{"id":119597,"date":"2019-04-28T18:13:50","date_gmt":"2019-04-28T21:13:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=119597"},"modified":"2019-04-28T18:14:49","modified_gmt":"2019-04-28T21:14:49","slug":"119597","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2019\/04\/28\/119597\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOTICIAS &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 712 \u2013 ANO XV &#8211; N\u00ba 35 \u2013 29 de abril de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone \" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"624\" height=\"232\" \/><\/p>\n<p><strong>O CACAUEIRO NO SEU DEVIDO LUGAR.<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>(<u>In<\/u>. CACAU, UM BEM DA NATUREZA PARA PROVEITO DO HOMEM. Livro editado pela Via Litterarum. Luiz Ferreira &amp; A. C. Moreau)<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No Sul da Bahia, como j\u00e1 se referiu, o cacaueiro encontrou condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de clima, solo, topografia e rede h\u00eddrica, raz\u00f5es da sua expans\u00e3o, chegando a ocupar 600 mil hectares, com a equival\u00eancia de uma fonte de divisas de quase 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares em determinado ano.<\/p>\n<p>Os homens, abstraindo-se da maneira descrita anteriormente \u2013 na viol\u00eancia, gan\u00e2ncia e soberba -, mas com muita labuta, obstina\u00e7\u00e3o e coragem, deixaram um legado extraordin\u00e1rio. Este, o de colocar a lavoura cacaueira valorizada adequadamente no seu terreno pr\u00f3prio, com muita sabedoria.<\/p>\n<p>Por um lado, manteve preservado o ecossistema; pelo ou\u00adtro, proporcionou um epicentro gerador de riquezas com o pro\u00adduto cacau, cujos reflexos se irradiaram pelas \u00e1reas circunvizi\u00adnhas, criando uma estrutura de bens e de servi\u00e7os que permitiu, com outras atividades agr\u00edcolas e cong\u00eaneres, distribuir benef\u00edcios para todas as comunidades, o que infelizmente n\u00e3o foram aproveitados na magnitude dos b\u00f4nus.<\/p>\n<p>Um simples exemplo para aclarar essa quest\u00e3o. Num dado momento, um empres\u00e1rio investiu, com recursos oriundos da ro\u00e7a, em constru\u00e7\u00f5es de edif\u00edcios na Cidade de Itabuna, significando mal direcionamento ao desenvolvimento da regi\u00e3o. Por qu\u00ea? O ferro, o cimento, a cer\u00e2mica, a torneira, etc. foram adqui\u00adridos em outros Estados, viabilizando as suas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Diferentemente seria se aplicado na expans\u00e3o de novos polos agropecu\u00e1rios, a exemplo da regi\u00e3o dos tabuleiros, criando-se uma matriz diversificada, incorporando \u00e1reas ociosas ao setor pro\u00addutivo e econ\u00f4mico. Destarte, tamb\u00e9m, n\u00e3o se procurou o cami\u00adnho da industrializa\u00e7\u00e3o, de forma geral, como ocorreu com o produto caf\u00e9, alimentador das transforma\u00e7\u00f5es e das f\u00e1bricas no sul do Brasil.<\/p>\n<p>No que respeita ao aproveitamento dos recursos naturais, o pioneiro soube faz\u00ea-lo, tornando a terra produtiva, ao utilizar os solos f\u00e9rteis, pedregosos e escarpados, dificilmente utiliz\u00e1veis para a agricultura de ciclo curto, pela impossibilidade de mecaniza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O cacaueiro, neste contexto, caiu como uma luva devido \u00e0s suas caracter\u00edsticas conservadoras e restauradores que tem o cultivo. Sua condi\u00e7\u00e3o original de plantio em sub-bosque em que h\u00e1 um sombreamento permanente controlador do ambiente; a pr\u00f3pria floresta nativa, aliada \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de uma cobertura morta (\u201cmulch\u201d)no terreno pelas folhas que caducam , n\u00e3o s\u00f3 prote\u00adge o solo do impacto direto de gotas erosivas das chuvas, como proporciona acumula\u00e7\u00e3o de h\u00famus, melhorando as condi\u00e7\u00f5es f\u00edsico-h\u00eddricas do solo.