{"id":117737,"date":"2018-10-08T13:26:03","date_gmt":"2018-10-08T16:26:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=117737"},"modified":"2018-10-08T13:26:03","modified_gmt":"2018-10-08T16:26:03","slug":"agrissenior-noticias-edicao-688-ano-xv-no-12-08-de-outubro-de-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2018\/10\/08\/agrissenior-noticias-edicao-688-ano-xv-no-12-08-de-outubro-de-2018\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOTICIAS &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 688\u2013 ANO XV &#8211; N\u00ba 12 \u2013 08 de outubro de 2018"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"519\" height=\"193\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A CAPACIDADE DE ADAPTA\u00c7\u00c3O (CAP\u00cdTULO IV)<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>(<u>In<\/u> A m\u00e3e natureza nos ensinando os caminhos do bem. Editora Via Litterarum, 2018)<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Luiz Ferreira da Silva<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Na Natureza as esp\u00e9cies procuram se adaptar \u00e0s altera\u00e7\u00f5es ambientais, sem que comprometam o sentido maior que \u00e9 a sua perpetua\u00e7\u00e3o. Como exemplo vis\u00edvel em logradouros p\u00fablicos, sobretudo do Nordeste, \u00e9 a bela \u00e1rvore chamada \u201ccastanhola\u201d, cujos frutos se parecem com os da castanha do Par\u00e1, que j\u00e1 fora de terra alagada (solos hidrom\u00f3rficos), da\u00ed seu nome cient\u00edfico \u2013 <em><u>Bombax<\/u> <u>aquaticum<\/u><\/em>, vegetando hoje em terra firme.<\/p>\n<p>Para aclarar mais ainda, basta que se recorra ao ecossistema do semi\u00e1rido (caatingas), dotado de plantas adaptadas ao d\u00e9ficit h\u00eddrico.<\/p>\n<p>A caatinga \u00e9 a vegeta\u00e7\u00e3o nativa t\u00edpica. Aprendendo com a natureza e respeitando seus recursos naturais \u00e9 poss\u00edvel viver e conviver com o semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia biol\u00f3gica, a caatinga apresenta um potencial econ\u00f4mico ainda pouco valorizado. Em termos forrageiros, apresenta esp\u00e9cies como o pau-ferro, a catingueira verdadeira, a catingueira rasteira, a cana f\u00edstula, o moror\u00f3 e o juazeiro que poderiam ser utilizadas como op\u00e7\u00e3o alimentar para caprinos, ovinos, bovinos e muares.<\/p>\n<p>Entre as de potencialidade frut\u00edfera, destacam-se o umbu, o araticum, o jatob\u00e1, o murici e o licuri e, entre as esp\u00e9cies medicinais, encontram-se a aroeira, a bra\u00fana, o quatro-patacas, o pinh\u00e3o, o velame, o marmeleiro, o angico, o sabi\u00e1, o jeric\u00f3, entre outras.<\/p>\n<p>Pois bem. Muitas dessas plantas desenvolveram altera\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas, facilitando vicejar em terrenos secos.<\/p>\n<p>Insiro, para aclarar essa quest\u00e3o, os ensinamentos do Professor Manoel Bomfim Ribeiro, socializados atrav\u00e9s do seu excelente livro \u2013 A potencialidade do semi\u00e1rido brasileiro.<\/p>\n<p>\u201cO Nordeste semi\u00e1rido \u00e9 um verdadeiro laborat\u00f3rio bot\u00e2nico dotado de ess\u00eancias florestais perfeitamente adaptadas \u00e0 realidade clim\u00e1tica. Este grande complexo bot\u00e2nico, adaptado \u00e0 baixa pluviosidade criou naturalmente seus meios de sobreviv\u00eancia, seus equipamentos de defesa para vencer o ambiente hostil como\u201d:<\/p>\n<p><strong>\u00d8.<\/strong> Espinhos pontiagudos de f\u00e1cil remo\u00e7\u00e3o, uma prote\u00e7\u00e3o natural contra os animais;<\/p>\n<p><strong>\u00d8.<\/strong> Redu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie folear para diminuir a intensidade de perda de \u00e1gua, a exemplo da catingueira e de outras esp\u00e9cies de folhas arredondadas.<\/p>\n<p><strong>\u00d8.