{"id":122512,"date":"2020-07-17T19:54:13","date_gmt":"2020-07-17T22:54:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=122512"},"modified":"2020-07-17T19:56:08","modified_gmt":"2020-07-17T22:56:08","slug":"agrissenior-noticias-edicao-772-ano-xvii-no-01-20-de-julho-de-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2020\/07\/17\/agrissenior-noticias-edicao-772-ano-xvii-no-01-20-de-julho-de-2020\/","title":{"rendered":"AGRISS\u00caNIOR NOT\u00cdCIAS &#8211; Edi\u00e7\u00e3o 772 \u2013 ANO XVII N\u00ba 01 \u2013 20 de julho de 2020"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium aligncenter\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/20180330_130737.png\" width=\"688\" height=\"256\" \/><\/p>\n<h2 style=\"text-align: center;\">EDI\u00c7\u00c3O 01, ANO XVII<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">16 anos, semanalmente, chegando a um seleto grupo de leitores. E TOCANDO EM FRENTE!<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">OS EDITORES<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">SILVA JARDIM<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">BRASILEIRO REVOLUCION\u00c1RIO MORTO NUM VULC\u00c3O (https:\/\/economia.uol.com.br\/blogs-e-colunas\/coluna\/reinaldo-polito\/2020\/07\/14\/)<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Perdemos o apetite de viver quando nossas paix\u00f5es s\u00e3o saciadas. C\u00edcero.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Voc\u00ea j\u00e1 deve ter ouvido esta ironia: o Brasil n\u00e3o tem desastres naturais, mas temos pol\u00edticos. Aqui n\u00f3s n\u00e3o temos tuf\u00f5es, terremotos, vulc\u00f5es, mas temos &#8220;Suas Excel\u00eancias&#8221; para infernizar a nossa vida. Vez por outra, entretanto somos surpreendidos, e a vida nos prega uma pe\u00e7a. Vale a pena relembrar uma hist\u00f3ria muito curiosa envolvendo um evento natural e um pol\u00edtico &#8211; na verdade, um ativista pol\u00edtico &#8211; comprometido na conquista de um ideal de luta que acontecia no Brasil na \u00e9poca do Imp\u00e9rio. Neste m\u00eas de julho, faz 129 anos que o Brasil perdeu um de seus vultos mais importantes, Silva Jardim.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Ant\u00f4nio da Silva Jardim ficou para a hist\u00f3ria como Silva Jardim. Nasceu em Capivari, cidade que atualmente leva o seu nome, em 18 de agosto de 1860. Era filho de um professor que mantinha a fam\u00edlia com certa dificuldade. Para ganhar a vida, lecionava no s\u00edtio onde moravam. Por isso, Silva Jardim teve de se virar cedo. Trabalhou no pr\u00f3prio externato onde estudava. Com esp\u00edrito aventureiro, assim que chegou a \u00e9poca de fazer o curso superior, saiu de Niter\u00f3i e foi para S\u00e3o Paulo estudar na Faculdade de Direito de S\u00e3o Paulo. N\u00e3o demorou muito para se envolver com as ideias abolicionistas e republicanas que movimentavam seus colegas estudantes e estavam presentes.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Como defendia ideias que provocavam debates acalorados na popula\u00e7\u00e3o, por onde discursava era elogiado, criticado, perseguido e at\u00e9 apedrejado. N\u00e3o se incomodava. Quando lhe diziam que os monarquistas, formados pela guarda negra, organizada por Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio, poderiam agredi-lo fisicamente por causa de suas ideias republicanas, respondia: vamos ver quem tem mais coragem, se eu para morrer, ou essa gente para me matar. Ele n\u00e3o estava para brincadeira n\u00e3o. Basta dizer que chegou a fazer discursos com a arma na cintura. Houve at\u00e9 uma vez, num momento de eloqu\u00eancia desmedida, em que brandiu o rev\u00f3lver para que todos pudessem v\u00ea-lo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Essa demonstra\u00e7\u00e3o de idealismo e car\u00e1ter, t\u00e3o rara nos dias de hoje, pode parecer at\u00e9 mesmo ut\u00f3pica diante da realidade pol\u00edtica que vivenciamos. A falta de escr\u00fapulos, a desonestidade e a aus\u00eancia de comprometimento \u00e9tico de alguns dos &#8220;representantes do povo&#8221; fazem mais mal<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u00e0 popula\u00e7\u00e3o que os estragos que poderiam ser provocados pelos desastres naturais. Todos n\u00f3s nos indignamos ao saber que o pol\u00edtico de determinada regi\u00e3o desviou para os pr\u00f3prios bolsos recursos que deveriam ser destinados \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de rem\u00e9dios, \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de hospitais, ou \u00e0 compra de merendas escolares. Como podem ser t\u00e3o insens\u00edveis?!