{"id":121337,"date":"2019-12-19T21:47:16","date_gmt":"2019-12-20T00:47:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=121337"},"modified":"2019-12-19T22:14:30","modified_gmt":"2019-12-20T01:14:30","slug":"o-meu-natal-interiorano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2019\/12\/19\/o-meu-natal-interiorano\/","title":{"rendered":"O MEU NATAL INTERIORANO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/LF-821.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-119338\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2019\/04\/LF-821.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"270\" \/><\/a><br \/>\nLuiz Ferreira da Silva<br \/>\nluizferreira1937@gmail.com<\/p>\n<p>O Natal, em Coruripe (AL) era uma festa que deixou recorda\u00e7\u00f5es na garotada da \u00e9poca. Em mim, as lembran\u00e7as s\u00e3o cristalinas, vivas e prazerosas.<br \/>\nNo calend\u00e1rio festivo, nada mais \u00e9 belo que o dia de Natal. H\u00e1 certos rituais que o torna mais comovente, transmitindo muita alegria aos cora\u00e7\u00f5es, independentemente de suas cren\u00e7as religiosas, de suas condi\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas e de outros diferenciais.<br \/>\nA crian\u00e7a fica feliz com seus presentes. Os adultos com as iguarias. Os velhos com o congra\u00e7amento familiar. Os casais com o resplandecer de seus sentimentos. Enfim, ningu\u00e9m escapa de receber um pouco dessa energia, emanada do Aniversariante engrossada pelos que he seguem, ou o admiram \u2013 Jesus Cristo, o reinventor da f\u00e9 e o fundador dos princ\u00edpios \u00e9ticos, morais de conduta humana.<br \/>\nAs comunidades se engalanam, iluminando-se. As casas erguem as suas \u00e1rvores de Natal. Os templos se preparam para receber os seus fi\u00e9is. As quermesses, nas cidades pequenas d\u00e3o o tom comemorativo, com o significado comunit\u00e1rio. As encena\u00e7\u00f5es cultuam a imagem do Cristo. Os pres\u00e9pios se distribuem em pontos estrat\u00e9gicos, chamando a aten\u00e7\u00e3o dos devotos.<!--more--><br \/>\nNesse contexto festivo, com a preval\u00eancia da uni\u00e3o familiar. Pelo cora\u00e7\u00e3o, complementando os la\u00e7os sangu\u00edneos, h\u00e1 diversos modos e maneiras de comemora\u00e7\u00f5es, sem que haja uma melhor ou uma pior. Todas s\u00e3o v\u00e1lidas.<br \/>\nO importante \u00e9 o esp\u00edrito da solidariedade, a f\u00e9 contida em cada um e o respeito ao seu semelhante. A opul\u00eancia n\u00e3o importa.<br \/>\nUm Natal com bebidas importadas aves defumadas, tortas de salm\u00e3o, frutas secas desidratadas, nozes diversas e panetones, pode n\u00e3o expressar o mesmo compartir, de uma fam\u00edlia pobre, na distribui\u00e7\u00e3o de outros bens, n\u00e3o materiais, como o amor e a paz. Mais vale o que vem de dentro, do \u00edntimo das pessoas, do que o exterior, muitas vezes, cheio de hipocrisia.<br \/>\nRecordo-me, muito bem, de meu Natal de crian\u00e7a l\u00e1 em Coruripe e sonhava com a data, antevendo os brinquedos em frente \u00e0 Igreja do Ros\u00e1rio, que me fascinavam. N\u00e3o tinha roda gigante; nem era conhecida na regi\u00e3o. Mas, os \u201ccavalinhos\u201d (carrossel), os barcos (os meus preferidos) e as sombrinhas.<br \/>\nO comer as guloseimas era outra atra\u00e7\u00e3o, nas barracas, bem como os bazares enfeitados.<br \/>\nN\u00e3o se precisava de tanto dinheiro. Durante todo o ano, os poucos trocados eram depositados em um cofrinho de barro para o \u201cfundo natalino\u201d. N\u00e3o havia a troca de presentes, como hoje, e, tampouco, mesas fartas.<br \/>\nA festa era na rua, at\u00e9 o voltar para casa, cansado e sem sapato, com os p\u00e9s cheios de calos, pela falta de h\u00e1bito.<br \/>\nHavia uma tradi\u00e7\u00e3o, que independia de ser pobre ou rico; a roupa nova. Ningu\u00e9m deixava de se \u201cemperiquitar\u201d. Fazia parte do sentimento natalino. E a apoteose era a missa do galo., em frente \u00e0 Igreja da Nossa senhora da Concei\u00e7\u00e3o.<br \/>\nInfelizmente, tudo mudou. Hoje, transformaram o seu anivers\u00e1rio em uma esp\u00e9cie de mercantilismo desvairado. At\u00e9 foi substitu\u00eddo por Papai Noel, que passou a dar as ordens aos pais, para alegria das crian\u00e7as, no af\u00e3 dos brinquedos, quando o aniversariante deveria ser o centro das aten\u00e7\u00f5es. N\u00e3o h\u00e1 uma s\u00f3 lembran\u00e7a, uma foto ou uma imagem, nas decora\u00e7\u00f5es natalinas, seja nos Shoppings ou nos logradouros p\u00fablicos. E ningu\u00e9m se toca pra isso e, tampouco, percebe que Ele \u00e9 a pessoa mais importante da festa, o epicentro de tudo.<br \/>\nNo meu interior, era diferente. Tudo humilde, mas o Natal era entendido de uma outra forma. Jesus nascia em n\u00f3s, brotando sentimentos de paz, de solidariedade, de amor ao pr\u00f3ximo e de muita harmonia.<br \/>\nEu at\u00e9 creio \u2013 talvez utopismo, agora de um oitent\u00e3o (82) \u2013 que o mundo seria melhor, se comemorasse a Festa da Cristandade nos mesmos moldes do meu Natal infantil, pobre, modesto, mas muito feliz, l\u00e1 de Coruripe (AL).<br \/>\n(25 de dezembro de 2019)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Ferreira da Silva luizferreira1937@gmail.com O Natal, em Coruripe (AL) era uma festa que deixou recorda\u00e7\u00f5es na garotada da \u00e9poca. Em mim, as lembran\u00e7as s\u00e3o cristalinas, vivas e prazerosas. No calend\u00e1rio festivo, nada mais \u00e9 belo que o dia de Natal. 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