<\/strong> Caules suberosos (aspecto de corti\u00e7a), espessos, ricos em xilop\u00f3dios (espessamento de ra\u00edzes e caules subterr\u00e2neos) para manter a umidade e nutrientes como a faveleira.<\/p>\n<p><strong>\u00d8.<\/strong> Ra\u00edzes possantes e tuberosas (acumuladoras de nutrientes), com a forma\u00e7\u00e3o de \u201cbatatas\u201d, ricas em \u00e1gua, amido, a\u00e7\u00facares e nutrientes como o umbuzeiro.<\/p>\n<p><strong>\u00d8.<\/strong> As plantas herb\u00e1ceas (ervas), arbustivas (arbustos; pequenas \u00e1rvores) e semi-arbustivas (mini \u00e1rvores), dotadas de extraordin\u00e1ria riqueza floral que atrav\u00e9s da poliniza\u00e7\u00e3o entom\u00f3fila (insetos) garante a sua capacidade gen\u00e9tica para a perpetua\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies.<!--more--><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em><u>ENSINAMENTO<\/u><\/em><\/strong><u>.<\/u> O homem tem medo da morte, do futuro e das mudan\u00e7as. Neste contexto, acomoda-se e usa a lei do menor esfor\u00e7o, relutando em mudar e\/ou se adaptar \u00e0s novas circunst\u00e2ncias, sem se aperceber de que a mais importante propriedade da natureza \u00e9 justamente a sua capacidade de se adaptar \u00e0s intemp\u00e9ries.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O VOTO DE CABRESTO<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Postado por Alo\u00edsio Guimar\u00e3es<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>(<\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.terrados\"><strong><em>www.terrados<\/em><\/strong><\/a><strong><em> xucurus.blogspot.com.br)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Os mais novos n\u00e3o alcan\u00e7aram, mas as nossas elei\u00e7\u00f5es j\u00e1 foram manuais, tanto a vota\u00e7\u00e3o como a sua apura\u00e7\u00e3o. Era uma \u00e9poca do vale-tudo: \u201c<em>voto de cabresto<\/em>\u201d, \u201c<em>voto camar\u00e3o<\/em>\u201d, \u201c<em>voto carbono<\/em>\u201d, \u201c<em>voto formiguinha<\/em>\u201d . Eram artimanhas usadas pelos endinheirados e maus pol\u00edticos para ganhar a elei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E como funcionava o processo manual de vota\u00e7\u00e3o? Na hora de votar, o eleitor recebia a c\u00e9dula e um envelope, onde era colocado o voto, e depois depositado na urna. Hoje, a elei\u00e7\u00e3o \u00e9 toda informatizada, mas, mesmo assim, muitos safados ainda tentam fraudar a vontade do povo. Agora, al\u00e9m do Bolsa Fam\u00edlia, instrumento de domina\u00e7\u00e3o da vontade popular, dizem que o voto mais famoso do processo eleitoral \u00e9 o \u201c<em>voto zap-zap<\/em>\u201d, onde o eleitor, munido do celular, filma o seu voto, para depois mostrar ao candidato e assim receber o seu \u201c<em>b\u00f4nus<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Como acabar com isto? \u00c9 muito simples: no que se refere ao \u201c<em>Bolsa Fam\u00edlia<\/em>\u201d, deve-se fazer uma triagem rigorosa para eliminar muita gente que est\u00e1 recebendo, sem merecer, e com isso diminuir a sua influ\u00eancia nas elei\u00e7\u00f5es. No tocante ao voto \u201c<em>zap-zap<\/em>&#8220;, que tal proibir e punir quem entrar na cabine de vota\u00e7\u00e3o com aparelho celular. \u00c9 s\u00f3 querer&#8230;<\/p>\n<p>Pois bem, vamos ao nosso causo:<\/p>\n<p>Contam que, em d\u00e9cadas passadas, o \u201c<em>Coron\u00e9<\/em>\u201d Ten\u00f3rio, rico fazendeiro de uma conceituada cidade do sert\u00e3o alagoano, era o \u201c<em>chefe pol\u00edtico da regi\u00e3o<\/em>\u201d. Quem quisesse ser eleito tinha que pedir a ben\u00e7\u00e3o dele, antes de se candidatar, e assumir o compromisso de ser \u201cpau mandado\u201d dele, ap\u00f3s eleito.