<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Pol\u00edticos corruptos, mal-intencionados, incompetentes, entretanto, n\u00e3o s\u00e3o &#8220;privil\u00e9gio&#8221; do nosso pa\u00eds, pois vira e mexe chegam at\u00e9 n\u00f3s not\u00edcias de outras na\u00e7\u00f5es, revelando que determinado gatuno pol\u00edtico foi apanhado com a boca na botija. Tal fato, todavia, n\u00e3o nos serve de consolo. Como o soci\u00f3logo norte-americano Richard Sennett bem define: &#8220;Car\u00e1ter \u00e9 o valor \u00e9tico que atribu\u00edmos aos nossos pr\u00f3prios desejos e \u00e0s nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros&#8221;. Quando as rela\u00e7\u00f5es sociais s\u00e3o marcadas pela aus\u00eancia de car\u00e1ter, a cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os duradouros de confian\u00e7a, lealdade e compromisso m\u00fatuo ficam seriamente abaladas. E todos perdemos<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O VALOR DO FIO DE BIGODE<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Luiz Ferreira da Silva<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Fui de um tempo em que a palavra tinha valor e n\u00e3o era usada em v\u00e3o. Os homens se afirmavam pelo seu comprometimento aquilo que lhes eram impostos, honrando as suas cal\u00e7as, express\u00e3o que significava a condi\u00e7\u00e3o do g\u00eanero-Homem.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A mentira, desde a inf\u00e2ncia, n\u00e3o era tolerada, incutindo-se lhe um sentimento de falta grave, que carregava por toda a sua vida. O exemplo vinha dos pais. Infelizmente, com o passar dos anos, essa concep\u00e7\u00e3o de hombridade foi perdendo a vez.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Assisti, em um Supermercado, aqui em Macei\u00f3 (AL), uma Senhora de classe alta, com seu rebento de uns 5 anos, retirar da prateleira uma barra de chocolate e lhe dar enquanto fazia outras compras, n\u00e3o o pagando ao passar pelo caixa.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">No s\u00e9culo passado, era comum o uso da express\u00e3o \u201cfio de bigode\u201d, que consistia em garantir a palavra com um fio do pr\u00f3prio bigode. Valia mais do que qualquer promiss\u00f3ria. Palavra dada \u00e9 palavra de honra; palavra de cavalheiro<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Humberto Bati, em artigo publicado em A not\u00edcia de Joinville (16-05-2.009), exemplifica: &#8211; \u201cUm grande exemplo brasileiro foi Visconde de Mau\u00e1, que se tornou o homem mais rico do Brasil de sua \u00e9poca. Como era liberal, abolicionista e contra a Guerra do Paraguai, foi v\u00edtima de persegui\u00e7\u00e3o pol\u00edtica pelo Imp\u00e9rio e faliu. Ao inv\u00e9s de deixar os credores na m\u00e3o, vendeu todos seus bens, pagou a todos, limpou seu nome e recome\u00e7ou, com a cabe\u00e7a erguida.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">No mundo atual, vemos que a lei que impera n\u00e3o \u00e9 a do fio do bigode, mas a lei de Gerson: \u201cO mais importante \u00e9 levar vantagem em tudo, certo?\u201d<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O mundo mudou com o crescimento populacional, exigindo uma luta cotidiana pela subsist\u00eancia e muitas a\u00e7\u00f5es de probidade passaram a ser negligenciadas, aflorando a gan\u00e2ncia pelo dinheiro.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Aquele brasileiro, tido como um homem bom, sofrido, trabalhador, honesto e solid\u00e1rio, que ouv\u00edamos em tempos passados, sucumbiu no novo mil\u00eanio, haja vista o processo anticorrup\u00e7\u00e3o da \u201cLava jato\u201d, que escancarou a corrup\u00e7\u00e3o de pol\u00edticos e grandes empres\u00e1rios.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Exce\u00e7\u00f5es sempre existem. O que interessa \u00e9 a \u201cmoda\u201d estat\u00edstica; o comportamento geral das pessoas, independentemente da sua cor, credo ou classifica\u00e7\u00e3o social.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Diante do exposto, vou tentar ajudar ao prezado leitor as raz\u00f5es do comportamento do brasileiro:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro vota nos candidatos corruptos? N\u00e3o seria uma vontade velada de que tamb\u00e9m gostaria de ser um deles?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro quer come\u00e7ar como chefe, fazer pouco esfor\u00e7o e reclamar sempre do sal\u00e1rio? N\u00e3o seria uma maneira de usufruir sem m\u00e9rito, passando muita gente para tr\u00e1s?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro n\u00e3o respeita os seus limites, avan\u00e7ando os sinais, furando filas, fumando em lugares proibidos? N\u00e3o seria o abomin\u00e1vel \u201ceu posso mais\u201d?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro desfila em carros luxuosos e n\u00e3o paga o condom\u00ednio, as f\u00e9rias da sua empregada? N\u00e3o seria o seu gene perdul\u00e1rio?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que joga lixo na rua, \u00e9 mal educado e n\u00e3o respeita os mais velhos? N\u00e3o seria a sua falta de sintonia com o seu semelhante, vivendo um mundo s\u00f3 seu, criado por ele?