<\/p>\n<p>\u00c9 como se existisse uma simbiose entre o solo e o cacaueiro. Este necessitando da fertilidade, umidade da terra e prote\u00e7\u00e3o dos ventos nos declives e \u201ccovoados\u201d para se desenvolver e pro\u00adduzir. Aquele, carecendo desta lavoura para manuten\u00e7\u00e3o da sua \u201cvida produtiva\u201d, evitando desgastes de seus nutrientes e deterio\u00adra\u00e7\u00e3o da sua capa org\u00e2nica.<\/p>\n<p>Com clarivid\u00eancia, pois, soube o primitivo homem do cacau implantar uma lavoura onde nenhuma outra poderia se estabelecer agron\u00f4mica, econ\u00f4mica e ecologicamente, como uma esp\u00e9cie de nicho para esta planta t\u00e3o dadivosa.<\/p>\n<p>Hoje, para quaisquer cultivos, deve-se espelhar nesta realidade: usar sem depredar. Em outras palavras, a economia racio\u00adnal do uso da terra, ajuizando-se \u00e0 cerca da responsabilidade de se manter a agricultura uma atividade sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Pela condi\u00e7\u00e3o de grande parte das planta\u00e7\u00f5es se situarem em relevo fortemente ondulado, pedregosos e de solos ricos, al\u00e9m do sistema de explora\u00e7\u00e3o sem a utiliza\u00e7\u00e3o de m\u00e1quinas agr\u00ed\u00adcolas, outra atividade que n\u00e3o a cacauicultura teria condi\u00e7\u00f5es de vicejar. Em outras palavras, isso quer dizer que dificilmente se conseguiria um substituto \u00e0 altura, caso um desastre (econ\u00f4mico ou ecol\u00f3gico) viesse a inviabilizar tal atividade.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas que o lugar do cacau \u00e9 a\u00ed mesmo, onde o rude pioneiro escolheu. N\u00e3o tinha estudo, mas sabedoria; n\u00e3o era doutor, mas douto; aprendendo \u00e0 medida que ia experimen\u00adtando, raz\u00e3o pela qual n\u00e3o se aventurou a plantar em outras \u00e1reas fora das aluvi\u00f5es f\u00e9rteis e dos solos oriundos das rochas ricas e protegidos pelo relevo. Deixou n\u00e3o s\u00f3 um legado econ\u00f4mico, mas ensinamentos \u00e0s subsequentes gera\u00e7\u00f5es, incluindo os letrados pesquisadores de d\u00e9cadas posteriores, como os autores da presente obra.<!--more--><\/p>\n<p><strong>A PROVA DA MA\u00c7\u00c3<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Postado por Alo\u00edsio Guimar\u00e3es<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>(www. terradosxucuris.blogspot.com.br<\/em><\/strong><strong>)<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Dizem que essa \u00e9 uma hist\u00f3ria ver\u00eddica ocorrida na Universidade de Chicago.<\/p>\n<p>Todos os anos, na Divinity School Universidade de Chicago, \u00e9 celebrado o que eles chamam de \u201c<em>Dia Batista<\/em>\u201d. Nesse dia, cada um deve trazer um prato de comida para um pic-nic no gramado da universidade e tamb\u00e9m convidam uma das grandes mentes da literatura no meio educacional teol\u00f3gico para dar uma palestra.<\/p>\n<p>Num determinado ano eles convidaram o Dr. Paul Tillich, que falou durante duas horas e meia, provando que a ressurrei\u00e7\u00e3o de Jesus era falsa. Ele questionava os estudiosos e livros e concluiu que, a partir do momento que n\u00e3o havia provas hist\u00f3ricas da ressurrei\u00e7\u00e3o, a tradi\u00e7\u00e3o religiosa da igreja ca\u00eda por terra, porque era baseada num relacionamento com um Jesus que havia ressurgido, mas de fato, Ele nunca havia ressurgido literalmente dos mortos.