{"id":121524,"date":"2020-01-23T20:49:34","date_gmt":"2020-01-23T23:49:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=121524"},"modified":"2020-01-23T20:49:34","modified_gmt":"2020-01-23T23:49:34","slug":"vai-um-catchup-na-pizza-ai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2020\/01\/23\/vai-um-catchup-na-pizza-ai\/","title":{"rendered":"VAI UM CATCHUP NA PIZZA A\u00cd?"},"content":{"rendered":"<div><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pizza.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-121526\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pizza-300x201.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pizza-300x201.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/pizza.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Nesses dias, um jogador de futebol italiano se mostrou indignado ao saber que muitos brasileiros usam catchup na pizza. Essa pol\u00eamica \u00e9 antiga.<\/div>\n<div>Na It\u00e1lia, nem pensar. Em S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m n\u00e3o &#8211; embora no passado isso tenha sido bem mais r\u00edgido &#8211; mas at\u00e9 hoje muitas cantinas italianas tradicionais ainda se orgulham de n\u00e3o servir o condimento vil\u00e3o. Curioso \u00e9 que, na mesma S\u00e3o Paulo, se come cachorro quente com pur\u00ea de batata, enquanto o original americano \u00e9 (ou era) somente p\u00e3o, salsicha, olhe l\u00e1 uma mostardazinha e nada mais.<\/div>\n<div>Trata-se de quest\u00e3o cultural, devemos entender. At\u00e9 concordo que o costume seja sempre preservado no pa\u00eds de origem, inclusive pelos turistas, em sinal de respeito \u00e0 cultura local. Fora isso, que a liberdade e a criatividade do paladar criem asas e decolem.<\/div>\n<div>\u00a0O Brasil \u00e9 um pa\u00eds imenso, diverso, acolheu e acolhe toda sorte de imigrantes de in\u00fameras nacionalidades, incorporando diferentes culturas em todas as \u00e1reas, sobretudo na gastronomia. \u00c9 natural que surjam algumas adapta\u00e7\u00f5es ou varia\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>Um exemplo claro, mas que passa despercebido, \u00e9 o nosso famoso acaraj\u00e9. Origin\u00e1rio da \u00c1frica faz s\u00e9culos, o bolinho era recheado apenas de pimenta a gosto e servido num peda\u00e7o de folha de bananeira em vez de papel. Com o passar do tempo, dentro e fora da Bahia foram introduzidas outras op\u00e7\u00f5es de recheios, as mais variadas, at\u00e9 mesmo salada e marisco catado. Dizia um conhecido historiador baiano que &#8220;o acaraj\u00e9 virou acarab\u00farguer&#8221;. Ali\u00e1s, nada de estarrecedor se o nosso quitute se popularizasse nos Estados Unidos (ou It\u00e1lia) \u00e9 l\u00e1 ganhasse o recheio de&#8230; picles.<\/div>\n<div>Pra finalizar, pode ser que voc\u00ea n\u00e3o acredite, mas conhe\u00e7o algu\u00e9m que adora\u00a0<u>estrogonofe com farinha de mandioca<\/u>. Esquisito, inimagin\u00e1vel, mas \u00e9 s\u00f3 pensar que gosto n\u00e3o se discute e pronto. Vida que segue e cada um na sua.<\/div>\n<div><\/div>\n<div><\/div>\n<div><i><b>Nilson Pessoa<\/b><\/i><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nesses dias, um jogador de futebol italiano se mostrou indignado ao saber que muitos brasileiros usam catchup na pizza. Essa pol\u00eamica \u00e9 antiga. Na It\u00e1lia, nem pensar. 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