":"2018-08-24T16:25:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=117151"},"modified":"2018-08-24T13:26:15","modified_gmt":"2018-08-24T16:26:15","slug":"agrissenior-noticias-edicao-682-ano-xv-no-06-agosto-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/08\/24\/agrissenior-noticias-edicao-682-ano-xv-no-06-agosto-de-2018\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOTICIAS &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 682 \u2013 ANO XV &#8211; N\u00ba 06 \u2013  agosto de 2018"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone \" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"594\" height=\"221\" \/><\/p>\n<h3 style=\"text-align: center;\">DA ARTE DE NASCER E VIVER<\/h3>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Annibal Augusto Gama<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bban.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-117152\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bban-300x160.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"160\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bban-300x160.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/08\/bban.jpg 517w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Voc\u00ea est\u00e1 instalado confortavelmente no ventre da m\u00e3e, que lhe prov\u00e9m de tudo, no morno entorno do \u00fatero, e ainda assim, de vez em quando lhe d\u00e1 uns coices.<\/p>\n<p>Voc\u00ea come\u00e7ou de um ovo, com a uni\u00e3o do espermatozoide com o \u00f3vulo. A princ\u00edpio, era uma coisa insignificante, e chegou a ser quase um peixe, com guelras. Foi evoluindo para a forma humana, enquanto a barriga da m\u00e3e tamb\u00e9m estufava cada vez mais.<\/p>\n<p>At\u00e9 que nove meses depois (ou menos, para alguns apressadinhos), come\u00e7aram em torno de voc\u00ea uns empurr\u00f5es para bot\u00e1-lo para fora, quando n\u00e3o sabia ainda que havia um fora, mas s\u00f3 um dentro. Os empurr\u00f5es tornaram-se insuport\u00e1veis, at\u00e9 que voc\u00ea botou a cabe\u00e7a para fora, e algu\u00e9m o agarrou pelo pesco\u00e7o e pelos ombros e o arrancou do lugar onde voc\u00ea estava antes t\u00e3o bem.<\/p>\n<p>Este parteiro, ou parteira, ainda por cima, segurando-o pelos p\u00e9s, d\u00e1-lhe umas palmadas na bunda, para que voc\u00ea chore e respire. Foi a primeira agress\u00e3o que voc\u00ea sofreu, das muitas que receber\u00e1 ainda durante o resto da vida. Cortaram-lhe ent\u00e3o o cord\u00e3o umbilical e o amarraram, para que voc\u00ea se desligasse de sua m\u00e3e, que estava inundada de suor e gemia. Limpado, foi embrulhado e posto nos bra\u00e7os da m\u00e3e, que logo lhe ofereceria os seios t\u00fargidos, para que voc\u00ea mamasse.<!--more--><\/p>\n<p>Mais alguns dias, e voc\u00ea j\u00e1 mama com furor, o leite escorrendo da boca, e ainda d\u00e1 umas cabe\u00e7adas naqueles seios, para que saia mais leite. Depois, outra palmadinha nas costas, e voc\u00ea arrota. \u00c9 um menino! Ou \u00e9 uma menina! gritaram as pessoas em torno. E voc\u00ea quase imediatamente recebe um nome que n\u00e3o escolheu, e t\u00e3o desastrosamente \u00e0s vezes escolhido, que voc\u00ea o carregar\u00e1 com vergonha pelos anos a fora.<\/p>\n<p>Principia ent\u00e3o suportar a burocracia em que estar\u00e1 envolvido durante anos e anos: voc\u00ea vai ser registrado no Cart\u00f3rio das Pessoas Naturais, e batizado numa igreja e numa religi\u00e3o de que nunca ouviu falar.<\/p>\n<p>Ainda bem que, nos primeiros meses, voc\u00ea apenas mame, dorme, chore e desperte. E come\u00e7a ent\u00e3o a enxergar. V\u00ea vultos ao seu redor, e que logo se delinear\u00e3o, e voc\u00ea reconhece primeiramente a sua m\u00e3e, pelo seu cheiro, e pelo calor de seu corpo.