{"id":11958,"date":"2011-03-31T14:29:03","date_gmt":"2011-03-31T17:29:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=11958"},"modified":"2011-03-31T14:29:03","modified_gmt":"2011-03-31T17:29:03","slug":"quem-tem-medo-da-energia-nuclear","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2011\/03\/31\/quem-tem-medo-da-energia-nuclear\/","title":{"rendered":"QUEM TEM MEDO DA ENERGIA NUCLEAR?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-ferreira-azul1.jpg\"><img loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/luiz-ferreira-azul1.jpg\" alt=\"\" title=\"luiz ferreira azul\" width=\"300\" height=\"133\" class=\"alignleft size-full wp-image-11959\" \/><\/a>O desastre de Fukushima cortou o impulso novo que a energia nuclear estava ganhando no mundo. Aqui, nem se fala, j\u00e1 que somos uns espasm\u00f3dicos e Maria vai com as outras. Esta energia \u00e9 limpa. A quebra controlada do \u00e1tomo permite gerar energia el\u00e9trica sem a queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis nas termel\u00e9tricas e sem a devasta\u00e7\u00e3o das florestas e rios para a constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas.<\/p>\n<p>S\u00f3 h\u00e1 duas fontes energ\u00e9ticas de magnitude, a hidrel\u00e9trica e a nuclear. As demais, como a e\u00f3lica, a solar e a da biomassa, s\u00e3o importantes complementos, sobretudo para a composi\u00e7\u00e3o de uma matriz energ\u00e9tica sustent\u00e1vel, interligando-se.<\/p>\n<p>O acidente de Chernobyl, na Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, em 1986, assustou o mundo, mas apenas houve 47 v\u00edtimas (\u00e9 l\u00f3gico que n\u00e3o \u00e9 para ceifar ningu\u00e9m), quando se propagara um numero maior de 4 mil. Esta usina era operada de modo acintosamente descuidado e a tecnologia do reator  era sabidamente ineficiente, como foi informado pela imprensa. <\/p>\n<p>O caso de Fukushima n\u00e3o foi nada disso, mas provocado por um terremoto de uma magnitude rara. A\u00ed, n\u00e3o tem \u201ctatuzinho\u201d, aquele da piada, que ag\u00fcente. <\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A seguran\u00e7a nas usinas at\u00f4micas tem sofrido um constante aprimoramento, em raz\u00e3o da consci\u00eancia dos cientistas, procurando sempre gerar novos conhecimentos sobre os reatores e as pr\u00e1ticas de manejo dos rejeitos.<\/p>\n<p>Aqui no Brasil, temos um exitoso exemplo, Angra dos Reis. Mesmo num pa\u00eds com pouca seriedade p\u00fablica, como infelizmente \u00e9 o nosso, h\u00e1 um nicho de homens de ci\u00eancia comprometidos com o saber e com o bem-estar da sociedade. S\u00e3o F\u00edsicos da mais alta estirpe, de conceito internacional.<\/p>\n<p>Enquanto muitos condenam as novas usinas, inclusive a que seria instalada em Alagoas e na Bahia, ningu\u00e9m fala nos riscos das fabriquetas de roj\u00f5es de S\u00e3o Jo\u00e3o que tantos pobres trabalhadores tem matado. Nos inc\u00eandios em casebres, barracos e cidades de lonas que ceifam vidas. Fiquemos nesses dois exemplos elucidativos. O prezado leitor, com certeza, agregar\u00e1 tantos outros.<\/p>\n<p>Riscos existem em qualquer atividade humana. Imaginemos um bal\u00e3o, brincadeira de pessoas irrespons\u00e1veis, caindo em Cubat\u00e3o, eivado de ind\u00fastrias qu\u00edmicas? A explos\u00e3o de um caminh\u00e3o tanque numa marginal pinheiro, SP, em hora de \u201cpico\u201d? Fios de alta tens\u00e3o sobre barracos de papel\u00e3o em tantas periferias por esse Brasil injusto por a\u00ed afora? Pr\u00e9dios mal constru\u00eddos se despencando? Aeroportos mal sinalizados com car\u00eancia instrumental? Enchentes em rios assoreados e queda de barreiras em zonas desmatadas? No geral, s\u00f3 afetam aos pobres e, por isso, ningu\u00e9m est\u00e1 a\u00ed e escondem tudo por debaixo do tapete, n\u00e3o se contabilizando as v\u00edtimas.<\/p>\n<p>E, finalizando, mais importante \u00e9 se atentar para o gerenciamento das usinas nucleares, n\u00e3o se podendo negligenciar colocando pessoas despreparadas, s\u00f3 porque tem QI pol\u00edtico, quando o cargo exige alta capacita\u00e7\u00e3o profissional de pesquisadores do ramo. <strong>(Macei\u00f3, 30 de mar\u00e7o de 2011).<\/strong><\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Luiz Ferreira da Silva<br \/>\nEngenheiro-agr\u00f4nomo, FFA e Escritor<br \/>\nluizferreira1937@gmail.com<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O desastre de Fukushima cortou o impulso novo que a energia nuclear estava ganhando no mundo. 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