{"id":121214,"date":"2019-11-28T17:11:04","date_gmt":"2019-11-28T20:11:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=121214"},"modified":"2019-11-28T17:11:04","modified_gmt":"2019-11-28T20:11:04","slug":"umas-e-outras-da-cidade-xxxi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2019\/11\/28\/umas-e-outras-da-cidade-xxxi\/","title":{"rendered":"UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXI)"},"content":{"rendered":"<p><em><strong><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/heckel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-115152\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/heckel-300x129.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"129\" \/><\/a>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/strong><\/em><br \/>\nA extensa plan\u00edcie da boca do Jequitinhonha chamada de Bebel pelos mais<br \/>\nchegados n\u00e3o teve \u2013nascida ribeirinha e mar\u00edtima\u2013 dificuldades para, com as<br \/>\ncondi\u00e7\u00f5es afloradas, se tornar portu\u00e1ria.<br \/>\nPorto que come\u00e7a a se erguer nos 50 anos iniciais do s\u00e9culo XIX com as<br \/>\ntransa\u00e7\u00f5es comerciais de mercadorias entre Bebel e Salto da Divisa no norte de<br \/>\nMinas Gerais. A respeito Milton Nascimento na pag. 31-32 do t\u00f3pico \u2018A<br \/>\nimport\u00e2ncia dos canoeiros do Baixo Jequitinhonha\u2019 de seu livro \u201cCachoeirinha<br \/>\n_Freguesia de Nossa Senhora da Concei\u00e7\u00e3o&#8230;\u201d ressalta que \u201cDe Belmonte levavam<br \/>\npara Minas Gerais artigos manufaturados oriundos da Europa, e g\u00eaneros de<br \/>\nprimeira necessidade como sal, querosene e outros produtos. De Minas traziam<br \/>\nalgod\u00e3o produzido no m\u00e9dio Jequitinhonha que vinha at\u00e9 Belmonte e dali levado<br \/>\npara Salvador para ser exportado. Traziam tamb\u00e9m de Minas requeij\u00e3o, manteiga e<br \/>\ncarne de jab\u00e1. \u201d<br \/>\nE se consolida \u2013de 1850 para frente, principalmente no decorrer da primeira<br \/>\nmetade do s\u00e9culo XX\u2013 em raz\u00e3o do nascimento de uma mercadoria diferenciada:<br \/>\no cacau das margens do grande rio e que transforma o \u2018porto\u2019 num centro<br \/>\nefervescente e irradiador da economia da pequena Bebel. N\u00e3o tardou a oficial Av.<br \/>\nPresidente Get\u00falio Vargas paralela ao rio ser transformada, efeito da mudan\u00e7a, na<br \/>\nsugestiva Rua do Porto.<br \/>\nCom a pujan\u00e7a cacaueira o ancoradouro fluvial do Jequitinhonha, \u00e0 \u00e9poca<br \/>\ncaudaloso, condicionava a atraca\u00e7\u00e3o de navios de variados tamanhos e<br \/>\nconsider\u00e1veis calados. A dar suporte para o transporte n\u00e3o s\u00f3 de cargas, mas<br \/>\ntamb\u00e9m de passageiros, o porto passa a ser o motor do progresso da cidade. Vapor<br \/>\n(como as embarca\u00e7\u00f5es da \u00e9poca \u2013por serem movidas por este g\u00e1s\u2013 eram<br \/>\nconhecidas) como o Itapicuru, o Cisne Branco, o Cachoeira, o Camacan dentre<br \/>\noutros ficara gravado nas mentes dos belmontenses que vivenciaram o per\u00edodo<br \/>\ndesse ambiente portu\u00e1rio e, claro, suas hist\u00f3rias. Algumas recheadas de doses<br \/>\nhil\u00e1rias, como