<\/p>\n<p>Escuta barulhos, estouros e, para acalm\u00e1-lo, metem-lhe um bico de borracha na boca, at\u00e9, que j\u00e1 mais crescidinho, retiram-lhe o bico, e voc\u00ea vai aprendendo confusamente que a vida \u00e9 uma nega\u00e7\u00e3o das coisas de que gostava.<\/p>\n<p>As pessoas ent\u00e3o come\u00e7am a ensin\u00e1-lo a falar a sua l\u00edngua, as palavras. Voc\u00ea aprende o alem\u00e3o, o franc\u00eas, o italiano, ou o portugu\u00eas, conforme o lugar em que nasceu. Aprende tamb\u00e9m palavr\u00f5es, mas imediatamente o repreendem ou lhe d\u00e3o palmadas, se os repetir.<\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 se arrasta pelo ch\u00e3o e, logo mais, come\u00e7ar\u00e1 a ficar de p\u00e9, como os outros. Enquanto isso, in\u00e1bil, leva tombos.<\/p>\n<p>J\u00e1 enxerga, fora, as \u00e1rvores, os passarinhos; v\u00ea a chuva que cai; sente o calor\u00e3o do Ver\u00e3o e o frio do Inverno. Vestem-no de roupa.<\/p>\n<p>Familiariza-se com os bichos, com o cachorro, com o gato, com as galinhas e com o galo. Tamb\u00e9m, j\u00e1 est\u00e1 comendo, \u00e0s colheiradas, papinhas, pois o leite dos seios da m\u00e3e vai sendo cortado. Recebe presentes, como o ursinho de pel\u00facia. Recebe tamb\u00e9m belisc\u00f5es inexplic\u00e1veis. \u00c9-lhe imposto saber que existem regras a ser observadas, e que voc\u00ea n\u00e3o o fez. \u00c9 proibido mijar na cama.<\/p>\n<p>Alguns anos a mais, voc\u00ea \u00e9 levado \u00e0 escola, para aprender besteiras. Mais tarde ainda, ouvir\u00e1 falar do Bin\u00f4mio de Newton, e da hipotenusa. E ter\u00e1 de se defender dos meninos mais crescidos, que o agridem.<\/p>\n<p>J\u00e1 ent\u00e3o, sabe ler e escrever, e escreve nos muros.<\/p>\n<p>De cal\u00e7as compridas, admoestam-no de que \u00e9 preciso trabalhar, para viver. E se voc\u00ea recalcitra, exclamam: \u201cV\u00e1 trabalhar, vagabundo!\u201d E chegam a bot\u00e1-lo para fora de casa.<\/p>\n<p>Ter\u00e1 ent\u00e3o sabido que existe o sexo. Que voc\u00ea tem um p\u00eanis ou uma vagina. Que h\u00e1 o tal de orgasmo, e que \u00e9 assim tamb\u00e9m que se fazem os filhos.<\/p>\n<p>Voc\u00ea encontrou uma sociedade j\u00e1 constitu\u00edda, e um Estado. Est\u00e1 sujeito a ele, \u00e0 pol\u00edcia, ao patr\u00e3o. A ordem \u00e9 obedecer.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m o pecado e outras restri\u00e7\u00f5es. Amea\u00e7am-no com o inferno. E h\u00e1 doen\u00e7as inevit\u00e1veis, e o envelhecimento.<\/p>\n<p>E voc\u00ea afinal morre, sem ter aprendido muito bem esta dura arte de viver.<\/p>\n<h3>TOP 10 CURIOSIDADES SOBRE MEIO AMBIENTE<\/h3>\n<p>1.No planeta estima-se que existam 4 600 esp\u00e9cies de mam\u00edferos, 31000 esp\u00e9cies de peixes e mais de 900000 esp\u00e9cies de insetos, muitos dos quais ainda n\u00e3o est\u00e3o identificados.<\/p>\n<p>2.Estima-se que em cada ano se extinguem de 17000 a 25000 esp\u00e9cies de seres vivos em todo o Mundo. S\u00f3 na Europa h\u00e1 cerca de 1500 plantas em risco de extin\u00e7\u00e3o ou j\u00e1 extintas.<\/p>\n<p>3.A preserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies aut\u00f3ctones \u00e9 absolutamente necess\u00e1ria. Nos Estados Unidos da Am\u00e9rica s\u00f3 s\u00e3o cultivadas duas esp\u00e9cies de feij\u00e3o verde e no Canad\u00e1 50% do trigo cultivado \u00e9 de uma s\u00f3 variedade. Na Europa, de 145 ra\u00e7as aut\u00f3ctones de gado 115 est\u00e3o em perigo de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>4.Todos os anos s\u00e3o destru\u00eddos mais de 13 milh\u00f5es de hectares de floresta tropical. Se as contas forem feitas, isto representa a destrui\u00e7\u00e3o de 35 mil hectares por dia, 1500 hectares por hora e 25 hectares por minuto.