{"id":118834,"date":"2019-01-29T12:11:22","date_gmt":"2019-01-29T15:11:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=118834"},"modified":"2019-01-29T12:11:22","modified_gmt":"2019-01-29T15:11:22","slug":"decolores-30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2019\/01\/29\/decolores-30\/","title":{"rendered":"DECOLORES"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/12\/IMG-20171222-WA0010-208x300.jpg\" width=\"119\" height=\"171\" \/>O poema &#8220;Jos\u00e9&#8221; de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na colet\u00e2nea Poesias. Ilustra o sentimento de solid\u00e3o e abandono do indiv\u00edduo na cidade grande, a sua falta de esperan\u00e7a e a sensa\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 perdido na vida, sem saber que caminho tomar.<\/p>\n<p>O poema nos refletir sobre os problemas em todo nosso Pa\u00eds. Em Ilh\u00e9us vemos in\u00fameros desempregados da Prefeitura diante de uma decis\u00e3o judicial; O lixo se acumula por toda cidade; Tem UPAS mais n\u00e3o tem m\u00e9dicos e rem\u00e9dios; Pra\u00e7as esburacadas h\u00e1 muito tempo abandonadas: Teatro Municipal, Dom Eduardo, Avenida Soares, Castro Alves (cart\u00e3o postal de Ilh\u00e9us); Muitos funcion\u00e1rios poucos trabalhando; Praias sujas ainda com baronesas; Transporte coletivo de m\u00e1 qualidade com tarifas exorbitantes; Centro de Abastecimento abandonado, sujo, imundo em estado prec\u00e1rio ; Canal a c\u00e9u aberto exalando mau cheiro que j\u00e1 tornou-se normal; Tem escolas mais falta vagas para os alunos. E agora Jos\u00e9?<\/p>\n<p>O Estado agora reduziu o numero de consultas atrav\u00e9s do Planserv e prometendo arrojar os impostos para bancar a mordomia o pessoal do atual do seu partido.<\/p>\n<p>Funcion\u00e1rios dos Hospitais sem receber sal\u00e1rios e as greves aumentam cada vez mais. E agora Jos\u00e9?<\/p>\n<p>A Barragem de Brumadinho rompeu morrendo at\u00e9 agora 58 vitimas; Povo Brasileiro solid\u00e1rio; Israel envia ajuda humanit\u00e1ria com equipamentos modernos para detectar poss\u00edveis sobreviventes; Presidente sendo operado para voltar com for\u00e7a e vigor. Venha Logo Jos\u00e9!<!--more--><\/p>\n<p>Jos\u00e9<\/p>\n<p>E agora, Jos\u00e9?\/ A festa acabou, a luz apagou\/ o povo sumiu,\/ a noite esfriou,\/ e agora, Jos\u00e9?<\/p>\n<p>e agora, voc\u00ea?\/ voc\u00ea que \u00e9 sem nome, que zomba dos outros,\/ voc\u00ea que faz versos,\/ que ama, protesta?<\/p>\n<p>e agora, Jos\u00e9?<\/p>\n<p>Est\u00e1 sem mulher,\/ est\u00e1 sem discurso,\/ est\u00e1 sem carinho,\/ j\u00e1 n\u00e3o pode beber,\/ j\u00e1 n\u00e3o pode fumar,\/ cuspir j\u00e1 n\u00e3o pode,\/ a noite esfriou,\/ o dia n\u00e3o veio,\/ o bonde n\u00e3o veio,\/ o riso n\u00e3o veio,\/ n\u00e3o veio a utopia\/ e tudo acabou\/ e tudo fugiu\/ e tudo mofou,<\/p>\n<p>e agora, Jos\u00e9?<\/p>\n<p>E agora, Jos\u00e9?\/ Sua doce palavra,\/ seu instante de febre,\/ sua gula e jejum,\/ sua biblioteca,\/ sua lavra de ouro,\/ seu terno de vidro,\/ sua incoer\u00eancia,\/ seu \u00f3dio \u2014 e agora?<\/p>\n<p>Com a chave na m\u00e3o\/ quer abrir a porta,\/ n\u00e3o existe porta;\/ quer morrer no mar,\/ mas o mar secou;\/ quer ir para Minas,\/ Minas n\u00e3o h\u00e1 mais.\/ Jos\u00e9, e agora?<\/p>\n<p>Se voc\u00ea gritasse,\/ se voc\u00ea gemesse,\/ se voc\u00ea tocasse\/ a valsa vienense,\/ se voc\u00ea dormisse,\/ se voc\u00ea cansasse,\/ se voc\u00ea morresse&#8230;<\/p>\n<p>Mas voc\u00ea n\u00e3o morre,<\/p>\n<p>voc\u00ea \u00e9 duro, Jos\u00e9!<\/p>\n<p>Sozinho no escuro\/ qual bicho-do-mato,\/ sem teogonia,\/ sem parede nua\/ para se encostar,\/ sem cavalo preto\/ que fuja a galope,\/ voc\u00ea marcha, Jos\u00e9!\/ Jos\u00e9, para onde?<\/p>\n<p>Colabora\u00e7\u00e3o de Luiz Castro<\/p>\n<p>Bacharel Administra\u00e7\u00e3o de Empresa<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O poema &#8220;Jos\u00e9&#8221; de Carlos Drummond de Andrade foi publicado originalmente em 1942, na colet\u00e2nea Poesias. 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