{"id":125800,"date":"2022-05-17T16:23:42","date_gmt":"2022-05-17T19:23:42","guid":{"rendered":"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/?p=125800"},"modified":"2022-05-17T16:23:42","modified_gmt":"2022-05-17T19:23:42","slug":"cabruca-ou-cacauicultura-de-precisao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/2022\/05\/17\/cabruca-ou-cacauicultura-de-precisao\/","title":{"rendered":"CABRUCA OU CACAUICULTURA DE PRECIS\u00c3O?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161800.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-125801\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161800-261x300.jpg\" alt=\"\" width=\"261\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161800-261x300.jpg 261w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161800.jpg 495w\" sizes=\"(max-width: 261px) 100vw, 261px\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Luiz Ferreira da Silva, 85. <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Pesquisador aposentado da CEPLAC<a href=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161929.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-125802\" src=\"http:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161929-300x262.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161929-300x262.jpg 300w, https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-content\/uploads\/2022\/05\/IMG_20220517_161929.jpg 491w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a> <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>\u00a0 \u00a0(Foto: Paulo Cortizo, Empreendedor Rural diversificado) <\/strong><\/p>\n<p>Com a infesta\u00e7\u00e3o da vassoura-de-bruxa, dizimando milhares de hectares e provocando muita mis\u00e9ria no sul da Bahia, n\u00e3o s\u00f3 abalando a economia regional quanto deixando mais de 200 mil trabalhadores desempregados, um esfor\u00e7o sem igual at\u00e9 ent\u00e3o tem que ser despendido para revitalizar a cacauicultora.<\/p>\n<p>A Bahia sempre manteve a supremacia da produ\u00e7\u00e3o de cacau brasileiro, em cujo solo f\u00e9rtil de rochas do cristalino geol\u00f3gico, plantado sob a mata atl\u00e2ntica sul baiana, construiu uma economia importante para o pa\u00eds, originou uma hist\u00f3ria, emoldurou uma civiliza\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>No entanto, a renova\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental com novos plantios, utilizando uma mistura de clones, al\u00e9m de uma nova concep\u00e7\u00e3o de agricultura. N\u00e3o mais a de baixos insumos, mas a de precis\u00e3o, na busca de altas produtividades, como \u00e9 a nova vis\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro.<\/p>\n<p>O Sul da Bahia ainda ter\u00e1 a sua vez, mas novos polos cacaueiros ter\u00e3o que ser implementados, em regi\u00f5es que permitam o uso de tecnologias avan\u00e7adas e n\u00e3o mais com vis\u00e3o puramente ecol\u00f3gica, a exemplo da \u201ccabruca\u201d (cacau plantado sob matas raleadas).<\/p>\n<p>Novos plantios com terra preparada, cacaueiros adensados com copas fazendo toldo, sem deixar o sol chegar ao solo. Adubo nas covas, adredemente preparadas, fertirriga\u00e7\u00e3o, prote\u00e7\u00e3o fitossanit\u00e1ria. A pleno sol e utiliza\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rio agr\u00edcola.<\/p>\n<p>Produtividades que podem chegar a 200 arrobas por hectare e nova concep\u00e7\u00e3o de renova\u00e7\u00e3o da lavoura; a cada 35 anos, com novos materiais gen\u00e9ticos dispostos. N\u00e3o mais secularidade.<!--more--><\/p>\n<p>\u00c9 preciso ter em mente que o tempo da baixa produtividade n\u00e3o mais se coaduna com o momento tecnol\u00f3gico da agricultura brasileira, cujo salto se deu com o uso de t\u00e9cnicas integradas, enfocada no manejo do solo, transformando os cerados, antes solos imprest\u00e1veis, em terras produtivas.<\/p>\n<p>\u00c9 preciso explicar ao leitor sobre os efeitos da agricultura no meio ambiente e a distin\u00e7\u00e3o entre ela, como a arte de ganhar dinheiro com a terra, e o uso da terra sob a concep\u00e7\u00e3o agroecol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Meu colega Bernardo van Raij (ENA, 1962), pesquisador aposentado do IAC, Campinas, contextualizou muito bem:<\/p>\n<p>. \u201cA agricultura \u00e9 uma das atividades humanas que mais causa degrada\u00e7\u00e3o ambiental, pela destrui\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o nativa e habitats, pela eros\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o do solo, pelo comprometimento dos recursos h\u00eddricos, pela polui\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, ar e alimentos\u201d.