<\/p>\n<p>5.A polui\u00e7\u00e3o dos rios e oceanos pode ser a causa da redu\u00e7\u00e3o de muitas popula\u00e7\u00f5es animais. \u00c9 o que se pensa estar a acontecer com a popula\u00e7\u00e3o de beluga ou baleia-branca, no canal de S\u00e3o Loren\u00e7o, no Canad\u00e1. Pensa-se que em 1900, mais de 5000 animais viviam nesta zona, mas atualmente estima-se que a popula\u00e7\u00e3o esteja reduzida a apenas 450 indiv\u00edduos. Pesquisadores acreditam que o lixo t\u00f3xico lan\u00e7ado pelas ind\u00fastrias situadas ao longo do rio ser\u00e1 a causa de mortalidade destes animais, j\u00e1 que exames aos seus corpos revelam altos n\u00edveis de produtos qu\u00edmicos nocivos, como policlorados, DDT, merc\u00fario e c\u00e1dmio.<\/p>\n<p>6.Muitas esp\u00e9cies de tubar\u00e3o encontram-se amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. A lista de esp\u00e9cies em perigo incluem o tubar\u00e3o-martelo e o tubar\u00e3o-azul, que desaparecem a um ritmo de 50000 animais por ano, apanhados &#8220;acidentalmente&#8221; em anz\u00f3is nas costais do Havai.<\/p>\n<p>7.A pesca do bacalhau caiu, entre 1968 e 1992, cerca de 70%, n\u00e3o por um aumento da consci\u00eancia ecol\u00f3gica, mas devido ao estado debilitado dos stocks pesqueiros.<\/p>\n<p>8.As popula\u00e7\u00f5es de garoupa est\u00e3o em franco decl\u00ednio, devido \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o dos recifes de coral no mundo inteiro. Por exemplo, nas Filipinas, os corais s\u00e3o envenenados com cianeto para a captura deste peixe.<\/p>\n<p>9.A tartaruga-verde, que existe nas costas do Brasil, est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o. Em cada mil nascimentos, apenas uma ou duas sobrevivem.<\/p>\n<p>10.Os rios amaz\u00f4nicos s\u00e3o os rios com maior diversidade de esp\u00e9cies de peixe no mundo. J\u00e1 foram descritas mais de 1500 esp\u00e9cies, mas estima-se que existam pelo menos o dobro. Este n\u00famero \u00e9 quinze vezes maior do que o n\u00famero de esp\u00e9cies encontradas nos rios da Europa.<\/p>\n<p><strong><em>Fonte: http:\/\/naturlink.sapo.pt<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong>MEU IDEAL SERIA ESCREVER&#8230;<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Rubem Braga<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong>Meu ideal seria escrever uma hist\u00f3ria t\u00e3o engra\u00e7ada que aquela mo\u00e7a que est\u00e1 doente naquela casa cinzenta quando lesse minha hist\u00f3ria no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse &#8212; &#8220;ai meu Deus, que hist\u00f3ria mais engra\u00e7ada!&#8221;. E ent\u00e3o a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou tr\u00eas amigas para contar a hist\u00f3ria; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de v\u00ea-la t\u00e3o alegre. Ah, que minha hist\u00f3ria fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de mo\u00e7a reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o pr\u00f3prio riso, e depois repetisse para si pr\u00f3pria &#8212; &#8220;mas essa hist\u00f3ria \u00e9 mesmo muito engra\u00e7ada!&#8221;.<\/p>\n<p>Que um casal que estivesse em casa mal-humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal tamb\u00e9m fosse atingido pela minha hist\u00f3ria. O marido a leria e come\u00e7aria a rir, o que aumentaria a irrita\u00e7\u00e3o da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua m\u00e1 vontade, tomasse conhecimento da hist\u00f3ria, ela tamb\u00e9m risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.