a do naufr\u00e1gio do Itiber\u00ea na costa de Bebel. Conta-se que um<br \/>\nlavrador de cacau dois dias ap\u00f3s o acidente ao cobrar de outro cacauicultor o<br \/>\npagamento de um d\u00e9bito relativo a um empr\u00e9stimo lhe concedido, do devedor<br \/>\nouviu o sonoro retorno: \u201cMeu amigo, n\u00e3o se preocupe n\u00e3o. Tenha paci\u00eancia. Na<br \/>\nvolta do Itiber\u00ea o dinheiro estar\u00e1 em suas m\u00e3os\u201d. Acontece que at\u00e9 aquele<br \/>\nmomento s\u00f3 poucas pessoas sabiam do acontecido, a exemplo do espertalh\u00e3o e<br \/>\ninadimplente lavrador.<br \/>\nO fato se incorporou ao imagin\u00e1rio popular da cidade a ponto de, em<br \/>\nqualquer conversa a dois que houvesse uma cobran\u00e7a por solu\u00e7\u00e3o, tiradas como<br \/>\n\u201cNa volta do Itiber\u00ea eu te pago\u201d ou \u201cNa volta do Itiber\u00ea eu resolvo\u201d saiam de batepronto.<br \/>\nDepois da navega\u00e7\u00e3o fluvial-mar\u00edtima com as canoas e os barcos a vapor,<br \/>\noutro pendor de Bebel foi pela avia\u00e7\u00e3o. Os dois est\u00e3o intrinsicamente ligados<br \/>\nporque antes da \u2018pista terrestre\u2019 o palco dos pousos \u2013 com os avi\u00f5es do tipo<br \/>\nJunkers W-34 e JU-52 a intermediar em escala regular a linha Salvador\/Rio de<br \/>\nJaneiro e vice-versa\u2013 foram as \u00e1guas do Jequitinhonha. Mas essa parte fica para a<br \/>\npr\u00f3xima Umas e Outras&#8230;<br \/>\nHeckel Janu\u00e1rio<br \/>\nEm tempo: A Bahia foi uma das primeiras localidades a desenvolver o primeiro<br \/>\nmeio de transporte introduzido no Brasil. Os portos de Salvador e de Ilh\u00e9us foram<br \/>\nimportantes nessa empreitada. Hora com bons, hora com maus servi\u00e7os,<br \/>\ncompanhias de navega\u00e7\u00e3o, alternavam-se no dom\u00ednio das concess\u00f5es, inclusive<br \/>\ncapitalistas na jogada, e o pr\u00f3prio governo estadual. Inicialmente a do Rec\u00f4ncavo e<br \/>\ndepois a do Sul da Bahia foram regi\u00f5es onde a navega\u00e7\u00e3o baiana deu seguimento.<br \/>\nA do Sul, com o advento do cacau, passou a liderar o com\u00e9rcio mar\u00edtimo baiano.<br \/>\nEmbora a navega\u00e7\u00e3o atuasse como uma alavanca de crescimento, o per\u00edodo de seu<br \/>\nincremento foi de submiss\u00e3o do Brasil ao capital ingl\u00eas. No de hoje o impositor<br \/>\n(ou impositores) \u00e9 mais impercept\u00edvel, mas a subordina\u00e7\u00e3o continua subordina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEm tempo2: mesmo n\u00e3o tendo encontrado literatura sobre o Itiber\u00ea o site<br \/>\nwww.naufragiosdobrasil registra que o naufr\u00e1gio foi mesmo em Belmonte.<br \/>\nEm tempo 4: a inser\u00e7\u00e3o dos avi\u00f5es Junkres se assentou em mat\u00e9rias dos jornais<br \/>\n\u2018Tabu\u2019 (1\u00aa quinzena de julho e 2\u00aa de agosto de 1996) e \u2018A Tarde\u2019 de 23\/8\/1992<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) A extensa plan\u00edcie da boca do Jequitinhonha chamada de Bebel pelos mais chegados n\u00e3o teve \u2013nascida ribeirinha e mar\u00edtima\u2013 dificuldades para, com as condi\u00e7\u00f5es afloradas, se tornar portu\u00e1ria. 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