{"id":122129,"date":"2020-05-08T20:33:28","date_gmt":"2020-05-08T23:33:28","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=122129"},"modified":"2020-05-08T20:33:28","modified_gmt":"2020-05-08T23:33:28","slug":"umas-e-outras-da-cidade-xxxiv","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2020\/05\/08\/umas-e-outras-da-cidade-xxxiv\/","title":{"rendered":"UMAS E OUTRAS DA CIDADE (XXXIV)"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/heckel.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-115152\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/heckel-300x129.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"129\" \/><\/a>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS)<\/p>\n<p>Em casa, sob a \u00e9gide \u2013por temor ao pand\u00eamico Coronav\u00edrus\u2013 do velho, inteligente e sempre atual\u00edssimo ditado \u2018quem tem &#8230; tem medo\u2019, este escrevinhador, meio a leituras diversas e afazeres dom\u00e9sticos para disfar\u00e7ar tal sensa\u00e7\u00e3o, aceitou de bom grado o \u2018empurr\u00e3o\u2019 virtual da amiga Solange Melo em encaixar mais \u2018uma\u2019 nessas Notas de Bebel.<\/p>\n<p>As antecedentes partes XXXI, XXXII e XXXIII, relembrando, se prenderam a casos dos transportes a\u00e9reo e mar\u00edtimo-fluvial, pendores da cidade, a exemplo dos das fa\u00e7anhas dos aviadores; esta, assentada nas trocas de mensagens via WhatsApp com a aludida belmontense, se atreve a intrometer-se em p\u00e1ginas de \u201cDona Flor e Seus Dois Maridos\u201d de Jorge Amado e, a arrolar mais uma vez a \u2018m\u00e1quina voadora\u2019 de Santos Dumont.<\/p>\n<p>Quem n\u00e3o se lembra das poucas e boas aprontadas por Valdomiro Santos Guimar\u00e3es (o Vadinho) e de sua morte no Largo Dois de Julho em pleno carnaval de Salvador, cria\u00e7\u00f5es do escritor na sua verve de misturar fic\u00e7\u00e3o e realidade? Por\u00e9m, na vers\u00e3o n\u00e3o ficcional de Solange, o \u00f3bito envolve uma figura real: a de Alberto, afortunado empres\u00e1rio da capital baiana (morador do bairro da Gra\u00e7a) de anos idos, e casado com Marina Guimar\u00e3es, irm\u00e3 de Celso Jorge Guimar\u00e3es (ou Ju para a fam\u00edlia), poss\u00edvel ser humano de verdade e modelo para o citado protagonista da obra amadiana. Como o rico soteropolitano tinha a avia\u00e7\u00e3o como hobby e grande apre\u00e7o pelo cunhado, ao saber que Ju (o Vadinho romanceado) estava em Bebel a perambular, n\u00e3o hesita em pegar seu Cessna e voar, se picar pra l\u00e1. Ap\u00f3s alguns dias de farra na pequena cidade da foz do ic\u00f4nico rio Jequitinhonha, os dois d\u00e3o na telha de dar um bordejo, uma curtida em Ilh\u00e9us e decolam, Alberto no comando, rumo ao territ\u00f3rio ilheense. J\u00e1 com a terra da Gabriela vista de cima resolvem fazer, antes da prepara\u00e7\u00e3o para o pouso, algumas piruetas na praia central, a da Av. Soares Lopes e rasantes sobre o Est\u00e1dio M\u00e1rio Pessoa. Num desses o monomotor se descontrola, se choca com uma das traves do campo, pega fogo e ambos morrem no desastre.<\/p>\n<p>Revela ainda Solange que, embora fosse bem nova, conhecera Flor\u00edpedes Paiva Guimar\u00e3es, a Dona Flor (ou Irene Monteiro Guimaraes no registro de nascimento) em carne e osso morando na Rua Ara\u00fajo Pinho no Canela e que, em raz\u00e3o da amizade dela, Dona Flor com a sua fam\u00edlia, j\u00e1 deu boas gargalhadas com seus casos hil\u00e1rios-er\u00f3ticos. No primeiro casamento, prossegue, com Celso Jorge, ela teve 3 filhos: Claudio (Conhecido como Ioi\u00f4), Diana, e Lu\u00eds Carlos Monteiro Guimar\u00e3es, este seguiu carreira pol\u00edtica e se elegeu prefeito por dois mandatos (1977\/1982 e 1989\/1993) em Bebel, rebento que, qualquer semelhan\u00e7a com o pai n\u00e3o \u00e9 mera coincid\u00eancia. No segundo matrim\u00f4nio o casal gerou dois, mas diz n\u00e3o se lembrar de seus nomes nem o do pai, e esclarece que, quando conheceu Dona Flor, ela j\u00e1 era vi\u00fava duas vezes, n\u00e3o chagando, portanto, a conhece-los, mas que os tem em mente em virtude das constantes conversas, inclusive \u00edntimas, entre seus familiares e a propriet\u00e1ria da Escola de Culin\u00e1ria Sabor e Arte.