{"id":119701,"date":"2019-05-10T18:43:39","date_gmt":"2019-05-10T21:43:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=119701"},"modified":"2019-05-10T18:43:39","modified_gmt":"2019-05-10T21:43:39","slug":"agrissenior-noticias-edicao-714-ano-xv-no-37-maio-de-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2019\/05\/10\/agrissenior-noticias-edicao-714-ano-xv-no-37-maio-de-2019\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOTICIAS &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 714 \u2013 ANO XV &#8211; N\u00ba 37 \u2013 Maio de 2019"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone \" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"583\" height=\"217\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>O TRAUMA DA LUA DE MEL<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Luiz Ferreira da Silva<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><u>In<\/u><\/strong> <em>UMA FAM\u00cdLIA SEM EFEITOS ESPECIAIS<\/em>, <em>Livro publicado em 2003. Gr\u00e1fica Graciliano Ramos, Macei\u00f3\/AL.<\/em><\/p>\n<p>D\u00e9cada de 50. Terminada a festa, a maioria dormiu na fazenda Primavera. Ou nos quartos preparados para os casais. Ou no ch\u00e3o mesmo; at\u00e9 na relva. A juventude \u00e9 assim mesmo. Topa tudo. Outros, mais aprumados, foram para as suas casas.<\/p>\n<p>E os noivos? Cada um na sua resid\u00eancia. A lua de mel, como era costume do lugar, s\u00f3 no outro dia. E n\u00e3o poderia ser diferente. Ele, de cara cheia, apagou-se na cama e s\u00f3 se acordou ao meio dia, chamado pela empregada da casa. Estava na hora de se preparar, pois pegaria a Marinete (como era conhecido o \u00f4nibus), com destino \u00e0 praia de Tebas, que passaria vindo de S\u00e3o Miguel Arcanjo, \u00e0s 3 horas daquela tarde. Dalva, cansada at\u00e9 a alma, com tantos preparativos, seguiu o mesmo destino. Os bra\u00e7os de Morf\u00e9u.<\/p>\n<p>Ainda bem que o transporte atrasou como sempre acontecia. O Sebasti\u00e3o s\u00f3 chegou \u00e0s 3 e meia, deixando todo o mundo preocupado.<\/p>\n<p>&#8211; O que teria acontecido? Impacientava-se Dalva?<\/p>\n<p>Muitos amigos foram ao chamado \u201cbota fora\u201d do casal. Piadas e mais piadas se ouviam sobre o que seria a noite deles. A maioria impublic\u00e1vel. J\u00e1 dentro do \u00f4nibus, acenando para a plateia, um jovem espirituoso e brincalh\u00e3o, Dagmar, ainda de porre da noite anterior, saiu com essa:<\/p>\n<p>&#8211; Sebasti\u00e3o, gritou bem alto. Voc\u00ea deixou crescer as unhas do p\u00e9? Ningu\u00e9m entendeu; tampouco o noivo.<\/p>\n<p>&#8211; Por que eu deixaria crescer as unhas do p\u00e9? Que bestagem \u00e9 essa? Ainda n\u00e3o curou a bebedeira?<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 pra fixar no colch\u00e3o e fazer finca p\u00e9! E fez o gesto obsceno do vai-e-vem.<\/p>\n<p>A Marinete arrancou, mas deu para ver o rosto corado da Dalva. &#8211; Que vergonha, meu Deus? Perguntou-se.<\/p>\n<p>No trajeto, Sebasti\u00e3o n\u00e3o se cansava de pensar como seria a sua primeira noite. Temia e tremia Tinha medo que Dalva, pela sua ingenuidade e, sobretudo, princ\u00edpios religiosos, fosse arredia e at\u00e9 sofresse um <strong><em><u>trauma<\/u><\/em><\/strong><u>.