<\/p>\n<p>Quando concluiu a sua teoria, ele perguntou aos presentes se havia algum questionamento. Depois de uns trinta segundos, um senhor negro de cabelos brancos se levantou no fundo do audit\u00f3rio e disse:<\/p>\n<p><em>&#8211; Dr. Tillich, eu tenho uma pergunta&#8230;<\/em><\/p>\n<p>Enquanto todos os olhos se voltavam para ele, colocou a m\u00e3o na sua sacola, pegou uma ma\u00e7\u00e3 e come\u00e7ou a comer.<\/p>\n<p><em>&#8211; Dr. Tillich, <\/em>(crunch, munch&#8230;) <em>a minha pergunta \u00e9 uma quest\u00e3o muito simples <\/em>(crunch, munch&#8230;). <em>Eu nunca li tantos livros como o senhor leu <\/em>(crunch, munch&#8230;) <em>e tamb\u00e9m n\u00e3o posso recitar as escrituras no original grego <\/em>(crunch, munch&#8230;). <em>Eu nada sei nada sobre Niebuhr e Heidegger <\/em>(crunch, munch&#8230;)&#8230;<\/p>\n<p>Fez uma pausa, acabou de comer a ma\u00e7\u00e3 e continuou:<\/p>\n<p><em>&#8211; Mas tudo o que eu gostaria de saber \u00e9: Essa ma\u00e7\u00e3, que eu acabei de comer, estava doce ou azeda?<\/em><\/p>\n<p>Dr. Tillich parou por um momento e respondeu com todo o estilo de um estudioso:<\/p>\n<p><em>&#8211; Eu n\u00e3o tenho possibilidades de responder essa quest\u00e3o, pois eu n\u00e3o provei a sua ma\u00e7\u00e3.<\/em><\/p>\n<p>Ao ouvir a resposta, o senhor de cabelos brancos jogou o que restou da ma\u00e7\u00e3 dentro do saco de papel, olhou para o Dr. Tillich e disse calmamente:<\/p>\n<p><em>&#8211; O senhor tamb\u00e9m nunca provou do meu Jesus. Como pode afirmar o que est\u00e1 dizendo?<\/em><\/p>\n<p>Mais de 1000 pessoas que estavam assistindo n\u00e3o puderam se conter. O audit\u00f3rio se ergueu em aplausos. Dr. Tillich agradeceu a plateia e rapidamente deixou o palco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MOTEL<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Luis Fernando Ver\u00edssimo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mirtes n\u00e3o se ag\u00fcentou e contou para a Lurdes: &#8211; Viram teu marido entrando num motel.<\/p>\n<p>A Lurdes abriu a boca e arregalou os olhos. Ficou assim, uma est\u00e1tua de espanto, durante um minuto, um minuto e meio. Depois pediu detalhes.<\/p>\n<p>&#8211; Quando? Onde? Com quem?<\/p>\n<p>&#8211; Ontem. No Discretissimu&#8217;s.<\/p>\n<p>&#8211; Com quem? Com quem?<\/p>\n<p>&#8211; Isso eu n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>&#8211; Mas como? Era alta? Magra? Loira? Puxava de uma perna?<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o sei, Lu.<\/p>\n<p>&#8211; O Carlos Alberto me paga. Ah, me paga.<\/p>\n<p>Quando o Carlos Alberto chegou em casa e &#8230; Lurdes anunciou que iria deix\u00e1-lo. E contou por qu\u00ea.<\/p>\n<p>&#8211; Mas que hist\u00f3ria \u00e9 essa, Lurdes? Voc\u00ea sabe quem era a mulher que estava comigo no motel. Era voc\u00ea.<\/p>\n<p>&#8211; Pois \u00e9. Maldita hora em que eu aceitei ir. Discretissimu&#8217;s!! Toda a cidade ficou sabendo. Ainda bem que n\u00e3o me identificaram.<\/p>\n<p>&#8211; Pois ent\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Pois ent\u00e3o que eu tenho que deixar voc\u00ea. N\u00e3o v\u00ea? \u00c9 o que todas as minhas amigas esperam que eu fa\u00e7a. N\u00e3o sou mulher de ser enganada pelo marido e n\u00e3o reagir.<\/p>\n<p>&#8211; Mas voc\u00ea n\u00e3o foi enganada. Quem estava comigo era voc\u00ea!<\/p>\n<p>&#8211; Mas elas n\u00e3o sabem disso!<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o acredito, Lurdes. Voc\u00ea vai desmanchar nosso casamento por isso? Por uma conven\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Vou.<\/p>\n<p>Mais tarde, quando a Lurdes estava saindo de casa, com as malas, o Carlos Alberto a interceptou. Estava sombrio.<\/p>\n<p>&#8211; Acabo de receber um telefonema &#8211; disse. &#8211; Era o Dico.<\/p>\n<p>&#8211; O que ele queria?