<\/p>\n<p>Nesse tempo, quase que n\u00e3o existia fiscaliza\u00e7\u00e3o eleitoral. Se existia, era uma faz de conta. Ai daquele que se atrevesse a denunciar&#8230;<\/p>\n<p>Pois bem, no dia da elei\u00e7\u00e3o, o &#8220;<em>Coron\u00e9<\/em>&#8221; Ten\u00f3rio reuniu a pe\u00e3ozada da sua fazenda, entregou um envelope fechado a cada um deles e avisou:<\/p>\n<p><em>&#8211; Pesso\u00e1, cada um de vosmic\u00eas, vai receber um envelopi igualzinho a esse qui vosmic\u00eas receberam agora. V\u00e3o pegar o envelopi que v\u00e3o receber no loc\u00e1 de vota\u00e7\u00e3o, guard\u00e1 no bolso e coloc\u00e1 na urna essi que lhe entreguei agora. Num quero ningu\u00e9m de cunversa por a\u00ed&#8230; Cabou de vot\u00e1, vem direto pra fazenda, entendidu?<\/em><\/p>\n<p>Nisso, um pe\u00e3o pergunta:<\/p>\n<p><em>&#8211; Sinh\u00f4 &#8220;Coron\u00e9&#8221;, eu num posso pelo menus abrir o envelopi prumode v\u00ea em quem\u00a0 t\u00f4 votando?<\/em><\/p>\n<p>Ao ouvir a pergunta do caboclo atrevido, o \u201c<em>Coron\u00e9<\/em>\u201d Ten\u00f3rio, esbraveja:<\/p>\n<p><em>&#8211; Oxente! Deixe de besteira seu cabra! Vosmic\u00ea nunca ouviu diz\u00ea que o voto \u00e9 secreto?<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>CURIOSIDADES<\/strong><\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>O nome mais comum no mundo \u00e9 Mohammed.<\/p>\n<p>O orgasmo do porco dura aproximadamente 30 minutos.<\/p>\n<p>H\u00e1 dois cart\u00f5es de cr\u00e9ditos para cada pessoa nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u00c9 fisicamente imposs\u00edvel para os porcos olharem para o c\u00e9u<\/p>\n<p>TYPEWRITER \u00e9 mais longa palavra que voc\u00ea consegue escrever usando apenas as letras de uma linha do teclado (S\u00f3 vale em ingl\u00eas).<\/p>\n<p>As mulheres piscam quase duas vezes mais que os homens!<\/p>\n<p>Se voc\u00ea espirra muito forte, voc\u00ea pode quebrar uma costela. Se voc\u00ea tentar segurar um espirro, voc\u00ea pode romper uma veia na cabe\u00e7a ou pesco\u00e7o e morrer..<\/p>\n<p>\u00c9 imposs\u00edvel lamber seu cotovelo..<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A PRIMEIRA VEZ<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Tati Bernardi<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Voc\u00ea sempre me disse que sua maior m\u00e1goa era eu nunca ter escrito um texto sobre voc\u00ea. Nem que fosse te xingando, te expondo. Qualquer coisa.<\/p>\n<p>Voc\u00ea sempre foi o \u00fanico homem que me amou. E eu nunca te escrevi nem uma frase num papelzinho amassado.<\/p>\n<p>Voc\u00ea sempre foi o \u00fanico amigo que entendeu essa minha vontade de abra\u00e7ar o mundo quando chega a madrugada. E o \u00fanico que sempre entendeu tamb\u00e9m, depois, eu dormir meio chorando porque \u00e9 imposs\u00edvel abra\u00e7ar sequer algu\u00e9m, o que dir\u00e1 o mundo.<\/p>\n<p>Outro dia eu encontrei um di\u00e1rio meu, de 99, e l\u00e1 estava escrito \u201choje eu larguei meu namorado sentado e dancei com ele no baile de formatura\u201d. Ele, no caso, \u00e9 voc\u00ea. Dei risada e lembrei que em todos esses anos, mesmo eu nunca tendo escrito nenhum texto para voc\u00ea, eu por diversas vezes larguei v\u00e1rios namorados meus, sentados, e dancei com voc\u00ea. Porque voc\u00ea \u00e9 meu melhor companheiro de dan\u00e7a, mesmo sendo t\u00edmido e desajeitado.<\/p>\n<p>Depois encontrei uma foto em que voc\u00ea est\u00e1 com um daqueles \u00f3culos escuros espelhados de maconheiro. E eu de cal\u00e7a colorida daquelas \u201cbailarina\u201d. E nessa \u00e9poca voc\u00ea n\u00e3o gostava de mim porque eu era a bobinha da classe. Mas eu gostava de voc\u00ea porque voc\u00ea tinha pintas e eu achava isso super sexy. E eu me achei rid\u00edcula na foto mas senti uma coisa linda por dentro do peito.