<\/u><\/p>\n<p>Corria uma informa\u00e7\u00e3o sobre a lua de mel das beatas, que o atormentava. Dizia-se que, algumas delas, com o medo do pecado imposto pelo padre paroquial, tornavam-se simples parideiras, sem jamais sentirem qualquer satisfa\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Um seu amigo, Totonho, muito sacana, havia lhe falado sobre o camisol\u00e3o que elas usavam na primeira noite. Uma vestimenta branca, at\u00e9 os p\u00e9s e com gola justa ao pesco\u00e7o, com um detalhe: um furo na altura da genit\u00e1lia. Era por ali, que se dava a penetra\u00e7\u00e3o, sem tirar a roupa e totalmente \u00e0s escuras. Era muita vergonha!<\/p>\n<p>S\u00f3 com o tempo, as coisas poderiam se tornar mais abertas, por\u00e9m mantendo-se uma dist\u00e2ncia pudica, como as beatas falavam. Nada de sem-vergonhice. Assim arrefeciam aos maridos mais safadinhos!<\/p>\n<p>&#8211; Perguntava, a si mesmo, o pobre Sebasti\u00e3o: Ser\u00e1 que mam\u00e3e foi assim? E, a Dalva? Mo\u00e7a religiosa, que nunca namorou? Durante o noivado n\u00e3o tivera qualquer avan\u00e7o. No m\u00e1ximo, um cheirinho. Que drama, meu Deus?<\/p>\n<p>O \u00f4nibus velho, do tipo \u201ccatanica\u201d, ia parando em todas as bibocas. Com isso, o percurso de 45 km, levou mais de 4 horas. Chegou \u00e0 porta da pens\u00e3o de Dona Ber\u00e9, ponto obrigat\u00f3rio de parada, \u00e0s 8 da noite.<!--more--><\/p>\n<p>Era a melhor hospedaria de Tebas. Asseada; comida farta e hospitalidade nota dez. A elite ali se hospedava. O Seu Agripino, pai da Dalva, era por demais conhecido. Sua filha seria recebida com distin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Havia um quarto especial, chamado Lar de Mel. Era justamente para receber os nubentes. Sempre lotado. Nessa \u00e9poca, n\u00e3o se conhecia a moda da su\u00edte. O banheiro era no corredor. S\u00f3 que exclusivo. Um outro banheiro para os demais c\u00f4modos.<\/p>\n<p>A propriet\u00e1ria recebeu, efusivamente, e os encaminhou ao quarto, sem antes n\u00e3o deixar de exaltar a limpeza do aposento e a maciez do colch\u00e3o. Deu as explica\u00e7\u00f5es de praxe e os convidou para cear, pois o caf\u00e9 j\u00e1 estava na mesa. Arrumaram as coisas rapidamente e foram ao sal\u00e3o.<\/p>\n<p>A mesa estava posta. Era considerado o caf\u00e9 mais famoso de todo o Estado. Enaltecido pelos turistas, sobretudo do sul. Batata doce; macaxeira; inhame e fruta p\u00e3o. Bolos de goma, massa puba, milho e macaxeira. P\u00e3o, bolacha de canela e tareco. Tapioca e beiju seco. Sucos de maracuj\u00e1, graviola, umbu e caj\u00e1. Queijo de coalha, requeij\u00e3o e manteiga de garrafa. Carne do sol, ovos fritos e farofa de mi\u00fados de galinha caipira. Caf\u00e9, leite de cabra e coalhada.<\/p>\n<p>O casal, na ansiedade por outra \u201ccomida\u201d, pouco tocou nas iguarias. Um caf\u00e9 preto com uma bolachinha de canela.<\/p>\n<p>&#8211; Comam meus filhos? Voc\u00eas v\u00e3o precisar ficar fortes? Uma pontinha de mal\u00edcia se sacava no risinho maroto da dona da pens\u00e3o. Mas era comum a Dona Ber\u00e9 pegar no p\u00e9 dos h\u00f3spedes, quase exigindo que comessem de tudo. Era o seu marketing.<\/p>\n<p>Aquele estabelecimento era a sua vida. Com esfor\u00e7o redobrado, contando com a ajuda de suas duas filhas, Eliane e C\u00e9lia, tocavam com desprendimento aquele patrim\u00f4nio deixado pelo marido, seu Jos\u00e9, precocemente falecido, de barriga d\u2019\u00e1gua.