<\/p>\n<p>&#8211; Fez mil rodeios, mas acabou me contando. Disse que, como meu amigo, tinha que contar.<\/p>\n<p>&#8211; O qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea foi vista saindo do motel Discretissimu&#8217;s ontem, com um homem.<\/p>\n<p>&#8211; O homem era voc\u00ea.<\/p>\n<p>&#8211; Eu sei, mas eu n\u00e3o fui identificado.<\/p>\n<p>&#8211; Voc\u00ea n\u00e3o disse que era voc\u00ea?<\/p>\n<p>&#8211; O qu\u00ea? Para que os meus amigos pensem que eu vou a motel com a minha pr\u00f3pria mulher?<\/p>\n<p>&#8211; E ent\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Desculpe, Lurdes, mas&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; O qu\u00ea?<\/p>\n<p>&#8211; Vou ter que te dar um tiro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3>\u00a0POR QUE 1\u00ba DE ABRIL \u00c9 O DIA DA MENTIRA?<a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pinoquio.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-119599\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pinoquio-268x300.png\" alt=\"\" width=\"268\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pinoquio-268x300.png 268w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/pinoquio.png 301w\" sizes=\"(max-width: 268px) 100vw, 268px\" \/><\/a><\/h3>\n<h3>\u00a0Muitas pessoas, ao redor do mundo, brincam com o Dia da Mentira, que acontece no dia 1 de abril, mas quase ningu\u00e9m sabe a origem da data. Tudo n\u00e3o passa de uma brincadeira que surgiu na Fran\u00e7a, no reinado de Carlos 9\u00ba (1560-1574). Desde o come\u00e7o do s\u00e9culo 16, o ano-novo era comemorado em 25 de mar\u00e7o, com a chegada da primavera. As festas, que inclu\u00edam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1\u00ba de abril. Em 1562, por\u00e9m, o Papa Greg\u00f3rio 13 (1502-1585) instituiu um novo calend\u00e1rio para todo o mundo crist\u00e3o \u2013 o chamado calend\u00e1rio gregoriano \u2013 em que o ano-novo ca\u00eda em 1\u00ba de janeiro. O rei franc\u00eas s\u00f3 seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram \u00e0 mudan\u00e7a, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemora\u00e7\u00e3o na antiga data. Essas pessoas que demoraram para se acostumar com o calend\u00e1rio, e as que resistiram \u00e0 troca da data, tornaram-se alvo das mais variadas formas de ridiculariza\u00e7\u00e3o. Eram chamadas de \u201cbobos de abril\u201d, recebiam convites para festas que n\u00e3o existiam e ganhavam cart\u00f5es e presentes esquisitos no dia 1\u00ba de abril. Desde ent\u00e3o, a mania de pregar pe\u00e7as nesta data percorreu o mundo e dura at\u00e9 hoje e data ficou conhecida como \u201cDia da Mentira\u201c.<\/h3>\n<p><strong><em>Fonte:<\/em><\/strong><\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.msn.com\/pt-br\/noticias\/curiosidades\/\">https:\/\/www.msn.com\/pt-br\/noticias\/curiosidades\/<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PENSAMENTO DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>Ouse, arrisque, n\u00e3o desista jamais e saiba valorizar quem te ama, esses sim merecem seu respeito. Quanto ao resto, bom, ningu\u00e9m nunca precisou de restos para ser feliz. \u201c<em>Clarice Lispector.\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>A POESIA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>SEGUNDA CAN\u00c7\u00c3O DE MUITO LONGE<\/strong><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><em>Mario Quintana<\/em><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u00a0Havia um corredor que fazia cotovelo:<\/h2>\n<p style=\"text-align: center;\">Um mist\u00e9rio encanando com outro mist\u00e9rio, no escuro\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Mas vamos fechar os olhos<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E pensar numa outra cousa\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Vamos ouvir o ru\u00eddo cantado, o ru\u00eddo arrastado das correntes no algibe,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Puxando a \u00e1gua fresca e profunda.