<\/p>\n<p>Como Celso Jorge Guimar\u00e3es, era m\u00e9dico, tido como irreverente, inveterado jogador de dados e baralhos e conhecido nos cabar\u00e9s e nas rodas bo\u00eamias da antiga<\/p>\n<p>\u2018Soter\u00f3polis\u2019 como \u201cmalandro de gravata\u201d e, como (conclus\u00e3o do escrevinhador) o Vadinho do romancista \u00e9 igualmente investido das caracter\u00edsticas acima bem como da de \u2018Dom Juan de Puteiro\u2019 dos bons, a hip\u00f3tese de o escritor haver se espelhado neste Guimar\u00e3es de exist\u00eancia verdadeira \u00e9 deveras muito grande. J\u00e1 o imagin\u00e1rio farmac\u00eautico e m\u00fasico de fagote doutor Teodoro Madureira, c\u00f4njuge 2 de Dona Flor, homem de lhaneza e de maneiras \u2013at\u00e9 no vamos ver da alcova\u2013 comedidas, longe disso.<\/p>\n<p>O t\u00f3pico \u201cPar\u00eantesis com Chimbo e com Rita de Chimbo\u201d, entre outros detalhes (como as cita\u00e7\u00f5es de Norma Guimar\u00e3es, filha do Chimbo de verdade) no mencionado livro, evidencia o grau de proximidade do escritor com os Guimar\u00e3es. Nome cartorial de Chimbo: Hamilton Gomes Guimar\u00e3es, advogado e intendente de Bebel entre os anos 1927 e 1930 e tem como irm\u00e3os: Celito (Wenceslau), Ded\u00e9 (Adelar) Vadinho (o Celso Jorge) e Marina (a casada com o Alberto), todos filhos de Wenceslau de Oliveira Guimar\u00e3es, cidad\u00e3o que em sua trajet\u00f3ria fora advogado, juiz de direito, desembargador, secret\u00e1rio de seguran\u00e7a p\u00fablica e pol\u00eamico pol\u00edtico da hist\u00f3ria do Bahia e, claro, do Brasil. Sua vida no \u00e2mbito jur\u00eddico e no da pol\u00edtica foi iniciada e estruturada em Bebel onde constituiu fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Heckel Janu\u00e1rio<\/p>\n<p>Em tempo: o escritor na sua singular criatividade de embolar o meio campo para atrair o ledor \u2013e produzir prazerosas narrativas\u2013, no romance em pauta insere o Chimbo como \u2018tio\u2019 e \u2018primo\u2019 do Vadinho, mas como exposto \u00e9 seu irm\u00e3o de fato..<\/p>\n<p>Em tempo2: este escrevinhado teve por base como j\u00e1 dito, as conversas virtuais com a belmontense Solange Melo, advogada, m\u00e3e de duas filhas e \u2018Vov\u00f3 de 4 netas\u2019, como gosta de ser alcunhada. H\u00e1 um bom tempo \u00e9 radicada \u2013embora sempre v\u00e1 a Bebel\u2013 no Rio de Janeiro. Idem, os papos telef\u00f4nicos com o amigo Marcos Melo, engenheiro civil e cacauicultor. Ambos s\u00e3o irm\u00e3os e conhecedores de interessantes \u201cpassagens\u201d de Bebel.<\/p>\n<p>Em tempo3: Wenceslau nasceu em Valen\u00e7a, do Baixo Sul da Bahia e descende de fam\u00edlia envolta na \u00e1rea do Direito e da Pol\u00edtica. Tido como em\u00e9rito falador, pol\u00eamico e sat\u00edrico contumaz, os casos que o envolve s\u00e3o afamados entre os belmontenses e \u00f3bvio, dignos de serem encaixados (como os de alguns de seus descendentes) nestas Notas de Bebel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(NOTAS DE BELMONTE &#8211; \u2018BEBEL\u2019 PARA OS MAIS CHEGADOS) Em casa, sob a \u00e9gide \u2013por temor ao pand\u00eamico Coronav\u00edrus\u2013 do velho, inteligente e sempre atual\u00edssimo ditado \u2018quem tem &#8230; tem medo\u2019, este escrevinhador, meio a leituras diversas e afazeres dom\u00e9sticos para disfar\u00e7ar tal sensa\u00e7\u00e3o, aceitou de bom grado o \u2018empurr\u00e3o\u2019 virtual da amiga Solange Melo [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122129"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=122129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":122130,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/122129\/revisions\/122130"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=122129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=122129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=122129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}