<\/p>\n<p>Levantaram-se e foram ver o mar, pois a noite era de luar. Andar uns passos, pois havia o mito da congest\u00e3o. N\u00e3o se poderia fazer sexo, ap\u00f3s as refei\u00e7\u00f5es, mesmo leves. Era perigoso, diziam os mais velhos.<\/p>\n<p>Voltaram ao quarto. Sebasti\u00e3o se adiantou e foi ao banheiro. Tomou um demorado banho e at\u00e9 se perfumou com leite de rosas. Em seguida, Dalva, levando um len\u00e7ol, provavelmente para n\u00e3o voltar decomposta. Demorou-se bastante para desespero de seu amado.<\/p>\n<p>Sebasti\u00e3o vestiu o pijama que sua irm\u00e3 mais velha, a Francisca, quase m\u00e3e, pela grande diferen\u00e7a de idade, lhe presenteara para a sublime ocasi\u00e3o. Olhou-se ao espelho. Parecia um japu (xexeu), p\u00e1ssaro comedor de mam\u00e3o l\u00e1 da fazenda Mulungu. Era amarelo can\u00e1rio com sianinhas pretas nos bolsos, nas mangas e nas laterais das cal\u00e7as. Achava-se um pouco rid\u00edculo.<\/p>\n<p>Deitou-se na cama e recome\u00e7ou o pensamento do camisol\u00e3o. Isso o fez se levantar repentinamente. Verificou no arm\u00e1rio e bisbilhotou a mala da Dalva. Nada encontrou. Ficou mais sossegado e retornou \u00e0 cama. &#8211; Que coisa feia mexer nas coisas da Dalva, mas o que fazer, esqueceu ele; perdoou-se.<\/p>\n<p>&#8211; Voltou a se atormentar. A sua amada n\u00e3o teria levado o camisol\u00e3o ao banheiro e, de l\u00e1, voltaria j\u00e1 vestida? Por isso, levou o len\u00e7ol?<\/p>\n<p>&#8211; De repente, a porta se abre. Dalva entra sem fazer barulho, como se estivesse andando na ponta dos p\u00e9s e lhe ordena. &#8211; Vire-se para o outro lado da cama, com a cara para a parede, cheirando barro, ordenou. &#8211; Vou me trocar.<\/p>\n<p>A\u00ed cresceu o suspense na cabe\u00e7a do Sebasti\u00e3o. De vez em quando, olhava para o teto para ver se a luz fora apagada. As beatas s\u00f3 perdiam a honra no escuro. N\u00e3o era assim que se diziam? Falava a esmo, baixinho.<\/p>\n<p>&#8211; Eis que, uma voz suave, bem feminina e meiga, chega aos seus ouvidos: &#8211; Meu querido marido, eis a sua mulherzinha. Aqui, de carne, osso e com muito amor. Todinha para voc\u00ea.<\/p>\n<p>A luz continuava acesa. Seria um bom sinal. Deu um pulo e o Sebasti\u00e3o, estupefato, estava diante da sua Dalva, totalmente nua, como viera ao mundo. Linda, cheirosa, gostosa, com risinho pecaminoso e sensual.<\/p>\n<p>Esfregou os olhos para ver se n\u00e3o existia a famigerada camisola. Seria uma miragem? N\u00e3o era. Agradeceu aos Santos e aos Orix\u00e1s.<\/p>\n<p>S\u00f3 se desgrudaram \u00e0s 10 da manh\u00e3, perguntando-se, ao mesmo tempo, um para o outro:<\/p>\n<p>&#8211; Amor, voc\u00ea est\u00e1 satisfeita (o)?<\/p>\n<p>&#8211; Veio a resposta, a uma s\u00f3 voz, tamb\u00e9m: N\u00e3o, amor. Cansada (o).<\/p>\n<p>E pelos 5 dias de lua de mel, o ritmo foi sempre assim.<\/p>\n<p>No retorno, s\u00f3 boas recorda\u00e7\u00f5es. Conversaram por muitos quil\u00f4metros, ainda jurando amor eterno. Outras vezes, ficavam pensativos, recordando aqueles dias de muito amor. Cenas inesquec\u00edveis!<\/p>\n<p>&#8211; De repente, Sebasti\u00e3o confessou sobre a sua preocupa\u00e7\u00e3o de como seria a noite de n\u00fapcias, motivada por uma est\u00f3ria envolvendo as beatas do Padre da Par\u00f3quia.<\/p>\n<p>&#8211; Dalva, numa gargalhada lhe perguntou se ele estava se referindo ao camisol\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; E voc\u00ea sabe disso? \u00a0&#8211; Ent\u00e3o, \u00e9 verdade?