<\/p>\n<p>A\u00ed lembrei que alguns anos depois, quando eu j\u00e1 n\u00e3o era mais a bobinha da classe e sim uma estagi\u00e1ria metida a esperta que s\u00f3 namorava figur\u00f5es (uns babacas na verdade), voc\u00ea viu algum charme nisso e me roubou um beijo. Fingindo que ia desmaiar. Foi rid\u00edculo. Mas foi menos rid\u00edculo do que aquela vez, ainda na faculdade, que eu invadi seu carro e te agarrei a for\u00e7a. Voc\u00ea saiu cantando pneu e ficou quase dois anos sem falar comigo.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o sei porque exatamente voc\u00ea n\u00e3o mereceu um texto meu, quando me deu meu primeiro cd do Vin\u00edcius de Morais. Ou quando me deu aquele com historinhas de crian\u00e7as para eu dormir feliz. Ou mesmo quando, j\u00e1 de saco cheio de eu ficar com voc\u00ea e com mais metade da cidade, voc\u00ea me deu aquele cart\u00e3o postal da Amaz\u00f4nia com um tigre enrabando uma on\u00e7a.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m n\u00e3o sei porque eu n\u00e3o escrevi um texto quando voc\u00ea apareceu naquela festa brega, me viu dan\u00e7ando no canto da mesa, e me disse a frase mais linda que eu j\u00e1 ouvi na minha vida \u201ceu sei que voc\u00ea n\u00e3o gosta de mim, mas deixa eu te olhar mesmo assim\u201d.<\/p>\n<p>Talvez eu devesse ter escrito um texto para voc\u00ea, quando eu te pedi a \u00fanica coisa que n\u00e3o se pede a algu\u00e9m que ama a gente \u201cme faz companhia enquanto meu namorado est\u00e1 viajando?\u201d. E voc\u00ea fez. E voc\u00ea me olhava de canto de olho, se perguntando porque raios fazia isso com voc\u00ea mesmo. Talvez porque mesmo sabendo que eu n\u00e3o amava voc\u00ea, voc\u00ea continuava querendo apenas me olhar. E eu me nutria disso. Me aproveitava. Sugava seu amor para sobreviver um pouco em meio a falta de amor que eu recebia de todas as outras pessoas que diziam estar comigo.<\/p>\n<p>Depois voc\u00ea come\u00e7ou a namorar uma menina e deixou, finalmente, de gostar de mim. E eu podia ter escrito um texto para voc\u00ea. Claro que eu senti ci\u00fames e senti uma falta absurda de voc\u00ea. Mas ainda assim, eu deixei passar em branco. Nenhuma linha sequer sobre isso.<\/p>\n<p>Depois eu tamb\u00e9m podia ter escrito sobre aquele dia que voc\u00ea me xingou at\u00e9 desopilar todos os cantos do seu f\u00edgado. Eu fiquei numa tristeza sem fim. Depois pensei que a gente s\u00f3 odeia quem a gente ama. E fiquei feliz. Pode me xingar quanto voc\u00ea quiser desde que isso signifique que voc\u00ea ainda gosta um pouquinho de mim.<\/p>\n<p>Minhas piadas, meu jeito de falar, at\u00e9 meu jeito de dan\u00e7ar ou de andar. Tudo \u00e9 voc\u00ea. Minha personalidade \u00e9 voc\u00ea. Quando eu berro Strokes no carro ou quando eu fa\u00e7o uma amiga feliz com alguma ironia barata. Tudo \u00e9 voc\u00ea. Quando eu coloco um brinco pequeno ao inv\u00e9s de um grande. Ou quando eu fico em casa feliz com as minhas coisinhas. Tudo \u00e9 voc\u00ea. Eu sou mais voc\u00ea do que fui qualquer homem que passou pela minha vida. E eu sempre amei infinitamente mais a sua companhia do que qualquer companhia do mundo, mesmo eu nunca tendo demonstrado isso. E, ainda assim, nunca, nunquinha, eu escrevi sequer uma palavra sobre voc\u00ea.<\/p>\n<p>At\u00e9 hoje. At\u00e9 essa manh\u00e3. Em que voc\u00ea, pela primeira vez, foi embora sem sentir nenhuma pena nisso. Foi a primeira vez, em todos esse anos, que voc\u00ea simplesmente foi embora. Como se eu fosse s\u00f3 mais uma coisa da sua vida cheia de coisas que n\u00e3o s\u00e3o ela. E que voc\u00ea usa para n\u00e3o sentir dor ou saudade. Foi a primeira vez que voc\u00ea deixou eu te olhar, mesmo voc\u00ea n\u00e3o gostando de mim.<\/p>\n<p>E foi por isso, porque voc\u00ea deixou de ser o menino que me amava e passou a ser s\u00f3 mais um que me usa, que voc\u00ea, assim como todos os outros, mereceu um texto meu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PENSAMENTO DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>Se n\u00e3o puder parar o trem, embarque nele.