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro se \u201csuja\u201d com pequenas coisas, abrindo pacotes em supermercados, enganando pessoas pobres (exemplo: flanelinhas) e procrastinando as suas d\u00edvidas? N\u00e3o seria a vontade de \u201cespecializa\u00e7\u00e3o\u201d?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro esnoba riqueza em viagens, banquetes, roupas de grife? N\u00e3o seria uma necessidade de se afirmar, pois n\u00e3o possui atributos interiores para tal?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro luta para entrar na pol\u00edtica, sabendo do mar de lama que ela \u00e9? Seria por essa atra\u00e7\u00e3o ambiental eivada da expectativa de se dar bem, como j\u00e1 se tornou normal no nosso pa\u00eds?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro quando ascende no ranking social se torna prepotente, vaidoso e arrogante, sobretudo com os de baixo? N\u00e3o seria o gene do deslumbramento que vivia escondido no seu DNA?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro se torna esquerdista quando est\u00e1 na pior e muda quando melhora de vida, passando a exercer a opul\u00eancia, antes combatida? Seria uma revolta pelo que fora desprezando aos que eram iguais, considerando-os uma classe inferior?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Por que o brasileiro pobre quando se torna policial persegue os da sua classe e se apequena ante os abastados? N\u00e3o seria a concep\u00e7\u00e3o de que agora est\u00e1 a servi\u00e7o da elite e os seus de antes n\u00e3o tem nada a lhe oferecer?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Vou ficar por aqui. O prezado leitor pode agregar in\u00fameras atitudes do brasileiro que, \u00e0 luz de outros povos, envergonham o nosso pa\u00eds.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Sempre nos perguntamos por que somos subdesenvolvidos, sobretudo n\u00f3s aqui do Nordeste. Sa\u00edmos sempre pela tangente e esquecemos as nossas mazelas. Estudar firme, suar no trabalho e crescer pelo esfor\u00e7o pr\u00f3prio, n\u00e3o est\u00e3o no \u201cvade-m\u00e9cum\u201d do brasileiro. Isso \u00e9 para oriental do olho puxado, para os alem\u00e3es, para os canadenses e outros \u201cinfelizes\u201d que n\u00e3o sabem gozar a vida \u2013 assim fala muita gente, sobretudo nos bares, nas rodas de samba, nas feiras de trambiques.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E isso n\u00e3o acontece s\u00f3 com os abastados, mas com os pobres, tamb\u00e9m. Os ricos dedicam grande parte de seu tempo para lutar pelas sinecuras e mamar nas tetas da vi\u00fava (governo = nosso dinheiro suado) e os menos favorecidos no seu limite de vantagens, a exemplo dos sem-terra e dos \u201cbolsistas\u201d do governo que, com raras exce\u00e7\u00f5es, nada querem com o trabalho.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E os exemplos dos muitos pol\u00edticos que se locupletam do er\u00e1rio p\u00fablico, incluindo a fam\u00edlia nesta farra com o nosso suado dinheiro?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Como \u00e9 que vamos ser um pa\u00eds desenvolvido? Recursos Naturais ajudam, mas o fator primordial \u00e9 a for\u00e7a de trabalho de seu povo, eivada de dedica\u00e7\u00e3o aos estudos, muito suor, obstina\u00e7\u00e3o, desprendimento, conhecimentos e dec\u00eancia comportamental, com respeito \u00e0s leis e aos limites da conviv\u00eancia salutar e pac\u00edfica. Tudo isso com a valoriza\u00e7\u00e3o da palavra, aquela do fio de bigode.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O FURO NO BARCO<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um homem foi chamado \u00e0 praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pinc\u00e9is, e come\u00e7ou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer. Enquanto pintava, viu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento e decidiu consert\u00e1-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">No dia seguinte, o propriet\u00e1rio do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">&#8211; O senhor j\u00e1 me pagou pela pintura do barco! &#8211; disse ele.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">&#8211; Mas isto n\u00e3o \u00e9 pelo trabalho de pintura. \u00c9 por ter consertado o vazamento do barco.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">&#8211; Ah! Mas foi um servi\u00e7o t\u00e3o pequeno&#8230; Certamente, n\u00e3o est\u00e1 me pagando uma quantia t\u00e3o alta por algo t\u00e3o insignificante!<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">&#8211; Meu caro amigo, voc\u00ea n\u00e3o compreende. Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a voc\u00ea que pintasse o barco, me esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e sa\u00edram para uma pescaria. Eu n\u00e3o estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam sa\u00eddo com o barco, fiquei desesperado, pois me lembrei que o barco tinha um furo. Imagine meu al\u00edvio e alegria quando os vi retornando s\u00e3os e salvos. Ent\u00e3o, examinei o barco e constatei que voc\u00ea o havia consertado! Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! N\u00e3o tenho dinheiro suficiente para pagar a sua &#8220;pequena&#8221; boa a\u00e7\u00e3o.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">N\u00e3o importa para quem, quando ou de que maneira: mas, ajude, ampare, enxugue as l\u00e1grimas, escute com aten\u00e7\u00e3o e carinho, e conserte todos os &#8220;vazamentos&#8221; que perceber, pois nunca sabemos quando est\u00e3o precisando de n\u00f3s ou quando Deus nos reserva a agrad\u00e1vel surpresa de ser \u00fatil e importante para algu\u00e9m.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">(Autor desconhecido)<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O PENSAMENTO DA SEMANA<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Meu conselho \u00e9 que se case. Se voc\u00ea arrumar uma boa esposa, ser\u00e1 feliz; se arrumar uma esposa ruim, se tornar\u00e1 um fil\u00f3sofo. (S\u00f3crates).<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A POESIA DA SEMANA<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">SONETO DO AMIGO<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Vin\u00edcius de Moraes<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Enfim, depois de tanto erro passado<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Tantas retalia\u00e7\u00f5es, tanto perigo<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Eis que ressurge noutro o velho amigo<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Nunca perdido, sempre reencontrado.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u00c9 bom sent\u00e1-lo novamente ao lado<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Com olhos que cont\u00eam o olhar antigo<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Sempre comigo um pouco atribulado<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E como sempre singular comigo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Um bicho igual a mim, simples e humano<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Sabendo se mover e comover<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E a disfar\u00e7ar com o meu pr\u00f3prio engano.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O amigo: um ser que a vida n\u00e3o explica<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Que s\u00f3 se vai ao ver outro nascer<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E o espelho de minha alma multiplica&#8230;<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">A PIADA DA SEMANA<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O rato caiu num barril de vinho. Como n\u00e3o sabia nadar, come\u00e7ou a se afogar, a engolir vinho e a gritar por socorro. Mas s\u00f3 quem apareceu para atender ao apelo foi um gato, seu inimigo n\u00famero um. O gato ent\u00e3o perguntou com ironia:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Est\u00e1 se afogando, meu amigo?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O rato, mal conseguindo falar, respondeu:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 N\u00e3o fique a\u00ed apenas olhando. Por favor, me tire daqui. Eu n\u00e3o sei nadar.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Mas se eu tiro voc\u00ea da\u00ed, eu vou com\u00ea-lo, pois sou um gato \u2013 disse \u00e0s gargalhadas.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Eu sei que voc\u00ea \u00e9 um gato, mas prefiro morrer comido por voc\u00ea a afogado no vinho \u2013 disse o rato, j\u00e1 nas \u00faltimas.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">O gato pensou e respondeu:<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Tudo bem! Eu tiro voc\u00ea da\u00ed.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">E, tranquilamente, o gato tirou o rato do barril e o colocou no ch\u00e3o.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">Mas o rato tratou logo de sumir por um buraco.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Ei, voc\u00ea me traiu \u2013 queixou-se o gato. \u2013 Voc\u00ea disse que ia me deixar com\u00ea-lo.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Eu falei isso?<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 Falou.<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\">\u2013 N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel! Eu devia estar b\u00eabado!<\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>oOo<\/strong><\/h2>\n<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>Acessar: www.r2cpress.com.br<\/strong><\/h2>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>EDI\u00c7\u00c3O 01, ANO XVII 16 anos, semanalmente, chegando a um seleto grupo de leitores. E TOCANDO EM FRENTE! 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