{"id":123888,"date":"2021-05-07T17:40:25","date_gmt":"2021-05-07T20:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=123888"},"modified":"2021-05-07T17:40:25","modified_gmt":"2021-05-07T20:40:25","slug":"do-reverterio-ao-revorteio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2021\/05\/07\/do-reverterio-ao-revorteio\/","title":{"rendered":"DO REVERT\u00c9RIO AO \u201cREVORTEIO\u201d:"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>A RETOMANDO DA CACAUICULTURA RONDONIENSE.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Luiz Ferreira da Silva, 84<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Ex-Diretor da CEPLAC\/Amaz\u00f4nia, 1982-1985.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>luizferreira1937@gmail.com<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LF30.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-123889\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LF30-300x144.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"144\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LF30-300x144.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/LF30.jpg 389w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>(Grupo de pequenos agricultores, caracter\u00edstica da cacauicultura rondoniense, visitando uma \u00e1rea clonal, sob a orienta\u00e7\u00e3o do t\u00e9cnico Francisco\/CEPLAC).<\/p>\n<p>O cacaueiro foi introduzido na Bahia em 1746, com sementes trazidas do Par\u00e1 pelo colono franc\u00eas Frederico Warneaux. plantadas por Ant\u00f4nio Dias Ribeiro na Fazenda Cub\u00edculo, Canavieiras, BA.<\/p>\n<p>Em 1971, com sementes h\u00edbridas trazidas da Bahia, um outro Frederico, mas de sangue tropical &#8211; Frederico Monteiro \u00c1lvares-Afonso, iniciou o retorno do cacau, plantando-as no Projeto Integrado de Coloniza\u00e7\u00e3o Ouro Preto, do Incra, no hoje Munic\u00edpio de Ouro Preto do Oeste, Rond\u00f4nia.<\/p>\n<p>A agricultura do cacau no ber\u00e7o de origem tem as mais not\u00e1veis qualidades ecol\u00f3gicas e humanas. Nenhuma agricultura praticada ao longo das estradas e dos travess\u00f5es, seja no Par\u00e1 ou em Rond\u00f4nia, \u00e9 t\u00e3o amaz\u00f4nica, t\u00e3o ambientalista, t\u00e3o propiciadora de trabalho e agrega\u00e7\u00e3o familiar. A \u00e1rvore do cacau protege o solo evitando a eros\u00e3o; recupera a fertilidade natural das \u00e1reas degradadas, reintegra a fauna ao seu meio natural e proporciona numerosos empregos, al\u00e9m de oferecer a implanta\u00e7\u00e3o de pequenas agroind\u00fastrias.<\/p>\n<p>Foi com essa vis\u00e3o que a CEPLAC, norteado pelo Frederico, implantou um polo cacaueiro, impulsionado pelo PROCACAU (Plano nacional de expans\u00e3o da cacauicultura), a partir de 1976.<\/p>\n<p>O programa foi exitoso, gra\u00e7as \u00e0s m\u00e3os dadas INCRA-CEPLAC, e o objetivo de fixar o pequeno parceleiro \u00e0 terra, considerando o valor espec\u00edfico do cacau, capaz de prover a fam\u00edlia com 10 hectares de plantio, com a for\u00e7a do trabalho do casal e um filho adulto.<\/p>\n<p>E dessa forma o polo se expandiu ao longo da rodovia BR-364 (Cuiab\u00e1\/Porto Velho), destacando-se os munic\u00edpios de Ariquemis, Jar\u00fa, Ouro Preto, Jiparan\u00e1, Cacoal, Machadino, dentre outros, obedecendo, sobretudo, requerimentos ed\u00e1ficos (qualidade dos solos).<\/p>\n<p>Desgra\u00e7adamente, com o desmonte da CEPLAC, a qualidade da assist\u00eancia t\u00e9cnica prestada aos produtores decaiu. E dessa forma o n\u00edvel de investimento na condu\u00e7\u00e3o de suas lavouras reduziu-se drasticamente. Diminuiu a produtividade dos cacauais, aumentaram os ataques das pragas e a incid\u00eancia da vassoura-de-bruxa. As lavouras passaram a um estado de semiabandono, ocorrendo at\u00e9 mesmo a erradica\u00e7\u00e3o de algumas \u00e1reas de cacau.<\/p>\n<p>No entanto \u00e9 chegada a hora de um \u201crevorteio\u201d, depois desse revert\u00e9rio, implantando-se um novo programa de revitaliza\u00e7\u00e3o, independente ou n\u00e3o da CEPLAC que, at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o tem demonstrado capacidade em atender aos requerimentos das regi\u00f5es cacaueiras, haja vista o seu esfacelamento e consequente debacle da lavoura do cacau sul baiana.<\/p>\n<p>Urge, pois, o momento de se esbo\u00e7ar um \u201cPROCACAU-2\/RO\u201d, visando a recupera\u00e7\u00e3o da sua cacauicultura, partindo de baixo para cima, a come\u00e7ar pelos 10 maiores munic\u00edpios plantadores de cacau, com o compartilhamento dos prefeitos, formando um \u201cpool\u201d de press\u00e3o estadual, com a possibilidade, inclusive de angariar recursos internacionais, evocando a import\u00e2ncia do cultivo no contexto agroecol\u00f3gico da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Seria estabelecida uma meta decenal de se plantar 50 mil hectares, para a qual o Estado de Rond\u00f4nia, assim como procedeu o Estado da Bahia, implantaria uma base de produ\u00e7\u00e3o de mudas seminais e\/ou outros materiais clonais; n\u00e3o mais os campos de produ\u00e7\u00e3o de sementes h\u00edbridas de tempos idos. Esta \u201cbiof\u00e1brica\u201d tamb\u00e9m produziria, em outra etapa, mat\u00e9rias florestais de interesse ao sistema cacau e outras finalidades conservacionistas.<\/p>\n<p>Como n\u00e3o mais se pode contar com Frederico Afonso, deixo em aberto quem seria o novo timoneiro? (Macei\u00f3, AL, 01-05-2 021)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A RETOMANDO DA CACAUICULTURA RONDONIENSE. Luiz Ferreira da Silva, 84 Ex-Diretor da CEPLAC\/Amaz\u00f4nia, 1982-1985. luizferreira1937@gmail.com (Grupo de pequenos agricultores, caracter\u00edstica da cacauicultura rondoniense, visitando uma \u00e1rea clonal, sob a orienta\u00e7\u00e3o do t\u00e9cnico Francisco\/CEPLAC). 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