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A POESIA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>A UM AUSENTE<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Carlos Drummond de Andrade<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">Tenho raz\u00e3o de sentir saudade,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">tenho raz\u00e3o de te acusar.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Houve um pacto impl\u00edcito que rompeste<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">e sem te despedires foste embora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Detonaste o pacto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Detonaste a vida geral, a comum aquiesc\u00eancia<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">de viver e explorar os rumos de obscuridade<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">sem prazo sem consulta sem provoca\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">at\u00e9 o limite das folhas ca\u00eddas na hora de cair.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">Antecipaste a hora.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Que poderias ter feito de mais grave<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">do que o ato sem continua\u00e7\u00e3o, o ato em si,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">o ato que n\u00e3o ousamos nem sabemos ousar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">porque depois dele n\u00e3o h\u00e1 nada?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">Tenho raz\u00e3o para sentir saudade de ti,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">de nossa conviv\u00eancia em falas camaradas,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">simples apertar de m\u00e3os, nem isso, voz<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">modulando s\u00edlabas conhecidas e banais<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">que eram sempre certeza e seguran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p style=\"text-align: center;\">Sim, tenho saudades.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Sim, acuso-te porque fizeste<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">o n\u00e3o previsto nas leis da amizade e da natureza<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">nem nos deixaste sequer o direito de indagar<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">porque o fizeste, porque te foste.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\n<p><strong>A PIADA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Um b\u00eabado chegou em frente ao Planalto e deixou sua bicicleta, o seguran\u00e7a o chamou e disse:<\/p>\n<p>&#8211; Senhor, n\u00e3o pode deixar sua bicicleta ai! Aqui \u00e9 o Planalto, tem presidente, ministros, parlamentares entre outros. O b\u00eabado olhou pra ele e disse:<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o se preocupe eu tenho cadeado.<\/p>\n<p>(Piadas: <a href=\"http:\/\/www.piadas.com.br\/\">http:\/\/www.piadas.com.br\/<\/a>)<\/p>\n<p><strong><br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Acessar:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\"><strong><em>www.r2cpress.com.br<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A CAPACIDADE DE ADAPTA\u00c7\u00c3O (CAP\u00cdTULO IV) (In A m\u00e3e natureza nos ensinando os caminhos do bem. Editora Via Litterarum, 2018) Luiz Ferreira da Silva Na Natureza as esp\u00e9cies procuram se adaptar \u00e0s altera\u00e7\u00f5es ambientais, sem que comprometam o sentido maior que \u00e9 a sua perpetua\u00e7\u00e3o. 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