<\/p>\n<p>\u2013 Se \u00e9, n\u00e3o sei, respondeu ela; o que sei \u00e9 que a \u201clua\u201d n\u00e3o deveria gostar!<\/p>\n<p>Deu-lhe o ombro e ele se acomodou, dormindo satisfeito e feliz por toda a viagem, sonhando com um fila de beatas, sem camisol\u00e3o, assumidas e libertas, implorando-lhe amor.<\/p>\n<p><strong>O DESAFIO<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Luis Fernando Ver\u00edssimo<\/em><\/strong><\/p>\n<p>Um publicit\u00e1rio morreu e, como era da \u00e1rea de atendimento e tratava mal o pessoal da cria\u00e7\u00e3o, foi para o inferno. O Diabo, que todos os dias recebe um print-out com nome e profiss\u00e3o de todos os admitidos na data anterior, mandou que o publicit\u00e1rio fosse tirado da grelha e levado ao seu escrit\u00f3rio. Queria fazer-lhe uma proposta.<\/p>\n<p>Se ele aceitasse sua carga de castigos diminuiria e ele teria regalias. Ar-condicionado, etc.<\/p>\n<p>\u2014 Qual \u00e9 a proposta?<\/p>\n<p>\u2014 Temos que melhorar a imagem do inferno \u2014 disse o Diabo. \u2014 Falam as piores coisas do inferno.<\/p>\n<p>Queremos mudar isso.<\/p>\n<p>\u2014 Mas o que \u00e9 que se pode dizer de bom disto aqui? Nada.<\/p>\n<p>\u2014 Por isso \u00e9 que precisamos de publicidade.<\/p>\n<p>O publicit\u00e1rio topou. Era um desafio. E as regalias eram atraentes.<\/p>\n<p>Quis saber algumas coisas que diziam do Inferno e que mais irritavam o Diabo.<\/p>\n<p>\u2014 Bem. Dizem que aqui todos os cozinheiros s\u00e3o ingleses, todos os gar\u00e7ons s\u00e3o italianos,<\/p>\n<p>todos os motoristas de t\u00e1xi s\u00e3o franceses e todos os humoristas alem\u00e3es.<\/p>\n<p>\u2014 E \u00e9 verdade?<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9.<\/p>\n<p>\u2014 Hmmm \u2014 disse o publicit\u00e1rio. \u2014 Uma das t\u00e9cnicas que podemos usar \u00e9 transformar desvantagem em vantagem. Pegar a coisa pelo outro lado.<\/p>\n<p>Sua cabe\u00e7a j\u00e1 estava funcionando. Continuou:<\/p>\n<p>\u2014 Os cozinheiros ingleses, por exemplo. Podemos dizer que a comida \u00e9 t\u00e3o ruim que \u00e9 o local ideal para emagrecer. Al\u00e9m de tudo, j\u00e1 \u00e9 uma sauna.<\/p>\n<p>\u2014 Bom, bom.<\/p>\n<p>\u2014 Gar\u00e7ons italianos. Servem a mesa pessimamente. Mas cantam, conversam, brigam. Isto \u00e9, ajudam a distrair a aten\u00e7\u00e3o da comida inglesa.<\/p>\n<p>\u2014 \u00d3timo.<\/p>\n<p>\u2014 Motoristas franceses. S\u00e3o mal-humorados e grosseiros.<\/p>\n<p>Isso desestimula o uso do t\u00e1xi e promove as caminhadas. \u00c9 econ\u00f4mico e saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m provoca a indigna\u00e7\u00e3o generalizada, une a popula\u00e7\u00e3o e combate a apatia.<\/p>\n<p>\u2014 Muito bom!<\/p>\n<p>\u2014 Uma situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o seria amenizada pelos humoristas.<\/p>\n<p>Os humoristas, como se sabe, n\u00e3o t\u00eam qualquer fun\u00e7\u00e3o social. Eles s\u00f3 servem para<\/p>\n<p>desmobilizar as pessoas, criar um clima de lassid\u00e3o e deboche, quando n\u00e3o de perigosa aliena\u00e7\u00e3o. Isso n\u00e3o acontece com os humoristas alem\u00e3es, cuja falta de gra\u00e7a s\u00f3 aumenta a revolta geral, mantendo a popula\u00e7\u00e3o ativa e s\u00e9ria.<\/p>\n<p>O al\u00edvio \u00e9 dado pelos gar\u00e7ons italianos.<\/p>\n<p>\u2014 Perfeito! \u2014 exclamou o Diabo. \u2014 J\u00e1 vi que acertei.