<\/p>\n<p>Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha hist\u00f3ria chegasse &#8212; e t\u00e3o fascinante de gra\u00e7a, t\u00e3o irresist\u00edvel, t\u00e3o colorida e t\u00e3o pura que todos limpassem seu cora\u00e7\u00e3o com l\u00e1grimas de alegria; que o comiss\u00e1rio do distrito, depois de ler minha hist\u00f3ria, mandasse soltar aqueles b\u00eabados e tamb\u00e9m aqueles pobres mulheres colhidas na cal\u00e7ada e lhes dissesse &#8212; &#8220;por favor, se comportem, que diabo! Eu n\u00e3o gosto de prender ningu\u00e9m!&#8221; . E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espont\u00e2nea homenagem \u00e0 minha hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, e fosse atribu\u00edda a um persa, na Nig\u00e9ria, a um australiano, em Dublin, a um japon\u00eas, em Chicago &#8212; mas que em todas as l\u00ednguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chin\u00eas muito pobre, muito s\u00e1bio e muito velho dissesse: &#8220;Nunca ouvi uma hist\u00f3ria assim t\u00e3o engra\u00e7ada e t\u00e3o boa em toda a minha vida; valeu a pena ter vivido at\u00e9 hoje para ouvi-la; essa hist\u00f3ria n\u00e3o pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que j\u00e1 estivesse morto; sim, deve ser uma hist\u00f3ria do c\u00e9u que se filtrou por acaso at\u00e9 nosso conhecimento; \u00e9 divina&#8221;.<\/p>\n<p>E quando todos me perguntassem &#8212; &#8220;mas de onde \u00e9 que voc\u00ea tirou essa hist\u00f3ria?&#8221; &#8212; eu responderia que ela n\u00e3o \u00e9 minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal come\u00e7ara a contar assim: &#8220;Ontem ouvi um sujeito contar uma hist\u00f3ria&#8230;&#8221;.<\/p>\n<p>E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda a minha hist\u00f3ria em um s\u00f3 segundo, quando pensei na tristeza daquela mo\u00e7a que est\u00e1 doente, que sempre est\u00e1 doente e sempre est\u00e1 de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.<\/p>\n<p><strong>O PENSAMENTO DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Fa\u00e7a as coisas mais dif\u00edceis enquanto s\u00e3o f\u00e1ceis e fa\u00e7a as grandes enquanto s\u00e3o pequenas. Uma jornada de 1000 milhas deve come\u00e7ar com um \u00fanico passo&#8221; Lao Ts\u00e9<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A POESIA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>AQUI TE AMO<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Pablo Neruda<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u00a0<\/em>Aqui eu te amo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Nos escuros pinheiros se desenla\u00e7a o vento.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Fosforesce a lua sobre as \u00e1guas errantes.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Andam dias iguais a perseguir-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Define-se a n\u00e9voa em dan\u00e7antes figuras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Uma gaivota de prata se desprende do ocaso.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c0s vezes uma vela. Altas, altas, estrelas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ou a cruz negra de um barco.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">S\u00f3.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c0s vezes amanhe\u00e7o, e minha alma est\u00e1 \u00famida.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Soa, ressoa o mar distante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Isto \u00e9 um porto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Aqui eu te amo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Aqui eu te amo e em v\u00e3o te oculta o horizonte.