<\/p>\n<p>\u2022 \u201cMas, a agricultura \u00e9 essencial para a vida humana, por produzir alimentos e outros produtos \u00fateis. \u00c9 a atividade que mais emprega gente. A que produz maior super\u00e1vit na balan\u00e7a de pagamentos. \u00c9 fonte de satisfa\u00e7\u00e3o humana, pela diversidade de produtos que oferece, tornando mais agrad\u00e1veis \u00e0s refei\u00e7\u00f5es, mais bonitas as paisagens\u201d.<\/p>\n<p>\u2022 \u201cTemos que agir para tornar a agricultura sustent\u00e1vel e, para isso, cada peda\u00e7o de ch\u00e3o cultivado deve ser cuidado com carinho, para que produza o m\u00e1ximo, polua o m\u00ednimo e traga retorno para quem trabalha a terra\u201d.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, exemplificando com o cacau, tem-se op\u00e7\u00f5es, considerando num extremo a \u201ccabruca\u201d (plantio sob a floresta nativa), variando o grau do sombreamento e, no outro, o cacau a pleno sol, sob sistema de altos insumos, incluindo a irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nem muito ao sol e nem muito \u00e0 sombra. Vai depender das condi\u00e7\u00f5es fitogeogr\u00e1ficas e estrutura de agricultura de precis\u00e3o, mas sempre com o l\u00e1pis na m\u00e3o. Este \u00e9 quem vai definir, pois o importante \u00e9 o dinheiro que vai entrar no bolso; custo-benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Como exemplos para colocar o leitor no epicentro dessa discuss\u00e3o:<\/p>\n<p>&#8211; Uma \u00e1rea no Vale do rio Almada (Sul da Bahia), com boa distribui\u00e7\u00e3o de chuvas, relevo de anteparo aos ventos, solo f\u00e9rtil, sem necessitar de muito adubo. O cacau pode sob mata raleada produzir a contento e ser lucrativo. Os mesmos resultados n\u00e3o ser\u00e3o auferidos nos tabuleiros, de solos fracos e de baixa capacidade de reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, havendo uma concorr\u00eancia da mata cabrocada com os cacaueiros.<\/p>\n<p>&#8211; De outra forma, uma \u00e1rea de cerrado num complexo de agricultura com uso de tecnologias avan\u00e7adas, no qual a vis\u00e3o \u00e9 de produzir o m\u00e1ximo numa unidade de \u00e1rea. Nesse caso, o cacau vai ser testado no mesmo escopo dos cultivos presentes, notadamente soja, milho e algod\u00e3o, concorrendo em termos de ganhos l\u00edquidos. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 a produtividade que vai contar, mas o lucro final comparado \u00e0queles.<\/p>\n<p>O fundamental \u00e9 se produzir cacau, seja do jeito que for, pois o pa\u00eds passou de exportador a importador, a regi\u00e3o se empobreceu, a CEPLAC se afundou, o cacauicultor se endividou e a m\u00e3o-de-obra se afavelou.<\/p>\n<p>Urge, pois o programa integrado que revitalize a regi\u00e3o cacaueira numa concep\u00e7\u00e3o hol\u00edstica, interagindo as pernas desse cavalete. A\u00e7\u00f5es isoladas nada resolvem. (Macei\u00f3, AL, 17\/05\/2022)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luiz Ferreira da Silva, 85. Pesquisador aposentado da CEPLAC \u00a0 \u00a0(Foto: Paulo Cortizo, Empreendedor Rural diversificado) Com a infesta\u00e7\u00e3o da vassoura-de-bruxa, dizimando milhares de hectares e provocando muita mis\u00e9ria no sul da Bahia, n\u00e3o s\u00f3 abalando a economia regional quanto deixando mais de 200 mil trabalhadores desempregados, um esfor\u00e7o sem igual at\u00e9 ent\u00e3o tem que [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125800"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=125800"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125800\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":125803,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/125800\/revisions\/125803"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=125800"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=125800"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.r2cpress.com.br\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=125800"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}