<\/p>\n<p>Quando podemos come\u00e7ar a campanha?<\/p>\n<p>\u2014 Espere um pouquinho \u2014 disse o publicit\u00e1rio. \u2014 Temos que combinar algumas coisas, antes.<\/p>\n<p>Por exemplo: a verba.<\/p>\n<p>\u2014 Isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 comigo \u2014 disse o Diabo. \u2014 \u00c9 com o pessoal da \u00e1rea econ\u00f4mica.<\/p>\n<p>Voc\u00ea pode tratar com eles. E aproveitar para acertar tamb\u00e9m o seu contrato.<\/p>\n<p>Com isso o Diabo apertou um bot\u00e3o intercomunicador vermelho que havia sobre a sua mesa e disse:<\/p>\n<p>\u2014 Dona Henriqueta, diga para o Silva vir at\u00e9 a minha sala.<\/p>\n<p>\u2014 Silva? \u2014 estranhou o publicit\u00e1rio.<\/p>\n<p>\u2014 Nosso gerente financeiro. Toda a nossa economia \u00e9 dirigida por brasileiros.<\/p>\n<p>A\u00ed o publicit\u00e1rio suspirou, levantou e disse:<\/p>\n<p>\u2014 Me devolve pra grelha&#8230;<\/p>\n<p>____________________<\/p>\n<p>Texto extra\u00eddo do livro <em>&#8220;A M\u00e3e do Freud&#8221;, <\/em>L&amp;PM Editores, Porto Alegre, 1985, p\u00e1g. 93.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O PENSAMENTO DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Desconfie do destino e acredite em voc\u00ea. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive j\u00e1 morreu.\u201d<a href=\"https:\/\/www.pensador.com\/autor\/sarah_westphal\/\"><em>Sarah Westphal<\/em><\/a><em>\u201d<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A POESIA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p><strong>A ausente<\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Vin\u00edcius de Morais<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amiga, infinitamente amiga<\/p>\n<p>Em algum lugar teu cora\u00e7\u00e3o bate por mim<\/p>\n<p>Em algum lugar teus olhos se fecham \u00e0 ideia dos meus.<\/p>\n<p>Em algum lugar tuas m\u00e3os se crispam, teus seios<\/p>\n<p>Se enchem de leite, tu desfaleces e caminhas<\/p>\n<p>Como que cega ao meu encontro&#8230;<\/p>\n<p>Amiga, \u00faltima do\u00e7ura<\/p>\n<p>A tranquilidade suavizou a minha pele<\/p>\n<p>E os meus cabelos. S\u00f3 meu ventre<\/p>\n<p>Te espera, cheio de ra\u00edzes e de sombras.<\/p>\n<p>Vem, amiga<\/p>\n<p>Minha nudez \u00e9 absoluta<\/p>\n<p>Meus olhos s\u00e3o espelhos para o teu desejo<\/p>\n<p>E meu peito \u00e9 t\u00e1bua de supl\u00edcios<\/p>\n<p>Vem. Meus m\u00fasculos est\u00e3o doces para os teus dentes<\/p>\n<p>E \u00e1spera \u00e9 minha barba. Vem mergulhar em mim<\/p>\n<p>Como no mar, vem nadar em mim como no mar<\/p>\n<p>Vem te afogar em mim, amiga minha<\/p>\n<p>Em mim como no mar&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A PIADA DA SEMANA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; M\u00e3e, por que o nome da minha prima \u00e9 Ros\u00e2ngela?<\/p>\n<p>Porque a m\u00e3e dela gosta de rosas, filha.<\/p>\n<p>\u2013 E voc\u00ea gosta de que m\u00e3e?<\/p>\n<p>\u2013 Um dia voc\u00ea vai saber, Rolayne.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Acessar:<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\"><strong><em>www.r2cpress.com.br<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O TRAUMA DA LUA DE MEL Luiz Ferreira da Silva In UMA FAM\u00cdLIA SEM EFEITOS ESPECIAIS, Livro publicado em 2003. Gr\u00e1fica Graciliano Ramos, Macei\u00f3\/AL. 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