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Havia no arco do algibe trepadeiras tr\u00eamulas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">N\u00f3s nos debru\u00e7\u00e1vamos \u00e0 borda, gritando os nomes uns dos outros,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E l\u00e1 dentro as palavras ressoavam fortes, cavernosas como vozes de le\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">N\u00f3s \u00e9ramos quatro, uma prima, dois negrinhos e eu.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Havia os azulejos, o muro do quintal, que limitava o mundo,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Uma paineira enorme e, sempre e cada vez mais, os grilos e as estrelas\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Havia todos os ru\u00eddos, todas as vozes daqueles tempos\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">As lindas e absurdas cantigas, tia Tula ralhando os cachorros,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">O chiar das chaleiras\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Onde andar\u00e1 agora o pince-nez da tia Tula<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Que ela n\u00e3o achava nunca?<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A pobre n\u00e3o chegou a terminar o Toutinegra do Moinho,<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Que sa\u00eda em folhetim no Correio do Povo!\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">A \u00faltima vez que a vi, ela ia dobrando aquele corredor escuro.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">Ia encolhida, pequenininha, humilde. Seus passos n\u00e3o faziam ru\u00eddo.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">E ela nem se voltou para tr\u00e1s!<\/p>\n<p><strong>A PIADA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um pol\u00edtico est\u00e1 tranquilamente tomando sol na praia, quando uma bela senhora se aproxima:<\/p>\n<p>\u2013 Ol\u00e1, o que o senhor faz por aqui ?<\/p>\n<p>O homem, querendo mostrar que pol\u00edticos tamb\u00e9m podem ter veia po\u00e9tica, responde com ar conquistador:<\/p>\n<p>\u2013 Roubando raios de sol.<\/p>\n<p>A mulher, sorrindo e balan\u00e7ando a cabe\u00e7a, diz:<\/p>\n<p>\u2013 Ah\u2026 voc\u00eas, pol\u00edticos, sempre trabalhando<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Acessar:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\"><strong><em>www.r2cpress.com.br<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O CACAUEIRO NO SEU DEVIDO LUGAR. (In. CACAU, UM BEM DA NATUREZA PARA PROVEITO DO HOMEM. Livro editado pela Via Litterarum. Luiz Ferreira &amp; A. C. Moreau) No Sul da Bahia, como j\u00e1 se referiu, o cacaueiro encontrou condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis de clima, solo, topografia e rede h\u00eddrica, raz\u00f5es da sua expans\u00e3o, chegando a ocupar 600 [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[38],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119597"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=119597"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119597\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":119601,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/119597\/revisions\/119601"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=119597"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=119597"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=119597"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}