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u00c0s vezes v\u00e3o meus beijos nesses barcos solenes,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">que correm pelo mar rumo a onde n\u00e3o chegam.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">J\u00e1 me creio esquecido como estas velha \u00e2ncoras.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">S\u00e3o mais tristes os portos ao atracar da tarde.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Cansa-se minha vida inutilmente faminta..<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Eu amo o que n\u00e3o tenho. E tu est\u00e1s t\u00e3o distante.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Meu t\u00e9dio mede for\u00e7as com os lentos crep\u00fasculos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Mas a noite enche e come\u00e7a a cantar-me.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A lua faz girar sua arruela de sonho.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Olham-me com teus olhos as estrelas maiores.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E como eu te amo, os pinheiros no vento,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">querem cantar o teu nome, com suas folhas de cobre.<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p><strong>A PIADA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p><strong>CASAMENTO DA BASTIANA COM Z\u00c9 LEITE<\/strong><\/p>\n<p>A Bastiana, esposa de Z\u00e9 do Leite de Bodoc\u00f3, ia pela rua de Ouricuri \u2013 PE, quando cruzou com o sacerdote. O padre disse-lhe:<\/p>\n<p>&#8211; Bom dia. Por acaso voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 a Bastiana?, a quem casei j\u00e1 h\u00e1 dois anos na minha antiga diocese em Bodoc\u00f3?<\/p>\n<p>Ela respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Sim, Padre, sou eu mesma!<\/p>\n<p>O sacerdote perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Mas n\u00e3o me lembro de ter batizado um filho seu. N\u00e3o teve nenhum?<\/p>\n<p>Ela respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o, Padre, ainda n\u00e3o.<\/p>\n<p>O padre disse:<\/p>\n<p>&#8211; Bem, na pr\u00f3xima semana viajo para Roma. Por isso, se voc\u00ea quiser, acendo l\u00e1 uma vela por voc\u00ea e por seu marido, para que recebam a ben\u00e7\u00e3o de poder ter filhos.<\/p>\n<p>Ela respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Oh Padre, muito obrigada, ficaremos ambos muito gratos!<\/p>\n<p>Alguns anos mais tarde encontraram-se novamente.<\/p>\n<p>O sacerdote, j\u00e1 anci\u00e3o, perguntou:<\/p>\n<p>&#8211; Bom dia Bastiana. Como est\u00e1 agora? J\u00e1 teve filhos?<\/p>\n<p>Ela respondeu:<\/p>\n<p>&#8211; Oh, sim, Padre, 3 pares de g\u00eameos e mais 4.. No total 10! Indo pro d\u00e9cimo primeiro !<\/p>\n<p>Disse o padre:<\/p>\n<p>&#8211; Bendito seja o Senhor! Que maravilha! &#8230; E onde est\u00e1 o seu marido?<\/p>\n<p>&#8211; Est\u00e1 a caminho de Roma, pra ver se apaga a porra da vela!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Acessar:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\"><strong><em>www.r2cpress.com.br<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>DA ARTE DE NASCER E VIVER Annibal Augusto Gama Voc\u00ea est\u00e1 instalado confortavelmente no ventre da m\u00e3e, que lhe prov\u00e9m de tudo, no morno entorno do \u00fatero, e ainda assim, de vez em quando lhe d\u00e1 uns coices. Voc\u00ea come\u00e7ou de um ovo, com a uni\u00e3o do espermatozoide com o \u00f3vulo. 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